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31. Cap 31


Fic: Minha Pequena - Pesadelo Pessoal nova fic ATT


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Rapunzel


A luz azul clara que saiu da varinha de Harry atingiu o topo da grande bolha envolvendo-a por completo com um brilho azul quase branco.


Alguns segundos depois o navio começou a se mover, até que, enfim, emergiu.


Harry havia visto poucas manhãs tão bonitas quanto aquela, chegava a ser irônico, principalmente devido aos baques e explosões que haviam começado do outro lado da ilha.


Instantes depois mais quatorze navios emergiram, alguns segundos se passaram enquanto todos esperavam por algo acontecer, até que Harry resolveu tomar a iniciativa.


-Temos que levar o navio para o mais próxim...


Mas a voz do moreno ficou no ar, o navio sacudiu bruscamente fazendo todos se desequilibrarem, Harry olhou para trás e encontrou o olhar tenso de todos. Alguém no navio ao lado gritou e outras pessoas neste mesmo navio acompanharam o grito.


Todos olharam para o navio, mas nada errado estava acontecendo nele, foi aí que perceberam que a pessoa que gritava estava apontando para o navio deles.


Gina caminhou rapidamente até a beirada do navio e olhou para baixo, um grito de horror escapou de seus lábios e ela se afastou de lá como se tivesse se queimado. Algo meio cinzento e esverdeado começou a subir pelo lado do navio, com pânico Harry constatou que era um tentáculo, escorregadio e longo.


-Flagratte!


Foi a primeira coisa que veio na mente do moreno, o feitiço atingiu em cheio o tentáculo que foi puxado de volta para a água rapidamente enquanto algo que pareceu um urro gutural veio de baixo do navio.


O movimento foi geral, preocupado, Harry percebeu que em mais três navios começavam a aparecer tentáculos, os outros navios começaram a se aproximar da praia fugindo de outras possíveis feras.


Draco subiu pelo mastro para ter uma melhor visão enquanto Gina e todos os outros começavam a lançar feitiços nos novos tentáculos que apareciam.


Os urros da fera persistiam debaixo da água, até que parou, os tentáculos sumiram e o navio parou de tremer.


Todos olharam ao redor, a maior parte dos navios estava na praia, atracado, enquanto os outros três ainda eram atacados pelas feras.


A paz não durou muito tempo, sem aviso um baque gigantesco atingiu o navio levantando todos bons dois metros do chão e quase tirando o navio da água. Draco se desequilibrou e caiu do alto do mastro, com sorte, não quebrou nada, mas um novo baque, este na popa, ainda mais forte que o primeiro jogou todos para a proa do navio, o animal estava tentando virar o navio.


Todos se seguraram firmemente onde puderam e antes que pudessem esperar, aconteceu. O terceiro baque fora tão forte que desta vez o navio virou. Harry só teve tempo de ouvir gritos e o barulho de vários corpos caindo na água, inclusive o próprio.


A água cristalina lhe permitia ver com perfeição tudo em um raio de mais de vinte metros, mas ele não viu quando um tentáculo o enrolou pela cintura pressionando lenta e fatalmente suas costelas. Todo o ar que havia em seus pulmões expirara de uma só vez e de repente o espaço não era suficiente para que seu coração batesse.


Num ato de desespero puxou o sabre de prata das costas e com a força que tinha atingiu o tentáculo.  Só teve tempo de sentir ou ouvir algo como um novo urro antes de nadar desesperadamente para a superfície.


O ar que entrou em seus pulmões era como bálsamo, mas para o desespero do moreno não haviam muitas pessoas na superfície, tomando um novo e profundo fôlego, ele voltou a mergulhar com o sabre pronto na mão.


Harry nadou o mais profundamente que pôde até chegar perto do início de um dos tentáculos do enorme animal, com a máxima força que a água lhe permitiu aplicar ele desferiu um golpe naquele tentáculo cortando-o, assim como o outro.


Antes de voltar à superfície para tomar um novo fôlego Harry viu Draco se aproximar de um outro tentáculo gritando um feitiço que ele não entendeu, mas que ao ver o tentáculo ser cortado reconheceu ser o Sectunsempra e também viu Rony ajudando duas pessoas a saírem da cabine do navio, agora submersa.


Quando voltou a mergulhar, Harry teve a impressão de ver chamas vermelhas no meio de uma rede presa no convés do navio, mas ao ver braços se agitarem para fora da rede percebeu que não eram chamas.


O moreno nadou intensamente até alcançar os braços, puxando a pessoa para si, os olhos desfocados e cansados de Gina encontraram os preocupados de Harry, Gina estava prestes a desmaiar, Harry fez a primeira coisa que lhe veio na cabeça, capturando os lábios da ruiva cedeu-lhe quase todo o ar que guardava nos pulmões, Gina piscou confusa, mas antes que pudesse entender qualquer coisa Harry já lançava uma série de feitiços para tentar soltá-la, consciente, a ruiva o ajudou com as mão já que a varinha se perdera no mar.


Quando a Weasley estava finalmente livre, os dois nadaram furiosamente até a superfície onde o ar lhes encheu os pulmões saudosamente.


-Obrigada Harry.


A ruiva disse ainda ofegante.


-Onde está sua varinha?


Perguntou o moreno preocupado.


-Caiu quando o navio virou.


Disse a ruiva controlando a histeria na voz.


-Accio varinha da Gina.


Em alguns instantes uma varinha de madeira avermelhada surgiu boiando ao lado do moreno, Gina a capturou agradecida e ambos voltaram para o fundo a procura de mais alguém que precisasse de ajuda.


Vinte minutos depois todos estavam na praia pedregosa da ilha, alguns mais machucados que outros e até mesmo inconscientes, mas a maioria bem.


Todos haviam sido surpreendidos com a presença dos animais marinhos, mas ficou claro que aquele fora um modo reforçado de segurança que Voldemort implantara após a fuga de Hermione.


Harry procurou pela multidão duas pessoas. O primeiro a encontrar fora Neville. Harry o pediu para que o seguisse até uma aglomeração organizada de pessoas vestidas de branco.


-Jonathan! – o moreno chamou o grisalho General assim que o viu – Este é Neville Longbottom, Neville este o General Stone, da marinha. Neville eu quero que você junto com Hagrid e o Sr.Weasley encontrem um modo de aniquilar estas criaturas para que o General possa voltar com os marinheiros para os navios e executar a estratégia de ataque pelos navios e socorrer todos que estiverem feridos, entendeu?


-Sim Harry, – respondeu Neville com segurança – vou chamar Hagrid e Arthur.


Harry acenou positivamente agradecido, voltando-se para Jonathan.


-General, não esperávamos por este ataque, mas eu confio em meus amigos e principalmente na capacidade deles, logo poderá voltar aos navios com sua tropa.


Disse Harry passando os olhos atentos velozmente pelas dezenas de marinheiros enormes organizados e ligeiramente confusos, antes de irem para a batalha tiveram o conhecimento sobre o mundo bruxo, mas isso não tornava mais fácil aceitar a situação.


Jonathan apenas acenou positivamente não tomando mais o tempo de Harry que agradeceu mentalmente e se retirou a toda velocidade de volta ao grupo de bruxos já previamente organizados.


-Os grupos já foram separados?


O moreno perguntou a Rony.


-Sim, - respondeu o ruivo rapidamente – quinze grupos com cerca de dez pessoas, cada um com um bruxo diferente no comando. Dez grupos se afastaram para as laterais da ilha, cinco pra cada lado e assim que chegarem ao ponto certo esperaram pela deixa.


-Ótimo, o seu grupo e o de Luna assim como o de Gina e Malfoy devem ficar sempre ao lado do meu.


-Ok.


O ruivo assente já se afastando uns trinta metros de Harry com o próprio grupo que era composto entre outros bruxos por Parvati Patil e Simas, seu ex colega de dormitório.


Draco e Gina já estavam a uma distância mais ou menos parecida quando Harry os olhou, ambos lhe acenaram e Harry se preparou, mas antes que pudesse esperar foi tocado no ombro, ao olhar para trás o moreno reconheceu John.


-Só queria lhe desejar boa sorte.


Disse o homem de cabelos castanhos forçando um sorriso e com olhos preocupados. Harry agradeceu com um aceno e John voltou correndo para o aglomerado de homens de branco.


Harry não esperou mais que um minuto, inesperadamente tiros começaram a ser ouvidos, assim como rugidos estrondosos seguidos por luminosas rajadas de fogo, os dragões de Carlinhos e os caças franceses haviam chegado e com eles a deixa de Harry e dos demais.


De forma inconscientemente sincronizada os quinze grupos adentraram a mata que envolvia o castelo. Com cerca de dois minutos de caminhada lenta o barulho do mar já não era mais ouvido, e apenas os passos de cada grupo e o do grupo mais próximo poderiam ser ouvidos. Gradualmente o silêncio no local se acentuava e os primeiros a perceberem que aquele não era um silêncio comum foram os membros da Ordem, que também comandavam as equipes. Já esperando pelo problema todos sacaram a varinha ao perceber além do silêncio, um frio incomum, pela bela manhã, congelar além de seus ossos.


-Dementadores.


Rony falou engolindo em seco, Luna acenou positivamente com olhos bem atentos.


Todos os que haviam pertencido à AD deram alguns passos à frente, tentando puxar as melhores lembranças de sua mente e mentalizá-las energeticamente na cabeça.


Tudo escureceu, era como se uma parede de gelo estivesse se aproximando, sólida, impiedosa, os vultos vestidos de preto não andavam, flutuavam, um ao lado do outro, ombro com ombro.


Harry lembrou-se de como se sentira na noite que passara com Hermione na cabana, lembrou do cheiro de chuva e do gosto de amêndoas que a pele pálida possuía e de como seu coração se acelerara quando ela lhe declarara seu amor. O moreno quase pôde sentir tudo aquilo de novo.


-Expecto Patronum!


O cervo prateado que surgiu de sua varinha era ofuscante, Harry se sentiu protegido de todo frio, do medo e paralisia que aqueles seres lhe causavam.


Os Dementadores que estavam logo à frente do moreno foram afastados imediatamente, mas haviam muitos outros, tantos que Harry sentiu o próprio patrono perder parte da força. Abaixou os olhos e voltou a focalizar. Hermione! Ela o amava... Mas aquele pensamento veio acompanhado da memória de quando ela fora seqüestrada, o modo como seus dedos haviam cravado do asfalto e ela gritara seu nome... Harry estremeceu e seu patrono se desfez como fumaça, ela precisava dele e ele estava impotente, não podia ajudá-la...


O frio, o medo e o silêncio voltaram a invadir o coração e mente do jovem bruxo, estava perdido...


Um pequeno raiozinho de calor lambeu os cabelos de Harry, levantando o rosto ele viu uma lebre prateada com grandes olhos esbugalhados e sonhadores correr de um lado para o outro espantando mais Dementadores, ao lado dela um pequeno vira lata saltava feliz se divertindo ao espantar outros Dementadores que tentavam voltar. Quando um cisne prateado passou por Harry espantando mais das criaturas espectrais Harry olhou para trás e encontrou o olhar de Cho Chang, ela lhe sorriu, como se tentasse encorajar uma criança a enfrentar seus pesadelos. E foi afastando a imagem de uma Hermione desesperada e fixando seu sorriso que Harry voltou a bradar:


-Expecto Patronum!


E dessa vez seu patrono não desapareceu no ar.






Quando o primeiro baque invadiu seus ouvidos Voldemort parou, olhos e ouvidos atentos, um segundo baque e um rugido que fez os vidros do grande castelo tremerem, imediatamente ele se levantou da poltrona em seu escritório sabendo exatamente aonde ir, atravessou os corredores conhecidos descendo uma série de lances de escada quando encontrou Lúcio.


-Mestre, estamos sendo atacados por Gigantes na ala Sul, o feitiço de proteção foi quebrado e eles podem ver o castelo.


-Mande nossos próprios Gigantes para eles e deixe os Dementadores atentos para uma possível invasão pela parte norte também solte as lulas gigantes no mar.


-Sim lord.


Disse o comensal com uma rápida reverência.


Voldemort levantou a manga esquerda de sua veste negra e colocou a varinha sobre a marca negra.


-Todos os comensais no castelo, imediatamente.


Como efeito de seu chamado quando Voldemort desceu mais um lance de escada se deparou com muitos comensais que andavam apressados procurando posições adequadas para o eminente combate.


Após descer mais três lances de escada Tom entrou numa masmorra, atravessando um corredor ladeado por muitas celas ele abriu uma porta de madeira pesada com um aceno de sua varinha, revelando uma mulher vestida de roupas negras rasgadas banhadas por sangue e com os pulsos presos em correntes afiadas.


-Veja só Pequena, seu amado veio buscá-la.


Hermione ergueu a cabeça extremamente confusa, olhos pesados.


-Que quer de mim Tom? Me enlouquecer?


A voz soou fraca, insensível.


-Sempre soube o que quis de você, seu poder, mas se rebelou e abandonou seu mestre.


Hermione riu, em meio a gemidos, mas riu, com gosto, uma lágrima escorreu por seu olho provocada pela dor e pela ironia da situação.


-Nunca foi meu mestre Tom. – disse ela engolindo um nó na garganta, os olhos virados para o bruxo – apenas alguém com quem aprendi coisas muito interessantes, mas mestre? Para considerá-lo mestre seria necessário ter respeito por ti e a única pessoa que realmente respeitei e me curvei para, na vida, foi Stalin.


Com um movimento brusco da varinha Tom fez as correntes que prendiam a morena desapareceram e ela foi levantada no ar velozmente, os braços, cabeça e pernas pendendo para baixo, um gemido de dor escapou-lhe dos lábios vermelhos pelo movimento que lhe provocara dor.


-Pois devias ter respeito por mim Pequena e se até hoje não aprendeu isso, sinto-me obrigado por ensina-lhe do pior modo possível.


Voldemort levitou o corpo de Hermione à sua frente enquanto refazia o caminho que fizera antes, encontrando ainda mais comensais apressados e escutando ruídos agora de algo que ele sabia que eram tiros e também de rugidos de dragões.


O Lord das Trevas entrou em seu escritório conjurando correntes que se prenderam no altíssimo teto do aposento e prendeu os pulsos de Hermione nessas correntes, os pés da vampira ficaram a cerca de um metro e meio do chão.


Tom Riddle esperaria ali, sentado, até que Harry Potter viesse buscar sua amada e quando ele chegasse, Tom faria questão de, primeiro, matar Hermione em frente aos olhos dele, e depois quando o herói estivesse debilitado emocionalmente demais para batalhar, acabaria também com a vida dele, pendurando sua cabeça no alto do Big Bang, seria uma forma de aviso, um aviso para todos os que um dia tivessem a mínima idéia de se rebelar, ao menos assim pensariam muitas vezes antes de se revoltarem contra o Lord das Trevas.


 




Assim que os quinze grupos deixaram a orla da praia e se embrenharam na mata em direção ao castelo Neville, Hagrid e Arthur Weasley começaram a pensar num modo de acabar com os gigantes moluscos que atingiram os navios.


-Há feitiços que acalmam estas feras e podem até mesmo faze-las dormir.


Disse Hagrid lembrando-se de alguns feitiços que aprendera para se e quando fosse necessário controlar a Lula Gigante do lago de Hogwarts, atualmente o meio gigante nem mesmo se dava ao trabalho de esconder a varinha em forma de guarda-chuva, não era como se respeitasse o atual ministério.


-Que tipo de feitiços Hagrid?


Perguntou Neville esperançoso.


-É um efeito calmante imediato, Domesticendo, mas pra isso precisamos chegar perto das feras.


-Mostre-nos o feitiço.


Pediu o Sr.Weasley que, assim como Neville, prestou máxima atenção nos movimentos de ziguezague e quando o bruxo sacudiu a varinha duas vezes.


Após repetirem a palavra e o movimento duas vezes, os três se dirigiram a Jonathan.


-General, nós vamos mergulhar e assim que encontrarmos as feras lançaremos um feitiço calmante, se algo acontecer e não conseguirmos voltar, por favor, não entre na água e se perdermos a guerra – Neville parou um instante pensando nesta possibilidade com um enorme nó na garganta – procure distrair as feras com talvez dois navios e vá embora, os navios estão enfeitiçados para submergir assim que a profundidade for suficiente, volte para a Inglaterra e esconda-se, não há por que morrer em vão.


-Não há por que me preocupar, tenho certeza de que conseguirão.


Disse Jonathan confiante, Neville, o Sr.Weasley e Hagrid retribuíram o sorriso tentando demonstrar tanta confiança quanto o General.


Com a água nos ombros Neville e Arthur fizeram o feitiço de cabeça de bolha, alguns metros adiante Hagrid repetiu o gesto. Usando um feitiço de impulsão os três nadaram rapidamente até um abismo de mais de cinqüenta metros, nadando para o fundo do mar eles avistaram pela água cristalina quatro enormes vultos, um deles tinha um tom de laranja meio rosado o outro era levemente azulado, um terceiro era cinza esverdeado e o quarto era marrom claro.


O maior deles, o marrom, começou a nadar na direção dos três assim que eles começaram a nadar para o fundo do grande abismo. Os outros três o seguiam de perto, o cinzento, possuía três de seus tentáculos cortados, mas ainda assim nadava tão velozmente quanto os outros, Neville tentou lançar o feitiço, mas a distância ainda era grande e a água fez com que o feitiço se dissipasse, nadando mais fundo os três se aproximaram das feras que estavam, agora, a dez metros dos três.


-Domesticendo!


O ex-grifinório bradou com a varinha apontada para o grande animal marrom que se aproximava, o animal parou um instante pareceu tremer levemente e voltou a se mover mais lentamente, Neville olhou de soslaio para Hagrid que lançou novamente o feitiço no animal que desta vez ficou mais tempo parado. Os bruxos, no entanto, não tiveram tempo para ver se desta vez iria funcionar, pois os outros três animais se aproximavam velozmente. Empunhando a varinha o Sr.Weasley lançou o feitiço no animal laranja que era o mais próximo e logo Hagrid lançou no azul, Neville se encarregou do cinza esverdeado.


No entanto Hagrid não viu o tentáculo marrom se aproximar por suas costas e envolver o braço direito. Outro tentáculo envolveu o grande corpo do meio gigante o puxando para baixo, Hagrid tentou mover o braço direito para apontar a varinha para o animal, mas este parecia conhecer o perigo e prendeu ainda mais forte o braço do meio gigante enquanto o outro tentáculo pressionava cada vez mais forte o peito do grande homem. O tentáculo que prendia o braço direito de Hagrid deslizou até a ponta do braço encontrando a varinha e a torcendo, sem nada poder fazer para impedir, Hagrid viu sua varinha ser partida ao meio ao mesmo tempo que sentiu uma costela se quebrar.


Neville e o Sr.Weasley estavam ocupados demais com as outras feras para perceber que Hagrid, que estava às costas dos dois, estava em perigo, quando Neville ouviu um berro meio perdido olhou para baixo, o que viu fez seu estômago congelar. Hagrid lutava com a mão esquerda para tirar o tentáculo que envolvia seu peito, uma expressão de dor denunciava que suas chances eram de fato mínimas. Neville nadou o mais rápido que pôde tentando atingir o animal com o feitiço calmante, mas o animal já estava muito fundo. Com o feitiço de impulsão Neville finalmente os alcançou, o feitiço bradado com fúria, fez o animal se mover pela última vez, e dessa vez não se recuperou, por precaução o ex-grifinório conjurou correntes que envolveram o animal que não tentou lutar.


Neville segurou o mais forte que pôde o casaco de Hagrid e voltou a lançar o feitiço de impulsão, tentando alcançar o mais rápido possível a superfície.


O Sr.Weasley lançou mais uma vez o feitiço em cada animal e conjurou correntes assim como Neville, nadando para a superfície logo em seguida.


-Como Hagrid está?


Arthur perguntou a Neville assim que alcançou a superfície.


-Mal, muito mal e inconsciente.


Respondeu ele concentrado no meio-gigante. Sem mais nem uma palavra os dois voltaram a mergulhar e usar o feitiço de impulsão para chegar à beira da praia. Ao chegarem lá, os dois usaram o feitiço da levitação para levitar o amigo que estava ainda mais pesado pela água encharcando suas roupas.


-Longbottom, Sr.Weasley, o que houve com Hagrid?


Jonathan perguntou assim que os dois saíram do mar pousando Hagrid suavemente na areia, os marinheiros assistiram à cena assustados.


-Ele foi atacado, está muito mal – respondeu o Sr.Weasley rapidamente enquanto usava alguns feitiços para secar as roupas de Hagrid – mas conseguimos prender os animais, vocês já podem entrar nos navios.


-Ótimo, os médicos de prontidão vão levar os feridos para o navio menor, se levarem Hagrid para lá talvez possamos ajudar.


-Estamos com medo de movê-lo, parece que algumas costelas perfuraram órgãos internos.


Disse Neville realmente preocupado.


-Se mudarem de idéia.


Disse o General se retirando em seguida, quando voltou para encontrar os marinheiros ele os fez, em poucos segundos, entrar nos navios organizadamente e se prepararem para o ataque.


Neville e o Sr.Weasley lançaram alguns feitiços para colocar as costelas de Hagrid no lugar e o acordaram.


-Enervate! - Arthur falou e Hagrid abriu os olhos molemente antes de gemer alto e levar as mãos ao peito – Hagrid! Está sentindo muita dor?


O meio-gigante balançou a cabeça afirmativamente.


-Arthur, Neville... Sinto muito...


Hagrid disse aquelas palavras em meio a gemidos, Neville levou as mãos à cabeça, era tarde demais. Tossindo dolorosamente, Hagrid cuspiu sangue, mostrando que alguns dos órgãos afetados foram os pulmões.


-Hagrid...


Fora a única coisa que Neville conseguiu dizer ao ver o rosto daquele grande homem perder qualquer expressão.






Após espantar os dementadores os quinze grupos avançaram um pouco mais velozes pela mata, Harry na frente de seu próprio grupo lançava, periodicamente, feitiços para detectar outros feitiços que pudessem ser armadilhas até quinze metros à frente. Caminharam atentos até que ouviram um rugido feroz, o primeiro rugido foi acompanhado por uma série de outros rugidos que fizeram todos estremecerem.


Harry sacou a varinha e acompanhado pelos líderes dos outros grupos deu mais alguns passos à frente. Surpreendente como um raio uma grande rajada de fogo surgiu em sua direção, o moreno só teve tempo de se jogar para o lado, fugindo da rajada e ouvir outro rugido, levantando-se rapidamente ele viu um leão surgir por entre alguns arbustos, confuso ele se levantou.


-Que coisa é essa?


Ele ouviu Rony gritara há certa distância, referindo-se ao animal que o próprio ruivo enfrentava, mas só quando o animal se aproximou mais alguns passos é que ele descobriu o que era, ao se aproximar, o grande animal exibiu um corpo de cabra e uma cauda espelhada cheia de escamas, a cauda de uma serpente.


-É uma Quimera.


Gritou Harry que em seguida escutou muitas exclamações de surpresa. No entanto o moreno não teve muito tempo para pensar, pois logo o animal voltou a lançar uma rajada de fogo que atingiu o braço de Harry, enquanto apagava o fogo da manga da blusa no chão, Harry rolou e se virou de frente para o animal lhe apontando a varinha.


-Estupefaça!


 O moreno gritou, a grande Quimera cambaleou levemente e abaixou a cabeça, mas antes que Harry pudesse esperar ela voltou a levantar a cabeça de leão rugindo ainda mais feroz do que antes.


-Droga! Será que alguém pode me ajudar aqui?


Gritou o moreno ao mesmo tempo em que um novo som se fez presente, um silvo agudo e longo invadiu os ouvidos de todos, e como se as Quimeras não fossem o bastante, Harpias começaram a irromper pelas copas das árvores. Olívio Wood se aproximou de Harry no mesmo instante que a Quimera voltou a lançar uma nova rajada de fogo.


-Já tentou estuporá-la?


Gritou Olívio escondido atrás de uma árvore enquanto Harry se abaixava contra uma pedra.


-Sim, não funcionou, só a deixou mais furiosa.


O moreno gritou de volta.


-Vamos ter que mata-la.


Constatou Olívio, Harry apenas balançou a cabeça em concordância quando uma Harpia deu um rasante bem próximo de si, não estava nem um pouco triste em matar aquela criatura. Harry saiu correndo de trás da pedra atraindo a atenção do animal ao mesmo tempo que Olívio lhe apontou a varinha bradando:


-Avada Kedavra!


Mas como se o rabo de escamas espelhadas tivesse seus próprios olhos independentes dos amarelos cravados em Harry, o longo rabo se moveu certeiramente indo de encontro ao jato verde rebatendo-o, Harry parou de respirar ao sentir o raio passar a centímetros de sua orelha.


   -Que diabos...


O moreno bradou ao se esconder atrás de uma árvore voltando a ficar de costas para o animal, os dois tentaram mais duas combinações de ataques duplos, mas o rabo de serpente sempre rebatia a maldição da morte.


As Harpias davam muito trabalho aos outros quando finalmente num estalo Harry teve uma idéia.


-Olívio, atraia-a para perto daquela árvore.


O moreno gritou, Olívio acenou positivamente e correu na direção da grande árvore apontada por Harry, a Quimera seguiu o primeiro se posicionando bem aonde Harry queria. O moreno correu na direção da grande árvore apontando sua varinha para a raiz.


-Bombarda!


O feitiço atingiu em cheio a raiz da árvore e Harry pulou alto e forte na árvore fazendo-a cair exatamente sobre a cabeça da Quimera.


Olívio suspirou aliviado ao ver o bicho mexer uma última vez o rabo escamoso e finalmente aquietar-se para sempre.


Os dois voltaram para ajudar o restante do grupo com as Harpias até que pudessem, vinte minutos depois, continuar a caminhada pela mata, a maior parte cansada e com ao menos um ferimento.


Não demoraram muito até alcançar o castelo, era feito de pedras na cor grafite, muito alto e com uma série de torres de ambos os lados. Desta vez, o feitiço de Harry detectara três feitiços de defesa, um deles era um feitiço previamente citado por Hermione e com a ajuda de uma cansada, mas ativa McGonagall fora desfeito, mas os outros dois eram desconhecidos.


Ron pegou um galho na beira da floresta e o jogou para frente, encostando-se a uma parede invisível o galho foi imediata e completamente incinerado.


 -Conheço este – disse Gui se aproximando – era muito usado antigamente para proteger os bancos contra quem tinha más intenções, só ataca inimigos, funciona como um muro muito alto, mas pelo alto é ineficiente.


Depois dessas palavras o ruivo fez complicados movimentos com a varinha e uma luz azul escura saiu de sua varinha atingindo a parede invisível que foi completamente envolvida pela luz, revelando que o muro possuía mais de dez metros, e envolvia todo o castelo.


-Muito bem – começou Harry – e o próximo feitiço?


-Só eu reparei no trivial?


Perguntou Luna tensa.


-Desculpe?


Disso Ron confuso.


-A não ser que vocês não tenham percebido era para estar acontecendo uma guerra aqui, mas não vejo dragões nem gigantes.


Harry piscou, falou preocupado:


-O que quer dizer que...


-É um feitiço ilusório, e deve haver muitos comensais da morte em nossa frente neste instante.


Completou McGonagall enquanto Luna desfazia o feitiço e todos os presentes se colocavam em posição de ataque.


Harry sabia que eles haviam batido o recorde de feitiços escudos ao mesmo tempo. Quando o segundo muro foi desfeito uma tropa de negro lançou diversos feitiços ao mesmo tempo e todos os rebeldes conjuraram escudos. Harry não sabia quanto eles eram ao total, mas tinha leve impressão de que estavam em vantagem.


O som de rugidos e destruição invadiu seus ouvidos, pelo canto do olho ele viu gigantes arrancando sangue uns dos outros, talvez dez caças atirando dentro do castelo e cinco dragões colocando fogo em tudo o que viam pela frente, um dragão estava no chão, os olhos furados, provavelmente por Harpias, mas o animal lançava fogo nos comensais que tentavam se aproximar e em qualquer coisa que estivesse na frente. Harry teve a impressão de ver uma pessoa de cabelos vermelhos em cima de um dragão verde, mas com a atenção em seu próprio duelo não teve certeza do que viu.


 Os duelos começavam a se espalhar alguns se aproximavam cada vez mais da entrada do castelo enquanto outros invadiam a mata, Harry só esperava que eles conseguissem uma vantagem razoável para que o grupo principal formado por ele e os membros da Ordem pudessem adentrar ao castelo, procurando assim o Lord das Trevas e, principalmente, Hermione.


-Estupefaça!


Harry bradou, o jato de luz vermelha foi facilmente defendido pelo comensal.


-Sempre os mesmos feitiços infantis hein Potter? Tens que aprender a duelar! Crucio!


Harry defendeu o feitiço e caçoou.


-Com você? Por favor, não tenho tempo a perder! Diffindo!


-Ah!


Gritou o comensal após um grande corte aparecer em sua perna, era o tempo que Harry precisava. Com um aceno de varinha grandes raízes envolveram o comensal que se debatia fortemente, mas quanto mais ele se movia, mais forte era o aperto das raízes e mais fundo elas o puxavam para a terra.


Harry pegou a varinha do comensal e a quebrou, olhou uma última vez para o comensal antes de virar-se para se dirigir ao castelo, apenas um braço do homem ainda não fora engolido pela terra.


Antes de adentrar ao castelo, Harry vestiu a capa de invisibilidade, haviam comensais no salão de entrada, olharam curiosos.


-Potter? Está com sua capa de invisibili...


Mas o comensal não terminou o que dizia, pois foi atingido em cheio por um raio vermelho que o lançou longe e o deixou desacordado, os outros três comensais mandaram maldições na direção de onde viera o raio, mas silencioso, Harry já se movera e acertou outro comensal.


Os dois comensais restantes começaram a lançar maldições para todos os lados, um deles ao lançar a maldição cruciatus, acabou por acertar o moreno.


-Aah!


Harry gritava sem se conter, os dois comensais sorriram e seguiram o som enquanto retiravam a máscara, Rodolfo Lestrange e Yaxley apreciavam os gritos como se fossem música.


 -Veja só, o líder dos rebeldes não parece tão perigoso agora hã Rodolfo?


Zombou Yaxley enquanto retirava a capa de cima do moreno e enquanto Rodolfo guardava a varinha dele no próprio bolso.


-Não passa de um garotinho chorão.


Rodolfo ajudou e cessou o feitiço, Harry respirou acelerado, tentava pensar no que fazer quando Yaxley lhe apontou a varinha e disse:


-Vamos ver como o grande herói se sai sem sua varinha.


-Muito melhor do que vocês.


Harry disse com esforço, mas antes sequer que o comensal pudesse entender as palavras do moreno Harry chutou com força a mão de Yaxley o fazendo soltar a varinha, enquanto girava o corpo para ficar ajoelhado e de frente para Rodolfo que antes que pudesse encostar na varinha teve o pé direito cortado por Harry que usara o sabre de prata, mas antes mesmo que Rodolfo pudesse alcançar o chão e seu grito de dor realmente chegasse aos ouvidos de Yaxley, que fora buscar a varinha, Harry lhe decepara a cabeça.


Yaxley pegou a varinha do chão e quando levantou o braço para mirar em Harry sua mão encontrou a lâmina da arma trouxa, sem mão e sem varinha, ele não teve a menor chance quando Harry lhe cravou a espada, fundo, no peito.






-Rony, onde está o Harry?


Luna perguntou assim que se livrou de seu comensal.


-Não faço idéia, ele deve ter entrado.


O ruivo respondeu preocupado, olharam ao redor e não encontraram o amigo a única coisa que viam eram batalhas, batalhas e corpos, a maioria de comensais, mas nenhum dos dois quis olhar para ver quantos não eram.


-Vamos entrar, tentar dar cobertura, Gina e Malfoy saberão dar conta das coisas por aqui.


Ela disse ao vê-los duelar com três comensais ao mesmo tempo, um de costas para o outro, mas não sem antes estuporar um tornando o duelo mais justo para os dois.


-Ok, vamos.


Disse Rony puxando a loira pelo pulso e derrubando mais dois comensais desavisados no caminho.






-Draco, precisamos acabar com isso logo.


Disse Gina olhando para os lados para ver se poderia fazer algo mais para facilitar o jogo, os dois já haviam acabado com seus dois comensais. Draco acenou positivamente, mas foi surpreendido por uma maldição que o atingiu no peito, a sensação de agulhas em brasa invadindo seu corpo deixou bem claro qual era esta maldição.


-Crucio!


Mas dessa vez a maldição não foi pronunciada por Lúcio, mas sim por Gina, que com ódio o atingiu em cheio. Agora eram os brados do pai que se espalhavam em meio a guerra.


-Ele não vale à pena.


Disse Draco gentil abaixando o braço da ruiva, Gina não resistiu, mas se virou quando Draco apontou a varinha para o próprio pai, ela não queria ver. Só não sabia que cometera um erro.


Lúcio Malfoy desarmou Draco com a varinha que estava escondida pelo corpo e a apontou para a ruiva, ela não viu seu rosto contorcido em cólera e quando ouviu as palavras que ele disse e se virou com olhos arregalados só teve tempo de ver o raio atingir seu peito.


-Você sujou o nome de minha família sua traidora do sangue! Sectunsempra!


Ela gritou e Draco pulou, alcançou o pescoço do pai com imensa facilidade, Lúcio tentou brigar com o filho, mas Draco era extremamente mais forte, as mãos apertavam o pescoço do homem com fúria, sem piedade, até que a cabeça ficou tão vermelha e os olhos tão arregalados que Lúcio não conseguiu mais se mover, ao ver as pupilas dos olhos cinza se dilatarem, Draco soube, estava morto.


-Gina!


Ele voltou para a pequena Weasley o mais rápido que pôde, imediatamente recuperando a varinha que lhe fora tirada pelo pai ele começou a fazer movimentos de ziguezague no enorme ferimento que se abrira na ruiva.


-Enervate!


Disse quando terminou, Gina abriu os olhos molemente, quando abriu a boca para dizer algo, Draco a interrompeu.


-Não fale nada, precisa descansar vou te tirar daqui.


Ele a pegou no colo e a levou para dentro do castelo, pelo que pôde ver era o lugar mais quieto, com um pouco de sorte encontraria uma sala onde poderia tomar conta dela sem que ninguém os descobrisse.






Harry manteve os desenhos de Hermione bem marcados em sua mente, ele tinha certeza de onde Voldemort estaria, seu escritório, esperando por ele e com Hermione, pois era exatamente o que Harry queria, a única coisa que ele não sabia é se a encontraria viva ou morta.


 Harry afastou este pensamento da cabeça mas automaticamente suas pernas começaram a dar passadas mais largas e rápidas sob a capa da invisibilidade.


Qualquer comensal que Harry encontrava no caminho, derrubava, era seu rastro até a terceira porta do corredor do penúltimo andar, a porta do escritório de Voldemort.


Antes de entrar Harry retirou a capa de invisibilidade, derrotaria Voldemort cara a cara.


Com um pequeno empurrão a porta se abriu, e a cena que viu fez seu cérebro parar. Hermione estava acorrentada pelas mãos a cerca de um metro e meio do chão, seu corpo estava coberto de sangue e machucados, os olhos fechados e uma expressão de dor fixa no rosto.


-Hermione.


Foi a única coisa que ele foi capaz de dizer tentando controlar o nó em sua garganta. Com um feitiço fez as correntes se arrebentarem e a trouxe gentilmente de volta ao chão, segurou seu corpo debilitado com gentileza e a levou até um canto da sala deixando-a deitada, praticamente imóvel, mas respirando.


O moreno levantou os olhos até o homem sentado numa poltrona que assistia à cena aparentemente impassível.


-E o rato chega até a ratoeira.


Disse Tom se levantando.


-Você é o único rato aqui Voldemort.


-Ora mas que bela forma de se redimir por ter vindo a meu castelo sem antes avisar Harry, nunca aprendeu boas maneiras?


-E por que iria desperdiçá-la com você?


-Por uma questão de educação, Dumbledore nunca lhe ensinou?


-Não mencione o nome de Dumbledore!


Bradou Harry lançando no mesmo instante a maldição da dor em Voldemort que se defendeu com tranqüilidade.


-Vejo que está mais forte e mais ousado do que em nosso último encontro.


Disse o bruxo deformando suas expressões faciais em uma espécie de sorriso.


-Você não tem idéia de como seus cartazes me estimularam!


-Pois vamos por tanto poder a prova!


Finalizou Tom, não houve mais conversa, apenas duelo, a troca de feitiços era intensa, Harry estava definitivamente muito mais poderoso do que no curto duelo que eles haviam tido em seu quarto ano, mas a experiência e o conhecimento de Voldemort sobressaíam, o moreno tinha dificuldade de se defender. Sem que Harry pudesse esperar, Voldemort lhe lançou a maldição da dor. Harry não se lembrava de como era ter o corpo atingido por aquela maldição lançada pelo Lord das Trevas, mas a dor provocada era tamanha que chegou a abandonar a consciência por alguns segundos, quando a maldição cessou não teve tempo sequer de se recuperar e teve seu corpo levitado e em seguida duas estacas de madeira cravaram cada uma um ombro na parede de pedra, o moreno gritou de dor.


-Nunca será páreo para mim Harry Potter, sem seus amigos, sem seus pais para ajudá-lo? Você não passa de uma irritante mosca. Vou mostrar agora que nenhum bruxo no mundo pode desafiar o Lord das Trevas e sair ileso!


Harry reuniu seus últimos fios de consciência e olhou para o bruxo, com uma última esperança ele disse num fio de voz, com a varinha apontada pra frente:


-Bombarda.


As palavras lhe custaram energia e o feitiço passou raspando as vestes de Voldemort atingindo a parede atrás do bruxo.


-Não consegue nem mesmo apontar a varinha para o alv...


 Mas as palavras de Tom ficaram no ar já que o alvo do moreno não era o bruxo e sim a parede atrás dele, parede esta coberta por uma enorme estante de livros que assim que foi atingida balançou para frente atingindo o Lord das Trevas direto na cabeça.


-Harry...


Ele ouviu aquela voz tão conhecia dizer muito baixo, com o resto de força que tinha ele puxou dolorosamente uma e depois a outra estaca de seu ombro e caminhou até onde Hermione abrira os olhos cansados.


-Eu vou te tirar daqui.


Harry prometeu a olhando nos olhos, Hermione permitiu que uma lágrima lhe escapasse de um dos olhos, uma mistura de alívio com dor.


Mas naquele momento Hermione viu algo que Harry não viu, Voldemort havia se levantado, muito sangue escorria de sua cabeça, mas a ira em sua face era evidente. Hermione só teve tempo de girar o corpo com a pouca foca que tinha e se deixar ser atingida por um raio amarelo, para proteger Harry.


Mas Hermione não sentiu nada, absolutamente nada. No segundo seguinte ela sentiu apenas uma formigação leve começar a invadir seu corpo, principalmente nos ferimentos e com incredulidade ela viu seu corpo ser envolvido por uma luz prateada enquanto todos os machucados em seu corpo se regeneravam, a onda de poder que invadiu cada célula de seu corpo era impressionante. Hermione sentia que era capaz de destruir aquela ilha inteira com um único feitiço.


Hermione sabia o que havia acontecido, a lenda havia se cumprido, ela agora tinha total controle sobre os poderes incríveis de que fora dotada e isso queria dizer também que onde quer que estivesse John estava morto.


Hermione se levantou com extrema leveza e olhou para Tom, ele a olhava definitivamente horrorizado, a magia que exalava do corpo da mulher era palpável, foi a primeira vez na vida que Hermione viu medo nos olhos do Lord das Trevas.


 -Tudo que tentou evitar Tom, ou tudo o que queria antes que eu fosse embora aconteceu. Você sempre soube que terminaria assim, só nunca aceitou.


-Vai se arrepender...


Começou ele.


-Não Tom, você é que já está arrependido. Flarrare!


 O feitiço atingiu em cheio os olhos do Lord das Trevas que não teve como pará-lo.


Um urro de dor invadiu o local e Voldemort caiu de joelhos no chão com a mão nos olhos, Hermione voltou até Harry e curou com apenas dois movimentos os dois machucados provocados pelas estacas.


-John..


sDisse o moreno com o cenho franzido e um nó na garganta, ele gostava do primo de Hermione, ele fora de fato um grande rebelde no mundo trouxa.


-Eu sei...


Disse Hermione também com um nó na garganta, ela não queria que ele morresse, a morena de fato se arrependera de tudo o que havia feito.


Hermione sabia que matar Tom era trabalho de Harry, não por causa da profecia, mas por que era o que ele havia tentado fazer a vida inteira. Quando se levantou, no entanto ela ouviu um gemido alto, e não era de Voldemort.


-Harry!


Voldemort, mesmo cego, lançara um feitiço no moreno, naquele instante Harry estava dividido em dois, o tronco completamente separado das pernas, o moreno tinha uma expressão de dor que fez Hermione se arrepiar inteira.


-Pegue minha varinha.


O moreno disse num fio de voz, Hermione esticou o braço e imediatamente a varinha estava em sua mão e ela entregou ao moreno. O sangue que esvaía de seu corpo não lhe dava mais do que alguns segundos.


-Duecorpus.


Harry disse num sussurro ainda mais rouco que o primeiro, imediatamente o sangue voltou ao corpo de Harry e ele voltou a se unir, mas Harry sentiu uma dor enorme invadir seus olhos, com gemidos altos ele os sentiu serem queimados, enquanto ouvia Voldemort sentir a dor de ter seu corpo cortado ao meio.


Hermione não esperava por algo assim, Voldemort focalizou os olhos vermelhos de pupilas verticais uma última vez na vampira antes de seus olhos nunca mais poderem ver.


Harry se sentou retirou os óculos da face, nunca mais precisaria deles, ele sabia. O feitiço que Hermione usara para deixar Voldemort cego era magia negra e não havia como ser revertido.


Ele tateou às cegas até encontrar as pernas de Hermione elevou as mão até encontrar seu rosto e constatar que estava molhado.


-Não chore – o moreno disse selando seus lábios nos dela rapidamente – acabou, isso é o que importa.


Mentiu ele, Hermione soluçou, estivera prestes a perder o homem à sua frente e nunca nada lhe provocara tanta dor.


-Conhece aquele conto trouxa, Rapunzel?


Ela perguntou com a voz falha. Harry franziu o cenho.


-Sim, conheço, mas por que pergunta?


-Inicialmente este era um conto vampiro, foi adaptado no mundo trouxa, já que os bruxos sempre evitaram qualquer relação com os vampiros. A história real é de uma bruxa que engravida e tem um filho, esta bruxa possuía o dom de ver o futuro e no futuro do filho ela viu que ele se casaria com uma vampira, filha de um vampiro e uma veela que morariam numa fazenda ao lado da sua. Para evitar o terrível futuro de seu filho ela resolveu seqüestrar a menina assim que esta nascesse e prendê-la para que o filho nunca chegasse a conhecê-la, assim ela fez até que a garota completou quinze anos, - Harry não estava entendendo porque Hermione lhe estava contando esta história, mas continuou escutando - os cabelos eram longos e loiros e sua beleza era estonteante, mas sua voz... Ah sua voz era mágica, e foi numa noite de lua cheia que o filho da bruxa ouviu seu canto, enfeitiçado ele flutuou até o alto da torre para ver a bela moça que cantava, ele se apaixonou à primeira vista e ela também, a jovem lhe contou sua história e o bruxo prometeu tira-la dali no dia seguinte, então pediu para que ela estivesse pronta no mesmo horário. No entanto a bruxa no dia seguinte de manhã leu a mente de Rapunzel e descobriu tudo, louca de raiva a bruxa cegou seu próprio filho para que ele nunca mais pudesse vê-la, e tirou Rapunzel da torre a prendendo numa floresta muito longe em um pequeno casebre. Mas parecia que tudo apenas havia deixado seu filho ainda mais louco para encontrá-la, e mesmo cego o bruxo foi à procura de sua amada. Depois de três anos inteiros de procura o jovem se perdeu numa floresta e depois de passar três dias sem comida ele ouviu uma voz melodiosa que o encantou, seguindo a voz ele a encontrou, o casebre estava protegido por um feitiço que a impedia de fugir, então o jovem bruxo desfez o feitiço e finalmente caiu nos braços de sua amada. Depois de se beijarem, ele passou as mãos pelo rosto perfeito molhado de lágrimas e lhe disse num lamento que queria poder ver sua face ao menos mais uma vez. A dor que invadiu o coração de Rapunzel foi enorme, e com o mais profundo amor que possuía ela realmente desejou que ele pudesse vê-la apenas uma vez mais. As lágrimas que caíram dos olhos de Rapunzel foram direto para os olhos de seu amado, o bruxo sentiu algo estranho acontecer, era como se uma cortina se desfizesse em frente a seus olhos, ele voltara a enxergar! – Hermione fez uma pausa – Até hoje não se sabe quanto da história é verdade e quanto é mentira, mas desde então se sabe que quando um vampiro, uma criatura das trevas, que vive de sangue, descobre um amor muito forte, suas lágrimas passam a ter poder curativo, para todos àqueles que ama.


Sem mais palavra Hermione deitou Harry em seu colo e deixou que duas lágrimas caíssem nos olhos de seu amado, Harry sentiu exatamente a sensação que Hermione havia descrito, era como se uma cortina se desfizesse de seus olhos, ele piscou algumas vezes até que foi capaz de ver, com perfeição, o rosto de Hermione, nem mesmo os óculos lhe faziam mais falta.






Harry e Hermione desceram todos os lances de escada do castelo até chegar à porta principal, a guerra parecia continuar ali, e ninguém deu atenção aos dois. Hermione desceu as escadas até pisar no chão, selando os lábios nos dedos indicador e médio Hermione levou os dois dedos ao chão, de onde tocou a terra, uma onda mágica irradiou por toda a extensão da ilha, por todos os seres/bruxos das trevas que a onda passava ela absorvia completamente a mágica em cada um, deixando-os completamente secos e indefesos. Assim que passou por todos a onda de magia voltou ao seu centro rapidamente encontrando a mão espalmada de Hermione e nela formando uma pequena esfera negra, esfera esta que Hermione esmagou, acabando assim com qualquer chance de que aqueles poderes voltassem para seus donos.


Um urro gigantesco denunciou o fim da guerra, e a vitória era dos rebeldes.     

  

N/A:

Epílogo não demora

beijos

Poly_Malfoy

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