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12. Divisão em Dois


Fic: WEASLEYs: por que ruivos também amam.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 12: Divisão por dois


 


 


 


Narrado por Jorge Weasley


 


 


 Fred me olhou com um brilho nos olhos, como se tivesse esperançoso. Dava para ver que ele esperava que eu dissesse que estava tudo resolvido, que eu havia falado com Angelina e que os resultados fossem maravilhosos. Ele esperava que estivesse tudo bem.


 


 - Você... conseguiu alguma coisa? – Fred me perguntou.


 


 Mas a realidade básica da vida é que decepções acontecem com maior freqüência do que todos nós poderíamos imaginar. E a verdade era que nada estava bem.


 


 - Para falar a verdade, caro clone, eu consegui coisas boas e ruins, e você vai decidir o que quer ouvir primeiro. – certo, vou admitir: eu estava enrolando. Não queria dizer a Fred as verdades interessantes das minhas conversas com Angelina. Talvez ele nem merecesse saber. Mas, como todo Grifinório que se preze, eu sou covarde.


 


 Acho que o Chapéu Seletor deveria ter mandado para a Lufa-Lufa. Eu bem que avisei a ele.


 


 - Conte as boas primeiro. – decidiu-se Fred, com os olhos brilhando de felicidade. Cara, eu já disse que o odeio? Sério. Ele nasceu com a minha cara, faz aniversário no mesmo dia que eu e ainda rouba a minha garota. E ainda vem com esse brilhinho nos olhos, como se soubesse que eu já estava arrependido de ter iniciado essa conversa.


 


 Mas, enfim...


 


 - Para começar – disse eu sabiamente, começando a andar pelo quarto. – deixo claro que as coisas boas dizem respeito apenas à minha pessoa.


 


 - O que quer dizer?


 


 - Que são boas pelo meu ponto de visão.


 


 - O que significa que...?


 


 Onde está aquela coisa que os médicos dizem que existem entre gêmeos? Onde está a comunicação silenciosa que me disseram que existia? Fui enganado? Ou o Fred está bebendo cerveja amanteigada demais?


 


 Eu sabia que ficar pensando em cachorros não era uma boa coisa.


 


 - Significa que as coisas boas para mim, podem não ser boas para você. – expliquei.


 


 Fred balançou a cabeça afirmativamente com o olhar pensativo, como se estivesse pesando minhas palavras.


 


 - Tudo bem. – ele concordou. – Seja o que for, creio que vou sobreviver.


 


 Ah, você, querido Fred, com certeza vai, a questão é... eu vou sobreviver? Porque eu estou com a péssima impressão, de que quando ele soubesse que eu beijei Angelina, a sua reação não será das melhores.


 


 - Eu beijei Angelina. – soltei de uma vez.


 


 Demorou mais ou menos um segundo para Fred entender o que eu estava falando. Isso, é claro, se meus cálculos estiverem certos.


 


 E eu com toda certeza não estava preparado para o soco que ele me deu no nariz.


 


 AH! Estou sendo agredido!


 


 - Ah, merda! – gritei, segurando o nariz. Estava sangrando. Eu podia sentir.


 


 AH! Estou com hemorragia!


 


 - Seu Weasleyzinho de merda! – Fred gritou e começou a me perseguir pelo quarto, enquanto eu corria dele.


 


 - Não coloque o nome Weasley nisso! – disse, enquanto subia em cima de uma cama e saia pelo outro lado.


 


 - Eu pedi pra você conversar com ela! Não para agarrá-la! – Fred rugiu, correndo atrás de mim, passando pela cama.


 


 - Ora, vamos Fred! Porque está tão bravo? Ela nem tinha mais nada com você... – tentei argumentar.


 


 Não sei exatamente quando ele me alcançou. Só sei que caí no chão de cara, quando senti minhas pernas sendo presas. Malditas sejam essas varinhas!


 


 Fred subiu em mim e começou a me socar com tanta força que fiquei com medo de perder um dente. ‘Tá legal, agora as coisas estavam indo longe demais. Tinha um homem em cima de mim e isso já não era uma coisa. Principalmente quando esse homem estiver te batendo.


 


 Reuni minha força de vontade – que era bem pouca – e desviei de um soco de Fred (que acabou socando o chão). Aproveitando a distração dele, inverti nossas posições, subindo em cima do meu irmão. Dei-lhe um soco.


 


 Certo. Isso foi desnecessário, mas ele mereceu. Portanto, dei mais dois na boca dele para completar o trabalho.


 


 - Fred... – arfei. – Vamos... pensar com... calma.


 


 Ele cuspiu na minha cara. Que nojo!


 


 - Você sabia que eu gostava dela! – acusou.


 


 - Mas você não sabia que eu gostava dela. – acusei de volta.


 


 Fred parou, olhando-me com curiosidade, finalmente sem raiva. Sua boca estava cheia de sangue e me senti culpado.


 


 - Eu gostei dela primeiro. – ele disse e riu.


 


 Suspirei, aliviado. Saí de cima dele e me deitei no chão ao seu lado.


 


 - Gostamos dela juntos. Só que você sabia que gostava e eu não.


 


 - E como foi que descobriu?


 


 Passei a mão no nariz para tentar estancar o sangue, que já estava sujando a minha camisa. Agora é que as coisas iam se complicar...


 


 - Ela nos confundiu. – contei.


 


 Fred entendeu.


 


 - Quando?


 


 - Depois do jogo de quadribol. – continuei. - Ela me beijou achando que eu fosse você. Foi assim que descobri.


 


 - Foi por isso que ela ficou estranha... – meditou ele.


 


 - Foi sim.


 


 - Como foi que ela conseguiu nos confundir?


 


 Eu ri alto, me lembrando da maneira hilária que Angie havia conseguido nos confundir.


 


 - Estou tentando entender até agora, já que, por um acaso, eu estava usando o suéter que Mamãe nos deu de Natal no ano passado... – disse.


 


 - Qual deles?


 


 - Aquele que tem o J na frente.


 


 Fred parou por um momento e, como somos gêmeos e temos aquela coisa de telepatia, eu soube que ele estava pensando. E deixei que pensasse, fazendo silêncio. Depois do que imaginei serem dois minutos ele começou a gargalhar.


 


 - Espere - disse, tossindo para tentar reprimir as risadas. – Havia um J bordado no seu suéter e, mesmo assim, Angelina conseguiu nos confundir, sendo que o meu nome começa com F. É isso que eu entendi?


 


 - Entendeu perfeitamente. – elogiei.


 


 Ambos começamos à gargalhar no chão. Era uma estupidez absurda fazer o que Angelina fez, mas era por essas e outras razões que gostávamos tanto dela. Completamente imprevisível.


 


 - Enfim – disse Fred, se recuperando. – continue.


 


 - Quando soube que vocês estavam juntos, me senti a pior pessoa do mundo, mas, pior do que isso, foi o fato de que eu estava triste por Angelina ter um dono, principalmente por que esse dono era meu irmão, e sabendo que ela gostava de você também, eu esperava que ela aceitasse seu pedido de namoro. – pausei. – Mas – continuei, tomando fôlego. – isso fez eu perceber o porquê de ela estar tão estranha.


 


 - Culpa... – ele adivinhou.


 


 - Sim. 


 


 - E quando pedi que fosse falar com ela...


 


 - Você foi um covarde.


 


 - Eu sei.


 


 - Porém, ainda assim, fui falar com ela. Mas com outros propósitos.


 


 - Que propósitos? – Fred questionou.


 


 - Eu queria explicações. E consegui, acredite. – contei.


 


 Por um momento, eu parei de falar, lembrando-me com clareza dos últimos acontecimentos. Fred percebeu que minha narração havia pausado e disse:


 


 - Continue.


 


 - Bem... – suspirei. – O que realmente me chamou a atenção foi o fato de ela estar triste. Foi uma das coisas que me magoou. E foi uma das coisas que me fez querer tê-la por perto. Eu queria fazê-la sentir-se melhor. Mas acho que errei quando a beijei.


 


 - Por quê?


 


 - Porque ela se sentiu pior.


 


 Ambos ficamos em silêncio pelos segundos seguintes e acho que a pior parte disso, foi saber que nós dois estávamos imaginando o rosto triste de nossa amiga Angie, a culpa estampada em seus olhos castanhos. E, por um momento insignificante, me perguntei o porquê de sermos tão insensíveis a ponto de não ter percebido a verdade em seu olhar cristalino. Não sei Fred estava pensando o mesmo que eu, mas não me dei o trabalho de perguntar.


 


 - E então? – perguntou meu gêmeo.


 


 - E então o que?


 


 - O que a gente faz?


 


 Voltei a pensar, sem resposta para aquilo.


 


 - Vamos analisar os fatos. – sugeri.


 


 - Fato 1: Angelina é uma só e não tem o poder de se multiplicar. – Fred disse.


 


 - Fato 2: tudo dá a entender que ela gosta de nós dois. – acrescentei.


 


 - Fato 3:... – disse ele. – Ambos gostamos dela. – dissemos juntos.


 


 O silêncio reinou e nenhuma solução apareceu.


 


 - Alguém aqui está disposto a desistir dela? – propôs Fred, mas ambos sabíamos que não.


 


 - Pense comigo, parceiro. – pedi. – Quando Papai e Mamãe se casaram, o destino sabia que nós dois acabaríamos por nascer. Nós dividimos o útero, o colo, o berço, os pais, o aniversário, os brinquedos, o quarto, nossa primeira vassoura, as glórias, as idéias, as detenções... – contei nos dedos. – E isso nunca pareceu um problema, pelo menos a meu ver.


 


 - Nem para mim.


 


 Balancei a cabeça afirmativamente.


 


 - Então – dei um sorriso maroto. – Porque não podemos dividir a garota?


 


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 N/A: pessoal, eu voltei! Caraca, faz tempo, hein? O.O


 


 Mas, enfim, decidi voltar à escrever essa fic porque eu peguei os capítulos anteriores e li todos e percebi o quanto eu me diverti escrevendo cada um deles. Seria uma pena deixar uma história boa morrer por causa da tristeza do escritor.


 


 Portanto, aqui estou eu, voltando à acrescentar as idéias aqui.


 


 Sobre o capítulo: 7 páginas, letra Tahoma, número 14. Pois é, capítulo pequeno, mas eu decidi continuar essa situação no next.


 


 Um super obrigado áqueles que comentaram: Anjinho Doce, Aline Souuza. Obrigado mesmo! Para Polyane, um agradecimento super especial: obrigado por acreditar tanto na minha história. Esse cap é dedicado para você. Beijo!!


 


 Espero que tenham gostado,


 


 Thomas.

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Comentários: 3

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Enviado por Polyane em 23/12/2011

Eu tô quase chorando de alegria. Eu estou amando a história e você tem um talento enorme! Não me abandone! E desculpe não ter comentado antes! Obg msm, eu to muito feliz, li e reli o capítulo e eu AMEIIIII! PERFEIITO! 


Por favor posta mais ^^  *Carinhadecachorrosemdono*

Bjos e um feliz natal! Que seus sonhos se realizem! Bjos!

Nota: 5

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Enviado por Polyane em 05/12/2011

Aaaah, eu começei a ler está com dois dias e quando vi esse comentário, poxa, partiu meu coração. Queria ter feito uma conta aqui antes de você ter ficado triste por não recebe mais comentários. Mas saiba que você escreve muiiito bem. Estou amando!

Nota: 5

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Enviado por Polyane em 03/12/2011

Aaaaaaaaaaaah mais eu começei a ler agora e estou amando. PORFAVOR CONTINUA! AAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Nota: 1

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