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9. - Valetines Day


Fic: Volta para o Passado


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O fim do mês logo chegou, e Fevereiro começou e no dia 12 de Fevereiro as garotas falavam aos cochichos, o que chamou a atenção de guris.
- O que é que vocês estão falando?- perguntou Sirius.
- Da próxima sexta.
- E o que é que tem na próxima sexta?
- É dia quatorze.
- Sim, isso eu sei, mas o ....
- Sirius seu burro, é ‘Valentines Day’ .- disse Tiago.
- Ah... é verdade, eu tenho que pensar para quem o cartão vai.- disse Sirius.
- Vocês reparam que nós não nos damos conta no último ano?- falou Jane.
- É como fomos distraídos.- falou Lílian
- É melhor eu ir pensando num cartão.- falou Jane. - porque a pessoa eu acho que sei.
- É? Quem?- perguntou Lílian.
- Eu não vou dizer, além do mais eu ainda não tenho certeza.
- Ahã, você não tem certeza, fala sério.
- É verdade eu não tenho certeza.
- Tá, eu vou para fazer um rascunho do cartão.
- Eu vou para o quarto me deitar, estou cansada, hoje o dia foi cumprido.- disse Jane.
- Eu também vou me deitar.- disse Remo
- Eu vou ficar aqui mesmo escrevendo rascunhos do meu cartão.
- E você, Pedro?
- Vou me deitar também.
No fim ficaram na sala comunal Lílian e Tiago. Eles fizeram muitas anotações, de frases e poemas, até que eles ficaram cansados e resolveram ir dormir.
No outro dia eles tinham muitas anotações para por em ordem, eles depois da aula de DCAT, no segundo tempo, foram para sala comunal da Grinfinória, Lílian já começando a passar a passar a limpo um poema. Jane escrevia algo, em um cartão bem colorido. Sirius estava bem atrapalhado, não sabia o que fazer, nem como, muito menos o que escrever. Remo fazia um cartão bem bonito. Todos estavam envolvidos com isso.
No fim do dia estava praticamente tudo pronto, Lílian foi se deitar com um cartão muito lindo, para Tiago, Jane, não tinha dito para quem seria o seu, mas parecia ser legal. Na manhã seguinte, quando Lílian estava passando pela sala comunal da Grinfinória para ir tomar café, Tiago a estava esperando, ele entregou, cartão:
Lily, Aqui eu pus um poema, que achei legal, porém não foi bem assim que aconteceu, espero que gostes, seu eternamente, Tiago.
SÓ TU:
De todas as que me beijaram
De todas que me abraçaram
Já não me lembro, nem sei
São tantas as que me amaram
São tantas as que eu amei
Mas tu que rude - contraste
Tu que jamais me beijaste
Tu que jamais abracei
Só tu nesta alma ficaste de todas as que amei.
- Tiago, é lindo! Muito obrigado!
- É um prazer.
- Espera, eu tenho um para você, toma.
- Obrigado.
Tiago este foi o poema, quero dizer essa música, que escolhi para te entregar, eu gostei dela, espero que gostes também. De uma amiga que te adora, Lílian. (nota da autora, a música não é daquele tempo, me perdoem, as músicas que vão aparecer eu pus por achar que ficavam legal, com cada um.)
Aonde Quer Que Eu Vá
“Olhos fechados pra te encontrar
Não estou a seu lado
Mas posso sonhar
‘Aonde quer que eu vá
Eu levo você no olhar
Aonde quer que eu vá (2x)’
Não sei bem certo, se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
‘Refrão’
Longe daqui, Longe de tudo
Meus sonhos vão te buscar
Volta pra mim, vem pro meu mundo
Eu sempre vou te esperar
Aonde quer que eu vá”
- Lily, é muito legal, eu gostei muito, obrigado.- dizendo isso ele deu um beijo nela.
- Que bom que você gostou, é um pouco grande, mas é legal. Jane você não vai entregar seu cartão, para alguém?
- Vou, depois.
- Depois?
- É.
- E você Sirius para quem fez?
- Hã... eu fiz para... não te interessa.
- Tá bom né, não tá aqui quem perguntou.
- Cadê o Remo?- perguntou Jane.
- Lá embaixo, já desceu.
- Ah..
- Vamos descer nós também, estou morrendo de fome.- disse Tiago.
- Vamos.- concordou Sirius.
Quando chegaram lá, Remo estava sentado, lendo algo, parecia um cartão. Ele não havia reparado que eles estavam chegando, por isso continuava a ler sem fazer nada. A comida no seu prato estava, apenas beliscada.
- Eaí Remo de quem você ganhou este cartão?- perguntou Jane. Ele meio que tentou esconder o cartão, mas Jane foi mais rápida e pegou o cartão de sua mão, Remo tentou impedi-la de ler, mas já era tarde ela já começara:
Jane, escrevi isso, pois é como me sinto. Muitos beijos, de um amigo muito especial. (nota da autora de novo, eu sei que a letra não é bem apropriada, mas foi a que eu achei que combinava.)
- Não leia, por favor!- ela não respondeu continuou lendo.

POR VOCÊ
Por você eu dançaria tango no teto
Por você eu limparia os trilhos do metro
Eu iria a pé do Rio a Salvador
‘Eu aceitaria a vida como ela é
Viajaria a prazo pro inferno
Tomaria banho gelado no inverno’ ‘REFRÃO1’
Por você eu deixaria de beber
Por você eu ficaria a rir por um mês
Dormiria de meias pra virar burguês
‘Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo dia a mesma mulher’ ‘ REFRÃO2’
Por você eu sorriria até ficar alegre
Pintaria todo céu de vermelho
Eu teria mais herdeiros que um coelho
REFRÃO 1 e 2
Por você, Por você, Por você
- Remo... eu..- falou Jane quase chorando.
- Eu falei para você não ler.
- Isso é verdade?- ele começou a ficar muito vermelho, respondeu numa voz bem fraquinha, que quase não se ouvia.
- Hã... é...- logo depois acrescentou. - eu acho.
- Eu não sei o que dizer, é muito lindo, eu posso?
- Ficar com ele? Claro, não diz seu nome?
- Eu posso ver?- perguntou Lílian. Jane entregou para ela o cartão. Lílian começou a ler com Tiago e Sirius atrás dela lendo também. Depois deles lerem.
- Por Merlin, ela pegou e leu, eu tenho certeza que Remo ai acabar não entregando para ela.- cochichou Sirius.
- É eu também acho.- concordou Tiago.- Lily para quem é que Jane vai entregar o cartão que ela fez?
- Nem imagino, ela não quis me dizer.- enquanto eles cochichavam, Jane entregou o seu cartão para Remo, que pegou ficando ainda mais vermelho.
Era um cartão todo colorido. Com frase uma de cada cor.
Happy Valentines Day, eu escrevi aqui muitas frases, dizendo o que eu espero para você, como me sinto, e também frases, ou estrofes de músicas ou poemas que eu achei bonitas, muitos beijos, de uma amiga que te acha muito legal, Jane.

Um dia feliz as vazes é muito raro, falar é complicado, quero uma canção!

(Aonde, aonde, pode estar o meu amor, Senhor o levou para longe de mim, Ele foi para o paraíso, eu preciso ser bom, Então eu poderei ver o meu amor quando eu deixar este mundo)
Where, where, could my baby be, Lord took him (her) away from me,
(she) He went to heaven, and I got to be good.
So I can see my baby when I live this world.

E com os que erram feio e bastante que você consiga a ser tolerante.
Se você fica triste que seja por um dia, e não um ano inteiro.
Desejo que você tenha a quem amar.
Eu te desejo muitos amigos, mas que em um você possa confiar.
Que você descubra que rir é bom, mas que rir de tudo é desespero.

Mesmo se agente se separar, por uns tempos ou talvez quando você quiser lembrar de mim toque a balado do amor inabalável.

Que vida maravilhosa agora que você está no mundo

Eu tenho você dentro de mim

Tudo o que você precisa é amor

Amor igual ao teu eu nunca mais terei.

- Você fez isso pensando em mim?- perguntou Remo.
- Eu acho que sim.- ele sorriu.
- Obrigado.
- Não obrigado a você.- Anne e Narcisa estavam chegando, cada uma com um cartão.
- Olha eu ganhei este cartão do Richard.
- Quem?- perguntou Tiago
- O que foi Tiago, preocupado?- perguntou Lílian.
- Não, não, você sabe que eu só tenho olhos para você, eu só queria saber quem era.
- Melhor assim, pois eu também só tenho olhos para você.
- Você realmente acha que eu estava, preocupado com a Anne?
- Não sei...
- Mesmo depois do cartão que eu te dei e de você me dar um cartão?
- Tem razão, aquele cartão foi muito lindo, e eu não quero brigar com você.
- Nem eu com você, tá quem é o Richard?
- Richard Trip, Lufa-Lufa.
- Ah, eu sei quem é ele, ele é bem legal.
- Eu entreguei um cartão para ele também.
- É? E ele?
- Ficou feliz.
- E você Narcisa de quem ganhou?
- De ninguém, eu quero entregar este aqui.
- Para quem?
- Não vou dizer agora, depois eu digo.
- Então vai lá entrega.
- É que, eu não tenho coragem, eu vou ficar sem ter o que dizer, eu tive uma idéia.- ela saiu correndo para fora do salão. Estava indo em direção ao corujal, e ela tinha que ser rápida, pois ela tinha aula de Feitiços no primeiro tempo. Quando ela chegou lá pegou uma coruja do castelo e enviou seu cartão, a coruja saiu voando. Eu tenho que chegar antes dela, pensou, mas isso vai ser impossível, é talvez quando eu chegar ele já tenha recebido a coruja e eu não precise falar nada, não seja burra, Cisa você tem que falar alguma coisa. Espero que ele venha falar comigo, vai ser mais fácil, eu acho. Ela começou a voltar, já tinha tomado café então não precisava correr, pois eram nove horas, e as aulas começam as nove e meia.
**
Enquanto Cisa andava em direção ao salão principal de novo, uma pessoa, bem conhecida recebia uma coruja, Sirius, ele não sabia aonde Cisa tinha ido, mas descobriu quando abriu a carta:
Sirius, escrevi isto estes dias, e resolvi te entregar hoje, espero que gostes. Mil beijos de uma super amiga, Cisa.
COMO UM CERTO ALGUÉM
Quis evitar teus olhos
Mas não pude reagir
Fico a vontade então
Acho que é bobagem
A mania de fingir
Negando a intenção
Quando um certo alguém
Cruzou o teu caminho
Te mudou a direção
....
Chego a ficar sem jeito
Mas não deixo de seguir
A tua aparição
Quando uma certo alguém
Desperta o sentimento
É melhor não resistir
E se entregar
Me de a mão
Vem ser a minha estrela
Complicação
Tão fácil de entender
Vamos dançar, luzir a madrugada
Inspiração pra tudo que eu viver
Quando um certo alguém cruzou o teu caminho
É melhor não resistir e se entregar
- Almofadinhas? Ped? Sirius?- Tiago o chamava. - o que é isso? Quero dizer de quem é isso?
- Cisa.- falou ele numa voz fraca.
Mais ou menos nesta hora, Cisa estava entrando no salão principal, Sirius ruborizou, Narcisa ia na direção das garotas, que estavam a alguns metros deles.
- Ele já leu?
- Foi você que mandou?- perguntou Jane.
- Claro, mas o que ele fez?
- Ficou com uma cara pasma, ele parecia chocado, porém feliz.
- Sério?
- Ahã, oh! Lá vem ele.
- Eu tenho que sair daqui!- falando isso ela saiu correndo, deixando tudo para trás, Sirius que vinha, Jane, Lily e Anne que ali estavam também. A cara que Sirius fez, quando viu que Narcisa saiu correndo, foi de dar muita pena.
- Ela saiu assim, por minha causa, né?
- Hã... não, claro, porque ela faria isso?
- Tá vou fingir que acreditei, aonde ela foi pelo menos?
- Não sei, acho que ela foi buscar alguma coisa.
Sirius não se convenceu e voltou para onde os guris estavam, com uma carrinha.
- O que eu faço agora?
- Vai atrás dela.
- Ir atrás dela? Você pirou?
- Claro que não, só que para vocês se entenderem, entende, para vocês conversarem.
- Como é que eu vou conversar se ela foge?
- Vai lá e fala com ela se precisar segura ela.
- Eu acho que isso não vai ser legal, ela pode não gostar, sei lá, se ela fugiu foi porque..
- Ela estava com medo. - interrompeu Tiago.
- Ela não estava com medo.
- Estava sim.
- Tá mas medo do que?
- De falar com você depois do cartão que ela te mandou.
- Eu vou mandar meu cartão para ela como ela mandou o dela para mim.
- Se você acha melhor assim, eu faria bem diferente.
- Você na certa iria até ela dizia obrigado, e sem mais nem menos daria um beijo nela, estou errado?
- Sirius, você decididamente me conhece.
- Eu não teria coragem.
- Você é da Grinfinória ou não?
- Sou, mas não é bem assim, esse tipo de coragem é um pouco diferente.
- Porque diferente?
- Porque é, ai Pontas assim você me deixa mais nervoso, e indeciso.
- Então faça o que achar que é melhor.
- Vem comigo até o corujal?
- Sem chance, é aula de vôo, e eu não quero perder, o que você deveria querer também era não perder essa aula, esqueceu que ano que vem, time, para nós?
- Óbvio que eu não esqueci, mas é o ano que vem, não esse, a vamos Pontas, uma aula, por favor.
- Eu devo ser bem idiota, mas tá vamos logo então.
- Valeu.
Sirius escreveu no fim do cartão um agradecimento pelo o que ele recebera, pegou um das corujas do castelo e enviou o cartão.
- Almofadinhas, vamos!
- Claro.
Eles sairão correndo para aula de vôo, enquanto isso, na aula de feitiços, enquanto o professor Flitwick, dava uma aula sobre um feitiço chamado Mobilarbus, que serve para mover objetos, uma coruja invade a sala e para em frente a Narcisa, que fica muito vermelha.
- Professor eu posso ir até lá fora para ler sem atrapalhar a aula?
- Isso não seria o melhor, mas como hoje é Valentines Day, pode.
- Obrigado.
- Não demore.
- Eu não vou.
Cisa saiu da sala e abriu o cartão, assim que o cartão foi solto dos pés dela ela saiu voando. Cisa abriu o cartão com cuidado.
Narcisa, eu estou te mandando este cartão, porque achei que eras a pessoa que deveria recebê-lo, espero sinceramente que gostes, Sirius.
Estive Procurando por você
Ouvi um grito na minha alma
Que eu nunca tinha ouvido antes
Eu sei que você estás caminhando na frente da minha porta agora
‘Por toda a minha vida onde você esteve
Eu me pergunto se eu a verei de novo
E se esse dia chegar
Eu sei que poderemos vencer
E eu me pergunto se a verei de novo’
Um presente sagrado dos céus
Para melhor, pirou, o que for
Eu nunca deixarei que alguém a ponha para baixo
Chorar? Nunca
‘REFRÃO’
O tempo todo eu sempre soube
Que você estava lá, em seu trono
Uma rainha só, sem seu rei
Longe de você, eu amo para sempre
‘REFRÃO’ (3x)
E eu me pergunto se eu a verei de novo (8x)
Espero que tenhas gostado, e quero agradecer pelo seu cartão, e perguntar porque você saiu correndo naquela hora. Desculpe se atrapalhei sua aula, se precisar me diz qual a matéria e eu posso ajudar. Do seu amigão Sirius (Pedfoot)
Narcisa estava extremamente feliz, mas como ela ia fazer para encará-lo? Ela não teria coragem para tal ato. Então surgiu na sua cabeça uma idéia que ia resolver seu problema, ela não teria que falar como ele, sobre isso pelo menos, ela iria escrever, todas, ou quase todas as noites para ele, e esperar que ele fizesse o mesmo. Será que iria dar certo? Foi a primeira pergunta que o correu na cabeça, mas daí ela percebeu que perdera já quase dez minutos da aula, guardou a cartão e entrou.
- Pronto?
- Sim, desculpe a demora professor.
- Procure pegar a matéria, com alguém, este feitiço pode cair nos exames.
- Não se preocupe professor.
Ela voltou a se sentar ao lado de Anne, que parecia estar aguardando intensamente e curiosamente pelo momento que ela voltasse. Elas começaram a cochichar.
- E aí, era do... se sabe.
- Era, é lindo, você tem que ver, mas eu não vou falar como ele sobre isso.
- Como não?
- Vou escrever.
- Escrever?
- É, tipo uma corrente, só que só entre nós, trocando cartas, depois das aulas de hoje eu vou escrever uma carta sugerindo isso e é claro que...
- Se as Srtas. pudessem por favor, prestar atenção no que estão fazendo, eu agradeceria.
- Desculpa, professor.
**
-Será que ela já recebeu?- Sirius e Tiago iam saindo da aula no fim do período.
- Eu acho que sim né. Você vai falar com ela?
- Vou, eu acho.
- O que vocês estão falando?- Jane e Lílian se aproximavam.
- Sobre o cartão que...- Tiago estava começando a falar quando Sirius deu um cotovelada nele.- Aiii, augh, isso dói!
- Sobre que cartão?
- O que eu fiz para você.- disse Tiago.
- Então porque o cotovelada Si... Ped?
- Nada não, foi se querer.
- Assim espero, não quero ver você machucado.- ela sorriu olhando para Tiago, que por sua vez abriu um grande sorriso.
- Lily eu posso falar com você?- perguntou Tiago.
- Claro, fala.
- Bem não pode ser aqui, hã... a sós.
- Tá bem, vamos?
- Vamos.
Eles andaram um pouco, e foram se distanciado dos outros. Eles chegaram perto da floresta proibida, quando Lílian falou:
- Só não podemos demorar, temos aula no próximo período, as 11 e meia.
- Não se preocupe, não vamos demorar até lá.
- Bom, sobre o que é que você queria falar?
- Hã... quando é que vai ser a festa?
- Era isso?
- Mais ou menos, quando vai ser?
- Umas ou duas semanas depois que saímos de férias, porque?
- E você o que vai fazer depois da festa? Quero dizer nas férias.
- Não sei, talvez convidar as gurias para ir ao cinema, coisa que vocês não devem conhecer, passear, ir ao shopping, fazer algum passeio.
- Só as gurias?
- Não se você quiserem ir eu não me incomodo, vai ser divertido.
- E você não quer passar um tempo lá em casa?
- Não sei, pode ser, tenho que ver com a minha mãe.
- Então tá.
Eles estavam chegando na sala de transfiguração, que seria a próxima matéria que eles teriam, quando porta se abriu e a turma da Corvinal, do segundo ano estava saindo.
- O Lily, oi Tiago.- Anne ao passar por eles cumprimentou .- onde estão os outros?
- Devem estar chegando.
- O que vocês tem depois do almoço?
- Nada.
- Ótimo, preciso falar com você.
- Claro.
Não demorou muito até os outros chegarem e a aula começar, eles desceram loucos de fome, depois do almoço, Lílian e Jane foram até a mesa da Corvinal onde Anne e Narcisa ainda estavam sentadas na mesa, terminando o almoço. Quando elas terminaram se dirigiram para a biblioteca, que seria um bom lugar para elas falarem, não muito auto é claro.
- O que aconteceu?
- Nada muito sério.- disse Anne calmamente.
- Nada muito sério?- falou Narcisa incrédula.
- Isso não é muito sério.
- Pra mim é.
- Tá fala o que é que é muito sério.- disse Jane.
- Olha. - ela entregou para Lílian e Jane o cartão que Sirius mandou.
- É bem bonitinho, mas prefiro o meu.- disse Lílian.
- Deixa eu ver.- falaram as três juntas.
- Você não tinha visto ainda Jane?
- É mesmo já, é bem bonito.
- Onde tá?
- Lá em cima, mas eu te digo, ‘De todas que me beijaram, de todas que me...- Lílian falou o poema inteiro.
- Você decorou?
- Não... imagina.- falou Jane.
- É muito bonito, mas não é verdade.
- Pode não ser, mas eu gostei mesmo assim.
- Tá bom, mas Cisa não quer falar sobre isso com o Sirius.
- É... eu acho que ele não quer ouvir sobre o meu cartão.- falou brincando Lílian.
- Lily...
- Tá, tá por que não?
- Porque eu não terei coragem.
- Ah que bobagem.
- Mas eu vou escrever para ele.
- Escrever?
- É... você sabe, todo dia eu escrevo e mando por coruja, ou deixo no dormitório, é isso! Já volto.
- Cisa, eu acho que você precisa da gente, a senha...
- Eu sei ela.
- De qualquer jeito vamos junto.
- Não.
- Porque?
- Sei lá, mas então vamos esperar um pouco, Jane porque você, por enquanto não nos conta como era o cartão que você entregou, e que recebeu. Ela começou a contar bem rica em detalhes.
**
- Eu vou tomar um banho.- disse Tiago. - estou cansado e talvez assim, de uma melhorada.
- Bah vou junto, a aula de vôo me cansou, e ainda tivemos outra aula, e no período que tínhamos livre não deu tempo, tinha uma tarefa para segunda que eu queria deixar pronta, Eu vou também.- disse Remo.
- Ninguém mais?
- Não vou fazer essa redação de DCAT.
- Ped, você podia me ajudar a faze-la, também não fiz.
- Está bem Rabicho.
- Vamos Remo?
- Claro.
- Eu tenho que passar no dormitório para pegar a uma toalha.
- Eu também.
Quando eles estavam já voltando para o dormitório, de banho tomado e vestidos. Remo sem querer pegou uma roupa que estava suja, e teria que trocá-la, quando ele estava quase tirando a roupa a porta é escancarada, por quatro garotas, casualmente, Lílian, Jane, Anne e Narcisa.
- O que você querem aqui?- perguntou Tiago, já que Remo tinha caído no chão e estava pondo de volta suas calças.
- Nós?
- Não, minha avó, o que?
- Bem nós... hã...
- Na realidade eu queria deixar isso aqui.- falou Narcisa. Anne e Jane entraram num acesso de risos ao entrar, Anne parecia ter dito algo muito engraçado.
- Aqui?
- É, Tiago você poderia por isso na cama do Sirius sem falar para ele, como se aquilo tivesse aparecido ali por acaso.- Lílian estava pasma, Cisa fazendo aquilo? Ué ela poderia então falar com Sirius sem problema, mas talvez ela meio que congelasse se falasse com ele sobre isso.
- Na cama do Sirius?- perguntou Tiago num tom de riso.
- É.
- Lily, Cisa é alguma brincadeira com ele? O quê?
- Olha só eu tenho cara de quem está brincando?
- Não, mas...
- Tiago não faz caso, é só por ali e fingir que não sabe de nada, não é difícil, é?- falou Lílian. Remo estava se levantando e chegando por ali, o que aumentou a quantidade de risos das outras garotas.
- Tá eu vou fazer isso.
- Você também não sabe de nada Remo.
- Tá.
- Garotas olhem só se isso for uma brincadeira de mau gosto eu quebro vocês.- Lílian fez uma cara que fez Tiago acrescentar.- no bom sentido é claro, eu contaria para ele que foi vocês está bem?
- Não se preocupe, não precisará.
- Assim espero.
Elas saíram e Tiago como o combinado, pôs a carta de Narcisa na cama de Sirius. Depois de um tempo Sirius apareceu no quarto.
- O que vocês estão fazendo aqui? Porque demoraram tanto?
- Agente tava conversando, sobre principalmente o dia de hoje.
- Ah...
- O que é aquilo?- apontando para o carta de Cisa.
- O quê?
- Está carta.
- Vou eu saber, abre e veja você mesmo.
- É o que eu vou fazer.- Sirius começou a abrir a carta, Tiago e Remo tinham ido até Sirius que estava de pé na frente de sua cama.
Sirius,(Pedfoot) quero agradecer o cartão que você me mandou, e dizer que não se preocupe, que eu recupero a matéria. Estou lhe enviando esta carta, pois me sinto melhor escrevendo para você do que falando para você, então quero sugerir que ao invés de falarmos um com ou outro, sobre esses tipos de assuntos, que falássemos por cartas, tipo assim, eu mando uma carta para você, depois da aula, e você responde por carta. O que acha?
Não sei sua resposta ainda, mas quero agradecer antes, e se tudo der certo, espero sua resposta, por carta, amanhã depois da aula.
Beijos,
Cisa
- Deixa ver se eu entendi, vocês vão “conversar” por cartas?
- Exatamente.
- Você vai topar essa idéia?
- Aqui diz que ela prefere, se é assim o único jeito de eu falar com ela sobre esses tipos de assunto, como ela mesmo diz, eu vou escrever para ela.
- Se é assim, eu dou todo o apoio.
- Eu também.
- Valeu galera.
- Vai escreve, então.
- Tá, mas o que que eu escrevo?
- Sei lá, escreve que você concorda, escreve uma poesia, alguma coisa assim.
- Tá, deixa eu pensar... quem sabe: Cisa, recebi tua carta e fiquei muito feliz...
- Você tem certeza que vai escrever isso?
- Tá horrível, né?
- É pra falar a verdade ou para te por pra cima?
- Não precisa ser sincero, então quem sabe: A luz dos teus olhos, iluminam o meu caminho...
- Deu uma melhorada, mas tenta outra.
Dizem que anjos não tem nomes, apenas lindos rostos, mas eu encontrei a exceção, você.
‘Eu poderia ficar acordado só para ouvir você respirar, ver seu sorriso enquanto você está dormindo, enquanto está longe num sonho. Eu poderia gastar a minha vida neste rendido doce, só não poderia perder este momento, que eu estou com você, este momento de confiança. Eu não quero fechar meus olhos, não quero dormir, por que eu sinto a sua falta, e eu não quero sentir. Nesta noite em que sonhei com você, o sonho mais doce que já tive, ainda sinto sua falta, e não quero sentir. Quando estou perto de você, sentindo você, que linda, e penso em que você está sonhando, imagino se sou eu nele, aí eu beijo seus olhos, e agradeço por estar lá hoje, agora. Eu só quero estar com você, neste momento para sempre, para todo sempre. (...) Eu só quero segurar você perto, sentir seu rosto junto ao meu, e deixar que esse momento dure para o resto de todos os tempos.’
Quero aproveitar para dizer que não poderei esperar tua resposta amanhã
Beijos, Pedfoot (Sirius)
- Está... ótimo.
- Eu envio agora?
- Envia.
Sirius foi até a sala comunal da Grinfinória onde encontrou lá ainda as quatro garotas. Ele chamou Lílian, que foi até ele perguntando o que tinha acontecido. Ele apenas disse que entregasse a carta a Narcisa. Lílian voltou com um sorriso no rosto, Sirius saiu correndo de volta para o dormitório.
- Presente.- disse Lílian entregando a carta para Narcisa.
- Obrigado Lily.
- De nada.
Narcisa começou a ler, e cada palavra que ela lia seu sorriso aumentava. Quando ela finalmente terminou, ela não podia estar mais feliz.
- Não é lindo?
- É.
Os meses se passam, Sirius e Cisa seguiam trocando cartas, e só conversam sobre as aulas, ou assuntos em questão entre os oito, Lily e Tiago estavam como sempre, amigos e Tiago estava se controlando muito bem, Remo e Jane não tocaram mais no assunto dos cartões, mas sempre pintava um clima quando eles estavam trabalhando ou juntos, ou estavam a sós, coisa que raramente acontecia, enfim tudo estava correndo bem, a não ser que em pleno verão eles ainda tem que prestar exames. Todos preferiam estar tomando um suco de abóbora no jardim, do que estar dentro de uma sala de aula, mas fazer o que?
Uma semana antes das aulas terminarem elas decidiram entregar os convites para a tão esperada e programada festa. A maioria dos que receberam dos convites fizeram perguntas quanto ao “Traje Trouxa”, mas estavam entusiasmados como a idéia, a sugestão delas para a pergunta era que eles perguntassem para algum amigo que era nascido trouxa.

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