CAPITULO 86 – ANTÍDOTO
-É curioso, por muitos anos hostilizei meu pai por ser severo. Então, um belo dia, descobri por que tantos segredos. – Edgar contava, regado a vinho, na mesa do jantar, num humor invejável, que apenas um homem feliz poderia ter – Meu pai era francês, de uma família tradicional, e foi hostilizado e rechaçado pela família quando escolheu e se casou com minha mãe, uma simples camareira espanhola. Ainda muito jovem herdou o título e a fortuna de meu avô, e partiu para a Inglaterra atrás do anonimato. Meu pai ainda vive; minha mãe, que Deus a conserve, morreu ao dar a luz. Tive uma irmã, do segundo casamento de meu pai, mas infelizmente, ele ficou viúvo novamente. Nunca teve sorte no amor, assim como eu.
-Deve ser algo de família – Hermione resmungou, enquanto devorava seu prato.
Edgar sempre sorria diante de seus ataques de mau humor.
Há três dias ele partilhava da hospitalidade da filha e do genro, e assistia maravilhado a guerra entre eles, uma guerra por amor e poder. Não tinha dúvidas que Rony seria vitorioso, mas era delicioso ver de camarote a força de vontade da filha.
-Quando pretende ir embora? – Hermione perguntou, sem meias palavras.
Vinha suportando aquela situação a três longos dias, sua paciência havia chegado ao fim.
-Pedi a seu pai que fique até a volta de Harry – Rony informou sem segredos.
-Contou a ele?
Hermione parou de comer, incrédula e humilhada.
-Sim, contei. É seu pai e quer assumir a responsabilidade sobre seu bem estar e sua felicidade. Estou sendo acusado e serei processado. Se algo me acontecer... Alguém precisa cuidar de você.
-Pensei que não estivesse com medo – disse azeda, a voz carregada de ironia – que Lilá estivesse mentindo. Mas pelo visto, já conta com o pior – desistiu de comer, abandonando o garfo.
-Não ponha palavras em minha boca – ele pediu comedido, mas com uma vontade incontrolável de gritar.
-Não é necessário, é muito bom com as palavras, aposto como deve ter se desfeito em lamúrias para conquistar o apreço de seu afortunado sogro.
Ofendido, ele também desistiu de comer.
Nem parecia a mulher que se apoiara em seus braços há tão poucos dias atrás. Nesses três últimos dias ele vinha provando o inferno na terra ao seu lado.
Arisca, azeda e desbocada, estragava qualquer momento de paz com palavras salgadas e acusações.
Estava magoada com o homem que a criara e mentira sobre seu amor fraternal, quando tudo que desejava era vingança. Estava descontando em todos, sobretudo nele sua frustração e raiva.
Fisicamente estava recuperada, mas emocionalmente estava um caos. Nem mesmo Juanita tinha paciência com ela, e mantinha-se distante para não lhe dar respostas para as malcriações.
Se ela não mudasse seu comportamento rápido, teria que enjaulá-la e cortar suas garras! Quase sorrindo a esse pensamento, ele disfarçou a graça com um gole de água, pois evitava vinho desde o tiro.
É claro que ela notou seu semblante menos carregado e isso lhe foi uma ofensa pessoal.
-Termine seu jantar – ele mandou, pois atualmente ela sentia muita fome. Era melhor comer agora, do que depois beliscar bolos e doces, como tinha se tornado seu hábito.
-Acha que manda em mim – ela deu de ombros, cruzando os braços em frente ao peito. – diga, terá coragem de me forçar na frente de seu sogro tão rico de posses?
Escorria veneno em seus lindos lábios e o desafio em seus olhos não o deixavam em paz.
Tinha o antídoto para esse mau humor, mas não podia fazer nada ali com outras pessoas presentes.
-Creio que ele não me culparia por lhe dar umas palmadas bem merecidas – revidou, rindo de sua expressão emburrada.
Com certeza, lidar com humor, desmerecendo suas agressões deixavam-na ainda mais furiosa.
-Me enganou, ultrajou já sendo casado! Faz-me viver em pecado, e tem coragem de rir de mim?
-Não é o que fazem os adultos? Riem das criancinhas birrentas? Pois crianças birrentas sempre são engraçadinhas – era uma provocação clara.
-Engraçadinha ou não, estarei livre de você quando Harry voltar e trouxer as provas de como me enganou. Então, poderei ter novamente minha liberdade!
Furiosa deixou a mesa, e eles ouviram a porta ser batida com toda a força. Gina suspirou, como se isso não fosse novidade, e Rony pousou a taça sobre a mesa, e sorriu para o sogro com humor, dizendo:
-Nos recolheremos mais cedo hoje. Ginevra cuide do nosso convidado, sim?
-Meu irmão, não posso fazer isso. – ela disse corando – Sou casada, não posso ficar sozinha com um homem na ausência de meu marido.
-Ah, os idealismos românticos – Edgar disse sorrindo e piscando para Gina – Está tarde para todos nós ficarmos de pé. Também me recolho. Espero que minha filha não lhe cause uma noite insone.
Rony apenas sorriu, pois ele esperava exatamente o contrário!
Hermione descontava sua raiva e frustração nas gavetas quando ele entrou no quarto. Bateu uma delas com tanta força, que Rony teve a impressão que ela pendeu um pouco torta. Não se admiraria se houvesse quebrado-a.
-Não se atreva a falar comigo. – ela avisou, entre dentes.
-Não vou falar com você – ele avisou, segurando-a.
Hermione tentou passar por sua sólida presença, querendo se trocar para dormir, mas ele não deixou. Segurou seu pulso.
-Não grite. Quer que seu pai ache que além de infantil é uma selvagem?
-Esse homem não é meu pai! – ela disse por lábios fortemente serrados.
-Sinto muito que isso faça com que o pai que sempre amou seja uma calhorda, mas o conde é seu pai. E está aqui, implorando uma migalha do seu amor. Eu já me conformei com seu gênio insuportável, mas ele não precisa ser hostilizado!
-É claro que não, ou perderá os benefícios de um sogro rico! – puxou o braço com força e ódio, mas ele não soltou. Ela quase gemeu de dor, porque estava machucando.
-Machuca não é? – ele apertou mais forte – Eu sei que machuca – não falava propriamente do aperto que a deixaria roxa – mas acredite, também dói quando pisa em quem a ama. – segurando seu outro pulso à fez andar para trás, em direção a cama – Vou acabar com essa sua raiva, essa sua fúria. E não ouse gritar!
-Não pode me obrigar! – ela esperneou quando eles caíram na cama, Rony sobre ela. – Será estupro, porque não quero!
-Então que seja! – ele disse no mesmo tom, beijando-a a força.
-Não – ela empurrou-o com todas as suas forças, mas ele não se moveu um milímetro sequer.
Os lábios masculinos eram de ferro sobre os seus, e não havia sedução, mas sim punição. Punição pelas palavras ásperas, pelas atitudes feias.
-Eu não quero! – ela esbravejou, tentando se soltar, mas ele a cobriu totalmente com o peso de seu corpo – é casado com outra! Me solta! Não!
-Sou casado com você – ele segurou seu rosto, para que não ficasse fugindo de seu beijo – Casado apenas com você.
Ela olhou seus olhos, e parou de lutar. Haviam lágrimas em seus olhos, e ela não queria chorar. Queria ser beijada, acariciada e abraçada. Deixar toda a tensão se esvair do corpo quando o prazer a deixasse totalmente suave e leve, como uma pluma ao vento. Precisava disso.
Precisava tanto disso...!
-Não posso te possuir ainda – ele disse em seu ouvido, enquanto lambia sua orelha e sugava o lóbulo sensível. Suas mãos apertavam seus seios, e ela fechou os olhos, curtindo as sensações mágicas – Está convalescendo ainda, e não posso te possuir completamente – ele não podia contar, mas fora recomendado por Aporah que não a penetrasse pelo próximo mês. Uma precaução para que não houvesse outra ameaça de perca. – mas posso te dar prazer. Te fazer voar Hermione. Voar em meus braços...
Seduzida, ainda tentou escapar virando o rosto, mas não adiantou, ele beijou sua bochecha, lambendo a pele macia com desejo.
Seguiu mordendo seu pescoço, e arrancando dela um gemido involuntário.
-Não precisa gritar quando quiser minha atenção. – ele falava bem baixinho em seu ouvido – estou sempre prestando atenção em você. Não posso tirar meus olhos de sobre seu corpo, seu rosto, seus gestos... É tudo sobre você e para você Hermione – ele afrouxou o vestido, mas não o tirou.
Observou como era sedutora uma mulher de seios nus, mas ainda usando seu vestido pudico e de moral indiscutível.
Os seios estavam saltados para fora do decote, que os empurravam bem para cima, os mamilos salientes, enrijecidos e pontiagudos, tão sedutores que Rony beijou sobre uma das pontas, e então sobre a outra, como uma reverência.
-Agora sei de onde vem sua pele tão sensual, e seu gênio tão forte. Tem sangue espanhol – ele galanteou – por isso é tão quente, tão sensual, tão fogosa... – sua grande mão deslizou entre os dois seios, apenas para cobrir um deles e apertar suavemente.
-Não sou sensual... - tentou desmentir.
-Sim, é.
-Não diga essas coisas... – tentou afastá-lo, apesar de estar completamente excitada.
-Digo por que é verdade. Tudo em que posso pensar é em abrir suas pernas e me afundar em seu corpo até ouvir seus gritos por mais e mais... – ele roçou o nariz em sua bochecha até ver um pequeno sorriso em seus lábios – É a primeira vez que sorrir nos últimos três dias.
-Não tenho tido motivos para sorrir – ela afastou os olhos.
-Se quiser me visto e pinto de palhaço, como fazia seu pai, só para vê-la sorrir – sugeriu, e ela riu mesmo sem querer.
-Sei que faria isso. Mas não creio que pudesse viver com essa imagem.
Ele também riu, pois era assim que a desejava, com os olhos brilhantes e um sorriso nos lábios.
-Diga que também me deseja Hermione.
-Não posso – seu sorriso morreu – é casado com outra!
-Deus! Já fui condenado mulher! De que adianta Harry buscar provas da minha inocência, se já fui condenado! – exasperado, moveu-se até estar completamente sobre o pequeno corpo. – Se fui condenado como um bandido, não pode me culpar por agir como um!
-Rony! Não se atreva! – ela brigou, mas no fundo de seus olhos havia consentimento. – Me violentou na noite em que me excedi no uísque e vai fazer isso novamente?
-Exatamente – ele respondeu, nem um pouco interessado em cair em seu joguinho de culpas.
-Eu vou gritar! Estou avisando vou gritar tão alto que todos os seus empregados vão saber que me obriga a... Hummmmmmm – foi calada por um beijo intenso.
Rony mergulhou a língua no fundo de sua boca, sorvendo toda a doçura que ela lhe negava.
Um beijo molhado, guloso e interminável.
Enquanto a beijava, empurrou as saias do vestido para cima, e puxou o calção íntimo para baixo. Ela se debateu para impedir, mesmo presa no beijo, e ele abandonou o tecido enroscado em suas canelas.
-Mulher irritante! - ele praguejou, cobrindo seus lábios com uma das mãos.
Hermione arregalou os olhos, torcendo o corpo para se soltar.
Era uma mulher pequena e aparentemente frágil, mas quando se dispunha a lutar, tinha a força e a bravura de um gigante. Chutando, quase o acertou entre as pernas, e se protegendo, Rony pressionou suas pernas entre as delas, imobilizando-as.
As mãos esmurravam suas costas e empurravam, mas ele não podia fazer nada. Não tinha tantas mãos quanto necessário para domar aquela gata selvagem!
Supondo que sairia daquela cama arranhado e mordido, deixou-a bater e aranhar o quanto quis.
A mão livre desceu para a pele rosada que estava a mostra, embalando seu sexo com a palma da mão, como num abraço. Sentiu todo o calor, toda a umidade, a maciez dos poucos pelos, a quentura inconfundível dessa junção.
Sentindo o toque, ela se aquietou como se estivesse recebendo a dose poderosa de um calmante. Provavelmente era isso que vinha precisando para se acalmar!
Sua rendição durou apenas até notar sua satisfação em domá-la, tão rápido e tão fácil! Enfurecida, mordeu os dedos que tampavam seus gritos, até que a dor o obrigasse a soltá-la.
-Sua...! – ele sacudia a mão ferida, vendo a marca de dentes. – Não vai fugir não! – gritou, segurando-a pela cintura quando Hermione tentou fugir.
Montando sobre ela, ficou de joelhos na cama, as pernas de cada lado de sua cintura. Olhando-a do alto de sua posição dominante, admirou os seios que arfavam e imploravam por beijos, tão excitados que deveria ser doloroso ter os bicos tão rijos, e admirou principalmente seu choque.
Naquela posição poderia espernear o quanto quisesse, não podia fazer nada!
Lembrando-se da primeira vez que esteve assim, na noite em que bebera os chás misteriosos e afrodisíacos de Juanita, ele abriu a calça e ela tentou fugir de todas as formas.
-Desse jeito vai se machucar! – ele avisou malicioso, libertando a ereção, que balançou muito próxima aos seios macios.
-Não vou colocar isso na minha boca! – disse com desprezo.
-Porque não? Sei que gosta de prová-lo.
-Ao inferno que gosto! Não faça isso! – ela gritou quando ele se inclinou mais a frente.
Rony riu quando viu a revolta passar e se tornar surpresa. Malicioso como era, esfregou o pênis em seus seios, alisando a pele com sua rigidez. Gemeu quando a glande teve contato com os mamilos endurecidos e forçou mais contato, apertando a cabeça do membro contra eles. Deliciado, encaixou-o entre os seios, e segurou-os para fazer uma gostosa cama para ele.
Embalado entre os seios, começou os movimentos de vai e vem, notando que as bochechas de Hermione esquentavam e coravam, enquanto ela assistia, com os quadris tentando se erguer como se quisesse alguma coisa.
Seus dedos apertavam a carne sensível dos peitos, enquanto sentia o prazer subjugar a consciência. Ela estava pressionada, e deveria ser desconfortável. Além disso, estava sobre sua barriga, e apesar de não deixar o peso sobre ela, tinha medo de feri-la. Aproveitou mais alguns minutos, achando que estava sendo egoísta, e soltou seus seios, notando como arfava de desejo.
Sem lhe dar tempo para pensar, dobrou sua perna para o lado, o máximo que podia com o empecilho da roupa em seus tornozelos, e aspirou seu cheiro de mulher antes de meter-lhe a língua entre as dobras molhadas.
Involuntariamente, ela dobrou as duas pernas para os lados, e abriu-as completamente para suas caricias, suas mãos agarradas aos cabelos ruivos, empurrando-o para lá com ousadia.
Aquela língua maravilhosa trabalhava para enlouquecê-la, lambendo rápido e voraz sobre seus lábios úmidos, sobre seu clitóris enrijecido, sobre os pelos claros e curtos. Lambidas em suas virilhas, na união das coxas com a vagina.
Ele sugou sobre a pele de uma pinta marrom que tinha bem ali, naquela dobra íntima e ela gemeu, fechando os olhos e caindo o corpo para trás, sobre o colchão.
Sugando, Rony fez muitos carinhos com os dedos, achando que morreria de prazer junto com ela, tendo seu membro em uma das mãos. Em algum momento, o prazer mudou e ele sentiu um pouco de dor. Ficar curvado ainda lhe causava dor, e Hermione notou a mudança, empurrando-o.
Desesperado achando que ela pararia, tentou impedi-la, mas Hermione se ajoelhou e empurrou-o na posição em que estivera anteriormente, deitada no colchão. Sem dizer nada, abriu sua camisa, deixando-a aberta, mas aproveitando toda aquela pele desnuda.
Suas mãos pequenas correram sobre os músculos dos peitos, os dedos arreliando os mamilos masculinos, tão menores e rijos que os femininos. Rony grunhiu quando aquelas mãos desceram pelo umbigo, sobre a ferida, numa caricia terna.
Seria uma carícia de amor, se ela não estivesse beijando seu pescoço e descendo uma das mãos para o botão de sua calça. Livrando-o da calça e da cueca, tirou o excesso de tecido por suas pernas, e voltou a se aconchegar, sem dizer nada, cobrindo sua boca com a sua.
Um beijo longo, tendo os cabelos compridos sobre ele, como uma adorável cortina.
-Não posso te penetrar – ele relembrou, quando ela tirou o calção totalmente e montou em sua cintura – Hermione, é melhor não... – sua força de vontade se esvaiu diante daquela mulher que montava em seu corpo.
Usando o vestido, ela tinha os seios sacudindo muito perto de sua boca, mas fugiu quando tentou abocanhá-los. Sentando-se reta, a saia ampla do vestido cobrindo-os, sentou-se onde queria.
-Apenas um pouco - ela disse baixinho, os olhos nublados pelo desejo – Só um pouco, e a gente para...
Um pedido desses não poderia negar. Roçou sua parte íntima tão molhada sobre a cabeça ereta de seu membro, e começou a descer bem de leve.
Quando estava entrando pela metade, ele segurou seus quadris, parando-a.
-Hermione, não podemos fazer isso – ele lembrou num resquício de bom senso.
-Oh, só um pouquinho... - ela pediu novamente, indo e vindo, no pouco que ele deixava entrar.
Não era a satisfação completa de ser preenchida por aquele membro divino, mas para quem não tinha nada, era um começo.
Sendo firmemente impedida de descer mais, Hermione ergueu o vestido apressada, olhando para baixo. Rony achou lindo vê-la arfante, corada, os cabelos caindo pelos ombros, e em volta dela, enquanto erguia a saia até a altura da barriga, olhando para a junção de ambos.
Havia um palmo dele para fora, que não permitia entrar, mas Hermione estava bem felizinha com os dois palmos que tinha! Fechando os olhos, ele achou que morreria.
Ela o ordenhava, com apertos enlouquecedores, e precisou de toda sua força para não mergulhar mais.
-Mais rápido! Mais rápido!... – ela pediu, sem tirar os olhos de sua fenda, engolindo-o gulosamente – Oh, mais rápido... Rony, mais rápido...
Maldoso, Rony desceu uma das mãos, contornando seu quadril, e tocou diretamente sobre seu clitóris, escondido entre suas dobras. Ela gritou um som que mais lembrava um miado, acelerando os movimentos do quadril, enquanto aquela onda crescia em seu ventre.
Tê-lo pela metade, fazia sua mente trabalhar e lembrar-se de todas as vezes que estivera atolado até o fundo. Os movimentos circulares sobre seu nervo a deixara muda de repente, os lábios a procura de ar, fechando fortemente os olhos, enquanto pulava sobre ele. Eram empurrões curtos, desconexos, nada apropriados para uma mulher que quisesse agradar seu marido.
Era algo só para ela. Usufruía dele, sem se importar com seu prazer.
Tão forte, tão intenso, sua mente e seu corpo trabalhavam para fazê-la gozar.
-Ah... Ah... Ah... Ah... Ah... – seus movimentos ganharam força, mas ele agüentou, pressionando o clitóris num pequeno apertão.
Hermione sentiu as coxas retesarem, o ventre repuxar e a vagina trincar em volta de seu pênis. Estava completamente tensa quando aquela sensação queimou de sua feminilidade para o resto do corpo.
Então, tudo relaxou e ela moveu-se para frente e para trás, ficando com ele dentro de si. Movimentos languidos e preguiçosos, dobrando o corpo para beijar sobre o coração de Ron, havia mirado sua boca, mas não chegou até ela.
Por alguns segundos foi suficiente. Rony acariciava seus cabelos, seu pescoço, seus ombros, os seios pesavam sobre seu peito, e esse carinho lhe deixava aquecida. Mole e sonolenta.
Suspirando, se afastou sentando.
-Hermione... – ele estava preparado para tentar alcançá-la se fosse fugir.
-Quer fazer... O que fez antes? – ela perguntou olhando para sua ereção não satisfeita. Sua mão delicada passou sobre o colo, deixando claro a que se referia.
-Quero - admitiu, apreciando uma oferta de paz.
-Mande-o embora então – era uma deslavada chantagem.
-Não posso Hermione, dessa vez eu não posso. Esqueça o dinheiro, esqueça a posição social. Se eu faltar, ele poderá ampará-la até que eu possa... Voltar.
Hermione olhou para seus olhos a procura de mentira. Um pouco desconcertada, mas nem tanto quanto gostaria ao não encontrar indícios de falsidade, suspirou ruidosamente.
-Nunca diga que sou uma mulher má – seus ares de dama indo à forca o fizeram sorrir, quando ela se estendeu sobre a cama, esperando por ele.
Rony se posicionou, tomando cuidado para não pressioná-la com seu peso e posicionou-se novamente entre seus seios.
-Isso é tão bom... Tão macio... Tão delicada é a sua pele.
Hermione apenas assistiu sua entrega, sempre esperando. Ao contrário da última vez em que o sugara que estava com enjôos e má vontade, dessa vez, sua boca salivava para provar seu gosto e engolir tudo. Esperou que ele gozasse, e o pênis estivesse prestes a esguichar para apanhá-lo com sua boca e sugar com força, tomando tudo.
Surpreso ele teria caído de sobre ela, se não se apoiasse com ambas as mãos no colchão, uma de cada lado de sua linda cabeça castanha.
Ela chupou e engoliu tudo, limpando-o e deixando-o vazio.
-Oh Deus, você é deliciosa – ele choramingou de prazer quando se afastou. – Quer mais? – perguntou levando os dedos entre suas pernas, mas ela negou com a cabeça.
-Estou cansada... – disse deitada ao seu lado.
Estavam agora, lado a lado, se olhando. Ela vestia o vestido que estava pelos ombros, mostrando quase até o umbigo, e era provável que não houvesse sobrevivido nenhum botão para contar a historia. As pernas estavam nuas, pois o vestido estava sungado até as suas coxas. Rony usava apenas a camisa aberta, mas nenhum deles se importou com roupas confortáveis.
-Precisa deixar de se incomodar com um passado que não pode mudar – disse gentil – O que passou não volta. Aceite a realidade.
-E se ele... For igual ao homem que acreditei ser meu pai? E se for tudo mentira e entusiasmo? – frágil, deixou que a visse insegura.
-Ao menos assim saberá que deu tudo de si.
-É o que faz? Dar tudo de si para as pessoas? – perguntou se aproximando, e Rony a envolveu num abraço, ambos de lado. Ele apoiou o queixo no topo de sua cabeça pensativo.
-É o que tento fazer... Mas às vezes é difícil, posso sair arranhado...
Hermione olhou para seu antebraço arranhado por ela, e pela mão que ele mostrava com sua mordida e sorriu.
-Durma Hermione. Amanha é outro dia. – notando que fechava os olhos, beijou-a muito suave – outro dia e outra oportunidade de fazer tudo diferente.
Ainda com o som de suas palavras em seus ouvidos, ela adormeceu.
Autora: ontem não postei, porque estava louca de enxaqueca. As vezes eu tenho isso. minha amada beta mandou o cap mas eu nem vi porque estava deitada num quarto escuro, lamentando o dia em que nasci....hehe...hoje, acordei tarde por causa do remédio que tomei, e já fui logo vendo se tinha cap para postar.
Espero que tenham gostado da NC. Tem mais uma daqui a pouco, e outra mais a frente...heheh....
Beijos