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4. Se conhecendo


Fic: Insanidade temporária


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Eu já estava morando na mansão a cerca de um mês, as coisas por lá eram mais calmas ou pelo menos passava essa impressão.


Eu passava a maior parte dos meus dias no jardim com algum livro, já havia lido Crime e Castigo e agora estava lendo Orgulho e Preconceito.


 


Por vezes Malfoy ficava na varanda lendo algum livro, mas raramente falava comigo; apesar disso eu podia perceber que a guerra havia o mudado muito, ele estava mais sério, mais sombrio e mais decidido, sempre que havia alguma reunião para falarem sobre a situação da guerra eu participava e podia ver como ele era seguro de suas decisões. Porém tem certas coisas que não mudam, raramente eu o via dirigir a palavra a meu pai ou a um de meus irmãos, ele sempre se dirigia apenas ao Lupin, por vezes também falava com a Tonks e com o Quim. Havia momentos em que eu tinha certeza que ele estava me observando, mas depois via como a idéia parecia ridícula; Malfoy me observando? Não mesmo.


 


Hoje estava um dia muito quente, como eram quase todos os dias no início de junho, por isso eu estava com um vestido tomara-que-caia roxo com flores lilás, ele ia até uns quatros dedos acima do meu joelho, mas como eu estava deitada sobre a grama ele estava um pouco levantado, nada absurdo.


 


 


 


Além do mais eu estava sozinha no jardim. Penélope, que grande parte das vezes me fazia companhia, estava com Percy, que ardia em febre.


Apesar de preocupada com meu irmão eu estava com outra sensação que me incomodava ainda mais. Eu estava angustiada, como se esperasse que algo acontecesse.


Depois de alguns minutos vi Malfoy ir para a varanda, ele como sempre estava em um dos imensos sofás negros que ficavam do lado de fora da mansão, creio eu que por causa do calor, ele estava com uma calça azul-marinho fina e com uma regata branca que parecia ter sido costurada em sua pele, pois marcava cada um dos seus músculos, não que eu o observasse demais, mas desde que chegamos à mansão ele nunca esteve tão relaxado, tão à vontade.


Eu achava que nunca havia visto nada tão tentador como Malfoy deitado displicentemente no sofá com aquela maldita regata, havia uma mecha de cabelo caída em seu rosto e eu realmente sentia uma vontade enorme de tirá-la dali e aproveitar para ver se a pele dele era tão macia quanto aparentava. Ao mesmo tempo eu me sentia extremamente culpada por fazer isso com o Harry, eu o amava, ele me amava e era uma pessoa maravilhosa, mas no último mês era Malfoy que povoava os meus sonhos. Eu não conseguia compreender o que acontecia comigo. O Malfoy era lindo e tal, mas será que era para tanto?


Talvez fossem só os meus malditos hormônios.


Eu ainda estava admirada com aquele Adônis, quando vi que estava enganada; se existia uma coisa mais tentadora que Draco Malfoy deitado em um sofá negro com uma maldita regata branca? Sim, Draco Malfoy deitado em um sofá negro SEM camisa. Isso mesmo o filho de uma mãe havia tirado a maldita regata.


Eu podia jurar que os olhos dele estavam tão fixos em mim como os meus estavam nele, mas sabia que provavelmente isso era só um delírio da minha mente.


Tentei voltar à atenção para o livro, para Lizzie e Darcy, mas era difícil me concentrar em qualquer coisa que não fosse Draco Malfoy. Merda, ele era só a doninha saltitante, e daí que ele tinha um corpo perfeito e um rosto de um deus grego? Quem disse que isso era importante? Ele ainda era Draco Malfoy; eu não sabia porque Lupin confiava tanto nele, mas sabia que ele não era merecedor da nossa confiança, sabia que Harry não aprovaria isso.


Pensar em Harry me doeu e eu apertei a minha aliança de noivado. Havia quase dois meses que eu não tinha noticias dele, nenhuma carta, nada.


Eu sabia que era difícil ele entrar em contato, poderia acabar sendo rastreado, mas será que se ele quisesse realmente entrar em contato comigo, ele não conseguiria?


 


Eu estava tão distraída que só notei o Malfoy novamente quando ele estava a um metro de mim. Ele estava em pé com as mãos no bolso, ali, bem a minha frente.


 


- O livro pelo visto não é interessante.


 


- Hãn?


Porque na frente dele o meu maldito cérebro parecia não funcionar?


 


Ele apontou para o exemplar de Orgulho e Preconceito a minha frente.


- Você está na mesma página há quase vinte minutos.


 


Então ele estava me observando...


Era engraçado pensar nisso.


 


- Eu estava divagando...


Não sabia porque simplesmente não dizia que não era da conta dele. Mentira, eu sabia, eu queria prolongar aquela conversa sem sentido, eu queria ouvir mais um pouco daquela voz firme e arrastada, como se não tivesse pressa.


 


- Porque você não está lá dentro ajudando a bajular o seu irmão?


 


Eu ri do comentário dele; porque raios de motivo ele estava parecendo irritado?


 


- Porque já tem gente demais fazendo isso, além do mais eu não sou muito boa em bajulação.


 


Ele virou as costas e começou a voltar para a varanda.


 


- Malfoy.


Merda, o que deu em mim?


 


Ele não respondeu, mas virou o corpo na minha direção.


 


- Você não pode me fazer companhia?


 


- Companhia?


Ele estava com a sobrancelha esquerda arqueada e começou a caminhar na minha direção.


 


- É, Penny costuma me fazer companhia, mas hoje ela está com o Percy.


 


- Calma, calma. Percy é o irmão doente certo?


 


- Sério que você não sabe os nomes dos meus irmãos?


 


- Nunca foi uma das minhas prioridades; mas eu sei o nome do Ronald.


 


- Certo. Percy é sim o meu irmão que está de cama e Penélope é a esposa dele.


 


Malfoy sentou na grama ao meu lado e, definitivamente, aquela era uma visão que eu achei que nunca iria ter: Draco Malfoy sentada na grama como qualquer jovem normal.


 


- Sobre o que você quer conversar Weasley?


 


- Me chama de Gina.


 


- Gina? Qual é o seu nome?


 


- Ginevra, mas pode me chamar de Gina é como todo mundo me chama.


 


- Você sabe que eu não sou seu amiguinho, não é?


 


Ele falou aquilo de maneira tão fria que me surpreendeu. Eu sabia que aquela deveria ser a hora em que eu o mandava para o quinto dos infernos, mas à vontade de mantê-lo ali venceu meus maus modos.


 


- Eu sei, está bem?


 


- Então Ginevra sobre o que você quer conversar?


 


Então era assim? Ele antes nem falava comigo, nem me olhava e agora eu poderia conversar com ele o que eu quisesse?


 


Desde que eu entrei naquela casa eu queria saber porque Lupin confiava nele e que prova ele já havia dado de sua lealdade para que me dissessem que ele estava acima de suspeitas, mas repentinamente aquelas não eram as perguntas que eu o queria fazer agora.


 


- Qual a sua cor favorita?


Ele riu e me olhou incrédulo.


 


- Verde.


Eu fiz uma cara de nojo, mas ele apenas riu.


 


- Qual o seu livro preferido?


 


- O conde de Monte Cristo.


 


- Sério?


 


- Sério, porque?


 


- Sei lá, achei que devia ser algo mais macabro.


 


Ele gargalhou dessa vez.


 


- Minha vez, qual a sua cor favorita?


 


- Vermelho? Não, sério, é branco.


 


- Livro favorito?


 


- O morro dos ventos uivantes.


 


- Eu odeio esse livro, mas continuando, uma memória feliz da infância?


 


- Ah, todas as memórias da minha infância são boas.


 


- Escolhe uma.


 


- Quando eu tinha seis anos e arrombei o armário de vassouras e fiz meu primeiro vôo.


 


- Você arrombou o armário de vassouras?


 


Eu ri e acenei com a cabeça e ele murmurou alguma coisa que eu não entendi.


 


- E uma lembrança sua?


 


Ele nem parou para pensar.


- Quando meu pai me levou para ver o mar.


 


- Nossa, eu nunca vi o mar.


 


- Um dia eu te levo.


 


Assim que ele falou nós dois ficamos calados, o clima estava tenso e eu sabia, não sei porque, mas eu sabia que logo ele iria levantar para ir embora, então decidi levar numa boa.


 


- Promete?


Eu queria que a minha voz saísse brincalhona e divertida, mas o que ouvi foi a minha voz cheia de esperança.


 


- Prometo.


Ele responde sério e encarou a grama.


 


- Hobby?


Achei que era melhor voltar as perguntas.


 


- Nadar.


 


- Nadar?


 


- É, me relaxa.


Ele me disse como se você óbvio demais.


 


- Certo.


 


- E você? Qual o seu hobby?


 


- Ah, não sei.


 


- O que você faz para relaxar Ginevra?


 


- Jogo quadribol, canto...Isso conta?


 


- Conta.


 


Eu queria levar as perguntas a outro nível, mas não sabia se ele aceitaria.


 


- Me diz uma coisa sua que mais ninguém saiba.


 


- O quê?


 


- É, uma coisa que ninguém saiba, não precisa ser necessariamente um segredo.


 


Ele parou um pouco para pensar, a sobrancelha esquerda arqueada. De repente ele franziu o cenho e assumiu um ar mais sério.


 


- Eu já me apaixonei.


 


Aquilo me deu um leve incômodo. Como assim ele já havia se apaixonado?


Então ele não era tão frio quanto aparentava?


 


- Isso não vale, alguém já sabia.


 


- Ninguém sabia.


 


- Nem a garota que você era apaixonado?


 


- Principalmente ela.


 


- Como assim?


 


- Eu não daria esse gostinho a ela.


 


Eu fiquei um pouco pensativa, afinal Draco Malfoy havia acabo de me confessar que já se apaixonara.


 


- Sua vez de me contar alguma coisa que ninguém mais saiba.


 


Essa era fácil, tinha um monte de coisas minhas que ninguém mais sabia, como por exemplo que tinha noites consecutivas que eu sonhava com ele, que eu não conseguia mais deixar de observá-lo e até coisas bobas, como ter colado nos exames finais do quarto ano.


Decidi falar uma coisa média.


 


- Eu não quero me casar assim que a guerra acabar, se ela acabar.


 


- Não? Então porque aceitou o pedido do Potter?


 


- Primeiro quem aceitou foram os meus pais, ele pediu a minha mão para eles, não para mim. Segundo como eu ia dizer a ele que quando tudo isso acabar eu quero fazer uma viagem pelo mundo? Como eu dizer ao Harry que eu quero entrar para um time profissional de quadribol?


 


- E quando tudo isso acabar e ele for marcar a data do casamento?


 


- Não sei, ainda não pensei nisso.


 


Ele deu uma risada seca.


 


- Você já teve algum bichinho de estimação?


Novamente eu voltei a formular perguntas.


 


- Tirando a coruja em Hogwarts, só o Lúcifer.


 


- QUEM?


 


- Lúcifer, o meu gato. Meu pai me deu ele no meu aniversário de cinco anos.


 


- Ele ainda está vivo?


 


Antes que ele me respondesse Izzi saiu da mansão com passos rápidos e logo chegou até onde nós estávamos.


 


- Meu senhor tem visita.


 


- Visita? Como? Eu não vi ninguém chegando?


 


- Pela sala de aparatação, meu senhor.


 


Draco levantou rapidamente e me puxou pela mão, me levantando com ele.


 


- Eu já volto. Me espera.


 


Assim que o vi entrando na mansão, não pude conter a minha curiosidade e o segui.


 


 


Fui andando pela mansão até que ouvi a voz dele em um dos cômodos que eu nunca havia entrado.


 


A porta estava entreaberta e eu me aproximei para ver com quem ele estava.


 


- Saudades?


A voz dele não estava como no jardim ou como em uma das reuniões que eu presenciara, a voz dele transbordava sarcasmo.


 


- Você nem imagina o quanto.


Eu conhecia aquela voz feminina de algum lugar.


 


- Dessa vez você veio sozinha? Que estranho.


Pela fresta vi Draco sentar em uma poltrona verde-musgo quase a minha frente.


 


- Eu não vim buscar poção nenhuma , nem nada que eu precise de ajuda para carregar.


 


Draco levantou e eu o perdi de vista.


 


- O que você veio buscar?


A voz dele estava muito baixa e parecia estar rouca.


 


Eu não ouvi a resposta da mulher que o acompanhava, mas ouvi o som de alguma coisa caindo e um tapa.


 


Abaixei a vista, me sentia culpada por espionar, mas também não conseguia sair dali.


Quando levantei a vista mais uma vez, quase dei um grito, tamanho o meu susto.


 


Quem estava sentada na poltrona agora era a Mione.


 


 N/A: Desculpa a demora gente.


 


Inveja


 


- Então você tem se divertido com muitas vadias por aí?


A voz da Mione estava um tanto melancólica, apesar dela ter usado um tom divertido no que dizia.


 


- O que eu podia fazer se a minha vadia estava ocupada?


 


- Sua vadia? Quem disse que é sua?


 


 

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