FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

9. Capítulo 9


Fic: Fora da Lei


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Gina nunca se sentiu tão excitada com um baile e nunca tinha trabalhado tanto. No momento em que se anunciou um baile na cidade para comemorar o dia da independência, começou a receber um monte de pedidos para vestidos. Deixou todo o trabalho para Hagrid e costurou dia e noite.


Os dedos estavam doloridos e os olhos estavam meio embaçados, mas havia ganho o dinheiro que precisava para comprar a madeira para o assoalho, que tanto queria.


Depois do assoalho, pensava em comprar vidros para as janelas e um jogo de pratos decente. Depois, quando o tempo e o dinheiro permitissem, pediria a Hagrid que construísse  um quarto de verdade.


Soltou uma gargalhada, fechou os olhos e se pôs a sonhar. Se a mina fosse bem, teria uma casa com quatro dormitórios e uma sala grande, mas no momento, teria que se conformar com um assoalho de verdade.


Mas antes de tudo havia o baile.


Mesmo que tenha caprichado bastante nos vestidos que havia feito, não deixaria nenhum ser mais bonito que o seu. No dia do baile a tarde, tirou seu melhor vestido de seda. Era azul pálido, a cor dos raios da lua no bosque. Um tira de fita branca, enfeitava o decote quadrado, que realçava a linha do sua garganta e insinuava a linha dos ombros. A barra das mangas era decorado com uma faixa azul mais forte.


Prendeu o cabelo no alto. Deseja estar muito bonita. Se Harry fosse ao baile, gostaria que ele visse o que havia perdido. Colocou um xale branco sobre o vestido, conferiu o conteúdo da bolsa, e saiu.


-Santo Deus!!!!


Hagrid estava de pé ao lado da carroça com o chapéu na mão. Havia tomado banho sem que ela o obrigasse e até tinha se enfeitado um pouco.


-Hagrid você está muito bonito.


-Diabos, srta. Gina, Você sim está muito linda.


Gina sorriu e estendeu a mão para Hagrid ajudá-la a subir na carruagem.


-Eles vão ficar boquiabertos.


-Tomara. Reserve uma musica para mim, certo?


-Eu adoraria. Mesmo que seja eu que o diga, bêbado ou  não, danço muito bem.


-Talvez esta noite devesse se manter são.


Harry os viu chegar a cidade. Estava sentado à janela do seu quarto, fumando e observando os vaqueiros correndo pelas ruas, agitando os chapéus, disparando suas armas e gritando.


A cidade estava cheia de gente e barulho. A maioria dos vaqueiros se embebedavam e podiam atirar em si próprios em vez dos alvos que Granger tinha preparado para a competição. Ele não se importava com nada. Se limitava a olhar da janela.


Então ele a viu. E doeu vê-la. Inconscientemente, levou a mão ao peito, onde a dor se alojava. A ouviu rir e uma onda de desejo lhe atravessou o corpo.


Gina desceu da carruagem e riu de novo ao ver Hermione saindo da loja do seu pai. Deu uma volta diante da amiga e Harry viu a pele branca da sua garganta, a insinuação dos seios, a cintura pequena e o brilho dos seus olhos. O cigarro queimou seus dedos e ele xingou. Mas não deixou de olhar para ela.


-Vai ficar o dia todo nesta janela, ou vai me acompanhar ao baile como prometeu?- perguntou Minerva entrando no quarto com as mãos nos quadris.


-Eu não prometi nada.


-Prometeu sim, uma noite que estava tão bêbado que não podia ficar de pé.


Harry recordava muito bem daquela noite. Foi uma semana depois de descer com Gina das montanhas, depois de sete dias indo ao Estrela de Prata para ver se conseguia se excitar ante a possibilidade de se deitar com Cho, ou qualquer outra mulher. Beber tinha sido mais sensato, mas foi a primeira vez que bebeu daquele jeito e não tinha intenção de repetir.


-Podia ter me deixado no chão.


-Não podia sequer subir as escadas. Vai comigo, ou não?


Harry grunhiu, mas se afastou da janela.


-Não há nada pior do que uma mulher insistente.


Minerva sorriu e lhe estendeu o chapéu. Acabavam de sair quando John Granger se aproximou deles, correndo.


-Sr. Potter, Sr. Potter. Estava esperando o senhor.


-Sim, mas para que?


-Para o concurso – sorriu o garoto – Meu pai organizou um concurso. O melhor atirador ganhará uma manta de cavalos nova. Vermelha. O sr.vai ganhar, não vai?


-Não pensava em participar.


-Por que não? Ninguém atira melhor que o sr. E a manta é muito bonita.


-Vamos, Harry – Minerva lhe deu um tapinha no braço – O garoto conta com você.


-Eu não atiro por diversão – quis continuar andando, mas viu o rosto decepcionado do garoto. – Uma manta vermelha? Perguntou.


-Sim, senhor. A manta mais bonita que eu já vi.


-Acho que posso dar uma olhada.


Antes que terminasse de falar o garoto segurou sua mão e o levou para o outro lado da rua.


Na parte de trás da loja, Granger tinha preparado uma fila de garrafas vazias e latas de vários tamanhos.Os concorrentes se colocavam atrás de uma linha riscada na terra e disparavam seis vezes. O solo estava cheio de vidros quebrados.


-Custa dois centavos participar – disse Johnny – Eu tenho um aqui se precisar.


Harry olhou para a moeda que o menino lhe oferecia. Aquele gesto o comoveu como só poderia comover a quem a vida tinha oferecido muito pouco.


-Obrigado, mas acho que tenho dois centavos.


-Você atira melhor que Blás Malfoy. E ele está ganhando agora.


Harry deu o dinheiro ao garoto.


-Por que não vai me inscrever?


-Sim, senhor. Sim, senhor – e saiu correndo.


-Vai competir pela manta? –perguntou Hagrid às suas costas.


-Estou pensando nisso.


Mas olhava para Blás Malfoy. Lembrou-se que Blás montava um cavalo branco e grande. Harry havia visto um cavalo branco na noite em que queimaram o estábulo de Gina.


Hagrid tirou o chapéu para Minerva.


-Senhora.


-É você, Hagrid? Acho que é a primeira vez que o vejo sem barba.


O velho corou e se afastou uns passos.


-Acho que um homem pode se arrumar de vez em quando, sem que todo mundo se meta com ele.


-Tinha esquecido que havia um rosto por baixo da barba - comentou Harry, olhando Rony Prewett atirar em quatro das seis garrafas – Você também está interessado na manta?


-Não. Só vim para dizer-lhe que Severus Snape está na cidade.


Harry não mostrou nenhuma reação.


-Pensei que ele estivesse em Laramie.


-Não está mais. Chegou por aqui quando você estava no Novo México. E começou a trabalhar para Malfoy.


Harry se voltou e observou  um lugar às suas costas.


-Snape não é vaqueiro.


-Também acho, mas pode ser que Malfoy o tenha contratado para alguma outra coisa.


-Pode ser – murmurou Harry olhando Snape aproximando-se da multidão.


Era um homem grande, de ombros largos e cintura estreita. Tinha o cabelo grisalho e grande, tão grande que se untava a barba. E era rápido. Harry tinha bons motivos para saber que era rápido. Se a lei não ficasse entre eles dois anos atrás, um dos dois estaria morto.


-Ouvi que teve uns problemas com ele, algum tempo atrás.


-Tive sim.


Seus olhos se encontraram com os de Snape através da multidão. Não foi necessário que nenhum dos dois dissesse nada. Ambos sabiam que havia um negocio pendente entre eles.


Gina, de pé ao lado de Hermione, olhava para Harry. Percebeu algo estranho em seus olhos e estremeceu. Em seguida ouviu a multidão gritar quando um dos concorrentes atingiu as seis garrafas.


-Olhe! Hermione deu um empurrão em Gina – Harry vai atirar. Sei que não é direito, mas sempre quis ver como ele faz. Contam tantas historias. Tinha uma...


Abriu muito a boca quando ele deu primeiro tiro.


-Nem o vi sacar o revolver – murmurou.


-Acertou todas - Gina apertou o xale com força. Harry mal tinha se movido. Seu revolver fumegava ainda quando o guardou novamente.


Snape se aproximou,  pagou os dois centavos e esperou que se montassem os alvos. Gina viu sua mão apertar a coronha do revolver, sacar e disparar.


-Deus meu! Ele também acertou todas. Só ficaram Dave Jeffrey, Blás Malfoy, Harry e Severus Snape.


-Quem é ele, perguntou Gina, perguntando-se por que Harry o olhava com aquele olhar assassino. – Aquele homem grande com o casaco de couro.


-Snape? Trabalha para Draco Malfoy. Também ouvi falar muito dele. O mesmo tipo de histórias de Harry, mas...


-Mas?


-Bem, lembra que eu disse que Johnny estava perseguindo Harry? Não posso dizer que eu me preocupe, mas se ele chegar dez passos de Severus Snape, eu o esfolaria vivo,


A multidão se afastou e Granger afastou a linha cindo pés mais longe dos alvos. O primeiro que disparou errou duas garrafas. Gina viu Johnny segurar o braço de Harry e falar algo em seu ouvido. Para  sua surpresa o homem sorriu e despenteou os cabelos do garoto. Mas uma vez via aquela gentileza tão sua. Lembrou-se do olhar que tinha visto em seus olhos momentos antes.


Harry virou a cabeça e seus olhos se encontraram com os dela e não se desviaram.


-Continue olhando para ela assim – resmungou Minerva – e terá que casar com ela ou sair fugindo na direção oposta.


-Fique quieta.


A mulher sorriu docemente.


-Acho que gostaria de saber que Malfoy não está nada contente com suas olhadas.


Harry afastou os olhos e estes se encontraram com os de Malfoy. O homem estava atrás de Gina e tinha uma mão no ombro da jovem. Harry considerou a idéia de dar um tiro nele por isso.


-Ele não tem nenhum direito sobre ela.


-Não é por falta de vontade. Será melhor agir rápido, moço.


Os espectadores aplaudiram Blás Malfoy que atirou em cinco das seis garrafas.


Harry carregou sua pistola e avançou até a linha. Os seis tiros soaram quase juntos. Quando abaixou o Colt as seis garrafas estavam quebradas.


Snape ocupou o seu lugar. Seis tiros, seis acertos.


A linha foi mais para trás.


-Não podem acertar dali – Hermione sussurrou para Gina – ninguém pode.


A jovem moveu a cabeça, aquilo já não era mais um jogo. Havia algo entre aqueles homens, algo muito mais profundo  e obscuro que um simples concurso de tiro. Outros perceberam isso também. Ouviu o murmúrio da multidão e percebeu os olhares nervosos de alguns.


Harry se colocou atrás da linha. Olhou para os alvos, calculando a distância, apontando mentalmente. Em seguida fez o melhor possível. Sacou e disparou por instinto. As garrafas explodiram uma a uma.


Fez-se um silêncio e Snape avançou até a linha. Sacou e disparou seis vezes. Quando terminou, ficou apenas uma garrafa inteira.


-Ganhou!! Potter.


Granger se aproximou com a manta, esperando  dissipar a tensão. Suspirou aliviado quando viu o xerife Slughorn se aproximar.


-Fizeram uma boa demonstração, rapazes. Espero que agora se divirtão. Se um dos dois for atingido por um tiro, não terei dúvidas de onde partiu o tiro.


Sorriu amistosamente apesar da advertência. Malfoy moveu a cabeça atrás de Gina. Sem nada dizer, Snape começou a andar através da multidão, que se abriu para deixá-lo passar.


-Nunca vi ninguém atirar assim, disse Johnny maravilhado.


Harry jogou a manta para ele.


-Para você.


O garoto arregalou os olhos.


-Para mim????


-Você tem um cavalo, não?


-Sim senhor, tenho um pônei baio.


-Então a manta vermelha ficará muito bem nele. Por que não vai ver?


-Obrigada, sr. Potter. Muito obrigado.- disse o garoto, saindo correndo.


-Deu uma alegria ao garoto - comentou Slughorn.


-Eu não preciso de uma manta.


-Você é um enigma, Harry. Não posso evitar gostar de você.


-Isso sim é um enigma para mim, xerife. A maioria dos homens da lei pensam de outro modo.


-Pode ser que sim. Seja como for, agradeceria se não sacasse o revolver de novo esta noite. Não vai querer me contar o que houve entre você e Snape, não é?


Harry olhou nos olhos dele.


-Não.


-Acho que não ia mesmo. Bem vou buscar um pedaço de galinha e dançar com minha mulher.


Havia várias mesas alinhadas ao logo de uma das paredes. A metade da comida desapareceu antes que a musica começasse. As mulheres, jovens ou velhas, desfilavam, desejando mostrar seus melhores vestidos. Quando a música começou, a pista de dança se encheu de pares. Hermione, encantadora no seu vestido de musselina rosa, segurou a mão de Rony e saiu com ele. Malfoy, muito elegante com seu traje marrom claro e uma gravata de listas, se inclinou para Gina.


-Me sentirei honrado em dançar com você.


A jovem sorriu e fez uma reverência formal.


-Será um prazer.


A música era rápida e animada. Apesar do calor, muita gente dançava. Era diferente dos bailes que Gina freqüentava na Filadélfia. Quando terminou de dançar com Malfoy, dançou com Hagrid.


-Tinha razão, disse ao acabar a música.


-Em que?


-Em dizer que dançava bem. E esta foi a melhor festa que já participei – se inclinou para ele e impulsivamente, lhe beijou o rosto.


-Quer um copo de ponche? Perguntou ele corando de vergonha e prazer.


-Será um prazer.


-Gina! – Hermione chamou, segurando-a pelo braço.


-Que aconteceu?


-Nada, não aconteceu nada... eu... nada – puxou-a para um canto – Mas se eu não falar com alguém vou explodir.


-Então me diga.


-Sai um pouco para tomar ar e Rony me seguiu e me beijou.


-Sério?


-Duas vezes. Acho que meu coração parou de bater.


Gina arqueou as sobrancelhas e reprimiu uma risada.


-Então acho que isso significa que quer namorar com você.


-Nós vamos nos casar – disse a outra.


-Verdade? Isso é maravilhoso – Gina a abraçou – Estou muito feliz por você. Quando?


-Bem, antes ele vai falar com papai – a jovem mordeu os lábios – mas estou certa que não haverá nenhum problema. Papai gosta de Rony.


-Lógico, Hermione. Não imagina o quanto estou feliz por você.


-Eu sei – fez uma careta – Oh Deus. Estou com vontade de chorar.


-Não, não chore, ou vou chorar também.


Hermione a abraçou sorridente.


-Não posso esperar. Não posso esperar. Você será a próxima.  Draco Malfoy, não tira os olhos de você. Tenho que admitir que estive um pouco caída por ele – sorriu com malícia – mas na verdade era para fazer ciúme para Rony.


-Não vou me casar com Draco. Acho que não vou me casar nunca.


-Não seja boba. Se não é Draco, deve haver outro homem que lhe interesse.


A orquestra havia começado a tocar uma valsa. Gina ouviu sorridente.


-O problema é que o que me interessa, não é o tipo de homem que pense em casamento.


-Quem....? – se interrompeu ao ver que Harry se aproximava. – OH! Meu Deus...- murmurou.


Gina o viu também e imediatamente sentiu como se o resto das pessoas houvesse desaparecido e só existisse os dois. Não viu Malfoy avançar até ela com intenção de convidá-la para dançar, e não o viu apertar o maxilar quando se deu conta de que ela não olhava para ele e sim para Harry. E ela só viu Harry avançando para ela.


Ele não disse nada. Parou diante dela e estendeu a mão. Gina foi para os seus braços.


Pensou que estava sonhando. Harry a segurava nos braços e dançava com ela sem deixar de olhá-la. Sem pensar no que fazia, Gina levantou uma mão para tocar-lhe o rosto. E ela viu seus olhos se tornarem escuros como uma noite de tempestade.


Envergonhada do seu comportamento, deixou cair de novo a mão.


-Não imaginava que sabia dançar.


-Minha mãe gostava.


-Não tem vindo me ver ultimamente.


-Não.


-Por que?


-Já sabe porque.


-Tem medo de me ver.


-Não – era mentira e ele não mentia freqüentemente – Mas você deveria ter.


-Você não me assusta, Harry.


-Isso é porque você não é sensata – quando a música parou, segurou-a por um instante a mais – Se fosse sensata, sairia correndo toda vez que me aproximo.


-É sempre você que sai correndo – resmungou ela.


Se afastou dele. Era difícil manter a compostura. E não sair correndo e gritando. Apertou os dentes e dançou a musica seguinte com o primeiro homem que a convidou. Quando voltou a procurar por ele, Harry havia desaparecido.


-Gina – Malfoy apareceu ao seu lado com um copo de limonada.


-Obrigada. Está uma linda festa, não é?


-Sim, e o mais importante para mim é o fato de você estar aqui.


A jovem bebeu um gole da limonada, e não respondeu.


-Não quero atrapalhar a festa, Gina, mas acho que devo lhe dizer o que penso.


-Lógico, do que se trata?


-É muito perigoso se encontrar com o Harry Potter.


-Oh!. E por que Draco?


-Tem que saber como ele é, querida. Um assassino, um pistoleiro contratado. Um homem assim vai tratá-la como se trata uma mulher qualquer.


-Apesar do que pensa dele, Draco, ele me ajudou várias vezes. Eu o considero um amigo.


-Ele não é amigo de ninguém. Afaste-se dele, Gina, para o seu próprio bem.


A jovem ficou tensa.


-Isso não está parecendo um desejo, e sim uma ordem.


O homem compreendeu que ela ficou chateada, e deu um passo para trás.


-Considere uma súplica – apertou a mão dela  – Gosto de pensar que há um compromisso entre nós.


-Sinto muito – afastou a mão com gentileza – Não é correto. Não concordei em casar-me com você, Draco e até que eu o faça, não me considero obrigada atender suas súplicas. E agora se você me desculpar, preciso tomar um pouco de ar. Sozinha.


Sabendo que tinha sido desnecessariamente dura com ele, saiu apressadamente do armazém. A lua estava alta e quase cheia. Respirou fundo e a contemplou por um tempo. Decidiu andar um pouco para acalmar-se, mas não havia dado mais de seis passos, quando a sombra de um homem a fez parar.


Observou Harry acender um cigarro.


-Esta noite está muito calor para passear.


-Obrigada, não havia me dado conta - respondeu ela tensa, e seguiu o caminho.


-Esta noite há muitos bêbados. Muitos homens da cidade que não tem oportunidade de ver mulheres bonitas freqüentemente. Não é muito inteligente andar sozinha.


-Obrigada pelo conselho.


Ela seguiu andando e ele a segurou pelo braço.


-É preciso ser tão cáustica?


-Sim - libertou o braço – Se já disse tudo que queria, eu gostaria de ficar sozinha.


-Tenho mais coisas para dizer – tirou algo do bolso – Isto é seu.


-Oh! – segurou o camafeu – Achei que o tinha perdido. Que tinha ficado com o índio da cicatriz.


-Eu o recuperei em seguida. Queria devolver-lhe, mas eu esqueci.


Aquilo era outra mentira. Tinha guardado porque queria ter algo dela, mesmo que fosse só por um tempo.


-Obrigada – abriu a bolsa e jogou o camafeu dentro – Significa muito para mim.


Ouviu umas risadas femininas, e apertou os lábios. Pelo que parecia aquela noite havia festa também no Estrela de Prata.


-Estou surpresa por você ainda estar por aqui. Pensei que gostava de festas, não quero atrapalhar.


-Maldição, já disse que não quero que passeie sozinha.


Gina olhou para a mão que voltou a agarrar o seu braço.


-Não creio que seja obrigada a aceitar ordens suas. Solte-me.


-Volte para dentro.


-Vou aonde quiser, quando quiser. –Se libertou novamente – E com quem quiser.


-Se está se referindo à Malfoy, lhe advirto que será melhor não se aproximar dele.


-Sério? Pode dizer o que quiser, mas não penso em escutá-lo. Verei Draco sempre que eu queira.


-Para que ele possa beijar sua mão?.Para que toda cidade possa comentar que ele passou o dia na sua casa.


-Como se atreve?- sussurrou ela, furiosa - Precisamente você, que passa a noite com essa mulher e paga pela atenção dela. Como se atreve a insinuar que haja algo errado em meu comportamento? Se deixo que Draco beije minha mão, isso é assunto meu. Ele me pediu em casamento.


A última coisa que esperava no mundo era que ele a segurasse firme e a levantasse no ar.


-Que você disse?- Perguntou.


-Eu disse que ele me pediu em casamento. Solte-me.


O homem a sacudiu no ar.


-Pois eu a advirto, Duquesa. É melhor que pense duas vezes antes de se casar com ele, porque no mesmo dia que se torna esposa dele, será sua viúva. Eu prometo.


A jovem sentiu que o seu coração lhe subia pela garganta.


-Sua resposta para tudo é um revolver?


Harry a colocou no chão lentamente, sem deixar de olhá-la.


-Fique aqui.


-Eu não...


-Por Deus que ficará aqui, ou a amarrarei numa estaca como um cavalo rebelde.


A jovem ficou quieta um momento, observando-o afastar-se. Em seguida abriu muito os olhos e começou a correr até ele.


-Você nunca escuta?


-Pensava...tive medo...


-De que eu fosse meter uma bala em Malfoy?- apertou os dentes – Ainda há tempo para isso.


Segurou-a pelo braço e arrastou-a com ele.


-Que está fazendo?


-Vou levá-la para casa.


-Nada disso. Não vou voltar com você e também não quero ir agora.


-Que pena!!!!- Segurou-a nos braços.


-Solte-me agora mesmo ou vou começar a gritar.


-Grite.


Colocou-a na carroça. Ele fez um movimento para segurar as rédeas, mas ele foi mais rápido.


-Hagrid me levará para casa quando eu quiser ir.


-Hagrid ficará na cidade – bateu as rédeas- Porque não relaxa e aproveita o passeio? E não faça barulho, senão juro que coloco uma mordaça em você. 


n/a: muito bom saber que estão gostando!!!

Ana Eulina: Tem certeza que você não é da Corvinal??? Suas perguntas são muito boas, mas vou deixar que a história te responda!!!


Bjus!!!! 

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.