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5. Capítulo 5


Fic: Fora da Lei


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Harry supôs que a melhor forma de conseguir a cooperação dela, era desafiando-a. Gina caminhava a seu lado, com o queixo alto, olhando para frente.


O homem pegou um dos pedaços de madeira queimada do estábulo, colocou três deles em cima de uma rocha.


-A primeira coisa a aprender é como carregá-lo, sem dar um tiro no pé.-Abriu a câmara do rifle e voltou a carregá-lo – Você tem que respeitar as armas e não segurá-las como se fosse varrer o pó com elas.


Montou o rifle, apontou e disparou três vezes. Os três pedaços de madeira saltaram quase ao mesmo tempo.


-As balas podem machucar muito um homem. – disse ele baixando a arma.


Gina engoliu a saliva. O ruído dos disparos permanecia no ar.


-Eu sei disso muito bem, sr. Potter. Não tenho intenção de atirar em ninguém.


-A maioria das pessoas não levanta de manhã pensado que vão fazer isso - Se aproximou das rochas e colocou um pedaço maior de madeira. – A menos que pense em voltar à Filadélfia agora mesmo, é melhor aprender a usar o rifle.


-Não vou a lugar nenhum.


Harry assentiu, abriu a arma e lhe estendeu a munição.


-Carregue-o.


Gina não gostou da sensação das balas em suas mãos. Eram frias e suaves. Apertou-as e se perguntou como era possível as pessoas usá-las para matar seus semelhantes. Parecia-lhe inconcebível.


-Vai brincar com elas, ou carregar o rifle?


A jovem não disse nada e carregou a arma. Harry afastou o cano de seu corpo.


-Você aprende depressa.


-Já me disseram isso outras vezes.- murmurou ela.


Incapaz de resistir, ele afastou-lhe os cabelos dos olhos.


-Não fique chateada – se colocou atrás dela e lhe deu a arma - Segure-o bem.


-Estou segurando – murmurou ela.


Desejava que ele não estivesse tão perto. Cheirava a couro e suor, uma combinação que, não sabia como explicar, lhe parecia muito excitante. Uma das mãos dele lhe segurava o braço com firmeza e a outra se apoiava no seu ombro, não se podia dizer que era uma carícia, mas sem dúvida, seu corpo respondia aquele contato de um modo que nunca respondeu antes aos outros que recebera na Filadélfia. Só precisava se encostar um pouco mais para trás, e se apoiaria no corpo dele.


Fez um esforço para tirar aqueles pensamentos da cabeça e se concentrar no que fazia.


-Vê o ponto de mira? – perguntou ele.


-Essa coisa que se sobressai para cima?


Harry fechou os olhos por um momento.


-Sim essa coisa. Utilize-o para apontar – Gina apertou os lábios – Calma. Ponha o dedo no gatilho. Não empurre, aperte lentamente.


A jovem fechou os olhos e obedeceu. O rifle explodiu em suas mãos, e a teria derrubado se ele não a estivesse segurando. Gina deu um grito, com medo de ter atingido a si mesma.


-Errou.


A jovem se voltou e Harry tirou a arma de suas mãos.


-Poderia ter me avisado – levou uma mão ao ombro dolorido – Foi como se tivessem me acertado com uma pedra.


-É sempre bom saber as coisas por si mesmo. Volte a tentar.


A jovem apertou os dentes, segurou o rifle e se ajeitou para colocá-lo em posição.


-Desta vez procure equilibrar com o braço e não com ombro. Incline um pouco.


-Meus ouvidos estão zumbindo.


-Vai se acostumar – colocou a mão na cintura dela – Será mais fácil se manter os olhos abertos. Devagar. Aperte o gatilho.


Daquela vez estava preparada para o soco da arma e apenas cambaleou ligeiramente. Harry manteve a mão na sua cintura e olhou sobre a cabeça dela.


-Acertou o canto.


-Verdade? – olhou também – Acertei! Ficou a rir e olhou para ele por  cima do ombro. - Vamos de novo.


Levantou o rifle e não protestou quando Harry virou o cano do rifle ligeiramente para a direita. Daquela vez manteve os olhos abertos ao apertar o gatilho. A madeira saiu voando e Gina deu um grito de triunfo.


-Acertei!


-É parece.


-Acertei, ...- moveu a cabeça e começou a rir – O meu braço dói.


-Vai passar.


Surpreendeu-o ser capaz de falar. A imagem dela rindo, fazia um nó em sua garganta. Não era um homem de falar muito, mas naquele momento pensou que ela parecia um anjo, com o cabelo cor de fogo e os olhos cor de poeira brilhante.


Desejava-a como havia desejado muito poucas coisas em sua vida. Devagar, para dar um tempo a si mesmo para recuperar o controle, foi para junto das rochas para pegar o alvo.


Havia acertado mesmo. O buraco estava na parte superior e à direita, mas havia acertado.


Voltou colocou a madeira nas mãos dela e viu sorrir.


-O problema é que a maioria das coisas contra a qual se dispara, não ficam quietas como um pedaço de madeira.


Gina pensou que estava decidido à diminuir o seu triunfo. Aquele homem era incompreensível. Estava pronto para se sacrificar para ensiná-la a manejar um rifle, e se recusava a dar-lhe o mais simples cumprimento.


-Sr.Potter, é evidente que não faço nada que o agrade - jogou o pedaço de madeira no chão – Não é uma sorte para nós que isso não me importe.


E sem mais, agarrou as saias e começou a voltar para a casa. Harry a alcançou em seguida e a obrigou a voltar-se para ele. Gina o olhou e acreditou reconhecer o olhar dele. Era o mesmo que vira quando passou pela diligencia disparando a pistola, por sobre o ombro. Não tinha idéia de como tratá-lo naquele momento, assim disse a primeira coisa que lhe veio à mente.


-Tire as mãos de cima de mim.


-Eu a avisei que se arriscava demais - viu que ela tentava se soltar e apertou com mais firmeza.- Não é inteligente dar as costas a um homem com uma arma carregada.


-Vai atirar em mim pelas costas, sr. Potter? Era uma acusação injusta ela sabia. Mas desejava fazer desaparecer aquele olhar dos olhos dele - Não ficaria muito surpresa. Você é o homem mais grosseiro e pouco cavalheiro que eu conheci. Agradeceria se montasse em seu cavalo e fosse embora da minha propriedade.


Harry havia resistido outras vezes aos desafios, mas não estava disposto a desistir daquele. Aquela mulher não deixava de brigar com ele desde que a conhecia e havia chegado a hora de vingar-se.


-Acho que precisa de outra lição, duquesa.


-Não preciso, nem quero nada de você. E não me chame por esse nome ridículo.


Harry a apertou contra si, e a jovem respirou trêmula. Seus olhos se abriram surpresos.


-Então não a chamarei de modo algum - continuava segurando o rifle. Sem deixar de olhá-la, ele segurou-lhe os cabelos - De qualquer jeito, não gosto mesmo de falar.


A jovem se debateu, pelo menos precisava acreditar que tinha se debatido. Apesar dos seus esforços, a boca se fechou sobre a dela, e ela sentiu que alguém tinha levado o sol, jogando-a numa noite muito escura e profunda.


O corpo dele era como o aço. Seus braços a apertavam contra ele, de tal modo que ela não tinha outra opção, a não ser se concentrar no contato. Ele lhe lembrava o rifle, delgado, duro e letal. Apesar da surpresa, do medo e da excitação, sentiu as batidas do coração dele contra o peito.


Seu sangue se transformara em um líquido quente e exótico que acelerava as  batidas de seu coração. A barba arranhava sua pele e então ela gemeu. As mãos dela subiram para os ombros dele, mas não para afastá-lo, e sim para agarrar-se mais a ele.


Harry se perguntou se ela tinha alguma idéia do efeito que causava nele. Nunca soubera que algo tão doce podia ser tão forte. Que algo tão delicado, pudesse ser tão potente. Sentia-se preso e nem sequer notava. E ele queria mais. Colocou a cabeça dela ainda mais para trás, num movimento desesperado demais para ser terno.


Gina deu um suspiro e quando pode respirar, tomou o ar, e antes de se recuperar a boca dele tornou a cobrir a sua, a língua dele invadiu-lhe a boca, excitando-a de um modo que ela não acreditava ser possível, e nunca tinha imaginado.


Voltou a gemer, mas daquela vez era de prazer. Indecisa a princípio, depois mais decididamente, respondeu ao beijo. Passou as mãos pelo cabelo, pelo rosto dele, sem deixar de saborear o gosto salgado e morno dos seus lábios. Era fantástico. Ninguém lhe havia avisado que um beijo podia fazer seu corpo arder e tremer de desejo. Gemeu de prazer.


Aquele som, incendiou ainda mais os sentidos, o fogo que ele sabia não podia arder livremente. Ela era inocente. Qualquer estúpido podia ver isso. E ele nunca conhecera a inocência. Havia limites que cruzava e leis que violava, mas tinha que respeitar aquele limite. Lutou para recuperar o controle, mas era muito difícil. As mãos dela estavam em seu pescoço, trazendo-o para mais perto. E a sua boca... o coração batia com tanta força, adoraria poder mergulhar dentro dela.


Assustado, a empurrou. Os olhos de Gina estavam escuros e confusos, tal como estiveram na noite em que recuperou os sentidos. Ficou de certa forma contente por que ela tinha ficado tão abalada quanto ele.


-Como eu disse antes, você aprende rápido, Gina – disse.


Percebeu que sua mão tremia e a segurou com raiva. Teve uma visão repentina de como seria atirá-la ao solo e tirar tudo o que queria dela. Mas antes que pudesse fazer alguma coisa, ouviu o som de cavalos se aproximando.


-Você tem companhia – ele soltou o rifle e se afastou.


Que tinha feito? Gina levou a mão à cabeça. Ele havia abusado dela... A tinha usado até que ela o desejou como nunca havia desejado nada: até que aquele desejo fosse o único no mundo.


Como um sonho. Mas aquilo não era sonho. Era real e agora se afastava dela como se ela não tivesse nenhuma importância. O orgulho era uma emoção tão perigosa  quanto a raiva.


-Sr. Potter.


Quando ele se voltou, a viu com o rifle na mão. A julgar pelo olhar dela, ele achou que ela ia usá-lo.


-Pelo que vejo, você também se arrisca. – moveu a cabeça desafiadoramente – Este rifle está carregado.


-Sim está – e levou a mão ao chapéu para saudá-la. É muito mais difícil atirar num alvo de carne e osso, mas continue. A esta distância você não vai errar.


Ela gostaria de poder atirar. Gostaria de ter habilidade para atirar entre os seus pés para vê-lo saltar. Levantou o queixo e caminhou de volta a casa.


-A diferença entre você e eu, sr. Potter é que eu tenho consciência.


-Há algo verdadeiro nisso - respondeu ele caminhando ao seu lado- E já que me convidou para o café e tudo isso, por que não me chama de Harry?


Saltou sobre a sela no momento em que chegava um coche.


-Gina?


Com as mãos sobre os olhos, Hermione olhou para sua nova amiga e depois o cavaleiro.. Sabia que não devia  admirar os homens como o sr. Potter, mas era difícil deixar se admirar quando ele lhe parecia tão atraente e excitante.


-Espero que não se importe de termos vindo.


O garoto  desceu da carruagem e começou a brincar com o cachorrinho que corria em círculos.


-Em absoluto, estou encantada – Gina colocou a mão sobre os olhos para protegê-los do sol e ver Harry nitidamente- O Sr. Potter já estava indo.


John Granger acariciou o pescoço do cavalo cinza de Harry, e olhou para a coronha de madeira de um dos seus colts. Sabia quem era Harry Potter, mas nunca tinha estado tão perto dele.


-É mesmo?


Ignorando as garotas, Harry se voltou na sela para olhar para o menino, que não tinha mais de dez anos e o olhava com admiração.


-Acho que o Sr. é o homem que saca mais rápido no mundo.


-John Granger – interveio Hermione, que seguia de volta com a carroça -Não devia incomodar o sr. Potter.


Harry a olhou divertido, será que ela achava que ele iria atirar no garoto porque tinha falado com ele.


-Não me incomodou, senhora – voltou a olhar para Johnny – Não acredite em tudo que ouve.


-Minha mão me disse que se o senhor ajudou a salvar a diligência, significa que tem algo de bom.


Daquela vez Hermione falou o nome do irmão com desespero. Harry sorriu. Voltou sua atenção para a Gina e viu que ela estava tensa, como um poste,  com o rosto escarlate.


-É muito amável da parte dela. Contarei ao xerife o que aconteceu, srta Weasley. Acredito que ele venha vê-la.


-Obrigada. Sr. Potter. Bom dia.


Harry a saudou com um toque no chapéu e fez o mesmo para Hermione.


-Até a vista, Johnny.


Virou-se no cavalo e se afastou.


-Sim, sr – gritou o garoto às suas costas - Sim, sr.


-John Granger – Hermione saltou da carruagem, mas o garoto a ignorou e voltou a correr com o cachorro.-este é o meu irmão.


-Sim, já imaginava.


Hermione olhou para Johnny com desgosto e em seguida se voltou para Gina.


-Minha mãe ficou na loja hoje, e queria que eu lhe trouxesse isto. Uma rosca de canela.


-É muito amável da parte dela e da sua também em trazer. Pode ficar um pouco comigo?


Hermione sorriu.


-Estava esperando você convidar.


-Entre por favor, vou fazer um chá.


Enquanto Gina se ocupava na cozinha, Hermione olhou em torno. A cabana estava muito limpa.


-Não está tão mal quanto eu pensava – levou a mão a boca, arrependida das palavras - Desculpe-me, minha mãe sempre diz que eu falo demais.


-Não importa – Gina colocou as xícaras sobre a mesa – Eu também sou assim.


Hermione sentou-se numa das cadeiras.


-Não esperava encontrar Harry Potter por aqui.


Gina cortou um pedaço de pão.


-Nem eu.


-Ele disse que você teve problemas.


Sua anfitriã tocou seus lábios, num gesto inconsciente. Sem dúvidas tinha problemas.


-Alguém pôs fogo no estábulo ontem a noite.


-OH não Gina!! Quem? Por quê?


-Não sei. Ainda bem que o sr. Potter passava por aqui.


-Acredita que tenha sido ele?


Gina franziu o cenho e considerou a pergunta. Lembrou o modo como havia cuidado dela.


-Não, estou certa que não foi ele. Creio que o Sr. Potter é muito mais direto em suas ações.


-Acho que tem razão. Não posso dizer que tenha provocado algum acidente por aqui, em Hogsmeade, mas acho que participou de alguns.


-O que você sabe dele?


-Não acho que ninguém saiba muito. Chegou à cidade há uns seis meses. Claro que todo mundo tinha ouvido falar de Harry Potter. Há quem diga que matou mais de vinte homens em tiroteios.


-Matou? – Gina olhou para ela atônita – Mas por quê?


-Não sei se sempre há um porque. Me contaram que um rancheiro do norte o contratou, pois tinha tido uns problemas com seu rebanho.


-Contratou-o? – murmurou Gina – Para matar?


-Acredito que sim. Alguns ficaram nervosos quando ele chegou e se hospedou num quarto na pensão de Minerva McGonagall, mas não parecia estar buscando problemas, mas algumas semanas depois os encontrou por acaso..


Um assassino pago!!!! O estômago de Gina se revoltou. E ela o havia beijado! Beijado de um modo que uma mulher não beija um homem, a menos que seja seu marido.


-Que aconteceu? – perguntou.


-Blás Malfoy estava no Jaula Dourada, é um dos bares da cidade.


-Malfoy?


-Sim. É irmão de Draco Malfoy – prosseguiu Hermione, apertando os lábios – Mas ninguém diria. Não se parece em nada com ele. Gostava de alardear sua coragem se fazer se machão. Roubava nas cartas, mas ninguém tinha coragem de acusá-lo até que Harry chegou.


Tomou um gole de chá, e escutou os gritos do irmão no quintal.


-Pelo que me contaram, discutiram durante o jogo. Blás estava bêbado e se descuidou quando roubava, Harry o acusou e os outros homens o apoiaram. Dizem que Blás sacou o revolver e todo mundo pensou que Harry atiraria nele ali mesmo, mas ele se limitou a dar-lhe um soco.


-Não atirou? – perguntou Gina aliviada.


-Não, pelo menos o que me contaram é que depois do soco, pegou o revolver de Blás e o deu ao barman. Alguém tinha ido buscar o xerife. Quando ele chegou, Harry estava no balcão tomando whisky e Blás se levantava. Acho que Slughorn  pensava em prender Blás até que a bebedeira passasse, mas quando o segurou, Blás tirou o revolver do xerife da cartucheira, mas Harry foi mais rápido e disparou primeiro.


-E o matou?


-Não, apesar que muitos da cidade gostariam que ele tivesse feito. Os Malfoy são muito poderosos por aqui, mas havia muitas testemunhas, incluindo o xerife que iriam  considerar legítima defesa.


-Compreendo – mas não compreendia uma justiça que tinha que ser feita com armas e balas – Me surpreende que o Sr. Potter não tenha partido, depois disso.


-Deve gostar daqui. E você o que acha? Não sente medo vivendo aqui sozinha?


Gina pensou em sua primeira noite.


-Um pouco.


-Depois de ter vivido no leste, não me surpreende – para Hermione, Filadélfia era um lugar tão exótico como Paris ou Londres – Já viu muitas coisas e tem roupas muito elegantes.


Gina sentiu uma angústia repentina.


-Já esteve no Leste? – perguntou.


-Não, mas vi fotos – olhou para os baús de Gina – as mulheres se vestem muito bem.


-Gostaria de ver meus vestidos?


O rosto de Hermione se iluminou.


-Adoraria.


Nos vinte minutos seguintes, Hermione admirou sem reservas as roupas de Gina. Sentadas no chão, falaram de coisas importantes como bolsas, laços e o melhor modo de amarrar o chapéu, enquanto Johnny continuava brincando com o cachorro.


-Olhe este! – Hermione encantada se levantou com o vestido em frente a ela. –Queria muito que tivesse um espelho.


Era um vestido de musselina branca com a saia bordada de botões de rosa. O vestido que pensava colocar no primeiro jantar com seu pai. E ela não o veria nunca mais.


-Que foi? – perguntou Hermione – Parece tão triste.


-Estava pensando em meu pai, no tanto que trabalhou para me sustentar.


Hermione se esqueceu da roupa.


-Ele adorava você. Quando vinha a loja, falava sempre de você, do que escrevia nas cartas. Lembro que uma vez trouxe um retrato seu. Queria que todo mundo visse como a filha dele era bonita. Estava muito orgulhoso de você.


Hermione tocou-lhe o ombro com gentileza.


-Meu pai me deixa histérica às vezes, mas acredito que ficaria doente se algo acontecesse com ele.


-Bem, pelo menos tenho isto – olhou ao redor – Aqui eu me sinto mais perto dele. Gosto de imaginá-lo sentado à mesa me escrevendo. – fez um esforço para sorrir - Fiquei contente por você ter vindo.


Hermione segurou-lhe a mão.


-Também fiquei contente de ter vindo.


Gina se levantou e tocou as mangas do vestido que tinha encantado Hermione.


-Deixe-me ser seu espelho. È um pouco mais alta que eu e tem mais curvas – apertou os lábios e deu uma volta ao redor de Hermione – O decote ficaria bom, mas precisaria de uns enfeites em volta. E rosa seria a cor para você, ressaltaria sua pele e seus olhos.


-Acha que poderia vestir algo assim? – A garota fechou os olhos e começou a dar voltas lentamente - Teria que ser em um baile. Soltaria o cabelo nos ombros e colocaria um colar de pérolas no pescoço. Rony Prewett cairia de quatro.


-Quem é Rony Prewett?


Hermione abriu os olhos e sorriu.


-Um homem. Um dos ajudantes do xerife. Ele gostaria de namorar comigo – sorriu com malícia – E pode ser que eu permita.


-Hermione ama Rony - cantarolou Johnny da janela.


-Quieto John Granger. Se não ficar, digo a mamãe quem quebrou o prato de porselana chinesa.


-Hermione ama Rony – repetiu o garoto e saiu correndo.


-Nada é mais chato que irmãos pequenos – murmurou a jovem.


Deixou o vestido no baú e suspirou.


Gina ficou pensativa um tempo e logo tomou uma decisão.


-Hermione, gostaria de um vestido como esse em rosa. Vi uma musselina como essa rosa na sua loja.


-Acho que estaria no céu!!


-Que você acha de eu costurar um para você?


-Você? – Hermione arregalou os olhos para Gina – pode costurar?


-Adoro costurar – pegou de um dos baús uma fita métrica – Se você me der o material eu lhe dou o vestido; Se gostar, conte às mulheres da cidade que vão à sua loja.


-Lógico – Hermione obediente, levantou os braços para que Gina tirasse suas medidas – Eu direi a todo mundo.


-E então talvez outras mulheres também queiram vestidos bonitos.


-Aposto que sim.


-Você consegue o material e eu lhe faço um vestido que fará Rony Prewett cair de joelhos.


Duas horas depois, Gina estava regando sua horta. No calor da tarde com as costas doloridas pelo esforço e o sol queimando forte, perguntou se adiantaria regar. Para conseguir uma horta ali, precisaria de um milagre. E ela havia preferido plantar flores.


Enquanto terminava de regar, lembrou a si mesma que flores não se podia comer. O que teria que fazer era voltar para o riacho e encher o balde com mais água para cozinhar e lavar-se.


Ouviu o ruído de cavalos e ficou satisfeita ao notar que estava se habituando aos sons do seu novo lugar. Pôs a mão sobre os olhos, como uma viseira e observou os cavaleiros chegando à casa. Reconheceu Hagrid e suspirou aliviada.


-Latiffe – gritou, mas o cachorro continuou latindo.


-Srta Weasley. - O xerife Slughorn tirou o chapéu para saudá-la e sorriu ao ver o cachorro – Vejo que tem um guardião bastante furioso.


-Pelo menos faz barulho – disse Hagrid, descendo do cavalo. Latiffe correu até ele e mordeu a barra das suas calças. Hagrid o segurou pela pele do pescoço – Tome cuidado com seus modos, rapazinho.


E quando voltou ao chão, o cão foi se esconder nas saias de Gina.


-Me disseram que houve problemas por aqui. – Slughorn mostrou os restos do estábulo – Foi esta noite?


-Foi. Se quiserem ficar, eu ia buscar água. Acredito que gostariam de um café depois da viagem.


-Eu pego a água, senhorita – disse Hagrid, pegando o balde das mãos dela – Ei, garoto – sorriu para o cachorro – Porque não vem comigo?


Latiffe hesitou por um momento, mas logo começou a segui-lo.


-Está pensando em contratá-lo ?


Gina olhou Hagrid se afastar.


-Estava pensando nisso, sim.


-Seria uma boa idéia – Slughorn pegou um lenço para enxugar o pescoço. -Hagrid adora uma garrafa, mas isso não parece alterá-lo. É um homem honrado, bêbado ou sóbrio, sempre é muito gentil.


Gina sorriu.


-Acho que isso é uma recomendação, xerife.


O homem olhou para o estábulo.


-E agora porque não me conta o que aconteceu por aqui?


Gina lhe contou tudo o que sabia. O xerife escutou tudo, sem falar nada. O que ouvia, encaixava com o que lhe havia dito Harry. Mas ele não disse que Harry havia seguido os rastros dos cavaleiros até umas rochas e descobriu restos de uma fogueira.


-Pode pensar em alguma razão para alguém fazer algo assim?


-Não, de jeito nenhum. Aqui não tem nada que possa interessar para alguém, além de mim mesma. Meu pai tinha inimigos?


Slughorn cuspiu o fumo no solo.


-Não creio. Tenho que dizer-lhe que não há muito o que eu possa fazer. Farei algumas perguntas e investigarei por ai. Pode ter sido alguém que estava de passagem e queria criar problemas.


-Eu também pensei nisso.


-Se sentirá mais segura com Hagrid aqui.


A jovem observou Hagrid se aproximar com o balde e o cachorro.


-Acho que tem razão - disse. Mas aquele homem não correspondia a sua idéia de protetor. – Estou certa que nos daremos bem. – afirmou com mais segurança do que sentia.


-Agora eu vou indo, e verei o que posso fazer – Slughorn montou no cavalo – Sabe senhorita Weasley, Arthur estava sempre tentando fazer uma horta ali, mas nunca conseguiu.


-Talvez eu tenha mais sorte. Boa tarde, xerife.


-Até a vista, senhorita.


Estendeu a mão a Hagrid e se afastou cavalgando.

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