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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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3. Depois...


Fic: Fame and Love: Porque há coisas que o tempo não pode apagar...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Alvo estava sentado debaixo de uma árvore no quintal, pensativo. Aquele baile semana passada ficara marcado na sua cabeça como um dos momentos mais enigmáticos da sua vida. Ele dançara com Anne Brewster da Sonserina e depois a beijara. E agora teria que lidar com isso toda vez que a visse. Ele que sempre dissera que não ficaria de modo algum com ela. Agora como a encararia e a trataria da forma mais fria possível? Ele lembrou-se dos lábios dela sobre os seus...


FLASHBACK...


Remember those walls I built/Lembra daquelas paredes que construí
Well baby they're tumbling down/Bem elas estão desmoronando
And they didn't even put up a fight/Elas nem tentaram ficar em pé
They didn't even make a sound/Nem fizeram um som
I found a way to let you in/Eu achei um jeito de deixá– lo entrar
But I never really had a doubt/Mas eu nunca tive dúvida
Standing in the light of your halo/Sob a luz de sua auréola
I got my angel now/Eu tenho meu anjo agora


A pele dela era como cetim e seu perfume o inebriava. Ele com a língua pediu entrada para a boca dela. Ela abriu a boca permitindo a passagem, mas desgrudou os lábios dele quando escutou um barulho. Ele ia beijá-la de novo quando escutou passos. Ele soltou-a e sentou-se, colocando a mão na cabeça.


-Você está bem?-perguntou ela, preocupada.


-Não, me sinto tonto-disse Alvo.


Eles escutaram vozes ali por perto.


-Vou lá para dentro. Não quero que me vejam com você-disse Alvo, levantando-se.


Anne sentiu os olhos queimarem, mas disse:


-Não se preocupe. Eu irei. É melhor você tomar ar fresco...


Anne virou-se e saiu dali. Alvo foi a acompanhando com o olhar até que ela virou entre as árvores.


“Alvo Potter, você é um idiota”, pensou Alvo.


Anne ao dobrar entre as árvores viu Lily e Hugo conversando ali a pesar deles parecerem assustados, a única coisa que ela disse foi:


-O seu irmão, Alvo, não está bem, ele está sentado em um banco entre as árvores...


-O que ele tem?-perguntou Lily, preocupada.


-Não sei, acho que está tonto. Vou entrar, tenho que comer algo-disse Anne sem emoção.


Anne virou-se e caminhou para entrar no salão. Hugo olhou para Lily, questionador.


-Que foi?-perguntou Lily.


-Ela estava com o Alvo?


-Acho que sim.


-Mas Alvo não gosta dela, gosta?


-Não que eu saiba, mas você não quer que eu saiba como a mente confusa do meu irmão trabalha, não é? Não mesmo! Acho melhor vermos como o Alvo está.


-Você vai. E eu irei chamar minha irmã. Acho que ele precisa da melhor amiga/prima e irmã...


-Está bem. Vou lá.


Lily seguiu por entre as árvores e Hugo foi atrás de Rose.


INTERRUPÇÃO DO FLASHBACK...


Rose caminhava para a árvore que Alvo se encontrava. Ele nem percebeu que a prima se aproximara.


-Perdido em pensamentos?-perguntou Rose, sentando ao lado do primo.


-Oi, Rose-disse Alvo, olhando para a prima.


Alvo percebeu que a prima usava o colar do dia do baile. Ele deslizou o dedo pelo colar dela e perguntou:


-Você não usa só esse colar em datas especiais? O que vai acontecer hoje que eu não sei?


-Além de você acompanhar sua priminha até o Beco Diagonal...-Rose viu Alvo suspirar, frustrado. Ela deu um tapa no braço dele.


-Sempre que eu vou com você ao Beco Diagonal você me faz andar o dia todo.


-Ah, Alvo, eu fui com mamãe e você semana passada comprar meus materiais, mas eu preciso de mais tintas, pergaminhos e penas. E também quero visitar a loja do tio Jorge... Vamos, sim?


Alvo vendo a expressão de gata abandonada da prima disse:


-O que eu não faço por você? Mas por que você não chama o David?


-Ele disse que encontraria o Fred hoje. Como ele passará o dia com o melhor amigo dele, eu passarei com o meu-disse Rose, marota.


Alvo apertou levemente o nariz de Rose e sorriu.


-Vamos?-perguntou Rose, tentando se levantar.


Alvo a conteve. Ele a puxou e fez com que ela deitasse a cabeça na sua perna.


-Você ainda não me respondeu por que está com esse colar-disse Alvo, curioso.


-Perdi o pingente naquele baile, como você já sabe. Então que decidi usá-lo sempre que me der vontade.


Alvo levantou a sobrancelha, questionador.


-Só é isso mesmo, Alvo-disse Rose, olhando para o chão onde havia uma borboleta pousada.


Alvo sabia que Rose lhe escondia algo, ela estava misteriosa desde o baile. Mas ele não poderia questionar já que também escondera o que acontecera para ela.


Rose não queria dizer a Alvo que aquele colar depois do que acontecera no baile se tornara ainda mais especial do que antes para ela. Aquele colar a fazia lembrar...


“De que eu preciso me manter o mais longe possível de Scorpius Malfoy”, pensou Rose, tentando acreditar no que ela pensara.


-Mas Alvo-disse Rose, olhando para o primo.-O que aconteceu na noite do baile entre você e Anne Brewster?


-Nada-disse Alvo, sério.-Nada que eu me lembre.-mentiu Alvo.


“Detesto mentir para você, Rose. Mas não quero falar sobre isso”, pensou Alvo.


CONTINUAÇÃO DO FLASHBACK...


Lily encontrou Alvo de cabeça baixa. Ela aproximou-se dele e levantou-lhe a cabeça. Ele parecia enjoado e suava bastante.


-O que aconteceu com você?-perguntou Lily preocupada.


-Estou enjoado...


-Dá para notar. Você bebeu, Alvo?-perguntou Lily, critica.


-Como assim, bebeu?-perguntou Rose, aproximando-se.


-Nossa! Hugo te encontrou rápido-disse Lily, olhando para a prima.


-Por coincidência, eu estava saindo do salão quando ele me contou rapidamente o que acontece aqui.


Rose ficou de cócoras aos pés do primo.


-Por que você bebeu, Alvo?-perguntou Rose, irritada.


Alvo não queria ouvir sermão naquele momento. Bebera porque era a única justificativa que teria para beijar Anne Brewster, a Sonserina.


-Agora não, Rose, por favor-disse Alvo quase sem voz.


Rose respirou fundo e disse:


-Vá buscar água para ele, Lily. E também café bem forte.


Lily saiu para trazer o que a prima pediu. Rose sentou onde Lily estivera sentada.


-Por que você bebeu?-perguntou Rose, calma e ao mesmo tempo autoritária.


-Uma brincadeira boba dos garotos...


-Que brincadeira?


-Eles falaram que eu tinha que comemorar meu aniversário, então...


-E as árvores voam... Alvo você nunca foi influenciável, muito pelo contrário, sempre foi teimoso... demais.


-Rose...


Lily aproximou-se dos dois com um copo de água e uma xícara de café.


-Nossos primos ficaram curiosos sobre eu trazer isso para cá, mas Hugo ficou lá para dar uma desculpa...


Rose pegou a xícara das mãos de Lily e fez com que Alvo bebesse tudo e em seguida fez ele baixar a cabeça, derramou a água toda na cebeça dele.


-Que é isso?-perguntou Alvo com água escorrendo pela roupa.


-Isso só é o inicio. Amanhã você verá o que é ruim...


Lily deu um risinho.


-Irmã má.


-Irmão idiota.


-Bem que você poderia ser boazinha e preparar uma poção para mim-disse Alvo, caindo levemente de lado.


-E fazer você perder sua ressaca? Não, priminho, eu não sou má-disse Rose e em seguida sorriu.


Sorriso correspondido com Lily.


E no outro dia Alvo acordou com uma enorme dor de cabeça, pensando que a cabeça iria explodir.


FIM DO FLASHBACK...


-Acho melhor irmos, então-disse Rose levantando a cabeça do colo de Alvo.


-Vamos...


 


Scorpius de um gole do seu leite quente. A mesa era farta com suco, leite, chá, pães, frutas e ovos. Ele mordeu um pedaço do seu pão. Astoria estava na sua frente, olhando para o filho que parecia em outro mundo. Scorpius percebendo o olhar fixo da mãe sobre ele, perguntou:


-Papai já foi para o trabalho?


-Sim-disse Astroria, simplesmente.


-E você não vai para o seu?-perguntou Scorpius e depois tomou outro gole de seu leite.


-Sim, eu vou, mas não antes de saber o que se passa na cabeça do meu filho...


-Não é nada...


Astoria levantou as sobrancelhas, incrédula.


-Ok, eu não consigo esconder nada de você-disse Scorpius e logo deu um pequeno sorriso.


-Não mesmo. Agora me conte... O que aconteceu?


-Mãe, o colar que você e papai me deu com o pingente de escorpião tem um algum feitiço ou encantamento?


-Por que a pergunta agora depois desses anos?-perguntou Astoria, curiosa.


-Acho que o pingente está diferente só isso-disse Scorpius tentando soar normal.


Astoria bebeu um gole de chá e olhou atentamente para o filho.


-Não contamos quando o dermos, pois você não iria entender, mas agora é diferente. O pingente tem um encantamento, sim.


-Não me diga que onde eu o levar, sempre terei sorte!-disse Scorpius com um sorriso irônico nos lábios.


-Não exatamente-disse Astoria com um brilho diferente nos olhos.


-Ah, fale logo, mamãe!


-Se pai comprou mais o colar pelo pingente em formato de escorpião. Eu comprei o colar pelo encantamento.


-Sim, mãe, entendi. Eu quero saber sobre o encantamento...


-Eu sei-disse Astoria, pensativa.- O encantamento é que seu pingente irá se fundir com outro...


-Por que?-interrompeu Scorpius.


-Porque ele irá fundir com algo da sua alma gêmea...


Scorpius deu uma gargalhada.


-Alma gêmea?! Mãe, só vocês mulheres para acreditarem nisso! Não existe isso de alma gêmea!-disse Scorpius ainda rindo.


-Você só pensa que existe alma gêmea, o amor entre um homem e uma mulher?


It's like I've been awakened/É como se eu estivesse despertando
Every rule I had you breaking/Todas as regras que eu tinha você está quebrando
It's the risk that I'm taking/É o risco que eu estou correndo
I ain't never gonna shut you out/Eu nunca vou te calar


-Não?-perguntou Scorpius, sem querer lembrou-se de Rose.


-Não. Eu posso ser sua alma gêmea, seu pai, Anne, o Mark... qualquer um pode ser sua alma gêmea.


Scorpius fez uma careta.


-Deixe-me explicar melhor: sua alma gêmea será a pessoa que estará sempre ao seu lado, nos momentos tristes e felizes. Que você se sentirá completo ao lado dela. A junção do seu pingente com algo da sua alma gêmea acontecerá no momento que você esteja preparado para isso.


-Eu não estou preparado para isso-disse Scorpius em voz baixa para si.


-O que disse?


-E se esse encantamento der errado? Se fundir no tempo errado?


-Ah, ele não erra. Tudo acontece no momento certo... pense nisso...-disse Astoria, levantando-se.


Astoria deixou o filho sozinho com seus pensamentos. Momentos depois, Anne apareceu.


-Oi, irmãozinho-disse Anne, sentado-se ao lado de Scorpius.-Vejo que cheguei em uma hora boa.-disse Anne, pegando um cacho de uvas na bandeja.


-Olha! Madrugou hoje, foi?-perguntou Scorpius, puxando a cadeira de Anne para ficar mais próxima a dele.


-Vim ver como meu melhor amigo está, e aproveitando para comer as doces uvas que minha querida tia Astoria, compra.


-Sei. Agora me diga, o que realmente veio fazer aqui.-disse Scorpius, colocando o braço em cima dos ombros da amiga.


-Poxa, Scorpius. Você sempre pensa que eu tenho segundas intenções quando venho ver você!


-E não tem?


-Minha amizade e amor são sinceros.


-Eu sei disso, Anne. Mas você acordar cedo nas férias? Isso não é normal.


-Certo, eu desisto. Você me conhece bem.


-Muito bem, por sinal. Desde que usamos fraldas.


-Sei. Vamos para o Beco Diagonal...


-Não-interrompeu Scorpius.


-Não seja mal. Vamos comigo!


- Fazer o que lá? Passei a quarta-feira passada inteira com você lá, comprando nossos materiais.


-Esse que é o problema. Só fizemos compras para o colégio. Eu quero fazer comprar para mim!


-Não!-disse Scorpius, enfático.


Ele conhecia as compras de Anne como ninguém. Ela experimentava milhares de roupas, e só comprava poucas peças e depois reclamava do que comprava. Além de fazer Scorpius carregar as compras.


-Passarei o dia de hoje de pernas para cima, desenhando-disse Scorpius, levantando.


-Não seja tão Sonserino. Eu sou sua melhor amiga.-disse Anne, seguindo Scorpius até o quarto dele no primeiro andar.


-Ok, Anne. Eu vou com você, mas com uma condição.


-Qual?


-Que você me emprestará sua pena especial.


-Certo, Scorpius. Eu empresto minha pena. Não sei o que você ver de especial nela, é uma pena comum.


-Ela é boa para desenho.-disse Scorpius, simplesmente.


Ele foi até o closet e pegou uma camisa azul-acinzentada para vestir. Não precisaria tomar banho, pois tomara antes de tomar café da manhã. Quando saiu do closet, ele encontrou Anne sentada na cama de frente ao enorme espelho que havia no quarto. Ela estava pensativa como estava sempre desde o Baile, mas preferiu não tocar no assunto.


Os cabelos da amiga voltara a ficar ruivo, seu tom natural. Ela usava pouca maquiagem. E vestia um simples vestido azul que chegava acima dos joelhos, de alças. Sandálias baixas. Nem parecia a garota que saia na capa das revistas. Ela mais parecia uma garota pedindo colo.


Scorpius tirou a camiseta verde que usava, deixando o colar a mostra. Ele nem percebeu Anne se aproximar. Ela ficou de frente e perguntou:


-Que pingente é esse, Scorpius?-Anne tocou o pingente em formato de rosa.


Scorpius engoliu seco. Não estava preparado para responder aquela pergunta.


-Ele apareceu junto com o meu...


Anne olhou para o amigo questionadora, mas nada disse.


-Anne, você vai deixar eu vestir minha camisa ou você vai querer ficar contemplando meu lindo corpinho.


Anne deu um leve empurrão em Scorpius e saiu da sua frente, sentou-se na cama.


-Não é a primeira vez e duvido que seja a última que te vejo sem camisa-disse Anne, vendo Scorpius vestir a camisa.


A amizade dos dois era muito forte. Em nenhum momento, nem um dos dois tiveram segunda intenção um com o outro. Eram como irmãos.


Scorpius penteou os cabelos, escovou os dentes e colocou um pouco de perfume. Depois Anne e ele seguiram para o Beco Diagonal.


 


Kathleen empurrou as cobertas, levantou-se e espreguiçou. Olhou para a janela e viu o lindo sol que fazia, ela abriu a janela para entrar um pouco de ar fresco enquanto olhava o pouco movimento na rua. De repente, escutou alguém pulando na sua cama e dizendo:


-Bom dia, irmãzinha.


Kathleen olhou para o irmão gêmeo jogado na sua cama. Ela respirou fundo e seguiu para seu guarda-roupa. Às vezes, seu irmão a tirava do sério, quer dizer, quase sempre. Ela estava tão concentrada procurando uma roupa que nem prestou atenção na coruja que entrara pela janela. Só escutou seu irmão:


-Ai!-reclamou Kevin.


Ele segurava um dedo que sangrava na boca.


-Coruja idiota-resmungou Kevin.


A coruja virou-se para Kathleen. Ela viu uma carta amassada que tirou da coruja. Ela abriu e começou a ler a carta enquanto alisava as penas bem cuidadas da coruja. Ela leu tudo atentamente e sorriu.


-É de Roxanne-disse Kathleen, simplesmente.


-Só podia ser, a coruja tão arisca quanto a dona-disse Kevin, fazendo careta para coruja.


Kathleen molhou a pena na tinta que havia em cima da escrivaninha e rabiscou uma rápida resposta. Amarrou de volta na pata da coruja.


-Entregue a Roxanne, Sweet (doce). Obrigada!


-Essa coruja não é doce!-disse Kevin, indignado.


A coruja voou.


-Só porque ela deu uma bicadinha no seu dedo por você querer ler a minha carta?


-Como sua amiga descobriu nosso endereço?


-Enviei para ela uma carta dois dias depois do Baile.


Kevin levantou-se da cama, irritado. A única coisa que Kathleen escutou foi um resmungo, antes dele sair do quarto:


-Tão doce quanto a dona...


Kathleen pegou uma calça jeans de cintura baixa e uma blusa de alças brancas e foi para o banheiro. Seria bom dar um passeio.


 


-Bom dia-disse Harry, entrando na sala de jantar onde o café da manhã estava posto. Deu um leve beijo na esposa. -Onde estão todos?-perguntou ele, sentando.


-Tiago disse que ia sair para desaparecer um pouco. Alvo saiu com Rose para o Beco Diagonal. Lily ainda não levantou. E o Teddy disse que ia sair com a Victorie.- disse Gina, servindo o esposo com suco de abobora.


Harry pegou uma torrada na cesta.


-Esses jovens e adolescentes... ainda lembro da mesa barulhenta pela manhã.


-É, eles crescem.


-Pois é. Minha Lily já conseguiu par no Baile...


-Hummm.- Gina bebeu um gole de chá.


-Ela dançou com quem?-perguntou Harry, tentando não soar ciumento.


Gina revirou os olhos.


-Você deveria estar aliviado por Tiago conseguir um par. Estava mais do que na hora-desviou Gina do assunto.


-E estou. Até o Alvo conseguiu par, mas com aqueles incríveis olhos verdes...


Gina riu.


-Que foi?


-Você fala isso porque ele tem os olhos idênticos aos seus.


-Ele foi o único dos três que herdou meus olhos.-disse Harry, piscando os olhos repetidas vezes.


-Só não demonstre sua preferência pelo Alvo na frente dos outros...


-Ei!-quase gritou Harry, indignado.-Não tenho preferência por nenhum dos meus filhos.-O Tiago é parecido com o meu pai. O Alvo comigo. A minha Lily com você. O que eu queria mais? Talvez uma garotinha que pareça com minha mãe?-perguntou Harry, ficando de pé.


-Nem invente Sr. Potter-disse Gina, levantando-se e seguindo para a cozinha.


-Por que não?-Harry seguiu a esposa.


-Por que sou que eu fico inchada e mal consigo andar. Quando os homens começarem a engravidar, talvez tenhamos outra garotinha.


-Não, só três está bom, quer dizer, quatro. Já que o Teddy é como filho.


-Concordo. Quatro já está de bom tamanho. Você poderia pegar a louça suja?


Harry foi e voltou com a louça suja. Ele via a esposa colocar a louça para lavar.


-Será que eles terão tanta sorte quanto nós?


-Acredito que sim-disse Gina, aproximando-se do esposo e o abraçando carinhosamente.


 


-Agora não, Rony. Tenho que ir para o Ministério-disse Hermione, tentando afastar-se do esposo.


Rony soltou a cintura da esposa. E ela subiu as escadas para o quarto.


-Isso é bem tentador-disse Rony na porta do quarto.


-A noite, agora tenho que ir trabalhar.


-Mione-disse Rony, aproximando-se.


-Agora não.


-Não vou atacá-la. Não agora.


-Hummm.


-Com quem a Rose dançou?


-Por que você pergunta de Rose e não do Hugo?-despistou Hermione.


-Ah, porque ele é homem. Ele sabe se cuidar...


-E Rose não sabe se cuidar por que é mulher? Faça-me o favor, Rony. Eu tinha a idade dela quando lutei naquela guerra...


-Eu sei, Hermione. Eu me expressei mal.


-Não é esse problema, Rony. Você é um pai ciumento demais. Como é como marido. Você não se dar bem com o Draco só porque...


-Hermione, não sei porquê o nome dele veio parar nessa conversa-disse Rony, irritado.


-Veio parar nessa conversa por você ser um homem muito ciumento-disse Hermione, gritando.


-Eu só me preocupo com vocês-disse Rony, seguindo Hermione até o closet.


Ela pegou uma saia longa, rosa bebê e uma blusa branca de manga três quartos e decote em V. também pegou um par de sandálias de salto, mediano. Ela voltou para o quarto onde jogou o par de sandálias no chão. Ela voltou para closet onde Rony estava encostado no canto. Ela detestava discutir com Rony, mas às vezes, ele parecia o adolescente teimoso do tempo de Hogwarts.


-Eu sei que você só quer nos proteger. Mas a Rose irá casar e seguirá o seu caminho. Como nós seguimos o nosso.


-Eu tenho medo de quem ele seja.


-Ele será o melhor para ela. Como Hugo terá uma pessoal legal para ele.


Rony confirmou com gesto de cabeça e aproximou-se de Hermione. Ele beijou-a delicadamente nos lábios e abraçou sentindo aquela que tanto amava junto a ele.


 


Hugo desgrudou os lábios dos dela. Ela parecia que não perdia o fôlego. Ele precisava respirar. Ela encostou a cabeça nos ombros dele, ele começou a alisar-lhe os cabelos.


-Por que você não dançou no Baile desse ano?


-Porque não achei que fosse apropriado, mas se eu soubesse que você dançaria... eu teria dançado-disse Michelle, deslizando o dedo ao redor do rosto de Hugo.


-Eu tenho que ir.


-Já?


-Sim. Eu tenho que resolver umas coisas-disse Hugo, levantando-se.


-Nos veremos quando?


-Mando-te uma coruja.


-Então está certo-disse Michelle, levantando-se.


Ela deu outro beijo de tirar o fôlego em Hugo que o fez cambalear quando se afastou. Hugo desceu a rua quando encontrou-se com Tiago.


-E aí, cara? Tudo bem?-perguntou Hugo.


-Tudo bem. O que você faz por aqui?


-Você sabe. Estava pegando uma gatinha.


-Ah, sei.


-Que cara é essa, Tiago? Essa não é a cara dos mais pegadores que eu conheço!


-Não estou na minha fase de pegador. Vamos dizer que eu dei um tempo...


-Isso é inacreditável!


-Pois é, milagres existem-disse Tiago, rindo.


De repente o riso de Tiago apagou-se. Hugo olhou na direção que o primo e viu o que acontecia.


“Coitado! Está lascado! Não queria está na sua pele, primo!”, pensou Hugo.


Francis dobrara para a rua, acompanhada do primo, Taylor. Os dois riam bastante. Tiago se pudesse fuzilaria os dois só com o olhar.


-Oi, Tiago. Oi, Hugo-cumprimentou Francis, sorridente.


-Oi, Francis. Olá, Taylor- cumprimentou Hugo.


-Tudo bem com vocês?-perguntou Taylor.


-Tudo-respondeu Hugo, levemente constrangido.


Hugo e Taylor perceberam a tensão que se instalara entre Francis e Tiago.


-Posso conversar com você?-perguntou Tiago com a voz contida.


-Claro...-respondeu Francis.


-Taylor, você conhece a sorveteria Ment’s?-perguntou Hugo.


-Não, mas gostaria de conhecer. Seria bom saborear um sorvete.


-Também acho-disse Hugo, afastando-se com Taylor.


-Quer beber um suco ou um chá?-perguntou Tiago.


-Um suco seria ótimo-respondeu Francis.


Tiago subiu a rua acompanhado de Francis onde havia uma lanchonete agradável. Quando chegaram, eles pediram dois sucos. Francis, de morango. Tiago, de maracujá. Eles sentaram na última mesa perto da cozinha.


-O que você fez com o seu cabelo?-perguntou Tiago, controlando a voz.


Francis ia responder quando o rapaz serviu os sucos.


-Obrigado-disse Tiago.


Francis deu um sorriso para o rapaz que correspondeu, depois saiu para atender outra mesa. Tiago passou a mão pelos cabelos.


“Agora ela fica de sorriso para qualquer cara que cruza o caminho dela”, pensou Tiago, aborrecido.


-Respondendo sua pergunta-disse Francis e depois tomou um pequeno gole de seu suco.- Queria mudar um pouco o visual. Você gostou?


Tiago tirou o canudo do suco e tomou um enorme gole do suco. Precisava manter a calma.


-Se eu gostei? Eu odiei! Você sabe que sempre gostei do seu cabelo longo, agora você aparece com eles pelos ombros...


O cabelo de Francis que era da altura da cintura, estava pelos ombros e agora tinha uma franja que ela usava de lado.


-Que pena que você não gostou, pois eu amei!-mentiu Francis.- E é isso que importa já que o cabelo é meu.


Tiago pulou uma cadeira para ficar mais perto de Francis. Ela bebeu mais um gole de suco.


-Por que você está agindo assim?


-Assim como?


-Como se minha opinião não importasse...


-Não é bem assim, Tiago. Sempre tive grande respeito por sua opinião e continuarei tendo, mas agora levarei em conta também minha opinião.


-Ok.


-E eu amei meu cabelo-mentiu Francis.


Ela sempre gostara dos seus cabelos longos e agora sentia falta, mas não diria isso a Tiago. Ela balançou os cabelos, mostrando o movimento. Tiago em um rápido movimento segurou os cabelos de Francis e puxou a cabeça dela para trás. O pescoço dela era bem tentador...


Everywhere I'm looking now/Em todo lugar que eu olho agora
I'm surrounded by your embrace/Estou rodeada pela sua graça
Baby I can see your halo/Baby eu posso ver sua auréola
You know you're my saving grace/Você sabe que é minha graça salvadora
You're everything I need and more/Você é tudo que eu preciso e mais
It's written all over your face/Dá pra ver no seu rosto
Baby I can feel your halo/Baby eu posso sentir sua auréola
Prey it won't fade away/Ore para que não desapareça


-Tiago, solte-me!-exigiu Francis.


Tiago puxou a cabeça dela para ele. Ninguém parecia notar o que acontecia naquela mesa para os outros pareciam mais brincadeira de um casal de namorados.


-Vá lá em casa antes de começarem as aulas em Hogwarts...


-Você sabe que até lá, eu estarei com o Taylor.


-Então vá lá depois de levar seu priminho para a estação. Estarei esperando.


Tiago puxou novamente o cabelo dela para trás, deslizou o dedo pelo pescoço dela e a deixou só. Ele pagou a conta e saiu da lanchonete.


 


Kathleen viu aquele jardim. Fazia dois anos que estivera ali. E tinha sido ali que Fred e ela se beijaram pela primeira vez. Seu primeiro beijo. Ela caminhou até a porta.


Fred olhou para a porta. Não estava com muita vontade de sair, mas combinara com David de se encontrarem e colocarem o papo em dia. Ele abriu a porta, relutante. Quando deu de cara com Kathleen.


Kathleen que ainda tinha o braço estendido para a campanhia. Deu um passo para trás. Não esperava ver Fred tão cedo e tão perto.


“Você queria o que? Essa é a casa dele”, pensou Kathleen.


-O que faz aqui?-perguntou Fred, surpreso.


-Sua irmã mandou-me uma carta-disse Kathleen, enquanto via Fred aproximar-se mais dela.


I can feel your halo, halo, halo/Eu posso sentir sua auréola, auréola, auréola
Can see your halo, halo, halo/Eu posso ver sua auréola, auréola, auréola
Can feel your halo, halo, halo/ Eu posso sentir sua auréola, auréola, auréola
Can see your halo, halo, halo/Eu posso ver sua auréola, auréola, auréola


Ele ficou bem próximo a ela, mas não a tocou em nenhuma parte. Ela sentia a tensão entre eles prestes a explodir. Ele tinha o rosto próximo do dela que ela pode sentir sua respiração quando ele virou o rosto e gritou:


-Roxanne, sua amiga está aqui-Ele voltou o rosto para ela e continuou:-Vou na casa de Maggie...- Ele deu um sorriso e afastou-se.


Kathleen podia sentir o chão faltarem sob seus pés. Ao longe ela escutou passos quando percebeu Roxanne já estava ao seu lado.


-Você não disse que ia se encontrar com o David?-perguntou Roxanne, irritada.


-E vou, mas antes de ir encontrá-lo, vou ver minha namorada. Até mais.


Fred virou-se e saiu sem olhar para trás. Roxanne parecia soltar fumaça pelas narinas. Ela virou-se para Kathleen.


-Descul... Nossa como você está pálida!-disse Roxanne vendo o rosto pálido da amiga.


-Não é nada. Deve ser o sol. Tomar um copo com água seria reconfortante.


-Ah, sim. Claro! Desculpe, me desconcentrei com o idiota do meu irmão. Entre! Embora eu preparei um piquenique como nos velhos tempos...-disse Roxanne, e depois sorriu.


Aquilo trouxe boas lembranças para Kathleen. Ela, Roxanne, Fred e os primos deles, às vezes, passavam a tarde e noite no jardim. Jogando, conversando, brincando. Fora em uma daquelas tardes ao por do sol que ela e Fred beijaram-se pela primeira vez. Ela balançou a cabeça, tentando apagar o pensamento.


-Então vamos ao piquenique-disse Kathleen, puxando a amiga pela mão.


A árvore estava ali com algumas folhas secas espalhadas pela grama. Também ali havia uma cesta. Roxanne sentou-se no chão acompanhada de Kathleen. Roxanne tirou a toalha e colocou no chão. Depois tirou uma torta, suco, pão, copos, pratos e frutas da cesta.


-Olha, o que tem aqui!-disse Roxanne, puxando algo da cesta.


-Não acredito!-gritou Kathleen.- Pirulito! Pirulito!-gritava ela como criança.


Kathleen tentou arrancar pirulito da mão de Roxanne.


-Você só vai tê-lo depois de comer. Como uma criança bem comportada...


Kathleen choramingou, mas Roxanne colocou o pirulito de volta a cesta.


-Agora me conte! O que aconteceu por aqui enquanto estive fora?


-Vou fazer um resumo: Teddy e Victorie estão noivos. Molly não mudou nada, continua a mesma garota sociável de sempre; fez amizade até com o Barão Sangrento. Lucy é a mais sarcástica da família e cuidado com a língua dela, eu me manteria longe se fosse você. Dominique continua chamando atenção por onde passa. O Louis não para quieto um segundo, será o primeiro ano dele em Hogwarts. Tiago e Francis parece que estão por uma crise na amizade deles. Alvo está cada dia mais parecido com o tio Harry. Lily continua inseparável do Hugo. Rose está namorando quase a dois anos com David... acho que é só.


Kathleen percebeu que a amiga não falara de Fred, mas contar o que? Ela já sabia que Roxanne e o irmão não estavam se dando bem como antes (e Fred a culpava por isso acontecer) e que ele estava namorando (para a grande tristeza dela).


-Você não me contou tudo... eu vi Rose em capas de revistas...


-Ah, isso! É, Rose virou modelo fotográfica, ela acha ótimo porque conseguiu a independência financeira, mas ela ainda irá se tornar uma inominável do Ministério. Ela faz as fotos nos finais de semana ou nas folgas...


-E como ela consegue conciliar os estudos com o trabalho? Ela não é mais CDF?


-O que? Rose continua sendo uma das melhores de Hogwarts , senão a melhor. Não sei como ela consegue a rotina de trabalho e estudos, embora ela é toda tia Hermione. Tia Hermione no tempo do colégio tinha que estudar, lutar contra Voldemort junto com o tio Harry e o tio Rony. Só que agora em vez de lutar, Rose trabalha.


-É melhor para Rose, não é?


-Com certeza. Ah, o Alvo foi capa de uma revista, mas não gostou das luzes. Ele detesta os fotógrafos atrás dele quando ele sai. Ele disse que isso não era para ele.


-Lembro de um dia Alvo chegar aqui correndo com vários fotógrafos atrás. Foi a primeira vez que o escutei falando um palavrão. Eu fiquei chocada. Ele sempre quieto e educado.


Roxanne riu.


-Lily começou a tirar umas fotos também, mas ela ainda está no começo. Ela é mais empolgada. Ela diz que mais gosta são das roupas. Sempre é bom vestir roupas novas, diz ela.


-Também vi o Scorpius Malfoy e a melhor amiga dele, Anne Brewster; nas revistas.


-Eles também seguiram esse caminho. Embora pelo que eu escutei, Malfoy faz como passatempo. A Brewster, pelo contrário, trabalha mais profissionalmente. Se você reparou no baile, ela estava de cabelos pretos, foi um trabalho que ela fez.


-As coisas mudaram por aqui... E você? Não tem nenhuma novidade? Ficou com quantos garotos?


Roxanne deu um tapa no braço de Kathleen que riu.


-Fiquei com alguns garotos, mas nenhum que eu tenha me apaixonado. Você sabe, prefiro minha vida calma. Embora no baile o cara que eu dancei...


Kathleen ajeitou-se no chão. Queria saber o que a amiga achara do irmão dela, pois sabia que dançara com ele.


-O que tem ele?-perguntou Katleen, curiosa.


-Um idiota completo-Kathleen sufocou um sorriso-Consegue ser pior que o Fred. O idiota veio me dizer que era seu irmão...


-E é.


-É cada idiota que aparece na minha frente...


Roxanne assimilou o que Kathleen dissera.


-O que você disse? Aquele id... quer dizer, aquele garoto é seu irmão?-perguntou Roxanne, incrédula.


-Pode chamá-lo de idiota, você eu não me importo, você é minha melhor amiga. Mas qualquer outro, eu dou tapa que nunca esquecerá quem sou eu. O Kevin consegue ser muito idiota quando quer e até quando não quer.


-Kevin? O nome dele é Kevin?


-Sim, meu irmão gêmeo. Embora ele seja mais velho por causa de alguns minutos. Ele tem a mania de jogar isso na minha cara. Affff!


-Espera! Você tem um irmão gêmeo-perguntou Roxanne, chocada. – E você nunca me contou?-perguntou ela, irritada.


-Roxy, se eu te dizer que eu não sabia, você acredita?


-Como você não sabia que tinha um irmão gêmeo?-perguntou Roxanne, incrédula.


-Eu não sabia. Só soube quando eu fui embora e esse foi motivo de ter viajado.


-Conte-me isso melhor-disse Roxanne, encostando-se na árvore.


-Você sabe que eu vivia com a minha mãe.


-Sei.


-E eu soube muito pouco sobre meu pai. Só que ele tinha ido embora para outro país quando eu ainda era bebê. Mas minha mãe não tinha me contado que meu pai foi embora e levara meu irmão gêmeo junto.


Roxanne arregalou os olhos.


-Quando eu cheguei em Los Angeles, minha mãe e eu nos hospedemos em um hotel. No dia seguinte, ela passou o dia todo fora. Foi nesse dia que eu conheci o Raffs...


-Quem é Raffs?


-Eu não irei mentir para você...


-Entendi. Você ficou com ele...


-Algumas vezes em Los Angeles, nada sério.


Roxanne ficou pensativa. Kathleen sabia o que se passava na cabeça da amiga, disse:


-Eu não esqueci o Fred. Em nenhum momento, por isso que não aceitei o pedido de namoro do Raffs. Eu não namoraria com um garoto gostando de outro.


-Você tem razão. Você tinha que se divertir, esquecer o que você passara.


-Eu não consegui esquecer nada.


-Eu sei. Deve ter sido difícil para você.


-Muito. Você não sabe o quanto!


-Então sua mãe sumiu...


-Minha mãe só apareceu no fim da tarde e disse que teríamos um compromisso no dia seguinte. O compromisso era almoçar com meu pai e meu irmão, embora eu não soubesse disso. Quando chegamos lá, eles já estavam em uma das mesas. Kevin olhou para mim curioso. Alguma coisa bateu no meu peito. Era como se eu tivesse encontrado alguma coisa que estivera perdida há muito tempo. Minha mãe e eu sentamos, Kevin e eu ficamos durante o almoço nos olhando curiosos. Acho que fui minha a primeira garota que ele não deu em cima.


-O que seria nojento!


-Você não conhece o Kevin, ele dá em cima de todas as garotas. É um conquistador barato! Cuidado com ele, a pesar de achar o papo dele furado. Ele tem uma coleção de garotas que já ficou...


-Você sabe que esses tipos de garotos não me atraem. Seu irmão, principalmente, ele é muito...


-Idiota, você já disse. Minha mãe e meu pai contaram no final do almoço o que estava acontecendo. Eles se separaram e acharam melhor cada um cuidar de um filho sem os irmãos manterem contato e nem saberem da existência um do outro. Meus pais mantinham contato por telefonemas, cartas todos esses anos. Meu pai casou, mas o casamento de 5 anos não deu certo, parece que Kevin fez a vida da madrasta um pequeno inferno. E minha mãe preferiu ficar sozinha durante todos aqueles anos. Mas carta vem, carta vai... eles perceberam que ainda se amavam e não esqueceram um ao outro. Por isso, que minha mãe sumira no dia seguinte que chegamos, ela passara o dia com meu pai...


-E como você e o seu irmão reagiram a notícia?


-Eu passei uma semana em silêncio, só falei quando o Kevin veio conversar comigo. O Kevin só disse: “Que saco! Agora tenho que espantar os garotos de cima da minha irmã. Porque você é uma gata”.


Roxanne ainda estava assimilando tudo que Kathleen contara. Sua melhor amiga tinha um irmão gêmeo que era um idiota e que dançara com ela no baile.


-Então ele não é um mentiroso...


-Quem?


-Seu irmão. Ele me contou quem era, mas não acreditei nele e o chamei de mentiroso. Como eu vou encará-lo de novo?


-Ahhh! Roxy. Não se preocupe, meu irmão não se atém aos detalhes. É desligado, talvez nem se lembre do que aconteceu no baile...


Roxanne não soube porquê, mas queria que Kevin se lembrasse de tudo como ela se lembrava. A mão dele na sua... ela sentiu um arrepio.


-Roxy, está me escutando?


-Desculpe. Eu estava pensando...


-Em como deixar a sua amiga feliz e me dar um pirulito?


Roxanne sorriu e pegou um pirulito da cesta. Entregou a amiga. Kathleen arrancou a embalagem e colocou na boca.


-Como eu senti falta dos pirulitos que vende na loja do seu pai. Os melhores do mundo, sempre que ia a Nova York eu ia à loja que vende os produtos Gemialidades Weasley...-disse Kathleen ao tirar o pirulito da boca.


-É, pai com a ajuda do tio Rony estão exportando os produtos para outros países.


-Ótimo! E você o que achou do que eu contei?


-Se fosse comigo acho que teria pirado.


-Eu quase pirava mesmo, mas o Kevin me ajudou nessa parte. A pesar dele ser um idiota, ele é legal.


Roxanne deu um pequeno sorriso. É, agora tinha sua melhor amiga de volta e com ela, também veio a mala, o irmão dela...


 


Scorpius já carregava quatro sacolas quando ele e Anne decidiram parar para beber um suco. Ao sentarem viram Tiago se levantar que estivera sentado com Francis, pagar a conta e sair. Pouco tempo depois, Francis também saiu.


-Quantos Potter e Weasley veremos hoje?-perguntou Scorpius, olhando a lista de suco e sanduíches.


-Não sei. Até agora só vimos o Tiago Potter. E o Hugo Weasley entrando na sorveteria... não são tantos assim já que a família é grande. Só vimos dois até agora...


O rapaz que atendera Francis e Tiago atendeu os dois. Scorpius pediu um suco de cenoura com laranja. Anne pediu um suco de morango com leite. Pouco tempo depois foram servidos.


-Você sabe me responder uma pergunta?


-Que tal você fazer logo a pergunta?-perguntou Anne, depois de um gole do seu suco.


-Você sabe porquê o baile deste ano recebeu o nome de Os 5 sentidos?


-Todo ano o baile recebe um ano tema diferente, embora não entenda a razão. Minha mãe toda vez que eu pergunto algo sobre esse baile, ela diz: você na hora certa, você saberá. Detesto não saber das coisas. E agora ela deu de ficar perguntando coisas sobre o Alvo Potter, só porque eu dancei com ele. Um saco!!!


-É, minha mãe não é de responder minhas perguntas. Ah, mas eu irei descobrir e você terá que me ajudar.


-Como?-perguntou Anne, curiosa.


-Ainda não tenho idéia. Mas há um mistério nisso, as pessoas ficam livres de dançar nos bailes depois que conseguem pares... mas o que me deixa mais curioso, nem é isso...


-O que é então?


-São os temas do baile. E tem alguns sem lógica como o do ano passado: ‘ele saberá, ela descobrirá’. Esse ano o tema foi melhor.


-Foi sim. Enquanto não temos nenhuma idéia, vamos falar sobre o trabalho... Quando será sua próxima sessão de fotos?


-Só daqui a 15 dias.


-Quinze dias? Isso tudo!


-Ah, Anne! Você sabe que eu entrei nessa de fotos para ter um dinheiro extra e para maior sucesso com as garotas...


-Como se já não fizesse sucesso com as garotas-disse Anne, revirando os olhos.


-Chamaram-me para fotos para esse final de semana, mas eu neguei. Quero ficar livre esta semana. Irei me encontrar com alguma gata por aí.


Anne olhou levemente as sobrancelhas.


-E você quando terá fotos?-perguntou Scorpius, olhando o movimento.


-Semana que vem e tenho um desfile marcado também. Fora outros contratos...


-Anne, não esqueça que esse ano tem NIEM’s...


-Eu sei, Sscorpius. Falando assim parece mais a Weasley.


-Sai de mim-disse Scorpius, batendo na mesa.


-Vamos? Eu quero comprar uma jaqueta e uma saia para mim...-disse Anne, levantando.


-Afff!!!-Scorpius pegou as sacolas.


Os dois saíram dali.


 


Alvo segurava uma sacola grande com penas, pergaminhos e tintas para sua prima, Rose. Eles conversavam e riam do que acontecera no baile. Tinham acabado de sair da loja do tio.


-Acho que a Molly com tanta sociabilidade qualquer dia fará amizade com o Sr.Filch, ela já conseguiu fazer amizade com o Barão Sangrento-disse Alvo, rindo.


-Duvido nada que ela consiga... Ele um dia a chamou para ajudá-lo a carregar uns quadros.


Alvo olhou para a prima, espantado.


-É sério?


-Estou com cara de quem está brincando?


Alvo riu ao se lembrar da prima mais de bem com a vida que tinha, ela conseguia ser mais bem humorada que Lily, pois sempre estava sorrindo. Já lily a pesar de bem humorada quando ficava irritada, era melhor ficar longe. Ela tinha o dom da mãe, era muito boa com uma varinha.


-Aqui está tão sossegado! Isso é ótimo-disse Alvo, tranqüilo.


-Diferente de quando viemos comprar nossos materiais. Não sei quem contou aos fotógrafos que estaríamos aqui-disse Rose, irritada. – Nem podemos fazer nossas compras direito. Eu gosto de fotógrafos quando eu estou fazendo minhas sessões de fotos. Fora isso, eu gosto de privacidade. Embora eu sei que é o trabalho deles, mas há momentos apropriados para tudo.


-Não gosto de fotos-disse Alvo, simplesmente.


Eles passaram por uma loja de roupas, sapatos e bolsas que tinha uma pequena e prática bolsa a exposição.


-Vamos entrar?-perguntou Rose. –Preciso de uma bolsa dessas-disse ela, puxando o primo pela mão.


Alvo seguiu a prima até a sessão de bolsas.


-Enquanto você procura sua bolsa, eu vou na sessão de sapatos, tudo bem?


-Ok-disse Rose, já olhando as bolsas.


Alvo seguia para a sessão de sapatos quando viu uma pessoa de costas olhando uma jaqueta marrom. A pessoa deixou a jaqueta de lado e pegou outra de cor, preta. Essa pessoa parecia tão complicada quanto sua irmã para comprar roupas. Já ele era bem prático, comprava a primeira camisa ou calça que via e pronto. Prático e rápido. Ele ia seguir para o outro corredor quando a pessoa jogou os cabelos para trás. O perfume era conhecido e o atraía. Quando percebeu estava a poucos passos da pessoa que naquele momento já segurava uma jaqueta azul. De repente, a pessoa virou.


-Potter-disse Anne, tentando não se mostrar assustada.


Os dois lembraram-se do baile, e principalmente do que acontecera depois dele. O beijo.


-Oi, Brewster-disse Alvo, casual. –Fazendo compras? Hummm... Cadê seu acompanhante de sempre? Draco Malfoy.


-Ele foi na sessão de roupas masculinas. E eu faço a mesma pergunta: cadê sua prima, Rose Weasley?


-Na sessão de bolsas.


-E você o que está fazendo na sessão de roupas femininas? Acho que sua sessão é do outro lado.


-Eu sei. Estava só passando.


-Hummm. Ou você quer repetir o que aconteceu no baile?-perguntou Anne, aproximando-se.


Alvo continuou onde estava, tentando continuar frio.


-O que aconteceu no baile? Eu me lembro de dançar, mas depois disso não me lembro mais de nada-mentiu Alvo. – Naquele dia, eu bebi...


Anne respirou fundo.


-Eu sei-cortou Anne.-Muito conveniente para você, ter amnésia alcoólica, não acha?


Alvo sabia que essa era a única alternativa de não fazer Anne sonhar com algo que não aconteceria. Tipo, um dia eles terem um relacionamento.


-Não acho que ter amnésia alcoólica seja uma boa coisa, mas...


-Não disse isso. Só disse que era muito conveniente para você não lembrar o que aconteceu depois do baile.


-Pelo que percebo, algo muito importante para você aconteceu-Alvo viu os olhos de Anne, faiscarem. –Conte-me.


-Eu lhe digo: o que aconteceu tem para mim o mesmo grau de importância que tem para você: nenhum-mentiu Anne.


Anne virou-se e andou com a jaqueta azul nas mãos. Alvo rapidamente segurou um braço dela, o que fez a jaqueta cair no chão. Ele soltou-a, os dois abaixaram-se para pegar a jaqueta. As mãos tocaram-se e ambos levantaram o olhar, rostos muito próximos.


Hit me like a ray of sun/ Atingiu-me como um raio de sol
Burning through my darkest night/ Queimando na minha noite escura
You're the only one that I want/ Você é o único que eu quero
Think I'm addicted to your light/ E estou viciada em sua luz
I swore I'd never fall again/ Eu jurei que não cairia de novo
But this don't even feel like falling/ Mas nem sequer sinto que estou caindo
Gravity can't forget/ Gravidade, não posso perdoar
To pull me back to the ground again/ A me puxar de volta para o chão


Alvo ia aproximar mais o rosto, mas antes de qualquer movimento dele, Anne disse:


-Obrigada. E esqueça também que me viu aqui hoje. –Anne levantou-se e saiu dali, deixando um Alvo e uma jaqueta no chão.


Scorpius voltava para a sessão de roupas femininas quando viu Rose na sessão de bolsas. Ele aproximou-se lentamente e sussurrou ao ouvido dela:


-Weasley, que prazer te ver.


Rose com o susto virou-se rapidamente, roçando seu nariz ao de Scorpius. Desequilibrou-se e de um gritinho. Scorpius rapidamente a segurou.


-Dá para me soltar?-perguntou Rose, segurando os ombros de Scorpius.


-Você não come? Parece uma pena de tão leve.-disse Scorpius, sem se importar com o que Rose disse. –Cadê um dos seus guarda-costas?


-O Alvo não é meu guarda-costa!-disse Rose, irritada.


-E você me ama, eu sei.


Rose deu um sorriso de escárnio e disse:


-Sonhe com isso! Dá para você me soltar?


-Por que? Não está confortável?


“Demais”, pensou Rose.


-Não fica bem eu aqui com você. Eu tenho namorado!


-De novo, aquele garotinho estúpido. Afff!-Scorpius soltou Rose.


Ela ajeitou a blusa.


-Onde está a sua melhor amiga?


-Anne está na sessão de roupas femininas.


-Então não sou a única com “guarda-costas” aqui...


-A minha situação é diferente. Anne é minha melhor amiga...


-O Alvo é meu melhor amigo, mas não devo nenhuma explicação a você-interrompeu Rose. –Vou procurar o Alvo...


-Espere um pouco... o que é isso aqui?-Scorpius deslizou o dedo pelo colar que Rose usara no baile. –Interessante você usá-lo. Acho que hoje não é nenhum dia especial. Ahhh! Você soube que iria me encontrar, e decidiu usá-lo...


Feels like I've been awakened/ É como se eu estivesse despertando
Every rule I had you breaking/ Todas as regras que eu tinha você está quebrando
It's the risk that I'm taking/ É o risco que eu estou correndo
I'm never gonna shut you out/ Eu nunca vou te calar


-Não é isso! Agora que perdi meu pingente, virou um colar qualquer...


-Sei. –Scorpius não sabia dizer por que não gostara de escutar aquilo.


-Tchau, Malfoy.


-Até Hogwarts ou no trem.


-Prefiro que seja só em Hogwarts.


-OK, monitora chefe.


-Como sabe que eu sou a nova monitora chefe?


Scorpius deu um sorriso que mostrava todos seus dentes brancos e que fazia os corações das garotas dispararem.


-Tchau, Weasley.


Scorpius saiu dali e deixou Rose com a dúvida de que bolsa comprar e o coração disparado.


 


Lily enrolou-se na toalha e saiu do banheiro. Entrou no quarto e levou um susto. Hugo estava jogado na cama dela com os braços cruzados atrás da cabeça. Ele sentou-se rapidamente ao vê-la sair do banho.


-Uau! Você sempre é tão sexy assim quando sai do banho?-perguntou Hugo, brincando.


Lily corou um pouco e jogou uma almofada que estava no chão em Hugo.


-O que faz aqui?-perguntou Lily, tirando a toalha que estava enrolada nos cabelos.


-Vim ver minha melhor amiga, não posso?


-Seria bom você dar uma saidinha para eu trocar de roupa, depois você volta.


-Eu fecho os olhos!-disse Hugo tapando os olhos.


-Hugo!


-Poxa, Lily. Sua cama é tão confortável! Eu prometo não olhar.


-Saia já daí ou eu molho você-disse Lily, firme.


-Nada de aguamenti, por favor-disse Hugo.


-Eu sou mais prática.


Lily jogou o cabelo todo para o lado fazendo o rosto de Hugo ficar todo com pingos. Hugo rapidamente levantou-se.


-Agora você vai ver Lilian Potter-disse Hugo, rondando Lily.


-Você não pode fazer nada, eu estou de toalha-disse Lily, sorrindo.


-Você vai ver se eu posso ou não fazer...


Hugo pegou-a nos braços.


-Hugo, não!-gritou Lily, enquanto Hugo a jogava na cama.


Hugo ficou superficialmente sobre ela.


-Hugo! O que minha mãe irá pensar se nos vir assim?


-Que estamos só brincando-disse Hugo, deslizando a mão pelos cabelos molhados de Lily. –E não subirá aqui, tia Gina está conversando com a minha mãe e você sabe que quando as duas começam a conversar não querem parar mais.


-Tia Hermione não tinha plantão hoje no Ministério?


-Tinha sim, mas um colega de trabalho dela mandou uma coruja para trocarem o horário do plantão, então ela trocou. Ela já estava pronta para sair de casa... então resolveu vir aqui e vim com ela. Não tinha nada de interessante para fazer em casa.


-Hummm. Hugo eu estou de toalha. Preciso me vestir.


-Ah não, Lily. Aqui está tão confortável. E você é muito cheirosa-disse Hugo, e em seguida ele deu vários beijos seguidos no pescoço de Lily.


-Hugo, alguém pode nos ver aqui!


-Se quiser, eu posso fechar a porta para ficarmos mais a vontade-brincou Hugo.


-Hugo, se papai nos ver assim...


-Ele foi trabalhar. Está salvando os trouxas de bruxos que só sabem fazer baderna.


-Hugo, sua mãe e a minha podem subir... e ainda tem o Tiago.


-Nossas mães não irão subir e seu irmão está muito para baixo para sair do quarto.


-O que você sabe do Tiago que eu irmã dele, não sei?


-Parece que ele e Francis tiveram outra discussão hoje.


-Poxa, é tão chato esse clima entre eles. São melhores amigos e...


-Ah, mas você sabe o porquê disso. Todos sabem que Francis sempre foi apaixonada pelo Tiago (menos ele) e agora que ela começa a sair do casulo dessa paixão... ele fica estranho...-disse Hugo, pensativo. –Não quero que isso aconteça entre nós...


-Claro que não. Somos primos também. Ficaria um clima muito estranho entre nós, embora qualquer um que passe e veja você deitado em cima de mim irá pensar outra coisa...


-Ok, você venceu. Eu vou sair de cima de você, mas antes...


Everywhere I'm looking now/ Em todo lugar que eu olho agora
I'm surrounded by your embrace/ Estou rodeada pela sua graça
Baby I can see your halo/ Baby eu posso ver sua auréola
You know you're my saving grace/ Você sabe que é minha graça salvadora
You're everything I need and more/ Você é tudo que eu preciso e mais
It's written all over your face/ Dá pra ver no seu rosto
Baby I can feel your halo/ Baby eu posso sentir sua auréola
Prey it won't fade away/ Ore para que não desapareça


Hugo fez uma trilha de beijos do pescoço até perto da boca dela. Quando olhou para ela. Lily parou de respirar com a intensidade daquele olhar. Ele estava aproximando o rosto dela. Lily espalmou as mãos no peitoral do primo e empurrou-o.


-Agora chega de brincadeira, Hugo. Tenho que me vestir e terminar de arrumar minha mala para Hogwarts.


Hugo saiu de cima de Lily, e ela levantou. Ele saiu do quarto para ela se arrumar.


“Alguma coisa estranha aconteceu”, pensaram os dois.


 


Hermione via a amiga trabalhar. Gina estava preparando o almoço enquanto conversava com Hermione, esta mexia a colher no chá que a amiga lhe servira.


-Tem certeza que não quer ajuda, Gina?-perguntou Hermione, olhando a amiga enfeitiçar uma faca para cortar as verduras.


-Não, Hermione. De novo, eu agradeço. Eu gosto de cozinhar, principalmente quando a casa está calma como hoje. O Harry foi trabalhar, Alvo saiu com a Rose, Tiago está no quarto, e agora a Lily está conversando com o Hugo. Embora eu ache que o clima em casa esteja diferente.


-Por que diz isso?-perguntou Hermione e depois tomou um gole do seu chá.


-Porque Tiago está cada dia mais para baixo. Alvo já é na dele, agora está mais calado ainda. Acho que Lily é a única que ainda se comporta normalmente.


-Onde está o Teddy?


-Foi sair com a Victorie, embora pela cara de Teddy hoje quando acordou acho que eles brigaram...


-De novo. Isso não é mais novidade, eles vivem brigando. Só gostaria de saber o motivo. Você sabe?


-Não, mas tenho minhas suspeitas. Teddy não é meu filho, mas é como se fosse. Ele sempre viveu mais conosco do que os avôs.


-Eu sei. Mas quais são suas suspeitas?


-Sexo-disse Gina, enquanto mexia uma panela com molho.


Hermione olhou para os lados para ver se não tinha ninguém.


-Sexo?-perguntou Hermione, espantada. –Você acha que ele está forçando a barra?


-Não sei se é exatamente isso. Um dia, peguei os dois no quarto do Teddy, discutindo. O que não é novidade. Victorie perguntava: “Por que não?”.


-Você quer dizer que a Victorie é que quer?-perguntou Hermione, espantada.


-Não digo nada, Hermione. Só foi algo que escutei. E não precisa fazer essa cara de choque, você e o Rony antes do casamento...


-Sim, mas eu não forcei a barra com o Rony. Aconteceu naturalmente. Um mês antes de casarmos, mas só foi uma vez antes do casamento. E...-interrompeu Hermione.


-Hermione, eu não falei nada. E não julgo você por isso. Harry e eu conseguimos com muita dificuldade agüentar o casamento, com muita dificuldade, eu reconheço. Embora eu sempre pensei que eu não agüentaria e você, sim. Mas foi o contrário.


Hermione corou.


-Está muito silencioso aqui mesmo-disse Hermione, querendo mudar de assunto. –Acho que o Hugo e a Lily estão muito silenciosos, não?


-Não acho que eles estejam se amassando lá por cima-disse Gina, e em seguida provou um pouco do molho. –Falta um pouco de sal.


Gina pegou uma pitada de sal e colocou no molho.


-Não estou falando deles se amassarem acima do nosso nariz. –disse Hermione, olhando para a escada que dava para o primeiro andar. –Só acho que será confuso para eles no começo...


-Você pode está certa. Afinal, eles são melhores amigos além de primos. Mas estava na cara, Hermione!


-Hummm?


-Hermione, você tão inteligente... e que me deu ótimos conselhos para mim sobre o Harry.


-Esse meu lado, acho que enfraqueceu, não sei.


Gina olhou para a amiga, incrédula.


-Nossos filhos são melhores amigos. Alvo e Rose, Hugo e Lily; mas há diferenças notáveis entre eles.


-Quais?


-Veja: eles são muito carinhosos entre si, mas Alvo e Rose não sentem a necessidade de ficar todas as vezes que estão juntos: tocando um no outro, abraçando um ao outro, alisando o cabelo um do outro. Eles podem conversar muito bem de cada um de um sofá diferente. Bem diferente de Hugo e Lily...


-É, eles vivem se tocando, se abraçando, mesmo quando não há necessidade.


-Eles fazem isso mesmo sem perceberem. É algo tão natural.


-Diferente de Rose e Alvo que antes de qualquer movimento em relação ao outro, parece que eles “pedem” permissão. –disse Hermione, entusiasmada.


-Vamos ver agora. Eles estão descendo.


Hugo desceu sozinho.


-Onde está Lily?-perguntou Hermione.


-Vestindo uma roupa para descer. Ela estava no banho.


Pouco tempo depois, Lily apareceu sorridente. Ela vestia uma saia rosa que chegava um pouco abaixo do joelho. E uma blusa, branca de alça que tinha escrito em rosa: “I love me”.  Os cabelos longos estavam presos em um rabo de cavalo. Nos pés, sandálias brancas. Ela abraçou Hermione com força.


-Oi, tia Hermione! Tudo bem?


-Tudo, querida. E você?


-Fora o Hugo vir aqui para não me deixar vestir uma roupa, tudo bem.


-O que você fez dessa vez, Hugo?


Hugo fuzilou Lily com o olhar. Ela deu um pequeno sorriso e abriu a geladeria.


-Nada, mãe. Por que ela não diz que antes disso, ela me molhou com o cabelo dela?


-Você que provocou primeiro-disse Lily, enchendo um copo de água.


-Hugo, você ainda não explicou de não deixar sua prima trocar de roupa!


“Porque ela fica muito tentadora só de toalha”, pensou Hugo.


-Foi só uma brincadeira inocente-disse Hugo, olhando para Lily pedindo apoio. Ela apenas bebeu a água.


-Espero não escutar outra reclamação dessas porque se acontecer, você passará as próximas férias sem colocar os pés aqui-disse Hermione, autoritária.


-Mas, mãe...


-Nada de mas, Hugo. Vamos embora!-disse Hermione, ficando de pé.


Lily continuava calada. Gina olhou para a filha e percebeu que até agora Lily começara a se comportar diferente.


-Depois conversamos, Gina. –Hermione abraçou a amiga e disse ao seu ouvido: -Acho que as coisas aqui começaram a mudar.


-Percebi-murmurou Gina.


As duas se separaram e Hugo abraçou rapidamente a tia.


-Tchau, tia Gina.


-Tchau, querido-disse Gina, e em seguida deu um beijo na testa do sobrinho.


I can feel your halo, halo, halo/ Eu posso sentir sua auréola, auréola, auréola
Can see your halo, halo, halo/ Eu posso ver sua auréola, auréola, auréola
Can feel your halo, halo, halo/ Eu posso sentir sua auréola, auréola, auréola
Can see your halo, halo, halo/ Eu posso ver sua auréola, auréola, auréola
Can feel your halo, halo, halo/ Eu posso sentir sua auréola, auréola, auréola
Can see your halo, halo, halo/ Eu posso ver sua auréola, auréola, auréola
Can feel your halo, halo, halo/ Eu posso sentir sua auréola, auréola, auréola
Can see your halo, halo, halo/ Eu posso ver sua auréola, auréola, auréola
Halo, halo/ Auréola, auréola


Hugo seguiu Hermione e Gina até a porta. Lily continuou calada no mesmo lugar sem olhar para o primo, mas ela podia sentir o olhar do primo queimando sua pele. Quando ela percebeu que ele deixara de olhá-la, ela cruzou a sala rapidamente, subiu as escadas e trancou-se no quarto. Ali estava segura. Ela deitou-se na cama, mas ela podia sentir o cheiro dele impregnado no lençol da sua cama. Como Hugo, que ao tirar a camisa ao chegar em casa sentira o cheiro floral impregnado na camisa.


 


Kathleen seguia para a rua quando deu de cara com Fred.


-Como foi o dia?-perguntaram os dois.


-Primeiro as damas-disse Fred, educado.


-Muito agradável. Roxanne sempre é uma boa companhia-respodeu Kathleen, passando a mão pelo cabelo. –E a sua?


-Ótima. Minha namorada é bem inspiradora!


“Inspiradora? De onde surgiu essa palavra?”, perguntou Fred.


-Sei. –Kathleen aproximou-se mais. –Os namoros a cada dia se modificam mais, não?


-O que quer dizer?


-Que os namorados nem se abraçam mais. –Kathleen aspirou o ar próximo a Fred. –Não sinto cheiro de perfume feminino.


-Hoje ela não usou perfume-mentiu Fred.


Na verdade, ele nem vira a namorada. Só tinha ido visitar o melhor amigo.


-Hummm. Sei.


-Eu devo alguma satisfação da minha vida a você?-perguntou Fred, calmo.


-Não. –Kathleen deu um risinho. –Claro que não.


Ela estava com uma enorme vontade de esganar Fred, mas ela manteve o controle.


-Tchau, Fred. A gente se ver em Hogwarts.


Kathleen se virou para seguir seu caminho. Ela sentiu uma mão ao redor do seu pulso. Seu coração disparou. Ela puxou o braço e olhou para ele que estava perto dela. Ela olhou para o lado com a impressão de que alguém a chamara, mas não havia ninguém.


-Você voltará para Hogwarts?-perguntou Fred, tenso.


-Claro que sim. Você acha que eu voltei, por quê?


-Para passar as férias...


-Não, Fred. Eu ficarei aqui. Eu voltarei para Hogwarts.


“Mesmo que você esteja lá com a sua namoradinha idiota”, pensou Kathleen.


Fred assimilava a idéia de Kathleen de volta a sua vida. Agora ele tinha namorada. Não tinha mais Fred e Kathleen e sim, Fred e Maggie.


-Por que você não ficou nos Estados Unidos?


-Porque meus pais decidiram voltar para cá.


-Seus pais? Sua mãe casou novamente?


-Não. É uma longa história Fred... não sei se interessa mais a você. Talvez antes, mas agora não.


Fred ia retrucar, mas decidiu ficar calado. Não poderia se mostrar interessado na vida da ex-namorada.


-Você tem razão-disse Fred, simplesmente.


Kathleen sentiu uma dor fina cortando seu coração, mas apenas sorriu para não mostrar sua dor.


-A gente se ver em Hogwarts-disse Fred, afastando-se.


-A gente se ver...


Everywhere I'm looking now/ Em todo lugar que eu olho agora
I'm surrounded by your embrace/ Estou rodeada pela sua graça
Baby I can see your halo/ Baby eu posso ver sua auréola
You know you're my saving grace/ Você sabe que é minha graça salvadora
You're everything I need and more/ Você é tudo que eu preciso e mais
It's written all over your face/ Dá pra ver no seu rosto
Baby I can feel your halo/ Baby eu posso sentir sua auréola
Prey it won't fade away/ Ore para que não desapareça


Roxanne viu o irmão e a melhor amiga conversando. Queria tanto que os dois voltassem. Eles eram perfeitos, um para o outro. Algo chamou atenção na rua.


“Ah, não. O que ele faz aqui?”, pensou Roxanne.


Ela arrodeou a casa e seguiu ele de perto.


Ele seguia a rua até que viu a irmã conversando com o ex-namorado.


-Ela não aprende?-perguntou Kevin a si mesmo.


Ele vira o endereço na carta que Roxanne mandara, e que irmã deixara perto do computador. Agora ele tinha que “proteger” a irmã.


-Kat...-chamou Kevin.


Kevin sentiu alguém tapa-lhe a boca e puxar para trás de uma parede. Ele ainda viu a irmã olhar para sua direção, mas agora ele só via a pessoa na sua frente e sentia a árvore na suas costas. Ela estava tão próxima a ele que ele sentia a respiração rápida dela no seu rosto. Ela tinha as mãos na gola da camisa que segurava com força.


-Olha, olha a melhor amiga da minha irmã...


-Ok, eu acredito agora em você. Mas cala a boca!


-O que você fará para me calar?


Roxanne tirou a varinha do cós da calça e colocou debaixo do queixo dele.


-Oh oh oh! Você pensa que eu tenho medo de uma garota com uma varinha?


-Não?


Rapidamente, Kevin tirou a varinha dele do cós da calça e arrancou a de Roxanne. E virou ela de costas para ele.


-Agora quem manda aqui?


Ela podia o corpo dele junto ao dela. Forte.


-Devolva a minha varinha-ordenou Roxanne.


-Você me ameaça e agora reclama!


Ela deu um pisão no pé dele que soltou as duas varinhas. Ela pegou a dela e ele o dele. Ela encostou-se na árvore ao lado dele, mas bem próximo para ninguém ver.


-O que faz aqui?


-Vim salvar a minha irmãzinha das garras do ex-namorado dela, é lógico.


Roxanne revirou os olhos.


-Meu irmão não é nenhum maníaco!-disse Roxanne, indignada.


-Sei lá. Se a irmã é pirada...


-Pirada é sua...


Ele levou o dedo indicador até a boca dela, silenciado-a. Ela afastou-se ao toque.


-Não irei ficar discutindo com você-disse ele, prestes a sair dali.


-O que você vai fazer?-perguntou Roxanne, segurando a manga da camisa dele.


-Falar com minha irmã-disse Kevin como fosse óbvio.


-Vai não!


-E quem vai me impedir?-perguntou Kevin, já saindo atrás da árvore.


Ela puxou-o pela gola da camisa, derrubando-o no chão. Kathleen que já ia pela calçada, olhou para trás, mas só viu um pequeno movimento por trás dos arbustos perto da árvore.


“Deve ser um gato”, pensou Kathleen. E seguiu seu caminho.


Fred já tinha entrado em casa.


Roxanne agora tinha o pé em cima da barriga de Kevin.


-Agora, calado!-disse Roxanne, autoritária.


Ele em um movimento rápido, puxou o pé dela, fazendo-a cair. Kevin em um rápido movimento, fez com que Roxanne ficasse por baixo dele.


-Agora quem ganhou?-perguntou Kevin, de quatro por cima de Roxanne.


Ela se apoiou pelos cotovelos e aproximou o rosto do dele.


-Estamos empatados, ok? Agora me ajude a levantar daqui.


Kevin em um átimo acabou a distância dos rostos e a beijou.


I can feel your halo, halo, halo/ Eu posso sentir sua auréola, auréola, auréola
Can see your halo, halo, halo/ Eu posso ver sua auréola, auréola, auréola
Can feel your halo, halo, halo/ Eu posso sentir sua auréola, auréola, auréola
Can see your halo, halo, halo/ Eu posso ver sua auréola, auréola, auréola
Can feel your halo, halo, halo/ Eu posso sentir sua auréola, auréola, auréola
Can see your halo, halo, halo/ Eu posso ver sua auréola, auréola, auréola
Can feel your halo, halo, halo/ Eu posso sentir sua auréola, auréola, auréola
Can see your halo, halo, halo/ Eu posso ver sua auréola, auréola, auréola


 


Kevin: É estranho para mim. Sempre fui um pegador inveterado desde meus 12 anos de idade, mas nunca antes tive tanta vontade de beijar uma garota. Como eu tenho vontade de beijá-la desde o Baile, quer dizer, desde quando minha irmã a reencontrou. E eu precisava disso. Sinto os lábios doces e macios dela e algo incendeia dentro de mim. Não é nada que senti antes. É algo mais puro e quente. Contradição. Ela deixa a cabeça cair para trás, então eu coloco a minha mão por trás da cabeça dela e me afasto. Ela tem os olhos fechados enquanto eu me deito do lado dela e a olho. Ela está tão adorável. Parece um anjo. Meu anjo. Eu passaria minutos, horas, dias, meses, anos a olhando. Eu não sou assim! O que acontece comigo? A vejo abrir os olhos devagar e olhar para mim. Tenho medo que ela fale algo ou saia dali e a beijo novamente. Com vontade. Eu puxo seu corpo para junto do meu enquanto a beijo. Corpo macio. Não fico contente só de sentir os lábios, eu quero mais, muito mais...


Roxanne: Ele me “rouba” um beijo quando encarava aqueles olhos verdes. Sinto os lábios quentes e ávidos sobre os meus. E sinto que eu não queria estar em nenhum que não fosse ali, com ele. Minha cabeça cai para trás, e sinto a mão dele quente por trás da minha cabeça. Deito minha cabeça no chão frio. E respiro devagar para não chamar a atenção dele sobre mim. Não quero que ele perceba que de algum jeito ele mexe comigo. Mantenho meus olhos fechados, esperando. Mas nada acontece. Sinto-o deitado ao meu lado, mas me pergunto por que ele não faz nada. Eu fiz algo de errado? Não sei beijar bem? Sei que não é isso, nenhum garoto que ficara antes, reclamara do meu beijo. Pelo contrário. Abro os meus olhos devagar e o vejo olhando para mim. Sinto um misto de emoções. Ele me beija novamente e o puxa para ele, seu corpo é quente...


Kevin: Deslizo minha língua pelos lábios dela, pedindo para aprofundar o beijo. Ela parece indecisa até que devagar abre a boca. E o beijo fica mais forte, quente e avassalador. É a primeira vez que eu sinto uma mistura de emoções quando beijo uma garota. Sinto-a deslizar a mão pelos meus cabelos e segura-los com força como se fosse para não solta-la... isso nem passa pela minha cabeça. É indescritível o gosto dela. Deslizo a mão pelas costas dela e aperto sua cintura, puxando-a mais para mim...


Roxanne: Ele desliza a língua pelos meus lábios, pedindo para abrir a boca e aprofundar o beijo. Não sei se permito isso. Estou confusa com tudo que estou sentindo, mas o que sinto no momento é maior que eu, então o deixo aprofundar o beijo. Sinto calor, muito calor. Deslizo as mãos pelos cabelos e seguro como pedido para ele não acabar aquele momento. É a primeira vez que sinto tantas emoções juntas. Ele desliza a mão pelas minhas costas e aperta minha cintura, e me puxa para ele... E é aí que eu me caio em mim: eu estou no chão beijando; Kevin, o idiota, irmão gêmeo da minha melhor amiga.


Roxanne afasta o rosto e olha para o outro lado, evitando o olhar de Kevin. Ele nem tenta puxá-la de volta, parece que entendeu o recado. Ela levanta e sai de lá sem nem ao menos olhar para trás. Ele fica lá deitado.


-Anjo-sussurrou ele. Ele levantou e foi embora.


 


-Babaca...-disse Tiago, aproximando-se da mesa.


Gina e Harry se entreolharam.


-O que foi que o Alvo fez dessa vez?-perguntou Harry, vendo o filho sentar.


Gina olhou para o esposo, incrédula. Aquilo com certeza, não tinha nada a ver com a família.


-Alvo? O que tem o Alvo?-perguntou Tiago como se naquele momento percebesse que não estava só.


-Você chegou xingando... Pensei...


-Harry, o Alvo não está aqui!


-Eu sei , mas...-disse Harry, calmo.-Então foi o Teddy?


Gina tinha certeza que tinha algo a ver com a Francis. Fazia alguns dias que ela não aparecia por lá. Tiago e ela eram inseparáveis desde crianças. Embora ela sempre soubesse do sentimento de Francis por seu filho. E ele nada notara.


“Os garotos da família puxaram ao Harry e ao Rony, alheio aos sentimentos dos outros, quer dizer, das outras”, pensou Gina.


Ela já havia notado que o filho estava mais quieto e resmungão, diferente do garoto engraçado e que esbanjava alegria por onde passa. Mas era a primeira vez que ele resmungava em voz audível.


-Nojento-disse Tiago antes de enfiar uma torrada inteira na boca.


-Meu filho-começou Harry.


Gina segurou a mão do marido como sinal para que ele se calasse.


-Filho como está a Francis? Ela não tem aparecido por aqui.


Tiago olhou para a mãe, furioso. Harry soube que Gina tocara no ponto certo.


“Mãe é mãe”, pensou Harry.


Tiago resmungou algo que nenhum dos dois entendeu.


-O que disse?-perguntou Gina.


-Ela que fique com o primo dela.


“Ciúmes”, pensou Gina.


Harry segurou o riso.


-Primo?-perguntou Harry.


-Um fulaninho que veio da Nova Zelândia.


-Humm.


-Parece que nunca viu o primo na vida. Não desgruda dele desde quando ele chegou. Está pior que a Lily e o Hugo.


-Acho que você estava acostumado com a presença constante dela.


-Não é isso, pai.


-Não?-perguntou Gina.


-Não!-disse Tiago, enfático demais-É que ela me deixou completamente de lado-disse Tiago, irritado-Toda a vez que eu a chamo para fazer algo, ela diz: “Eu irei com o Taylor para ele conhecer” e diz um lugar diferente.


-Vá com eles-disse Harry.


-Não!-disse Tiago, enfático.


“Possessivo”, pensou Gina.


Harry levantou as sobrancelhas.


-Eu tenho que ir falar com o Rony-disse Harry, se levantando-Saía com o Teddy, então.


-O que tem eu?-perguntou Teddy, aproximando-se da mesa-Boa noite! Hum... a comida está cheirosa.


-Boa noite-disseram os outros.


Harry deu um beijo na esposa. Passou a mão na cabeça do filho e afilhado.


-Tchau-disseram.


Harry foi embora e Teddy sentou.


-Então do que falavam?-perguntou Teddy, em seguida bebeu um gole de suco.


-Tiago está se sentindo solitário.


-Onde está Francis?-perguntou Teddy, curioso.


Tiago bufou.


-O primo dela chegou e ela está passeando com ele-respondeu Gina.


-Ah! É mesmo, o Taylor. Ele é tímido, mas simpático. Por que não saí com eles, Tiago?


Tiago fez uma careta.


-O Harry deu a idéia de ele sair com você.


-Boa idéia!-disse Teddy, empolgado-Victorie e eu vamos conhecer uma nova danceteria, que tal?


-Não quero sair com você e a Victorie. Eu só quero a Francis de volta-disse Tiago, irritado.


Saiu de lá a passos largos.


-O que ele tem?


-É agora que ele se liga-disse Gina, pensativa.


“O pessoal pirou”, pensou Teddy.


 


Música:  Halo/Beyoncé.

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