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5. Bolos e Lágrimas


Fic: Desencontros


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 5: Bolos e Lágrimas

Harry já esperava por algo assim. Quase quatro meses de convivência tinham sido suficientes para que ele tivesse a certeza que seus tios não iriam lembrar seu aniversário. Tinha tido esperanças de receber um cartão de sua mãe, mas essas eram pequenas devido às notícias vindas de Londres piorando a cada dia (seu tio parecia gostar de obrigá-lo a ouvir toda noite o noticiário da guerra).

Então só o que restava a ele era ficar ali deitado em sua cama olhando o teto, enquanto o ensolarado dia se descortinava pela janela. Não que ele estivesse chateado, ou algo do tipo, pois não estava. Bem talvez só um pouco. Ver seu amigo Neville comemorando seu aniversário ao lado dos pais, no dia anterior, havia mexido um pouco com ele, tinha que admitir. E devia ter ficado estampado em seu rosto, pois Ginny logo perguntou o que tinha acontecido, e só sossegou quando finalmente descobriu.

Mas nem mesmo sua amiga ruiva tinha aparecido para lhe dar os parabéns. Sabia que os Weasley também andavam preocupados desde que Bill e Charlie comunicaram, durante a semana depois da quermesse, que tinham se alistado e partiriam para a guerra. Havia se passado uma semana que os dois filhos mais velhos dos Weasley tinham partido e desde então os ruivos restantes estavam mais apreensivos. A Toca sempre tão animada e acolhedora estava um pouco mais silenciosa, e Molly Weasley era sempre vista com feições preocupadas e quase sempre com lágrimas nos olhos.

Já dava seu dia como perdido – apesar de ser apenas duas horas da tarde – quando a voz irritante de Dudley se fez presente. Infelizmente acompanhando a voz, o rosto redondo e gorduroso também se fez ver quando abriu a porta, sem nem ao menos pedir licença, e com uma expressão de desagrado avisou:

- Aquele seu amigo pobretão está ai embaixo querendo falar com você.

- O Ron?

- Esse mesmo.

Harry até pensou em defender o amigo, mas definitivamente ele não estava a fim de arrumar confusão em seu aniversário. Mesmo que ninguém tivesse se lembrado do fato. Desceu as escadas com a esperança aflorando em seu peito. Será que Ginny tinha contado ao irmão sobre seu aniversário? Será que Ron estava ali para felicitá-lo? Mas ao ver o ruivo com uma expressão de aborrecimento bastante perceptível, esperando por ele no hall de entrada, sua animação voltou à estaca zero.

- Oi Ron.

- Olá Harry. Você está ocupado?

- Não por quê?

- Nada demais. Eu pensei que a gente podia dar uma volta, talvez conversar um pouco.

- O que aconteceu?

- Hermione.

- Vocês discutiram de novo? Eu achei que vocês estavam se entendendo...

- Como assim se entendendo?

- Ué, vocês dois... Bom, deixa pra lá.

- E então você vem comigo, ou não?

- Vou.

Os dois rapazes caminharam calmamente ao longo da margem do rio Bourghill, conversando sobre as amenidades que só a juventude é capaz de sugerir, mas a cada passo que Harry dava aumentava mais um pouco seu desapontamento. Em nenhum momento Ron dera a entender que ao menos sabia de seu aniversário. Ele não queria presentes, se bem que aquela bola que vira na quermesse serviria certamente muito bem.

Nem mesmo estranhou quando se aproximaram da casa da árvore. Era quase uma regra passar por ali praticamente todas as vezes que estavam à toa. Deixou Ron subir na sua frente, como sempre e se sentindo mais desanimado do que quando saira da casa dos tios, Harry subiu os degraus pregados no carvalho bem lentamente.


----~~~~~----

Ele tinha que admitir que a hipótese vagara por sua mente desde o momento que Ginny lhe arrancara a confissão que hoje seria seu aniversário, mas nem de longe se permitiu imaginar que se sentiria tão feliz. Um sorriso bobo dançava em seus lábios ao ver a casa da árvore decorada, mesmo que de forma simples, para comemorar seus quinze anos. Além de Ron e sua irmã, também estava ali Hermione, obviamente. Poderia parecer pouco para qualquer um, uma festa com apenas três convidados, alguns sanduíches, um bolo e uma jarra de suco, mas para ele, Harry James Potter, não precisava de mais nada. Talvez só a presença de seus pais, ou notícias...

- Tome Harry, feliz aniversário! – Hermione o abraçou alegre e lhe entregou um pequeno pacote, que ele abriu rapidamente.

- Legal, Mione. Obrigado. – Uma caneta tinteiro preta reluzia numa caixa simples, não era seu presente ideal, mas ele tinha que admitir que iria ser útil.

- Só ela pra dar algo assim de aniversário. – Murmurou Ron antes de cumprimentar o amigo. – Feliz aniversário, cara. Você não liga de não ter comprado nada pra você, né?

- Claro que não. Uma festa surpresa! – Harry sorria sincero. – Valeu.

- Parabéns Harry.

Ginny falou num tom suave que preencheu-lhe os sentidos e fez o sorriso de Harry se alargar. A garota lhe entregou um pacote que ele desfez sem tirar os olhos da expressão ansiosa dela. Ao divisar um pequeno avião de madeira pintado com as cores e os logotipos da RAF, o sorriso de Harry se tornou triste e sua mente voltou mais uma vez até seus pais.

- Eu pedi a meu pai que me ajudasse a fazer pra você. Tentei deixá-lo com um que eu vi numa revista uma vez... – Ginny se desculpava. O rosto corado de embaraço. – Eu pensei que você fosse gostar... Lembrar de seu pai...

- Entendo.

- Mas se você não gostar, eu levo de volta, sem problema.

Não resistindo mais ao impulso, Harry cruzou o curto espaço que o separava da ruiva e abraçou-a emocionado. Ainda com o rosto de encontro aos cabelos rubros falou gentil.

- Ficou perfeito e realmente me fez lembrar o meu pai, obrigado. – Deu um beijo agradecido no rosto de Ginny que voltou a sorrir.

- De nada.

- Agora que já recebeu os presentes, podemos comer alguma coisa? – Ron falou levemente irritado.

- Francamente, Ron. Você só pensa em comida?

- Quando estou com fome? Só.

Os quatro acabaram por rir do comentário e começaram a aproveitar o clima agradável daquela tarde de verão. Os sanduíches preparados pela professora Granger estavam deliciosos e, com sorte, em número suficiente para saciar a fome de Ronald e ainda sobrar. Depois ao som da música vinda do pequeno rádio que tinham levado para a casa da árvore, se distraíram com um divertido jogo de cartas.

Ginny riu quando o irmão bufou por ter perdido mais uma partida do jogo de cartas. Tinha suas vantagens ter crescido sendo um dos alvos preferidos de seus irmãos gêmeos. Ela aprendera alguns truques com eles que vinham bem a calhar em determinados momentos... Ron deveria ter aprendido também, mas ela achava que a proximidade de uma certa morena embotava o cérebro dele.

- Vamos jogar xadrez? – O ruivo perguntou esperançoso.

- Ah não, Ron. Xadrez só dá pra dois, eu e Ginny ficaremos de fora... – Reclamou Mione, fazendo com que Ron ficasse com as orelhas vermelhas.

- Vocês duas poderiam arrumar uma utilidade melhor pra essas coisas aqui, enquanto eu e Harry nos divertimos.

- Essas coisas, Ronald, são os chapéus que eu passei um tempão pra fazer.

- Que eu saiba o Harry tá fazendo quinze anos e não cinco, Hermione. – Grunhiu irônico.

Harry riu de mais um início de discussão entre Ron e Mione, agora sobre o fato do ruivo estar implicando com os chapéus de festa que a morena insistira em que usassem. Era certo, que ele também os achara um pouco infantil demais, mas estava tão feliz que não se importou em agradar a amiga. Riu para a careta que Ron fez ao se dar por vencido e permanecer com o adorno, desejando mais que tudo poder guardar para sempre esse momento. No mesmo instante viu Mione levantar-se rapidamente com um sorriso ainda maior no rosto e exclamar enquanto remexia na sacola que havia trazido:

- Eu estava esquecendo minha baby.

- O que? – Perguntou Ron intrigado.

- Minha “Baby Brownie”. A máquina fotográfica que ganhei no Natal. Meu pai conseguiu um rolo novo de filme para mim.

- Ahm...

- Se ajeitem. – Falou com um sorriso. - O que vocês estão esperando afinal?

- E você? – Ginny questionou ao ficar entre Harry e seu irmão.

- Não tem problema. – Respondeu dando de ombros.

- Tem sim, Mione. – Disse Harry.

Mas antes que a morena começasse a argumentar sobre o fato, Fred entrou pela portinhola do assoalho, seguido de perto por seu gêmeo, fazendo os quatro se surpreenderem.

- O que vocês estão aprontando?

- O que vocês estão fazendo aqui? – Rebateu Ginny prontamente.

- Bom, nós ouvimos quando você pediu para mamãe fazer um bolo para o Harry e então resolvemos vir participar.

- Mas vocês são muito...

- Deixa Ginny. – Falou o aniversariante. – Foi realmente bom vocês terem vindo.

- Por que exatamente? – Perguntou Fred com uma sobrancelha levantada.

- Porque vocês vão resolver o nosso problema da fotografia.

- Como?

- Eu não sei, Harry... – Hermione falou incerta. – Ai de vocês se fizerem alguma gracinha.

A morena entregou sua pequena máquina fotográfica para George e se posicionou entre Ron e Ginny que estava ao lado de Harry. Em seguida ela mesma fez questão de tirar outra em que os gêmeos apareciam junto com os irmãos e Harry. Fred e George deram outra vida à pequena comemoração. Não que estivesse chata ou monótona, mas os gêmeos tinham uma habilidade natural para brincadeiras e piadas que faziam com que todos ao seu redor não conseguissem conter o riso.

Harry estava bastante satisfeito com a sua pequena festa surpresa e não se lembrava de nenhuma vez ter comido um bolo tão gostoso quanto aquele feito pela senhora Weasley. Ele se deixou levar pela felicidade, nem mesmo vendo a hora passar. No final do dia o moreno se deu conta que não imaginava que fosse conseguir se divertir tanto em seu aniversário estando tão longe de seus pais.

---~~~~---

O mês de agosto começou trazendo consigo além da intranqüilidade da guerra, mais um longo período no qual Harry não tinha notícias e seus parentes. A cada avião da RAF que era atingido pelos alemães ele esperava ouvir a notícia de que seu pai ou seu padrinho haviam morrido. A última carta de sua mãe ele recebera ainda antes da quermesse e se ele já não estivesse economizando por causa dos desmandos de seu tio, em breve não teria mais nenhum centavo. Mas isso não importava. Pelo menos não a parte do dinheiro. Nem que ele tivesse que lanchar frutas na escola, mas tinha que comprar algum presente para Ginny.

A ruiva faria catorze anos dali a dois dias e ele ainda não sabia o que dar a ela de presente. Pensou em pedir a ajuda de Hermione, mas desistiu. Ele queria escolher pessoalmente. Olhou novamente a vitrine da loja de presentes ao lado da mercearia, percebendo que apesar de sua vontade o presente teria que ser simples. Com a guerra muitas coisas tinham sumido das prateleiras ou seus preços estavam exorbitantes. O que Ginny gostaria de ganhar afinal? Seus olhos verdes focalizaram atentamente um delicado colar dourado, com pingente em formato de gota que com certeza agradaria a garota. Ele até mesmo conseguia vê-la com a jóia adornando o pescoço alvo, mas ao ver o preço desta, seu ânimo despencou. Não tinha como comprar aquele colar.

~~~----~~~~

Como o aniversário de Ginny cairia num domingo, os Weasley resolveram comemorar com um almoço depois da missa, no qual seus amigos foram convidados para participarem. Harry sabia que era bem vindo na casa deles da mesma forma que sabia que seus tios não aprovavam suas amizades. Já esperava por mais alguma repreensão dos Dursley quando inacreditavelmente sua tia até mesmo mandou lembranças à Molly. Meio aturdido pela súbita gentileza, Harry apenas concordou com a cabeça antes de se juntar aos ruivos na saída da igreja.

Com os jovens Weasley ele encontrou também Neville, Lavander e Hermione, esperando para irem todos juntos para a Toca. Ginny estava particularmente radiante naquela manhã de agosto e Harry teve que novamente controlar os pensamentos que ele não chamava mais de ilógicos, mas sim de inconvenientes. Ele não podia deixar seus devaneios vagarem daquele jeito. Como ele podia estar pensando em contar todas as pequenas sardas que sobressaiam na pele corada pelo sol de verão? Ou achar que os olhos cor de âmbar lembravam o mais puro e saboroso mel?

Assim que Molly e Arthur se aproximaram junto com o pastor Dumbledore, sua esposa e Fleur, Ginny e Hermione se entreolharam e fizeram as mesmas expressões exasperadas, recebendo um olhar duro da senhora Weasley como resposta

Enquanto a matriarca seguia para casa no automóvel do pastor, Arthur, os filhos e seus amigos iam a pé pelo caminho que beirava o rio, rindo e conversando. Aproveitando um momento em que Ginny havia ficado um pouco para trás do grupo, Harry atrasou os próprios passos para poder entregar seu presente a ela de um jeito mais privado.

- Oi.

- A gente já se cumprimentou hoje, Harry. – A garota respondeu divertida com o embaraço dele.

- Eu sei... É que... Feliz aniversário. – Falou estendendo o embrulho que ela prontamente segurou.

- Obrigada, não precisava.

- Não agradeça antes de ver.

- Certo, então deixa eu ver o meu presente.

A ruiva desembrulhou o pequeno pacote e a cada movimento que as mãos dela faziam, Harry tinha mais e mais certeza de que deveria ter comprado o perfume que vira na loja, mesmo que isso significasse acabar com todas as suas economias. Antes mesmo que Ginny tivesse terminado de abrir, o que na opinião dele estava demorando demais para um embrulho tão pequeno, ele falou tentando tomar novamente o presente das mãos dela.

- Deixe, eu vou trocar. Você não vai gostar.

- Como você sabe que eu não vou gostar? – Perguntou segurando firme o presente em suas mãos, enquanto Harry tentava puxar.

- Eu vou levar de volta e comprar o perfume. – Falou num murmúrio audível, não respondendo exatamente a pergunta da garota.

- O que tem de errado com meu presente afinal?

- É simples demais... Você merece coisa melhor...

- Eu posso decidir se gosto pelo menos? – Ele soltou um suspiro resignado finalmente deixando que ela visse as fitas de cetim colorido que havia comprado para ela.

- Quando eu as vi, imaginei que você ficaria... bem... ficaria bonita usando.

- Ah, Harry, é perfeito!

Ginny apanhou uma das fitas e entregou as outras para que o rapaz as segurasse, enquanto prendia os cabelos vermelhos com o enfeite que ele lhe dera. Depois que terminou, olhou diretamente os olhos verdes e perguntou com um sorriso maroto dançando em seus lábios.

- Ficou bom?

- Linda! – Ao perceber a expressão de feliz surpresa dela, Harry teve consciência do que dissera e emendou rapidamente. – Quer dizer... lindo. Ficou lindo.

Com um movimento inesperado Ginny enlaçou-o pelo pescoço num abraço que ele não conseguiu deixar de retribuir. Segurou-a pela cintura, com o coração em descompasso, quando ela se afastou apenas o suficiente para beijar-lhe o rosto e dizer:

- Eu adorei Harry. Obrigada.

---~~~---

O almoço de aniversário de Ginny foi como era de se imaginar: maravilhoso. Depois de comerem, os jovens resolveram jogar um pouco de vôlei, já que só assim as garotas também poderiam participar. Algumas partidas depois e um pouco antes do delicioso bolo que a senhora Weasley preparara para a ocasião ser servido, enquanto eles conversavam próximos a uma das diversas árvores próximas do fundo da casa, Arthur Weasley se aproximou trazendo consigo um garoto loiro, que Harry tinha a certeza de já ter visto nos corredores da escola.

- Ginny, seu amigo Collin veio lhe cumprimentar.

A garota que estava sentada no gramado ao lado de Harry se levantou rapidamente com um largo sorriso em seu rosto, fazendo com que o moreno se sentisse estranhamente incomodado.

- Collin! Que bom que você veio. – Ginny abraçou o amigo que corou levemente. – Achei que estivesse na casa de seus avós.

- Estava, mas voltei hoje pela manhã. – Ele estendeu uma pequena caixa e completou. – Feliz aniversário.

- Ah, não precisava. – A ruiva disse ao ver o delicado frasco de perfume. – Muito obrigada.

O incomodo de Harry se transformou em raiva quando viu Ginny agradecendo o pressente, por sinal o mesmo que quisera, mas não pudera comprar, com um beijo demorado no rosto do rapaz. Por que será que os irmãos dela não estavam reclamando? Perguntou-se, observando os irmãos Weasley que continuaram a conversar após cumprimentar o recém-chegado. Eles viviam cercando-a de proteção, porém deixavam que aquele garoto chegasse do nada e beijasse a irmã assim? Uma vozinha em sua mente o lembrou que foi ela quem havia beijado, contudo ele não deu ouvido. Preferiu se ater ao fato de que Ginny parecia mais encantada com o perfume do que com suas fitas. Ele tinha que ser sincero. Quem iria preferir meras fitas para cabelo ao invés de um perfume?

De mau humor levantou-se e murmurou um simples “sede” quando Ron perguntou aonde ia. Passou por Ginny e o tal de Collin, que ainda conversavam animados, sem perceber que o sorriso da garota diminuiu ao perceber seu semblante chateado. Mas afinal porque estava agindo daquele jeito? Pensou Harry ao terminar de beber o copo de água que pedira à senhora Weasley. O que era aquela vontade enorme que sentia de voltar até o quintal e ficar ao lado de Ginny tal qual um cão de guarda? Não fazia sentido algum tudo aquilo. Provavelmente o tal Collin era algum amigo de infância, freqüentava a mesma turma que ela... E era aniversário dela, então... Nada mais natural, ou não? Não era como se a ruiva não tivesse nenhum amigo na cidade antes dele chegar, não é? Só de imaginar Ginny solitária em um canto o fez ter vontade de rir. Com o temperamento seria muito improvável que isso acontecesse.

Colou um sorriso que ele esperava que fosse convincente em seu rosto e voltou até onde os amigos estavam, se forçando em parar ao lado de Ginny e Collin e se apresentar pessoalmente para o garoto antes de se afastar novamente e tentar participar da conversa entre os gêmeos e Neville, não vendo o sorriso voltar a iluminar o rosto da garota.

---~~~---

Para Harry, o frágil alicerce de seu castelo de alegrias ruiu na tarde de uma quarta feira no final do mês de agosto. Ele tinha passado uma manhã maravilhosa no lago junto com os amigos. Com o calor típico do verão se fazendo presente desde o raiar do dia, refrescar-se no lago fora uma idéia inevitável e prazerosa. Lá mesmo fizeram um lanche com as frutas que encontraram e também alguns sanduíches que a senhora Granger enviara por Mione e um delicioso suco providenciado pela mãe de Ron. Por isso Harry nem se importou em perder o almoço feito por sua tia e agora chegava sorrateiro para que esta não desse conta de sua volta tardia para casa.

Contudo o jovem não esperava ouvir as frases exasperadas vindas do escritório de seu tio, que ficava num cômodo no caminho de seu quarto. Com sua curiosidade aguçada pelas palavras “Londres”, “bomba” e “pirralho”, Harry se aproximou cuidadoso da porta que notou estava apenas encostada e pôde perceber pelo tom irritado de Vernon Dursley que o assunto era no mínimo delicado.

- Eu sabia Petúnia! Eu tinha certeza que quando esse garoto entrasse por aquela porta iria nos importunar para sempre!

- Mas Vernon...

E agora? O que ele havia feito para despertar a ira do tio naquela semana? Será que aquela era mais uma discussão por causa dos gastos que tinham com ele? Harry se posicionou melhor para não perder nem uma das palavras vindas de trás da porta.

- Você lembra quando os ataques a Londres começaram! Eu disse que seria apenas uma questão de tempo até uma bomba acertar os miolos de sua irmã.

- Vernon!

- Ora, Petúnia! Sua irmã procurou por isso. O lugar de uma mulher não é numa guerra e sim em casa esperando pelo marido. E agora sobrou para nós cuidarmos do pirralho até que o pai apareça. Se aparecer, é claro!

- Mas você tem certeza?

- Eu ainda sei ler, Petúnia. E você mesma pode conferir, olhe.

Harry se apoiou melhor na parede. Não podia ter escutado direito. Eles deviam estar fazendo algum tipo de confusão. De onde será que tio Vernon estava tirando toda aquela certeza de que a mãe dele estava... Não! Não podia ser! A voz baixa de sua tia fez com que ele deixasse as lamúrias para outro momento e voltasse sua atenção de novo para conversa. Era provável que ela percebesse o engano nesse momento.

- Oh! Meu Deus!

- Esse era o nome dela não?

- Sim, o de solteira.

- Provavelmente já havia alguém com o sobrenome Potter no hospital, aí ela usava o do sobrenome do meio para se identificar.

- Eu na-não sei, Vernon.

- Mas não tem outra explicação, tem?

A mente de Harry procurou, ela mesma, por outras explicações, pois sua tia parecia não ter interesse ou agilidade para tal. Ele precisava de uma resposta rápida. Ele precisava logo de ter certeza. Contudo seu cérebro parecia paralisado pela pouca tristeza que sentiu na voz da tia. Após alguns momentos de silêncio dentro da sala, Harry ouviu o pigarrear de seu tio e seu corpo começou mecanicamente a se afastar dali, escutando sem realmente se dar conta do encerramento da conversa.

- Agora vamos, Petúnia. Está quase na hora do chá.

~~~----~~~

Harry não percebeu quando entrou no quarto, ou quando encostou-se à parede e deslizou para o chão, nem mesmo quando lágrimas quentes começaram a escorrer pelo seu rosto. Aquilo não podia estar realmente acontecendo. A qualquer minuto Lílian Potter apareceria naquela cidade e o tiraria daquele inferno. Sua mãe não o deixaria sozinho ali. Ele não podia deixar que os tios falassem daquela forma. Sua mãe estava servindo à nação. Ela trabalhava num hospital. Mesmo estando em Londres não tinha perigo, não é mesmo? Afinal os alemães não iriam bombardear um hospital. Devia ser alguma coisa proibida até mesmo em guerras. Mas ele sabia, pelos noticiários que o tio insistia em fazê-lo ouvir todas as noites, que os bombardeios nazistas assolavam a capital inglesa dia e noite, não fazendo distinção de onde cair.

Afundou a cabeça nas mãos mais uma vez e deixou que mais algumas lágrimas se esvaíssem. Tinha que ter algum tipo de engano. Ele só acreditaria quando visse com seus próprios olhos. Ele tinha que entrar em contato com alguém para conseguir notícias. Antes mesmo que se animasse com aquela idéia, Harry lembrou que ouvira os pais de Hermione comentando que a comunicação com a capital estava restrita ao correio e mesmo este apresentava problemas por causa dos bombardeios. Sua mente trabalhava rápido tentando descobrir outra solução. Será que se ele corresse, conseguiria pegar o último trem para Londres? Mas o que um garoto de quinze anos ia fazer em Londres? Onde ele procuraria? Se a cidade estivesse metade do que ele imaginava, já seria o caos. Não adiantava. Ao menos por hora ele estava preso àquela cidade e aquela casa.

O cuco do relógio avisando que estava na hora do chá tirou Harry momentaneamente de sua dor. Com o andar pesado de Vernon Dursley descendo as escadas, ele decidiu o que ia fazer. Sem se importar se ia ser visto ou ouvido, saiu de seu quarto e rumou para o escritório do tio. Tinha que encontrar o que este havia mostrado para sua tia, para que ela acreditasse no que acontecera com sua mãe. O que devia ser? Uma carta? Um telegrama? Não importava, fosse o que fosse ele iria descobrir.

Olhou o pequeno cômodo que parecia imaculado e nem precisou vasculhar para descobrir onde o tio tirara a informação que parecia prestes a destruir com sua vida. Em cima da grande mesa de carvalho a manchete de um famoso jornal londrino se fazia ver sem dificuldade.

MAIS VÍTIMAS INOCENTES!
Nazistas destroem hospital

O Hospital Geral de Londres, que servia de base para atendimentos da R.A.F., foi mais um dos locais atingidos pelas bombas nazistas da blitz alemã da última segunda feira. Contudo o número de cinqüenta mortos é menor do que o esperado devido às circunstâncias, já que o hospital se encontrava lotado de feridos dos últimos bombardeios... (cont.p 4 e 5)


Harry agarrou o jornal e voltou quase correndo para seu quarto. Fechou a porta e tratou logo de virar rapidamente as páginas, lendo a notícia com avidez. Mas ao ver o destaque “Lista Nominal das Vítimas do Ataque ao Hospital Geral de Londres”, sua mente pareceu subitamente embotada. Passou os olhos rapidamente nas iniciais seguidas do sobrenome que constituíam a listagem até que um nome o fez sentir um bolo começar a se formar em sua garganta: M. Lupin. Oh, Deus! Marlene Lupin era a melhor amiga de sua mãe, esposa de seu “tio” Remus, amigo de seu pai. Perdera a conta das vezes que tia Marlene fora a sua casa ou se encontraram. Mas no momento ele queria ser um pouco egoísta. Depois ele lamentaria a morte da amiga da família, agora ele tinha que ter certeza de que o nome de sua mãe não estava ali. Leu atentamente os nomes, reconhecendo alguns de conversas de sua mãe, até que seus olhos verdes se fixaram num pequeno nome no meio da terceira fileira. Limpou os óculos que usava para ter certeza de que lera direito, mas nada havia mudado. Em tinta preta grafado em letras inexpressivas estava o nome: L. Evans.

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NB: É tão gostoso ser beta dessa fic! A Pri usa a dosagem certa em tudo, para o humor, o amor e o drama, aí fica fácil betar! rs A festa surpresa do Harry foi muito legal. Ele achando que ninguém iria dizer um simples parabéns, e ganhou até presente. Lindo tb foi o ver comprando e depois dando o presente dele para a Gin, todo inseguro, não sabendo se ela ia gostar...Abençoada seja sua inspiração HG nesse cap Pri! Amei cada momento! Quanto a bomba que vc jogou na cabeça do Harry...espero que esse jornal tenha tido algum problema de impressão... Adorei esse cap. Amo-te! Beijos

N/B Paty – (olhos cheios de lágrimas) Pq vc tinha que fazer isso? Pq eles tinham que morrer??? (chora) Ai Merlim eu nunca me conformarei com a morte deles... vc é má mana ainda mais com toda a matança do último livro!!! Mas mudando de assunto, eu adorei o aniversário da Ginny, que fofo o presente do Harry e ele com ciúmes! Tá tudo tão bem escrito e delicioso de se ler que eu quero logo o próximo capítulo, e quero mais serviço tb, pq é muito chato ser uma beta sem muito o que fazer hauahuahauh... Mana parabéns pelo capítulo e espero que o Harry seja consolado pela Ginny no próximo viu? (sorriso maroto) Beijos.

NA: Amores!!! Olá para todos. E aí, já leram HP7??? Eu já, mas podem ficar tranqüilos que não contarei nenhum spoiler, hihihi. Primeiro que avisar que, não sei se perceberam mas, troquei a idade inicial dos personagens. No primeiro capítulo o Harry tinha 13 e eu achei melhor para o desenvolvimento da história trocar para 14, pode parecer pouco, mas pros hormônios fazem muita diferença, hahaha. Segundo aviso, não me mandem azarações... pelo menos não ainda, hahaha. *Pri pensando* Acho que é só... Bjks e obrigada a todos que estão lendo, mesmo ao que não comentam.

Ah sim, não desanimem com “Harry Potter e seu mundo” depois que a saga chegou ao fim, sempre teremos escritores brilhantes pra nos fazer novamente sonhar como a Sally Owens, Sonia Sag, Bernardo Cardoso, Paty Black, entre tantos outros que se eu for citar um a um meus dedos irão cair de tanto escrever, por isso citei apenas alguns que para minha completa felicidade fazem parte de meu círculo de amizades. Um grande beijo a todos, amo vocês.

Um beijo especial para minhas betas Paty e Pam. Paty, calma mulher que a monografia sai! Pam, obrigada por me aturar durante a semana em que li o livro 7, choramingando a todo momento com você no msn, me descabelando e atormentando você no processo. Amo vocês.

Livinha: Amore eu esqueci no outro, mas dessa vez você foi a primeira, hehehe. A vozinha na cabeça é a aprte que eu mais gosto na história... Você faz uma copisa qualquer e ela tá lá te xingando ou te elogiando, ou mandando fazer tudo ao contrário do que você realmente faz, hahaha. Bjks querida e sim, o Draco é feio!!! Hahaha.

Marcia M: Definitivamente você deve ter uma bola de cristal *Pri pensando*... Que bom que você amou o capítulo. Bjks.

Mayana Sodré: O Dean É um tapado, graçás a Merlin!!! A Mione é demais, mesmo hehehe. Eu, maltratar o coraçõa do HArry???? E eu me chamo JK Rowling por acaso????? Hahahaha. Bjks

BERNARDO: Ajeitei a idade deles, melhorou??? Aff, minhas férias passaram tãooooo rápido :( Como você tem coragem de jogar seu mês inteiro de férias na minha cara??? *Pri emburrada* Bjks

Sally Owens: Obrigada pelo apoio querida, e também pela consultoria, hahaha. A festa foi um momento de alegria antes da tempestade... Normal, né??? Quem manda gostar de coisas complicadas??? Hahaha. Bjks

Sônia Sag: Cadê você sua sumida????? É o capítulo anterior foi realmente repleto de amor, mas esse... acho que foi realmente balanceado, um pouco de amor, um pouco de dor... E aguarde... Confie... Bjks

Gabi W: Aff, filha, você já me conhece, né? Quando eu soumuito boazinha já sabe que em seguida lá vem coisa, hihihi. Bjks

Mayra Black Potter: Obrigada pelo elogio. Eu também olhava meio atravessado pra UA, mas comecei a ler umas muito boas e agora resolvi escrever. Espero que continue gostando. Bjks

Pamela: Quer dizer que esse é o seu capítulo preferido até agora??? Que bom!!! :D Obrigada por toda a ajuda, dicas, broncas e idéias. Te amo, beijos.

Gina W Potter: Aff, você me esqueceu??!! *Priscila chorosa* Bom, mas se já deu uma de elfo tudo bem, tá perdoada, hahahaha. Que bom que voc~e está gostando. Bjks

Alessandra Amorim: Ei, mais uma carioca!!!! POis é o capitulo da quermesse foi fofinho, esse também até eu ter um surto rowlingnesco e fazer o que fiz... :P Bjks querida. (PS: tu mora aonde???)

Lady Eldar: Que bom que você gostou de dançar com o Rony. Eu também amei quando você fez o mesmo por mim, hihihi. Ei, você foi a unica que ficou curiosa sobre essa conversa da Molly e da Petúnia, hahaha. Espere que você vai saber o que é. Bjks

Luluh Black. Que bom que posso contar com você por aqui também. Bjks e obrigada.

Mi Potter: Obrigada pelo carinho. Bjks.

Georgea: Pois é os gêmeos se deram bem, ou quase... O Charlie tinha que atrapalhar, humpf. Acho que tenho é que arrumar uma mulher pro Charlie... Na fic da Lady Eldar fui eu quem me dei bem, mas na minha eu sou altruista, hahaha. Que bom que você gostou da parte do Harry e da Gina, espero que não tenha se decepcionado nesse. Bjks mana.

Lis: Charlie e Tonks??? *Pri pensando* É um caso a se pensar... O Harry é fofo. Ás vezes é fofo demais, por isso eu prefiro o Rony, hahaha. Bjks

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