"How do you, how do you sleep?
I found a letter you wrote me
Still smells just like you
Damn those sweet memories" ♫
Local: Dormitório masculino da Sonserina.
Já passava de 1 hora da manhã e Draco Malfoy não dormia. Como poderia?
Também não perambulava escondido pelos corredores, como havia feito nos últimos meses. Ao invés disso, perambulava em volta de sua cama.
Várias coisas lhe tiravam o sono, duas predominantemente. 1) A missão da qual estava incubido e 2) Ela.
Draco achava ridículo passar tanto tempo pensando nela quando claramente havia muito mais coisas com as quais se preocupar, como o inconveniente Harry 'O Eleito' Potter, dando um jeito de sempre chegar perto demais de pegá-lo fazendo seus preparativos para a execução da missão. (Como ele faz aquilo?!)
Ela o havia avisado várias vezes de que Potter estaria vigiando-o. Enfiou a mão no bolso da calça do pijama. Até ali tinha um papel amassado.
Abriu-o procurando lembrar o que tinha escrito ali. Era o início de outra tentativa de responder às cartas dela.
Outra tentativa fracassada. Sentou na beira da cama para ler o conteúdo pela luz da lua. Era algo como:
"Mione, (desde o 4º ano que havia deixado de chamá-la de Granger, pelo menos nesse meio de comunicação)
Pra que você precisa dele afinal? Ele leu suas cartas por quase 3 anos?
Ele nem ao menos repara em você, me encontre amanhã no... "
Como ele poderia escrever aquilo? Não podia responder à carta dela com sinceridade. Não gostava nem um pouco de vê-la sofrer pelo idiota do Weasley. Queria poder dizer à ela que não ligava se Ronald Weasley explodisse. Se o mundo explodisse. Queria poder dizer à ela que a amava.
Mas nem ao menos amá-la era o certo. Ainda mais agora, que era um Comensal. Que tinha ordens diretas de Você-Sabe-Quem. Que deveria ter como ocupação unicamente a missão de matar Dumbledore. E trabalhar na conclusão dela.
Ele não queria matar Dumbledore. Ele não queria ter ordens de Você-Sabe-Quem. Ele nem ao menos queria ser um Comensal. Se não fosse a pressão de ser sangue-puro, Malfoy, filho de Lucius, ele jamais teria se candidatado à Comensal. O Comensal dentro de Hogwarts.
Se não tivessem vindo à sua casa e o intimado, ele jamais faria isso.
Logo, ele não podia responder. Como contaria a Hermione que sim, agora era um Comensal. Que era responsável por todas as coisas das quais Potter o estava acusando? Ela havia acabado de voltar a falar com ele, uma chama de esperança havia reacendido. Ele não poderia apagá-la, não dessa forma. Então não respondeu.
Uma semana depois, outra carta.
Dessa vez ele nem ao menos teve vontade de responder. Mesmo porque Hermione não teria tempo pra pensar em responder pra ele. Ficava de namorico com o Senhor Vestes de Segunda Mão o dia inteiro. E a tarde inteira. Só não nas aulas. Nas aulas, Hermione Granger ainda era a primeira da sala.
Menos em poções, aonde Harry 'O Eleito' Potter desenvolveu um talento novo (além de sempre conseguir aparecer como o herói da situação) e inexplicado para ir melhor que Hermione. O que Harry estava aprontando? Ele não sabia poções. Draco sabia e Hermione sabia. Ela era a melhor, sempre era.
Quando veio a terceira carta, Draco entendeu o ponto de vista dela.
Ela achava que ele não havia respondido porque estava se vingando do ano anterior, quando ela deixou várias de suas cartas sem resposta.
Merlin, como estava errada! E ele precisava mostrar isso à ela, e rápido.
Draco foi até seu malão e pegou um caderno bem no fundo. Um caderno em branco.
Um caderno que deixou de estar em branco quando Draco murmurou as palavras "Draco Dormiens Nunquam Titilandus" com a varinha apontada para o objeto.
Um caderno que virou um diário.
Draco examinou o conteúdo atenciosamente, como que procurando falhas ou algum conteúdo que o fizesse mudar de idéia quanto à decisão que havia acabado de tomar.
Não encontrou, e sua idéia inicial se concretizou:
Entregaria o diário à Hermione.
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N/A: Aqui começa a história ;D
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