FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

9. Cap VIII


Fic: A Era dos Comensais - 18 anos - Uma fic como você nunca leu.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Andou pela casa simples e aparentemente confortável, avaliando e procurando alguma resposta que explicasse o que Snape requeria dele. Estava num lugar desconhecido com uma Hermione em estado alienado e sem sequer uma pista do projeto maluco idealizado para aquele Grand  finale. Tentava pensar em qualquer coisa. Em varias coisas. Em porra nenhuma. Só não queria pensar em seu pai segurando ela pelos cabelos e a face conformada dela para morte tão palpável que a esperava. E pensar nisso o remetia a sensação de ódio do momento em que pronunciou a curta maldição, quebrada em duas palavras fáceis, que jogou a figura semelhante e pálida há alguns passos dela.


Era um traidor e agora não queria pensar ao certo no que isso implicava. Estava fodido e ponto. Mas estava fodido há tanto tempo, fizera tantas coisas que não queria e fizera assim mesmo por que ser covarde não é uma escolha. Era Slytherin em tudo o que isso implicava e só não se jogava no sofá puído esperando o acaso ou o maldito destino indicar o que fazer, por que ele estava ocupado. Ocupado pelo único ato de coragem que teve em sua fútil e miserável vida. E era sua culpa. E ouvir a voz dela talvez fosse melhor que ouvir seus próprios lamentos. Não tinha volta Malfoy. Conforme-se.


- Está a tanto tempo andando que me salvar não parece ter sido idéia sua. – Falou suave, apenas virando o pescoço para olhá-lo. A posição encolhida estava tão confortável.


- E não foi. – Respondeu ríspido. – E eu realmente queria saber onde aquele infeliz do Snape explica que merda toda foi essa que ele planejou. – Parecia cansado, derrotado, com medo.


Deu de ombros mesmo que ouvir o nome de Severus doesse e seu lábio inferior tremeu, talvez choro, talvez lamento. Só estava cansada demais pra qualquer coisa.


- Severus. Ele sempre tinha um plano pra tudo. – Suspirou conformada. Draco a olhou intrigado.


- Não sabia que vocês eram tão íntimos? – o sarcasmo estava impregnado na voz e ela sorriu minimamente, olhando para o nada. Nostálgica.


- Você não sabe de muita coisa mesmo. Você não sabe de nada Malfoy. – Não era uma crítica, sua voz não soava como critica, não tinha humor para criticas. Nem um dos dois.


- Não devo saber mesmo e que Merlin me lance um avada se isso me interessar agora. Você sabe Granger? Você tem alguma idéia do que ele queria com tudo isso? – Sentou-se na poltrona de frente e jogou uma perna sobre o braço da mesma.


Talvez conseguisse um pouco do conforto que ela aparentava. Talvez conversar com ela era melhor que ruminar seus pensamentos no silencio. Estava se cansando do talvez. Talvez fosse melhor não pensar no momento.


- Você me salva de uma morte eminente e me pergunta se eu tenho respostas? – Sorriu diante da expressão irritada dele.


- Acho que seria educado se você ao menos agradecesse, mas aposto que vai se lamentar dizendo que eu já havia matado antes. – Sorriu soprado e sarcástico. – O mundo não é colorido. – Não ia se desculpar. Não existe desculpa para covardia.


Ela sorriu. Não sabia por que estava falando com ele. Não queria falar nada, mas o silencio a remetia a toda merda que fizera estragar o ano todo de transtorno que passou. Deu tudo errado e sabia que se pensasse um mínimo a culpa era toda sua. Ruminou algumas palavras sozinha, evidenciando a debilidade do momento. Talvez quisesse agradecê-lo, mas não faria.


- Você não me seqüestrou Malfoy. – Ele a encarou friamente. – Eu já estava morta muito antes de estar desprevenida naquele beco há um ano. Nem a gloria e nem a desgraça são suas. Não se ache muito por isso.


- Você deve estar ficando louca. Seu cérebro deve estar pifando com tudo isso. Deixe-me em paz. – Ela engoliu qualquer esclarecimento que pudesse existir. Não importava mais. Nada importava de verdade.


 Encolheu-se mais e fechou os olhos. Abriu-os e resolveu deixá-los abertos. O escuro não era nada bom. Draco olhava fixamente algum ponto existente apenas para ele.


Levantou-se e vasculhou a estante coberta de livros e sorriu minimante com conhecimento. Ele um dia a tinha dito que ninguém tiraria o conhecimento dela e na época ela acreditou que não conhecia mais nada. Estava errada. Conhecia ele e explorou mais, sabendo que olhos penetrantes a acompanhavam. Passou alguns dedos pelos livros levemente empoeirados e levou-os ao seio por cima da roupa. O ultimo lugar que ele tocou e o toque a fez dar-se conta da roupa cheia de sangue que ainda usava. Ficou seria e com nojo. Será que ele tinha um plano pra isso também?


Subiu as escadas ouvindo os protestos do loiro.


- Onde você pensa que vai? – Ele levantou, mas já tinha subido. Draco pensou que se ela morresse já não seria culpa sua. Não sabia onde estavam para sair por aí sem uma varinha. Ele apertou a sua e sentou-se esperando pelos gritos.






Trinta minutos foram suficientes para lavar a sujeira da pele já que sujeira da alma não sairia com sabão. Passou os dedos longos pelo lençol de seda escuro e sorriu. Algumas manias não mudavam. Sentou-se na cama e descansou a cabeça no travesseiro respirando fundo. O mesmo cheiro de madeira. Erva e homem. Uma dor por um homem que amava de maneira singular e uma lagrima de saudade. Severus nunca mais estaria em sua vida e no fundo nunca esteve. Ele era sua força, seu ancoradouro, seu escape e nunca passaria disso, pois ele não permitiria. Nunca ficaria com uma mulher tão mais nova que ele e talvez com nenhuma outra e ela sorriu de novo em meio as lagrimas. Teria ficado com ele se ele quisesse. Teria morrido com ele se até isso ele não decidira fazer sozinho.


Deitou-se e abraçou o travesseiro sentindo a textura do pergaminho áspero sob uma das mãos. A camisa que vestira era dele, a casa era dele, o plano era dele e a carta era pra ela. Uma pra ela e uma pra Malfoy. E ele foi meticuloso em tudo.


“ Pare de se lamentar pelo que não viveu.  Pelo que não sentiu ou pelo seu destino. Siga em frente e esqueça o que passou. Que os mortos chorem seus mortos, você não tem pelo que chorar ou tudo o que passamos terá sido em vão...”


Severus Snape.



O pergaminho sugou a tinta tão perfeitamente como sugou suas lagrimas sobre as poucas linhas que ele escreva. Sem manchas, sem borrões, sem duvidas. E essas seriam as ultimas lagrimas que ela derramaria. Não o faria envergonhar-se dela onde quer que ele estivesse e desejou que ele estivesse em paz. E imaginou desde quando ele planejara isso. Nunca saberia.


A porta do quarto se abriu devagar como se a pessoa que entrava, receasse de entrar. Sorriu intimamente lembrando-se que era Malfoy quem entrara e provavelmente estaria com muito receio mesmo. Slytherin.


- Como você é abusada, hein? Você nem sabe de quem é essa camisa Granger. – A voz enojada e repreensiva calou-se quando ela virou de frente pra ele. Disfarçou a agitação por vê-la vestida apenas com uma camisa de seda escura, quase se confundindo com o lençol da cama e poucos botões fechados. O cabelo molhado misturava-se com o rosto úmido e avermelhado, e a pele quase toda exposta. Ela suspirou.


- Era de Severus. A casa é dele. Era dele. – A voz embargada ficou explicita ao loiro do por que ela estar chorando.


- E como você sabe? – Ele olhou em volta e não viu quadros e nem nada que confirmava. Ela apenas jogou-lhe o pergaminho enrolado. Virou-se para o lado e encolheu-se.


Draco a encarou antes de pegar a carta e ver seu nome por fora. Olhou-a novamente e certamente ela não sairia de lá tão cedo. Vulnerável.


Voltou para sala e tirou a camisa. Estava pensando se realmente queria ler aquilo. Quem Snape achava que era para tentar manipulá-lo daquele modo. Primeiro o induz a salvar Granger depois de matar o próprio pai. Depois fugir para um lugar desconhecido. Agora só faltava ele querer que ele cuidasse dela. Isso era tudo uma grande merda e ele como o palhaço central, certamente seria o mais emporcalhado de todos. Jogou o pergaminho no sofá e andou pela casa até encontrar a cozinha. Pegou a primeira coisa que encontrou sob a pia. Qualquer coisa serviria para aliviar o incômodo no seu estomago. Comida cairia melhor, mas conhaque era mais simples.


Jogou o liquido âmbar num copo curto e imediatamente após esfregá-lo entre as mãos, sorveu-o. Um gole longo, quente e sua nuca arrepiou. Ou era calafrio? Slytherin.


Voltou para sala e tentou ouvi-la. Muda. Talvez ela gostasse de dividir a bebida com ele e conseqüentemente a cama. Esticou o lábio pelo pensamento e decidiu-se. Não ia ler. Foda-se o que Snape queria, não era problema dele e pela manhã a deixaria ali e voltaria para pegar sua herança e sumiria. Malfoy’s sempre tinham um plano de fuga e o seu estava sempre pronto.


Acordou com um barulho onde ficava a cozinha e sentou-se bruscamente com a varinha em punho. A cabeça doeu um pouco e talvez fosse sua imaginação. A garrafa antes cheia jazia no chão com um pouco menos da metade. Não se lembrava de ter adormecido. Muitos pensamentos.


O barulho alto o fez levantar-se agora e forçou-se ir até lá para encontrar Granger sentada comendo. O cheiro não exalava, mas não era ruim. Ela não o olhou e ele foi até a panela e abriu. Irritou-se por vê-la vazia e seu estomago reclamar. Ingrata.


- Você podia pelo menos...


- No forno. – Voltou a comer enquanto o ouvia abrir o forno e pegar o prato que deixara pronto. O loiro não falou nada, apenas sentou-se e comeu. Relacionamento estúpido esse.


Encontrou Hermione no sofá alguns minutos após se lavar. O rosto cético e debochado não combinava com a palidez enferma que ela exibia e o que ela tinha nas mãos parecia ser o profeta?


Extinguiu a distancia a poucos passos e puxou para ver uma foto dela estampada na primeira pagina. Sua cor se igualou a dela, mas sem o ar debochado.


HERMIONE GRANGER. ASSASSINA DE HARRY POTTER. Procurada viva ou morta.


Leu o restante e a outra pagina e a seguinte e tudo fazia crer que após a morte do Lord, o ministério tinha assumido o controle e tanto os comensais quanto ela, estavam sendo procurados. Na verdade constava o nome de poucos comensais e a nota pela morte de Lucius não era nada ofensiva. Mas só ela constava o ‘morta’. O mundo ficara louco?


- Mas que merda toda é essa? – A voz saiu mais alta do que queria, ela apenas o olhou conformada.


- É melhor você ir. Eu vou ficar aqui até me encontrarem.


- Não, primeiro você vai me contar o que é isso. – Jogou o jornal no colo dela e ela não se mexeu, apenas suspirou.


- Eu não sei, mas suponho que Wesley ache que matei Gina, sei lá. – Draco olhou confuso e irritado. Não conseguiu ligar os nomes e o que aqueles traidores tinham a ver com aquela merda toda. – Malfoy, eu não vou ficar aqui explicando os ingredientes de uma poção do morto vivo pra você, saiba apenas que me deixei ser pega para tirar Gina daquele lugar. Apenas isso e deu tudo errado. Eu falhei. – Draco estava incrédulo. Incrédulo e com ódio dela.


- Por que alguém seria tão imbecil a ponto de passar por tudo aquilo para salvar alguém? Você era tão imbecil a ponto de acreditar que conseguiria? – Queria enforcá-la, queria bater a cabeça dela repetidamente até sangrar e ele queria vomitar. – Você se prostituiu por que quis? – Os olhos da castanha marejaram e se estreitaram com ira.


Ela levantou e virou as costas para voltar para o quarto antes de dizer.


- Vá embora Malfoy, e... E obrigado por tudo. - Saiu.


Draco chutou a garrafa no chão e viu-a espatifar. Deveria tê-lo bebido antes. Levou as mãos aos cabelos e puxou, esfregando o rosto em seguida. Toda fúria talvez viesse do fato que fora usado para usá-la e engoliu um remorso involuntário cada dia que a via. Cada vez que viu a indiferença no olhar dela quando era abusada por outro comensal e talvez somente ele enxergasse a dor nos olhos dela. Não tinha dor, nunca teve e ele era um palhaço cego. Ela planejou tudo desde o começo. Vadia. Prostituta. Queria matá-la.


Matá-la por cada remorso que o fez sentir, por cada poção que ele se arriscou a deixar para ela, por cada vez que o fez sentir-se como um verme indigno de um mínimo suspiro de prazer quando ele a tocava. Ele a salvou por que precisava de redenção. E dela, somente dela. E queria matá-la, junto com o filho da puta do Snape se já não estivesse morto. A carta.


Pegou a maldita carta com o nome dele em letra rebuscada e abriu. Queria rir e esfregar na merda do destino que ninguém iria usá-lo de novo. E começaria afrontando o desejo de Snape, qualquer que fosse.






 


Não deveria sentir-se tão mal, não deveria sentir nada. Humilhação era um sentimento para pessoas dignas e ela perdera isso há muito tempo. Muito antes de toda essa merda. Muito antes de ser mulher.


Aos onze anos quando chorou pela amizade de Rony Wesley.


Aos treze quando sentiu as borboletas no estomago quando ele a abraçou sem querer.


Aos dezesseis quando chorou pelo amor dele.


Aos dezessete quando finalmente o teve... Aos, aos, aos... Vinte, quando descobriu que ser Hermione Granger para ele; não significava nada além de uma prostituta para salvar sua irmã. Indigna de qualquer outro destino.


Talvez fosse o sangue. Ruim. Ele era um sangue puro afinal. Igual a Malfoy. Era aceitável que os sentimentos deles fossem iguais e somente ela nunca enxergou.


Nada mais tinha importância. Desceu para sala depois do que se pareceram varias horas. Não podia chorar por que prometera a Snape em pensamento. E não iria. E também não iria desistir tão fácil. Tentaria um plano e sairia do país.


Talvez não fosse tão fácil, já que nem bem entrou e viu Malfoy a encarando inexpressivo. Talvez ele mesmo fosse matá-la.


Viu a garrafa estilhaçada e o piso molhado pouco antes de ver a carta de Severus amassada no chão. Quis saber o que estava escrito quando Draco acompanhou seu olhar e apontou a varinha para o pergaminho queimando-o. Reduziu-se a um pequeno pedaço sem importância.


Ela o olhou e arqueou uma sobrancelha. Parecia tão inocente, tão assustada, tão ingênua.


- Granger. – A voz rouca e pesada estava fria e despida de sarcasmo. Não era hora e ele não estava com paciência. – Eu quero ver a lembrança que Snape viu na sua mente. – Os olhos dela se arregalaram e a voz soou fraca e amedrontada, algo que ele nunca ouvira.


- Nunca. Nunca Malfoy. Severus não tinha o direito. – Andou para trás até tropeçar num móvel baixo e voltou a se equilibrar o enfrentando. – Você não tem o direito.


Draco extinguiu a distancia com a varinha em punho e determinação em excesso. Segurou-a pelo braço e puxou-a bruto. Proferiu as palavras e ela se debateu descontroladamente o empurrando. Draco não conseguiu ver e puxou-a novamente para prendê-la nos braços, mas desistiu quando ela se agachou no chão com as mãos na cabeça e chorando. Talvez achasse que o ato o faria não conseguir. O que eram suas mãos contra uma varinha.


Draco afastou-se e ela demorou um tempo até perceber e levantar a cabeça. Ele estava calmo, longe, apenas a olhando. Tão indefesa. Tão irada.


- Não importe o que você tente Malfoy, não vou permitir e não vou perdoar Severus por isso. – As lagrimas rolavam e não importava o que tivesse prometido. Snape a traíra.


- Perdoara sim, ele fez o que julgava certo e não importa o que seja Granger, eu não preciso mais saber. Nós viajaremos amanha, sairemos do país. – Ela o olhou atordoada. Sobre que ele estava falando? – Esteja pronta.


Subiu e recolheu tudo como Severus planejara. Tudo perfeito e impecável. Agora que sabia onde estava, poderia aparatar.


- Malfoy, o que você quis dizer com ‘nós’. – ele respondeu indiferente.


– Nós seguiremos o plano de Snape.


- Mas...


- Granger eu tenho que fazer uma coisa antes e estou atrasado, volto à noite. – Saiu apressado e ela foi atrás, mas quando chegou a alcançá-lo ele aparatou.


(...)


Severus não tinha relógios, nem um único tic tac velho para distorcer seus pensamentos, do maldito tempo em que Malfoy estava fora. Fora de casa. Fora de contexto. Por que se tivesse um contexto não teria saído e deixado-a com um nós engasgado. Nós.


Era ridículo uma pessoa ir embora e deixar uma profusão de significados para traz. Primeiro que para se ter um nós, ela tinha que ser a parte complementar no acordo. Ela tinha que estar de acordo com o suposto acordo. E se ele tivesse a intenção de fazer existir esse nós, não teria ido embora e era por isso que ele era ridículo. E ridículo era melhor do que nós, por que não lhe dava esperança e não doía e não lhe deixava confusa.


Severus estava certo em não ter relógios, ele devia saber que era ridículo.


Andou até a cozinha e ovos mexidos eram fáceis, mais fácil do que esperar algo que poderia doer se tivesse esperanças. Ocupou-se fazendo e não pensando em nós e realmente concentrou-se no ato de fazer algo com as próprias mãos. Ciência. Poções e falta de esperança. Seriam os melhores ovos mexidos de sua vida.


Não se dera conta na refeição anterior em quanto era minucioso prepara-la. Estava faminta e cansada, mas agora estava concentrada. Nada mais importava além da precisão cientifica da rachadura simétrica do ovo na panela aquecida pelas precisas chamas igualmente espalhada pelo ferro. Tinha calma, tinha talento e tempo demais. Excessos para não pensar em nós. A primazia e o requinte com que preparava seus ovos, causaria inveja aos maiores e renomados chefs de cozinha e sorriu. Os melhores ovos mexidos e talvez os últimos.


Ouviu um barulho e ignorou. Tinha que prová-los. Mastigou e suspirou satisfeita. Sal em quantidade ideal, gosto e calor perfeitos e refinados. Sua primeira refeição decente em um ano tinha que ser saboreada com calma e por isso ignorou a sensação de que alguém a olhava. Seu algoz? Sua morte? Nós? O que importava no momento eram seus ovos mexidos e o prazer.


Draco a olhou intrigado e irritado na mesma proporção. Ela estava com a mesma camisa de Snape como se ele não houvesse falado para ela se arrumar. Talvez ele fosse o único a querer seguir o plano e deveria ter perguntado antes de dar andamento a ele. Talvez ela quisesse ficar ali escondida e sozinha. Ou se entregar e isso era bem possível, já que a morte não lhe soava tão desagradável. Fora impulsivo demais uma vez que ela realmente poderia não querer. Não querê-lo. Óbvio. Mas não estragaria o prazer com que ela saboreava sua refeição. Provavelmente a ultima que ele veria com ela...


Continua...





Muito obrigado a todos que comentam. Meu amor é todo de vcssss....


Serena.



 


 


 

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Gabriela Santana em 06/12/2013

Você tem que ter mais atenção ao digitar ou reler a sua fic quando ela estiver com o cap. pronto. Em alguns parágrafos eu tive que ler mais de 5 vezes com interpretações diferentes pra entender o que você quis dizer!

Nota: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.