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13. Três gols em uma só partida


Fic: Gina Joga e Ganha


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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n/a: só pra não dizer que eu sou má e deixei vocês com gostinho de quero mais, postei hoje!!! Bjus!!! E não deixem de comentar!!!



13


Três gols em uma só partida


 


—Vai me atacar sexualmente?


Harry cruzou os braços e a olhou nos olhos.


—Seria um problema para você?


—Sim. Estou aqui para te entrevistar para o Times.


Maldição, pensou Harry. Tinha os ombros erguidos, seu olhar era direto, estava concentrada por completo. Isso não era nada bom. Queria atacá-la.


—Sente-se.


Fazia muito tempo que Harry não via uma mulher em sua própria casa além de Papoula Pomfrey. Desde que Lily foi viver com ele.


Horas antes, quando chegou Gina e estiveram no salão, tinha-lhe parecido estranho vê-la, rodeada de suas coisas. Como lhe aconteceu pouco depois de conhecê-la, quando olhava ao redor e a via sentada no avião em que viajava a equipe ou no ônibus, parecia-lhe desconjuntado. Esta vez, entretanto, encaixava com perfeição com o entorno. Como se sempre tivesse estado aí.


Harry se sentou em um canto do sofá e Gina se sentou no meio. Vários cachos lhe caíam pelas têmporas e pelas bochechas enquanto olhava o bloco de papel de notas e o gravador que tinha no colo. Vestia calças negras e blusa branca, e Harry sabia que sua pele era tão suave como parecia.


—Há algum aspecto de seu passado de que queira falar? —perguntou Gina, mantendo a cabeça inclinada sobre o bloco de papel de notas enquanto o fazia.


—Não.


— Escreveram muito sobre você. Não quer desfazer-se de nada?


—Quanto menos diga sobre o passado, melhor.


—O que é o que mais lhe incomoda do que se escreve sobre você? As verdades? —O olhou de esguelha—. Ou as invenções?


Nunca ninguém tinha feito essa pergunta, e pensou pra resposta durante um segundo.


—Provavelmente o que não é certo.                                


—Embora seja adulador?                                           


—A que te refere?


—Bom, não sei. —Gina respirou fundo —. As mulheres. As noites inteiras de sexo.


Estava um pouco decepcionado pela forma na qual Gina levava a entrevista. Como não tinha posto em marcha o gravador, disse:


—Nunca houve noites inteiras de sexo. Se permaneci alguma noite acordado foi porque estava preocupado.


Ela baixou o olhar de novo e mordeu o lábio inferior.


—A maioria dos homens se sentiria adulado se falassem deles como atletas do sexo.


Harry pensou que devia confiar nela, ou não lhe haveria dito o que acabava de lhe dizer. E tampouco o que ia acrescentar:


—Se passava toda a noite preocupado, não era pelo sexo. Não sei se entende o que quero dizer.


—Não eram aduladores para você todos esses comentários sobre o sexo e as mulheres?


Harry supôs que fazia aquela pergunta porque era um pouco dissimulada e se sentia intrigada por essa classe de coisas.


—Na realidade, não. Estou tentando refazer minha carreira e toda essa merda turva o que é verdadeiramente importante.


—OH. —Gina pôs em marcha o gravador—. No ranking dos cinqüenta melhores jogadores desta temporada elaborada pelo Hocke News, ocupa o sexto posto, o segundo entre os goleiros — disse trocando de tema—. O ano passado não apareceu na lista. O que acha que contribuiu para essa brilhante melhora em relação à temporada passada?


Devia estar brincando.


—Não melhorei nada. O ano passado voltei a jogar.


—Disseram muitas coisas este ano a respeito de sua recuperação. —Parecia tensa, como se estivesse nervosa, o que não deixava de ser surpreendente. Harry não acreditava que houvesse muitas coisas capazes de pô-la nervosa—. Qual foi o maior obstáculo que tiveste que superar? —perguntou.


—Conseguir que me dessem outra oportunidade para jogar.


—Como estão seus joelhos?


—Cem por cento — mentiu ele. Seus joelhos nunca voltariam a estar como antes da lesão. Enquanto seguisse jogando teria que conviver com a dor e a preocupação.


—Tenho lido que quando começou a jogar na liga infantil em Edmonton o fazia de central. O que o levou a se converter em goleiro?


Aparentemente, sua investigação tinha ido além de sua vida sexual. Por alguma estranha razão, isso não o irritou como estava acostumado a lhe irritar.


—Joguei de central dos cinco anos até os doze. O goleiro de nossa equipe deixou a meia temporada e o treinador olhou a todos e disse: «Harry, ponha-se entre os paus. É o goleiro.»


Ela riu, aparentemente mais relaxada.


—Sério? Não nasceu com o fervente desejo de parar tudo?


Harry gostava de sua risada. Era sincera, e fazia que seus olhos casatanhos brilhassem.


—Não, mas logo me transformei em um bom goleiro.


Ela anotou algo no bloco de papel de notas.


—Alguma vez teve a tentação de voltar para sua posição original?


Ele negou com a cabeça.                                                                  


— Assim que me pus entre os paus, já não quis sair dali. Nunca me passou isso sequer.


Ela voltou a lhe olhar.


—Percebe que às vezes tem um forte sotaque francês?


—Ainda? Trabalhei muito para evitá-lo.


—Não o faça. Eu gosto.


E ele gostava dela. Queria dar respostas inteligentes, mas ao olhá-la, com seu brilhante cabelo e seus lábios rosados, de repente não lhe importou mostrar-se inteligente.


—Então, suponho que não seguirei trabalhando nisso...


Gina sorriu, e voltou a centrar sua atenção no bloco de papel de notas.


—Algumas pessoas dizem que os goleiros são diferentes do resto de jogadores, que são totalmente diferentes. Está de acordo?


—Certamente é verdade, até certo ponto. —Harry apoiou as costas no sofá e estirou os braços sobre o respaldo—. Jogamos uma partida diferente de que jogam outros jogadores. O hóquei é um esporte de equipe, exceto para os goleiros. Um goleiro sempre joga, por dizê-lo de algum modo, um contra um. Se se equivocar, prejudicam-se todos.


—Não se disparam os flashs nem grita a multidão quando defende um gol, não é isso?


—Exato.


—Quanto te custa superar uma derrota?


—Isso depende do tipo de derrota. Estudo a gravação da partida e tento compreender como poderia fazer melhor na próxima e, pelo geral, no dia seguinte já o superei.


—Quais são seus rituais anteriores às partidas?


Permaneceu em silêncio até que, finalmente, ela voltou à cabeça para ele, então perguntou:


—Além de que me chame pedaço de tolo?    


—Não vou publicar isso.


—Hipócrita.                                       


Ela encolheu de ombros.    


—Confia em mim.


Havia umas quantas coisas que podia imaginar-se em relação a ela, mas confiar não era uma delas.      


—A noite anterior ao dia da partida como um montão de proteínas e ferro.


—O goleiro retirado Glenn Hall disse em uma ocasião que odiava todos os minutos que tinha jogado. O que te parece semelhante opinião?


«Interessante pergunta», pensou ele enquanto jogava para trás a cabeça e estudava Gina. O que lhe parecia? Às vezes jogar tanto lhe desagradava, em efeito. Outras, entretanto, eram melhores que o sexo.


—Na quadra minha concentração é total e sou muito competitivo. Não há nada melhor para mim que estar entre os três paus, detendo disparos. Sim, eu adoro o que faço.


Ela anotou algo no bloco de papel de notas, depois passou a página. Elevou a caneta e a levou até seus lábios, atraindo a atenção de Harry para sua boca.


Havia algo em Gina que lhe intrigava mais do que o tinha feito qualquer outra mulher. Algo mais que as contradições existentes entre a dissimulada e a mulher que lhe tinha beijado como o faria uma rainha do pornô.


Algo que o fazia desejar acariciar seus brilhantes cachos e lhe agarrar o rosto entre as mãos. Harry tinha estado com muitas mulheres formosas em sua vida, mulheres fisicamente perfeitas, mas sempre tinha podido controlar seu desejo. Com Gina era diferente. A miúda Gina, com seus escassos seios, sua cabeleira selvagem e aqueles profundos olhos castanhos que podiam atravessá-lo. Desde a noite do banquete, quando a beijou, imaginava despindo-a e explorando seu corpo com a boca e as mãos. Tinha tentado evitá-la e, em lugar disso, tinha estado a ponto de fazer amor com ela contra a parede de um estacionamento. E o desejo que sentia por ela não fazia nada a não ser crescer dia após dia.


Ao observá-la naquele momento, com sua suave pele e seu brilhante cabelo, perguntou-se por que não tinha podido evitá-la. Penetrou em sua vida. Não ia a nenhuma parte, e ele tampouco. Ambos eram adultos. Se acabasse lhe beijando os seios enquanto entrava na cálida profundidade de seu corpo, bem, não haveria nada imperdoável nisso, pois não seriam mais que dois adultos proporcionando-se agradar mutuamente. De fato, isso era provavelmente o que os dois necessitavam. Baixou o olhar até seus pequenos seios. Sabia que, com certeza, era o que ele necessitava.


O telefone que havia junto ao sofá começou a soar. Harry levantou o fone. Era Lily para lhe dizer que passaria a noite com Hanna.


—Me ligue pela manhã — lhe disse ele, e desligou.


—Era Lily?


—Sim. Ficará na casa da Hanna.


Gina se voltou para ele, apoiando um joelho no sofá e o ombro na almofada que tinha mais à mão.


—Quer falar de Lily?


—Não. Não quero dizer nada que possa lhe complicar ainda mais a vida.


—Muito inteligente de sua parte. —Gina deu uma olhada no bloco de papel de notas e depois voltou a olhá-lo—. Quando pensa no futuro, como te vê?


Harry não gostava das perguntas como essa. Estava tentando sobreviver a essa temporada sem lesar-se, e não gostava de pensar, além disso. Uma jogada, uma partida, uma temporada... Não ia mais à frente.


—Suponho que quando me retirar terei tempo para decidir o que fazer com minha vida.


—E quando crê que acontecerá?


—Espero que, no mínimo, dentro de cinco anos. Possivelmente mais.


—Sabe-se que não concede entrevistas. Por que te incomoda tanto falar com os jornalistas?


Harry acariciou com seus dedos o braço do Gina.


—Porque sempre formulam as perguntas equivocadas.


Ela observou as pontas de seus dedos a caminho de seus ombros, e separou ligeiramente os lábios para respirar.


—Quais são as perguntas adequadas?


Harry apoiou os dedos sob seu queixo e a obrigou a olhá-lo.


—Me pergunte outra vez por que não quero que viaje com a equipe.


—Por que?


Ele roçou com o polegar seu lábio inferior.


—Porque me põe como um ferro.


—OH — sussurrou Gina.


Ele estirou a mão e desligou o gravador.


—Acreditei que se afastasse poderia me esquecer de você. Acreditei que se fugisse conseguiria te tirar de minha cabeça. Mas não funcionou.


Tirou-lhe a caderneta e a caneta das mãos e os jogou no chão. Depois disso se aproximou de Gina e enredou os dedos entre seus cachos à altura das têmporas.


—Desejo-te, Gina. —inclinou-se para ela e agarrou seu rosto entre as mãos. Apoiou sua testa na dela, e para assegurar-se de que lhe entendesse com perfeição, acrescentou—: Quero te despir e beijar todo seu corpo.


Gina abriu os olhos desmesuradamente.


—Ontem à noite estava muito zangado comigo.


—Para falar a verdade, estava zangado comigo mesmo por te haver feito sentir como uma admiradora mais. —Roçou com sua boca na de Gina—. Quero que saiba que nem por um segundo pensei em você nesses termos. Sei quem é, e apesar de todos meus intentos para fazer caso omisso, não consegui. —Beijou-a com suavidade nos lábios, depois se afastou para poder olhá-la nos olhos—. Quero fazer amor com você, e se não me detiver agora, isso é exatamente o que vai acontecer.


—Não acredito que seja uma boa idéia — disse Gina, mas não o separou de si.


—Por que?


—Porque sou jornalista e viajo contigo, com os Gryffindors.


Beijou-lhe o canto dos lábios e sentiu que ela estremecia.


—Terá que me dar uma razão mais convincente nos próximos três segundos ou vais estar nua antes do que imagina.


—Não sou uma de suas bonequinhas Barbie. Não tenho as pernas longas nem o peito abundante. Não posso competir com isso.         


De novo, Harry retrocedeu para olhá-la nos olhos, e teria se posto a rir se não tivesse comprovado que Gina falava a sério.


—Isto não é uma competição — disse colocando uma mecha de cabelo detrás da orelha.


Gina o agarrou pelo pulso e adicionou:


—Não sou o tipo de mulher que está acostumada a inspirar luxúria em um homem como você.


Desta vez sim, pôs-se a rir. Não pôde evitá-lo, já que sua tremenda ereção demonstrava o contrário.


—Desde aquela primeira manhã em que subiu ao avião da equipe não deixei que me perguntar como seria nua. —Harry deslizou a mão de sua garganta para os botões de sua blusa—. Tem-me feito perder a cabeça após isso. —As pontas de seus dedos acariciaram sua pele nua e também o sedoso material de que parecia ser feita a blusa enquanto a desabotoava—. Me inspira toda classe de coisas, mas especialmente luxúria. —inclinou-se para ela e lhe beijou o lóbulo da orelha—. Um montão de pensamentos luxuriosos e fantasias úmidas que lhe poriam os cabelos em pé.


Tirou as abas da blusa de dentro da calça e observou o Top de seda.


—Na outra noite, quando passei pela sala de imprensa e te vi, imaginei que te deitava em cima da mesa e que o fazíamos ali mesmo, em cima das bandejas com as massas.


—Soa um pouco... sujo.


—E divertido. Penso em todos os interessantes lugares nos quais poderíamos estar. Quero provar desse doce.


Gina parecia estar retendo o fôlego quando disse:


—Mas você não toma açúcar.


Ele riu.


—Quero comer a ti — disse justo antes de lhe beijar o pescoço—. Lhe soa estranho, Gina?


Gina conteve um gemido. Claro que lhe soava estranho, mas não pelo que Harry acreditava. Que ele tivesse fantasias com ela, na sala de imprensa, era muito estranho. Seu quente fôlego sobre seu pescoço fez que um calafrio percorresse suas costas, e o contato da mão do Harry fez que lhe arrepiasse a pele. O calor também se instalou entre suas pernas. Seus mamilos se arrepiaram dolorosamente enquanto tentava apertar as coxas. Desejava Harry. Desejava-o tanto que lhe nublava a vista e logo não podia respirar. OH, sim, desejava-lhe tanto como ele a desejava, mas tinha medo do que podia resultar de todo aquele desejo. Se tivesse sido simplesmente uma questão sexual, a essas alturas ambos já se teriam despido. Mas se tratava de mais. Ao menos para ela. Não importava quanto o desejasse, seu coração também estava comprometido no assunto.


Gina respirou fundo e separou os lábios para lhe dizer que não podia fazê-lo, que tinha que ir para casa imediatamente, mas uma das enormes mãos dele se fechou sobre um de seus seios, esquentando sua pele através da seda.


—Gina, desejo-a — lhe sussurrou Harry ao ouvido.


A seguir a beijou na boca e ela sentiu que ficava sem fôlego. Percebeu seu aroma de limpo, e de sexo.


Dezenove andares mais abaixo, um caminhão de bombeiros passou a toda velocidade, fazendo desaparecer o mundo real, levando-as últimas reservas de Gina a seu passo. O bom julgamento desta se esfumou. Desejava Harry tanto como ele a desejava. Talvez mais, e já teria tempo de arrepender-se depois. Nesse momento a única coisa que lhe interessava era sentir sua mão lhe acariciando o mamilo, e aqueles tórridos beijos que a enjoavam e que faziam que ficasse tensa. Escapou-lhe um gemido quando ele a beijou, lhe devorando com uma paixão superior a sua habilidade para controlar os gemidos. Todas suas inibições e receios se converteram em cinzas sob a abrasadora necessidade de fazer amor de um modo selvagem e brutal com Harry Potter.


Beijou-o com ardor, depois se ajoelhou no sofá e ficou escarranchada sobre seu colo. Estava perdida, completamente perdida, arrastada por sensações que a superavam. Levantou-lhe o pulôver e a camiseta deixando seu peito descoberto, e suas bocas se separaram só o tempo necessário para ambos tirarem os objetos pela cabeça. Pôde posar então suas mãos nele. Tocar-lhe ali onde desejava fazê-lo. Seus másculos peitorais e seus ombros. Com os dedos percorreu sua pele e acariciou seu tórax. Sentou-se sobre ele, e notou a pressão de sua ereção e seu calor abrasador. Com o coração lhe galopando no peito e nos ouvidos, apertou-se mais forte contra ele. Deslizou as mãos por seu plano ventre e lhe agarrou os pulsos.


—Maldita seja — murmurou Harry, respirando com dificuldade—. Para um pouco ou vou finalizar antes de começar. Se continuar assim, não durarei nem cinco segundos.


Gina captou sua mensagem. Cinco segundos de Harry lhe pareciam melhor que algo que tivesse provado antes. Melhor que algo que pudesse provar no futuro.


Harry lhe abriu a blusa, deixando que se deslizasse por seus ombros e seus braços. Acabou atirando-a ao chão e passou ao Top de seda.


—É isto o que veste no lugar de um sutiã? —disse.


Gina meneou a cabeça e percorreu com as mãos seu quente peito e seus ombros.


—Às vezes, nem sequer uso isso. —Apesar da luxúria, Gina recordou por um segundo da tanga que pôs pela manhã, e deu graças a Deus por ter escolhido uma das mais atrativas que tinha.


—Sei — grunhiu Harry—. Saber que anda por aí só com parte de sua roupa de baixo me trouxe alguns problemas. —Rodeou a cintura de Gina com suas grandes mãos e descendeu para seus joelhos, depois a reclinou para trás e enterrou a cara em seu ventre. Levantou o Top de seda e seu fôlego morno lhe esquentou a pele ao falar —.Tire isto —disse, e passou a lhe dar úmidos beijos no estômago.


Gina tirou o Top pela cabeça e o deixou a seu lado no sofá. Harry jogou a cabeça para trás para contemplá-la. Percorreu seus seios com o olhar, depois tomou fôlego sem pronunciar palavra.


Gina se sentou de novo em seu colo e disse, cobrindo-se com as mãos:


—Não é ao que está acostumado, verdade?


—Os peitos grandes freqüentemente são uma grande decepção. É formosa, Gina. É melhor que em minhas fantasias. —Apertou-lhe os pulsos e lhe levou as mãos para trás, lhe fazendo arquear as costas e lhe deixando os seios muito perto do rosto—. Esperei muito tempo para te ver assim. Para fazer isto — sussurrou sobre um de seus mamilos.


O meteu na boca e procedeu a sugá-lo com suavidade. Soltou-lhe os pulsos e ela levou suas mãos até a cabeça de Harry.


Sem deixar de sugar seu mamilo, Harry lhe roçou o ventre com os dedos e desabotoou sua calça, depois introduziu a mão nela. Alcançou seu púbis por cima da tanga enquanto ela gemia de prazer.


—Está úmida, Gina —disse ao tempo que afastava sua minúscula calcinha e tocava sua pele quente e molhada. Teria sido extremamente fácil sucumbir nesse preciso instante. Permitir-lhe que a levasse ao orgasmo. Mas não queria alcançar este sozinha, queria chegar com ele.


—Um momento — lhe disse agarrando-o pelo pulso.


Ele deslizou a mão de seu estômago a seus seios, brincando com eles, rodeando os mamilos. Depois o fez com a boca. Da garganta de Harry surgiu um som de intensa masculinidade, primária e possessiva, levando-a tão ao limite que Gina temeu alcançar o orgasmo com o simples contato de sua boca no seio.


—Pare — suplicou.


Ele afastou a cabeça e lhe dirigiu um olhar carregado de paixão.


—Me diga o que quer.


Eram muitas as coisas que desejava, mas como talvez não voltasse a dispor de outra oportunidade, disse:


—Quero lamber a tatuagem.


Harry piscou várias vezes como se não desse crédito ao que tinha ouvido, depois abriu os braços.


Gina se separou de seu colo e fez que Harry ficasse em pé. Se livrou dos sapatos e das meias três-quartos e baixou as calças. Vestida unicamente com a tanga, beijou-lhe os ombros e o peito. Acariciou sua forte musculatura e descendeu por seu corpo deixando um caminho de beijos. Então se ajoelhou frente a ele, apoiou as mãos aos lados de sua cintura sobre as calças, e apoiou a cara em seu liso ventre. Lambeu os cantos da tatuagem saboreando sua pele com a língua.


—Não deixei que me perguntar como seria grande sua ferradura —sussurrou enquanto lhe beijava o umbigo—. Quis fazer isto há muito tempo.


—Tinha que ter me pedido isso antes. Teria-te deixado fazê-lo. —Harry enredou seus dedos entre os cachos de Gina, afastando-os de seu rosto—. A próxima vez não terá que me pedir isso.


Ela sorriu, e o teria mordido se sua carne não estivesse tensa como a pele de um tambor. Desabotoou-lhe as calças e a fez descender por seus quadris e suas coxas. Ele estava de pé em frente a ela, a ferradura negra desaparecia sob a cueca branca. Uma impressionante ereção enchia aquele objeto de algodão, e ela a beijou por cima do tecido. Então baixou a cueca. Liberado, o pênis apontou para ela, e Gina descobriu que o resto da ferradura desaparecia sob o pêlo pubiano para alcançar a base daquele. Havia uma tatuagem em forma de cinto justo por cima do escuro pêlo , unindo ambos os lados da ferradura. HARRY, escrito com grosas letras negras, era o que podia ler-se.


Ela pôs-se a rir e beijou a aveludada ponta de seu pênis.


—Não vai pedir-me que o faça?                   


—Não! —gemeu ele.


Pela primeira vez desde que ele a beijou, Gina sentiu que tinha o poder e o controle em suas mãos. Abriu a boca e introduziu nela tudo o que pôde, sentindo o peso de seu testículo na palma de sua mão. Nunca tinha feito algo assim a um homem em um primeiro encontro, pois temia gerar um mal precedente, mas com Harry não lhe importou. Desejava fazê-lo. Não por ele, mas sim por ela mesma. E não lhe importava que depois possivelmente se arrependesse, pois sabia que não tinha futuro com Harry. Assim, não havia precedente que gerar. Ia levar por diante tudo o que pudesse. Nesse momento era Bombonzinho de Mel. Ia pôr toda a carne no forno para tentar deixá-lo em estado de erupção.


Harry a agarrou pelos ombros e a fez ficar em pé. Atraiu seu rosto e lhe colocou a língua na boca. Levou as mãos até o traseiro de Gina, elevou-a e lhe rodeou a cintura com as pernas. Sua dura carne nua pressionou em seu ventre através da tanga, e com um par de patadas acabou por se livrar de suas calças e sua cueca. Não deixou de beijá-la apaixonadamente enquanto saíam do salão em direção a seu escuro dormitório. As luzes que penetravam pela enorme janela caíam sobre a cama, e ele a posou com delicadeza sobre o edredom azul. Ela se apoiou nos cotovelos, elevando-se um pouco, para observar como Harry se movia entre sombras. Abriu uma gaveta da mesinha de noite e depois se colocou em frente a ela.


—Acredito que tenho que me desculpar antes que começamos a tarefa — disse enquanto fazia rodar o preservativo de látex sobre a glande e depois pelo resto de seu grosso pênis.


Ela tirou a tanga e o jogou longe de si. A luz do exterior iluminava um dos lados do rosto de Harry.


—Por que?


Ele a cobriu com seu quente corpo, descansando o peso nos cotovelos.


—Porque não acredito que dure muito.


Então, ela sentiu a ponta de sua glande, suave, dura e quente, e pensou que Harry não tinha por que preocupar-se, já que ela tampouco ia demorar muito. Começou a penetrá-la, mas Gina sentiu que seu corpo resistia à intrusão. Colocou suas mãos nos ombros de Harry e lhe deteve, tomou seu rostos entre as mãos e o beijou com carinho. Harry se retirou e depois voltou a empurrar entrando um pouco mais.


—Está-me apertando muito forte —ofegou.


Beijou-lhe roubando o fôlego enquanto ele saía dela quase por completo, só para cravar-se tão dentro que lhe sentiu no colo do útero. Do peito de Harry surgiu um profundo grunhido que abraçou o coração de Gina.


Rodeou-lhe a cintura com uma de suas pernas.


—Harry —sussurrou justo quando ele começava a mover-se, alcançando o ritmo perfeito do prazer—. Mmm, isso está muito bom.


—Como o quer? —perguntou ele.


—Tal como está fazendo.


O atlético e treinado corpo do Harry se esticou. Cada uma de suas células parecia concentrada no trabalho de investir.


—Mais?


—Sim. Me dê mais —grunhiu Gina, e ele a agradou. Mais rápido, mais forte, com maior intensidade. Seu áspero fôlego roçava as bochechas de Gina com cada nova investida, empurrando-a para cima na cama. E justo no ponto em que acreditava não poder resistir mais, Gina gritou e apertou os punhos. Seu clímax foi tão intenso que não viu nem ouviu nada mais além dos batimentos de seu coração e das comovedoras sensações que percorriam sua carne. O fogo que ele tinha acendido em seu interior arrasou seu corpo, e seus músculos internos se apertaram, lhe arrastando ainda mais para dentro até que também ele alcançou o clímax. Uma explosão de maldições saiu da garganta de Harry.


Nenhum dos dois disse nada durante um bom momento, até que sua respiração e seu coração alcançaram o ritmo normal. Harry se dirigiu ao banheiro. Gina o viu afastar-se entre as sombras. Sua mente ainda estava muito nublada para pensar no que acabava de fazer, mas seu coração sabia com perfeição. Amava Harry Potter com uma intensidade que a assustava.


Quando ouviu a água da torneira, olhou para a porta do lavabo. Harry caminhou para ela, nu e belo, rodeado pelas manchas de luz que percorriam o dormitório. Ao olhá-lo, Gina sentiu uma pressão no peito, como se fosse sofrer um ataque cardíaco.


—A que hora tem que ir ? —perguntou ele.


A realidade caiu sobre ela como um jarro de água fria. Harry nem sequer tinha esperado a que se desvanecesse sua sensação de bem-estar. Simplesmente tinha feito o amor de forma selvagem e já estava preparado para que partisse. Gina se sentou e olhou ao redor em busca de sua roupa intima, esperando não desmoronar-se e chorar antes de sair pela porta.


—Não tenho que obedecer nenhum toque de silêncio. —Girou sobre si e alcançou o canto oposto da cama. Não viu a calcinha—. Irei assim que encontre minha roupa intima. Sem dúvida tem que descansar para a partida de amanhã de noite.


Ele a agarrou pelo tornozelo.


—Amanhã estarei no banco —disse—. O que te perguntava era se gostaria de ficar.


Harry fez que Gina desse a volta e a olhou no rosto.


—Sério?


—Tinha calculado que o faríamos algumas vezes mais antes de te acompanhar à porta.


—Algumas vezes mais?


—Sim. —Ele a apertou de novo contra seu corpo, por isso ela pôde sentir que continuava excitado—. Isso é um problema para você?


—Não.


—Bem, porque tinha planejado marcar três gols.

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