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Fic: Phantom - Requiem for the Phantom - Mais um cap novo on!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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A noite ia alta quando Scarlet saiu para os jardins de Hogwart’s. Era uns dos benefícios de ser completamente ignorada por todos da escola. Costumava a chamar a si mesma de Phantom - mais tarde muitos a conheceriam por esse nome – já que agia como um dos fantasmas de Hogwart’s. Só não atravessava paredes, mas em compensação tinha a habilidade de passar despercebida por qualquer pessoa. Ninguém nunca a notara realmente, pouco importava se ia as aulas ou não, pouco importava se decidisse sair para fora dos muros da escola, ninguém sentiria a sua falta. Era o tipo de garota que podia ser chamada de anti-social ou suicídio-social para quem ousasse se aproximar. Resumindo, era uma solitária e o fato de ser uma sonserina extremamente rica não ajudava muito.



Era outubro e o outono já havia levado as folhas das arvores de Hogwart’s. O frio era tão intenso que Scarlet estava usando duas mudas de roupa por baixo do sobre-tudo negro. O cachecol verde e prata, cores de sua casa, davam contraste aos cabelos negros que caiam alinhados até a cintura. Seus olhos azuis observavam a escuridão daquela noite com notável curiosidade. Não sabia o porque mais sentia algo estranho o suficiente para tira-la de sua cama numa noite fria como aquela. Nem os seus pesadelos lhe causavam aquela sensação. Tinha urgência em estar fora do castelo, como se sua vida dependesse disso. Sem prestar muita a atenção para onde ia, deixou-se apenas se levar pelo aquele sentimento. Quando se deu por si estava de frente ao Lago Negro, que a essa época do ano estava completamente congelado. A luz fraca da lua crescente era refletida no centro do lago, dando um toque místico ao lugar. Scarlet respirou fundo, sentindo os vários aromas da noite, enquanto cerrava seus olhos. Quantas vezes não passara a tarde encostada numa arvore fazendo seus deveres durante o quinto ano. Agora estava no sexto e ao invés de se preocupar com os deveres a moça tinha de se preocupar com a guerra que acontecia fora dos muros da escola. Não estava do lado dos moçinhos, pensou com um sorriso de canto, sarcástico. Inconscientemente levou a mão esquerda até o local aonde a Marca Negra estava tatuada em seu braço e logo em seguida desceu até a altura do pulso, aonde mesmo por cima da roupa podia sentir o contraste das ataduras em seu pulso. Sentiu sua vergonha. Enquanto mordia o lábio inferior tentando conter aquele sentimento algo quente pingou em sua testa. A moça levou a mão até o local aonde havia sentindo o pingo e passou os dedos por cima, levando logo em seguida até a altura dos olhos. Claramente era sangue. O liquido escalarte brilhava na ponta de seus dedos.



Num movimento rápido a moça sacou sua varinha e girou sobre os calcanhares, enquanto se abaixava. Viu um ponto translucido cruzar o céu em direção a torre de astronomia. Tinha passado bem acima de sua cabeça sem nem sequer ter chamado a sua atenção, se a gota de sangue não tivesse caído em sua testa, ele seria imperceptível. Scarlet não pensou duas vezes e começou a correr em direção ao castelo. A cada lance de escada a moça ficava ainda mais apreensiva, pelo o que sabia nenhum dos companheiros –se é que podia se chamar assim – estavam em alguma missão, ou seja, só podia ser o lado inimigo, e se estava ferido, essa era a hora de eliminá-lo. Quando chegou ao sétimo andar a moça atrasou seus passos e tratou de andar o mais furtiva possível. Sabia que na Grifinória vários alunos estavam engajados naquela guerra, e com toda a certeza desconfiaria de uma sonserina andando pelo andar a essa hora da noite.  Com passos silenciosos e se ocultando em meio as sombras – sua maior habilidade – a moça atravessou o andar inteiro e chegou ao lance de escada que dava acesso a torre. Era uma escadaria circular, o que limitava em muito a sua visualização. As tochas nas paredes estavam acessas e lançavam por toda a escadaria a sua luz bruxelante. Scarlet fez um floreio rápido com a varinha e num instante todas as tochas se apagaram, mergulhando assim a escadaria na total escuridão, bem vinda é claro para Scarlet, que no momento seguinte subiu os degraus de forma rápida e furtiva. Quando chegou ao final da escadaria encostou-se à lateral da porta que dava acesso ao observatório. Respirou fundo e segurou a respiração em seguida. Tinha de ser precisa e fatal. Sabia que o seu possível alvo estava no observatório já que podia ouvir leves gemidos. Estava ferido. Era essa a chance de eliminá-lo. 



Virou-se num movimento rápido e preciso, já fazendo mira com a varinha. Mas estacou ao ver a cena que passava diante de seus olhos. Escorado ao parapeito do observatório estava ninguém menos e ninguém mais que Harry Potter. O moreno estava agarrado a sua Firebolt como se sua vida dependesse disso. Na altura do peito Scarlet pode ver um extenso corte da onde o sangue se esvaia lentamente, manchando suas vestes negras com aquele liquido brilhante e vivo. O chão ao seu lado estava completamente tomado por aquele vermelho intenso que refletia nas irís azuis de Scarlet. O moreno respirava com dificuldade e seus olhos estavam cerrados, o sofrimento estava estampado em sua face e a cada vez que seu peito subia, conforme a respiração, um gemido rouco e doloroso escapava de seus lábios já secos e sem cor. Naquele instante nem Scarlet e nem ninguém seria capaz de prever que aquele jovem de dezessete anos se tornaria uns dos bruxos mais poderosos de todo o Reino Unido.



Scarlet adiantou-se dois passos na direção do moreno. A varinha erguida e mirada diretamente para o coração do bruxo. Sabia que estava diante do menino-que-sobreviveu, todos os comensais-da-morte dariam um braço para estarem eu seu lugar. Todos queriam entregar a cabeça de Harry Potter numa bandeja de prata para o Lord das Trevas, e por ironia do destino a oportunidade veio a quem não queria gloria, nem o reconhecimento do Lord Negro, a oportunidade veio para quem não passava de um fantasma. Scarlet adiantou-se mais um passo, procurou com o olhar já treinado a varinha do moreno e a viu caída a alguns centímetros de sua mão esquerda. Só então a moça viu que a mão do moreno também estava empapada de sangue, e num olhar mais atento percebeu que o sangue vertia por baixo de suas vestes, provavelmente outro ferimento na altura do ombro. - Accio varinha! – sussurrou e no instante seguinte a varinha do moreno estava em sua mão. Contemplou por um instante, era magnífica, aproximadamente vinte e oito centímetros, negra e maleável. Scarlet como a maioria dos bruxos conhecia a história daquela varinha, a irmã gêmea da varinha de Voldemort, uma varinha que apenas um bruxo excelente poderia empunhar. Olhou com pesar para o moreno. Pela gravidade de seus ferimentos ele teria uma morte lenta e dolorosa. Decidiu acabar com aquilo de uma vez por todas, iria dar cabo de seu sofrimento. Deu mais dois passos na direção do rapaz. Tomou cuidado para que suas botas não profanassem o sangue que estava ao redor do rapaz, não poderia deixar que fosse descoberta por conta de um descuido, por conta de um rastro. Apontou a própria varinha do rapaz para ele. Tinha de ocultar completamente qualquer prova, sabia que depois que o corpo do moreno fosse encontrado os aurores fariam uma revista na varinha de todos os estudantes para terem certeza. Não podia ser delatada por causa de um descuido. Respirou fundo e cerrou os olhos por um momento, enquanto memorizava a maldição da morte. Quando abriu os olhos novamente perdeu o fôlego. O rapaz a encarava. Seus olhos estavam vidrados nos seus. Aqueles olhos verdes e intimidadores. Scarlet hesitou por um segundo. Nunca antes alguém havia a olhado nos olhos como ele fazia agora. A moça se sentiu nua na frente daquele olhar. Olhou para a varinha que empunhava e depois para a quantidade de sangue no chão, sabia que ele morreria dali a alguns minutos, a palidez já era mórbida no rosto do moreno. Seus cabelos caiam sobre a testa molhada de suor, dando ainda mais destaque ao seu sofrimento. Quando Scarlet olhou novamente em seus olhos que ela ouviu as palavras que mudariam sua vida para sempre.


 


- M-Me mate... por favor... – a voz saiu em praticamente um sopro.


 


Scarlet arregalou os olhos. O menino-que-sobreviveu, pedindo a uma desconhecida que o matasse. Aquilo não era nem de longe o que Scarlet esperava. Queria que ele a chingasse, que a menosprezasse como todos os outros, não que fizesse um pedido daquele. O ódio brotou na mente da garota. Scarlet estreitou os olhos como um felino prestes a desferir um golpe fatal. Quando iria bradar maldição da morte novamente ouviu o moreno dizer sussurrante – P-Por favor... – aquilo fez com que Scarlet parasse. Ele não estava desistindo, ele simplesmente não agüentava mais. Naquele instante a moça fez o que até os deuses achavam impossível. Ela guardou rapidamente as varinhas em seu sobre-tudo e correu na direção do moreno se ajoelhando de frente a ele. – Droga! Eu vou me arrepender disto – falava com ele enquanto afastava o sobre-tudo do moreno. O olhar de Harry estava opaco, como se nem ao menos a estivesse enxergando ali. – Vamos lá, agüentou até agora, agüente mais um pouco grifinório, você prec... – calou-se assim que rasgou a blusa do moreno. Ele tinha praticamente um buraco na altura do peito, por algum milagre o coração não fora atingido, constatou Scarlet enquanto analisava a ferida. Scarlet em seguida afastou ainda mais a camisa e viu que no ombro do moreno existia um corte que ia do ombro até a metade do ante-braço do rapaz. Ele com certeza estava vivo por algum milagre, ou por conta de muita força de vontade, Scarlet achava as duas idéias absurdas no final de tudo. – Isso vai doer... – e em seguida a moça murmurou – Necromancer Reparo - enquanto apontava sua varinha na direção do peito do rapaz. Scarlet previu o grito do moreno e então calou sua boca com a mão esquerda antes que chamasse a atenção de alguém. A moça assistiu ao moreno envergar o corpo na direção da varinha da onde lentamente saia um jorro negro mais parecido com linhas, que aos poucos ia “costurando” o ferimento em seu peito e depois em seu braço. Antes que as linhas fechassem o ferimento do peito o moreno desfaleceu nos braços de Scarlet. Só restou o silencio como testemunha daquele momento.



Scarlet mantinha-se firme enquanto realizava o feitiço, sabia que era um processo lento e doloroso, normalmente ela não utilizaria deste feitiço já que manipular necromancia em seres humanos vivos era um procedimento arriscado e ousado. Sabia que não ficaria um trabalho perfeito e com toda a certeza renderia ao rapaz duas belas cicatrizes. Mas era a única opção dele, senão a hemorragia iria matá-lo. Passado uma hora o procedimento estava concluído. As linhas fecharam completamente os ferimentos e logo em seguida desapareceram, deixando apenas duas grandes cicatrizes, uma na altura do peito e outra no ombro e ante-braço. Scarlet contemplou por um momento o corpo do moreno. As cicatrizes estavam lá e marcavam um contraste com a pele clara do moreno, o corpo magro porem definido agora lentamente começava a adquirir uma certa cor, mas então outra coisa chamou a atenção de Scarlet, o frio estava mais intenso do que antes e ali no observatório o vento frio era quase cortante. A moça ponderou por um instante, recolocar as roupas do moreno estava fora de cogitação, já que as mesmas estavam encharcadas de sangue. Pensou em mover o moreno, mas já não lhe restavam energias físicas e muito menos mágicas para tirá-lo dali. Se odiando por estar fazendo aquilo a moça afastou um pouco o rapaz do parapeito e sentou-se atrás dele, recostando-o em seguida em seu próprio corpo e em seguida o abraçando. Ficou assim uns dois minutos, mas percebeu que não estava surgindo muito efeito, existia muito pano entre os dois corpos, o que acabava por impedir que o calor do corpo da moça passasse para Harry. Vendo isso Scarlet fez o improvável. Afastou novamente o moreno e tirou os braços das mangas do sobre-tudo, em seguida a jovem tirou as duas camisas que cobriam seu corpo, ficando assim só de soutien, em seguida a moça usou as suas roupas para cobrir o dorso do rapaz. Ambos estremeceram ao contato da pele, até então desconhecido. Após se acostumar com a frieza da pele do moreno, Scarlet cobriu a ambos com seu sobre-tudo, abraçando-o e desta vez sentindo que a respiração do rapaz começava a ficar mais regulada. Scarlet nunca saberia, mas naquele momento, Harry sorria de forma singela, sentindo-se pela primeira vez na vida, realmente acolhido e protegido.



Scarlet olhou para a vassoura que o moreno até alguns instantes atrás agarrava firmemente. Ela estava com algumas marcas e arranhões pela extensão, além de sua cauda estar quase que completamente queimada. A moça observou com certa letargia as iniciais gravadas na ponta da vassoura. H.P. Nunca antes chegou a imaginar algo como oque estava acontecendo nesse momento. Estava seminua, aquecendo o inimigo com o calor do próprio corpo e ainda por cima rezando internamente para que aquele rapaz escapasse com vida. Enquanto pensava nisso a moça olhou para as ataduras em seu pulso – Não existe gloria na morte Potter... – sussurrou enquanto fitava a lua acima de suas cabeças, imaginando naquele momento como seria os dias que viriam a seguir.

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