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12. Capítulo 12


Fic: Fora da Lei


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry descobriu algo novo ao ver Gina cuidando de Katie. Sempre tinha pensado que uma mulher educada de um modo tão privilegiado condenaria automaticamente uma garota como Katie. Muitas mulheres que se consideravam decentes a tinham expulsado de sua casa como se fosse um cachorro com raiva.


Mas Gina não. Ele demonstrou uma compaixão, interesse e compreensão, que não esperava encontrar nela.


E quanto a Katie era obvio que adorava sua benfeitora. Não a tinha visto, já que Gina insistia que ela não podia receber visitas, mas ouvia o respeito e a timidez com que respondia as perguntas.


Levantou-se, saiu e foi até onde Hagrid tentava sem sucesso ensinar Latiffe a dar a pata.


-Não é muito esperto – grunhiu – mas vai ficar grande- olhou para Harry- O que está fazendo aqui?


-Alguém tinha que trazê-la de volta.


-Acho que sim. Pode me explicar porque ela voltou com um jeito de que acabava de sair de uma briga de socos.


-Por que foi isso exatamente o que aconteceu.


Hagrid fez uma careta.


-Não me diga!


-Com Cho.


O velho abriu muito os olhos e soltou uma gargalhada.


-Verdade? Está me dizendo que  a srta. Gina foi lá e começou uma briga com Cho?


-Deixou o nariz dela sangrando - Harry sorriu – E arrancou um monte de cabelo dela.


-Santo céu! Teria dado duas garrafas de whisky para ver isso. Você viu?


-Só o final. Quando entrei, elas rolavam pelo chão. Acho que Cho pesa mais, mas Gina estava em cima dela com as saias levantadas e os olhos sanguinários. Foi incrível.


-Ela tem muita energia - Tirou a garrafa do whisky e brindou por Gina- Sabia  que ela ia fazer alguma coisa, mas não me ocorreu que fosse brigar com Cho, apesar de não haver ninguém que mereça mais uma surra. Viu Katie?


-Não, Gina disse que não devo falar com a garota até que ela esteja mais apresentável.


-Eu a levei para casa e posso dizer que eu nunca tinha visto um rosto tão machucado.Pelo que parece também bateu nela com um chicote. Tem as costas e os ombros cheios de vergões. Essa mulher devia estar louca.


-A loucura e a crueldade são coisas diferentes. Ela é só cruel.


-Suponho que a conheça bem.


Harry o observou tomar outro trago de whisky da garrafa.


-Há algum tempo paguei algumas vezes por seus serviços.


- Isso não significa que a conheça.


Hagrid lhe estendeu a garrafa e começou a tossir.


-Srta. Gina, não a tinha ouvido sair.


-Suponho mesmo que não. – respondeu a jovem com frieza - Talvez, se tiver acabado de beber whisky, queira fazer o favor de lavar as mãos para comer. Se não, pode comer aqui fora mesmo no chão.


Entrou em casa e fechou a porta com um baque.


Hagrid segurou a garrafa e deu outro gole.


-Essa mulher tem gênio forte, rapaz. Se pensa em se envolver com ela, tenha bastante cuidado.


-Não penso em me envolver com ninguém.


-Pode ser que sim, pode ser que não – Hagrid se levantou e sacudiu as calças – Mas ela sim, tem planos. E é muito difícil dizer não a uma mulher assim.


Gina conversou cortesmente durante a refeição, com o mesmo ar de quem estivesse se dirigindo a convidados de um jantar formal. Tinha os cabelos enfeitados e presos e havia trocado o vestido. Serviu o cozido em frigideiras de ferro, mas o fez com tanta elegância como se estas fossem de fina porcelana.


Harry pensou em sua mãe e como gostava de servir a comida aos domingos.


A jovem não mencionou o que havia ocorrido na cidade e estava claro que não tinha nenhum interesse em ouvir falar sobre o assunto. Harry estava achando difícil acreditar que fora a mesma mulher que ele tinha tirado do chão do Estrela de Prata. Mas se deu  conta que de vez em quando ela fazia uma careta. Era evidente que tinha dores. Harry suprimiu um sorriso e se entreteve em imaginar como podia ajudá-la a melhorar quando o sol se escondesse.


-Quer mais cozido, Hagrid?


-Não, srta. Estou satisfeito. Acho que vou dar um passeio antes de alimentar os animais. Vai ser uma noite muito bonita – deu uma olhada nos dois – Depois de uma comida assim, dormirei como um bebê. Acho que nem acordarei até amanhã. Foi um ótimo jantar, srta Gina.


-Obrigada, Hagrid.


Harry afastou sua cadeira também.


-Acho que também gostaria de um passeio.


-Vá em frente.


O homem a segurou pela mão.


-Preferia que viesse comigo.


Gina sorriu. Era a primeira vez que ela a convidava para fazer algo tão comum e romântico como dar um passeio.


-É muito amável da sua parte, mas tenho que lavar os pratos. Katie pode acordar a qualquer momento. Acho que agora ela poderia comer um pouco.


-Acho que posso me ocupar por uma ou duas horas. Quando terminar vamos dar o passeio.


A jovem o olhou através dos cílios.


-Talvez – ele a sentou sobre os joelhos e ela começou a rir. -Ora senhor Potter, o sr é muito bruto.


Harry acariciou com gentileza a linha dos olhos.


-Então será melhor ir com cuidado. Beije-me, Gina.


-E se não beijar? – sorriu ela.


-Mas vai beijar –lambeu-lhe o lábio inferior – Não vai?


E Gina o beijou. Beijou com força e passou os braços pelo pescoço dele.


-Não demore muito – resmungou ele.


Voltou a beijá-la e em seguida a colocou de pé. A jovem suspirou e olhou até ele fechar a porta.


Quando terminou de cuidar de Katie, saiu à luz do crepúsculo. Fazia muito calor e ela nem pensou em pegar um xale, mas baixou as mangas do vestido e abotoou os punhos. Tinha marca nos braços que não gostaria de mostrar.


De onde estava, podia ouvir Hagrid falando com Lafitte. Fechou os olhos e deixou que brisa acariciasse seu rosto. Se se concentrasse, podia sentir o suave aroma da sálvia. E se esforçasse, podia imaginar a si mesma sentada na varanda que pensava ter, contemplando o por do sol, enquanto Harry fumava um cigarro e ouvia a seu lado a música da noite.


Voltou a realidade e olhou ao redor. Deu uns passos e ouviu o barulho de um martelo contra madeira. Gina o viu, derrubando um velho poste. Tinha tirado a camisa e o suor cobria seu rosto.


Estremeceu e o contemplou por um momento. Lembrou do que ele a fizera sentir umas noites atrás e desejou poder repetir tudo.


Harry levantou a cabeça e a viu. O vento balançava sua saia e seu cabelo. Seus olhos, quando ela se aproximava dele pareciam maiores e escuros.


-Tem um jeito de andar que me dá água na boca, Duquesa.


-Não acho que tenha sido esse o objetivo das freiras quando me ensinaram a andar, mas fico contente.- foi para os braços dele com naturalidade - Fico muito contente.


Pela primeira vez em sua vida, se sentiu nervoso diante de uma mulher e a afastou.


-Estou suado.


-Eu sei – Tirou um lenço do bolso e limpou o rosto – Que está fazendo?


-Você disse que queria criar uns porcos. Vai precisar de um chiqueiro – pegou a camisa e a vestiu.- Que você está fazendo?


-Olhando você. Levou a mão ao peito dele, onde a camisa continuava aberta. – Lembrando. E me perguntando se ainda me deseja tanto como antes.


O homem afastou a mão dela.


-Não, já não a desejo mais – pegou a pistola, mas em vez de prendê-la no quadril, colocou-a no ombro. – Por que não damos aquele passeio?


A jovem segurou a mão dele, contente.


-Quando cheguei aqui, me perguntava o que prendia meu pai aqui. A princípio pensei que era por minha causa, porque queria me dar tudo que achava que eu precisava. E isso era muito dolorido. Depois comecei a compreender que, mesmo que isso fosse importante, e muito, ele era feliz aqui. É mais fácil aceitar a sua morte, sabendo que era feliz.


Começaram a andar em direção ao riacho que agora ela conhecia tão bem.


-Eu não acreditava que fosse ficar. Quando a trouxe aqui pela primeira vez, parecia que tinha levando uma pancada na cabeça.


-Eu acho que me sentia assim mesmo. Perder meu pai foi... Bem a verdade e que eu o havia perdido muitos anos antes. Para mim continuava sendo como no dia em que partiu. Não lhe contei que ele inventou uma historia. Contou-me que havia construído uma linda casa, com o veio de ouro que encontrou na mina. Ele a  descreveu, inclusive: tinha quatro dormitórios, um salão com as janelas dando para o oeste, uma ampla varanda com colunas redondas, - sorriu – Talvez achasse que eu precisava de tudo isso, ser dona de uma casa grande com escadarias  e paredes altas e frias.


-Você nasceu para isso – comentou ele, olhando para ela.


-Eu nasci para você. – Se levantou e lhe estendeu a mão.


-Eu desejo você, Gina. Mas não posso oferecer mais que uma manta para estender no solo.


A jovem olhou as coisas que ele havia trazido até o riacho. Aproximou-se e pegou a manta. O sol já tinha se posto e o ar era mais suave. O céu tinha adquirido uma cor azul escuro.


Estendeu a manta no chão duro. Gina estendeu os braços para ele.


Foi como a primeira vez, e sem duvida, diferente. O desejo e a paixão, continuavam ali, mas estavam acompanhados de um conhecimento, de uma magia que podia se fazer entre eles.


A jovem percebeu o desejo no beijo dele, mas também uma ternura com que tinha sempre sonhado.


Seduzida por ela, sussurrou o nome dele. A pele dele era suave, debaixo dos seus dedos. Seu corpo, tão diferente do dela, a atraía, obrigando-a a conhecê-lo melhor.


Uma suave languidez se apoderou dela, quando começou a tirar sua roupa. Os dedos dele se moviam devagar. Ao ficar nua, sentiu o vento contra a pele e em seguida a boca dele, movendo sobre ela. Suspirou.


Harry queria dar a ela algo que não havia dado nunca a outra mulher. O tipo de amor que ela merecia.


A ternura era algo novo para ele, mas parecia surgir de modo natural.


Gina o desnudava também, mas as roupas não eram de algodão ou seda, e sim de cinismo e medo, a armadura que ele se utilizava para sobreviver, do mesmo modo como utilizava as pistolas.


Com ela, estava indefeso, mais vulnerável do que jamais havia estado, desde a infância. Com ela se sentia mais homem do que jamais havia esperado sentir.


A jovem percebeu a mudança, a explosão de sentimentos, necessidades e desejos que o invadiam, e ficou sem fôlego, sentindo ao mesmo tempo uma incrível força. Sem entender, sem que fosse pedido, respondeu com toda a força do sentimento que tinha no coração.


Em seguida veio a tormenta, selvagem, interminável. Gina gritou ao sentir-se arrastada numa onda de paixão. Um onda de sensações a levou e perdida nela, apertou-se contra a cabeça de Harry.


Ela era como uma força selvagem que alguém acabara de desencadear. O homem sentiu seus tremores de prazer e pensou que a resposta dela era como um milagre, mesmo que fizesse tempo que ele não acreditasse mais neles. Podia dar muito pouco a ela, além do prazer do seu corpo, mas ao menos isso ele lhe daria.


Levantou a cabeça, beijou-lhe os lábios e se entregou a ela.


Muito depois da sua respiração ter se acalmado, Harry continuava caído sobre ela, com o rosto enterrado dos seus cabelos. Gina tinha lhe dado paz, e mesmo que fosse por pouco tempo, nesse momento queria se regorgizar nela.


Não queria se apaixonar, não se atrevia a arriscar. E continuava sem poder confessar a ela, mesmo agora, quando não podia esconder dele mesmo.


-Hagrid tinha razão – sussurrou ela.


-O que?


-É uma noite linda – acariciou as costas dele – É uma noite muito bonita.


-Está machucada?


-Não – Passou os braços em torno dele para estreitá-lo mais - Não se mova ainda.


-Sou pesado e você está com o corpo ferido.


-Eu tinha esquecido delas - sorriu ela.


O homem acariciou o rosto dela fascinado.


-Você é tão bonita quanto um sonho.


Gina beijou a mão dele.


-Não tinha me dito que eu era bonita.


-Claro que disse – se moveu, frustrado por sua falta de palavras - Ou deveria ter dito.


A jovem se enroscou contra ele.


-Estou me sentindo bonita agora.


Harry a olhou por um momento em silêncio.


-Está com frio – disse.


-Um pouco.


A homem se sentou e buscou a blusa dela no monte de roupas abandonado. Gina sorriu e levantou os braços sobre a cabeça. Quando ele terminou de colocar a roupa, passou-lhe os braços em torno do pescoço.


-Eu achei que iria me esquentar de outro jeito – resmungou.


Harry soltou uma risada, e lhe acariciou o quadril.


-Acho que já disse outras vezes que você aprende depressa.- Baixou-se o ombro da camisa. Pode fazer algo para mim?


-Sim.


-Fique de pé dentro do riacho.


A jovem olhou para ele surpresa.


-O que disse?


-Eu gostaria de vê-la no riacho, coberta apenas pela camisa. Como naquela primeira noite.


-Que primeira noite? – ela continuava surpresa – Você estava me olhando enquanto eu...!


-Só queria me certificar que você estava bem.


-Você é terrível – tentou se afastar, mas ele não deixou.


-Foi então que eu percebi o quanto eu queria tocá-la. Aquela noite tive um trabalho muito grande para dormir - mordiscou a garganta dela. A verdade e que eu não tenho dormido bem desde que a conheci.


-Chega.


-Vai ficar em pé no riacho?


-Não - Harry voltou a deitá-la sobre a manta e ela soltou uma gargalhada.- Vou me vestir e ira até a casa para ver como está Katie.


-Não é preciso. Hagrid está lá para cuidar dela.


-Ah, entendo. Você o encarregou de cuidar dela.


-Suponho que sim. Você não vai sair daqui a menos que seja para entrar no riacho, se puder convencê-la a fazer isso por mim.


-Não vai me convencer. E eu não tenho intenção de dormir ao ar livre.


-Eu não tinha pensado em dormir muito – apertou-a contra ele – Nunca dormiu ao ar livre, contemplando o céu e contando as estrelas?


-Não – mas o faria aquela noite. Não desejava outra coisa – Você já contou estrelas alguma vez, Harry?


-Quando era menino. Minha mãe apenas dizia que eram imagens. As vezes me dizia os nomes, mas nunca pude voltar a vê-las.


-Eu te ensinarei uma - segurou a mão dele e começou a desenhar no ar.- É um cavalo, um cavalo com asas. Se chama Pegassus – segurou o fôlego. Veja uma estrela cadente.


Fechou os olhos e fez um pedido.


-Você quer me falar da sua mãe? – perguntou.


Harry não disse nada por um tempo, limitou-se a contemplar o céu.


-Era professora. Veio de St. Louis.


-E conheceu seu pai.


-Não sei muito da história. Meu pai queria aprender a ler e escrever e ela o ensinou.


-E enquanto o ensinava, eles se apaixonaram.


Harry sorriu. Como ela falava a historia soava tão bem.


-Acredito que sim. Ela se casou com ele e não foi fácil porque ele era meio apache. Queriam construir uma casa. Lembro que meu pai falava da terra com orgulho. Queria deixar alguma coisa no mundo depois dele.


Gina compreendia bem aquela sensação. Ela sentia a mesma coisa.


-Eram felizes? – perguntou.


-Riam com freqüência. Minha mãe sabia cantar. Papai sempre falava de compra-lhe um piano algum dia, para que pudesse tocá-lo com em ST Louis. Mamãe ria e dizia que antes queria cortinas com bordas. Tinha esquecido disso, ela queria cortinas com bordas, murmurou.


Gina apoiou a cabeça no ombro dele.


-Hagrid me contou o que aconteceu. Sinto muito.


Harry não tinha se dado conta até aquele momento, do quanto necessitava falar sobre aquilo, contar a ela.


-Chegaram da cidade, eram oito ou dez homens, nunca soube direito. Primeiro colocaram fogo no depósito de grãos. Talvez se meu pai tivesse ficado em casa, se ele tivesse deixado eles dispararem, gritarem e se aliviarem, não tivessem feito nada mais. Mas eles voltariam. Meu pai sabia. Pegou seu rifle e saiu para proteger o que era seu. Deram-lhe um tiro ali mesmo na porta.


Gina o apertou com força, revivendo aquilo com ele.


-Saímos correndo. Haviam provado o sangue, como os lobos e não parariam por ali. Minha mãe chorava, abraçava meu pai e chorava. Dentro do estábulo os cavalos gritavam. O céu estava tão iluminado que pude ver o rosto deles enquanto punham fogo no resto.


E também ouvia o ruído do fogo e os lamentos da sua mãe.


-Peguei o rifle. Era a primeira vez que eu queria matar. É como uma febre no meu sangue. Como se uma mão se apoderasse de você, apertando forte. Minha mãe começou a gritar. Vi um dos homens apontando para mim. Eu tinha o rifle na mão, mas era lento. Naquela época era melhor com o arco e flecha. Minha mãe se colocou na minha frente e quanto o homem apertou o gatilho, a bala a atravessou.


Gina o apertou com mais força, estava chorando em silêncio.


-Um deles me bateu com um rifle ao passar. Quando acordei, era dia. Tudo havia sido queimado. A casa continuava soltando fumaça. A terra estava dura e eu doente, assim demorei quase todo o dia para enterrá-los. Passei a noite ali entre os túmulos. Disse a mim mesmo que se vivesse até a manhã seguinte, iria atrás dos homens que tinham feito aquilo para matá-los. De manhã eu continuava vivo.


A jovem não disse nada. Não podia. Não era necessário perguntar o que havia feito. Ela sabia. Havia aprendido a usar um revolver e havia encontrado os homens, pelo menos alguns deles.


-Quando Hagrid chegou, contei o que tinha acontecido. Essa foi a ultima vez que contei isso a alguém.


-Não pense nisso.


Harry sentia as lágrimas dela em seu peito. Até onde sabia, ninguém tinha chorado por ele.


Segurou a mão dela e a beijou.


-Me ensine a ver a imagem no céu, Gina.


A jovem se virou e começou a fazer desenhos no ar.


-No leste, as estrelas não são tão grandes ou tão brilhantes – ficaram alguns momento quietos, abraçados, escutando os sons da noite – Eu levava um susto cada vez que ouvia um coiote. Agora gosto de ouvi-los. Todas as noites quando leio o diário de meu pai.


-Arthur tinha um diário? Harry se levantou, arrastando-a com ele.


-Sim – os olhos dele estavam tão intensos que ela se assustou – Que aconteceu?


-Já o leu?


-Não todo. Eu leio algumas paginas por noite.


-Posso lê-lo?


Gina se tranqüilizou, mas um arrepio lhe percorreu a pele.


-Sim, se me disser porque quer lê-lo.


Harry se virou para pegar o cigarro em seus alforges.


-Só preciso lê-lo.


A jovem o observou acender o cigarro.


-Tudo bem, confio em você. Quando vai confiar em mim, Harry?


O homem apagou o fósforo,e o jogou de lado.


-Pense que seu pai gostaria que eu o lesse.


A jovem segurou seu rosto e o voltou para ela.


-Por que? Repetiu.


-Uma intuição, só isso – se afastou e soltou uma baforada  de fumaça – As pessoas só tem uma razão para colocar fogo. Quando aconteceu aquilo com você, só me ocorreu uma razão, que queriam ver você longe daqui.


-Isso é ridículo. Eu não conhecia ninguém, então. O xerife disse que podiam ser vagabundos – olhou o rosto dele – Mas você não acha isso.


-Não. E não acho que Slughorn também acredite nisso. Nesta terra só há uma coisa que essa gente pode querer e é o ouro.


Gina se sentou sobre as pernas impaciente.


-Mas aqui não tem ouro nenhum.


-E se tiver? – Harry respirou fundo e observou o rosto dela.


-Do que está falando?


-Hagrid encontrou um veio, a mesma que Arthur encontrou – olhou a chama do cigarro – Vai ser uma mulher rica, duquesa.


-Espere -colocou a mão na testa – Está me dizendo que a mina tem valor?


-Segundo Hagrid, sim.


-Não posso acreditar - soltou uma gargalhada e moveu a cabeça – Nunca pensei que fosse mais que um sonho. Esta manhã comecei a me perguntar se... espere. Quanto tempo faz que sabe disso?


-Um pouco.


-Um pouco? E não lhe pareceu importante o bastante para me contar?


-Sim achei que era muito importante para não contar – apagou o cigarro no chão. –Nunca conheci uma mulher capaz de manter a boca fechada.


-Verdade?


-Sim,. Senhora.


-Eu sou perfeitamente capaz de manter a boca fechada. Mas porque tenho que manter?


Não tinha remédio, devia ser sincero com ela.


-Arthur encontrou ouro e então morreu.


-Foi um acidente - se interrompeu e ficou quieta gelada - Está tentando me dizer que meu pai foi assassinado? Não pode ser.


Começou a se levantar, mas ele estendeu o braço e a segurou.


-Durante dez anos trabalhou na mina sem tirar mais que algumas pepitas de vez em quando.Depois que encontrou o veio, acontece o desabamento e morre.


-Não quero pensar nisso.


-Vai ter que pensar. A mina e sua agora e ela tem ouro. Não vou permitir que aconteça a você o que aconteceu com Arthur.


Gina fechou os olhos. Era muito difícil aceitar tudo aquilo. Sentiu uma mistura de medo, desespero e uma nova dor. Levantou a mão para pegar a dele, e lutou para acalmar-se. Harry tinha razão. Tinha que pensar naquilo. Logo teria que fazer. Quando abriu os olhos, seu olhar era firme e claro.


-Diga o que quer que eu faça.


-Confie em mim.


Beijou-a e a deitou com suavidade sobre a manta. Ela havia lhe dado paz no começo da noite, agora era a vez dele de fazer o mesmo por ela.



n/a: atendendo a pedidos capítulo veio mais cedo!!!!

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