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8. Coragem/Entrega


Fic: Sucessão de Erros


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 7: Coragem/ Entrega


 


"Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo." (Mark Twain)


 


Eu e o Draco estávamos nos encontrando uma vez por semana. E toda vez eu travava uma batalha interna entre coração e razão. Sempre que estou com ele, eu desejo estar mais tempo ainda. É loucura pensar que uma mulher de 38 anos, casada e mãe de três filhos possa se sentir assim... Mas eu me sinto. É inexplicável, fantástico e arrebatador. Draco Malfoy me faz suspirar e eu me sinto ridícula por isso. Hoje será o nosso terceiro encontro após London Eye. Eu o esperava, muitíssimo inquieta, diga-se de passagem, em frente ao Hyde Park. Ele estava atrasado. Mais do que brava, eu fiquei preocupada. Não era do feitio do Draco se atrasar. Quando me preparava para cruzar os braços, impaciente, ele me abordou:


- Desculpe te fazer esperar. – e me deu um selinho – Problemas no trabalho.


- Hum, entendo. E você conseguiu resolver?


- Sim, consegui. Quero ver como o departamento vai se virar sem mim quando eu for Ministro da Magia.


- Convencido. – retruquei, mas achava charmosa à pode que ele me fazia – Está tudo bem com você?


- Agora eu estou melhor. – respondeu, olhando profundamente em meus olhos – Tem novidades?


Abri um grande sorriso, pois queria que ele fosse o primeiro a saber:


- Tenho sim! Marquei uma entrevista no Profeta Diário. É daqui a duas horas. Eles abriram uma vaga para correspondente sênior de quadribol! – contei a ele, super animada e ele me abraçou.


- Espero que você consiga, Ginevra. Você merece esse emprego, meu amor.


- Obrigada, Draco. Ai, eu estou tão nervosa.


- Não precisa ficar. Você é a melhor sem se esforçar.


Eu saí dos braços dele:


- E você é o maior puxa-saco de todos os tempos. – reclamei e ele riu.


A seguir nós começamos a andar no parque e conversar. O Draco estava tentando fazer sumir o meu nervosismo por causa da entrevista e eu apreciava aquilo. Almoçamos em um restaurante ali perto e ele me lembrou da minha promessa:


- Falta uma semana agora. Eu deixo você escolher o lugar. Já tem algo em mente.


Engoli em seco:


- Ainda não. – respondi.


Só de pensar no que eu prometi ao Draco me sobe um frio pela espinha. Estou praticamente subindo pelas paredes de tanto querer ir para cama com ele. No entanto, ainda estou assustada com toda a situação... É necessário que eu resgate minha coragem grifinória para prosseguir ou então negar. O problema é que por mais que ache errado trair o Harry, está se tornando um sacrifício demasiadamente difícil não fazer amor com o Draco. Ele me esperou por tanto tempo... e eu não consigo mais esperar também!


- Quero que seja tão especial pra você quanto vai ser pra mim. Eu prometo que você não vai se arrepender. – ele assegurou, acariciando minhas mãos.


Uma corrente de desejo se espalhou até a ponta dos meus cabelos. Como é que ele podia me incendiar com apenas um toque singelo desses? Sim, a situação estava mais crítica do que eu pensava. De repente, uma semana parecia um tempo incalculavelmente longínquo:


- Draco, você não está ajudando a cumprir o trato. Se você continuar a dizer essas coisas e acariciar as minhas mãos desse jeito eu não garanto a minha sanidade.


Um sorriso arrogante surgiu nos lábios dele ao soltar as minhas mãos:


- Você não viu nada, minha ruiva.


-Oh, aquele homem estava me provocando demais! Fechei os olhos por um instante e respire fundo.


- Você acha que está tudo bem se eu for com essa roupa na entrevista? – perguntei, desesperada para mudarmos o rumo da conversa.


Ele soltou um suspiro de cansaço:


- Não vai poder fugir pra sempre do assunto, Ginevra. Semana que vem você vai ser minha por bem ou por mal. E sobre sua roupa, está ótima.


- Por bem ou por mal? – perguntei com indignação – Tente se colocar no meu lugar.


- Tente VOCÊ se colocar no meu lugar, Ginevra. Do mesmo jeito que você pode fazer da minha vida um paraíso, também pode fazer um inferno. Começo a achar que você está se aproveitando desse sentimento para pisar em mim. Estou cansando de você brincar comigo, entendeu? Não é justo. Não é justo mesmo. – ele disse em tom de desabafo.


- Por Merlin, Draco! Você acha que eu iria trair meu marido pra brincar com você? Isso é um absurdo! Eu sei o que eu prometi, tá bem? Mas você sabe que é um grande passo e é complicado. Por favor, Draco, não deixe de ser compreensivo justo agora... Eu preciso tanto do seu apoio. Estou desafiando o Harry para ir atrás do emprego que quero e eu tenho medo do Harry ficar sabendo e usar sua influência para que eu não seja contratada. Eu não aguento mais ficar sozinha naquela casa. – confessei.


Ele segurou minhas mãos e beijou-as:


- Calma, Ginevra. Ficar nervosa desse jeito não vai te ajudar em nada. Pansy Parkinson é editora-chefe d’O Profeta Diário. Ela é minha amiga, não do Potter. Onde está a mulher confiante por quem eu me apaixonei?


Lancei a ele um sorrisinho tímido:


- Em algum lugar por aqui...


***Flashback***


 


Por mais que Draco insistisse em dizer que aquilo era um ato de coragem, eu insistia em pensar que era um ato de inconseqüência. Aonde é que eu estava com a cabeça quando convidei Draco Malfoy para tomar banho comigo no banheiro dos monitores? Definitivamente eu deveria ter parafusos a menos para não pensar em N coisas que poderiam dar errado... A ideia fora minha e obviamente ele tinha adorado, só que eu não tinha avisado que não ficaríamos completamente nus, ou seja, que não faríamos sexo. Estávamos juntos havia dois meses e querendo ou não ele estava conseguindo me conquistar. No entanto, eu não sabia dizer o que tínhamos ou sentíamos um pelo outro. Então não achava certo que eu fosse para a cama com ele. Não que ele não estivesse querendo, mas eu ficava grata por ele não forçar a barra.


Eu tinha marcado às 9h da noite. Eu cheguei no horário e ele já estava lá, esperando por mim:


- Oi, Draco. Tudo bem?


- Tudo bem. E você?


- Também. Você chegou cedo. – comentei e ele me enlaçou pela cintura.


- Não consegui pensar em outra coisa o dia inteiro. – respondeu ao meu comentário, focando meus olhos profundamente e em seguida me beijou.


O beijo dele estava ávido essa noite, mais que o normal, não pude deixar de reparar.  Ele tinha que estar esperando algo a mais, não? Droga, não era para ele ter entendido ma. Eu precisava pará-lo, mas estava difícil. Eu me encontrava bem acomodada – demais, diga-se de passagem – nos braços dele e aqueles beijos eram tão divinos a ponto de eu ter que adiar segundo a segundo a hora em que o faria parar. Foi quando senti a mão dele deslizar por dentro da minha blusa, subindo, que me dei conta de que as coisas começavam a esquentar demais. Foi então que eu o parei:


- O que houve, Ginevra? – perguntou-me, parecendo sinceramente confuso.


Ele me encarava e a expressão no rosto dele não tinha nenhum traço de raiva. Deveria ser proibido ter olhos azuis e um olhar tão penetrante desse jeito! Eles possuem efeito deletério sobre mim. Minha mente ficou em branco:


- Ahn? – perguntei como uma retardada.


- Por que você quis parar? Não tava bom o suficiente? – perguntou, neutro, não deixando que eu percebesse seus sentimentos com relação ao ocorrido.


- Muito pelo contrário. Hum...é só que eu não vou ficar nua na sua frente. Nós não vamos fazer sexo essa noite se foi o que você entendeu. – falei tudo muito rápido e corei horrores.


Eu o assisti respirar profundamente e ficar em silêncio por um tempo. Tudo o que se podia ouvir era o jorro de água das torneiras mágicas da banheira. Quando eu já estava ficando desesperada com aquele silêncio, ele voltou a falar:


- Tudo bem. Eu não vou te forçar a nada, prometo. Mas que algum dia você vai ser minha, ah, isso vai.


Algum dia? Estaria ele cogitando a possibilidade de termos um relacionamento longo ou que ir pra cama comigo era um capricho que ele tinha que satisfazer? Não tive coragem de perguntar, afinal.


Ele me soltou e eu expeli um suspiro, não sei se de alívio ou protesto. Ficamos olhando um para o outro por alguns instantes, até que ele perguntou:


- O que você tem em mente? Porque imagino que deva ter algum motivo para você ter me convidado para vir aqui.


Mordi meu lábio inferior por um momento antes de responder:


- Quis propor um lugar diferente. O que acha de nadarmos? Eu duvido que você seja melhor do que eu.


- Eu não apostaria nisso, Ginevra.


- Veremos. – respondi com confiança e comecei a me despir.


Fiquei apenas de biquíni e senti  olhar dele fixo sobre mim:


- Seria vulgar se eu assoviasse? – perguntou-me, fazendo cara de safado.


Será que preciso mencionar que fiquei da cor dos meus cabelos? Hum, creio que não.


- Cale a boca e tire a roupa. – respondi sem pensar e me arrependi no instante em que ele abriu a boca para responder.


- Nossa, não sabia que o seu desejo por mim já estava nesse nível, ruiva. Esse seu lado mandão é muito sexy.


Eu revirei os olhos e dei as costas para ele caminhando para a piscina – digo, banheira exageradamente enorme – e entrei. Mergulhei uma vez para molhar meus cabelos e quando emergi vi que o Draco estava se despindo. Não pude evitar ficar olhando para ele. Não era musculoso, mas também não era só osso. Ra tudo proporcional e definido, corpo de apanhador. Eu definitivamente gostei do que estava vendo. Como eu poderia cobrar que ele não olhasse para o meu corpo de forma cobiçosa se eu mesma não era capaz de fazer isso com relação a ele? O vi sorrir para mim quando nossos olhares se encontraram e a seguir ele, mergulhou perto de onde eu estava. Nadei para longe e ao perceber isso, ele nadou atrás de mim. Ficamos nessa de caça e caçador até que ele me encurralou em um dos cantos da banheira:


- Te peguei! – anunciou, triunfante.


- Droga. – eu reclamei, enquanto tirava o cabelo da frente de meus olhos – Agora é a sua vez de fugir.


- Não sem antes tirar um pouco de proveito da minha vitória. – disse, maliciosamente, prensando seu corpo contra o meu.


- Draco... – eu disse e minha voz morreu ao olhar nos olhos dele.


O que eu dizia sobre aqueles olhos? Golpe baixo! Ele colou os lábios dele nos meus e eu deixei ele me beijar. Abracei-o pelo pescoço e correspondi. A minha pele fora da água quente estava se arrepiando e eu não sabia se era de frio ou se quem estava causando isso era o Draco. Ele me apertava contra ele como se a vida dele dependesse disso. Suas mãos passeavam por minhas costas e seus lábios por vezes iam parar no meu pescoço e colo. Eu estava perdendo o controle e nem parecia querer recuperá-lo. Era bom demais ficar com ele para ser errado. Eu o puxava contra mim o quanto podia. Enterrei uma mão no cabelo dele e gemi quando ele beijou o ponto fraco no meu pescoço:


- Adorei ouvir você gemer pra mim. – sussurrou no meu ouvido e me calou com um beijo.


Nunca antes tinha sido tão intenso. Definitivamente Draco Malfoy era a própria estrada da perdição e naquele momento eu queria – e estava conseguindo – ficar completamente perdida. Portanto, pareceu vir de outra dimensão o grito que ouvimos:


- MERLIM DO CÉU!


Eu e o Draco nos viramos para a pessoa que havia gritado aquilo e eu senti o mundo desabar sobre a minha cabeça ao ver a cara de choque da Hermione:


- Então era pra isso que você queria a senha do banheiro dos monitores, pra ficar de agarramento com o Malfoy? Eu estou realmente decepcionada com voe, Ginny.


- Calma, Mione! – pronunciei-me, com sentimento de culpa – Eu posso explicar. – e sai da banheira indo em direção às minhas roupas.


- Não preciso de explicações. O que eu vi foi auto-explicativo. Quando eu disse que você deveria tentar ficar com outros caras pra esquecer o Harry, o Malfoy não estava incluído.. O que você...?


- OBLIVIATE! – eu tinha pegado minha varinha em minhas vestes e enfeiticei minha amiga – Você vai esquecer completamente o que viu aqui e vai para a torre da Grifinória dormir. – falei ao ver os olhos dela desfocados e ela parecer confusa.


Assim que ela saiu, eu senti a presença do Draco atrás de mim e o abracei, começando a chorar:


- Eu apaguei as memórias da Mione. Se o feitiço não tiver saído muito bom e ela tiver sequelas, vai ser minha culpa. Eu sou uma idiota! Péssima ideia ter vindo aqui.


Ele me abraçou de volta, acariciando meus cabelos:


- Não chore, Ginevra. Foi incrível. Você foi muito corajosa.


- Eu fui uma estúpida. Estou encobrindo algo que nem eu mesma sei do que se trata.


- Não comece com isso, Ginevra. Nós gostamos de ficar juntos e é isso o que importa.


Eu levantei meu rosto cheio de lágrimas e o encarei:


- Até quando?


 


***Fim do flashback***


 


- Acho melhor irmos. Você não vai querer chegar tarde na entrevista. A Pansy odeia atrasos. – Draco me disse após consultar o relógio.


- Como eu posso agradá-la? – perguntei, já me levantando enquanto ele deixava o dinheiro do almoço sobre a mesa.


- Tente não mencionar demais coisas da Grifinória mostre que você é responsável e merece o emprego. Ah, e tente parecer confortável na presença dela, mesmo que ela tente te intimidar.


- Hum, ok. Vou tentar lembrar de tudo isso. – respondi enquanto ele me puxava para fora do restaurante pela mão.


Procuramos um lugar mais reservado no Hyde Park para podermos aparatar:


- Vai dar tudo certo. – Draco me assegurou – Depois me conte como foi.


- Pode deixar, eu mando uma coruja. – garanti e me ergui na ponta dos pés para depositar um beijo nos lábios dele – Eu te amo, Draco. Obrigada por me apoiar.


Ele sorriu para mim, um tanto enigmático:


- Espere para me agradecer quando tiver o emprego. Comemoraremos em grande estilo. Também te amo. Boa sorte na entrevista.


- Obrigada, Draco. Torça por mim.


- Com certeza. – e apertou mais forte minha mão antes de soltá-la – Até a semana que vem. – falou à guisa de despedida, com um grande sorriso.


Antes que eu pudesse responder ele havia aparatado. Aparatei então na sede d’O Profeta Diário, sentindo-me menos nervosa que antes. Fui até a recepção e falei com o funcionário que ali estava:


- Boa tarde. Sou Ginevra Potter e vim para uma entrevista com Pansy Parkinson.


- É um prazer falar com a Sra. Potter. – ele falou, apertando a minha mão com energia – Informarei a sua chegada. Ode subir até o 3º andar.


Agradeci e me dirigi ao elevador. Já no 3º andar, procurei uma porta com a indicaçã “Editora-Chefe”. Encontrei, mas havia uma mulher do lado de fora, sentada a uma escrivaninha:


- Boa tarde, Sra. Potter. Sou Helen Glint, secretária. A sua entrada está autorizada.


- Obrigada. – agradeci, dirigindo-me até a porta da Parkinson.


Respirei fundo e bati 3 vezes:


- Entre! – eu ouvi e fiz o que me foi sugerido.


Parkinson parecia imponente sentada à sua mesa de mogno. Aproximei-me. Não a via há alguns anos já. Continuava vaidosa era o que seu batom vermelho e o corte de cabelo a moda me diziam:


- Boa tarde, Parkinson.


- Higgs. – corrigiu-me, mostrando uma bonita aliança em seu dedo anelar esquerdo – Casei com Terêncio Higgs faz 5 anos.


Eu estava meio constrangia pela gafe, mas tentei consertar. Afinal, eu não era do tipo que ficava mergulhada nas revistas de fofoca:


- Desculpe, eu não sabia. No jornal você continua assinando com seu nome de solteira. De qualquer forma, parabéns.


- Já tinha certa estabilidade na carreira quando me casei. Então para fins profissionais ainda assino Parkinson. Sente-se, Potter. – e eu me sentei na cadeira em frente à mesa – Por que se candidatou para essa vaga?


- Joguei por anos no Harpias de Holyhead e possuo grandes conhecimentos sobre quadribol. Creio que faria um bom trabalho.


- Eu não quero um bom trabalho, Potter. Eu quero um excelente. Sou exigente com meus subordinados. – falou seriamente e eu me encolhi por dentro – No entanto, você já é conhecida da área, é famosa. Você teria credibilidade com o público. Sabe escrever bem?


- Escrevo bem sobre as coisas que gosto. Pode apostar que quadribol é uma delas. – respondi firmemente.


- Uma qualidade que voe tem e outra que você não tem, mas admira.


- Eu sou responsável e gostaria de ser mais paciente.


- Ok. – falou e tomou notas – Um defeito.


- Eu sou teimosa. – concedi, corando um pouco.


- Ótimo, teimosia pode ser útil em alguns casos, desde que não seja usada contra mim.


- Qual time venceu a Copa Mundial e Quadribol em 1994 e quem era o apanhador que pegou o pomo?


- Hum, foi a seleção da Irlanda, mas quem pegou o pomo foi o apanhador a Bulgária, Vitor Krum.


- Correto. – e tomou mais notas – Não vou perguntar quem foi a melhor jogadora os últimos 20 anos no Harpias, porque a resposta seria voe. Bom, é o que especialistas afirmam. – falou-me, dando de ombros, mas eu não pude deixar de sorrir – Você tem disponibilidade para viajar, Potter? Porque ser correspondente sênior exige que você cubra pessoalmente os jogos mais disputados da temporada.


- Sim, eu tenho. – respondi, engolindo em seco ao pensar que o Harry não gostaria nem um pouco daquilo...


- Tem conhecimento das diretrizes de ética do jornalismo bruxo? – perguntou e eu afirmei – estaria disposta a contornar alguma se fosse preciso?


Mordi meu abio inferior:


- Não.


- Ok, pelo menos o jornal não teria que pagar multas. Por enquanto é só. Em 8 dias você receberá a resposta. Tchau, Potter.


- Até mais, Higgs.


Assim que cheguei em casa escrevi para o Draco:


 


Querido,


 


Não sei se fui muito bem, mas ela disse que receberei a resposta daqui 8 dias.


 


Com todo meu amor,


 


G.


P.S.: Como assim você não me contou que ela se casou?!?


 


***


 


Cinco dias depois...


 


Entrega...

Tranca-me em teus segredos
Faz-me objeto de loucos desejos
Afoga-me nas profundezas de teu olhar
Para que não me sinta só...

Chora-me em efusivas lágrimas de alegria
Sonha-me em tuas insones noites embriagadas
Perde-me nas esquinas de teus caminhos
Para que eu não viva só...

Sacia-me com tua fome de beijos
Apraza-me em teus gozos lascivos
Ensurdeça-me com os ecos de teu silêncio
Mas não me deixe só...

Escraviza-me na tua liberdade
Deleita-me com as dores da saudade
Completa-me com tua metade
E nunca mais serei só...


[Akex Simas]


 


Scorpius não costumava arrumar confusões na escola. Portanto, foi com grande surpresa que vi a cabeça do Longbottom flutuando entre as chamas da lareira do meu escritório:


- Bom dia, Malfoy. Sei que é um homem ocupado, mas eu gostaria que você viesse até Hogwarts.


- O que foi que houve com Sorpius? – perguntei, preocupado.


- Ele e James Potter andaram duelando no Salão Principal. Revelarei mais detalhes pessoalmente. Te espero em meu escritório daqui a meia hora. A senha é mandrágora. – falou e sumiu.


“Só me faltava essa!”  eu bufei, olhando a pilha de papéis que eu tinha sobre a mesa.


Coloquei minha capa preta por cima das minhas vestes e aparatei perto dos limites e Hogwarts. A chegar nos portões, o guardião das chaves me esperava. Fui direto para o corredor do escritório de Longbottom. Parei em frente às gárgulas e pronunciei a senha:


- Mandrágora. – e automaticamente tive acesso às escadas, as quais subi apressadamente.


Bati à porta e nem esperei resposta para entrar. Longbottom tinha uma aparência de cansaço. Potter Jr. Estava sentado de um lado e Scorpius de outro. Postei-me ao lado de Scorpius:


- Você me deve uma explicação por ter me tirado do escritório num dia cheio como hoje.  


- Logo mais contarei, Malfoy. Estamos esperando mais alguém.


- Quem? O Potter? – perguntei, aborrecido.


- Não, eu. – e virei a cabeça para ver a minha ruiva entrar.


- Ginevra, o que faz aqui? – perguntei automaticamente.


Ela revirou os olhos:


- O mesmo que você, Draco. – e virou-se para o ilho com um olhar duro – O que o senhor andou aprontando, mocinho?


- Foi ele quem começou, mãe.


- Eu não fiz nada demais. – meu filho se defendeu – O Potter que é um desequilibrado.


- Silêncio! – Longbottom ordenou – Agora contem a seus pais o que houve. James primeiro.


- Eu estava tomando café da manhã tranquilamente quando de repente olho para a mesa da Corvina e vejo esse verme agarrando a minha irmã.


- É mentira! – Scorpius negou – Ela se desequilibrou e se eu não a tivesse segurado ela teria caído. – declarou solenemente – Meus pais me ensinaram a ser cavalheiro, Potter.


- Mentiroso! – o Potter Jr. Gritou.


- É você! Seu estúpido, me lançou um feitiço pelas costas por eu salvar a sua irmã de um tombo.


- SILÊNCIO! – Longbottom voltou a ordenar – Agora a sua versão dos fatos, Scorpius.


- Eu estava andando em direção ao meu lugar na mesa da Sonserina, mas margeando a mesa da Corvinal. A Lily estava indo na direção contrária. Ela de repente esbarrou em uma garota da Corvinal e tropeçou. Por sorte eu estava por perto e consegui segurá-la. Não sei de qual ângulo o Potter viu a situação e pensou o pior. Só sei que no segundo seguinte eu fui jogado pra longe pelo feitiço que o Potter me lançou. – meu filhou narrou, sem demonstrar qualquer hesitação em sua fala.


Ginevra lançou um olhar inquisidor sobre Scorpius, como que tentando avaliá-lo:


- Foi isso mesmo o que aconteceu?


- Sim, Sra. Potter. – ele declarou, encarando-a.


A expressão dela pareceu se enternecer por um instante, mas isso ocorreu previamente ao ataque do Potter Jr.:


- Como assim você vai acreditar na cobra do Malfoy e não em mim??? – indagou, vermelho e com a expressão contorcida numa expressão que mesclava raiva e incredulidade.


- Olha como fala do meu filho. – eu o avisei, em tom de ameaça.


- James, eu sei como você é, eu sou a sua mãe. Você às vezes vê as coisas de forma distorcida, porque é superprotetor. O Rony era assim comigo também.


- Mãe, eu sei o que eu vi! Além do mais o Malfoy não é tão santo assim, ele me estuporou.


- Depois que você me acertou, Potter. – ele alegou.


- Isso é verdade, Scorpius? – eu perguntei.


- É, mas ele quem começou, pai. Eu só estava me defendendo.


- Detenção para os dois e menos 30 pontos de cada Casa. Só assim para vocês pensarem duas vezes antes de se meter em confusão, já que simples advertências não funcionam. – Longbottom sentenciou.


- Mas Diretor... – Scorpius e Potter Jr. começaram, em uníssono.


- Está decidido. – ele foi inflexível – Os dois podem voltar às aulas. Vou conversar com seus pais.


Eu me despedi de meu filho e assisti Ginevra fazer o mesmo com o dela. Assim que eles estavam fora sala, Longbottom nos encarou:


- Desculpe por chamá-los até aqui. Mas eu precisava alertar que a inimizade entre seus filhos está piorando. Parece que qualquer coisa vira uma desculpa para discutirem. Mas hoje, eles chegaram à agressão física. Eu recomendo que conversem com seus filhos sobre isso na tentativa de dissuadi-los de se comportar dessa maneira.


- Eu sei a educação que dou para o meu filho, Longbottom. Se ele fez alguma coisa, foi porque foi provocado. – defendi Scorpius.


- Talvez, mas o seu filho não é nenhum santo, Draco. – Ginevra me contrariou.


- Você não vai querer falar sobre isso, Ginevra. – eu a alertei – Eu defendo meu filho até o último argumento.


- Espero que isso não faça dele alguém mimado como você. – ela respondeu e eu estreitei meus olhos.


- Estão dispensados. Tudo o que menos preciso é uma briga entre vocês dois também. – Longbottom nos censurou.


- Até mais ver. – eu disse, à guisa de despedida.


- Tchau, Neville. Obrigada pela preocupação. – Ginevra falou educadamente e despediu-se dele com um beijo no rosto.


Segurei a porta aberta e fiz sinal para que ela passasse:


- Obrigada. – retrucou, à contragosto.


- Eu deveria agradecer ao Longbottom por ter te chamado. – joguei a frase no ar, esperando atrair a curiosidade dela.


- Por quê? – pareceu receosa.


- Eu senti saudades. Não é motivo suficiente?


- Eu não esperava te encontrar... – ela falou, timidamente.


- Tem um lugar que eu gostaria de revisitar aqui em Hogwarts. – confessei.


- E qual seria?


- Não vou te falar. Venha comigo e eu te mostro. – falei, tentando fazer uma expressão inocente.


- Hum, ok. – concordou, parecendo estar meio em dúvida.


Eu a levei até a Sala Precisa, o que ela percebeu, ao me ver passando três vezes em frente à porta:


- O que estamos fazendo aqui? – ela quis saber.


- Nós temos uma história com essa sala, Ginevra. – falei, olhando para os lados e verificando que o corredor estava vazio – Primeiro as damas.


Ela entrou na sala e eu a segui de perto, trancando a porta após estarmos os dois dentro dela. Ginevra pareceu apreensiva. Será que eu estava deixando transparecer as minhas reais intenções por trazê-la ali? Sabia que ainda faltavam alguns dias para completar um mês, mas uma oportunidade daquelas – nós dois em Hogwarts – não acontecia todo dia. Aquilo tinha que ser algo premeditado pelo destino e não simples acaso. Ginevra desviou seu olhar do meu e observou a sala. O ambiente estava à meia luz, com a luminosidade tremeluzente de velas aromatizadas. Uma trilha de pétalas de rosas vermelhas seguia pelo chão até o centro, onde havia uma grande e confortável cama. Assisti-a morder seu lábio inferior, nervosa:


- Draco, o que...?


Eu coloquei um dedo sobre os lábios dela:


- Tantas das nossas lembranças foram aqui. Por que não deixarmos mais uma prova do nosso amor nessa sala?


- Eu pensava que a Sala Precisa tinha sido destruída depois de tudo o que aconteceu no confronto final com Voldemort. – ela tentou escapar do assunto.


- Também achava, até Scorpius ter me descrito ter entrado numa sala que tinha exatamente o que ele precisava quando estava perdido pelos corredores no começo de seu primeiro ano. – expliquei, acariciando seu rosto – Eu te amo, Ginevra. E eu te quero tanto... Esqueça das convenções sociais, do que é certo e errado. Concentre-se apenas nos sentimentos, em nós dois, aqui e agora. – e rocei meus lábios nos dela – Seja minha, Ginevra. – finalizei minha linha de raciocínio, que aquela altura já não era muito pautada pela razão, e aprofundei o beijo.


Tentei demonstrar naquele beijo o quanto era importante para mim aquele momento e o quanto eu tinha esperado por ele. Em poucos segundos Ginevra estava correspondendo e me abraçando pelo pescoço. Tirei a minha própria capa e a dela. Peguei-a no colo pelas duas pernas e nos conduzi até a cama. Nem parecia sentir o peso real do corpo dela, visto que estava tão entorpecido com as sensações que o beijo dela – e só o dela – poderia me proporcionar. Os sapatos dela caíram no caminho. Deitei-a na cama com delicadeza e continuei a me apossar daqueles lábios rosados após me livrar de meus próprios sapatos. Eu tinha pressa e ao mesmo tempo não tinha. Tal contrariedade poderia ser facilmente explicada, pois assim como eu estava louco de desejo, também queria eternizar aquele momento. O pescoço dela parecia estar me chamando pelas ondas da fragrância do perfume dela que alcançavam as minhas narinas e estimulavam os rincões mais profundos dos meus instintos. Nada mais natural que explorar aquela pele tão convidativa. Meus ouvidos estavam atentos à música que eram a variação na velocidade de sua respiração e as melodiosas e suaves lamúrias proferidas por Ginevra.


- Draco... – ela ofegou meu nome, durante uma chupada particularmente caprichada.


Eu a puxei para cima, deixando-a sentada no meu colo. Seus olhos castanhos se abriram. Foi com prazer que assisti ao rosto da minha ruiva se aproximar do tom de seus cabelos.


- Você é linda. – eu assegurei e ela deu um sorriso tímido.


- É muito bom estar com você, mas... Você sabe que eu tenho medo. Medo de como vai ser depois de você sabe...


- Confie em mim, Ginevra. Eu não mereço um voto de confiança seu? – perguntei, fazendo uma cara de coitado.


Ela acariciou meu rosto:


- Meu amor, eu fiz uma promessa. – ela lembrou-me – Você merece que eu a cumpra.


- Não é hora pra ser altruísta, Ginevra. Tudo o que preciso saber é se você também quer. – e segurei o queixo dela, forçando-a a olhar dentro dos meus olhos.


Por alguns instantes, ela mordeu o lábio inferior, pensativa. Em seguida, suspirou e moveu a cabeça afirmativamente. Eu sorri e a abracei pela cintura. Ginevra enfiou suas mãos por debaixo da minha camisa, acariciando meu tronco. Aquelas mãos quentes e delicadas se movimentando sobre o meu abdômen, traziam arrepios pelo meu corpo, mesmo que a olhos alheios aqueles movimentos não pudessem ser tão diabólicos. Sorri com malícia e juntei nossos lábios. Meu próximo passo foi trabalhar em livrá-la de sua blusa de malha azul. Acariciei a pele dela suavemente na altura da cintura e logo levantei o tecido, livrando-a da peça. A seguir, uni nossos lábios mais uma vez. Aproveitei da distração do beijo para abrir o fecho do sutiã branco que ela usava, era decorado com rendas e strass, mas eu ainda preferia vê-la sem ele. Ela só pareceu perceber a minha ação quando me afastei um pouco dela para puxar o dito cujo pelos braços dela. Percebi instantaneamente que a minha ruiva estava se sentindo envergonhada, portanto, antes que ela pudesse ter a infeliz ideia de cobrir seus maravilhosos seios, eu dirigi minha atenção a eles. Primeiramente mantive contato visual, enquanto os acariciava com minhas mãos. Os lábios de Ginevra se entreabriram e ela passou a ponta da língua por seus lábios rosados. Eu a deitei na cama cuidadosamente. Inclinei-me um pouco sobre seu corpo e acariciei sua face:


- Eu não gostaria de estar em qualquer outro lugar que não aqui com você. – falei, beijando uma das mãos dela – Você sabe disso, não é mesmo?  


Ela sorriu:


- Eu sei. Obrigada por ser tão compreensivo comigo.


- Eu quero que você entenda que nós merecemos ser felizes, Ginevra. – defendi, encarando-a profundamente e em seguida juntei nossas bocas novamente.


Acredito que minhas palavras surtiram efeito, pois após isso, ela pareceu bem mais animada a continuar. Senti-a abrir os botões da minha camisa enquanto nos beijávamos. Finda essa ação, eu acabei de tirar minha camisa. As mãos delicadas dela foram parar nas minhas costas, puxando-me contra ela – como se eu necessitasse de algum incentivo para colar nossas peles. A essa altura, eu obviamente já estava excitado. Meu pênis pulsava pela vontade de obter completo encaixe com o corpo dela. De certa forma era torturante, mas eu estava disposto a prolongar nossa caminhada rumo ao prazer supremo. Portanto, foi com surpresa que senti Ginevra colocar uma mão em meu peito para me afastar. Meu olhar foi de completa interrogação em resposta à atitude dela. O olhar da minha ruiva era intenso. Ficamos nos olhando até que ela riu e disse:


- Minha vez de ficar por cima.


Eu sorri, aliviado pelo motivo da parada não ser o que eu estava pensando. Acho que morreria de desgosto se ela me rejeitasse agora. Rolei na cama, ficando embaixo dela. Eu não gostava de ser dominado, era fato. Mas havia algo de sexy e imprevisível em deixá-la no comando. Eu não tinha idéia do que ela estava planejando. Ela fechou os olhos por um instante e a seguir pegou algo sobre a mesa de cabeceira. Era uma tiara... de coelinha! Ah, nem quero pensar no quão pervertido meu sorriso deve ter sido. Eu adoro a Sala Precisa!


- Não acredito que você lembrou. – eu falei, surpreso.


- Como eu poderia esquecer? – e me beijou languidamente por um tempo que eu não sei precisar – Mas isso não é tudo. – garantiu-me, com ar misterioso.


Ginevra saiu de cima de mim e me puxou pela mão, incentivando-me a levantar. Ela me fez sentar em uma cadeira que eu não havia reparado que estava no recinto:


- Não olhe para trás. – ela me avisou, indo para trás da cadeira.


Ela tirou minha gravata, enquanto massageava suavemente meus ombros. A seguir, ela pegou minhas mãos e levou-as para fora do meu campo de visão. Não demorou para que eu percebesse que ela estava me amarrando pelos pulsos.


- O que você está aprontando, minha coelhinha? – sondei, esperando que ela me desse ao menos uma pista do que estava por vir.


- Você vai ver e sentir... – foi evasiva.


- Não imaginava que você tinha um lado assim... tão provocativo.


- Não te agrada? – perguntou, meio insegura, eu poderia dizer.


- Isso definitivamente não foi uma crítica. É muito bom te vendo tomar iniciativa e agir como se estivesse confortável na minha presença nessa situação tão íntima.


- Obrigada. – ela sussurrou no meu ouvido e a seguir mordiscou e lambeu o meu lóbulo, fazendo-me ficar arrepiado – Eu disse que te recompensaria muito bem.


Ela ficou de frente para mim novamente e estalou os dedos. Para minha surpresa uma música sensual começou a tocar e Ginevra começou a dançar na minha frente. Aquilo era demasiada provocação! E eu nem podia tocá-la... Ela rebolava, descia e subia. De frente, inclinando-se para mim enquanto massageava os seios. Ah, como eu queria que as minhas mãos estivessem no lugar das dela. Instintivamente tentei me soltar, em vão. Ela abriu lentamente o fecho da saia preta que usava e a despiu. Agora estava usando somente a tiara de coelhinha, brincos, uma gargantilha delicada e uma calcinha branca fio dental que me deixava louco (especialmente quando ela virava de costas). Quando eu pensei que não poderia conseguir babar mais do que já estava babando, ela me provou errado. Ginevra pousou suas mãos sobre meus ombros. Por um momento nossos olhares se encontraram, a seguir ela se sentou em meu colo. Sua mão direita acariciou meu rosto:


- Você está brincando com fogo, ruiva.


- Eu gosto do seu fogo. – ela respondeu e me beijou passionalmente.


Nosso beijo era profundo, nossas línguas, incansáveis. Parecia não ter hora para acabar. Éramos apenas dois amantes esquecendo-se das horas e perdendo-se na intensidade de um beijo. Depois de passado não sei quanto tempo, Ginevra separou nossos lábios e passou a beijar meu pescoço. Inclinei minha cabeça para trás a fim de dar maior acesso. A vontade de apertá-la contra mim e desarrumar seus sedosos cabelos acobreados me acometia enormemente:


- Você não pretende me soltar não? – e ela parou o que estava fazendo para me encarar – Eu quero muito tocar a sua pele!


- Vai ter que aguentar mais um pouquinho. – avisou, correndo suas mãos pelas laterais do meu tronco e dando uma piscadela cínica.


A seguir ela começou a se movimentar sobre o meu colo, para cima e para baixo. O quê? Se a Ginevra pensava que eu ainda não estava excitado o suficiente, estava era muito enganada! Portanto, em pouco tempo eu já não podia evitar a minha respiração entrecortada:


- Assim você me deixa louco! – confessei, sentindo meu rosto ficar quente assim que ela parou quieta e me observou atentamente.


Ela roçou os lábios pelo meu rosto até a minha boca, carinhosamente e me abraçou:


- Essa era a intenção... Mas vou deixar que você fique louco sem as amarras. – ela sussurrou, soltando-me.


Instantaneamente eu a abracei fortemente e iniciei um beijo faminto. Nossas línguas se exploravam mútua e profundamente e por vezes nossos dentes colidiam na nossa ânsia de paixão. As mãos dela ora estavam na minha nuca, ora arranhavam as minhas costas. Não parecia impossível que caíssemos daquela cadeira. Foi então que decidi carregá-la no colo até a cama. Depositei o corpo dela delicadamente enquanto ainda nos beijávamos. O beijo tinha se tornado calmo, o que me dava oportunidade para mordiscar seu lábio inferior. Em resposta ela sugou minha língua, adorava quando ela fazia isso. Pouco depois, finalizei nosso beijo com um selinho e desci meus lábios. Passei pelo pescoço, demorando-me um pouco por ali. Então desci ainda mais, para os seios dela. Seus mamilos rosados tinham os bicos duros, demonstrando que ela encontrava-se excitada. Sorri contra a pele alva dela antes de começar a me divertir com eles. Os seios dela exerciam algum tipo de fascínio sobre mim que eu não podia explicar racionalmente. Provavelmente aquilo ia deixar marcas, mas eu não podia evitar chupar aquela cútis tão apelativa:


- Céus, Draco... – ela meio suspirou, meio gemeu.


Pelo menos ela reconhecia que eu podia levá-la ao paraíso. Resolvi ousar um pouco mais e meus lábios se direcionaram a sua barriga:


- Hummm... – ela ronronou, dividida entre encolher a barriga pela sensibilidade ou se entregar às minhas carícias.


Enquanto isso minhas mãos acariciavam suas coxas de maneira provocante. Estava tão entretido com ela, que só nesse momento percebi que ainda estava com calças e meias. Incrível como ela me fez esquecer disso... Fiquei de joelhos e tirei meu cinto. A seguir saí da cama:


- Onde você vai? – ela perguntou, curiosa.


- A paciência é uma virtude. – respondi, terminando de tirar as calças – Qual sua fruta favorita, ainda a mesma?


- Não. Comi morangos demais durante minha última gravidez. Agora a minha favorita é pêssego. Mas por que a pergunta?


- Prometo que você vai ficar sabendo daqui a pouco. – e me afastei da cama.


Imaginei um exemplar pêssego e uma faca. Destaquei uma partezinha para experimentar. Deixei a faca sobre a cadeira e voltei para o lado da cama:


- Levante-se.


Ela não me questionou e fez o que lhe pedi. Deixei que ela observasse a fruta em minha mão:


- Depois disso aposto que pêssego será sua fruta favorita pra sempre. – prometi e sorri maliciosamente.


Puxei-a para que ficasse na minha frente e virei, deixando-a de costas para mim. Com a mão esquerda afastei o cabelo dela para o outro lado e passei a beijar sua nuca e lateral do pescoço. Comecei a baixar a calcinha dela e Ginevra terminou de tirá-la. Levei minha mão direita com o pêssego para a frente do corpo dela. Deslizei a fruta pelo vale entre seus seios, pela barriga...baixei mais ainda minha mão até alcançar seu sexo. Posicionei a fruta sobre seu clitóris e comecei a movê-la em movimentos circulares. Ginevra ofegou e arrepiou-se. Aproveitei para morder o pescoço dela e isso combinado ao que minha mão destra estava fazendo, foi fator decisivo para que ela gemesse. Ela parecia estar com dificuldades de se manter em pé. Por isso posicionei minha mão esquerda sobre sua cintura, tentando segurá-la para o caso dos joelhos dela cederem – o que não parecia tão difícil assim de acontecer...


Continuei a masturbá-la por mais uns dois minutos, ela estava quase chegando lá. Parei e arremessei a fruta em um lixinho próximo à cama. A seguir, virei-a de frente para mim e beijei seus lábios, enquanto acariciava seus cabelos. Finalizei o beijo delicadamente e sorri antes de dizer:


- Volta pra cama, amor.


Assisti ela alcançar a cama e me esperar. Fui até lá e fiz com que ela deitasse. Beijei as coxas dela, subindo... Se ela sabia o que eu estava para fazer, não demonstrou. Meus lábios alcançaram seu clitóris e eu senti o corpo dela retesar. Os movimentos que a minha mão fizera anteriormente, agora eram realizados por minha língua. Como eu previra, ela estava com um delicioso gosto de pêssego. Para completar, eu penetrei-a com dois dos meus dedos:


- Draco... Ah, Draco... Não para!


E como era maravilhoso fazer com que ela perdesse o controle daquela forma e entregar-se completamente às sensações que eu estava lhe proporcionando. Dessa vez deixei que ela alcançasse o pico do prazer, gritando o meu nome! Duvido que o Potter faça melhor que eu. Quando olhei para ela, tive uma bela visão. Ginevra tinha os cabelos rubros espalhados pelo travesseiro e alguns fios grudados em seu rosto, sua respiração ainda estava acelerada. A pele dela estava quente, suas bochechas, rosadas. Seus olhos castanhos pareciam me contemplar com adoração. Ela era linda. Beijei-lhe as mãos:


- Amo você. – sussurrei.


Meu passo seguinte não foi tão romântico assim... Eu estava necessitado, eu tinha contido o meu pênis até agora, mas ele clamava por atenção. Tirei minha cueca, com pressa e me posicionei entre as pernas da minha ruiva. Estoquei com determinação e ela lamuriou ao me sentir inteiro dentro de si. Fiquei parado por alguns instantes, apenas curtindo aquela sensação. Como eu tinha esperado para sentir aquele calor e umidade. Aquele aconchego que eu sabia que ela poderia me fazer sentir, como se encaixado a última peça de um quebra-cabeça infinito. Ela sorriu para mim, mas de seus olhos brotaram lágrimas:


- Eu te machuquei? – perguntei, preocupado.


- Não. – ela afirmou, enlaçando suas pernas ao meu redor – Eu apenas... nunca pensei que pudesse mesmo acontecer. Eu te amo, Draco.


Foi a minha vez de sorrir. Iniciei uma série de estocadas. Ginevra mais uma vez me brindava com seus gemidos e palavras desconexas. Se ela continuasse me falando aquelas coisas, eu não duraria muito tempo... Resolvi calá-la com um beijo enquanto continuava aqueles deliciosos movimentos de vai-e-vem. Pronto, agora poderia me concentrar em conseguir acumular maior prazer antes de me liberar dentro dela. Não que eu fosse ser o único beneficiado nisso, os arranhões e o corpo dela acompanhando os meus movimentos me diziam perfeitamente que ela estava aproveitando tanto quanto eu. Nem sei quanto tempo se passou, apenas sei que tive o melhor orgasmo da minha vida. Também, depois de tanta dor de cabeça e muito tempo, eu tenho certeza que é mais do que merecido. Senti um enorme alívio ao gozar. Não tenho vergonha de admitir que gemi longamente o nome da minha ruiva. Quando me deitei a seu lado na cama, abracei-a. Ela deitou a cabeça no meu peito eu beijei o topo de sua cabeça. Sentia uma paz e uma leveza indescritíveis, como se tudo no mundo estivesse certo, ou apenas nada importasse – exceto por aquela mulher em meus braços. Estávamos em silêncio. Porém, aquele era um daqueles momentos em que a falta de palavras falava mais que mil palavras. Tudo o que poderíamos dizer estava ali, contido naquela sala, naquele silêncio, naquele abraço.


 


N/A: Fiz o meu melhor pra conseguir terminar esse cap. o mais rápido possível. Daqui a pouco já começam as minhas aulas e eu vou estar bem ocupada. Não sei quando postarei o próx cap., mas saibam que não desistirei da fic. Plz, comentem XD. Bjuss

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