"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma." - Lavoisier.
Passos rápidos ecoavam pelos corredores do Ministério da Magia. Ele já se sentia muito desconfortável com isso. Não pelo fato de que Sirius tinha acabado de atravessar o véu e sua vida estava, literalmente, por um fio. Mas nunca pensou que teria de ver esse tipo de magia novamente. Na verdade, nunca pensou que teria de pedir ajuda de alguém para isso. Mas não podia esquecer que fora idéia de Dumbledore. Até o momento, ele pensava que os Necromantes estavam extintos. Aparentemente, não. E ele não sabia se isso era um motivo para comemorar.
Por mais que não estivesse sozinho, ele se sentia só. Havia duas pessoas o seguindo. Não abriram a boca para falar algo desde que saíram de casa. No momento, não dava para distingui-los. Ambos usavam mantos longos de veludo preto com o capuz cobrindo a cabeça. A luz do local influenciava para a pouca visão dos rostos dos dois. Por um momento, Remus pensou que lembravam Comensais da Morte e isso não era algo bom, já que acabara de lutar com alguns deles no Ministério. Achou-se sortudo por ser um dos únicos a sair sem um arranhão, junto com Dumbledore.
- Falta muito? – Uma voz fria e seca cortou o silêncio. Era o mais baixo dos dois, ou melhor, a mais baixa, pois a voz era de mulher.
- Não... Não falta mui-
- Shhh. – O outro disse. – Tem alguém aqui. – Murmurou.
- Devem ser os aurores. – Remus sussurrou.
- Não. O fluxo de magia é diferente. – O mesmo afastou um pouco o manto para pegar algo. Lupin pôde ver um pouco sua roupa e o objeto que ele estava pegando. Pensou que fosse uma varinha. Era uma espada pendurada em sua cintura. Uma espada medieval com a bainha preta e os detalhes em prata.
- Agora... Isso é realmente diferente. – Apontou a varinha na direção dos passos.
- Já mandei ficar em silêncio. – O homem estava em posição de ataque. Em poucos segundos, eles vêem um homem loiro se aproximando. Estava ensangüentado e mancava. Parou quando viu os três e apontou a varinha.
- Gibbon. – Remus murmurou. Até aquele momento, pensou que os Comensais já haviam evacuado o local antes dos aurores chegarem. O estado em que Gibbon aparentava no momento mostrava que ele não tinha mais energias o suficiente para concentrar-se e lançar uma maldição imperdoável. Estava um pouco aliviado quanto a isso. – Como os aurores não o prenderam?
- Não interessa. Saiam da minha frente! – Disse com dificuldade. – Se não quiserem morrer.
A mulher soltou um risinho.
- No estado em que o senhor apresenta? Não me faça rir. – Deu um passo para trás. – Edward, já sabe o que fazer, não?
- EXPELLIARMUS! – Um jato de luz vermelha saiu da varinha de Gibbon. Porém, Edward rebateu o feitiço com um corte de espada no ar, fazendo com que o feitiço batesse em Gibbon e ele voasse até a parede, nocauteando-o. Remus estava atônito com a cena que acabara de acontecer. Olhou para Edward que agora guardava a espada em sua bainha. Penteou o cabelo para trás para retirar as franjas de seus olhos, fazendo com que o capuz caísse, mostrando seu cabelo castanho claro e seus grandes olhos azuis acinzentados.
- Poderia ser mais divertido. – Disse coçando a barba. Tinha a aparência jovem. Não passava dos 30 anos. - Feche a boca, homem. Nunca viu magia com espadas? – Edward disse com um sorriso sarcástico. Estalou os dedos fazendo com que Remus “acordasse”.
- Eerm... Eu já li sobre isso. É muito raro encontrar pessoas que não utilizam varinhas para os feitiços. Mas é a primeira vez que presencio algo do gênero. Mas agora temos outras coisas para pensar. – Deu de ombros. – Vamos levá-lo aos aurores.
- Não. Vamos levá-lo conosco. – A mulher disse.
- Por quê?
- Sacrifícios são necessários. – Edward pegou o homem e carregou-o em seu ombro. – Vamos, não temos muito tempo. – Saiu andando junto com a mulher.
- Como assim, “sacrifícios são necessários”? Vocês não estão pensando em –
- Matá-lo? Óbvio. Vocês não queriam que trouxssemos seu amigo de volta?
- Eu sei um pouco de Necromancia, e, pelo o que eu saiba, não há necessidade de um sacrifício.
Os dois riram e viraram para olhá-lo.
- Alguém que está do lado de Dumbledore não deveria mexer com isso. A não ser que se interesse pelas Artes das Trevas. – A mulher disse secamente. – Você sabe... 95% dos Necromantes são maus. Os outros 5% são neutros. Sabe, Necromancia em si não é uma Arte das Trevas, mas a grande maioria usa pra isso. Não entendo o motivo do Ministério não ter proibido isso ainda.
- Talvez porque eles pensem que estamos extintos?
- É... Isso explica muita coisa.
- Fui professor de Defesa Contra Artes das Trevas em Hogwarts há dois anos. Eu decidi estudar um pouco antes de dar aula, mas não houve necessidade disso. Afinal, Necromancia é uma magia extinta, não? – Lupin se mostrava sério. – Mas conhecimento é sempre bem vindo. - Não estava gostando disso. Estava mais desconfortável que antes. Apertou a varinha em sua mão, caso achasse necessário atacá-los. Sabia que teria dificuldade com isso, talvez teria de não usar a varinha para usar feitiços mais poderosos contra eles. Mas eram dois contra um e, no mínimo, no mesmo nível de experiência que ele.
- Você não pensa em nos atacar, não é? – Edward fez um movimento com a cabeça, mostrando que havia percebido a varinha tensa em sua mão. – Devo dizer que não é uma boa idéia. – Olhou para os olhos dele.
“Legilimência?”, pensou.
- Legilimência? Não. Tirando o fato que agora estou lendo sua mente. – Abriu um sorriso sarcástico. – Legilimência não é nosso forte, apesar de eu ter usado e você ter bloqueado sua mente após isso. Em minha opinião, é mais fácil ler suas expressões corporais do que ficar treinando para fazer um feitiço desses. Não é 100% de acerto, mas dá para se divertir bastante com isso. – Ficou de costas para ele. – Vai mostrar o caminho para nós ou irá deixar seu amigo morrer literalmente?
- Além do mais, as pessoas não podem obter nada sem dar algo em troca. Não pode conseguir uma coisa sem dar outra de igual valor. Como esperaria que conseguíssemos “dar a vida” de volta ao seu amigo? E, você como ex-professor de Defesa Contra as Artes das Trevas de Hogwarts, deveria saber que esse é o principio da Alquimia. E a Alquimia é de grande importância para a Necromancia.
O ex-professor não disse nada. Ficou em silêncio por alguns segundos, suspirou e saiu correndo em direção ao local, mostrando o caminho.
--
- Harry... Remus foi chamar ajuda para trazer Sirius de volta. Não se preocupe. – Rony disse sentando ao lado do amigo, que estava sentado em frente ao corpo de um homem de cabelo preto e longo e segurava sua mão.
- Ele está gelado. Ele... Ele vai morrer. – Harry não conseguia distinguir o que estava sentindo agora. Não sabia se ria ou se chorava. Não sabia se Sirius estava realmente morto. Não sabia se era pra ter esperanças em vê-lo acordado de novo.
- Ele não vai morrer, Harry. – Uma garota atrás deles tentou consolar o Harry.
- E você deveria ficar feliz de que agora o mundo bruxo vai saber que Você-Sabe-Quem está mesmo de volta e- Ai! O que foi?! Por que me bateu, Hermione?!
- Deixa de falar besteira, Rony!
- Mas é a verdade!
Harry sorriu. Eram os únicos que conseguiam o fazê-lo rir em uma situação como essa.
- Professor Dumbledore! – Lupin abriu a porta em um impulso. – Professor Dumbeldore! Aqui estão os dois Necromantes que o senhor me mandou buscar. – Disse ofegante. Os dois vieram atrás dele. Edward deixou o corpo de Gibbon no chão.
- Necromantes? Professor Dumbledore, Necromancia não é um tabu? – Hermione perguntou ao diretor que estava sentado em uma cadeira conjurada por ele mesmo há algumas horas. – E não está extinta, por acaso?
- Sim, Necromancia está extinta e é bom que todos continuem pensando assim. Ou a gente vai atrás de uma certa garota para tirar satisfações. – Disse se aproximando dela. – Quer saber mesmo a verdade? – Disse baixo. - Tirando nós dois, a minha família é a única que pratica Necromancia na Inglaterra. Existem outras famílias espalhadas pelo Reino Unido, mas duvido que vá encontrar alguma facilmente. Antigamente, 95% dos Necromantes usavam para as Trevas. Fique feliz por eles não existirem mais.
Ficaram em silêncio ao ouvir isso.
- E... Vocês são maus?
- Somos neutros. Para nós, não existe o bem ou o mau. Tudo depende do ponto de vista. Por exemplo, você pode achar horrível ter um bichinho de estimação zumbi. A gente acha divertido. – Edward abriu um sorriso. – Não concorda, Julie?
- Comentário desnecessário, Edward. – A mulher sussurrou para ele ao esbarrar a caminho do diretor. – Professor Dumbledore. – Retirou a capa e fez uma reverência. Edward fez a mesma coisa.
- Prazer em vê-la novamente, senhorita Lockwood.
- Senhora Bright. – Edward interrompeu. – Nós nos casamos depois que nos formamos em Hogwarts. Cerimônia pequena.
- Mas isso é boa notícia! Preciso dar um presente a vocês!
- Desculpe-me interrompê-lo, professor Dumbledore. – Remus disse sem graça. – Mas precisamos tratar de uns assuntos antes. – Apontando pro corpo no chão.
- Oh! Verdade! Desculpe-me, me empolguei com a novidade! – O diretor sorriu e virou-se para o casal. – Sei que vocês têm grandes habilidades. – Falou sério. – E eu já não sou mais jovem o suficiente para lidar com tanto poder assim. Posso controlá-lo até certo ponto, mas meu corpo não agüentará. – Andou até o corpo de Sirius. – Presumo que Remus tenha dito o que aconteceu. Estávamos lutando contra os Comensais da Morte.
- Você-Sabe-Quem voltou então? – Os dois pareciam preocupados.
- Sim. E eu sei o que estão pensando. Logo ele irá atrás de vocês.
- Eh... Isso soa ruim. – Julie abriu um sorriso irônico. – As coisas começam a ficar interessantes. Mas conversaremos sobre isso mais tarde. Eu sinto que a ligação entre a alma e o corpo desse homem – aproximou-se do corpo de Sirius – está ficando cada vez mais fraca. Professor, seria bom que eles não assistissem. – Disse se referindo ao trio.
- Qual é o problema de assistirmos?! – Rony retrucou mal humorado. – Não somos mais crianças!
- Vocês apenas vão perceber que a vida... Não é nem um pouquinho justa. – Respondeu com um sorriso divertido. – Não vejo nenhum problema em ficarem. Mas as conseqüências de presenciar tal ato serão de vocês, e não nossa.
- Seria melhor que vocês se retirassem. – Remus se intrometeu na conversa. – Vão por mim, vocês não vão querer assistir isso.
- Pelos menos vão entender o porque da Necromancia estar extinta.
- Professor Dumbledore!
- Conhecimento é sempre bem vindo, meu caro Remus. – Olhou para os garotos por um momento. – Mas são jovens demais pra presenciar certas cosias. Saiam da sala, por favor.
Harry abriu a boca para retrucar, mas Hermione acabou puxando-o. O trio retirou-se da sala, sobrando apenas Julie, Edward, Remus, Dumbledore e o corpo morto de Sirius. Os professores ficaram em silêncio enquanto Julie e Edward desenhavam dois círculos de transmutação no chão. Colocaram o corpo de Sirius em um e o de Gibbon no outro.
- É bom que eu tenha uma recompensa pela quantidade de energia que irei gastar, diretor. – Julie disse ironicamente. – Afinal, onde está o mestre de poções?
- Está em Hogwarts resolvendo uns assuntos para mim. – Respondeu sorrindo.
- Hum... – Fechou os olhos. – Focus! – Seu corpo emitia uma luz violeta. Abriu os olhos mostrando que também estavam violetas.
- O que ela está fazendo, professor? – Remus perguntou baixo ao diretor.
- Verificando como está alma de Sirius. Digamos que está aumentando o seu sexto sentido. Necromantes não podem ver as almas que estão em nossa volta normalmente, por isso são treinados para isso. Assim, poderão explicar a situação para os espíritos.
- Hum... – Voltou a observar a garota. Edward estava em pé ao lado dela fazendo a mesma coisa.
- Então você é o famoso foragido Sirius Black? – Edward perguntou olhando a pessoa brilhante sentada ao lado do corpo. Uma linha brilhante ligava o seu tornozelo ao tornozelo do corpo.
- Sim. – O homem de cabelo longo preto respondeu. – E vocês?
- Iremos trazer você de volta. Mas precisamos saber se você quer isso.
- Isso envolve matar aquele homem? – Disse se referindo ao corpo de Gibbon.
- Sim. – Respondeu na maior naturalidade.
- Ótimo. – Disse sorrindo. O casal se entre olhou.
- Como assim “ótimo”? – Edward perguntou espantado. – Não é normal um ser humano dizer isso.
- Você não teve as pessoas que você ama assassinadas por idiotas como ele! É claro que eu não me importo se tiverem de sacrificá-lo para eu poder voltar e defender o meu afilhado! – Disse zangado. – Além do mais, eu quero vingança.
- Nossa... Quanto ódio no seu coraçãozinho...
- Pára de brincar com coisas sérias, imbecil! – Sirius tentou dar um soco nele, mas sua mão atravessou a cabeça. – Eu sinto que daqui a pouco a minha ligação com o meu corpo vai acabar e isso não é um bom sinal!
- Você realmente é um cara estressado.
- Você também ficaria estressado se estivesse quase morto!
- Sirius! Cala a boca! – Remus gritou zangado. Apesar de Remus não poder ver a alma de Sirius, ele sabia que Sirius estava discutindo com Edward. Ainda mais porque Edward parecia um louco discutindo sozinho.
- Não se intrometa, Remus! – Vociferou de volta.
- Você sabe que ele não pode te ouvir, né? E nem te ver... – Edward segurou o riso.
- Droga... – Disse bufando.
- Vocês dois vão parar de discutir ou o que? – Julie disse sentada no chão, olhando para as unhas de sua mão. – Sabe, eu poderia estar fazendo coisas mais importantes além de ver dois estrupícios discutindo.
- Táááá... Vamos logo com isso. – Sirius sentou-se ao lado de seu corpo. – O que eu devo fazer?
- Ficar quieto seria um bom começo. – Julie se levantou. – Bom, você já está sentado ao lado do seu corpo. Isso é bom. – Caminhou até o corpo de Sirius ficando ao lado do circulo de transmutação. Edward fez o mesmo, mas próximo ao circulo de transmutação de Gibbon e retirou a espada da bainha, que estava pendurada em sua cintura.
– Está pronta, Julie?
A mulher abriu o manto e retirou da cintura uma espada idêntica a de seu marido. Os dois posicionaram a espada na palma da mão esquerda, assentiram um pro outro e fizeram um corte. Fecharam os olhos, jorraram o sangue em cima dos corpos e começaram a falar em uma língua antiga. Em poucos segundos, runas de cor violeta brilhante apareceram em seus mantos. Guardaram as espadas na bainha e estenderam a mão direita sobre os corpos que começavam a brilhar intensamente.
Dumbledore e Remus sentiam que a atmosfera ficava cada vez mais pesada e a dificuldade em respirar aumentava. Lupin tinha a sensação de angústia surgindo dentro dele. O diretor colocou a mão sobre o ombro dele para que se acalmasse. Ele não mostrava nenhuma preocupação. Estava com uma expressão serena. Remus começou a se controlar, mas engoliu em seco. Nunca imaginou que veria uma das magias mais poderosas.
- Edward?! – Julie parecia cansada no momento.
- Agora!
Apontaram a mão esquerda um pro outro, fazendo que uma ligação mágica surgisse entre eles. Remus teve a impressão de ter visto a alma de Gibbon saindo do corpo, mas não viu a de Sirius entrando. Ficou preocupado quanto isso. Enquanto isso, o casal recitava o feitiço cada vez mais alto até que uma bola de energia branca azulada surgiu na mão direita de Julie e entrou no corpo de Sirius. O casal ficou quieto. A atmosfera voltou ao normal. Julie caiu de joelhos no chão, ofegante. Edward também estava ofegante, mas se manteve em pé. Ficaram em silêncio.
- Funcionou? – Remus perguntou hesitante.
Sirius abriu os olhos sonolentos.
- Aparentemente, sim. – Julie respondeu com um meio sorriso. Colocou sua mão direita sobre a esquerda e começou a murmurar um feitiço, fazendo com que o corte cicatrizasse. Edward fez o mesmo.
Sirius sentou no chão, sentindo-se meio tonto.
- Sirius, você está bem?
Black abriu a boca pra responder, porém virou pro lado, abaixou a cabeça e vomitou.
- Depende, isso é normal? – Falou com dificuldade olhando para Edward.
- É. – Disse enquanto caminhava até Julie. – Você vai se sentir estranho durante alguns dias. E... Verá coisas... Estranhas. Mas essa parte não passa, terá de se acostumar a isso.
- Estranhas como? – Limpou a boca com a manga do sobretudo marrom.
- Seu sexto sentido está mais aguçado. Você verá e ouvirá espíritos com freqüência. E... Digamos que uma pequena parte do nosso poder foi pra você. Seu fluxo de magia aumentou, mas não sei se é o suficiente para deixar de usar a varinha. Aconselho a treinar isso, já que Você-Sabe-Quem voltou, como disseram mais cedo. – Pegou Julie no colo. Ela parecia realmente fraca.
- Ela vai ficar bem? – Disse enquanto Remus ajudava-o a levantar.
- Não se preocupe. Ela vai ficar bem. Colocar a alma dentro do corpo é mais desgastante do que retirar. Como o poder dela é maior que o meu, ela tem mais facilidade para fazer isso. Entretanto, sendo o corpo dela menor, a resistência física também acaba sendo menor, fazendo com que ela saia mais desgastada que eu.
- Chega de conversas, Edward. – Julie disse fechando os olhos. – Vamos embora. – Edward assentiu e foi caminhando até a saída.
- Julie. Edward. – Dumbledore os chamou. – Precisamos conversar depois e aposto que os senhores já sabem sobre o que. – Estava sério demais. Remus ficou preocupado quanto a isso. – Se puderem, passem em Hogwarts. Seria bom visitar a sua antiga escola, não? – Abriu um sorriso sincero. Julie já estava adormecida no momento, mas Edward assentiu em resposta e, então, retirou-se da sala.
O trio estava sentado do lado de fora da sala e levantaram-se quando viram Edward sair carregando Julie.
- Podem ir ver Sirius Black, ele está bem. – Disse com um sorriso torto. – Até mais. – E foi embora, sem esperar que dissessem algo.