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4. Passeios e Confissões


Fic: Um plebeu em minha vida


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Pra começar desculpem o atrazo, vou tentar atualizar mais rápido. E claro eu espero que vocês gostem!

P.S.: Lembrem-se que a música favorita da Bella é "Canon in D" de Pachebel.



Cap 4 – Passeios e confissões


Quando eu acordei no dia seguinte demorei um pouco para me situar que estava no meu quarto. Vi que ainda estava usando as roupas da ida a Brighton, e que já passava das nove. Nunca tinha dormido até tão tarde. Me levantei e fui tomar um banho, coloquei um vestido floral de alças por causa do calor e desci para tomar café.


Quando cheguei à cozinha, Alvo estava sentado bebendo suco enquanto conversava com Tessa.


--- Olá dorminhoca. --- Alvo disse quando me viu. --- Senta e tome o seu café por que temos que sair logo.


--- Sair? Mas para onde?


--- Eu não te disse que eu iria te dar umas férias de verdade? Pois então é isso que vou fazer. --- Ele passou a jarra de suco para mim. --- Nós vamos ficar em Londres mesmo, mas o lugar aonde vamos é surpresa.


--- Surpresa? O Harry sabe disso?


--- O meu pai? Sabe sim, eu falei com ele e com a minha mãe mais cedo. Estamos com os vistos da alfândega em dia. --- Ele brincou.


--- Está bem. Eu tenho que trocar de roupa e ...


--- Não se preocupe, você está linda. --- Ele sorriu. --- Mas é bom pegar um casaco, Londres é sempre um mistério quanto ao tempo.


Terminei de comer e subi para pegar um casaco.  Depois seguimos de carro para o centro de Londres. Quando estávamos próximos da surpresa Alvo me mandou fechar os olhos.


--- E não vale espiar.


--- Não abra os olhos. --- Ouvi ele dizer enquanto sentia o carro parar. O barulho seguinte me disse que ele estava saindo do carro. A porta do meu lado abriu e senti a mão dele no meu braço. --- Vamos...cuidado com a calçada.


Mantive os olhos fechados enquanto ele me guiava. Eu podia ouvir as pessoas passando ao nosso redor e me perguntei o que pensariam de mim andando por aí de olhos fechados. Em um momento ele me parou e contou até três para eu abrir os olhos.


--- Pode olhar.


Eu abri os olhos e me vi no meio de um pátio. Na minha frente havia um prédio antigo. Na verdade era um daqueles grandes casarões, como os vários que existiam por toda Londres. Parei para ler o que estava escrito em uma grande placa de vidro perto da entrada.


--- Oh meu Deus! É o Royal Academy! --- Voltei o olhar para Alvo que ria ao meu lado.


--- Sim. É isso mesmo.


O Royal Academy of Music é um conservatório onde se ensinava a jovens do mundo todo. Muitos músicos conhecidos haviam estudado lá.


--- Eu não acredito que estamos aqui!


--- Pois acredite. Vamos! --- Ele segurou minha mão e me puxou na direção do prédio.


--- Vamos entrar? --- Perguntei surpresa.


--- Claro que vamos entrar! Achou o quê? Que iríamos passar a vista e ir embora?


--- Mas a gente pode entrar assim? Nós nem somos estudantes.


--- Não, mas felizmente o Kevin, um colega meu da Universidade,  é sobrinho do diretor.


Nós entramos. Eu ainda estava tentando acreditar que eu tinha a oportunidade de estar ali. Eu já estive em alguns conservatórios, mas eu sempre quis vir nesse. Todo o interior era amplo e arrumado, com móveis antigos e retratos nas paredes.


Nós pedimos informação a uns estudantes e conseguimos chegar até a biblioteca. Ela tinha mais de 160 mil livros, incluindo letras de músicas. Sentamos em uma mesa e folheamos vários livros. Havia de todos os tipos e alguns da época da fundação da escola, 1822.


Nós passeamos por algumas salas de aulas e percebi que Alvo parecia saber para onde estávamos indo. Nós seguimos até uma parte mais deserta do prédio e eu podia ouvir uma música tocando longe. Quanto mais nos aproximávamos mais a música ficava alta, até que chegamos a duas portas largas, uma do lado da outra. Era de lá que vinha a música. Eu já sabia que sala era aquela antes mesmo de entrarmos.


Alvo empurrou uma das portas e nós entramos. O lugar era enorme. Havia fileiras e mais fileiras de cadeiras vazias, o teto era alto e tinha vários lustres pendurados. Era lindo. No palco estava uma orquestra. Eles estavam ensaiando Vivaldi.






 

Alvo me puxou até uma fileira no meio e nos sentamos.


--- Essa música me parece familiar, qual é? --- Alvo me perguntou baixo.


--- É “Outono” das “Quatro Estações” de Vivaldi. Ela é uma das mais longas, mas tem uma parte dela que sempre está nos filmes de época. --- Eu me virei pra ele. --- Obrigada por me trazer aqui.


--- De nada. --- Ele sorriu. --- Quando foi a última vez que ouviu esse tipo de música?


--- Faz algum tempo. --- Na verdade foi umas três semanas antes da morte do meu irmão. Fomos todos da família ao teatro municipal de Falknor assistir a uma apresentação.


--- Então aproveite. --- Ele segurou a minha mão.


Eu olhei pra ele por alguns segundos. Então suspirei e apoiei a cabeça em seu ombro. Esse gesto parecia tão natural agora, ficarmos de mãos dadas e apoiados um no outro. Só Deus sabe como eu sentiria falta disso quando voltasse pra casa. Eu não tinha me esquecido de Willborn. Pelo menos de dois em dois dias eu recebia informações de como as coisas estavam indo no meu país e como estavam indo os planos para a retomada.


Quando a música ficou mais lenta eu fechei os olhos e me deixei levar. Não há nada melhor do que a música. Ela é uma forma de você dizer o que está sentindo. Não precisa ser apenas instrumental, pode ser rock, balada o que for. Você precisa apenas sentir.


Não sei quanto tempo ficamos ali, nem o que pensaram do casal que estava sentado os ouvindo tocar, e eu também não me preocupei em saber. Um tempo depois o ensaio parou e as pessoas se espalharam pelo salão. O maestro veio falar conosco. O nome dele era Willian Devon e ele era professor de música no conservatório.


--- Vocês parecem ter gostado da apresentação.


--- Foi incrível. Vocês são ótimos. --- Eu lhe disse.


--- Já assistiu um concerto antes? --- Ele nos perguntou. Alvo respondeu que nunca tinha tido a oportunidade. Eu contei que já havia vistos alguns, na verdade muitos. Concertos são um dos mais comuns momentos de lazer da família real.


--- A Bella adora musica clássica. Ela até toca piano. --- Alvo contou ao professor.


--- Verdade? Por que não sobe e tenta?


--- Eu? Acho que não, tem muita gente e...


--- Vamos Bell! --- Alvo levantou. --- Você me disse que um dia ouviria você tocar.


Então eu me vi subindo as escadas do palco. Só o Alvo pra me colocar nessas situações. Eu já havia feito uma apresentação no piano quando era mais nova, mas na hora eu era uma princesa. Agora eu era apenas uma garota, e era difícil não se sentir insegura.


Eu sentei no piano e passei o olhar no salão. Alvo estava encostado no palco olhando pra mim. Todos os outros pararam as conversas e também estavam olhando.


--- Toca aquela que você disse que gostava. --- Alvo me sugeriu.


Respirei fundo e comecei.


Fazia tempo que eu não tocava. Desde a morte do meu irmão. Eu comecei lentamente, e me imaginei no piano da biblioteca. Os meus pais sentados no sofá, a Lis encostada na porta, o meu irmão sentado do meu lado. Nós dois tocando como costumávamos fazer.


Eu podia sentir o cheiro dos livros velhos, do piano antigo. E que saudade de tudo isso...


Sentia o olhar de todos do salão, mas isso não me importava mais. Eu estava no meu lugar favorito.


Continuei tocando, em alguns momentos eu fechava os olhos e me deixava levar, em outros trocava um sorriso com Alvo. Era diferente tocar naquele lugar. Imagine um local enorme e vazio, o som se propagava em todas as direções, como uma grande caverna, mas com o brilho do sol.


Não sei quando comecei a chorar, mas acho que não foram lágrimas de tristeza. Foi apenas saudade e alegria por me sentir de novo em casa. Desde que saí de Willborn eu não fazia nada que me lembrasse de lá. Eu fui a um parque de diversões, morava em uma casa menor do que antes, coisas mínimas no dia-dia me mostravam que eu estava em outro lugar. Mas desde que entrei no conservatório eu me sentia como se estivesse de novo em casa.


Quando cheguei ao final da música eu estava de olhos fechados. Me despedi da biblioteca, dos meus pais e do Robert. E então ouvi os aplausos. Estavam todos me aplaudindo. Alvo estava de pé e batia palmas, e ele estava me olhando daquele jeito de novo. Aquele que me deixava mais boba do que normalmente ele já me deixava.


--- Parabéns! --- Disse o professor Devon. --- Fiquei encantado. Você mostrou uma emoção que não vejo em muito tempo.


--- Obrigada. --- Eu agradeci. Quando desci do palco algumas pessoas vieram me cumprimentar também. Depois eu me aproximei de Alvo.


--- Você estava perfeita lá em cima. --- Ele deu um beijo no meu rosto.


--- Isso é verdade. --- Willian disse enquanto se aproximava de nós. --- Você deve treinar sempre.


--- Na verdade não. Na minha casa, onde a Bell está hospedada, não temos um piano.


--- Oh, que pena. Deve sentir falta disso, não é?


--- Sinto. --- Eu falei. --- Foi muito bom vir aqui hoje.


--- Olhe...depois de  vê-la tocar, pode aparecer aqui sempre. E pode tocar o quanto quiser, quem sabe não toca um dia com a nossa orquestra?


--- Seria ótimo.


Uma moça chamada Lauren me chamou para perguntar sobre uma nota do piano e eu pude ver de longe Alvo conversando com Willian. Algum tempo depois nós nos despedimos de todos e saímos do Royal Academy of Music. Nós fomos até um restaurante próximo para almoçarmos.


--- Em que pensava? --- Me perguntou Alvo em um momento.


--- Quando?


--- Quando estava tocando.


--- Ah...--- Pensei com calma no que iria dizer. Eu não queria mentir pra ele. --- Nos meus pais. A minha mãe tocava piano também. Ela e o meu pai costumavam sentar pra me ouvir tocar.


--- Sente saudades dela, não é?


--- O tempo todo.


--- E você não pode nem falar com o seu pai. --- Ele balançou a cabeça com pesar. Devo ter parecido confusa, então ele me explicou. --- Com o seu pai em uma missão, você não deve poder falar com ele, certo?


--- É. --- Voltei a atenção para o prato. Odiava mentir pra ele.


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Depois ele me levou para um parque que ficava perto do Royal. O nome era Regent`s Park. O lugar era realmente lindo. Um gramado baixo, árvores  por todos os lados e jardins floridos. Havia pessoas andando com a família, outras sentadas em cima de toalhas fazendo piquenique.






 

Nós passamos um  tempo andando, vendo as pessoas. Fomos até o lago, onde se controlavam pequenos barcos por controle remoto. Passei um tempo olhando Alvo ajudar um garoto a  controlar o seu barco. Ele seria um bom médico. Alvo é daquele tipo de pessoa que você confia rapidamente. Não foi diferente com o garoto ou comigo.


--- Bell! --- Alvo me chamou. Eu fui até onde ele e o garoto estavam. --- O David aqui estava me perguntando quem era a moça bonita que estava comigo. --- Ele brincou. O menino abaixou a cabeça envergonhado.


--- Alvo! --- Reclamei com ele. Me abaixei até ficar na altura do menino. --- Não ligue pra ele David. Eu sou a Bella.


--- Olá. --- Me respondeu o garoto um pouco vermelho.


--- Eu estava olhando o seu barco, ele é muito bonito. Quem foi que lhe deu?


--- Foi o meu avô. Você usa um controle remoto pra dirigir, o Alvo estava me ajudando.


--- Sério? Eu achei que era você que estava ensinando ele. --- Sorri pro garoto e ele pareceu relaxar. Em pouco tempo estava totalmente solto. Ele e Alvo começaram a me ensinar a controlar o barco, mas acho que sou melhor no carrinho de bate-bate.


David nos levou até onde os seus pais estavam sentados com a sua irmã mais nova. O casal acabou nos convidando a sentar e lanchar com eles.


--- Nós fomos ao Royal Academy e depois eu decidi trazer a Bell aqui. Ela é nova na cidade então... --- Alvo estava contando aos pais do David. O menino estava brincando com a irmã.


--- Isso é bom, o Regent`s é um dos lugares mais bonitos da cidade. --- Comentou Theo, o pai de David.


---  E é um lugar ótimo pra trazer a namorada, é bem romântico. --- Claire deu um sorriso cúmplice pra nós. Não consegui não ficar envergonhada. Na verdade eu não a culpava por pensar que eu e o Alvo éramos namorados. Nós estávamos sentados colados um no outro, e ele estava com um braço em torno do meu ombro.


--- É sim. --- Alvo disse. Ele beijou o alto da minha cabeça e voltou a falar com Theo. Ele não negou que fossemos namorados. Por quê? Será que era assim que ele nos considerava? Ele gostava de mim desse jeito? Talvez ele só não quisesse dar explicações sobre o assunto.


Passamos mais algum tempo conversando com o casal antes de nos despedir de todos e continuar o passeio pelo parque, que era enorme. Passamos um tempo de mãos dadas. O silêncio não era ruim, pois eu realmente não sabia o que dizer. Uma parte de mim queria perguntar por que ele deixou a Claire achar que éramos namorados, mas a outra tinha medo do que ele diria. Preferia que tudo ficasse como estava, a correr o risco de ele não gostar de mim como eu estava gostando dele.


Em um momento nós no sentamos no gramado.


--- Vou sentir falta disso quando tiver que ir embora. É um lugar lindo. --- Falei para cortar o silêncio. A parte covarde de mim ganhou a briga. Alvo encostou a testa no meu ombro.


--- Não gosto de pensar em você indo embora. --- Ele murmurou. Encostei a cabeça na sua e suspirei. Não vamos pensar nisso. Eu não quero pensar nisso.


--- Então não vamos. --- Afirmei. Ele levantou a cabeça. Eu dei um toque rápido no ombro dele e levantei. --- É com você!


Então sorri e saí correndo. Ele deve ter entendido, por que veio atrás de mim. Eu sabia que ele me alcançaria rápido, mas dei uma olhada para trás e dei língua pra ele. A brincadeira o fez rir e correr mais rápido. De repente senti um peso em cima de mim, e fui ao chão. Tentei me libertar rindo e ele estava sentado em cima de mim tentando prender as minhas mãos.


--- Me solte! --- Eu pedi rindo.


--- Nada disso. --- Ele manteve as minhas mãos presas nas dele. --- Você vai ficar aí mesmo.


--- O que vão pensar disso? --- Tentei usar o argumento.


--- Vão pensar que são dois namorados brincando no parque.


Nós paramos de sorrir e ficamos nos encarando.


--- E o que nós somos? --- Perguntei num fio de voz.


--- O que você quer que sejamos Bell? --- Ele me perguntou sério. Eu reparei que agora ele só me chamava assim. Como se fosse uma forma que só ele pudesse usar. --- Por que eu sei o que eu quero... --- Ele se aproximou e me beijou.


Por um momento eu não soube o que fazer, mas eu podia sentir a eletricidade que passou por nós. Em segundos eu abri os lábios e ele aprofundou o beijo suspirando. Ele soltou as minhas mãos e colocou as dele na minha cintura, eu o abracei pelo pescoço aprofundando o beijo. Como era bom sentir ele perto de mim.


--- É melhor eu sair de cima de você. --- Ele sussurrou, um tempo depois, se afastando um pouco de mim. Eu confirmei e ele deitou do meu lado. Ficamos um de frente pro outro. Ele me puxou pra mais um beijo e passei a mão nos seus cabelos bagunçados.


--- Eu gosto do seu cabelo. --- Eu comentei quando nos afastamos e ficamos nos olhando. A minha mão ainda em seu cabelo. --- Ele parece sempre bagunçado, mas isso só te deixa mais bonito


--- Eu também gosto do seu cabelo. Gosto de cheiro dele. --- Ele pegou uma mecha e cheirou. --- Mas não é só do cabelo. Eu gosto de tudo em você.


--- Desde quando?


--- Desde que a vi caída no chão. --- Ele riu. Eu escondi a cabeça em seu ombro.


--- Oh, por favor....aquilo foi horrível.


--- De modo algum. --- Ele levantou a minha cabeça. --- Como você podia estar horrível, quando estava sentada no meio do jardim?  A mulher mais bonita que eu já tinha visto? E ainda salvando cachorrinhos inocentes.


Sorri envergonhada enquanto deitei a cabeça no peito dele.


--- Seu bobo. --- Comentei.


--- Bobo nada, eu só falo a verdade. --- Ele beijou a minha cabeça. Nós rimos.


Foi tão bom ficar ali com ele. Nós dois sozinhos naquele lugar lindo.


Um tempo depois tivemos que levantar e sair do parque por que já estava escurecendo. Estávamos sorrindo e de mãos dadas. Às vezes parávamos e nos beijávamos e tudo parecia um belo sonho.


Foi quando estávamos voltando de carro para casa que eu parei pra pensar no que estava fazendo.


Para começar eu era uma princesa e ele um plebeu. Eu teria que voltar para Willborn e ele ficaria em Londres e se tornaria médico. E pior de tudo, eu estava mentindo pra ele. Como eu podia namorar ele e ficar mentindo? Eu já não conseguia mentir pra ele antes, imagina agora que ele ficava me beijando daquela maneira?  Oh, meu Deus o que eu vou fazer?


--- Ei distraída! --- Alvo colocou a mão no meu braço me chamando. Olhei ao redor e vi que já estávamos em casa. --- Tudo bem? --- Ele passou a mão no meu rosto, e me beijou.


--- Sim. --- Sussurrei de olhos fechados quando nos afastamos. Descobri que não podia ficar longe dele. Eu teria que falar com Harry para dar um jeito de dizer ao Alvo toda a verdade sobre mim.


--- Nós temos que entrar. --- Ele sorriu. Abriu a porta do carro, mas eu o impedi de sair.


--- Tem uma coisa Al. Não acho uma boa ideia contar para os seus pais.


--- Você quer guardar segredo? --- Ele me perguntou. --- Mas por quê?


--- Não quero tornar as coisas difíceis. Eu estou hospedada aqui e acho um pouco constrangedor. --- Ele fez uma cara de quem não gostou muito da ideia. --- É só por um tempo, só pra gente ter um tempinho sem os seus pais controlando. --- Isso era verdade. Além do que me daria tempo de falar com o Harry com calma.


--- Está bem. --- Ele concordou. --- Mas é só por um tempo Bell.


--- Certo. --- Sorri aliviada. Ele sorriu e me deu mais um beijo antes de sairmos do carro.


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 Enquanto todos nós jantávamos, eu e Alvo contávamos sobre a Royal e o parque, retirando certas coisas, claro. Tentei ser o mais discreta possível. Eu não gostava de ficar enganando eles que me receberam tão bem, mas eu sabia que era melhor assim. Às vezes Alvo segurava a minha mão por debaixo da mesa e eu tentava não sorrir boba. Será que todas as pessoas apaixonadas ficavam agindo como nós?


Estávamos comendo a sobremesa na sala de estar quando ouvimos a porta da frente abrir.


--- Mãe! Pai! --- Chamou uma voz que eu não conhecia.


--- É a Lily. --- Alvo me explicou, enquanto seus pais se levantavam para receber a filha. Eu e Alvo nos levantamos e esperamos eles voltarem.


Harry vinha abraçado com uma garota de cabelos compridos ruivos como os da Gina.


--- Lily! --- Alvo foi abraçar a irmã.


--- Alvo!!


Eu fiquei quieta esperando alguma apresentação. Quando todos se acalmaram, Lily reparou que eu estava na sala e quis saber quem eu era.


--- Lily querida essa é a Bella. Ela está hospedada aqui em casa, eu comentei com você no telefone faz alguns dias --- Gina nos apresentou.


--- Ah sim. Oi Bella, eu sou a Lily. --- Ela acenou.


--- Oi.


Depois das apresentações todos nós sentamos e Lily começou a contar como foi o tempo que passou na casa da prima.


--- Mas e você Al? O que está fazendo aqui hoje? --- Ela perguntou. --- Você não tem aula amanhã?


--- Tenho sim. Mas é que eu passei o final de semana aqui e vou embora amanhã de manhã cedo.


--- O Alvo está sendo muito gentil com a Bella. Ele passou o final de semana mostrando alguns lugares a ela. Ontem mesmo eles foram a Brighton. --- Contou Harry.


--- Brighton? --- Lily perguntou. --- Eu sempre quis conhecer, dizem que é um lugar lindo, mas nunca ninguém me levou. --- Eu não gostei muito do jeito que ela falou. Era como se ela não tivesse gostado muito da notícia. Ciúmes talvez?


--- Não se preocupe Lily. Na próxima vez eu levo você. --- Alvo disse.


--- Vou cobrar. --- Ela riu. --- Eu ainda não acredito que você passou o final de semana de guia turístico. Você quase não vem passar finais de semana aqui. Você deve ter feito algum milagre Bella.


--- O Alvo não gostou muito de eu ter passado tanto tempo em casa, então decidiu me mostrar algumas coisas.


--- Que bom. --- Lily levantou em seguida. --- Eu estou meio cansada e ainda tenho que desfazer as malas, então acho que vou subir pro meu quarto novo.


---  Ah Lily, eu não sei se te falei isso, mas achamos mais apropriado colocar  a Bella no quarto novo. --- Gina contou.


--- Colocaram? --- Lily não parecia nada feliz com isso. --- Mas é claro, afinal ela é a hóspede. --- Ela sorriu,  mas o jeito como ela falou ou olhou pra mim me disse que ela não estava gostando nada disso.


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 Depois de Lily ter subido para o quarto junto com a Gina, Harry se retirou e ficamos eu e o Alvo, sozinhos na sala. Ele se sentou do meu lado.


--- Acho que a Lily não gostou muito da história do quarto novo. --- Eu comentei.


--- Não se preocupe. Foi só de momento. Ela sabe que foi questão de comodidade. --- Alvo ficou de frente pra mim e se aproximou.


--- Alvo! --- O parei. --- E se alguém chega aqui?


--- Todos já subiram, e é só um beijinho. --- Ele se aproximou de novo e me beijou.


--- Temos que subir. --- Sussurrei enquanto nos beijávamos. --- Foi um longo dia.


--- Ok Bell. --- Ele sorriu e nos levantamos de mãos dadas.


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--- Bell acorda. --- Eu ouvi alguém me chamar de longe. Eu conhecia a voz, mas estava ainda meio dopada de sono. --- Bell vamos, acorde!


Eu finalmente consegui abrir os olhos e vi o Alvo sentado na beirada da cama. Ele estava todo arrumado.


--- Você já vai?


--- Sim. Tenho aula às 8. --- Ele sussurrou. --- Eu não devia vir aqui ver você, mas eu sou um menino egoísta e decidi te acordar só pra poder falar com você antes de ir embora. --- Ele sorriu.


--- Estou feliz que tenha me acordado. --- Me sentei e o beijei.


--- Só posso vir no próximo final de semana. --- Ele me abraçou apertado. --- Mas eu vou ligar pra falar com você.


--- E como vai explicar que quer falar comigo? --- Eu perguntei a ele.


--- Para todos os caso Bell, eu sou seu amigo e vou querer falar com você. Ou você quer que eu não te ligue? --- Ele fez uma cara de desgosto.


--- Claro que eu quero que me ligue. --- Eu segurei sua mão. Eu ia sentir falta dele.


--- Isso é ótimo. --- Disse ele sorrindo. Nos beijamos de novo e então ele teve que ir embora.


Eu deitei de novo e fiquei olhando pro teto por alguns minutos.


--- Ah Rob, em que eu estou me metendo? --- Suspirei. Eu nunca tinha sentido o que estava sentindo agora. Era um sentimento angustiante e ao mesmo tempo tão...divino.


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N.B.:Ola chica! Desculpa pela demora, mas você sabe o porquê dela.  Eu já falei que adoro o Alvo? É, eu adoro ele!


Eu ainda tô com um sorriso bobo por causa desse capítulo. Besos e adiós.






N/A: E então? O que acharam? Estou com um pouco de medo de ter ficado meloso demais no final...
       E vocês já perceberam que as coisas não vão ser fáceis com a Lily, não é?
E por favor visitem as minhas outras fics: Liv Taylor: A Nova Geração - Vol. 1
                                                           You Make It Real for Me
                                                           Profeta Diario entrevista Hermione Potter

Espero vocês por lá, e pro favor comentem!!


bjss


                                                                                     

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