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18. Lagrimas


Fic: Harry Potter e a Resistência Final


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Olhares descrentes e o choro velado acompanhavam a longa e silenciosa marcha fúnebre conduzida por Krum. O corpo de Harry pendia dos musculosos braços do búlgaro enquanto este caminhava por entre todas as barracas e seus próprios olhos exibiam o brilho inconfundível das lagrimas que reprimia.


 


O caminho até a barraca de Moddy parecia interminável e a cada novo passo mais pessoas surgiam para acompanhá-los. Gabrielle andava a frente, sua cabeça estava baixa e sua linda face parecia sem vida, a imagem da morte de Harry reaparecia em sua mente durante todos os instantes, somente contribuindo para aumentar a quantidade de lagrimas que desciam por seus olhos.


 


As luzes estavam apagadas dentro da barraca de Moody, mas mesmo assim os dois guardiões entraram. Krum dirigiu-se diretamente para a cama do auror e nela depositou seu fardo, logo em seguida sentou-se em uma pequena poltrona que se encontrava próxima a cama e liberou toda a tristeza que estava dentro de si.


 


Ninguém ousou entrar na barraca, dentro dela estavam somente Gabrielle e Krum esperando pela volta de Moody. O auror chegou cinco minutos após os dois guardiões e a cena que presenciou era estarrecedora.


 


Gabrielle estava sentada em uma das poltronas da sala, sua face estava extremamente pálida e seus olhos inchados. No cômodo ao lado estava Krum, seu corpo estava arcado de forma a afundar a face sobre as palmas das mãos, as lagrimas escorriam por entre seus dedos e sua respiração era marcada pela cadencia do choro. Sobre a cama estava a mórbida figura de Harry, a varinha estava depositada sobre seu peito, seu cabelo estava molhado pela chuva e sua face mais pálida do que nunca.


 


- Harry... – O velho auror não conseguia acreditar em seus olhos.


 


Moody caminhou calmamente até o corpo do garoto, se ajoelhou ao lado da cama e recostou suas mãos sobre a mão esquerda de Potter, ela estava fria e úmida, assim como o resto de seu corpo. Olho-tonto estava em choque, ele desceu a cabeça de modo a sua testa se encontrar com a gélida mão do garoto e assim permaneceu. Finas lagrimas escorriam de seus olhos, algo que não acontecia a muito tempo.


 


- Não... Não... Não pode ser! – Uma figura alta, de cabelos vermelhos como o fogo e agora muito pálida estava parada perto da cama, sua boca estava aberta e seus olhos arregalados.


 


Todos estavam absortos em suas tristezas e não repararam nas lamurias do melhor amigo de Harry, assim como todos os outros ele também não conseguia acreditar na imagem que via.


 


- Gabrielle o que acontece? – Rony estava ajoelhado em frente ao débil corpo da garota, ele implorava por uma resposta enquanto suas primeiras lagrimas escorriam por sua face.


 


- Ele... Ele nos salvou. – Cada palavra era um esforço impensável para a garota, seu sofrimento aumentava a cada segundo.


 


Gabrielle explodiu em lagrimas novamente, Rony se levantou e sentou-se ao seu lado, trouxe a cabeça da Delacour em direção ao seu ombro e a envolveu com seus longos braços, juntos eles choraram enquanto do lado de fora da barraca a noticia se espalhava entre a multidão.


 


Em menos de quinze minutos quase todos os residentes do acampamento já estavam a par dos rumores e agora uma lenta e desorganizada procissão caminhava em direção a barraca de Moody


 


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Os Weasleys, com exceção de Rony, tentavam dormir dentro da barraca designada a eles, mas o barulho de vozes do lado de fora da barraca nãos os deixava descansar, todos estavam cansados e nenhum deles queria sair e entender o motivo do burburinho.


 


Inesperadamente um vulto alto e esguio entrou na barraca, ele se dirigiu diretamente para a cama de Gina, fazendo com que todos sacassem suas varinhas e apontassem para a figura.


 


- Calma. Sou eu, Ana Abbott. – os cabelos dourados da garota reluziram com a luz produzida pela varinha de Percy.


 


- Mas por que diabos você entra assim aqui a uma hora dessas?! – Jorge não parecia feliz com o susto que havia levado. – Eu poderia ter te atacado.


 


- Desculpem, mas eu realmente preciso avisar a Gina de uma coisa. – A Weasley esfregava os olhos inchados devido às incontáveis horas de choro posteriores a briga com Harry.


 


- O que é tão importante que não pode esperar até amanhã?


 


O esguio corpo de Ana se inclinou em direção à cabeça de Gina e durante alguns segundos a garota sussurrou algumas palavras ao ouvido da Weasley. O rosto levemente avermelhado de Gina se empalideceu de imediato, sua expressão se transformou por inteira e suas mãos começaram a tremer.


 


Durante alguns segundos ninguém se moveu no cômodo, todos os Weasleys observavam curiosos a reação da irmã com o que Abbott havia sussurrado ao seu ouvido.


 


- O que aconteceu Gina? – O gêmeo Fred estava sentado em sua cama, assim como todos os outros, e olhava fixamente o corpo imóvel da irmã.


 


- Nos diga o que aconteceu. – Carlinhos estava impaciente com a demora da resposta.


 


Inesperadamente a garota se levantou e correu para fora da barraca. A chuva continuava a cair gentilmente sobre a terra molhada enquanto Gina tentava se lembrar do caminho mais rápido para a morada de Moody, ao mesmo tempo em que avistava pequenos grupos de pessoas se dirigindo para a mesma direção que ela.


 


A barraca do auror estava cercada por um enorme grupo de pessoas que se mantinham em uma constante vigília, com uma certa dificuldade Gina conseguiu passar por todos e finalmente entrar na barraca. Sua primeira visão foi a de Rony chorando enquanto envolvia o corpo adormecido de Gabrielle com seus longos braços, o irmão lançou-lhe um olhar repleto de tristeza e sofrimento, mas não emitiu nenhuma palavra.


 


No cômodo ao lado o silencio imperava, Krum mantinha-se curvado com o rosto entre as mãos, tentando ao máximo não visualizar o corpo que anteriormente carregara. Moody estava sentado no chão, suas costas apoiavam-se na parede de lona e seus olhos estavam inchados, algo que Gina nunca havia visto em um auror antes.


 


Deitado na cama jazia o corpo de Harry, ele estava na mesma posição em que foi colocado e mantinha a mesma expressão serena que agora ressurgia na mente de Krum. A garota não suportou a imagem sem vida de Harry, sua face empalideceu novamente e seus olhos arregalaram, ela se sentiu fraca e desamparada, caindo desmaiada ao chão poucos segundos após isso.


 


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- Gina acorde... Acorde. – Uma voz distante ressoava na cabeça da garota, ela sentia-se desorientada e fraca.


 


- Ela esta acordando. - O sotaque arrastado de Fleur preencheu a mente da garota.


 


- O que acontece? – Gina não sabia onde estava e nem o motivo de sua cabeça doer tanto.


 


- Gina você está bem? – Arthur parecia preocupado com a situação da filha.


 


- Tome isso. – Fleur estendeu um pequeno frasco que continha um liquido alaranjado. – Vai fazer sua cabeça parar de doer e o galo sumir.


 


- O que aconteceu? – Gina tomou em um gole só a poção e sentiu a dor se aliviar no mesmo instante.


 


- Você desmaiou e bateu a cabeça. – Fleur examinava cuidadosamente a região aonde anteriormente havia um enorme galo. – Está se sentindo melhor?


 


- Sim, mas porque eu desma... – Gina se lembrou do motivo e novamente sua face empalideceu. – Fleur... Me diga que ele...que ele está bem, por favor, me diga!


 


A face gentil da cunhada se entristeceu, Fleur abaixou levemente a cabeça tentando não manter um contato visual direto com a garota enquanto dava-lhe a triste notícia.


 


- Gina... ele está... – Fleur não conseguiu completar suas palavras, Gina irrompeu em um choro desesperante, a garota se agarrava nos braços da cunhada enquanto esta tentava abraçá-la.


 


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A tristeza e a duvida imperava sobre o quartel general da nova AD, os rumores da morte de Harry Potter se intensificavam e a demora de Moody em trazer alguma noticia só contribuía para aumentar as dúvidas.


 


- ... Eu juro pra você. Eu vi Krum carregando o corpo do Harry Potter. – Uma bruxa de longos cabelos negros conversava silenciosamente com a amiga que estava ao seu lado. – Estão dizendo que ele morreu.


 


- Eu não posso acreditar nisso. Ele é Harry Potter, Voldemort nunca teria poder suficiente para matá-lo. – A amiga estava indignada com o rumor que percorria a multidão.


 


- Mas ele parecia bem morto nos braços do Krum.


 


- Ele devia estar desmaiado, lembra o que aconteceu hoje no começo da noite? Ele desmaiou na entrada da barraca de uma francesa.


 


- Talvez você esteja com a razão...


 


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Dentro da barraca Rony, Gabrielle, Krum e Moody olhavam um para o outro em busca de auxilio, estavam sentados na sala e haviam coberto a entrada para o quarto com um lençol, eles não mais suportavam a imagem do corpo de Harry.


 


- O que acontece? – Rony corajosamente quebrou o silencio.


 


- Ele duelou com Voldemort... – Gabrielle ainda sentia-se sem foras para falar sobre o assunto.


 


- Como isso pode acontecer? Porque ele não nos avisou? – A desolação transparecia no rosto de Moody.


 


- Ele atingiu o próprio limite. – As palavras fugiram da boca de Rony sem o garoto perceber enquanto ele pensava nas últimas vezes em que esteve com Harry. – Ele não agüentava mais, ele tinha que tentar enfrentar Voldemort.


 


Todos olhavam fixamente para o garoto, eles não entendiam ao certo o porque de Harry ter atingido o próprio limite da razão, mas aparentemente Rony entendia. Eles sabiam que o garoto estava com Harry desde o começo e aceitavam suas palavras como lei, afinal de contas poucas pessoas poderiam entender Harry Potter da mesma maneira que o Weasley.


 


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O dia amanhece com uma beleza acolhedora, todos continuavam a constante vigília do lado de fora da barraca de Moody, algumas das pessoas haviam se recostado sobre os companheiros e dormiam um sono leve e sereno, enquanto outros poucos se mantinham atentos a qualquer movimentação que pudesse surgir do interior da barraca.


 


As ultimas horas haviam sido agitadas, primeiramente Gina Weasley entrou correndo na barraca e logo em seguida saiu carregada por seu irmão, Rony. Alguns dos Weasleys também entraram na barraca, mas saíram logo em seguida, tão pálidos quanto um morto, só servindo para aumentar o desespero daqueles que não recebiam noticias.


 


Na entrada do quartel dois guardas mantinham-se pensativos sobre tudo que haviam visto naquela noite. Observavam o céu completamente aberto e iluminado quando inesperadamente um vulto entrou pela passagem e logo atrás dele surgiu outro vulto, porem este estava aparentemente imobilizado e sendo magicamente arrastado pelo primeiro.


 


- Eu preciso falar urgentemente com Moody. – Uma doce voz inundou os ouvidos dos guardas.


 


Os dois já apontavam suas varinhas para o peito da misteriosa visitante, mas não lançaram nenhum feitiço. Ela demonstrava ter noção do lugar que estava e havia pronunciado o nome de Moody, provavelmente ela deveria ser um dos espiões da AD.


 


- Quem é você? E Quem é ele? – Os guardas estavam intrigados com o vulto imobilizado.


 


- Não tenho tempo para explicações, preciso falar com Moody imediatamente. Onde ele está?


 


- Nós não podemos deixar você entrar sem saber quem você é.


 


- Por Merlin. – A irritação transparecia no belo rosto da visitante. - Tomem conta dele. – Ela apontou com a varinha para o vulto que estava a seus pés enquanto controlava a raiva que estava sentindo dos dois guardas que a estavam atrasando. – Eu mesmo procuro por ele. – Em seguida começou a caminhar decididamente em direção as barracas.


 


- Ei espere!


 


Um dos guardas tentou chamá-la de volta, mas não surtiu efeito. Vendo-se sem saída ele foi forçado a apontar decididamente sua varinha e em seguida um lampejo vermelho de luz percorreu o ar. Sem nem mesmo se virar a misteriosa mulher lançou uma barreira de proteção que desviou o ataque.


 


Ela corria rapidamente em meio as barracas, porem não encontrava ninguém que poderia lhe dizer o lugar onde o auror estava. Após alguns minutos de intensa procura, ela pode finalmente visualizar um enorme grupo de pessoas que rodeava uma pequena barraca.


 


Desviando-se agilmente de todos que estavam em seu caminho a figura chegou rapidamente à entrada, sentia o olhar de todos a acompanhar enquanto ela sumia por entre o pano que servia como porta.


 


Dentro da barraca quatro pessoas estavam sentadas em uma espécie de sala, não conversavam, nem mesmo produziam algum som, mas todas se sobressaltaram com a recém chegada.


 


Rony se levantou de imediato e arregalou os olhos, sua boca estava semi aberta, assim como a de todos os outros e sua face demonstrava a descrença no que ele via.


 


- Por mil demônios. – Moody não conseguiu controlar o espanto.


 


- Hermione! – Rony correu de encontro à garota e envolveu-a em um forte abraço.


 


- Rony... Você está... me machucando. – Hermione não conseguia respirar devido ao forte abraço do garoto.


 


Após estar livre do abraço, a menina percorreu a pequena barraca com os olhos e pareceu decepcionada com o que via.


 


- Moody, cadê o Harry? Preciso falar com vocês dois agora.


 


- O Harry está... – Todos abaixaram a cabeça com a pronuncia do nome do garoto, mas ninguém disse o que havia acontecido, simplesmente apontaram para a porta coberta com um lençol.


 


Hermione marchou decididamente para o quarto e puxou levemente o pano para o lado, a imagem do corpo do garoto salto em seus olhos e logo em seguida ela soltou o lençol fechando novamente o cômodo.


 


O tímido brilho de lagrimas nascendo em seus olhos comoveu a todos, ela parecia extremamente decepcionada com sigo mesma.


 


- O que acontece? – Hermione estava desolada.


 


- Voldemort... – Gabrielle não conseguiu concluir a frase.


 


- Ele tentou enfrentar Voldemort? – Hermione franziu o cenho e coçou levemente a cabeça.


 


- Ele não tentou, ele conseguiu enfrentar. – Um breve suspiro foi liberado pela doce veela.- Ele foi tentar salvar nossas vidas. – Gabrielle lançou um breve olhar para Krum. – Mas infelizmente ele foi derrotado e Voldemort levou Neville.


 


- Hermione onde você esteve todo este tempo? E como você nos achou?


 


- Isso é uma longa conversa e nós não temos tempo agora. – Mais uma vez o olhar pensativo da garota tomou sua face, ela puxou um pequeno frasco do bolso, juntamente com uma carta.


 


Hermione releu calmamente a carta e voltou a colocá-la no bolso, olhou atentamente para o frasco e logo em seguida desatou a dar ordens.


 


– Rony, eu preciso que você ache a Gina imediatamente. – Hermione apontou para Rony e em seguida para a porta. - Vítor e... você. – Hermione apontou para a garota sentada a frente de Krum.


 


- Sou Gabrielle, a irmã da Fleur.


 


- Ahh lógico, me desculpe, eu preciso que vocês dois me deixem a sós com o Moody. – Hermione correu e sentou-se logo à frente do antigo professor. - Rony o que você está esperando, vá! Eu preciso da Gina aqui.


 


- Já estou indo. – Rony estava confuso com as ordens de Hermione, mas correu atrapalhado para a porta, sendo seguido por Gabrielle e Krum.


 


- O que está acontecendo Srta. Granger? – Moody queria respostas rápidas e claras.


 


- Eu tenho uma história bem longa e impressionante pela frente, acho melhor você se preparar. – Hermione olhava atentamente nos olhos do antigo membro da Ordem da Fênix. – E, por favor, não me interrompa.


 


 


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Lucas Vinicius - Obrigado pelo comentário e fico super feliz que você esteja gostando... De vez em quando eu demoro um pouco para postar por causa da falta de tempo, mas garanto que a fic já está finalizada e a medida que eu for revisando os caps eu vou postando. Espero que daqui para frente você goste mais e mais, as melhores partes da fic estão começando agora. Abraços



dayanne priscila dos santos fialho - Agradeço o comentário e fico feliz por ver que você continua lendo. Obrigado pelo interesse e espero que a fic continue a te divertir e interessar. Abraços


 

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