poxa acabou!! que triste, espero que vcs gostem do final.
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Parados em frente à casa, na periferia de New Orleans, onde Andréa estava abrigada, Hermione e Harry aguardavam que ela acabasse de arrumar as malas. Nina corria pela calçada até uma distância considerável e depois voltava em grande velocidade, fazendo festa para Hermione.
— Ande logo, preguiçosa — apressou-a Hermione. — Temos um almoço em família ao meio-dia.
— O Kevin vai? — ela perguntou de dentro.
— Depois da aula de tênis. Chegará atrasado — explicou Harry.
Andréa saiu com os braços carregados de pacotes e colocou-os no porta-malas do carro de Harry.
— Vocês bem que poderiam me ajudar. Tem um bocado de coisas lá dentro.
— Está bem — Hermione concordou e entrou na casa com a amiga.
— E como foi encontrar sua irmã na pele da policial federal texana?
— Emma não se apresentou com seu nome verdadeiro. Disse que era a agente Fallon Hargis e que estava com dois feridos no barco.
— O desgraçado do Paul era um deles... Sua irmã devia tê-lo deixado de brinde para os crocodilos.
— Eles iam acabar se engasgando com o Rolex de ouro do Paul.
Andréa riu.
— E o Draco Malfoy... Como é?
— Um doce. Você vai conhecê-lo no almoço. O ferimento na perna não foi tão grave. Mesmo assim, ele vai ficar passeando na cadeira de rodas por um bom tempo.
— Mas me diga... Como foi que descobriu que a federal texana era Emma, sua irmã?
— Mamere, é claro. Foi só olhar para ela, e vovó falou: "O que está fazendo aqui, Emma? Você nunca gostou do pântano".
— Ela disse isso? — Andréa perguntou maravilhada
— Vinte anos sem ver a neta e Mamere a recebeu assim, exatamente como lhe falei.
— E você... Como foi que reagiu?
— Eu estava atordoada com a cena da morte daquele ser que não vou dizer o nome.
Andréa bateu com o nó dos dedos na madeira ao passar pela porta.
— A emoção de reencontrar minha irmã acabou por me derrubar. Caí em prantos como quando era menina. E sabe o que aconteceu?
— Diga?
— Ela me tomou nos braços como se eu ainda tivesse sete anos e me consolou com as mesmas palavras que usava naquele tempo. Foi o máximo. Acho que fiquei chorando por horas.
Hermione desligou o televisor e a geladeira, antes de apanhar uma pesada mala que estava no centro da sala.
— Mais alguma coisa?
— Sim... O enxoval da Nina — Andréa levantou do sofá uma pequena caixa de papelão e sorriu — Podemos ir.
— Trapaceira.
— Preguiçosa.
As duas caminharam para o carro, conversando animadamente.
As tardes em Bourbon Street ficariam para sempre na memória de um turista eventual, como solenes e ricamente iluminadas pelo sol poente refletindo nas nuvens. Mas só para contrariar, naquela tarde, a natureza resolvera brindar o encontro de Harry e Hermione com uma chuva torrencial e intermitente.
Harry tinha vários motivos para estar feliz. A matéria sobre o caso Granger superara as expectativas. Tanto as dele, quanto as do editor Bradley Speers. Era agora oficialmente o editor-sênior da Gazeta de New Orleans. Bradley lhe avisara que pretendia aposentar-se no fim do ano e que se preparasse para assumir a direção do jornal.
E foi nesse estado de espírito que recebeu Hermione, sob o toldo do Janus Bar, quando ela desceu do táxi, correndo em sua direção. Estava linda em um vestido lilás que flutuava ao redor de seu corpo.
— Demorei? — ela perguntou ofegante, entre os braços de Harry.
— Eu esperaria por você mais dois minutos, sem perder a paciência — ele disse num tom exageradamente romântico.
— O que está tomando?
— Brandy. O tempo está úmido.
— Vou querer um também. Com café.
Logan fez o pedido e depois perguntou:
— Como foi a despedida no departamento?
— Flores... champanhe e muitas lágrimas.
— E o Bradock?
— Acreditaria se eu lhe dissesse que ficou emocionado?
— Acontece de tudo nesse mundo. E você... Como está se sentindo?
Hermione fez uma cara triste e desconsolada antes de dizer:
— Eu me sinto... Ótima. — E abriu um lindo sorriso.
A bebida de Jody chegou, e os dois beberam em silêncio, os olhos se buscando.
— Tenho uma novidade para lhe contar. — ele falou, enquanto fazia suspense.
— Você foi promovido a editor-sênior da Gazeta.
— Quem lhe contou? Ou é o dom da Mione em ação outra vez?
— O Bradley. Fez questão de me ligar pessoalmente para contar a novidade. Ficou muito agradecido pela colaboração que prestei sobre o caso Granger.
— Sabe, Mione, estive pensando... Com o aumento e as bonificações que vou receber, talvez fosse uma boa idéia comprar uma casa, com quintal e árvores, para a Nina ter onde correr.
Hermione manteve-se em silêncio.
— Você pode muito bem cuidar de uma casa, enquanto estuda para o vestibular de arquitetura.
Ela nada disse.
— Penso em deixar o apartamento para o Kevin. Ele anda com a idéia fixa de morar com Andréa, para ver no que vai dar o relacionamento deles...
Outra vez apenas o silêncio.
— Você não vai dizer nada? — perguntou desapontado.
— Quando é que você vai começar a falar em casamento?
— Ora... —Harry parecia realmente surpreso. — Então era isso?
— É isso — ela corrigiu.
— Pois bem ...Hermione Granger... — ele disse solene. — Você quer ser pra sempre a senhora Potter?
— Quero. Por favor, peça mais um conhaque para mim. Sem café dessa vez.
Completamente atônito ele protestou:
— Que resposta fria... Quero e pronto?
Hermione curvou-se sobre a mesa e, segurando a cabeça de Hermione nas duas mãos, olhou-o profundamente nos olhos e disse:
— Eu nunca estive tão feliz em toda a minha vida Harry Potter. Ser sua mulher é a melhor coisa que poderia me acontecer. — Então, beijou-o longamente.
—Você ainda quer aquele conhaque? —e ele perguntou baixinho.
— Para quê? Tenho um muito melhor no meu apartamento.
Harry deixou o dinheiro sob o copo e levantou-se da mesa.
Hermione o imitou.
A chuva cessara por exaustão, depois de haver lavado New Orleans em todos seus redutos.
Harry e Hermione deixaram o bar abraçados e loja pelas calçadas limpas, respirando o ar purificado pelas águas. O Sol apontou um pedacinho do círculo vermelho por trás das pesadas nuvens, como se espiasse a terra molhada.
Um turista eventual, deixou o abrigo de uma conveniência onde se escondera da chuva e pisando a calçada olhou para o céu e sorriu.
Um imenso arco-íris cobria New Orleans. Digno de um cartão-postal.