FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

85. FEL


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

 


 


 


CAPITULO 85 - FEL


 


 


 


 


 


 


Hermione não foi longe. Duran a seguia de perto, então, nem adiantava ir longe. Ela sentia o peso do que ouvira, e estava confusa. Quando o menino perguntou timidamente porque estava chorando, ela resmungou que acabara de descobrir que tinha outro pai.


Por vários minutos, ficou sentada embaixo de uma árvore, atrás do celeiro, tentando ordenar os pensamentos, até que Duran, de pé perto dela, olhou para o céu, e falou com a inocência de uma criança:


-Seria um dia feliz se pudesse conhecer meu verdadeiro pai.


A simplicidade de uma criança não poderia ser ignorada.


Deveria ser um dia feliz, saber que não estava sozinha no mundo quando achara que não tinha mais ninguém. Porém isso significava que o homem que tanto amou não era seu pai. Que a lembrança de sua mãe era falsa, pois sempre lhe ocultou a verdade.


Mentiras. Toda a sua vida era feita de mentiras!


Ela fungou e escondeu as lágrimas quando Duran olhou além dela e saiu rapidinho de perto.


-Leia isso.


Rony ficou muito perto, e entregou-lhe a carta.


Ela não queria ler.


-Precisa confirmar se é a letra de sua mãe – ele insistiu.


Hermione manteve o papel dobrado na mão, mas não se manifestou.


-Mande-o embora – ela pediu limpando a face das lágrimas.


-É o que deseja? – sentou ao seu lado, embaixo da árvore.


-Sim – devolveu a carta, mas ele não aceitou.


-Esse homem pode ir embora, mas a dúvida ficará dentro de você Hermione. Leia.


Incerta, olhou apenas para ele, ignorando ainda o papel.


 -Minha mãe não era de falar muito. - contou, como se apenas pensar não fosse o bastante. Queria achar a lógica disso tudo – Quando era pequena, ela pouco falava. Às vezes contava da infância, me ensinava a cozinhar. Mas quando estávamos em família, ela falava mito pouco. Eu nem a conheci direito, nem sei se tinha algo para conhecer. Aceitei o fato dessa vida difícil e suas escolhas terem-na feito entristecer e murchar aos poucos, até não sobrar nada. Mas meu pai... – sua voz subiu um tom – ele nunca perdeu a vivacidade! Sempre havia um brilho de curiosidade e sagacidade em seus olhos, como se o mundo fosse pequeno para seus desejos! Mesmo quando estava preso naquela cama, inválido, sempre havia tanto entusiasmo pela vida em sua voz! Ele sempre me tratou como a favorita. Nem mesmo Ann o fazia sorrir tão bonito! Não pode ser mentira Rony!  O que via em seus olhos não pode ser mentira!


-Esses dias meu pai me disse que o amor e o ódio andam juntos – ele explicou, tirando a carta de suas mãos para não pressioná-la – Ele a amava. Mas sempre temos algo mau dentro de nós, e esse outro lado o fez agir errado. Eu lhe disse o que pensava sobre as escolhas dele. Mesmo os bons homens podem ter atitudes erradas Hermione.


-Mas esse homem... O que ele quer afinal? – um que de indignação a fez levantar do chão e andar em volta de si mesma – O que ele quer de mim a essa altura da vida?!


-Quer conhecê-la. Afinal, é seu pai. Nunca a procurou em respeito a sua mãe e a felicidade dela. Agora, tudo é diferente. Sobretudo para você, que não tem mais família de sangue – ele se aproximou e afastou seus cabelos do rosto, notando a forma atenta como o ouvia, alisou seus cabelos e então sua face – Sou sua família, e estamos construindo um lar. Mas esse homem tem seu sangue, além disso – ele ergueu novamente a carta – Era a vontade de sua mãe. Disse que ela falava pouco, então, esse deve ser seu último desejo em vida. Leia.


Com as mãos trêmulas, ela apanhou o papel.


-Quero ficar só – pediu.


-Ficarei logo ali – ele indicou o celeiro, onde havia um pequeno banquinho. – Chame se precisar.


-Não vou precisar - ela disse se afastando.


Ele não insistiu. Era um momento seu. Uma dor sua, melhor não forçar.


Hermione desdobrou o papel. Estava velho e manchado, com o que poderia ser resto de café. Imediatamente reconheceu a letra arredondada e bonita de sua mãe.


Querido conde,


Faz muitos anos que tive que esquecê-lo.


Jurei a mim mesma que jamais lembraria novamente dos meus pecados.


Desejei esquecer o quanto fui feliz em tão poucos momentos. Mas, por mais que me negasse lembrar, essa sensação sempre me acompanhou.


Tivemos uma filha conde.


Como sempre foi seu desejo, teve uma filha. Chamei a menina de Hermione. Então veja, não esqueci seu pedido.


Esqueci seus beijos e seu amor, mas não esqueci seu pedido.


A vida tem sido difícil. Cruel até. Dos filhos que tive, sobrou-me apenas Hermione a quem me apoiar. Ela tem quatorze anos agora, é uma bela menina.


Têm seus olhos, seus cabelos, sua pele, seu modo de agir. Fala como você. Anda como você. Quando me olha, às vezes, tenho vontade de me esconder, pois o vejo diante mim, como se me cobrasse à escolha errada que fiz.


Errei, amado conde.


Errei, meu palhaço.


Fiquei por meus filhos e estão todos mortos. Meu marido não pode cuidar da fazenda, faz anos já.


Noto agora, que nunca me perdoou. Ele faz de nossa filha uma empregada. Não importa o quanto implore pela sua saúde de menina, por sua honra, ele não me escuta. Sente prazer em vê-la cuidar de tudo sozinha. Sente prazer em me ver implorar.


Por isso escrevo, e só por isso, na esperança que leia essa carta.


Tenho medo que meu marido destrua nossa filha.


Hermione ama esse homem como um pai, com idolatria, e nada vê.


Mas eu sei que sua vida está com os dias contatos, e que a culpa é toda minha que fiz a escolha errada.


Por favor, busque-a.


É muito tarde para mim e para minha família, mas Hermione é meu coração, não posso vê-la murchar e morrer diante mim.


Leve-a daqui. Salve nossa filha.


Da mulher que sempre o amou.


“Madeleine”


 


 


 


Hermione só percebeu que chorava quando notou as lágrimas que pingavam sobre a folha. Agora percebia que no fundo, conhecia mais de sua silenciosa mãe do que do pai sempre exuberante e falante.


Ele não a amava. Sentia apenas prazer em ter o que era de outro homem. Tinha seu amor, para que Madeleine sofresse.


Aquele homem roubara-lhe o direito de amar. Havia entregado seu amor mais inocente a alguém que a odiava. Engasgada pela dor, virou-se na direção de onde estava Rony, e não disse nada.


Ele andou poucos passos em sua direção e ficou bem perto, esperando que dissesse algo.


-Não posso lidar com isso – ela devolveu a carta – mande-o embora.


-Por quê? – perguntou firme – Porque não quer lidar com a idéia de mais alguém amá-la?


-Mais alguém? – ironizou - E por acaso alguém me amou nessa vida? Minha mãe mentiu para mim, meu pai... Antenor me usou para ferir minha mãe! É desse tipo de amor que você fala?


Havia tanta ironia em sua voz, que ele sentiu doer dento de si.


-Falo do amor que sinto. É disso que falo.


-Tenho certeza que não quer discutir isso comigo nesse momento.


Pelo veneno em sua voz, teve que concordar com ela.


-Apenas entre e fale com ele, se ainda quiser, eu o mando embora.


-Ele é rico não é? - ela desdenhou.


Era óbvio que dizia para feri-lo, e conseguiu.


-Mande-o embora! – ela insistiu.


-Faça você mesma, já que é tão boa com as palavras – ele disse irritado e ofendido – Mas saiba que ele quer levá-la para Londres com ele. Afinal, essa deve ser sua chance de se livrar de mim!


Hermione sentiu que o mundo havia parado de girar e recomeçado no sentido contrário.


Ir embora? Deixá-lo? Não, seria ele a deixá-la. Não é?


-Tenho certeza que isso o deixaria muito feliz – rebateu.


-Nesse momento, sim – a raiva falou mais alto. – Precisa me agredir, então faça. Mas não o mande embora antes de ouvir o que tem a dizer!


Ela não respondeu, e Rony tirou a carta de suas mãos, com um longo suspiro de decepção.


-Ele veio de longe, deixe-o vê-la e falar o que sente. Depois, mande-o embora. Se não quer ouvir, faça ao menos por caridade. – notando que cedeu, continuou – vou guardar isso comigo, como prova do que ele está dizendo. Confesso, estou desconfiando até da minha sombra.


Hermione sentiu uma vontade quase incontrolável de dizer-lhe para não agir assim, que ele não era esse tipo de pessoa. Que seu entusiasmo e confiança na vida e nas pessoas eram bonitos demais para se perder. Mas não disse nada.


Não queria que Rony se transformasse em alguém amargurado e ressabiado como ela. Não mesmo!


Ele tinha um espírito feliz e humorado. Não merecia a melancolia!


Séria e com a expressão fechada, seguiu para dentro da casa.


Na sala, o conde bebia um refresco enquanto aguardava. As marcas de expressão em sua face se acentuaram ao vê-la. Logo atrás, Rony se moveu, deixando claro que sairia se ela quisesse.


Hermione não pediu que ficasse. Não esmoreceria desse modo. Mas algo no olhar que lhe dirigiu, alertou-o sobre precisar de sua presença.


Ela sentou-se em frente ao conde, olhando fixamente para ele. Seus olhos buscavam confirmar as palavras de sua mãe. Os olhos, os cabelos, os traços... Sim, eles eram parecidos.


Mas isso não os fazia pai e filha. Acabava de conhecê-lo!


-Quero que saiba que sempre desejei conhecê-la. – ele tomou à dianteira, pois por ela, não diria nada. – Nunca soube com certeza se era menino ou menina, nem se havia nascido bem, mas dentro de mim, sempre cultivei a esperança de ser uma linda menina. E estava certo. É uma lindíssima menina – havia encanto em sua voz.


-Não sou uma menina. Sou casada – ela disse cortante.


-Sim, tem razão. É uma linda senhora – havia graça em sua voz – uma linda senhora jovem. Desculpe se faço graça, mas gostaria de ver seu sorriso.


Ela olhou para Rony que vivia dizendo o mesmo, e então, olhou novamente para o conde, séria e quase brava.


-Casou-se após a perca de seus pais, então, devo deduzir que tenha lhe faltado alternativas.


As palavras do homem deixaram Rony em alerta. Tenso, esperou pelo que viria.


-Uma mulher jovem e sozinha com uma boa propriedade em suas mãos... Precisava de um protetor. Sou seu pai, e preciso saber em primeiro lugar, se esse casamento é por amor.


-Não, não é – ela disse com toda a dignidade que sempre a levara a usar de sua honestidade, doa a quem doer! E doeu em Rony – Ronald iria tomar a fazenda de mim, foi por isso que nos casamos.


O desprezo com que aquele homem o olhou o fez sentir-se o último dos homens.


-Hermione, não foi bem assim! – interferiu, sentindo fúria ao ser ofendido desse modo.


-Oh, é mesmo? – ela ironizou com desprezo.


Rony só não respondeu por causa da fisgada de dor que o fez empalidecer. Estava quase curado, mas às vezes sentia como se a ferida repuxasse.


Imediatamente, ela se levantou e sentou-se ao seu lado.


-Está doendo? Deveria se deitar! – alertou – O médico disse que deveria tomar o remédio e se deitar sempre que sentisse dor! – soou mais como uma acusação do que como uma recomendação.


Notando a forma como ele olhava para o conde, ela suspirou:


-Peço a Gina me fazer companhia nessa conversa. Não se preocupe saberá de cada palavra dita! – era novamente uma acusação.


Com um grito nada discreto ou educado, ela chamou por Duran, sua sombra, e o menino apareceu correndo e arfante, prova que às vezes esquecia-se de sua tarefa e brincava com os irmãos no pátio. O menino ajudou-o a ir para o quarto enquanto Gina tomava seu posto.


Curiosa, ela sentou-se olhando maravilhada para o homem bem vestido. Parecia prestes a fazer perguntas quando Hermione mandou-a se calar.


O conde sorriu, pois ela tinha um péssimo gênio, assim como ele. Quantas e quantas brigas ele não tivera com seu pai em sua mocidade por ser tão genioso? Diversas!


Ele refletiu sobre o modo como essa doce jovem tratava o marido quando ele não podia se defender, nem dela, nem dos outros. Tratava-o com cuidado e zelo, carinho explicito. Tão diferente das palavras grosseiras e acusações.


Eram um casal apaixonado, provavelmente enfrentando problemas no amor. E de problemas ele entendia!


-Seu marido é um bom homem? - ele perguntou direto, querendo sanar logo as dúvidas práticas.


-Meu irmão é ótimo! - Gina respondeu por ela, mas se calou quando ela lhe lançou um olhar de morte.


-Não é a pior pessoa que conheci – disse com descaso.


-Preciso saber se deseja desfazer esse casamento. Tenho meios para isso.


-É um assunto a ser pensado – ela disse ainda muito distante, ignorando a exclamação de surpresa de Gina. – Diz que é meu pai, mas não sei o que deseja de mim.


-Desejo conhecê-la, cumprir o desejo de Madeleine e cuidar de você. Zelar por sua felicidade. Tudo aquilo que é dever e honra de um pai. Não tive outros filhos, e me casei muito tarde. Passei minha vida toda esperando que um dia Madeleine se arrependesse... Há oito anos eu conheci uma mulher e nos casamos, mas não houve filhos, e creio que não haverão, pois minha esposa era viúva quando a conheci e passou muitos anos casada, sem ter tido filhos.


-Não precisa sentir-se na obrigação de cuidar de mim. Não preciso de um homem para zelar por minha segurança! Sou capaz de me defender sozinha!


-Hermione não está mentindo! – Gina disse aos cochichos – Meu irmão foi seriamente ferido a bala, e foi Hermione quem retirou a bala, estacou o sangue e o salvou!


-Ginevra, por favor – ela pediu cortês, mas com algo na voz que dava medo. – essa conversa não é sua!


-Sim, mas que mal há que o conde saiba como é a própria filha? – Gina disse petulante – Hermione é ácida como limão, e pode ser muito cruel quando quer magoar alguém. E é difícil de agradar ou amolecer com palavras! Terá que ter muita paciência, ou ser um santo para agüentá-la!


-E seu irmão é um homem paciente ou um santo? - ele perguntou a jovem de sorriso fácil, mas sem desgrudar os olhos da filha.


-Ronald é um gozador. – foi ela quem respondeu, como se isso dissesse mais que um simples comentário.


-Creio ter sido desse modo quando conheci sua mãe - ele disse sonhador – Madeleine dizia que eu via cor nas nuvens de chuva.


Hermione calou-se, pois às vezes, sua mãe dizia o mesmo. Quando Hermione era pequena e olhava para as nuvens, ela dizia para que procurasse cor nas nuvens de chuva.  Nunca entendera o que isso queria dizer.


Era apenas uma lembrança de seu verdadeiro pai. Com o peito doendo pela mulher que sua mãe nunca pudera ser, Hermione deu a conversa por encerrada.


-Não temos nada a dizer Conde Valença. Acredito que seja meu pai. A carta é de minha mãe, reconheço a letra. Cumpriu sua obrigação. Estou viva e saudável. Não há mais nada a fazer aqui.


-Se engana! Protegê-la era meu intento, mas não apenas isso! É minha filha e quero conhecê-la! Saber seus gostos, conhecer sua personalidade... Não quer me conhecer?


No íntimo, sim, ela queria. Mas por fora a dúvida a assolava.


-Trouxe um presente, na esperança de encontrar minha filha – ele disse sorrindo e mudando de estratégia – Como não sabia se era homem ou não, achei mais prudente trazer algo que pudesse ser do gosto de ambos os sexos...


-Não desejo presentes – ela rejeitou a pequena caixa que ele lhe estendeu.


-É o brasão de minha família. O seu brasão – ele insistiu.


Com dedos firmes, que traiam seus verdadeiros sentimentos, aceitou a caixa e abriu. Havia um anel discreto e liso, com o símbolo de um dragão perfurado por duas espadas, cravado no ouro. No centro um rubi vermelho e grande o bastante para valer uma fortuna.


-Precisará ser ajustado – ele disse sentindo-se sem assunto, diante da intensidade daquela jovem enigmática.


Era impossível saber se gostava ou não.


-Hermione, convide seu pai para se hospedar aqui – Gina sugeriu – Meu marido viajou a Londres, e era ele quem ajudava meu irmão na fazenda enquanto ele se recupera. Se o seu pai quiser, tenho certeza que Rony apreciará um pouco de ajuda.


Era um jeito discreto de Gina tentar aproximá-los.


-Não acho uma boa idéia – ela negou. Devolveu o anel silenciosamente, colocando-o sobre a mesinha, no centro da sala entre ambos.


-Não faça essa desfeita a seu pai – Gina apanhou-o e tirou da caixa – Veja com é bonito! Papai tem um empregado que lida com ouro, sei pode ajeitá-lo para servir em seu dedo! – disse com entusiasmo. – Experimente Hermione.


Contrariada, pôs o anel num dedo, depois no outro, até que serviu.


-Parece que já a conhecia – ele disse pensativo.


Seus olhos se encontraram e ela achou que conhecia esse homem há mais tempo que aquelas poucas horas.


Seu pai.


Subitamente emocionada, levantou-se alisando a saia do vestido e tentando soar natural, apesar do aperto na garganta:


-O almoço deve estar na mesa. Pode ficar se quiser.


Gina deu um sorriso encorajador ao conde, como quem diz que isso era um grande avanço vindo de Hermione, por isso ele concordou.


Hermione deixou nas mãos de Gina toda a diplomacia e responsabilidades de uma anfitriã, e sumiu dentro da casa, refugiando-se no quarto.


É claro que sabia que Rony estava ali. Ele precisava descansar um pouco, e ela sabia que ele estaria ali. Talvez por isso, inconscientemente escolhera aquele lugar como refugio.


Ficou de pé, segurando no trinco da porta, o coração acelerado e o choro prestes a irromper, quando ele estendeu os braços em sua direção.


Deveria ser forte e procurar um lugar solitário para desmoronar.


No entanto, contrariando o bom senso, percorreu o caminho até a cama em um segundo, subiu no colchão e mergulhou em seus braços, chorando. Rony abraçou-a enquanto os soluços sacudiam seu pequeno corpo, e acariciou seus cabelos e suas costas, sussurrando palavras de conforto.


Mas Hermione não ouvia. Só precisava do conforto de estar no calor dos seus braços, sentindo seu cheiro familiar e a proteção que ele representava.


Com o rosto enterrado em seu peito forte, os braços em volta de sua cintura masculina, se deixou ficar, amparada e cuidada.


-Tudo vai ficar bem Hermione – ele sussurrou em seu ouvido – Apenas confie. E tudo ficará bem...


 


 


 


 


Autora: e ai, estão gostando?


 


 

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.