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3. Em outro ponto de vista.


Fic: A Secret.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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“I'm a slave and, I am a máster. No restraints and unchecked collectors.


I exist to my need. To self-oblige. She is something in me That I despise.


I won't let this build up inside of me I won't let this build up inside of me


She isn't real. I can't make her real”




 


Okay, confesso que levantar hoje não foi tão difícil quanto o que está acontecendo agora.  Já tiveram a sensação de que fez algo errado mesmo tendo certeza de que está certo? Pois é assim que eu estou me sentindo olhando para Malfoy sentando à mesa da Sonserina.


Se ele apenas estivesse distraído comendo seu café da manhã, talvez eu não estivesse sentindo isso, mas ele resolveu me encarar de tempos em tempos, como se estivesse me censurando. Confesso de novo que estava prestes a levantar da mesa e sair dali, quando fui salva pelo correio matinal. Em questão de segundos, todo o teto do Salão Principal estava coberto das aves entregando as correspondências.


Por alguma razão desconhecida, eu não recebi meu exemplar do Profeta Diário e isso me irritou.


- Cadê meu jornal? – Perguntei indignada como se alguém ali fosse me dar respostas. Tudo bem, alguém me deu uma resposta, mas não foi a eu esperava.


- Ninguém recebeu, Hermione – Falou Neville sentado um pouco mais afastado.


- Como assim? O que aconteceu? – Perguntei me virando para o garoto, mas ele deu de ombros. Olhei para Harry e Ron que também não pareciam saber de algo, foi então que em questão de segundos minha visão periférica percebeu uma movimentação estranha na mesa da Sonserina. Virei a cabeça para ver melhor o que tava acontecendo, foi quando Draco Malfoy saiu correndo para fora do Salão.


- Só eu, ou alguém mais achou isso estranho? – Perguntou Harry ainda olhando para a porta do Salão.


- Devemos segui-lo? – Sussurrou Rony de modo que só eu e Harry pudéssemos escutar.


- Eu... Eu não sei. – Falei hesitante – Temos aula daqui dez minutos. E é com a Sonserina, quem sabe ele aparece... – Realmente não queria ir atrás de Draco. Uma parte de mim – que continuava sendo a não-racional – não queria realmente descobrir algo ruim sobre o que ele estava fazendo. Os dois acabaram concordando e seguimos em frente para nossa aula com Snape.


Durante o caminho, não falei muito. Parte minha queria descobrir o que o Malfoy estava aprontando, mas a outra parte queria não encontrá-lo por um bom tempo. Harry e Rony apenas achavam que eu estava agindo de uma forma estranha.


- Hermione, ta tudo bem mesmo? – Perguntou-me Harry quando chegamos à sala e pegamos nossos lugares. Eu me sentei sozinha, uma carteira atrás dele e de Ron.


- Sim... – Me limitei a dizer, enquanto tirava o livro de dentro da mochila, evitando olhar para Harry. Quando ele finalmente desistiu de me encarar, procurei Malfoy com os olhos, pela sala que já estava cheia, só a espera do professor. Não o encontrei.


Ele só podia estar planejando algo. Apressando o que ele já estava fazendo, durante as aulas para evitar que Harry descobrisse algo. E se fosse isso, ele fora bem esperto e então teríamos que nos apressar a descobrir o que estava acontecendo.  Meus devaneios não cessavam e eu estava tão absorta em meus pensamentos que não percebi que Snape falava comigo. Aliás, a julgar pela cara que ele fazia, devia estar falando comigo a um tempinho.


- Senhorita Granger... – Ele disse em um tom um tanto quanto ameaçador.


- Oh! Sim, professor... – Falei o encarando, sobressaltada e um pouco envergonhada já que todos da sala me olhavam agora.


- Se quer continuar pensando em suas desilusões amorosas – O que? Do que ele ta falando? – Sugiro que saia dessa sala.


- Não! Senhor, eu estava... – Tentei argumentar, afinal, de onde ele tirou a idéia de eu estar pensando em desilusão amorosa?


- Menos quinze pontos para Grifinória, por sua distração e menos cinco pontos por ter ignorado minha pergunta – Ele falou muito categórico e com certa excitação na voz, por ter me feito passar por isso. O olhei feio, e ele sorriu enquanto voltava sua atenção para a aula.


Aliás, aula perdida porque simplesmente não consegui me concentrar em hora nenhuma. Saímos da sala e eu queria esconder minha cara em um buraco. Muita gente me encarava, parecendo incrédulos e alguns (da Sonserina) saíram rindo e fazendo piadinhas. Apenas respirei fundo e me afastei de todos, o mais rápido possível.


- Que desilusão amorosa ele tava falando? – Perguntou-me Ron e eu quis matá-lo.


- Ora Ron! – O olhei feio e me afastei um pouco, deixando os dois alguns passos atrás. – Snape é um idiota.


- Acho que deveríamos ir atrás do Malfoy – Harry falou algum tempo depois e meu estômago afundou – Ele não apareceu na aula.


- Nem percebi – Falei e isso soou meio falso, mas nenhum dos dois comentou.


- Eu preciso treinar... – Falou Rony um pouco hesitante quando paramos na em um dos corredores que davam acesso ao lado de fora do Castelo. Harry me olhou e então eu entendi.


- Tudo bem, vai lá! – Falei sorrindo para meu amigo ruivo – Harry e eu podemos fazer isso.


- Ah! Tudo bem então... – Ele não pareceu animado com isso – Nos vemos mais tarde.


Ron se afastou e Harry e eu, decidimos nos dividir para ir atrás de Malfoy


 


Harry ficou com a parte de fora do castelo e os primeiros andares, então eu fiquei com o que sobrou. A Sala Precisa era uma dessas partes que havia me sobrado, e eu decidi que começaria por ali, primeiro.


Foi uma viagem perdida, porque mesmo se ele estivesse por ali, como eu ia saber como entrar onde ele estava? Fiquei um tempo esperando pra ver se alguém saía dali, mas o máximo que consegui foi dar um oi a Neville que passou ali, pelo menos três vezes, no pouco tempo que eu fiquei parada. Na terceira, eu desisti e resolvi subir pro Corujal.


Me sentia idiota fazendo aquilo, mas me sentiria pior ainda se não fizesse e acabasse mentindo pra Harry. O frio estava intenso naquela parte do Castelo, e eu não estava com minhas luvas, o que acabou não sendo um bom negocio, já que estava começando a não sentir os meus dedos. Levei mais tempo do que o esperado, mas finalmente havia chegado ao Corujal. Estava na metade da escada que dava acesso ao lugar, quando ouvi soluços. Estavam baixos, mas audíveis. Imaginei quem estaria chorando naquele lugar e por um segundo me esqueci de que estava atrás de Malfoy. Sim, só por um segundo porque no outro eu já estava de frente pra um corpo encolhido, em uma das paredes do canto. Estava com um gorro e em uma das mãos tinha um pedaço de papel amassado. Uma mecha de cabelo loiro saía pelo gorro e quando eu ia me aproximar, o garoto levantou o rosto, parecendo assustado.


Na verdade, quem assustou foi eu. Malfoy estava com o rosto todo molhado de lágrimas, seus olhos vermelhos e inchados e a ponta do seu nariz, muito vermelha. Parecia que estava chorando há horas.


- Ma... Malfoy? – Perguntei meio perturbada enquanto ele levantava.


Seus olhos agora, em um acinzentado claríssimo, me olhavam com ódio e aquilo me incomodou demais. Não era a primeira vez que Malfoy me olharia com ódio, mas tinha mágoa ali também. Meu coração parecia ter se encolhido, até parar de bater.


- Sai daqui... – Ele me disse em uma voz seca, sussurrada e cortante. Aquilo fez aumentar minha angustia.


- O que aconteceu? – Porque eu estava preocupada? Não me dizia respeito e ele já havia me mandado sair, mas como eu sou teimosa...


- O que aconteceu? – Aquela voz falhada... – O que aconteceu, foi sua culpa, Granger...


Ele se virou e ficou olhando o horizonte. Sua mão abria e fechava como em todas as vezes que ele ficava nervoso. Respirava pesadamente enquanto o vento batia em nossos rostos.


- O que foi minha culpa, Malfoy? – Perguntei novamente, temendo a resposta.


Ele ficou calado por alguns segundos, até se virar e vir em minha direção. Por Merlin, ele podia parar de me olhar daquele jeito. Se a intenção era me deixar mal, ele tava conseguindo, e olha que eu nem sabia o que tinha acontecido


- Meu pai morreu, em Azkaban na madrugada de hoje... – Eu fiz cara de espanto enquanto ele passava por mim, na intenção de ir embora. Não tive muito tempo de pensar, apenas franzi o cenho e me virei rapidamente, e o segurei pelo braço.


- Não entendi qual foi a minha participação nisso – Acabei sendo mais grossa do que o esperado, então o soltei e reformulei minha linha de pensamento – Sinto muito, mas não entendi porque você disse que tinha sido minha culpa...


- Quem você acha que deu a ordem de matá-lo, Granger? Quem você acha que está no controle dos Comensais ali? O Lorde das Trevas! – Ele suspirou pesadamente e eu abaixei a cabeça – E porque você acha que ele mandou matá-lo? Porque ele quis me dar um aviso! Porque provavelmente VOCÊ falou com o Palhaço do Potter e ele deve ter avisado Dumbledore, e nisso Snape ficou sabendo e ai o que acontece? MEU PAI MORRE PORQUE ERA ISSO QUE AQUELE MALDITO TINHA ME PROMETIDO! SE EU NÃO FIZER DIREITO O QUE ELE ME MANDOU, MINHA FAMÍLIA VAI MORRER E EU VOU JUNTO! E ELE JÁ COMEÇOU!


Dessa vez eu não contive as lágrimas. É claro, tinha que ter um motivo pra Voldemort ter recrutado Draco Malfoy, mas eu não sabia que era por algo tão mesquinho. Parecia que queria se vingar do que tinha acontecido no Ministério, ano passado e quem ia pagar tudo, ia ser o Malfoy. Meu coração acelerou quando levantei a cabeça e o vi, em um gesto desesperado, dar um soco na parede. Então eu resolvi falar.


- Eu falei com o Harry, sim...


- HÁ! Claro que falou! – Ele ironizou


- Mas eu juro... Juro pela minha vida – Agora as lágrimas não paravam – Não falamos nada pro Dumbledore. Harry não quis e eu concordei com ele. Ninguém mais ficou sabendo disso, Malfoy. Se alguém informou ao Voldemort, não foi por nossa causa.


Eu estava em prantos, meus olhos ardiam e não sentia mais minhas mãos. Malfoy agora estava quieto e o silencio só era quebrado por algumas aves que piavam. Alguns minutos, que pareceram décadas,  se passaram e eu não agüentava mais aquilo.


- Olha... – Eu comecei, mas ele me interrompeu.


- Então porque ele fez isso? – A pergunta parecia mais pra ele mesmo, do que pra mim, mesmo assim eu arrisquei.


- Eu não sei, de verdade... – Me aproximei um pouco mais dele e então ele se virou. Seus olhos ainda vermelhos, seu rosto inchado e molhado. Sua respiração pesada dava pra ver porque o casaco da escola se mexia de acordo com o movimento do seu peito.


- Se você contar a Dumbledore, minha mãe vai ser a próxima e se eu não conseguir, eu vou morrer também. Minha vida ta, literalmente, nas suas mãos, Granger...


- Mas o Harry...


- Não o deixe falar nada, porque não vai ser nada bonito o que vai acontecer, caso ele resolva abrir aquela boca dele...


- Malfoy, tudo que tem a ver com Voldemort, não da pra controlar o Harry... – Tentei tirar aquela responsabilidade das minhas costas, mas tava impossível.


- E você vai agüentar carregar duas mortes nas costas, Granger? Quer dizer, minha mãe é uma Comensal ha mais tempo. Já torturou, matou... A vida dela não deve valer nada pra você, mas e a minha? Eu nunca tirei a vida de ninguém, Granger, até hoje... E eu não sei se tenho coragem pra tanto... Aliás, se tivesse já teria tirado a sua, pra não me causar problemas, mas até agora você ta respirando... Supostamente sou uma alma que ainda tem salvação, não?


Eu não conseguia pensar direito. Aquelas palavras estavam me atingindo em uma intensidade inimaginável. Eu simplesmente não conseguia mandar ele calar a boca, me virar e sair dali.


- Mas se eu deixar você continuar, quem me garante que você não vai perder sua alma, depois de fazer o que tem que fazer Malfoy? Se você perder sua alma, fazendo algum mal a alguém que eu amo, aí sim é que eu não vou me perdoar mesmo... Se isso acontecer, eu perco a minha alma... Eu te mato, com minha própria varinha.


Foi difícil dizer aquilo, ainda mais pelo que veio a seguir. Os olhos do garoto se encheram de lágrimas, novamente e ele me olhou com pesar.


- Você é uma sangue-ruim determinada, não é? Uma maldita sangue-ruim determinada e inteligente demais! Seria tão mais fácil, se...


- Se o que? – Eu perguntei olhando pro horizonte, sem encarar aquele rosto.


- Se você tivesse esse maldito sangue, puro...


- Eu não mudaria de opinião, Malfoy.


- Eu sei... Mas se tivesse, eu poderia confiar em você... Ou melhor, poderia me deixar confiar em você. – Eu virei meu rosto para encará-lo e ele me olhou com intensidade, como se pedisse ajuda.


- Você vai se perder por um maldito preconceito?


Ele não me respondeu. Acho que ficou atônito por não esperar aquela minha resposta. Eu suspirei e virei às costas.


- Não se preocupe, não vou dizer nada... Ainda.


E fui embora.

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