CAPITULO 68 - TOLICES
O silêncio na mesa do café era descomunal. Molly Wesley tentava animar a conversa sem sucesso. De um lado Gina lado a lado com Harry, ainda envergonhada demais para fitá-lo sem sentir vontade de chorar pela própria tolice.
Do outro lado Hermione e Rony, silenciosos e magoados, com carrancas que poderiam assustar até mesmo fantasmas. Se bem que a expressão de Hermione era mais de arrependimento do que raiva, ao contrário da de Rony.
Nas cabeceiras, Arthur e Molly tentando puxar assunto.
Péssima idéia de trazer todos para o café da manhã, para seguirem na carruagem de Harry, mais apropriada para um almoço de negócios.
Em certo momento, enquanto Molly contava sobre o nascimento de Rony, esperando garantir risadas a Harry que ainda não conhecia as histórias de família, Gina ergueu as vistas do prato e olhou para a cunhada bem a sua frente.
Hermione notou que era observada e afastou os olhos, pois não estava para conversa naquela manhã.
Tivera uma noite terrível, imóvel e tensa, deitada ao lado de um homem que a detestava. Rony esperara que estivesse dormindo, ou fingindo dormir para entrar no quarto, deitar vestido e virar-se para o outro lado. Noite quente, abafada e horrível.
Hermione adormecera de exaustão antes que pudesse ouvir seus roncos inconfundíveis o que significava que estivera acordado boa parte da noite.
Talvez por isso estivesse abatido.
Voltando a atenção para o prato, sentiu o estômago revirar ao colocar um pedaço de fruta na boca. Um aperto na boca do estomâgo e temeu vomitar na mesa.
Homem odioso sabia que precisava de boa parte da manhã para se recuperar dos sintomas daqueles remédios que tomara, mas não tivera um pingo de compaixão, nem mesmo ao vê-la esverdeada sacudindo em cima daquela carroça!
-Hermione, está tudo bem querida? – Molly parou de falar, notando sua expressão de desespero, tentando conter a onda de vômito.
-Sim, estou bem – engoliu o gosto ruim que estava em sua boca e bebeu um gole de suco de amora.
-Está doente Hermione? Pode ser uma virose de verão – ela disse amável, e Hermione maneou a cabeça.
-É efeito dos medicamentos que precisei por conta... Do incidente de dias atrás – não desejava trazer a tona aquelas lembranças dolorosas.
-Fico aliviada que não seja nada sério – ela disse e Hermione tentou sorrir.
-Desculpe Sra.Wesley, eu... Oh Deus, eu preciso...! – em pânico, saiu correndo da mesa, esperando achar o banheiro antes de causar um estrago no chão limpíssimo da casa de sua sogra.
Molly espantou Gina para que fosse atrás dela e ajudasse.
-Efeito dos medicamento? – Molly questionou olhando para Rony.
-Juanita acha melhor que não saiba da gravidez, só Deus sabe o que essa louca faria com o bebê – ele disse amargo. Detestando o som das próprias palavras, corrigiu-se – Tivemos uma briga horrível ontem à noite, e não deveria tê-la tirado de casa. Hermione está grávida, mas ainda não sabe.
-Deus! Que notícia feliz! - Molly levou as mãos aos lábios, as lágrimas de felicidade inundando seus olhos – Meu primeiro neto! Oh meu querido, quanta alegria! Voltou para casa, e agora me dá um neto!
-Fale baixo mamãe - ele sorriu, pois estava incrivelmente orgulhoso – Hermione é uma pedra em meu caminho.
-Não fale assim Ronald, Hermione lhe dará um filho. – Arthur disse, entre orgulho do filho e orgulho de si mesmo por ter sugerido e em parte, coagido o filho a se interessar por aquele casamento. – Precisa de toda sua atenção e respeito!
-Sei disso pai. Temos essas brigas que me deixam fora de mim... - ele tentou explicar.
-Pobrezinha, uma mulher em seu estado não controla os nervos! Rony! – Molly repreendeu – Peça desculpa a Hermione!
-Nem ao menos sabe o que aconteceu mãe – ele disse sentindo-se um menino mimado.
-E isso importa? Um netinho Ronald! Se não tratar Hermione como se trata uma rainha, eu mesma darei um corretivo em você!
-Mãe... – ele sorriu olhando para seu rosto redondo, corado e bonito, sua mãe era roliça e baixinha e parecia incendiar quando sentia raiva. Olhou então para Harry, que tentou não sorrir do modo infantil como era tratado – Hermione pode ser uma megera quando quer. – foi sua defesa.
-Hã, seu pai me chamava de coisas bem piores quando nos casamos e brigávamos e estamos casados a trinta e cinco anos - ela disse decidida e Arthur apenas riu.
-Deixe os dois Molly.
-Vocês homens são insuportáveis – ela disse orgulhosa, levantando-se, - vou preparar uma canja leve e colocar Hermione de cama até o enjôo passar...
-Nem pensar, nós temos um compromisso - ele disse resoluto – Ela disse que estava bem para ir à cidade – ele mentiu.
-Vai punir seu filho pelas brigas dos dois?
-Não fale disse na frente de Hermione, ela vai ficar louca quando souber. Não quer ouvir falar de engravidar - ele disse um pouco desesperado ao ouvir passos.
Pálida e abatida, ela voltou à sala de jantar, onde era servido o café da manhã, com Gina logo atrás. Aparentemente ainda não haviam feito as pazes.
-Como se sente Hermione? – Molly perguntou sorrindo amplamente, analisando cada curva de seu corpo em busca de improváveis sinais da gravidez, ainda tão recente.
-Estou bem – ela garantiu, mentindo.
-Não seria melhor irmos antes que o sol fique muito quente? – Gina perguntou timidamente, sempre olhando para Harry.
-Talvez fosse melhor Hermione ficar e deitar um pouco... – Molly tentou.
Hermione rezou secretamente por isso. Tudo que precisava era deitar e descansar, mas é claro que seu algoz não permitiria!
-Gina tem razão. É melhor irmos - Rony concordou levantando-se.
Hermione sorriu para Molly, pensando em como seria bem feito se vomitasse sobre Rony. Ah, ele podia ter certeza, se houvesse oportunidade com certeza miraria nele!
Com toda a sensibilidade de um homem cavalheiro, e um tanto oportunista, Harry ajudou Hermione a entrar primeiro, garantindo assim que estivesse junto à janela da carruagem, ao lado de Gina. Desse modo, garantiria ar fresco para Hermione e sua expressão indisposta, e garantiria uma visão privilegiada do decote de Gina, pois estavam frente a frente.
Gina olhava para Harry um pouco assustada, pois sair e marcar a data legal e religiosa de seu casamento era um passo gigantesco. Maior que terem feito amor, era um compromisso para a vida toda.
-Espero termos tempo antes do almoço para comprar algumas peças do enxoval. – Harry disse para quebrar o silêncio - Talvez o tecido para o vestido de noiva.
-Não terei um vestido feito na corte? – Gina perguntou sem controlar a própria intempestividade.
-Levaria muito tempo para ir a Londres escolher um vestido – Hermione resmungou, uma das mãos sobre o estômago, desejando que ao menos se decidisse entre por tudo para fora ou engolir o vomito definitivamente! – Tempo demais.
Sua olhada para Gina fez calar seus protestos.
-Mamãe pode costurar meu vestido - Gina tentou concertar a reclamação antes que o mau humor de Hermione a fizesse revelar algo que acabaria com sua felicidade!
-Oh, não se preocupe – Hermione ironizou – Susan ficará encantada de fazer isso – olhou para Rony com muito desprezo – Talvez, já tenha um vestido de noiva costurado para lhe emprestar!
-Minha mãe fez um vestido de noiva para mim, há um ano, mas não quero usá-lo – ela confidenciou a Hermione, lembrando-se de Harry e corando, pois não desejava falar sobre isso na sua frente.
-Porque mamãe lhe fez um vestido? – Rony perguntou, sorrindo para a irmã.
-Porque mamãe estava ficando desesperada! Acreditou que me casaria com Billy Dee. – ela falou como se fosse inacreditável e pelo sorriso de Hermione realmente era!
-É um beberrão. Muito bom com cavalos, é verdade, mas é um beberrão com o dobro da nossa idade! - ela esclareceu – Rico, mas um porco!
-Hermione, não fale assim, irá parecer que minha mãe estava me vendendo! – Gina indignou – Para minha mãe o caminho mais feliz para uma mulher é o casamento – ela explicou – Não queria me ver sozinha e triste.
-Como todas as mães – Harry tranqüilizou-a – Fico feliz de ter chegado a tempo.
Gina corou, e disfarçou o sorriso de malicia, ao lembrar-se daquele momento tão intimo entre os dois. Harry era, o primeiro e único a lhe despertar paixão e estaria para sempre em seu coração!
-Quem sabe Billy Dee ainda tenha sua oportunidade... – Hermione resmungou, querendo que o mundo sofresse junto dela.
Gina ficou tensa, olhando para o irmão a procura de entendimento. É claro, se os Wesleys se desentendessem com Harry por conta do acontecido, talvez o único que aceitasse uma noiva desonrada fosse o torpe Billy!
Gina pretendia reclamar dela, quando olhou para sua face pálida e o modo como parecia tentar conter a ânsia de vomito e sentiu pena.
Tristemente, lembrou de si mesma, sentindo náusea ao provar uma das deliciosas tortas de chocolate de sua mãe. Hermione estava grávida, esses sintomas eram comuns na gravidez. Então, isso queria dizer que também estava grávida?
Claro que não! Fazia apenas uma semana que acontecera, era impossível ter sintomas assim tão rápido!
Aliviada por afastar esse medo irracional da mente, ela puxou conversa com Harry sobre o que deveria comprar e o que ele esperava que comprasse.
-E quem serão nossos padrinhos? – Gina perguntou sorrindo.
Estavam quase chegando à cidade, e o cocheiro os conduzia por uma curva fechada que fez a carruagem sacolejar.
Hermione levou uma das mãos à boca e virou o rosto para a janela. Culpa corroeu dentro de Rony e ele olhou para ela, tentando achar um jeito de se desculpar. Em nome da raiva, a fazia sofrer desnecessariamente!
-Rony será nosso padrinho, se aceitar – Harry disse orgulhoso – obviamente sua esposa será a madrinha.
-É uma honra Harry – Rony agradeceu, mas Hermione não disse nada.
Gostaria de dizer que estava envaidecida e feliz com o convite, mas não diria. Estava magoada com Gina e não daria o gosto a Rony de saber que gostaria de entrar de braço com ele em uma Igreja. Afinal, não se casaram no religioso, apenas vergonhosamente no cível.
-Não podemos ser padrinhos – ela disse amarga – A menos que o padre não se importe.
-Se importar com o que? – Gina perguntou curiosa.
-Não nos casamos na Igreja, graças a Deus. – ela desdenhou.
-Porque não se casaram na Igreja? – Harry olhou acusador para Rony.
-Seu amigo estava com muita pressa para por as mãos gananciosas sobre minhas terras para se dar a esse trabalho!
-Hermione – Rony sentiu o sangue ferver, achando que merecia isso. – Podemos marcar uma cerimônia religiosa se for de sua vontade, apenas não fale desse modo!
-Eu? Entrar numa Igreja ao seu lado? – ela desdenhou novamente – Não enquanto for capaz de pensar e gritar! Recuso-me a levar essa farsa diante de um altar.
Rony olhou para Harry e Gina e conteve a vontade de responder. Merecia toda sua revolta.
-Oh Deus, será que não chegaremos nunca? – ela reclamou, achando que começaria a chorar a qualquer momento se não saísse logo daquela carruagem.
Era a primeira vez que andava em uma carruagem com tanto luxo, mas era abafado e apertado, e sacudia tanto ou mais que a charrete. Precisava por os pés na terra e sentir o estômago novamente no lugar.
-Quer encostar a cabeça no meu ombro? – Gina perguntou baixo – Pode fechar os olhos e descansar um pouco.
Hermione apenas concordou e encostou-se a Gina, a garganta embargada pela emoção. Sua melhor amiga.
Como sentira falta de seu carinho...
Baqueada, ela sentiu o enjôo diminuir, ou ao menos se acalmar.
-Deveria ser mais calmo meu irmão. Hermione deveria ter ficado em casa descansando...
Sonada, ela mal ouviu as palavras de Gina.
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Hermione teve a impressão de ter adormecido quando a carruagem parou. Harry havia descido e segurava a porta aberta, esperando por eles. Hermione ergueu o rosto e olhou para Gina, envergonhada da própria fraqueza.
Gina desceu, sendo apoiada por Harry e o ar pareceu queimar diante da forma como os dois se olhavam. Harry distendeu toda sua atenção a noiva, e Hermione respirou fundo quando aceitou a ajuda de Rony para descer.
Ele se aproveitou do momento, para segurar sua cintura e ficar próximo, falando baixo em seu ouvido:
-Sinto muito tê-la trazido apenas por vingança. Não quero que se sinta mal por minha causa.
Havia tanta sinceridade em sua voz e em seus olhos que ela ficou envergonhada.
-Não queria ter jogado a presilha no chão – admitiu, a culpa falando por ela – não queria que houvesse quebrado. Eu gostei muito dela...
-Eu notei que está usando-a – ele disse contente por terem se resolvido sobre isso.
-Sim, mas perdi uma das pérolas, por minha própria culpa! – reclamou, enroscando o braço no dele, enquanto seguiam Harry e Gina, que conversavam mais a frente.
-O que importa é que gostou – ele disse para acalmá-la – Não deveria provocá-la e irritá-la quando está doente. O culpado sou eu.
-Tem razão, a culpa é toda sua – retrucou e ele riu.
Durante um bom tempo, Hermione manteve-se de braço dado com Rony, aproveitando a segurança e o conforto, numa hora de tanta indisposição, mas conforme a manhã foi passando e o mal estar indo embora, ela separou-se e juntou-se a Gina na escolha de roupas e objetos.
Gina não parecia ter muito apego ao dinheiro, sobretudo se era de seu noivo rico, por isso esbanjava sem dó.
Em dado momento, Harry e Rony conversavam sobre a criação de cavalos que Harry pretendia construir na fazenda que adquiria, quando Hermione aproveitou a distração do marido para apanhar a arma que estava à venda e levar ao balcão, negociando com o dono do armazém a compra a fiado.
-Hermione, para que vai comprar isso? – Gina perguntou horrorizada.
-Seu irmão sumiu com minhas armas. Ele acha que viverei para sempre com uma arma sem balas... Ledo engano! – disse orgulhosa de si mesma, ao fechar o negócio e guardar a arma na bolsa que trazia nas mãos. Era de praxe se arrumar para um almoço. E fazia sua parte de esposa dedicada, pensou quase revirando os olhos. – E você não viu nada, entendeu Ginerva?
-Por mim tudo bem, desde que não use contra mim ou contra Harry – ela deu de ombros.
-Ele contou que o filho de sua amante nasceu? – Hermione perguntou amargurada com isso.
-Sim, e mamãe está cobrando que a mande embora. – confidenciou.
-Como se adiantasse alguma coisa – ela resmungou – Espero que Harry não seja tão descarado com suas amantes, e não as coloque dentro de sua casa.
Gina ficou olhando para Hermione com o coração na mão.
-Harry não terá amantes fora do casamento – disse convicta.
-Já disse isso a ele? – debochou.
-Não, mas ouvi Rony dizer a Harry que depois que se casa um homem, não sente mais vontade de ter outras mulheres. – ela disse com ingenuidade.
Hermione largou o enfeite de gesso que analisava, com medo de derrubá-lo. Olhou na direção dos dois homens, abalada pelo pensamento de Rony realmente não querer outra mulher depois de ter se casado e de ser plenamente feliz e satisfeito com ela, como vivia dizendo.
Notando seu olhar, ele lhe sorriu e Hermione afastou-se procurando por Gina.
A cunhada reclamava de não ter achado nenhum tecido que gostasse para o vestido de noiva, e se afastou para olhar as prateiras do fundo. Hermione olhou novamente para Rony notando que ele conversava com o dono do armazém, provavelmente sobre a próxima venda do milho, e pescou a imagem de Harry saindo de fininho atrás de Gina, nos fundos escuros do armazém.
Quanta audácia!
Temendo um escândalo, se aproximou de Rony, desviando sua atenção. Pelos minutos seguintes fez das tripas coração para cativar sua atenção e impedi-lo de sentir falta da irmã.
-Onde se meteu Ginerva e Harry? – ele perguntou em dado momento.
-Estamos aqui irmão – Gina respondeu perto, fingindo interesse por alguma coisa, muito corada, os lábios vermelhos e as mãos tremulas. Hermione arregalou os olhos ao notar a barra de seu vestido torta, como se houvesse sido erguida e...
-Está ficando tarde, um chá com bolinhos seria perfeito antes do almoço – ela disse olhando para Harry com fúria mortal – O que acha Sr.Potter? Há uma finíssima casa de chás do outro lado da rua...
Era uma indicação de sua raiva e sua fúria, Hermione o faria gastar para pagar a divida que tinha com ela. Impor dessa forma, sabendo que ela conhecia o que estava se passando entre e Gina!
-Sim, será perfeito. – Gina comemorou, sem notar o que se passava.
-Faça isso de novo, e conto tudo ao seu irmão – ela cochichou quando teve a oportunidade – Como pode fazer isso em um lugar visível? Ginerva! Enlouqueceu?
-Não fizemos nada! – ela avermelhou, sussurrando – Eu disse que sentia muita saudade, principalmente daquela sensação que me fez sentir quando fizemos amor e Harry... Acho que o fiz perder o controle –sorriu maliciosa -... Ele apenas me tocou sob a saia. Apenas isso!
-Apenas isso! Sabe como vai acabar essa historia? Harry morto, Rony preso e eu sem marido! E você... Casada com algum beberrão imundo!
Era para assustar, e pela palidez de Gina, com seguiu seu intento.
Finalmente na refrescante casa de chás, elegante para uma região tão simples, Hermione pediu o prato mais caro e um chá. Precisou beber algumas xícaras até sentir o estômago firme e se arriscar nas bolachinhas de mel.
Finalmente devorou o prato, sem nem perceber se eles conversavam ou não.
-Será um touro e não um bebê – Harry brincou, cochichando para Rony. – Veja como ela come com gosto.
Rony sorriu, a voz embargada.
Um filho.
Aquela criança quebraria o muro que Hermione havia erguido em volta de seu coração e traria luz e alegria para a vida dos dois.
Sorriu para ela, incentivando-a a falar sobre os doces que sua mãe fazia com mel, enquanto Harry e Gina se entreolhavam divertidos com o flerte na voz dos dois...
AUTORA: tudo na paz. Hehe...