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33. Rose


Fic: I Need You -Pos Hog


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Os passos ecoavam na cabeça de Rony de forma perturbadora. Seus olhos iam e vinham acompanhando o corpo de Hermione. A notícia com certeza fora um baque, tanto para ele quanto para Hermione.


 


       Suas mãos foram de encontro aos seus cabelos de forma nervosa. Tentaria mais uma vez.


 


-Mione...-chamou baixo.


 


       Ela se virou com rapidez. Seus lábios formavam uma fina linha e sua face estava rubra. A raiva era visível. E além dela, a tristeza.


 


-Cala...a...boca. –falou pausadamente lhe apontado o dedo.


 


-Não é minha culpa, Hermione. Acha que estou satisfeito com tudo isso? Pois eu não estou! –Rony começava a ficar nervoso. –Tentei de todas as formas mudar isso, Harry me ajudou, mas não teve como! –sua voz se elevara, chegando ao fim ofegante.


 


       Com o olhar vidrado em Rony, de repente a feição de Hermione mudou. Soltou um soluço, deixando seu corpo pesado, devido à barriga saliente, ir de encontro ao sofá.


 


-Eu sei que a culpa não é sua! –falou com a voz embargada.


 


       Rony foi até ela e agachou-se a sua frente.


                           


-Desculpe ter falado assim com você. Só estou nervosa. –falou tentando conter as lágrimas. Devido à notícia e as mudanças frequentes de humor, faziam com que Hermione pedisse mais desculpas do que gostaria.


 


-Eu sei...eu sei.. –arrependeu-se por ter se alterado.


 


-Eu não quero que vá, Rony. Não agora! –falava amedrontada. –Isso não tinha que estar acontecendo...Não podia ser outra pessoa?! –argumentava.


 


-Você sabe...


 


-Sim, eu sei. –o interrompeu. –Você é o encarregado do caso.


 


-Sim, eu sou. –falou desanimado.


 


       Hermione suspirou e olhou para sua barriga.


 


-Vai ser rápido. Eu...


 


-Rony, por favor! –falou sarcástica. –Você está nesse caso desde março e nós já estamos em outubro! Isso não quer dizer rápido!


 


-Mas agora estamos indo para Roma justamente para finalizar a situação.


 


-Sim... E quanto tempo sua estadia vai durar em Roma? Ninguém sabe ao certo! Eu estou com pouco mais de oito meses, Rony. –falou olhando em seus olhos.


 


         Rony ficou em silêncio tentando conter a raiva que o tomava pela situação.


 


-Eu faria tudo para não ter que ir. –falou beijando-lhe a barriga.


 


-Eu sei que sim. –alisou seus cabelos.


 


       O silêncio bateu, fazendo cada um perder-se em seus pensamentos.


 


-Eu não queria ter que ficar sozinha, agora, no final. Não saberei o que fazer...Tenho medo. –desabafou.


 


-Tudo vai ficar bem. Sua mãe virá vir vê-la com frequencia, a minha também. Nada irá lhe acontecer.


 


-Eu posso ir com você. –falou de repente.


 


-O QUE? –Rony perguntou achando não ter escutado direito.


 


-Ir com você.


 


-Não mesmo! Isso não! –falou tenso.


 


-E porque não? –perguntou nervosa.


 


-Não é óbvio, Hermione? Você está grávida. Prestes a dar a luz!! Não pode fazer uma viagem dessas! Você com certeza não iria me ver durante o dia todo! E se algo acontecesse? Você numa cidade estranha! E ai?


 


       Hermione sabia que ele estava certo, mas a raiva não podia ser contida.


 


-Ótimo! Então eu fico aqui, sozinha! Vou ter nosso filho, sozinha! Maravilhoso! –falou tentando se levantar.  Rony foi ajudá-la. –Não preciso da sua ajuda! –falou ríspida e seguiu para o quarto.


 


       Rony ficou parado no mesmo lugar e suspirou. Entendia a mudança de humor, mas às vezes era tão difícil se conter!


 


-Mione! –chamou alto. –Não faz assim! –falou esfregando os olhos e caminhando até o quarto, quando a sentiu jogar-se em seus braços.


 


-Desculpe de novo. –riu.


 


-Eu sei que não está com raiva de mim. –sorriu.


 


-Não mesmo.


 


-Eu prometo uma coisa, prometo que não irei perder o nascimento de Rose. Iremos nos falar todos os dias. Será como se eu estivesse aqui do seu lado.


 


-Até parece! Corujas não irão substituir você.


 


        Rony sorriu e a beijou.


 


-Agora, você tem que me prometer que não irá fazer besteiras, irá se cuidar, comer direito... que irá ficar bem.


 


-Não posso garantir que irei ficar bem.


 


-Mas irá fazer o possível? Pelo menos vai se cuidar?


 


-Ok. Eu prometo. Mas e se você não chegar a tempo? E se...


 


-Não fala nada, não. –falou rente aos seus lábios. –Eu vou estar aqui e pronto. Eu sei disso. Confia em mim?


 


       Hermione confirmou.


 


-Então me beija. –pediu e Hermione atendeu ao seu pedido.


 


       Na manhã seguinte, Hermione observava Rony tomar banho. Estava pensativa. Não queria demonstrar tristeza para não preocupar Rony. Ele tinha um caso bastante complicado para se ocupar, não queria lhe dar mais um peso.


 


       Assim que saiu do boxe, Hermione o abordou. Abraçou e beijou-o com volúpia. Rony queria mais contato com seu corpo, mas era impossível com o volume da barriga. Acariciou suas nádegas sobre a camisola fina, engolindo um gemido baixo de Hermione. Os seios mais fartos também não foram poupados de carícias, passou os dedos nos mamilos que já estavam ouriçados e dessa vez foi Rony quem gemeu extasiado.


 


       Hermione também querendo sentir o calor da pele de Rony, desceu uma das mãos até seu meio mais intimo, e ali constatou o quão excitado estava. Alisou-o de forma firme, sentindo seu coração palpitar e o calor aumentar cada vez mais. Como adorava sentir Rony em suas mãos!


 


       Rony separou seus lábios do de Hermione e atacou seu pescoço. Estava ávido por sentir Hermione. Queria-a por inteiro. Mas o tempo não lhe permitia.


 


-Um mês, Merlin! –falou ofegante no ouvido de Hermione. Suas mãos ainda trabalhavam em seu sexo e isso o estava deixando sem raciocínio algum. –Mione, por favor. –implorou.


 


-Desculpe. Não resisti. –falou parando a carícia.


 


-Eu que tenho que pedir desculpas. Agora vou ter que terminar isso sozinho mais tarde. - riu.


 


-Espero que seja sozinho mesmo. –riu também.


 


-Seria melhor com você.


 


-Vá trocar de roupa. Antes que...


 


-Que... –Rony falou com um sorriso maroto.


 


-Esquece. –riu.


 


       A despedida no Ministério não foi nada agradável para Rony e Hermione. Assim que o viu partir, Hermione sentiu um vazio tomar conta de sua vida. Era como se Rony não voltasse nunca mais. A única coisa que queria era ir para casa.


 


       Hermione viu sua derrota a partir daquele dia. Esperava ter um termino de gravidez tranquilo, e obviamente ao lado de Rony, mas essa não era sua atual realidade.


 


       Estava de licença do trabalho, não podia ficar saindo sozinha, Gina, sua amiga, tinha um recém-nascido para cuidar. As visitas eram, na maioria das vezes, de seus pais e Molly, porém, logo se via sozinha novamente. Se via trancafiada no tédio, na saudade, na ansiedade.


 


        No começo, as corujas de Rony eram quase diárias, o que dava alivio para Hermione. Assim, mantinha algum contato com o ruivo e sabia que ele estava bem. Adora ver suas palavras dizem que a amava, que estaria ao seu lado quando chegasse a hora. Hermione respondia a todas elas com a mesma paixão transcritas nas frases.


 


         Após uma semana da partida de Rony, Hermione se viu no desespero das corujas cada vez menos frequentes. Seu coração se apertava sem notícias, sem saber o que acontecia, e a crença de que a viagem duraria mais que o esperado. Era angustiante não ter notícias, era angustiante toda aquela situação.


 


       Mas, quando as corujas chegavam, era um alívio para Hermione.


 


       “Mione, desculpe a falta de notícias. As coisas se complicaram um pouco, mas não se preocupe eu estarei ai com você, quando for a hora. Estou com muitas saudades! Espero que esteja bem. Cuide bem da nossa pequena.


Com amor, Rony.”


 


       Essa fora a última carta que Hermione recebera nos últimos cinco dias. No sétimo dia, estava inquieta, preocupada.


 


       “Harry, quais são as novidades sobre o Rony? Pelo amor de Deus, diga que tem algo!!!


Abraços, Hermione.”


 


       Hermione sabia que se alguém teria notícias, esse alguém seria Harry.


 


       Por algum tempo, nem mesmo Harry em seu trabalho no Ministério teve notícias, e quando ela apareceu não foi nada confortante: toda a equipe tivera que se dividir em dois grupos, e o grupo ao qual Rony pertencia manter-se-ia incomunicável durante alguns dias mediante a segurança de todos. E agora, tudo o que tinham a fazer era esperar contato dos mesmos.


 


        Os medos de Hermione aumentaram diante da situação. Temia por Rony, temia que algo viesse a acontecer. A tensão era perceptível.


 


        Hermione sempre se mantinha em contato com Harry e a partir dele recebia todas as notícias. A última delas foi que um dos integrantes do grupo de Rony fora ao encontro do outro grupo, uma manobra um tanto arriscada, para manter contato e dizer que tudo caminhava bem.


 


       Rony está bem, pensava Hermione. Mas ele não estava ali.


 


       Os nove meses estavam completos. Hermione se via num buraco sem fim.


 


-Gina, eu já estou com nove meses! Rony já está fora há quase um mês! Ros... –parou e refletiu. –Meu filho pode nascer a qualquer momento! E ele não chegou!!!!! –falava com a amiga, através da lareira.


 


-Ele vai chegar a tempo. Tente se acalmar! Nesse estado você só vai adiantar o parto!


 


       Hermione suspirou resignada.


 


-Estou achando que sua barriga está mais baixa. Vou falar com a sua mãe e a minha para ficar de olho em você.


 


-Não preciso de babás. –falou desanimada.


 


-Precisa sim, pois você é muito teimosa! –falou séria. –Prometa para mim Hermione, diga que irá avisar quando chegar a hora. Você não vai e não pode ter esse filho sozinha.


 


-Eu sei disso, ok?!?! –falou nervosa, mas logo se arrependeu. –Desculpe, Gina. Você não tem nada a ver com isso e eu fico descontando em você.


 


-Tudo bem, sua boba. –sorriu. –Só quero que corra tudo bem.


 


-Eu também.


 


         Naquele dia, Hermione não teve uma boa noite de sono. Acordou com uma dor intensa nas costas e cólicas, o que a fez passar maior parte do dia na cama. Tomou um banho de banheira para tentar relaxar um pouco e logo depois voltou para a cama. Sentia uma pressão, incômoda, no baixo ventre. Mas logo pegou no sono.


 


       A madrugada, novamente, não fora nada boa. Hermione estava inquieta. De repente acordou assustada.


 


-NÃO!!! –gritou erguendo o corpo.


 


        Hermione suava e respirava rapidamente. Sonhara que pela segunda vez lhe entregavam um bebê morto. Como queria que Rony estivesse ali naquele momento!


 


       Levou a mão à barriga num ato protetor e sentiu uma dor inesperada.


 


-Ai. –falou baixinho de olhos fechados.


 


       Quando abriu os olhos e olhou por entre suas pernas, viu ali o que ela não queria ver, não naquele momento: sua bolsa estourara.


 


       Entendendo o sinal, seu coração disparou num misto de alegria e medo.


 


-Não pode estar na hora! –falou deixando as lágrimas rolarem.


 


       O que fazer? Hermione estava nervosa, com dor e desesperada! Tentou organizar os pensamentos. Tayla não escutaria se gritasse e ela não possuía força para tal. Como única opção teria que ir até a sala ligar para alguém.


 


       Enquanto pensava, a dor a abordava de tal maneira que lhe tirava o raciocínio. Respirou fundo, tentando se acalmar. Levantou-se devagar e seguiu o caminho até a sala.


 


       Chegando ao corredor se deparou com as escadas, que definitivamente não se lembrava. E novamente não teve tempo de pensar.


 


-Ahhhhhhhh.. –gemeu mais alto sem conseguir manter-se equilibrada e escorregou até o chão.


 


       Seus olhos estavam fechados e o desespero era total. Não tinha ninguém. Estava perdida.


 


       Respirando com dificuldade pelo choro e pela dor, Hermione viu uma luz se ascender na sala e passos subindo as escadas.


 


-Tayla! –gritou como pode. –Tayla pelo amor de Deus, me ajude! Nem acredito que está aqui! –falava misturando sorriso e lágrimas, de olhos fechados.


 


-Eu sabia que chegaria na hora certa. –falou uma voz rouca.


 


       Assim que Hermione sentiu um toque em seu rosto e aquela voz que tanto conhecia, abriu os olhos e sorriu fraco, sem conseguir acreditar que ele estava ali, que Rony chegara a tempo.


 


-Rony! Ohhh, Rony! –falou chorando forte e o abraçou. –Você veio! Obrigada!


 


-Calma, meu amor. Eu cheguei. Vai ficar tudo bem. –falava preocupado e agitado. Tentava se conter para não assustá-la. –Achei que não ia conseguir. –confessou. –Fizemos uma escala e a chave de portal deu problema, então vim de vassoura. –falou mostrando-a encostada na parede.


 


       Hermione olhou e sorriu.


 


-Está vindo outra! –Hermione exclamou e engoliu o gemido, agarrando com força o braço do ruivo.


 


-Respira fundo. –falou acariciando seu rosto.


 


-O...brigada por vir, Rony. Não saberia o que fazer sem você. -falou muito feliz.


 


-Não tem que agradecer.


 


        Hermione parou e olhou para sua face que tinha alguns vermelhões e roxos.


 


-Você...você está machucado. –falou ofegante.


 


-Não é hora de falar disso. Temos que ir rápido! Vou buscar as bolsas no quarto. Não saia daí! –falou um tanto perturbado.


 


-Como se eu fosse fugir! –Hermione brincou, aliviada por ter Rony ali ao seu lado. Era tudo o que queria.


 


       Rony correu até o quarto sem conter o sorriso em seus lábios. Seus olhos brilhavam com as lágrimas que queriam descer, suas mãos tremiam a procura dos utensílios necessários. 


 


       Estava tão nervoso que demorou um pouco para achar as duas bolsas já prontas. Encontradas, correu até Hermione pegou-a nos braços e colocou-a sentada no sofá, enquanto ligava para Aristides. Terminada a ligação, voltou-se para ela.


 


-Pronta?


 


-Com certeza.


 


-Eu te amo! –sorriu e seguiu com Hermione até o carro.


 


       Rony deixara Tayla com a incumbência de avisar a família, e quando chegou ao hospital, Harry, os pais de Rony e de Hermione já estavam presentes.


 


       Hermione fora levada para a sala de parto para ser preparada, e Rony discutia com a enfermeira querendo entrar.


 


-Senhor, logo estará com ela. É só o tempo de prepará-la.


 


-Vem, Rony. Daqui a pouco você irá estar com ela. –falou Harry puxando o amigo.


 


       Rony começou a andar de um lado para o outro, passava a mão nos cabelos, repetidas vezes a espera.  Sentia-se cansado, dolorido, inquieto, excitado e feliz. Terminara o caso em Roma e correra de volta para casa. Não teve outra opção a não ser a vassoura. Não esperaria nem mais um dia para estar com Hermione. Sem nem ao menos pensar duas vezes, pegou sua Firebolt 1.0, a vassoura mais rápida do mundo, e seguiu viagem. E graças a Merlin, chegara na hora exata.


 


       De repente parou e viu que Harry ria de sua cara.


 


-O que foi? – perguntou nervoso.


 


-Nada. Só o fato de você estar como louco andando de um lado para o outro. Bem vindo ao nascimento, Rony! –zombou.


 


-Harry, vê se não enche! –falou com ar de riso, e sua feição se fechou. –Estão demorando muito. E se aconteceu alguma coisa?


 


-Se acalme, Rony. –falou Maree. –Pelo que Hermione me contou, o nosso parto é diferente dos de vocês. Não se desespere. –falou sorrindo de felicidade.


 


      Minutos depois, Rony foi chamado. Hermione já estava deitada e ligada a alguns fios. Rony nem se importou com eles. Apenas queria vê-la, queria estar ao seu lado.


 


-Como você está? –perguntou meio abobado, sentando-se ao seu lado.


 


-O tempo entre as contrações está diminuindo. Mas acho que aguento.


 


-Tenho certeza que sim. Você é uma mulher muito forte. –falou orgulhoso, fazendo Hermione corar.


 


       Até aquele momento, Hermione tinha uma expressão de felicidade em sua feição, apesar da dor, que era intensa. Ela tinha consciência disso, mas depois de uma tortura de vários Cruciatus, o parto não seria nada difícil.


 


       De repente, seu sorriso iluminado, passou para um olhar triste e desesperado. Ao mesmo tempo outra contração a tomou, mais longa, mais dolorida. Agarrou o braço de Rony com força, fechou os olhos e esperou passar.


 


-Eu tive um sonho, Rony... –falou com a voz baixa e amedrontada. –Sonhei que me entregavam um bebê morto. Eu... Eu não quero que isso aconteça novamente.


 


-Não pense nisso agora. Esqueça esse sonho.  –falou sentindo um tremor pelo corpo e beijou sua testa, tentando afastar aqueles pensamentos.


 


       O parto de Hermione corria perfeitamente bem. E não era apenas o casal e os familiares que estavam felizes com isso, mas também o Dr. Aristides. Mediante os acontecimentos passados com o casal, Aristides ficava, a cada minuto que passava, mais feliz pela realização dos mesmos. Via o brilho nos olhos de Rony e o sorriso, que mesmo com dor, Hermione exibia.


 


        Hermione recebeu a visita doa familiares por breves minutos. Ao passar das horas a dor aumentava, mas mantinha-se firme, gemendo o mínimo possível. Estando deitada de lado na cama, Rony passou a massagear ao longo de sua coluna, dando certo alívio na dor. Às vezes dava alguns passos pelo quarto, com Rony ao seu alcance para qualquer coisa que precisasse.


 


-Você ainda não me falou porque está todo machucado desse jeito. –Hermione falou enquanto caminhava com Rony ao seu lado.


 


-Não é nada demais, Mione. A mesma coisa de sempre: se joga pra lá, se joga pra cá, foge de feitiço... Essas coisas.


 


-Não gosto de te ver assim. –falava respirando fundo.


 


-Não tem que se preocupar comigo. Preocupe-se com você, com a nossa filha. –sorriu. –Ela está chegando, Mione. Rose está vindo. –sussurrou em seu ouvido e beijou sua orelha.


 


       Hermione sorriu. Queria tanto que as expectativas de Rony fossem verdade. E se não fosse? Iria decepcioná-lo.


 


        De tempo em tempo, Aristides fazia o exame de toque, verificando o avanço do parto, que para o desespero do casal não chegava.


 


        Após duas horas do último exame, Hermione estava com dilatação completa, pronta para a fase final.


 


-Hermione, assim que a contração vier, faça força para baixo. Faça o máximo de força que conseguir. –Aristides a orientou.


 


        Rony mantinha seus olhos arregalados, olhando de um para o outro, enquanto Hermione confirmava com as instruções de Aristides, respirando fundo e ao mesmo tempo com um sorriso largo nos lábios


 


-É agora. –Rony sussurrou e olhou para Hermione, igualmente emocionado e sorriu com os olhos mareados.


 


        Logo a primeira contração veio, e Hermione deu tudo de si fazendo força sem emitir som algum. Rony segurava sua mão, enquanto enxugava sua testa suada e lhe dizia palavras de incentivo.


 


        Hermione esperava que aquilo tudo acabasse para que pudesse ter o seu filho, o seu filho em seus braços.


 


Filho morto!” –ecoou sua mente.


 


        Fechou os olhos querendo ignorar o pensamento. Estava cansada, seus olhos queriam se fechar e poder dormir.


 


-Vamos, Hermione. Falta pouco. Você está indo muito bem! –falava Aristides.


 


-Vamos lá, Mione. Eu sei que consegue. –Rony sussurrou em seu ouvido.


 


       Hermione sorriu de olhos fechados e fez força novamente.


 


-Isso, Hermione! A cabeça saiu! Respire fundo.


 


       Rony e Hermione sorriram. Estava quase na hora.


 


“Vai nascer morto, Hermione!”


 


-Não! –falou chorando. –Não vai!


 


        Rony não entendeu o que Hermione queria dizer e logo a voz de Aristides penetrou seus ouvidos. 


 


-Hermione, só mais uma vez e seu filho vai nascer. Vamos lá!


 


-Eu não consigo mais! –falou fraca.


 


-Consegue sim! Eu sei que consegue. Eu te amo, Mione. Não desiste. –Rony falou desesperado.


 


Rose está morta! Esse também vai morrer!”


 


       Então, Hermione se entregou. Querendo afastar esse pensamento e acreditar que tudo daria certo, deu um único grito cortante que penetrou na sala:


 


-NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO! –Hermione deixou-se cair na cama, cansada, sonolenta e chorando fraco, até que um som, um som que tanto desejava ouvir, penetrou seus ouvidos.


 


        O bebê chorava forte nos braços de Aristides. Rony mantinha-se hipnotizado, assim como Hermione, apenas escutando aquele som que os envolvia.


 


-Parabéns, meus queridos. Vocês são pais de uma linda menina! –falou Aristides alegre, tomando as primeiras providencias para verificar se o bebê estava bem.


 


-Me... Menina? –Rony perguntou soltando uma risada curta, ao mesmo tempo em que seus olhos soltavam lágrimas grossas. Seus pés pareciam ter grudado no chão. Não conseguia se mexer. Sua cabeça estava a mil, seu coração acelerado e o corpo tremendo.


 


        Hermione tinha o olhar perdido. Menina? Escutara direito? Seu choro se intensificou, fazendo-a soluçar forte. Seus braços automaticamente se estenderam e recebeu o corpo quente de sua filha viva!  Aconchegou-a em seu peito e beijou sua cabeça de forma carinhosa.


 


       Rony caminhou a passos lentos para o lado de Hermione e deixou-se cair na cadeira ao lado.  


 


-Nossa filha... Nossa filha...- repetiu querendo ter certeza disso e sorriu para Hermione que retribuiu.


 


        Hermione lhe entregou o bebê e Rony o recebeu com as mãos ainda tremendo. E imediatamente Rony a viu, viu a certeza de que aquela linda garotinha era Rose, sua pequena Rose.


 


-A mancha, Mione. –falou referente à macha de nascença na coxa do bebê, a qual, Rose também tinha. –É Rose, Mione! –Rony falou radiante, sem conter a emoção.


 


         Hermione se viu em meio de um sonho ao ver sua filha nos braços de Rony. Em seu estado, o cansaço era algo invencível, seus olhos estavam quase se fechando, porém, quando escutou as falas de Rony, seu coração parou. Com o último resquício de energia, Hermione olhou para onde Rony mostrava. Sua surpresa foi tanta que seu corpo não aguentou.


 


-Rose...- sussurrou com um sorriso fraco e seus olhos se fecharam.


 


-Hermione, Hermione! –Rony começou a chamar desesperado, sem saber o que fazer, com o bebê no colo.


 


-Se acalme, Rony. É apenas o cansaço que fez Hermione desmaiar. Agora ela irá dormir por um tempo. Não se preocupe. –Aristides o acalmou.


 


       Rony respirou aliviado e olhou para Rose, sorridente.


 


-Agora temos que levá-la para exames. Logo a traremos de volta. –a enfermeira falou.


 


-Não. Deixe-a aqui. –Rony falou como se fosse uma criança, a qual lhe tirava o doce. 


 


-Será rápido, senhor. –a enfermeira falou sorrindo.


 


       Rony beijou a testa da filha e a entregou. E logo se viu sozinho com Hermione. Ficou a mirá-la por um bom tempo, irradiando felicidade, até que se lembrou de todos lá fora a espera.


 


       Rony correu até a porta, e a abriu no mesmo momento em que todos viraram as cabeças, em sua direção, apreensivos.


 


-Pelo amor de Deus, Rony! Fale alguma coisa! –Harry falou desesperado, vendo o suspense do amigo.


 


       Aos poucos Rony foi abrindo um grande sorriso e falou alto:


 


-NASCEU! É UMA MENINA! É ROSE!


 


       Harry foi o primeiro a ir até o amigo e o abraçar com força. Molly e Maree já tinham lágrimas rolando pela face de felicidade.


 


-Fico mito feliz por você, Rony! –Harry falou extremamente feliz. –Eu sabia que tudo daria certo!


 


-Obrigada, Harry!


 


       Rony ficou um tempo conversando com os familiares e logo voltou para o quarto, ficar ao lado de Hermione.


 


       Ela ressonava tranquilamente. Rony alisava-lhe os cabelos de forma carinhosa sem deixar de sorrir.


 


-Minha dorminhoca acordou. –Rony falou baixo, vendo Hermione abrir os olhos.


 


       Ela sorriu de leve e piscou algumas vezes.


 


-Como está se sentindo?


 


-Acho que bem. –parou e refletiu. –Rony?


 


-Sim.


 


-É verdade, não é? Ela nasceu? É ela? –perguntou indecisa, sentando-se na cama. –Eu não quero que tenha sido um sonho. Não quero que tudo tenha sido uma estupidez minha! –começou a falar desesperada.


 


       Rony envolveu sua face entre suas mãos e olhou em seus olhos.


 


-Mione, Mione, me escute. –falou baixo. –É tudo verdade, meu amor. Nós temos uma filha, uma filha linda. –sorriu. –Ela voltou para nós. Rose.


 


       Hermione demorou um tempo para assimilar suas palavras. Estava um pouco confusa.


 


-Então... você tinha razão? É Rose?


 


-Sim. –alisou sua face.


 


       Hermione sorriu e o abraçou com força sem saber o que dizer. Separou-se de Rony logo em seguida e enxugou as lágrimas.


 


-Cadê ela? Eu quero vê-la, quero pega-la. –falou com os olhos brilhando.  


 


       No momento em que Rony foi responder, uma batida na porto os interrompeu e a enfermeira entrou com Rose nos braços.


 


-Hora de ver a mamãe, princesa. –falou a enfermeira.


 


         Hermione sentiu seu coração acelerar. Não conseguia acreditar que ali estava sua filha, o pequeno ser que ela e Rony tanto desejaram.


 


         Rony recebeu a filha enrolada numa manta rosa e a ninou caminhando até Hermione. Sentou-se ao seu lado e entregou a filha.


 


         Hermione sorria abobada e pegou a filha nos braços com maestria.


 


-Ela é linda. –falou emocionada. –Se parece com você. –falou olhando-o. –Tem os seus cabelos.


 


-Sim, é a minha cara.


 


-Convencido! –riu acompanhada de Rony.


 


-Ela é exatamente como Rose, Mione. Ela voltou para nós.


 


-Sim, ela voltou. –beijou a cabeça da filha e o olhou.


 


-Não chore, Mione. Tudo está bem agora. –alisou sua face.


 


-Não consigo me conter. Achei que não iria conseguir. Se não fosse por você... –sua voz se enrolava pelo choro.


 


-Se não fosse pelo nosso amor, nada seria possível! –corrigiu-a.


 


-Eu amo vocês, amo muito!!! –falou rindo de alegria.


 


-Eu também! Vocês são as mulheres da minha vida! –beijou-a nos lábios delicadamente.


 


-Chame todos para vê-la, devem estar ansiosos. –Hermione falou.


 


       Logo o quarto estava cheio e todos babam na nova integrante da família. Maree e Molly não paravam de chorar levando Hermione consigo.


 


-Preciso buscar Gina. Tenho certeza que ela está ansiosa. –Harry falou animado.


 


-Eu vou com você, querido. –Molly se pronunciou. –Assim, eu fico com as crianças e vocês podem ficar mais um tempo por aqui.


 


-Obrigada, Molly. É muita gentileza sua.


 


       Gina chegou ao hospital com seu jeito humorado e feliz de sempre. Estava radiante por poder partilhar da mesma felicidade com o irmão e a amiga. Deu um abraço forte em Rony, molhando sua camisa com as lágrimas inevitáveis. Beijou a testa de Hermione e olhou em seus olhos.


 


-Você está feliz, não está?


 


-Mais que isso, Gina. Mais que isso...


 


       Todos da família Weasley fizeram uma pequena visita, porém, sem demorar, pois Hermione ainda precisa descansar e os três precisavam de um tempo sozinhos. 


 


-Porque não dorme mais um pouco? Precisa descansar. –Rony falou acariciando seus cabelos.


 


-Não queria dormir, quero ficar com vocês.


 


-Você vai ter o tempo do mundo para isso. –sorriu.


 


-Não vai embora?


 


-Não, não vou. Pode ficar tranquila.


 


-Eu te amo. –falou sonolenta.


 


-Eu também, morena. –beijou sua testa.


 


       Rony aproveitou que Hermione dormia e foi conversar com Aristides. De acordo com ele, Hermione estava bem e Rose também. E se tudo continuasse assim, as duas poderiam ter alta no dia seguinte. A notícia deixou-o bastante alegre. Não via a hora de ter as duas em casa e assim se tomarem uma família.


 


       Aproveitou o caminho e foi até o berçário e viu Rose entre outros bebês. Estava parado em frente ao vidro com as mãos postadas sobre ele. Riu de si mesmo. Estava parecendo um bobão, tamanha era sua felicidade. Mas por esse motivo, ele poderia se um idiota, bobão, ou seja lá o que for, que ele não ligaria.


 


       Relutante, Rony desgrudou os olhos da filha e retornou ao quarto. Sentou-se no sofá ao lado da cama de Hermione e acabou pegando no sono.


 


       Na manhã do dia seguinte, Hermione acordou bem disposta e se deparou com a cena de Rony com Rose nos braços.


 


-Está com fome, pequena?  Sua mãe dorme demais, não é? Depois reclama do meu sono de pedra. –falava rindo das próprias palavras. –Nós te amamos muito. Esperamos tanto, que agora parece um sonho ter você aqui. Você é nossa alegria, nossa esperança e nossa vitória. –beijou sua testa pequenina. –Você é linda! Também, não tinha como não ser, é a minha cara! Seu papai aqui é lindão! Você não acha? Que sua mãe não me escute falando isso! –riu.


 


-Tarde demais! Já escutei! –falou fingindo-se de brava.


 


-Xiii, pequena! Lá vem a fera! –riu.


 


       Rony foi até ela e beijou-a nos lábios.


 


-Como você está? –perguntou sentando-se ao seu lado.


 


-Bem melhor.


 


       Rony entregou Rose para Hermione, que logo procurou o peito da mãe.


 


-Opa! –falou rindo e fazendo uma careta quando Rose pegou o bico do seio.


 


-O que foi? –perguntou preocupado.


 


-Dói um pouquinho. Mas vou me acostumar. –sorriu. –Senta aqui do meu lado. –Hermione falou chegando o corpo para o lado, enquanto Rony se acomodava. Passou os braços por seu ombro, ficando a mirar Rose se alimentar.


 


-Com licença. –falou uma voz animada.


 


-Gina! –Hermione exclamou feliz. –Entre.


 


-Sabia que cheguei em boa hora!


 


-Para?


 


-Sorriam família! –falou erguendo uma máquina e no momento em que tirara uma foto Rony e Hermione se olhavam e sorriam logo passando o olhar para Rose.


 


-Só você mesmo, Gina! –Rony falou rindo.


 


       Gina ficou por um tempo com o casal e logo se foi prometendo enviar a foto. Hermione não via a hora de ir para casa e para seu alivio, Aristides fez uma visita ao casal os liberando, dando dicas e informações para Hermione durante o resguardo.


 


-Pronta para ir para casa? –Rony perguntou.


 


-Sim. E dessa vez eu não vou sozinha. Vou com minha filha e meu marido.














N/A: Um abraço para a S.A.R.A, Raquel Weasley, Josy Chocolate, Sociedade Sul....
Meninas obrigada por comentarem e participaremmm!!!! Espero que gostem do capitulo!!!
Besos....

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