Eu acordei sendo levemente sacudido. Quando abri os olhos, vi que era Rony. Ele estava terminando o banho, e me dizia:
- Harry, se apressa, a gente está atrasado! Vai tomar seu banho!
Eu coloquei os óculos e enquanto me levantava esbarrei em uma toalha que estava na cama. Estava molhada, e por isso eu perguntei:
- Essa toalha é pra mim?
Rony virou para ver do que eu estava falando e disse:
- Não, essa é a que eu acabei de usar. A sua está... péra, deixa eu procurar.
Rony tirou uma toalha pra mim, e depois de me entregar e eu ir tomar banho, ele disse para esperar e tirou alguma coisa do guarda-roupa. Estava meio desapontado por não usar a toalha dele. Provavelmente ficaria cheirando, cheirando, cheirando... Ele tirou uma foto e me mostrou: era de um garoto carrancudo e com aspecto de mal-humorado.
- Apresento-lhe Victor Krum! O cara é um gênio! Ele é um cara tão... demais.
Eu estranhei o último comentário dele, mas talvez simplesmente porque estava tão desesperado para encontrar algum sinal de homossexualismo nele que me excitava com qualquer coisa.
- Ele é de que posição?
Eu geralmente só virava fã de jogadores de quadribol que eram da posição de apanhador: era a minha posição, no time da Grifinória. Quadribol era meu esporte favorito. Eu adorava,se pudesse jogava sempre. É por isso que estava tão animado para a Copa Mundial.
- Apanhador da Bulgária.
- Pena que não é da Irlanda, não vai dar para torcer para um jogador da Bulgária, por mais genial que ele seja.
- Harry! Por esse cara eu torcia para a Bulgaria! É claro que sim! Eu daria todo o time da Irlanda por ele... daria Fred e Jorge para ter uma escova de dente dele... ou um dente! Imagina o primeiro dente que ele tirou!
Decididamente aquele papo começava a ficar estranho, então eu falei:
- É melhor tomar meu banho.
Mas fui ao banheiro cheio de renovadas esperanças com Rony. Quando entrei lá senti aquele cheiro. O melhor do mundo. Cheiro de flores...de um roseiral inteiro. Gina estava escovando os dentes, terminando de se arrumar, de roupão. Lembrei daquela vez que havia se trocando,e pensei no que estava por trás daquilo tudo. Era a menininha de onze anos muito mais crescida, mais peito e mais bunda.
- Desculpa, Harry! Eu já estou saindo.
- Não tenha a menor pressa.
Afinal eu podia ficar lá, admirando ela. Gina. Linda e sexy Gina.
Mas ela terminou.
- Vou indo, Harry, e se arruma rápido! Mamãe está prestes a matar a gente por que eu voltei a dormir depois que ela me acordou... mas, sinceramente... que horas são? – Não era uma pergunta.
Ela saiu do banheiro e fechei a porta com chave. Tirei a roupa e examinei no espelho o meu belo físico.
- Sou um cara muito lindo.
Segurei meu pênis e admirei como ele me acompanhava, crescendo junto comigo... Companheiros de vida! Como Rony! Quando tive esse pensamento pela primeira vez, na noite que eu e ele fugíamos da Floresta, perseguidos pelas aranhas, eu dei um nome para ele: Rony.
Tomei meu banho e fiz o que todo garoto da minha idade faz, certo que não faz bem ficar contando por aí, mas se eu parar de contar meus momentos de privacidade sexual para vocês, bem, não haverá mais história!
Eu comecei a excitar meu pênis, e escolhi no que eu ia pensar. Meu primeiro pensamento foi em Rony, mas decidi que aquilo já estava ficando repetitivo. Passei para o apanhador búlgaro, mas como ele não tinha um rosto atraente, pensei só no corpo, e como não conhecia o corpo, aquilo era simplesmente um cara sarado na minha cabeça. Passei para Gina, e sorri. Gina. Masturbei-me pensando nela, com cara de vagabunda, abrindo as pernas, tirando a blusa e começando a enfiar três dedos na vagina suadinha, com pêlos pubianos muito bonitos, uma ruivinha muito sexy. Quando eu gozei, resolvi sentar. Tinha sido um ótimo banho. Isso porque eu esqueci do resto, estava em êxtase com Gina. E com pressa para o jogo. Eu não entendia muito bem, o jogo ia ser só de noite. Quando saí e entrei no quarto que dividia com Rony, Fred e Jorge, o último me disse, mostrando a foto do apanhador búlgaro.
- Veja só, Roniquinho tá apaixonado. Idiota... – ele disse rindo, mas Harry não riu, sorriu com um raiozinho de esperança. Afinal, no fim podia dar tudo certo.
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