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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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17. Capítulo 16


Fic: Entre a Guerra e o Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Oi leitores! (tudo bem, eu só tendo dois que comentam, mas de qualquer forma xD)


Eu disse que ia me esforçar pra postar rápido nas férias e agora estou aqui com mais um capítulo da fic que eu julgo, ser o melhor até agora! *-*


Escrevi ouvindo Bush, principalmente Letting The Cables Sleep e Cold Contagious, por isso, sugiro que ouçam também. Aliás, eu acho o estilo da banda perfeitamente encaixável ao da fic!


Chega de enrolação! Boa leitura a todos!


***


Olhos verdes encaravam Luna com uma expressão séria e preocupada, cabelos negros escorriam sobre a face e subitamente, Luna conseguiu suspirar aliviada. Encarou a pessoa que estava a sua frente e sorriu, depois disse mais tranqüila:


   - Sei que não quer meu mal Colbie Summers.


   - Você confia demais nas pessoas Lovegood... – Colbie disse enquanto abria umas poucas cortinas e deixava um pouco de luar entrar no local, Luna não sabia onde estava, mas estava tranqüila por ter sido Colbie designada a seqüestrá-la e não outro comensal. Luna continuou a sorrir e respondeu:


   - Na verdade Colbie, estava esperando que alguém me seqüestrasse. É por causa do meu pai não é?


   - Sim Luna, ele deu uma informação errada ao Lorde sobre Potter... – Colbie respondera séria enquanto caminhava pela sala. Ela não sabia muito a respeito sobre o que Harry Potter fora fazer na casa de Xenofílio Lovegood, só sabia que o rapaz estava atrás de algo denominado Horcrux e que isso era muito importante naquela Guerra. Luna pigarreou e perguntou preocupada:


   - Mas meu pai está bem não é?


   - Ele foi enviado a Askaban, não que isso faça alguma diferença no momento já que os dementadores não ficam mais lá. – Colbie respondeu amargurada enquanto olhava pela janela, podia ver claramente os mantos negros percorrendo os céus. Luna suspirou aliviada e disse:


   - Finalmente o Ministério fez algo de bom, pelo menos lá ninguém vai ousar tocá-lo.


   Colbie fez um barulho de concordância e depois se calou observando a janela. Seus olhos verdes estavam refletindo seu atual estado, a garota tinha a expressão séria e Luna teve pena dela. A loira sentiu pena da sonserina por não conseguir ver um brilho sequer nos olhos dela e também, por vê-la tão fria e distante.


   Logo pensou na amiga. Gina talvez estivesse em algum lugar no castelo a sua procura e possivelmente, metendo-se em encrencas. A loira pigarreou para atrair a atenção de Colbie, a morena não se mexeu, mas Luna disse incomodada:


   - Será que não dá pra você me soltar?


   - Desde que você prometa não fazer barulho... Acredite, você está mais segura aqui do que no castelo. – Colbie respondeu séria enquanto executava um leve movimento com a varinha e Luna sentiu as mãos e os pés livres. A loira massageou o pulso e perguntou:


   - Afinal, por que você me quer aqui se meu pai está em Askaban?


   - Minhas ordens foram para te matar Lovegood, mas eu não posso fazer isso. – Colbie respondeu fria desviando os olhos de janela e encarando Luna, a loira estava sorrindo e Colbie não entendeu, realmente aquela garota era maluca. Luna levantou-se do chão e perguntou:


   - O que você quer de mim então?


   - Quero que você contate a Ordem da Fênix pra mim, preciso falar com Remo Lupin. – Colbie respondeu tranquilamente, Luna arregalou os olhos por alguns instantes. Colbie estava se arriscando naquela Guerra e ao observar os olhos dela, Luna entendeu que aquela sonserina tinha algo que não se encaixava dentro de si.


 


***


 


   Ruby Valentine estava na sala comunal da Sonserina, mas sua mente vagava em outro lugar bem distante dali. Enquanto caminha aflita de um lado para outro da sala, sentia sua cabeça latejar com pensamentos incômodos a respeito de Pansy Parkinson e Colbie Summers.


   Estava confusa como nunca estivera, justo ela que se achava a pessoa mais racional e astuta do mundo. Tremia ao pensar em todo o amor que mesmo resguardado incomodava seu coração e também pensava em toda a sensualidade e luxúria pela qual sempre vivera. Ruby estava dividida entre duas partes primordiais de si: seu amor por Pansy e suas relações carnais, representadas naquele momento, por Colbie.


   Ruby colocou a mão sobre a testa amaldiçoando-se por ser um péssimo exemplo de ser humano, ela nem ao menos tinha a decência de amar alguém da forma certa. Estava há tanto tempo presa naquela Guerra que se acostumara a ferir-se e ferir os outros, aquilo nunca fora um problema, não era antes de descobrir o que Pansy significava para si.


   A morena finalmente sentou-se em uma das poltronas, era alta madrugada e Colbie ainda não voltara e de alguma forma que Ruby desconhecia, Colbie tornara-se especial em sua vida. Uma admiração e uma inveja crescentes pelo que a garota fazia por Gina Weasley confrontavam-se com um nojo e uma repulsa pelo que ela mesma fazia a Pansy.


   Absorta em seus pensamentos, Ruby ouviu passos que a despertaram bruscamente. Ruby levantou-se para observar quem descia as escadas rapidamente e o objeto de seus pensamentos estava parado a sua frente: Pansy Parkinson apertava uma carta na mão esquerda e seus olhos tinham lágrimas duramente reprimidas.


   - O que foi Pansy? – Ruby perguntou confusa enquanto se aproximava da loira, Pansy então se aproximou a passos firmes e deu um tapa na face de Ruby. A força do tapa fez com que Ruby caísse no tapete, com uma expressão de incredulidade nos olhos, Pansy então deixou as lágrimas escorrerem e disse amarga:


   - Está feliz agora Ruby? Meus pais foram assassinados, está satisfeita? Agora você pode voltar correndo para os braços do David e dizer que finalmente, a sua tarefa está concluída!    - Mas Pansy, eu juro... Juro que não sabia de nada! – Ruby respondeu sincera, sentindo suas próprias lágrimas molharem seu rosto e também, sentiu sua face esquerda arder. Pansy deu uma risada sarcástica e continuou:


   - Não sabia de nada? Você sempre sabe de tudo, ao menos tivesse a decência de me dizer o que acontecia, fizesse isso pelo amor que você acha que sente por mim!


   - Eu te amo Pansy, você pode duvidar de tudo em mim, menos do que eu sinto por você! Se eu realmente soubesse, eu teria estado lá e evitado que eles fossem mortos! – Ruby respondeu firmemente enquanto encarava Pansy tentando botar toda a sua sinceridade em seus olhos, Pansy respirou fundo e disse amargurada:


   - Mas você não estava... Você me ama, mas falhou mais uma vez, me traiu mais uma vez e dessa vez, foi a última Ruby! Eu só te peço que ao menos tenha um pouco de pena de mim e fique longe ok?


   - Eu não vou me afastar de você, eu vou te proteger, dessa vez eu vou. Eu prometo! – Ruby disse triste enquanto aproximava-se de Pansy, mas a loira afastou-se, deu um sorrisinho e disse:


   - Não, você não vai. Eu quero distância de você, porque tudo que você toca, tudo que você deseja acaba se destruindo. Você tira o melhor das coisas e depois, deixa que elas se destruam... Por favor, fique longe Ruby. – Pansy disse melancólica enquanto encarava Ruby com firmeza, a morena sentiu as lágrimas escorrerem mais ainda por sua face, ela respirou fundo tentando aplacar a dor em seu peito, mas não conseguiu.


   Ela então levantou os olhos para Pansy, um olhar firme e sincero e antes de sair da sala comunal, disse:


   - Eu não vou deixar as coisas assim, eu não vou deixar a única coisa boa em mim morrer desse jeito.


   Pansy ouviu essas palavras de Ruby, mas não conseguiu acreditar nelas. Não dessa vez. A loira ajoelhou-se no chão e sentiu uma onda de dor atingi-la por inteiro, tinha perdido tudo naquela Guerra. Desde sua família até Ruby, não tinha nem mais forças para levantar-se todas as manhãs, não tinha expectativa nenhuma de que existisse um mundo melhor que ela desconhecesse.


   A loira subiu as escadas para o dormitório e assim que olhou para a janela, pode ver um vulto negro saindo da escola. Ela respirou fundo e apertou o peito, prometendo a si mesma que não deixaria Ruby aproximar-se dela novamente.             


 


***


 


   Ruby saiu pelos portões da escola e em seguida, aparatou em direção a Mansão Malfoy, ainda com as lágrimas escorrendo pelo rosto, ela entrou no local e rumou diretamente para a sala de David.


   A morena caminhava decidida, com milhares de olhares assustados por verem a tão fria Ruby Valentine derramar algumas lágrimas. Ruby ignorou todos e continuou seu caminho, assim que encontrou a sala, sem a menor cerimônia, arrombou a porta, sacou a varinha e disse raivosa:


   - Impedimenta!


   David ficou imóvel encarando-a com um sorriso maldoso nos lábios. Ela se aproximou dele decidida, ainda com varinha em punho, colocou a varinha no pescoço do rapaz e disse ameaçadora:


   - Eu disse que você não devia tocar neles!


   Preparou-se para executar uma maldição, quando sentiu a varinha voar de sua mão. A morena olhou para a porta e viu Spike Cervantes rindo dela, David então teve a azaração desfeita, ele segurou Ruby pelo pescoço, quase a enforcando e disse irônico:


   - Ninguém mandou a sua Pansy falar coisas que não devia por aí... Você tem que estar feliz agora Ruby, ao menos eu estou aqui, são e salvo depois de uma pequena visitinha do nosso mestre.


   - De agora em diante Colemann, eu nunca vou ser feliz com você estando vivo! – Ruby disse furiosa, em seguida, cuspiu no rosto do rapaz e encarou-a com firmeza e intensidade. David jogou Ruby no chão, arrancando risos de Spike que observava a cena com prazer, o rapaz pegou um lenço de dentro do terno e se limpou. Depois pigarreou, agachou-se ao lado de Ruby e disse:


   - Ah Ruby, sempre indomável não é mesmo? Só que hoje, não tem mais ninguém te querendo e nem mesmo te protegendo, somos só eu, você e Spike é claro.


   Ruby levantou os olhos encarando o homem que mais odiava no mundo, a fúria flamejava em seus olhos negros e eles estavam tão vivos como nunca estiveram. Seu olhar sumiu com o sorriso de David, ela levantou-se majestosamente, limpou as lágrimas e disse corajosa:


   - Eu não vou fazer mais nada para você e você é covarde demais pra me obrigar a algo!


   - Tem certeza Ruby? – David disse maldoso enquanto segurava a garota com força e a prensava na parede, Ruby ouviu a porta se fechar e sentiu as mãos de David percorrerem a sua coxa. A morena pela primeira vez viu-se numa situação de pânico e lembrou-se do que David fizera ano passado com Colbie. Ruby lutou com ele, mas era mais fraca, sentiu os lábios do rapaz em seu pescoço e ela quase vomitou ao seu toque...


   Ruby estava quase se rendendo ao rapaz, ele já tinha praticamente arrancado a sua blusa. Então, tomou seu último impulso de coragem e o arranhou na face, David gritou de raiva e afastou-se dela louco de fúria. Ruby foi até a escrivaninha dele e pegou a varinha dele, em seguida gritou:


   - Estupefaça!


   David foi atingido em cheio pelo feitiço, ele caiu em cima da escrivaninha fazendo um tremendo barulho. Spike entrou na sala desesperado e foi recebido com o mesmo feitiço bem na cabeça, a garota trancou a porta e murmurou:


   - Colloportus!


   Estava sozinha, impossível de ser incomodada com aqueles dois homens. Pegou o paletó de David e vestiu-o por cima da roupa toda rasgada, depois pegou sua varinha no bolso de Spike e em seguida, deixou um bilhete próximo a David. Em seguida, saiu da sala e encontrou um dos mandados de David no caminho, ela lhe sorriu sensualmente e o rapaz encarou assustado os milhares de hematomas e marcas que ela tinha pelo corpo, depois Ruby disse simpática:


   - Aconselho a você ir acordar David e Spike, eles não vão ficar nada satisfeitos com o que aconteceu aqui.


   O rapaz saiu correndo atrapalhado pelos corredores até a sala de David, Ruby apressou o passo, saiu da Mansão e aparatou em frente aos portões de Hogwarts com um sorriso vingativo nos lábios.


 


   Logo após a garota entrar na escola, na Mansão Malfoy, David era acordado pelo rapaz que falara com Ruby minutos atrás. David sempre tão bonito tinha agora uma cicatriz no rosto, acima do olho direito, um corte fundo provocado pelas unhas de Ruby Valentine. Ele soltou um grito de agonia enquanto ordenava que o rapaz saísse da sala.


   Levantou-se da escrivaninha sentindo seu corpo reclamar de dor, e caminhou pela sala com os olhos ardendo em fúria. Mais uma vez tinha perdido Ruby, Spike levantou-se resmungando alguma coisa sobre a sua cabeça, mas David não ouvira, seus olhos estavam pousados sobre um papel em cima da mesa. Ele aproximou-se e leu-o:


 


   “Meus parabéns Colemann, você acabou de ganhar uma passagem só de ida para o Inferno!”


 


   David jogou tudo que estava em cima da mesa no chão, em um acesso de fúria e de temor. Spike o encarou assustado e saiu rapidamente da sala, David sentou-se na cadeira e sentiu suas mãos tremerem e seu coração acelerar, agora era tudo uma questão de tempo e ele tinha que torcer para que Harry Potter fosse rápido ao destruir as Horcruxes.


 


***


 


   Luna calou-se diante do pedido de Colbie, elas quase não se falaram nas últimas horas e a noite deixara de ser tão escura, tinha certeza de que o dia estava quase amanhecendo, mesmo que não soubesse as horas. Era claro que confiava em Colbie, mas não podia sair informando a ela tudo sobre a Ordem. Luna pigarreou e perguntou:


   - Por que você quer falar com Lupin?


   - Sem querer ser mal educada Lovegood, mas não tem absolutamente nada a ver com você! – Colbie respondera educadamente enquanto observava a janela aflita, Luna respirou fundo e mudou a pergunta:


   - Isso tudo tem a ver com a Gina?


   - De certa forma sim, porque isso tem a ver com o futuro de todos nós. – Colbie respondeu insegura quando desviou os olhos da janela e encarou Luna, a loira viu toda a dor e também, toda uma força dentro daquela garota que nunca tinha visto em ninguém. Também viu a luta que se travava dentro dela, entre seus sentimentos e seus pensamentos e entendeu porque Gina a amava tanto. Luna aproximou-se de Colbie e sentou-se ao lado dela, lhe sorriu e disse meigamente:


   - Colbie, eu sei que você a ama e que faz tudo isso por ela.


   - Seria uma palhaçada justificar todos os meus pecados dizendo que foi tudo por amor a ela, ela não merece isso Luna. Meu amor por ela é o que me move, mas não o motivo que me faz lutar, eu luto por vingança. Não posso justificar o que faço contaminando o que é mais belo em mim. – Colbie respondeu amargamente enquanto encarava o escuro, segurando as lágrimas que eram teimosas e marejavam seus olhos. Luna afagou os cabelos de Colbie de forma infantil, provocando risos na morena, depois disse mais tranqüila:


   - Gina estava certa, você não é uma sonserina qualquer.


   - Obrigada Luna, muito obrigada. – Colbie respondeu dando um sorrisinho tímido e Luna ficou feliz, pela primeira vez Colbie a chamava pelo primeiro nome, talvez uma amizade estivesse crescendo ali em meio a tanto sofrimento e destruição.


   As duas calaram-se, apenas observando o céu querendo nascer pelas montanhas, estava tudo nebuloso e Luna não fazia questão de saber onde estava. A loira respirou fundo e tomou a sua decisão, precisava ajudar a Colbie a seguir em frente depois de ouvir palavras tão distintas e belas saírem pela boca dela, Luna sorriu e disse:


   - Tudo bem, eu vou falar com Remo.


   - Obrigada novamente, você tá me poupando de fazer mais algumas loucuras... – Colbie respondeu séria, mas Luna pode notar o humor negro na voz dela. A morena então colocou as mãos nos bolsos e disse:


   - Da próxima vez que alguém vier aqui, vão trazer um Veritaserum pra você e prometa-me Luna, que você fará algumas perguntas a pessoa para certificar-se de que sou eu.


   - Sim Colbie, eu vou fazer algumas perguntas. Mas por que você vai se disfarçar? – Luna perguntou curiosa, Colbie deu um sorrisinho maldoso, pensando em todos os problemas que estava tendo com o pessoal da Mansão Malfoy. Depois respondeu quase sadicamente:


   - Porque eu vou acertar as contas com uma pessoa.                        


   Luna engoliu em seco, por mais que Colbie parecesse ameaçadora, ela não era má. Ela só era uma pessoa que sofrera demais as conseqüências da Guerra e que resolvera agir por conta própria contra tudo e todos que ameaçassem a felicidade da única pessoa que amava. Luna viu Colbie preparar-se para ir embora, ela deixara uma boa quantia de água e alimento naquele quartinho imundo em que estavam.


   Antes de sair, Colbie virou-se para dar um aceno e ao abrir a porta, Luna perguntou calmamente:


   - Você realmente a ama, não é?


   - Eu amo tanto que estou disposta a morrer para garantir a felicidade dela. – Colbie respondeu mais para si do que para Luna, a loira ouviu e um sorriso triste tomou conta da sua face. Um amor tão grande como aquele estava sendo ameaçado com uma Guerra de poder...


   Ela viu as costas cansadas de Colbie sumirem pela porta e subitamente, sentiu-se só e lembrou-se daquele que amava. Rony Weasley estava arriscando o pescoço em algum lugar e nem mesmo sabia que ali naquele quarto, tinha uma garota sonhadora que ansiava por tê-lo perto e curar-lhe todas as dores.


 


***


   Enquanto caminhava pelos gramados de Hogwarts em direção ao castelo, Colbie observava o sol nascer nas montanhas. Fora uma longa noite e ela ansiava que tivesse ao menos um pouco de sono, era um domingo nublado e triste como os outros e ela começava a sentir o peso de tudo o que fazia.


   Luna Lovegood era uma pessoa agradável e Colbie não esperava isso dela, a loira fizera com que se sentisse melhor e não tão terrível pelo que estava fazendo. Ela matava, torturava e até mesmo enganava, mas tudo isso era para salvaguardar a felicidade daquela que amava.


   A cada dia que passava, ela sentia que a sua morte seria inevitável naquela Guerra. Mas prometera a si mesma que se morresse, levaria o maior número de comensais consigo e de preferência, esses comensais seriam Samantha Summers, David Colemann e Spike Cervantes. Eram três mortes que ela fazia questão de ter em sua ficha criminal.


   A morena apertou os punhos enquanto caminhava mais rapidamente pelos jardins observando e estudando tudo com seus olhos verdes sempre atentos e astutos. Hogwarts era um dos objetos de desejo do lorde e com certeza, logo ele iria agir para conquistá-la. Precisava descobrir quando, esvaziar a escola e também, manter a Ordem da Fênix informada.


   Colbie tentava a todo custo manter Gina longe de seus pensamentos, mas era o mesmo que querer manter um ímã longe de um metal, era praticamente impossível. A ruiva preenchia seu peito e sua mente com lembranças da época mais feliz, talvez da única época feliz de sua vida. A morena não pode conter um sorriso ao se lembrar das brincadeiras da sua ruiva ou até mesmo, das crises de ciúmes dela...


   Os risos, os abraços, os beijos, as palavras murmuradas ao pé do ouvido, as brincadeiras... Tudo aquilo apertava o coração de Colbie, mas ao mesmo tempo, mostrava a ela que ela ainda continuava sóbria e que não enlouquecera. A paixão enlouquece, mas o amor abre os olhos e o amor que sentia por Gina era o que a guiava naquela escuridão.


   Colbie entrou no castelo e rumou para as masmorras, murmurou “puro-sangue” e logo uma porta se materializou na parede e ela entrou na sala comunal da Sonserina. Estava deserta, exceto por um choro silencioso vindo de um canto da sala, Colbie caminhou até lá e encontrou Ruby Valentine como nunca a havia visto até então.


   A garota estava com as roupas rasgadas e tinha várias marcas e hematomas pela pele. Parecia ter sido agredida e Colbie até suspeitava por quem, sentou-se ao lado de Ruby no chão e passou os braços em volta da garota. Ruby imediatamente afundou o rosto no peito de Colbie e murmurou:


   - Ele matou os pais da Pansy...


   - Eu sei, ouvi os comentários de que os Parkinson tinham sido assassinados, logo juntei as peças. – Colbie respondeu amargurada enquanto afagava os cabelos de Ruby, estava se apegando a garota e descobrindo uma Ruby Valentine repleta de sentimentos, dos mais belos sentimentos de amor e sacrifício por Pansy. É claro que nada podia apagar o que Ruby já fizera, mas ela amava Pansy e isso fazia dela uma pessoa menos pior.


   - Ele não tinha esse direito, ele não podia ter feito isso... Agora, Pansy acha que fui eu que a delatei! – Ruby disse desesperada levantando os olhos vermelhos e inchados para Colbie, a outra beijou-lhe a testa com carinho e disse:


   - Esqueça isso, logo as coisas vão se resolver e você vai poder se explicar a ela. Temos que subir agora, temos que nos arrumar senão vão suspeitar mais ainda de você.


   As duas subiram as escadas e Colbie amparou Ruby o tempo todo, podia ser fria, mas não era insensível e sentira pena de Ruby, pois já estivera no lugar dela. Levou Ruby para o banheiro e a rapidamente, viu a expressão da garota mudar. Ela sorriu sensualmente enquanto limpava as lágrimas:


   - Nós duas podemos esquecer isso juntas, você sabe disso.


   - Não confunda as coisas Ruby, só quero te ajudar! – Colbie respondeu irritada enquanto saía de perto do alcance das mãos da outra morena, Ruby aproximou-se e prensou Colbie na porta do banheiro enquanto a fechava e trancava. Colbie ficou a encarando impassível, Ruby aproximou-se, deu um selinho nela e disse sensualmente:


   - Vamos Colbie, eu estou carente, você também, não faz mal nós duas nos tratarmos.


   E aproximou-se beijando Colbie com fome e força. Colbie não correspondeu de imediato, mas logo suas mãos enlaçaram a cintura de Ruby e ela correspondeu a garota. Ruby exalava luxúria e sensualidade por todos os poros do corpo, ninguém nunca resistira a ela e Colbie não era exceção.


   Sentiu as unhas de Ruby arranharem sua barriga levemente, lhe provocando arrepios, Colbie inverteu as posições e prensou Ruby na porta, beijando-lhe o pescoço. O movimento arrancou risos de Ruby que agora beijava a boca de Colbie com ainda mais ardor, as mãos ágeis de Ruby rapidamente foram para a camisa de Colbie e abriram os primeiros botões com rapidez.


   Ruby tinha um sorriso de satisfação na face, ao menos estava esquecendo-se por alguns minutos de toda a dor que Pansy provocara nela. Mas então, as mãos frias de Colbie seguraram as suas e ela levantou os olhos em direção aos verdes da outra, Colbie estava com uma expressão desnorteada, ela disse friamente:


   - Eu não posso fazer isso.


   - Ficar se fazendo de santa não adianta nada e se você não sobreviver a Guerra pra ficar com ela? Vai perder todo esse potencial? – Ruby dissera sensualmente enquanto brincava com uma das mechas do cabelo de Colbie, a morena bufou impaciente e disse:


   - Eu nunca pensei em ficar com ela no final de tudo.


   - Peraí... Você... Você tá numa missão suicida Colbie! É isso? Você vai se matar depois que finalizar tudo? – Ruby perguntou assustada enquanto se afastava de Colbie e sentava-se em cima do vaso sanitário, Colbie não podia ser louca o bastante para fazer aquilo. As duas calaram-se e Ruby olhou para Colbie procurando respostas, mas só encontrou um sorrisinho sarcástico nos lábios, levantou-se e parou bem próxima a Colbie dizendo:


   - Não se mate, não vale a pena.


   - Mas é o único jeito. – Colbie disse melancólica a encarando com firmeza, Ruby respirou fundo e deixou os ombros caírem, visivelmente derrotada. Mas antes de sair, disse:


   - Talvez lhe ajude saber que David está traindo o lorde das trevas.


   - Por que você está dizendo isso? – Colbie perguntou confusa, segurando Ruby firmemente pelo braço, a outra lhe sorriu, soltou o braço e disse:


   - Porque da mesma forma que você, eu tenho que garantir a felicidade de uma pessoa que amo.


   E saiu do banheiro deixando Colbie sozinha com seus pensamentos, a morena sentou-se no chão e pela primeira vez acreditou que Ruby amava de verdade.


 


   Colbie demorou um bom tempo no banho, o dia já amanhecera por completo quando ela saíra. A maioria das meninas ainda dormia, menos Pansy e Ruby estava sentada na cama esperando, tanto é que quando Colbie saiu, ela entrou feito um rojão no banheiro. Pansy arqueou a sobrancelhas e perguntou curiosa:


   - O que houve entre vocês?


   - Nada de mais... Você tá bem Pansy? – Colbie perguntou com uma sincera preocupação enquanto vestia a camisa do uniforme. Pansy levantou os olhos que estavam ligeiramente inchados e vermelhos, ela sorriu e disse vagamente:


   - Vivendo não é? Tentando em vão esquecer, eu sei que a morte deles era inevitável depois que eu entrei na Guerra, eu só achava que o perigo tinha passado.


   Colbie sentou-se na cama ao lado de Pansy que permanecia deitada, ela deu um sorriso reconfortante a loira que rapidamente lhe deu um sorriso e uma lágrima escorreu por sua face. Deixando todas as diferenças que ambas tinham, Colbie disse calmamente:


   - O perigo nunca passa pra pessoas como nós, você sabe disso. Mas se precisar de alguém pra conversar, pode vir me procurar. Eu perdi meu pai e sei bem como é.


   - Mas você disse que seu pai não importava... – Pansy disse confusa enquanto sentava-se na cama e observava Colbie bem de perto, os olhos verdes que estavam frios foram tomados de um calor repentino, ela deu um sorriso e disse brincalhona:


   - Eu disse, mas não é isso na verdade. Só que o que diz a meu respeito e ao meu pai, ninguém mais precisa saber, certo?


   Pansy lhe deu um sorriso confirmando o que Colbie lhe dissera, a morena limpou a lágrima que escorrera e afagou a mão de Pansy rapidamente antes de se levantar e sair do dormitório. Pansy olhou pela janela e conseguiu entender que não era a única que sofria naquela Guerra, Colbie também e enquanto estava ali, suspirando as dores, a outra estava lutando por um mundo melhor.


   Rapidamente Pansy sentiu-se um lixo. Ouviu a porta do banheiro abrir-se e Ruby saiu por ela, houve um momento de tensão entre as duas. As duas se encararam e Pansy notou que os olhos castanhos de Pansy estavam mais frios e mais calculistas que antes, ouviu a voz da morena perguntar irritada:


   - Perdeu alguma coisa aqui?


   - Eu não, mas você talvez tenha perdido a dignidade como seu querido Colemann! – Pansy respondera ácida enquanto passava por Ruby e entrava no banheiro, a morena encarou-a por alguns instantes com raiva e tristeza e inevitavelmente, as lágrimas caíram.


 


   Colbie saiu da sala comunal e rumou para o Corujal, precisava começar a planejar o que iria fazer e principalmente, atrair a sua vítima. A morena sentia o vento frio castigar seu corpo enquanto rumava para a torre mais alta do castelo, estava muito frio naquele ano. Mesmo sem neve, as brisas gélidas que cortavam o castelo maltratavam qualquer um.


   No meio de caminho, Colbie sentiu uma brisa gélida na nuca e assim que se virou, deu de cara com Pirraça, o poltergeist. O homenzinho estava de cabeça para baixo no ar, encarando-a com uma expressão maldosa e curiosa. Ele pigarreou e perguntou:


   - Ora, o que a bela e má Colbie Summers faz por aqui?


   - Não te interessa Pirraça, apenas me deixe passar, por favor. – Colbie respondeu dando um sorrisinho falso ao poltergeist, Pirraça fez alguns barulhos estranhos com a boca e disse ofendido:


   - Você deveria ser mais educadinha Summers, sua mãe não ia gostar de ver como você trata os outros.


   - E me responda Pirraça, quem é você para me dizer o que eu devo ou não fazer? Senão quer sumir por um bom tempo, saia da minha frente agora! – Colbie respondeu furiosa, seus punhos estavam fechados e ela encarava o poltergeist com uma raiva assassina nos olhos. Sempre que alguém mencionava a mãe, Colbie sentia o sangue subir-lhe a cabeça. Pirraça sorriu vitorioso ao ver o estado emocional da garota e sibilou maldoso:


   - Porque o stress Summers? Não gosta de falar da mamãezinha?


   Colbie não viu quando sacou a varinha, um lampejo dourado saiu dela e acertou Pirraça em cheio. O poltergeist desequilibrou-se e arregalou os olhos, logo em seguida saiu flutuando pelo corredor xingando Colbie de todos os nomes possíveis, a garota sorriu vitoriosa e continuou seu caminho para o Corujal.


   A torre onde ficavam as corujas era malcheirosa e extremamente fria. Colbie aproximou-se de um bando de corujas destinadas ao uso dos alunos e acariciou uma marrom que a olhava curiosa a espera do pedido. Mas Colbie não o fez de imediato, precisava de um tempo sozinha e mesmo naquele fedor do Corujal, ela se sentia mais segura.


   Acariciou o pescoço da ave que lhe deu bicadinhas carinhosas no dedo, Colbie sorriu satisfeita. Ouviu passos atrás de si, virou-se rapidamente e deu de cara com Gina Weasley a encarando com uma expressão fechada. A ruiva olhou para os próprios pés e disse nervosa:


   - Me desculpe, eu achei que não tinha ninguém aqui.


   - Tudo bem, eu já estava de saída, envio a minha carta depois. – Colbie disse nervosa enquanto deixava a coruja marrom que lançou a ela um profundo olhar de protesto. Estava passando por Gina na porta quando sentiu a mão da garota tocar seu pulso levemente, mesmo contra sua vontade, parou e encarou a ruiva perguntando:


   - O que você quer?


   - Nada... Eu só... Só... – Gina gaguejou nervosa enquanto encarava os olhos verdes de Colbie procurando ali uma resposta que tranquilizasse todos os seus temores. Colbie deu um pequeno sorriso que Gina não deixou passar, a morena tinha se lembrado das palavras que dissera a Luna. Mas então, enquanto as duas se encaravam, ouviram passos e uma voz arrastada que bem conheciam no corredor:


   - Temos que fazer algo, a Summers está ganhando espaço e sabemos muito bem que não devemos confiar nela. Temos que ter uma conversinha com Colemann.


   - Ande, entre naquele armário! – Colbie disse séria enquanto empurrava Gina para dentro de um armário de vassouras ao lado da porta, as duas ficaram trancadas, apenas ouvindo que acontecia no Corujal e inevitavelmente, acabaram ficando muito próximas.


   Gina sentia a respiração de Colbie em seu rosto, o cheio amadeirado e as mãos frias segurando suas mãos firmemente. Pela nesga de luz que entrava pela porta semi-aberta do armário, Gina pode ser os olhos verdes atentos e perigosos observando Malfoy entrar no Corujal e continuar a dizer:


   - Eu não sei vocês, mas não quero depender daquela garota para nada.


   - Você está com medo dela Draco? – Crabbe sibilou repleto de ironia enquanto ele e Goyle riam da expressão de Draco, o loiro cuspiu no chão aos pés deles e disse:


   - Eu estou aqui, tentando salvar a pele de vocês e vocês se acham no direito de tirar uma com a minha cara? Vocês viram o que ela fez comigo, queria que tivesse sido com vocês!


   Quando Malfoy disse aquelas palavras, Gina cutucou Colbie exigindo respostas. A morena olhou para ela e fez sinal para que ela se calasse, a morena sacou a varinha para caso precisasse, porque naquele momento, Goyle estava olhando na direção do armário. Crabbe ficou sério e Goyle se calou quando ouviram as palavras que saíram da boca de Draco, eles tinham visto o estado debilitado de Draco nas semanas que se seguiram ao ataque e não queriam o mesmo para si.


   Os três saíram quando uma das corujas negras voou pela janela. Colbie esperou alguns minutos e abriu a porta devagar, olhou para os dois lados e puxou Gina pela mão para que ela saísse do armário. A ruiva cruzou os braços e ficou encarando-a exigindo respostas, Colbie apenas fechou a cara e prendeu a carta na coruja marrom de minutos atrás e pediu para que ela entregasse a carta o mais urgente possível. Gina cutucou Colbie novamente, a morena virou-se para ela e recebeu um olhar castanho forte que exigia respostas, Colbie resmungou algo e respondeu:


   - Eu não vou falar nada Weasley, desista.


   - Acho que você me deve algumas explicações, como por exemplo, você realmente amaldiçoou o Malfoy com um feitiço que ninguém conhecia? – Gina indagou curiosa enquanto afastava-se de Colbie e prendia a carta em uma coruja parda, era uma carta para Rony, tinha esperanças que dessa vez o irmão a respondesse. Colbie observou Gina que parecia tão cansada, não pode deixar de notar as olheiras embaixo dos olhos castanhos e também, algumas marcas no pulso. A morena colocou as mãos nos bolsos e disse:


   - Você devia parar de se meter em encrencas.


   - E você deveria começar a responder as minhas perguntas! – Gina disse irritada encarando Colbie com determinação, a morena encarou-a friamente e depois respondeu:


   - Eu não te devo explicações Weasley, não mais.


   - Se você não responder por bem, vai ser por mau. – Gina disse enquanto sacava a varinha e aprontava-se para atacar, sabia que se duelasse com Colbie, seria derrotada rapidamente, ela só queria garantir mais tempo. Colbie sorriu irônica e murmurou:


   - Tem certeza que quer fazer isso? Você me conhece.


   Gina não respondeu, apenas apertou o punho da varinha e preparou-se para atacar. Colbie sacou a própria varinha rapidamente e desarmou Gina com um feitiço mudo, a varinha da ruiva veio até suas mãos e ela sorriu vitoriosa. Gina ficou vermelha de raiva e disse:


   - Você está sendo muito idiota.


   - Eu sei muito bem disso, não precisa ficar me informando a toda hora – Colbie murmurou sarcástica enquanto jogava a varinha de volta para Gina, a ruiva a apanhou e fechou a cara. Nesse momento, a porta do Corujal abriu-se rapidamente e uma voz gritou:


   - Levicorpus!


   Colbie desviou o feitiço com um aceno da varinha e logo em seguida, desarmou o feitor do feitiço. Neville Longbottom estava olhando-a com um misto de coragem e de desespero, o rapaz puxou Gina para trás de si, formando um escudo com o próprio corpo. O rapaz de rosto redondo disse furioso:


   - Você não vai fazer nada com ela!


   - Eu não vou mesmo seu cabeça de vento! – Colbie murmurou irritada enquanto guardava a própria varinha na capa e encarava Neville com irritação, Gina colocou a cabeça entre os braços de Neville e murmurou:


   - Nós só estávamos conversando!


   - Você não tem mais nada para conversar com essa sonserina Gina! Não lembra o que ela te fez antes do Natal? – Neville virou-se para Gina desesperado enquanto se justificava, Colbie revirou os olhos e disse cansada:


   - Podem discutir a relação, senão se importam, eu tenho mais o que fazer.


   Os olhos de Gina arregalaram-se de pânico e depois, cerraram-se de raiva. Ela ainda não tinha terminado de questionar Colbie, a morena ia saindo quando Neville colocou-se na frente dela e disse decidido:


   - Você não vai a lugar nenhum.


   - E quem vai me impedir? Você? Um panaca grifinório desarmado? – Colbie respondeu com ironia e frieza, Gina quase jogou uma azaração do bicho-papão nela. Colbie estava tão estranha e tudo que Gina queria, era acreditar que ela não sequestrara Luna, senão não seria capaz de perdoá-la nunca. Neville fez alguns barulhos estranhos e abriu passagem, Colbie passou por eles e antes de sair, disse:


   - A propósito Weasley, a sua amiga está em segurança.


   Gina arregalou os olhos para Neville que a encarava sem entender nada, o rapaz segurou Gina e perguntou aflito:


   - Você falou a ela sobre a nossa busca por Luna?


   - Não, eu não tive oportunidade de interrogá-la porque você apareceu e bancou o herói! – Gina disse irritada a Neville, o garoto ficou ainda mais branco e perguntou assustado:


   - Então como é que ela sabia?


   - Não sei, ela simplesmente... Sabia. – Gina murmurou impressionava enquanto observava as costas de Colbie sumirem na curva do corredor, os poderes mágicos dela estavam melhores e Gina se perguntou que talvez, Colbie Summers estivesse estudando Oclumência e Legilimência.


 


   Colbie caminhou decidida pelos corredores, tentando esquecer a cena de minutos atrás. Não suportaria encontrar-se mais uma vez com Gina sem tocá-la, seu autocontrole não estava mais tão forte depois de tanto tempo distante de sua ruiva. A saudade apertava em seu peito exigindo que ela ficasse com Gina.


   A morena saiu pelos jardins e uma coruja negra veio a seu encontro, jogou uma carta a seus pés. Colbie abriu apressada e um enorme sorriso abriu em seus lábios quando ela viu o conteúdo, Luna conseguira o encontro com Remo Lupin e Spike Cervantes acabara de cair em sua armadilha.


 


***


 


   Colbie saiu pelos portões do castelo tranquilamente e foi para o povoado de Hogsmeade. Caminhou rapidamente até uma estalagem de aparência suspeita e entrou, uma doce menina a recepcionou com um sorriso amarelo. Colbie retribuiu e perguntou:


   - O Sr. Cervantes?


   Rapidamente o olhar da menina se arregalou, ela informou o quarto e Colbie subiu as escadas ignorando completamente os sinais de aviso que a garota dava. Abriu a porta do quarto 5 devagar e ao olhar para dentro, sorriu maldosa. O chuveiro estava ligado e ouviu uma voz masculina dizer:


   - Pode me esperar querida, já estou indo.


   Colbie tirou a capa negra e deixou a varinha no colo enquanto sentava-se na cama, alguns segundos depois, Spike Cervantes saiu enrolado em uma toalha. Os olhos do homem se arregalaram e ele tentou pegar a varinha desesperado, mas o feitiço convocatório de Colbie fora mais rápido. A varinha do homem chegou as suas mãos e ela a quebrou, sendo observada pelos olhos de Spike que beiravam a raiva e o desespero, depois sorriu e disse:


   - Caro Spike, você tem que parar com esses seus fetiches por menininhas mais novas. Foi muito fácil enganar a agência.


   - O que... o que... o que você quer comigo? – Spike perguntou temeroso encarando a garota repleto de medo, Colbie observou as milhares de cicatrizes no corpo dele e sibilou sarcástica:


   - Continuo a dizer que daqui uns dias, você terá que remendar a sua pele. Não é de se impressionar que você tenha que pagar para ter um pouco de prazer...


   - O que você faz aqui Summers?! – Spike gritou nervoso, rezando para que alguém o ouvisse, mas não tinha esperanças, sempre vinha sozinho para aquela estalagem. Colbie deu uma gargalhada fria que gelou Spike da cabeça aos pés, ela respondeu:


   - Nada mesmo Cervantes, só vim aqui pegar umas coisinhas suas...


   Dizendo isso, Colbie apanhou as roupas de Spike que estavam penduradas. Depois se aproximou dele, Spike se afastou, Colbie disse com a voz sedutora:


   - Meu caro, eu não vou fazer absolutamente nada com você.


   Aproximou-se novamente do homem e arrancou-lhe alguns fios de cabelo, colocou-os num frasco e guardou-os dentro da capa. Spike olhou para ela confuso, Colbie apanhou a capa e preparou-se para sair, o homem segurou-a pelo pulso e perguntou:


   - Não vai apagar a minha memória?


   - Não, quero que você saiba por que está morrendo e quem foi responsável por te matar. – Colbie disse sarcástica enquanto saía, na porta, encontrou uma menina jovem de uns 15 anos olhando apavorada. Colbie colocou a mão na face dela e afagou, depois disse carinhosamente:


   - Olha querida, ele não é tão grande quanto parece e Cervantes... Aproveite bem viu e não se preocupe comigo!


   Colbie então aprumou a postura e desceu as escadas, Spike saiu no corredor e observou-a ir embora tentando entender o que acontecera. Mandou a garota ir embora e sentou-se na cama, completamente confuso. Ele realmente não entendera nada.


 


   Colbie voltou ao castelo e foi diretamente ao gabinete de Slughorn, o homem não estava lá e ela deu graças por não ter que enfeitiçar mais ninguém. Foi até a maleta do homem e abriu-a com um feitiço, apanhou dois frascos de poções diferentes e saiu da sala. Ao sair, encontrou Severo Snape, o homem olhou-a de cima em baixo e perguntou:


   - O que faz aqui Srta. Summers?


   - Estava procurando o Prof. Slughorn, sabe aonde ele foi? – Colbie perguntou fingindo inocência e fechando a mente, Snape arregalou os olhos quando não conseguiu penetrar na mente da garota, ele ficou calado. Colbie lhe deu um sorrisinho e disse:


   - Acredito que não. Então até mais professor.


   Snape ficou observando a garota sair para os jardins do castelo totalmente confuso. De alguma forma, aquela garota não era uma comensal da morte qualquer e o homem temeu, não sabia se deveria ou não acreditar nela.


   A garota saiu novamente para os jardins, já era tarde. Ela caminhou até a orla da Floresta Proibida e escondeu-se, depois, puxou os dois frascos de poção do bolso e pegou o que tinha aspecto de lama. Colocou os cabelos de Spike Cervantes na poção e trocou suas roupas pelas dele, em seguida, engoliu a poção que se tornara dourada.


   O gosto que sentiu foi metálico, parecido com gosto de sangue fresco. Logo em seguida, ela sentiu suas feições mudarem aos poucos e também sentiu dor. Viu suas mãos aumentarem, seus pés também e sua pele ser rasgada por cicatrizes. A garota jogou-se no chão ofegante e finalmente, o efeito da poção passou.


   Ela olhou-se no lago e viu que deixara de ser Colbie Summers e agora, era Spike Cervantes. Colocou a capa negra e caminhou pelos gramados, enquanto caminhava rapidamente, sentia a perna doer, talvez algum ferimento de Cervantes. Diminuiu o passo e saiu pelos portões, olhou para os dois lados e caminhou em direção a Hogsmeade novamente. E quando olhou para a direita, teve certeza de ter visto olhos a observando, ela sorriu maldosamente enquanto continuava seu caminho.


   David Colemann estava nas sombras quando viu uma cena estranha, Spike Cervantes saindo do castelo. Ele não entendeu absolutamente nada, então, resolveu seguir o homem a distância. Seus olhos arregalaram-se quando ele viu onde estava e com quem o homem se encontrava, Spike estava traindo Voldemort!


 


   Colbie entrou novamente no quarto imundo onde Luna estava trancada. Ouviu passos na escuridão e teve certeza que não estava sozinha, ouviu Luna perguntar aflita:


   - É você Colbie?


   A morena não respondeu, apenas jogou o frasco vazio onde estivera a poção incolor. Tomara tudo antes de entrar ali, Luna pigarreou e perguntou:


   - Qual é o seu verdadeiro nome?


   - Colbie Gabrielle Summers. – Colbie ouviu a voz máscula e amedrontadora de Spike murmurar na escuridão, rapidamente, viu uma série de feitiços romper contra si. Ela executou um feitiço de proteção e Luna disse desesperada:


   - Tonks, Lupin, calma. Ela disse que isso ia acontecer! Ela tomou Veritaserum, quer que façamos perguntas a ela!


   - Qualquer um poderia saber o nome dela, faça uma pergunta mais específica Luna... – Lupin disse temeroso enquanto saía das sombras e apontava a varinha diretamente para o pescoço de Colbie, uma mulher de cabelos cinza e compridos saiu da sombra também e apontou a varinha para Colbie. Luna perguntou então:


   - O que dizia na sua profecia?


   - A profecia dizia que meu potencial mágico descende diretamente de um dos fundadores de Hogwarts, o sangue de Godric Griffindor corre em minhas veias. – Colbie respondera e mais uma vez a voz de Spike preencheu o ambiente, Lupin baixou a varinha abismado e a mulher fez o mesmo. O homem sorriu cansado e disse:


   - Eu sabia que você não era uma bruxa comum.


   Lupin entregou-lhe o antídoto da poção, Colbie bebeu-o rapidamente e em seguida, disse:


   - Isso tudo faz parte do meu plano, preciso que confiem em mim.


   - Não podemos confiar em uma comensal, você sabe o que seu querido diretor fez com Dumbledore ano passado! – Tonks respondeu irritada enquanto encarava o homem e tentava ver a garota dentro dele, mas não conseguia. Subitamente lembrou-se de Gina e se perguntou se a ruiva tinha a ver com aquilo tudo. Colbie lançou o que seria um de seus olhares frios a Tonks e respondeu estranhando novamente a sua voz:


   - Eu não sou que nem Snape, eu só quero passar algumas informações a vocês.


   - Pode ir falando Summers, você só tem mais meia hora... – Lupin disse aflito, Colbie encarou a mulher e Luna que estava encolhida em um canto. Depois respondeu séria:


   - David Colemann está traindo Voldemort, ele está procurando a Tiara de Rowena que é na realidade, uma Horcrux de Voldemort.


   Lupin e Tonks não esboçaram muitas reações, eles apenas arregalaram os olhos e logo em seguida, Lupin disse:


   - Nós suspeitávamos disso.


   - Também quero que diga ao Potter para evitar as estradas, os comensais estão por toda parte e outra, Voldemort está querendo tomar Hogwarts! – Colbie disse com a voz sombria, agora sim Lupin e Tonks reagiram completamente assustados e atordoados. A garota pediu calma e disse com a voz grossa de Spike:


   - Mas acalmem-se, eu vou me informar. Mas acredito que será nessa ou na outra semana, no máximo. Eu darei um jeito de colocar vocês lá dentro e afastar os alunos. De qualquer forma, tenho que ir... Podem levar Luna, mas não a soltem até receber a notícia de que Spike Cervantes está morto.


   - Você vai matá-lo? – Tonks perguntou temerosa apertando a varinha, Colbie deu um sorrisinho irônico e claramente, Luna viu a garota naquele sorriso. Colbie respondeu maleficamente:


   - Eu vou, mas a mando de Voldemort que vai acreditar que está sendo traído por ele.


   Lupin e Tonks encararam-se impressionados com a astúcia da garota, Luna sorria diante do plano de Colbie que com certeza, daria certo. A garota virou-se para sair do quarto e voltar a Hogwarts, mas antes de sair, Lupin lhe perguntou:


   - Por que está se arriscando? Você perdeu tudo Colbie, não faz mais sentido.


   - Eu ainda não perdi tudo professor, você me conhece, sabe que eu não sou uma sonserina qualquer... – Colbie disse esboçando um sorriso emocionado na face maltratada de Spike, dizendo aquelas palavras, ela saiu e caminhou rapidamente de volta para a escola. O efeito da poção passara no exato momento em que ela pisara nos jardins, caminhou pelas sombras para que ninguém a visse e voltou a escola.


   Mal tinha chego ao dormitório, quando sentiu a sua Marca queimar. Ruby levantou-se de um salto da cama e olhou para ela confusa, Colbie apenas sorriu e entendeu que tudo indicava que Voldemort estava bastante furioso e possivelmente, furioso com um dos seus seguidores.


 


***


E então gostaram?


Peço mais uma vez que postem, por favor *-*


 


Beijos e até o capítulo 17!


X)

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