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10. Natal (Reescrito)


Fic: Time of Our Lives - Antiga Os Marotos e as Meninas Malvadas


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 10 – Natal




SIRIUS BLACK FAZ JURAS DE AMOR PARA EMILLY CAREY!


 


Sim curiosos aluninhos de Hogwarts, é isso mesmo que vocês estão lendo. Todos que conhecem o histórico pornográfico de Black (ou já fizeram parte dele) vão se surpreender com o que ele falou no baile para a Srta. Carey, que tem um histórico quase tão interessante quanto o de Black:


            “Emilly, amor da minha vida, meu docinho de abobora, você é tudo para mim, eu não seria capaz de viver sem você do meu lado. Eu te amo Emilly! Casa comigo?!” e ela respondeu apenas: “Tá, você é gostoso...” então eles se beijaram e passaram o baile inteiro discutindo sobre seu chalé à beira do mar e quantos filhos eles terão. Black confessou que quer encher a casa de pequenos Siriusinhos, quanto mais, melhor.


 


                                                                                                     Rita Skeeter


 


            Era o que se lia em cartazes com letras garrafais, pregados por todo o castelo, em cada pedaço de parede. Era o que se lia nos rostos espantados e o que se ouvia nas fofocas de corredor. E os dois coitados que foram difamados estavam inocentemente em seus dormitórios, enquanto todos em Hogwarts pensavam que eles estavam noivos. Bom, não por muito tempo.


            - Dói pra caramba, mas ele foi tããããão carinhoso... – contava Alice para as meninas no dormitório, exceto para Jessy, que estava chorando em algum lugar.


            Elas já estavam sabendo dos cartazes, pois Jessy acordou-as gritando com Emilly, esfregando um exemplar em seu nariz. Emilly, ainda sonolenta, explicou que ela tinha, sim, ficado com Sirius, mas não daquele jeito melodramático, e que queria ter contado para Jessy ela mesma. Parece que Jessy não acreditou, ou não gostou da verdade, porque ela saiu chorando e dizendo que precisava ficar sozinha. Agora, depois de Emilly e Lily terem contado o que havia acontecido com elas no baile, Alice falava às amigas sobre a noite dela.


            - Acho que eu sempre soube que você seria a primeira de nós, Lice. – disse Emilly, sentada em sua cama, ainda de pijamas.


            - Jura? Eu sempre achei que seria você! – exclamou Alice, e elas riram.


            - Droga, eu não devia ter beijado o James. Maldito uísque de Fogo. – lamentou-se Lily, depois de um curto silêncio entre elas.


            - Lily, para de culpar o coitado do uísque, ele não fez nada! Você não estava bêbada! – Emilly apelou, apontando o dedo para a ruiva. – Você beijou James Potter porque você quis! Aceita isso!


            Lily olhou assustada para a amiga, e depois desabou:


            - Tá bom, foi mesmo porque eu quis. Mas agora que estou pensando melhor, acho que eu não devia ter feito isso. Quero dizer, não tenho certeza ainda do que eu sinto pelo James, e eu tenho medo de me magoar porque... bom, vocês conhecem o passado dele.


            - Sabe o que eu acho, Lily? - falou Alice, apoiando o queixo entre os joelhos. - Acho que o próprio fato de você estar com medo de se magoar quer dizer que gosta dele o bastante pra pensar nisso; se não gostasse dele, não iria se magoar.


            - E o que o James fez ontem depois do baile, pra mim, é prova suficiente que ele está mudado e que realmente gosta de você. - completou Emilly.


            - Acho que vocês podem ter razão... - falou a ruiva, pensativa, olhando para as cortinas em volta de sua cama.


            - Lily, querida, nós sempre temos razão! - brincou Emilly, e Lily mostrou a língua para a amiga, que riu.


            Se havia um momento para ela dizer a James que realmente queira ficar com ele, o momento fora na noite anterior, e agora não havia como voltar atrás. O que ela iria fazer agora era continuar como se nada tivesse acontecido, como se fosse realmente culpa do Whisky de Fogo. Ela se levantou da cama e entrou no banheiro, falando alguma coisa sobre ir tomar banho e refrescar as ideias.


            - Refrescar as ideias uma ova, ela vai é esquecer tudo isso e fingir que nada aconteceu! - falou Emilly assim que a amiga fechou a porta do banheiro.


            - Tirou as palavras da minha boca! O que a gente vai fazer pra impedi-la?


            - Bom, talvez eu tenha algumas ideias... natalinas. - Emilly falou, maliciosa, e as duas começaram a planejar o pequeno “empurrãozinho” que elas dariam na amiga. Tudo estritamente necessário, claro.


            Depois que as três já estavam arrumadas, desceram para o Salão Comunal, e encontraram os marotos lá, com dois garotos do quarto ano os cercando.


            - Cara, você pegou a Emilly Carey? - um deles, cheio de espinhas no rosto, falava animado para Sirius. - Você é mesmo o cara! É verdade isso que vocês dois estão noivos?


            - Para de falar besteira, garoto! - Sirius disse, claramente sem graça. James e Remus, ao lado dele, só conseguiam rir. Parecia que Sirius ia falar mais alguma coisa, mas Emilly chegou ao seu lado, fazendo os garotos do quarto ano pararem, olhando para ela com os olhos brilhando de admiração.


            - Acho que você devia mesmo parar de falar besteira, garoto. Você realmente acha que Sirius Black ia me “pegar”? - ela falou, jogando o cabelo para trás dos ombros displicentemente. Agora até Sirius a encarava, misturando confusão e adoração. - Eu sou uma dama, caso você não saiba, e não se “pega” uma dama. É por isso que eu estou com o Sirius, entendeu? - ela completou, e deu um selinho em Sirius, que correspondeu na hora, colocando a mão em sua cintura.


            Os garotos olhavam, ainda hipnotizados, mas claramente embaraçados agora. Entrada triunfal? Ninguém fazia aquilo melhor que Emilly Carey, e era por isso que o Salão Comunal estava todo em silêncio, olhando para o casal.


            - E não, nós não estamos noivos. Agora vai achar alguma coisa melhor pra fazer. - Sirius, completou. Os garotos assentiram, abobados, e saíram correndo. Depois ele cumprimentou as garotas e se virou para Emilly. - Obrigado, dear, eu estava tentando me livrar daqueles dois a um tempão.


            - Por nada, a parte do beijo foi até divertida. - ela respondeu, piscando, e eles riram. - Então, vamos pro Salão Principal? Nós dois temos uns assuntos pendentes com uma tal de Skeeter para resolver.


            - E nós temos um problema maior ainda... - falou Rabicho, e todos olharam para ele. - Fome! Daqui a pouco tiram o café da manhã da mesa, e nós aqui, sem comer nada!


            Eles riram e foram juntos para o Salão Principal. Era bom saber que Peter voltara ao normal.  O baixinho ainda estava meio deprimido por causa de Jessy, mas só dele ter voltado a falar de comida, já era um bom sinal.


            - Então, alguém sabe quem é essa Rita Skeeter? - perguntou Sirius, depois que o grupo atravessou o retrato da Mulher Gorda.


            - Acho que ela é do quinto ou sexto ano, se for quem eu estou pensando. É uma daquelas Sonserinas idiotas que andam com a vadia da Greengrass. - falou Alice, sendo abraçada pela cintura por Frank. Os dois pareciam mais grudados que nunca.


            - Uma loira de óculos? Acho que é mesmo ela. - confirmou Lily. - Me pergunto o que diabos ela quer ganhar espalhando essa fofoca.


            - O que ela quer eu não sei, mas o que ela vai ganhar é um bom tapa, se depender de mim. - disse Emilly, e os outros riram.


            Quando eles chegaram ao Salão Principal, enquanto o resto do grupo foi para a mesa da Grifinória, Sirius e Emilly rumaram direto para a mesa da Sonserina. Havia ali só três sonserinas loiras e de óculos. Uma era do primeiro ano, e parecia inocente demais para ser Skeeter. Outra devia ser do terceiro ou quarto ano, e estava lendo um pesado livro enquanto comia suas torradas, alheia demais ao resto do mundo para ter acabado de espalhar uma fofoca por toda a escola. A terceira, no entanto, tinha um sorriso malicioso nos lábios enquanto conversava com um grande grupo de pessoas, que era de fato o grupo da vadia da Greengrass. Seus cachos loiros caiam até os ombros, e os óculos de gatinho realçavam suas maçãs do rosto altas. Não restava dúvida de que a dona daquela risada aguda era Rita Skeeter.


            - Skeeter? Podemos conversar? - falou Sirius, quando os dois estavam próximos o suficiente dela.  A garota se virou para eles e se levantou, ainda com o sorriso malicioso nos lábios.


            - Ora, se não é o casal mais popular de Hogwarts? Graças a mim, é claro. - ela disse, arrancando uma careta de Emilly. Mas, de fato, o Salão todo estava em silêncio agora, assistindo ao que prometia ser um ótimo espetáculo.


            - Ah, era exatamente sobre isso que nós queríamos falar, como adivinhou? - falou Emilly, sarcástica. - Acontece que eu e o Sirius não precisamos de calúnias ao nosso respeito para sermos populares, então obrigada pelo esforço, mas foi em vão. Agora você pode, por favor, parar de inventar coisas sobre nós?


            - Inventar? Então está negando que vocês dois estão juntos? - perguntou Skeeter, ácida.


            - Não, nós estamos mesmo juntos, mas todo o resto que está naquele cartaz é a mentira mais ridícula que eu já vi! - falou Sirius. - Que direito você pensa que tem de sair espalhando esses boatos sem fundamento sobre nós?


             - Escuta, querido, eu tenho um compromisso com a notícia, a verdade e o jornalismo investigativo! - defendeu-se a sonserina, e Emilly deu uma risada de deboche.


            - Você quer dizer: com a fofoca, a mentira deslavada e o intrometimento na vida dos outros, não é? - disse ela, deixando a loira sem resposta. - Escuta você, querida, só porque você não tem uma vida amorosa, isso não te dá direito de se meter na dos outros. Se você mexer com a gente ou com qualquer um dos nossos amigos, você não vai gostar nadinha de como sua cara vai ficar, garota. Daqui pra frente você dobra a língua pra falar de mim, ou melhor, morde a língua, que aí você morre envenenada!


            Ela saiu puxando Sirius pela mão, seus saltos ecoando pelo Salão enquanto ficava para trás uma Rita Skeeter derrotada e sem reação. O Salão explodiu em comentários animados quando eles dois se sentaram na mesa da Grifinória.


            - Então, o que acharam do show? - perguntou a morena, começando a se servir.


            - Espetacular, deviam fazer isso mais vezes. - brincou James, antes de morder uma maçã.


            - Espero que não, se isso significar a Skeeter espalhando boatos ridículos de novo. - Sirius falou, revirando os olhos. Eles riram, e voltaram a conversar sobre amenidades.


            - Então, todos nós vamos ficar aqui para o natal certo? - perguntou Alice.


            - Eu não. - disse Peter com a boca cheia - Mamãe quer que eu vá para casa, nós vamos viajar, eu acho.


            - O quê? Rabicho, por que você não nos avisou isso antes? - James falou, parecendo indignado.


            - Desculpa, eu esqueci. Qual o problema?


            - É essa semana, seu trasgo! - ralhou James, e Rabicho pareceu ainda mais confuso por um segundo, antes do entendimento brilhar em seus olhos. Era naquela semana a lua cheia, e Remus se transformaria em lobisomem dali a dois dias.


            - Desculpa, vou ter que perder essa. - ele falou, sacudindo os ombros - Você e o Almofadinhas dão conta. - James revirou os olhos, enquanto os outros encaravam os dois com expressões confusas.


            - Só eu que boiei, ou tem mais alguém que não entendeu nada? - falou Emilly, despertando risadas nos amigos.


            - Fica tranquila, Emy, são só as besteiras costumeiras do Pontas, nada de importante. - acudiu Sirius, fazendo os outros rirem. Emilly, contudo, continuou intrigada com aquilo, embora tivesse deixado o assunto morrer.


            - A Jessy também vai para casa hoje - disse Lily.


            Com aquela pequena frase, ela conseguiu suspender o ar de todo o grupo. Os garotos não tinham visto o chilique de Jessy aquela manhã, mas todos sabiam que ela não devia estar reagindo bem ao namoro de Sirius e Emilly. Ela não estava ali no café da manhã, e era de se imaginar que ela sumisse pelo resto do dia. Por mais que gostasse da amiga, Emilly estava perdendo a paciência com Jessy. Francamente, depois de seis anos levando um fora atrás do outro, a garota ainda não acordara para a vida real, aquilo não era normal.


            - Espero que ela volte melhor. - falou Emilly, e todos concordaram.


            Um lado bom de se andar com os Marotos era que com eles a conversa nunca ficava pesada por muito tempo, e logo eles voltaram a falar de coisas banais como Quadribol e rock bruxo. Enquanto Emilly e Sirius entravam novamente em sua eterna discussão sobre as Bruxas de Salém, tentando decidir se a banda ficara melhor ou pior sem Slaxy, o guitarrista, Alice ouvia a conversa de Lily e James aos cochichos ao seu lado.


            - Escuta, James, eu queria pedir desculpas pelo que eu fiz ontem. Eu não estava pensando direito e... - começou a ruiva, mas ele a interrompeu.


            - Você fala como se tivesse feito algo errado, Lily. Aquilo foi o melhor presente de Natal que eu podia ganhar! - ela corou fortemente, mas James continuou - Mas eu sei que você não estava pensando, e sei que não vai se repetir. Tudo bem, Lily, eu entendo. - ele parecia triste ao dizer aquilo, e Lilly colocou sua não sobre a dele na mesa.


            - Eu gostava da amizade que nós tínhamos antes, vamos continuar com ela, ok? - James concordou, mas ela não precisava ter dito nada, apenas o toque de sua mão fora o suficiente para confortá-lo.


            Lily não tinha jeito mesmo, pensava Alice, enquanto voltava sua atenção para a conversa dos outros amigos, que agora falavam de Quadribol.  A ruiva era teimosa como um grindylow, e não assumiria seus sentimentos facilmente. É, ela e Emilly realmente teriam que dar um empurrãozinho natalino na amiga, e ainda assim Alice desconfiava que não seria o suficiente.


            Depois do café da manhã, Remus foi até Natalie na mesa da Corvinal. Os dois se cumprimentaram com um selinho e vieram até o resto do grupo. Então foram todos para o corujal mandar cartas de feliz Natal para suas famílias. Até Sirius mandou um bilhete para sua prima Andrômeda, a única de sua família com quem ele falava. Emilly, por outro lado, estava mandando uma carta bem grande para sua casa, junto com um pequeno embrulho de presente.


            - Pensei que você não tinha uma relação boa com sua mãe. - disse Sirius, que a abraçava pelas costas enquanto ela dobrava a carta para colocar no envelope.


            - Não tenho mesmo, isso aqui é pros elfos lá de casa. - ela disse, e riu da cara de espanto do namorado.


            - Você tá brincando, não é? - ele falou, ainda incrédulo.


            - Não, é sério! Quer ver? Pode ler. - falou Emilly, tirando a carta do envelope e entregando ao garoto. Sirius abriu o pergaminho e começou a ler.


 


            Queridos Pio e Pia,


            Estou morrendo de saudades, mas vou passar o feriado aqui em Hogwarts com meus amigos esse ano. Estou muito bem, apesar de estar tendo que estudar muito. Ah, vocês não vão acreditar, estou namorando o Sirius! Aquele mesmo Sirius que era meu amigo no primeiro ano. Não faça bico, Pio, pois estou muito feliz. Mas chega de falar de mim.


             Como vocês estão? Espero que a megera não esteja fazendo vocês se castigarem. Se ela estiver, lembrem-se do que eu disse antes de sair de casa: vocês estão proibidos de se castigar! Não quero que vocês fiquem se machucando, vocês sabem disso. Espero que vocês tenham um bom Natal. Façam uma ceia decente para vocês e os outros elfos, ok? Já disse que vocês não precisam comer as sobras da Vanessa, principalmente na noite de Natal.


            Pia, estou mandando alguns novelos de lã e agulhas novas para você tecer agasalhos para todos vocês. É meu presente de natal, certo? Estou mandando também a receita daquela batata assada que eu te falei. Consegui com uma elfa aqui de Hogwarts chamada Bonnie, é ela quem prepara as batatas. Imagino que vocês duas ficariam muito amigas se se conhecessem. Estou enviando a receita junto com o outro presente.


            Então, se aquela loira aguada se lembrar que eu existo, avisem a ela que eu vou passar o Natal aqui. Aproveitem as festas, certo? Feliz Natal!


            Com carinho, Emilly.


            - Emy, você é mesmo a pessoa mais incrível que eu conheço! - disse Sirius depois de ler a carta, entregando-a para a garota.


            - Sou mesmo, não sou? - ela brincou, se fingindo de convencida, e eles riram. - Mas falando sério, esses dois elfos são praticamente minha família, eles cuidaram mais de mim que a minha mãe, então eu os considero muito...


            - Eu entendo. - ele falou, acariciando de leve o rosto dela. - Mas me diz uma coisa, você pode dar lã aos seus elfos e mandar eles tecerem roupas? Isso não os liberta?


            - É claro que não! Um elfo só se liberta quando o dono lhe dá uma roupa. Até onde eu sei, ninguém veste um novelo de lã.


            - Você devia ser advogada, sabia? - ele disse, rindo.


            - Boa ideia... Será que eu ficaria sexy de terninho?


            - Você fica sexy de qualquer jeito, Emy. - murmurou Sirius, e ela mordeu o lábio inferior, corando de leve com o elogio. Eles se beijaram ternamente, aproveitando cada sensação.


            - Hey, vocês dois! - James chamou, estragando o momento. - Eu sei que estão doidos para encher a casa de "Siriusinhos", mas a gente já está indo embora. Está congelando aqui em cima, e todo mundo quer ir pra frente da lareira. Vocês vêm ou não? - todos já estavam mesmo na porta do corujal, apenas esperando pelos dois. Eles se juntaram aos amigos, que riam do comentário de James.


            - Deixa de ser idiota, Pontas! - falou Sirius dando um soco de leve no ombro do amigo, e os dos riram.


            - Então, nós vamos para o Salão Comunal, certo? Estou louca por uma lareira. - disse Lily, esfregando as mãos uma na outra. Nuvens pesadas se formavam no céu, e parecia que logo ia começar a nevar.


            - Vamos sim, ainda falta mais ou menos uma hora até as carruagens saírem e o Rabicho ir embora. A gente fica por lá enquanto isso. - Remus disse, consultando seu relógio.


            - Espera, eu posso entrar no Salão de vocês? - falou Natalie, receosa.


            - Tecnicamente não, mas camuflada no meio de um bando de grifinórios você pode. - disse Emilly, como se fosse a coisa mais simples do mundo.


            - Gostei desse jeito de pensar! - disse a corvinal, e os outros riram.


            Eles foram conversando amenidades e brincando até a torre da Grifinória. O clima entre eles estava leve, eles se esqueceram da guerra lá fora, dos N.I.E.M.s, do Torneio Tribruxo e de qualquer coisa que pudesse preocupá-los. Naquele feriado, eles queriam descansar e se divertir, e até agora tudo estava perfeito. Perfeito demais. Assim que passaram pelo retrato da Mulher Gorda, deram de cara com Jessy. Ninguém teve tempo de fazer ou dizer nada antes que...


            PLAFT! A mão de Jessy acertou em cheio o rosto de Emilly.


            Emilly colocou automaticamente a mão onde a garota tinha batido, e ficou sem reação por alguns segundos, tomando consciência do que estava acontecendo ao redor: seus amigos pareciam em choque e todos os outros alunos no salão haviam parado o que estavam fazendo e se aproximavam curiosos. A garota então respirou fundo e voltou-se para a causadora de toda aquela confusão.


             - O que foi isso, Jessy? Pirou de vez, é? – a morena disparou.


             - Eu te odeio, sua vadia! – Jessy berrou. Emilly nunca havia visto a amiga tão descontrolada. – O Sirius é MEU! Eu quero ele de volta!


             Aquela loucura de Jessy já estava fora de controle, era hora de Emilly finalmente dizer o que ela e as amigas vinham querendo há muito tempo:


             - Olha aqui, Jessy, eu estou, alias, todos nós estamos – ela gesticulou apontando os amigos, que pareciam estar voltando a realidade agora – cansados dessas suas fantasias! Eu e as meninas suportamos você delirando por seis anos! Agora chega! Nós passamos por cima de muita chatice e loucura suas, mas parece que você só vai entender se a verdade der um murro na sua cara! Então aí vai: o Sirius não é seu, nem meu, nem de ninguém, porque ele não é uma droga de brinquedinho e o Sirius não te ama e nem nunca vai te amar, porque você parece uma maluca!


             Ao ouvir isso, Jessy fez menção de partir para cima de Emilly, mas Sirius foi mais rápido e a segurou. Por um momento Emilly ficou com medo de que Jessy o agarrasse, mas a garota estava tão descontrolada que parecia nem ter percebido quem a estava segurando e não parava de se debater tentando se soltar.


             - Você arruinou a minha vida, Emilly! Eu vou matar você, sua vadia! – era só o que Jessy conseguia urrar, os olhos vermelhos e quase saltando das órbitas. Até que Sirius, cansado da gritaria e da loucura da garota, resolveu acabar com aquilo ele mesmo.


             - Jessy! – ele chamou, sua voz firme se sobrepondo aos berros. Foi então que a garota percebeu quem a estava segurando e ficou paralisada. - Sai daqui, Jessy, antes que você faça mais merda.


             - M... Mas Sirius... Eu te amo! – balbuciou a magricela.


             - Mas eu não te amo, Jessy! E eu não quero uma descontrolada feito você perto da minha namorada! – ele finalizou soltando a garota.


             Jessy olhou ao seu redor, encarando os amigos, nenhum deles parecia disposto a intervir a seu favor. Ela então começou a chorar e correu para fora do Salão Comunal. O retrato se fechou estrondosamente atrás da garota, e tudo ficou silencioso por um segundo. Então cochichos e comentários explodiram de uma vez no Salão, e Emilly se jogou nos braços do namorado, enterrando o rosto em seu peito e deixando as lágrimas escorrerem de seus olhos. No instante seguinte, todos os seus amigos estavam em volta dela, com olhares preocupados.


             - Está tudo bem, Emy... - sussurrou Sirius, acariciando seus cabelos de leve. Aquelas palavras pareceram acalmá-la, como se aquilo fosse se tornar verdade só porque ele dissera. Ainda assim, a dor do que acabara de acontecer queimava em seu peito e ardia em seu rosto.


             - Eu acabei de perder uma amiga, não está nada bem, Si! A Jessy é meio doida, mas eu gostava dela! - Ela falou, limpando rapidamente as lágrimas. Chorar lhe fazia parecer fraca, e essa era a última coisa que Emilly queria naquele momento.


             - Você ainda tem a nós, Emy, e quer saber? Quem está perdendo é a Jessy. É ela quem se recusa a ver a realidade, e é ela quem está perdendo em deixar de ser amiga de uma pessoa incrível como você. - disse Lily, sua voz doce e reconfortante.


            Emilly se virou para a ruiva, sorrindo de leve para ela, e viu todos os seus amigos ali, dando a ela palavras de apoio. Será que quando chegava uma coisa boa em sua vida, outra tinha sempre que partir? Será que esse seria sempre seu castigo, sua maldição, mesmo que ela não tivesse... Não. Emilly arrancou esses pensamentos de sua cabeça, varrendo-os para o canto mais escuro e escondido de sua mente. Não, não pensaria nisso agora. Agora seus amigos estavam ali, Sirius estava ali, e ela sabia que podia sempre contar com aquelas pessoas. Sabia que era amada, e isso aqueceu um pouco seu coração. Nem todas as coisas boas haviam partido, afinal, e Emilly ainda tinha muitas delas.


            As coisas foram aos poucos voltando à normalidade. Depois do almoço, o trem partiu com os alunos que passariam o Natal em casa, levando Jessy e Peter embora. A neve caiu de uma vez durante a tarde, e os jovens se divertiram dentro do castelo, nada de estudos, nada de guerra, nada de Torneio. O jantar de Natal de Hogwarts estava magnífico, como sempre. Os flocos de neve que caiam do teto enfeitiçado chegavam até quase encostarem nas velas flutuantes antes de desaparecer. As mesas estavam cheias do mais magnífico banquete, um pelo qual Peter daria sua vida, se estivesse ali.


            Depois da ceia, os Marotos e as garotas continuaram sua festa no Salão Comunal, na frente da lareira e com algumas garrafas de cerveja amanteigada. Trocaram presentes, como não podia deixar de ser. Lily corou de leve ao receber o presente que James lhe entregara: um perfume, uma fragrância de lírios, é claro. Ela nunca gostara muito de receber coisas de lírios, talvez por achar falta de criatividade, mas aquele presente era perfeito. Havia naquele perfume um encanto especial simplesmente por ter sido ele quem a dera. Depois daquilo, ela até se sentiu sem graça ao entregar para James seu presente, uma caixa de truques da Zonko's, embora ele tenha achado a coisa mais magnífica do mundo. Os olhos dele ficavam tão bonitos quando brilhavam maravilhados daquele jeito! Não que Lily ficasse pensando naquelas coisas.


            Emilly também ficou maravilhada com o presente que recebera de Sirius, uma fina pulseira de prata que imitava ramos entrelaçados de uma planta, com pequenos rubis incrustados (ela reconheceria rubis verdadeiros em qualquer lugar) e finamente lapidados em formato de rosas. Era uma das joias mais lindas que ela já vira! Ela agradeceu com palavras e com um beijo, e entregou seu presente ao namorado. Ele abriu o embrulho sorrindo, e seu sorriso se alargou quando ele viu o que era.


            - Uma camisa das Vespas, autografada pelo próprio Ludo Bagman! Emy, isso deve ter custado uma fortuna! Onde você conseguiu uma raridade dessas? - ele falou, com um misto de gratidão e espanto.


            - Que nada, foi fácil! O Ludo costumava frequentar a minha casa, ou melhor, o quarto da minha mãe, então eu mandei uma carta para ele pedindo esse pequeno favorzinho. - ela disse, sorrindo displicente. Os queixos de seus amigos caíram, seus olhos se arregalaram, e Alice soltou uma pequena risada.


            - Fala sério, sua mãe tinha um caso com o Ludo Bagman?! - exclamou Natalie, que ainda não estava acostumada com as histórias sobre Vanessa Carey. Bom, no final das contas nenhum deles nunca conseguiria se acostumar completamente com a mãe de Emilly, mas a corvinal era sem dúvidas a mais espantada.


            - Ache um homem de sangue puro que nunca tenha tido um caso com ela, e eu te dou dez galeões. - falou Emilly, e os outros riram.


                                                                                      **


            Lily acordou no dia seguinte com o som de um despertador. Raios pálidos de sol invadiam as brechas na cortina escarlate em volta de sua cama. Além do relógio que tocava, o silêncio era absoluto. Emy e Alice ainda deviam estar dormindo, ou ela ouviria suas vozes conversando. A ruiva se levantou e puxou as cortinas, desarmando prontamente o despertador, e foi acordar as amigas. O quarto, porém, estava vazio, as camas de Emilly e Alice arrumadas. Lily olhou o relógio, preocupada se teria acordado muito tarde. Não, ainda eram oito horas. O que dera naquelas duas para terem pulado da cama tão cedo, ainda mais tendo ido dormir tarde como haviam na noite anterior? E, depois que ela parou para pensar, aquele despertador não estava ali antes...


            Ela se arrumou rapidamente, ansiosa para descobrir o que as amigas estavam aprontando, e desceu para o Salão Comunal. Quando chegou, Alice e Emilly estavam ali, sentadas em sofás com Frank, Sirius e Remus, tudo parecia perfeitamente normal. Ela notou que James não estava ali, mas não quis perguntar onde ele estava, para Sirius não caçoar dela – ele adorava fazer isso.


            - Bom dia, Lily! Demorou para acordar, hein? A Tia Mimi estava te procurando, quer que você vá ao escritório dela agora mesmo. - disse Emilly, com o braço de Sirius em volta do ombro.


            - McGonnagal?! Que estranho... Ela disse o que era? - perguntou a ruiva, franzindo o cenho. O que a diretora da Grifinória poderia querer com ela àquela hora da manha?


           - Não disse nada, só que era urgente. Se eu fosse você iria logo, ela parecia meio desesperada! - falou Alice, com aqueles seus olhos azuis arregalados.


            Lily passou pelo retrato e foi o mais rápido possível para o escritório da diretora, começando a ficar preocupada. Será que tinha acontecido alguma coisa com seus pais ou com sua irmã? Ela não se permitiu pensar demais sobre isso, pois um aperto surgiu em seu coração com aquela ideia. Não, devia ser outra coisa. James não estava com os amigos, então podia ser que ele estivesse com Minerva também, e fosse só alguma coisa relacionada à escola. Mas aquilo não fazia sentido, o que ela e James teriam em comum para tratar com a professora? Não, ele provavelmente ainda estava dormindo, ou no café da manhã, ou em algum lugar se agarrando com uma aluna de Beuxbattons... Ela tirou aquele pensamento da cabeça também, incomodada com a imagem que veio à sua mente.


            Chegando à sala da diretora, porém, ela teve uma pequena surpresa. James estava mesmo lá, com uma expressão claramente desconcertada. Ela bateu de leve na porta aberta e entrou, receosa.


            - Com licença, professora, Emilly disse que a senhora queria me ver. - falou Lily, e os olhos afiados de McGonnagal a fitaram com espanto.


             - Ora, parece que a Srta. Carey resolveu lotar a minha sala hoje, sem nenhum motivo aparente! Não, eu não a mandei chamar você nem o Sr. Potter, eu nem mesmo vi Emilly Carey hoje.  Essa menina não tem limites...  - disse a professora, com a voz um pouco exasperada, balançando a cabeça em reprovação. - Podem ir, vocês dois. E chamem a Srta. Carey quando a virem, quero ter uma conversa séria com ela.


             Lily e James saíram da sala de Minerva completamente embaraçados, e andaram por um tempo sem dizer nada. Então James começou a rir e Lily o seguiu, as risadas dos dois ecoando no corredor.


             - A Emilly é maluca! Por que diabos ela mandou a gente pra cá? - falou o moreno entre os risos.


             - Sinceramente, não duvido que ela tenha feito isso só para irritar a McGonnagal. - disse Lily, e os dois riram mais ainda daquela loucura. - Mas eu tenho o pressentimento de que ela está aprontando alguma coisa...


              Eles foram conversando amenidades no caminho de volta. Era tão confortável estar com James, a conversa fluía com eles como se tudo fosse simples e leve como aquelas palavras. Eles compreendiam perfeitamente um ao outro, e parecia que estar ao lado dele era a coisa mais certa e natural do mundo. Aquela pequena caminhada pelo castelo pareceu acontecer em câmera lenta, tudo em volta parando para dar lugar aos dois. Quando chegaram à porta do Salão Comunal, porém, o tempo voltou a correr, mas ainda mais acelerado que o normal. Lily falou a senha para o retrato da Mulher Gorda, e os dois entraram juntos no Salão. Mal a porta havia se fechado atrás deles, seus amigos estavam apontando para eles e gritando:


             - De baixo do visco!


             Lily sentiu seu rosto queimando em rubor, e James se virou para ela com um sorriso no canto dos lábios. No segundo seguinte, eles estavam se beijando. Lily, sempre tão racional, naquele segundo parou de pensar. Tudo com o que ela se importava naquele momento eram os lábios dele contra os seus, as mãos dele a puxando de leve pela cintura, os cabelos dele sedosos sob seus dedos. E, tão rápido como começou, o beijo terminou. Ela corou novamente ao se virar para os amigos e ver que eles sorriam maliciosos, seu rosto ficando quase tão vermelho quanto seus cabelos. Ela olhou novamente para James, que também sorria, mas sacudiu os ombros como se pedisse desculpa.


             - Pode ignorar esse também, você sabe. - ele murmurou.


             - Vou ignorar. - ela falou, mais confiante do que se sentia, e foi sentar-se com os amigos, seguida por James, que foi para o lado oposto do sofá. - Eu vou te matar por isso, Emy. - sussurrou a ruiva, para que só a amiga ouvisse.


            - Matar? Não, você ainda vai é me agradecer.


            - McGonnagal quer te ver na sala dela, aliás. Boa sorte com sua futura detenção. - caçoou Lily. Emilly, contudo, já esperava que a professora a chamasse para conversar depois que ela mandasse dois alunos para sua sala sem motivo aparente, e estava preparada para o sermão. Era um pequeno preço a se pagar para dar o empurrãozinho que ela pretendia naqueles dois.


            - Detenção com a Tia Mimi, eu? Francamente, Lily, há quanto tempo você estuda nessa escola? - ela falou, e se levantou do sofá, atraindo a atenção dos amigos. - Então, eu estou indo na Minnie Mac responder por meus terríveis atos, encontro vocês no Salão Principal para o café da manhã, ok?


            - Ok, se você ainda estiver viva depois de falar com ela. - brincou James, e a morena deu apenas uma risada, sumindo pela porta do retrato em seguida.


            McGonnagal não parecia tão brava quando Emilly chegou à sua sala, estava apenas escrevendo alguma coisa em um pergaminho. Quando a garota bateu à porta e a professora levantou os olhos para ela, porém, ficou bem claro que estava irritada. Emilly tinha um longo histórico de irreverência para com ela, apenas com ela, o que deixava Minerva intrigada e exasperada, sem conseguir entender porque a menina insistia em fazer aquelas coisas. Entretanto, lá no fundo, ela tinha que admitir para si mesma – e para mais ninguém – que Emilly era sua aluna preferida. Não só por ser uma das melhores da classe em Transfiguração, mas porque a garota conseguia despertar nela um sentimento de maternidade que ela não sabia que tinha.


            - Que história é essa de mandar Evans e Potter para minha sala sem motivo algum, Srta. Carey? - ralhou a professora, mantendo o profissionalismo e o rigor que eram característicos seus.


            - Mas eu tinha um motivo, Tia Mimi! O motivo era fazer os dois passarem juntos em baixo do visco que nós armamos na entrada do Salão Comunal. - falou Emilly, como se aquilo justificasse qualquer coisa. Minerva rolou os olhos em reprovação.


            - Ora, que você arrumasse uma forma mais apropriada de bancar o cupido para os seus amigos, Srta. Carey! Não quero saber de você me envolvendo mais em seus assuntos particulares, ouviu? Vou retirar dez pontos da Grifinória por sua insolência.


            Emilly fez uma pequena careta por perder pontos para sua casa, mas ela considerava aquele um preço justo a se pagar pelo beijo de James e Lily.


            - Sim senhora! - ela disse imitando uma continência, com um leve sorriso nos lábios. - Nós vamos deixar o visco onde está, na porta do Salão da Grifinória. Se a senhora quiser se aproveitar dele para resolver algum assunto pendente com um certo professor... Está à disposição. - falou, dando uma piscadela no final.


            - Como ousa insinuar uma coisa dessas? Não se esqueça de que sou sua professora, Srta. Carey! Não diga coisas que não sabe! - esbravejou Minerva, levantando-se da cadeira tamanho o espanto.


            - Não tente me enganar, Tia Mimi. Não tem nada que aconteça nessa escola que eu não saiba. Eu sou o ser onisciente de Hogwarts! - com outra piscadela e uma risada, Emilly se virou e saiu antes que a professora recuperasse a voz e lhe desse uma detenção.


                                                                                  **


             Depois do café da manhã, eles foram todos para o jardim. A neve que caíra no dia anterior havia assentado e coberto todo o terreno da escola. Se havia uma imagem perfeita para definir manhã de natal, era aquela: todos eles no meio daquela imensidão branca, patinando no Lago congelado, fazendo guerras de bola de neve e se divertindo como se voltassem a ser crianças.


             Depois do almoço, porém, Remus apareceu com uma pequena mala na mão e se despediu dos amigos. Era sua doença, ele justificou, que estava atacando novamente, e ele tinha que ir para casa. O garoto havia, de fato, acordado mais pálido e abatido aquele dia, e nenhuma das meninas questionou. Todos sabiam que ele sofria de uma doença rara, afinal. Natalie foi a que mais sofreu, e lhe deu um beijo de despedida como se fosse se separar dele por meses, embora o maroto tivesse garantido que estaria de volta antes do fim do feriado.


             Apesar desse triste imprevisto, o resto da tarde não passou muito diferente da manhã, e logo a noite caiu e os adolescentes se viram novamente de frente à lareira do Salão Comunal. James foi dormir mais cedo aquele dia, para descansar um pouco antes de ter que ir cuidar do “probleminha peludo” de Remus. Sirius e Emilly estavam se agarrando numa poltrona próxima à lareira e Lily, Alice e Frank conversavam num sofá, a uma distância segura dos dois.


             - Sabe Lily, eu estava pensando na Jessy hoje, nessas maluquices dela... - falou Alice com um ar pensativo, escorada no ombro do namorado. - Eu estou começando a achar que essa obsessão dela não tem nada a ver com o Sirius.


             - Como assim não tem nada a ver? A obsessão dela é o Sirius. - falou a ruiva, confusa.


             - Eu também achava que era, mas eu reparei no modo como ela agiu ontem, e comecei a achar que tinha algo muito estranho ali. Ela jogou a raiva dela toda na Emy, como a gente já esperava que ela fizesse, mas quando o Sirius a segurou... Ela não percebeu quem era logo de cara, era como se o Sirius não importasse para ela, como se ele nem estivesse ali.


             - Eu também reparei nisso, mas assumi que era porque ela estava cega de raiva. Você sabe, toda aquela ladainha de culpar a Emy por roubá-lo dela... E é como a Emilly sempre disse, o Sirius não importa de verdade para a Jessy, ele é só uma posse para ela.


             - Pode ser, mas depois daquela briga ontem, eu comecei a me lembrar de outras coisas que a Jessy fazia ou falava. Ela sempre procura um jeito de atingir a Emy, independente de ter o Sirius envolvido. Lembra o que ela fez no dia do aniversário de morte do pai da Emilly? Foi cruel e totalmente sem propósito, e você sabe que ela sempre faz coisas desse tipo.


            - Qual é sua teoria, Lice? - perguntou Lily, muito interessada. O comportamento de Jessy quase nunca fazia sentido, e as amigas sempre souberam que ela era meio maluca, e sempre a trataram com paciência. Se havia, porém, uma razão para o que ela fazia, talvez as coisas pudessem ser diferentes.


             - Eu acho que o que a Jessy tem é inveja, ela quer ser a Emy, quer ser melhor que a Emy. E o que o Sirius tem com isso? Bom, ele e a Emy eram amigos no primeiro ano, lembra? Muito amigos, e eu lembro que o James costumava caçoar deles, dizendo que eram namorados. Bom, depois que os dois se afastaram e o Sirius começou a ficar popular e tudo mais, acho que a Jessy colocou na cabeça que se ela podia ter algo que era da Emilly, esse “algo” era o Sirius. Como se, se ela conseguisse ficar com o Sirius, ela estaria se igualando à Emy a ou superando, não sei.


             - Isso faz sentido, eu acho. Ou, pelo menos, é o tipo de coisa que faria sentido para a Jessy. E justificaria o comportamento dela em relação à Emy... O problema é que nós não sabemos se sua teoria está certa ou não. - falou a ruiva, tentando absorver o que Alice dissera. Era plausível, e explicava tanta coisa. Mas ela não queria acreditar que sua amiga nutrisse sentimentos tão horríveis e há tanto tempo.


             - Acho que nós nunca saberemos, Lily. - disse Alice, com um tom melancólico.


             Ela se preocupava com Jessy, e se preocupava com Emilly também. A garota já vira o quanto Jessy podia ser má quando queria, apesar de infantil e insana. E essa insanidade era o que mais a preocupava. Se as coisas continuassem daquele jeito, onde é que elas iriam parar?



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Comentários: 7

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Enviado por Mahluh Black em 25/02/2013

MP__Potter, obrigada pelo elogio!!! O cap. 11 já está a caminho. 

Jane Weshville, que bom q vc gostou do capítulo! O 11 sairá em breve.


Bjos.

Nota: 1

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Enviado por - em 21/02/2013

Amei o cap!!! Não demora a postar, viu?? bjs

Nota: 5

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Enviado por MP__Potter em 19/02/2013

Sua fic é linda! Continue, ok? Quero saber o que mais vai ocorrer! Beijocas

Nota: 5

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Enviado por Mahluh Black em 19/10/2012

Luiza Padrão, que bom q vc tá gostando da fic, fico mto feliz!

o cap. 9 reescrito já está pronto, só falta revisar e postar. Já comecei a reescrever o 10. o 11 sai em breve, jah está parcialmente escrito. se atrasar um pouco é porque vou fazer vestibular esse ano, entao estou meio apertada.

bjs.

Nota: 1

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Enviado por Luiza Padrão em 15/10/2012

A fic ta muito boa :) Quando vão postar o próximo capitulo? Espero que nao demore, estou muito curiosa hahaha

Nota: 5

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Enviado por milinhamulek em 30/08/2012

muito boa a fic :) continuem a escrever! não espera que fosse gostar do sirius como personagem principal, mas me encatei :3

Nota: 5

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Enviado por Jane Yang em 16/07/2012

lol ta mt bom a fic, qnd vcs vao postar mais?

Nota: 1

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