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14. Capítulo XIV


Fic: Senhor das Terras Altas CONCLUIDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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— Onde está sua esposa?


Harry embainhou sua espada, dispensou os ho­mens que estivera treinando e olhou para o pai.


— Não tenho certeza. Acho que com Lily, no herbário. Ou visitando algum doente. Por que espera que eu saiba onde ela está?


— Porque é sua esposa. — James franziu o cenho para o filho mais velho. — Você a perdeu, então?


— Não. Não a perdi. Apenas não sei onde ela está. Eu não a mantenho amarrada a mim, certo? Para que o senhor a quer? Dessa vez foi ele que franziu o cenho ao observar o pai. O que o senhor tem? Está aflito?


— É claro que não estou aflito! Pareço estar?


— Então o que quer com ela?


— Está na hora do almoço.


— Hora do quê?


— Da refeição, você sabe.


— É claro — Harry suspirou profundamente e tentou permanecer calmo e paciente. — E Gina tem alguma coisa a ver com esse almoço, não tem?


— Sim, partilhamos uma refeição e temos uma pequena discussão. Bem... fui para a sala, sentei-me e ela não entrou na sala. Ela sempre entra. E, antes que pergunte, sua mulher não está no herbário e nem no jardim. Por que razão não pode ser encontrada?


Harry olhou ao redor e depois encarou o pai novamente. Era estranho e um pouco desconcertante. Achava que seu pai não gostasse de Gina e não quisesse nada com ela devido a sua ligação com os Delacour, mas era óbvio que eles partilha­vam as refeições. Era uma coisa que deveria ter observado. Mais estranho ainda era que seu pai sentia falta da nora, embora Harry suspeitasse de que Fingal nunca admitiria is­so, mesmo sob tortura. Nas semanas em que Gina estava em Scarglas, ela tinha encontrado o caminho para ganhar a afeição do seu pai.


Harry sabia que seu pai tinha algumas afeições, mas nun­ca haviam sido endereçadas a uma mulher. Pelo menos não que ele soubesse. Se o cenho franzido de sir Fingal fosse uma indicação, o homem devia estar achando que Harry era um pouco lento por não saber onde a mulher estava.


Então, abruptamente, a importância disso atingiu a mente de Harry. Seu pai olhara em todos os lugares onde Gina costumava estar e não a vira. Começou a ficar alarmado.


— O senhor olhou no solário?


-— Já lhe disse. Ela não está na casa. Posso estar velho, mas ainda enxergo. Também mandei as empregadas a procurarem, mas foi em vão. Falei com Ned e ele disse que tampouco viu Lily, desde que saíram juntas.


— Talvez Gina e Lily tenham ido à vila.


Harry ficou ainda mais preocupado quando seu pai me­neou a cabeça, negando.


— Um homem acabou de vir da vila à procura das duas. O filho está doente e ele quer que elas o vejam.


Antes que Harry pudesse responder, um grito atravessou as paredes, seguido de outros, dos homens que guardavam os portões. Harry correu, com o pai atrás dele. Lily estava diante deles caindo aos seus pés. Harry vacilou até James apertar fortemente seu braço.


Harry levou alguns segundos para recuperar a calma. Era difícil, vendo a situação em que Lily se encontrava. Tudo que pôde pensar era que as duas haviam saído juntas e que Lily voltara a Scarglas ensanguentada e sozinha. Ele olhou o ferimento de Lily e sentiu um grande alívio ao perceber que era superficial. Mais tarde cuidariam dela, mas agora tinha que lhe fazer algumas perguntas. Esperou com impa­ciência que Lily recuperasse as forças para poder falar.


— Lily, onde está Gina?


Malfoy — Lily respondeu, meneando a cabeça ao ver Harry empalidecer. — Estávamos procurando plantas me­dicinais e ele nos encontrou.


— Você e Gina saíram do nosso território sem escolta?


— Calma, filho. — Sir James ergueu Lily nos braços, ignorando seus protestos. — A mulher precisa de cuidados.


— Mamãe! — Ned gritou, tentando alcançar a mãe.


— Calma, garoto, sua mãe vai ficar bem.


— Sim, Ned. Você se lembra quando eu disse que alguém precisaria aprender a curar? — Diante da afirmação do ga­roto, Lily continuou: — Vai procurar o que eu preciso e traga para mim.


— Levem-na para a sala — sir James ordenou, no momento em que o menino se afastou. Em seguida murmurou para Lily: — Esse garoto tem cabelos claros. Tem certeza de que é meu?


— É claro que é seu, velho tolo — Lily gemeu. — Aquele bastardo me jogou no chão depois de apunhalar-me.


— Pare de se lamuriar, mulher. Poderá dizer tudo para Harry.


—  Papai — Harry protestou, andando atrás do pai. — Gina está nas mãos do inimigo dela.


— Sim, e nós a resgataremos logo. Ela já esteve nas mãos daquele homem antes e conseguiu escapar. Assim que cui­darmos de Lily, iremos atrás de sua esposa e mataremos o bastardo. Mas antes precisamos de respostas, não é?


Harry sabia que seu pai estava certo, mas não conseguia esperar. Caminhava pela sala enquanto Bonnie cuidava de Lily e James olhava para os cabelos dourados de Ned, res­mungando.


— Venha aquí e faça algumas perguntas, filho—chamou sir Fingal.


— Oh, Harry, murmurou Lily. — Estávamos olhando as violetas, pensando no que poderíamos fazer com elas e de repente ele apareceu. Gina o chamou de Malfoy.


— É o homem que a persegue, o que fez aquelas cicatrizes — declarou Harry. — E o que aconteceu?


Tocando os cabelos do filho como se precisasse disso para manter-se calma, Lily contou a Harry tudo que pôde se lembrar.


— Pobre Gina. Ela deve pensar que eu estou morta, que se deu aos seus inimigos por nada.


— Logo ela saberá a verdade. Você viu para que direção eles foram?


— Não. Fiquei inconsciente por algum tempo. Mas é fácil ver onde estávamos, onde há marcas dos cavalos deles. — E Lily disse a Harry onde tinham descoberto as violetas. — O solo é bem fofo e será fácil perceber as marcas e segui-los.


— Então temos que fazer isso logo — disse sir Fingal, já se dirigindo para a porta da sala. — Ajude sua mãe a ir para a cama, Ned — ele ordenou ao garoto.


Harry pegou dez homens dos doze que se ofereceram para ir com ele. Apesar de estar surpreso com a companhia do pai, percebeu que essa atitude o deixou contente. Naquele momento, o velho líder estava calmo e controlado, mas Harry não sabia até que ponto isso continuaria quando en­contrasse o inimigo de Gina.


Enquanto liderava os homens ao lugar que Lily descre­vera, Harry tentou banir o medo que lhe corroía as entranhas. Disse várias vezes a si mesmo que Malfoy não queria Gina morta. Ele a queria por esposa. E rezou para que Gina man­tivesse o casamento deles em segredo, pois era impossível saber como um louco como Malfoy reagiria. Então lembrou-se de que Gina era uma mulher esperta, já provara isso em várias ocasiões, e sentiu-se um pouco mais calmo.


Foi fácil seguir Malfoy e seus homens. E Harry gostaria de saber o motivo. O homem era simplesmente descuidado ou achava que ninguém iria resgatar Gina? Ou, pior ainda, seria uma armadilha? Por tudo que ouvira Gina contar sobre seu irmão Rony, Harry sabia que ele falhara em agarrar: Malfoy durante doís anos. Isso poderia significar que o ho­mem era esperto demais para se deixar pegar. Essa consta­tação fez com que Harry parasse para contar aos seus homens sobre suas preocupações.


—  Vou seguir em frente e ver o que posso encontrar -disse Gregor, afastando-se, com a aquiescência de Harry.


— Você realmente acha que esse Malfoy é esperto o suficiente para esconder sua trilha? — James perguntou.


— Sim — respondeu Harry. — Essa trilha é boa e clara como um mapa. Ou é uma armadilha ou o homem tem con­fiança demais no sucesso dessa empreitada. Talvez sua lou­cura tenha crescido tanto que ele não esteja raciocinando direito — Harry meneou a cabeça e passou a mão pelos cabelos. — É difícil saber como agir, quando o oponente é um louco.


Sir Fingal coçou o queixo.


— O homem quer sua mulher. Passou dois anos perseguindo-a e deixando-lhe cicatrizes. Sim, é completamente louco. Mas talvez esteja muito orgulhoso por ter encontrado Gina quando ninguém mais sabia onde ela se encontrava. E talvez não tenha percebido que não matou Lily.


— Pode ser. Você tem certeza de que ele queria matar Lily?


—  Sim. Ele a feriu e a jogou no chão, sem nenhuma preocupação com o ferimento dela. Tinha tanta certeza de que cortara a garganta dela que nem se dignou a olhar para trás. O fato de nossa Lily sangrar bastante a salvou. Malfoy cortou-a, viu o sangue fluir e a jogou longe. — Sír James olhava a trilha com atenção. — Para que um homem escon­deria sua trilha se acredita que ninguém sabe nada a respeito? – Harry achou as palavras do pai faziam sentido e tentou esconder a surpresa. Seu pai estava velho, arrumara mais problemas do que soluções e transara com quase todas as mulheres que quisera, mas não era burro. Também tinha habilidade para lutar e sabia estratégias de lutas. Sabia que podia confiar no pai, mas ficou tenso ao ver Gregor voltando na direção deles.


— Os homens estão logo abaixo daquela fileira de árvores — Gregor informou. — Há uma pequena clareira e eles armaram um acampamento. Malfoy deve estar com no má­ximo seis homens e estão todos dentro do acampamento.


— E Gina? — Harry sentiu o coração disparar ao ver Gregor passar a rédea de uma mão para a outra.


— Está viva. Está usando apenas seu camisolão, os pu­nhos estão amarrados e ela está de pé presa ao tronco de uma árvore — Gregor esclareceu, observando o irmão.


— Então é melhor que os ataquemos. Devemos planejar uma emboscada, não uma batalha — declarou sir James.


Harry concordou. Um ataque direto poria Gina em perigo, especialmente por estar incapacitada de reagir. Era preciso cautela, a mesma cautela que usavam quando privavam os outros de seu gado e de seus cavalos. Quando Gina estivesse a salvo, porém, Harry tinha a intenção de matar Malfoy.


Olhando para Simon, Harry estava agora satisfeito por ter permitido que o jovem os acompanhasse, apesar de sua inex­periência. Simon devia a vida a Gina e queria desesperadamente pagar seu débito, de algum modo. Agora teria essa: chance, pois Simon era perito em andar pelas matas em si­lêncio e rapidamente. Olhando o jovem, Harry concluiu que Simon era forte o suficiente para soltar Gina, e lhe deu instruções.


Levaram mais alguns minutos para fazer os planos antes de cavalgarem em direção das árvores. Quando Harry disse que precisariam distrair os homens, Gregor assegurou-lhe que eles já tinham bastante distração. E Harry sabia do que se tratava. Qualquer homem com sangue nas veias seria in­capaz de não se distrair com Gina apenas vestida com seu leve camisolão.


Deixaram os cavalos, Harry deu a Simon alguns momen­tos para tomar posição e fez sinal para os outros homens os seguirem. Com seu pai ao lado, Harry entrou no acampa­mento. No momento em que seus homens silenciaram os homens de Malfoy, Harry e seu pai foram atrás de Malfoy, e ele não ficou surpreso quando seu pai apertou seu braço, assim que o campo ficou à vista. A visão de Gina amarrada à árvore, com Malfoy apontando sua espada contra ela, fez com que Harry percebesse que tinha de agir com rapidez.


— Sua esposa tem uma maneira inteligente de ameaçar Malfoy — sussurrou sir James, ao ouvir Gina falar do irmão.


Harry ficou um pouco magoado por Gina não ter amea­çado Malfoy usando seu nome, mas logo em seguida per­cebeu que estava sendo tolo. Gina sabia que seria perigoso Malfoy saber que ela não era mais virgem. Ele sabia que o irmão de Gina o caçava, portanto era dele que Gina tinha que falar.


Um sorriso curvou os lábios de Harry ao ver seus homens silenciarem os homens de Malfoy. O fato de que cada ho­mem de Malfoy precisasse apenas de uma faca apontada para a garganta a fim de permanecerem quietos fez com que Harry percebesse que a lealdade deles com Malfoy não de­via ser muito forte. No momento em que os homens de Malfoy foram desarmados, Harry fez um sinal ao pai e começou a caminhar em direcão a Malfoy, que estava de costas fa­lando com Gina.


— Não tenho medo do seu irmão — ele dizia.


— Então você é um tolo — Gina respondeu. — E não é apenas de Rony que você deveria ter medo, mas de todos os Weasley e seus aliados, e todos os parentes de Hermione. Você é um homem morto, Malfoy. Nunca direi sim a você. Direi não até que você morra e espero que seja logo.


— Você é minha!


— Não, seu tolo, ela é minha — interveio Harry. Gina não podia acreditar no que estava vendo. Parecia impossível que Harry estivesse perto de Malfoy e que seus homens haviam sido rendidos. Gina não vira e nem ouvira nada. E obviamente nem Malfoy e seus homens. Então ela sentiu mãos poderosas e fortes agarrarem seus punhos. Olhou e viu Simon sorrindo para ela enquanto a desamarrava.


— Sua esposa é ágil — disse James ao ver Gina seguir Simon para longe da árvore.


— Esposa? —- Malfoy olhou para Harry, arregalando os olhos ao perceber que enfrentava os homens sozinho.


—- Sim, minha esposa — respondeu Harry. — E um ho­mem fica muito irritado quando um desclassificado rapta sua mulher.


— Não! Gina não é sua. Ela é minha! Eu a conheci pri­meiro.


— Ela não se importa com você.


— Vou ajudar sua mulher a se vestir — afirmou sir Jamesl. — Pare de falar e mate logo esse desgraçado.


Harry apenas meneou a cabeça, uma vez que era isso o que ele pretendia fazer, fora o que prometera a Gina. Pôs de lado o forte desejo de fazer esse homem sofrer pelo que havia feito a Gina. Gostaria de atormentá-lo com pequenos cortes por todo o corpo durante alguns momentos. Isso era o que aquele homem merecia. Mas era melhor terminar logo com isso e levar Gina de volta a Scarglas.


O súbito choque de espadas fez Gina gritar. Ela virou-se para ver o que estava acontecendo, mas sir James a agarrou pelos ombros e a fez olhar na direção da mata. Uma parte dela quis retrucar, mas decidiu nada dizer. Se visse Harry lutar com Draco, poderia fazer alguma tolice, gritar e dis­traí-lo. Embora tivesse sido instruída de que um homem não podia se distrair em uma luta, Gina poderia não aguentar se visse o homem que amava lutando com Malfoy, uma luta que poderia acabar com a morte de um dos dois. Disse fir­memente a si própria que seria Malfoy quem morreria e decidiu ficar pronta para ir embora quando Harry terminasse a luta.


Gina resmungou ao tentar amarrar a roupa. Suas mãos tremiam. Seus braços doíam pelo fato de ter ficado amarrada durante muito tempo, mas um pouco era devido à emoção de estar sendo resgatada por Harry e pelo medo e pela raiva que sentia de Malfoy.


— Pronto, moça — resmungou sir James ao ajudá-la a amarrar o laço da roupa. — Não entendo porque é desajei­tada quando sabe subir em uma árvore com tanta rapidez quanto Simon e manejar facas com tanta habilidade.


— Estou apenas um pouco chocada com o que aconteceu aqui. Como souberam onde estávamos?


— Lily chegou a Scarglas toda ensanguentada, e nos contou.


— Lily está viva? — Gina sentiu as lágrimas que havia conseguido conter até aquele momento descerem livremente pelas suas faces.


— Ora, não comece a chorar. Sim, Lily está viva. Aquele louco não a cortou com profundidade. Não sei se ela preci­sará de alguns pontos, mas você verá isso ao chegarmos a Scarglas. — James olhou para a nora. — Ele lhe fez nova cicatriz? Parece que eu vi um ferimento em você. Ficará parecendo com seu marido se não tomar mais cuidado.


— Não, dessa vez ele não me feriu. Apenas pressionou minha pele uma vez com a ponta da espada.


Gina percebeu que sir James estava sendo muito amável com ela. O fato de ter vindo auxiliar os filhos no resgate já era um fato surpreendente. O homem era cheio de contra­dições e Gina duvidava de que pudesse entendê-lo algum dia. Mesmo agora, ele resmungava, mas cuidava dela com gentileza surpreendente,


— Você se move como as névoas — ela comentou. – Eu não tinha ouvido nada e nem visto nada até que chegou perto de mim.


— Sim, somos bons. Podemos roubar um pedaço de car­neiro da mesa de alguém sem sermos vistos. Ninguém tem a nossa habilidade.


Gina estava para lhe dizer que habilidade em roubar não era propriamente uma coisa da qual devia orgulhar-se, mas um grito cortou o espaço. Por um breve momento, a dúvida sobre a habilidade de seu marido fez Gina temer que Malfoy acabara de matar Harry. Então a realidade superou a emoção. Ela vira Harry lutar e sabia que Malfoy não tinha chance de vencê-lo. Embora sir James não tivesse permitido que ela assistisse à luta, mantendo-a segura pelo braço, Gina não resistiu e olhou. Olhou e viu Malfoy esparramado no chão e Harry sem nenhum ferimento. Era tudo que ela queria naquele momento.


Harry limpou a espada na roupa do seu antagonista e estudou o homem que acabara de matar. Sir Draco Malfoy era o tipo de homem que chamava a atenção das mulheres. Harry gostaria de saber por que Gina não tinha capitulado a ele, pois a loucura de Malfoy não era perceptível nos contatos sociais.


Percebendo o tipo de homem que cortejara Gina no passado, Harry simplesmente não podia entender o que ela es­tava fazendo na sua cama. Meneou a cabeça e virou-se para encarar os homens de Malfoy.


— Terei que pensar na possibilidade de vocês perturba­rem a mim e a meus homens novamente? — Harry pergun­tou. Todos negaram. — Alguém de vocês é um Malfoy? - Dois menearam a cabeça. — Ótimo. Digam ao seu clã exatamente o que aconteceu. Eu não gostaria que os parentes dele ficassem com raiva e não devo pagar por ter matado este homem.


— Ninguém virá atrás do senhor — disse o maior dos seis homens. — Ele sempre foi uma dor de cabeça para sua família.


— A família dele sabia que ele perseguia minha esposa e não fazia nada?


— O que poderiam fazer? Prendê-lo ou matá-lo, mas sua mãe... — O homem suspirou e meneou a cabeça. — Está terminado e nada pode ser feito, pode?


— Não, talvez não. Levem-no com vocês. Não quero seu sangue contaminando minhas terras.


Deixando que os homens retirassem o corpo de Malfoy e se afastassem, Harry olhou para Gina. Ela estava de pé e ele não viu nenhum ferimento. Harry rezara para chegar a tempo, antes de Malfoy ser capaz de feri-la ainda mais.


O que sentira ao pensar que Gina poderia estar perdida para ele o perturbara profundamente, e Harry sabia muito bem o que isso significava. Todos os seus esforços para manter distância dela, para proteger seu coração, haviam falhado. Quando vira uma ensanguentada Lily voltar da mata sem Gina, a verdade o atingira como um raio.


Harry praguejou interiormente. Gostava de Gina. Não, na verdade ele a amava com todo seu coração e sua alma. O breve momento em que pensou tê-la perdido o jogara num abismo, numa completa escuridão. Seus ossos gelaram ante a possibilidade de ter que viver sem ela. Agora que Gina estava salva e voltara para ele, Harry precisava com urgência fazer amor com ela, conferir que ela era só dele. Acalman­do-se, caminhou até ela.


— Ele a feriu, garota? — Harry perguntou, resistindo ao desejo de acariciar seu rosto.


— Não — Gina respondeu e apesar da resistência de Harry, se jogou nos seus braços. — Malfoy estava se ga­bando da esperteza dele em me encontrar.


Quando Harry a abraçou, Gina acalmou-se e contou como Malfoy a tinha ligado a Scarglas.


— Agradeço a Deus tê-la encontrado antes que ele pu­desse lhe fazer algum mal. Ele nunca mais perseguirá você, Gina.


— É uma perda para a família dele, que o amava, mas a loucura o dominara e havia sangue nas mãos dele. — Gina olhou na direção onde os homens carregavam o corpo de Malfoy e em seguida olhou para Harry. — Vamos para casa?


— Sim, garota, vamos — ele respondeu, fazendo-a mon­tar no seu cavalo.


Segurando-a com força enquanto cavalgavam, Harry que­ria saber o que faria agora. Não era tolo de pensar que po­deria matar os sentimentos que já haviam se enraizado no seu coração. Aquela batalha estava perdida. Gina era parte dele como o sangue que corria nas suas veias. Sentia-se tanto glorioso quanto aterrorizado.


O que o preocupava muito era que não sabia o que Gina sentia por ele, além de paixão e desejo. Até ficar sabendo, não queria que ela soubesse, ou mesmo que adivinhasse, seus sentimentos. De algum modo, esses sentimentos, que agora corriam livres dentro dele, tinham de ser encobertos até que ele soubesse o que havia no coração de Gina. Harry escondera seu amor dele mesmo. Esconder de Gina não seria tão difícil. Mas era uma luta para a qual não se sentia preparado.

N/A: Oi pessoas, não deu pra postar quarta, infelizmente nao consegui passar na universidade estadual daqui, poremm, ontem eu fui para Goiania, fazer prova da PUC-GO, e so cheguei depois das 14h, e ainda tive que trabalhar. Por isso não postei. Aqui tá mais um capitulo, desfrutem, e mais uma novi, andei baixando uns livros e estou pensando em adaptá-los. Mas antes eu quero uma opinião: Clássicos Historicos ou Atualidades???

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