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1. Capítulo 1


Fic: Fora da Lei


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Precisava beber um whisky barato e quente. Depois de seis semanas na estrada, queria também a mesma tipo de mulher. Alguns homens fixavam-se nelas para conseguir o que queriam. Ele era um deles.


Sem hesitar, Harry decidiu que a mulher podia esperar, mas o whisky não.


Mas tinha um  caminho longo e poeirento antes de chegar em casa. Se é que podia considerar a pensão de Hogsmeade uma casa.


Para ele, sua casa podia ser o espaço que ocupava sua sombra. Mas nos últimos meses, Hogsmeade tinha sido um lugar tão bom quanto qualquer outro. Ali podia conseguir um quarto, um banho e uma mulher por um preço razoável. Era um povoado onde um homem podia evitar problemas ou buscá-los, dependendo do seu estado de ânimo.


 


Agora, com a poeira da estrada na garganta e o estômago vazio, com exceção do whisky que acabava de tomar, estava muito cansado para arranjar problemas. Tomaria mais um copo, uma comida decente e seguiria a estrada.


 


O sol da tarde entrava pela parte superior das portas do bar. Alguém havia colocado na parede uma foto de uma mulher enfeitada com plumas vermelhas, mas aquela era toda a companhia feminina que havia. Os lugares como aquele não proporcionavam mulheres aos seus clientes, só bebida e jogo.


 


Mas mesmo em uma cidade tão pequena com apenas um bar ou dois. Um homem podia contar sempre com isso. Mas não era meio dia e já estavam ocupadas a metade das mesas. O ar estava carregado com o  cheiro do fumo que o barman vendia.


O lugar cheirava a whisky e suor e cigarro, mas Harry supunha que ele mesmo não devia estar cheirando bem. Havia cavalgado diretamente desde do Novo México e gostaria de chegar a Hogsmeade sem parar, mas desejava dar um descanso ao seu cavalo e dar ao seu estômago, algo diferente de carne seca que levava com ele.


 


Os bares sempre tinham melhor aspecto à noite e aquele não era uma exceção. O balcão estava oleoso e o chão não era mais do que terra batida, acostumada a absorver o whisky e o sangue que derramavam sobre ele. Harry pensou que já havia estado em lugares piores e se perguntou se podia se permitir o luxo de um cigarro, ou devia esperar para depois da comida.


 


Se assim desejava sempre podia comprar mais tabaco. No seu bolso levava um mês de salário. E pensava se voltaria a conduzir gado. Aquela era uma vida para jovens e estúpidos, ou talvez só para estúpidos.


Quando estava sem dinheiro, podia buscar emprego nas diligencias através do território índio. A linha de transporte sempre estava buscando homens que fossem rápidos com o revolver e era melhor que conduzir gado. Estava  em meados de 1875 e continuava chegando gente do Leste em busca de ouro e terra para cultivar. Alguns deles ficavam pelo território do Arizona, à caminho da Califórnia, porque terminavam o dinheiro e a energia. Harry sentia pena deles. Mesmo sendo nascido ali, sabia que não era o lugar mais hospitaleiro do mundo.


O clima era quente, pegajoso e duro, mas ele gostava.


- Potter?


Levantou os olhos e observou o homem que havia falado. Jovem e com  aspecto agitado. Usava o chapéu caído nos olhos e seu pescoço brilhava de suor. Harry estava a ponto de suspirar. Conhecia bem aquele tipo de pessoas, eram os que buscavam problemas a todo custo.


-Sim?


-Harry Potter ?


-E aí?


-Sou Goyle, Gregório Goyle – secou as mãos nas coxas. – Me chamam de Slim.


Pelo jeito como falou, Harry estava certo que o moço esperava ser reconhecido. Decidiu que o whisky não era bom o bastante para tomar mais um copo e colocou umas moedas sobre o balcão.


-Existe algum lugar por aqui onde se possa encontrar um bom bife? – perguntou ao barman.


-No Grody´s – ele respondeu e se afastou com cautela – Não queremos problemas por aqui.


-Eu não estou causando nenhum – respondeu.


-Estou falando com você, Potter.


Goyle separou as pernas e baixou a mão até o coldre do revolver. Uma cicatriz cruzava o dorso da sua mão. Usava um coldre, apenas um, com a pele desgastada na borda.


Tranqüilo, sem se mover mais do que o necessário, Harry olhou-o nos olhos.


-Quer me dizer alguma coisa?


-Você tem fama de ser rápido, ouvi dizer que acabou com Crabbe em Tombstone.


Harry se voltou completamente para ele. O rapaz usava um Colt 44, com a extremidade negra, bem limpa. Harry não duvidava que devia haver entalhes nela. Goyle parecia o tipo de pessoa que se orgulhava de matar.


-Está bem informado.


Goyle abriu e fechou os dedos. Dois homens que jogavam poker no canto deixaram as cartas para olhar e apostar neles.


- Sou rápido, mais rápido que Crabbe e mais  rápido que você. E nesta cidade não tenho concorrência.


Harry balançou a cabeça.


- Felicitações- disse.


Quis sair, mas o outro se colocou na frente dele, Harry olhou-o com frieza.


-Por que não briga com outra pessoa, eu só quero um bife e uma cama.


-Em minha cidade, não.


Harry não estava disposto a perder tempo com um pistoleiro que só buscava aumentar sua fama.


-Quer morrer por um bife? – perguntou.


Goyle sorriu, sem dúvida não achava que ia morrer por isso. Os sujeitos como ele não pensavam.


-Por que não vem me procurar daqui uns cinco anos? – perguntou Harry – Estarei ansioso para  atirar em você.


-Já encontrei você agora. Quando eu matá-lo não haverá ninguém a oeste do Mississipi que não conhecerá Slim Goyle.


-Então facilitemos as coisas para nós dois. – disse Harry começando a andar para a porta – Diga a todos que me matou.


- Me disseram que sua mãe era índia – gritou Goyle – Suponho que por isso é tão covarde.


Harry se deteve e se voltou para ele. Sentia raiva, mas fez o possível para controlá-la. Se tivesse que lutar, preferia fazê-lo com a mente clara.


-Minha avó era apache – respondeu.


Goyle sorriu, limpou a boca com as costas da mão esquerda.


-Então é um mestiço, certo ? Não queremos índios por aqui. Acho que tenho que limpar a cidade.


E sacou a arma. Harry percebeu o movimento, não na sua mão, mas nos seus olhos, e sacou  sua arma. Viu-se uma luz e se ouviu o disparo da arma. Ele não se moveu, apenas atirou de onde estava, na cadeira, confiando no seu instinto e experiência. Voltou  para a saída com um movimento rápido. Gregório Goyle estava no solo do bar.


Harry saiu pela porta e se dirigiu ao seu cavalo. Não sabia se havia matado ou não o homem e não se importava. Aquele maldito episódio havia tirado seu apetite.


 


 


 


Gina  tinha muito medo de perder a pouca comida que havia ganhado em sua última parada. Não sabia como podia sobreviver,  naquelas condições extremas. Pelo que podia ver, o Oeste era um lugar bom apenas para serpentes e foragidos.


Fechou os olhos, secou o suor do pescoço com um lenço e rezou para sobreviver às horas seguintes. Pelo menos podia dar graças a Deus por não ter que passar outra noite nas horríveis pousadas das diligências. Tinha temido que a matassem enquanto dormia e não havia nenhuma  privacidade.


Se bem que aquilo já não tinha importância, estava no final da viagem. Depois de dois anos, voltaria a ver seu pai e cuidaria da linda casa que havia construído nos arredores de Hogsmeade.


Quando tinha seis anos, seu pai deixou-as aos cuidados de umas freiras e partiu para encontrar fortuna. Gina havia chorado muitas noites pensando nele. Depois, a medida que os anos passavam, tinha que olhar a foto desgastada para poder lembrar seu rosto. Mas sempre  lhe escrevia, e as cartas, apesar da caligrafia infantil, expressavam sempre muito amor e esperança.


Gina recebia noticias suas uma vez ao mês, de qualquer cidade em que parava. Depois de dezoito meses e outras tantas cartas, lhe escreveu desde o Arizona, onde se instalou e se dispôs a construir sua fortuna.


Convenceu-a que havia sido uma boa idéia deixá-la no convento na Filadélfia, onde podia ser educada como uma dama, até que fosse adulta o suficiente para viver com ele. A garota estava com quase dezoito anos e ia encontrar-se com seu pai. Sem dúvida a casa que havia construído, precisava de um toque feminino.


Como seu pai não tinha voltado a casar-se, Gina  o imaginava como um solteirão desatento, que não sabia onde estavam suas camisas limpas nem quem cozinharia o jantar. Ela se encarregaria de tudo isso.


Um homem da sua posição teria que receber pessoas e para isso precisava de uma anfitriã. Gina Weasley sabia exatamente como preparar um elegante jantar e um baile formal.


É verdade que o que havia lido sobre o território do Arizona era muito perturbador. Histórias de pistoleiros sem lei e índios selvagens. Mas afinal, estavam em 1875. Gina não tinha dúvidas de que mesmo um território tão distante quanto o Arizona, devia estar sob o controle da lei. Era evidente que os jornais exageravam as histórias no afã de vender mais. Mas não haviam exagerado a respeito do clima.


Moveu-se no seu assento, buscando uma posição melhor. O volume da mulher sentada ao seu lado e seu próprio espartilho lhe deixavam pouco espaço para respirar. E o fedor era terrível. Por mais que colocasse água de lavanda no seu lenço, não conseguia escapar dele. Havia sete passageiros no interior da diligencia.


Faltava ar e isso acentuava o fedor do suor, o mau hálito  e o álcool que bebia sem parar o homem sentado em frente a ela. Fechou os olhos, apertou os dentes e ignorou os companheiros de viagem. Mas pelo que ela via, a paisagem do Arizona não era mais do que milhas e milhas de deserto.Os primeiros cactos que viu, a fascinaram, até o ponto que pensou em desenhar  alguns deles. Alguns eram tão grandes quanto um homem com os braços estendidos ao céu. Outros eram pequenos e quadrados e estavam cobertos por centenas de agulhas. No entanto, depois de ver dezenas deles e mais um pouco, haviam perdido a novidade.


Achava que as rochas deviam ser  interessantes. Aqueles platôs que se erguiam na areia, possuiam um certo encanto selvagem, em particular quando se erguiam contra o azul do céu, mas preferia as limpas ruas de Filadélfia, com suas lojas e salões de chá.


Seria diferente quando estivesse com seu pai. Ele estaria orgulhoso dela e ela necessitava disso. Havia trabalhado todos aqueles anos, aprendendo e praticando para poder converter-se na dama educada que ele desejava que fosse a sua filha. Se perguntou se a reconheceria. Ela lhe havia enviado um  auto-retrato, datado do Natal anterior, mas não estava certa de que estava muito parecido. Sempre havia pensado que era uma tristeza não ser bonita, de modo suave e arredondado como sua amiga Luna, ela não necessitava usar blush. De fato havia vezes em que pensava que seu aspecto era saudável demais. Sua boca era cheia e larga, seus olhos eram castanhos , em vez de azuis que tão bem combinariam com seu cabelo vermelho. Mesmo assim estava limpa e confortável, ou havia estado antes de começar a viagem. 


 


De repente sentiu que tudo aquilo tinha valido a pena. Quando se encontrasse com seu pai e fosse morar na adorável casa que ele tinha construído, uma casa com quatro dormitórios e uma sala com as janelas voltadas para o Oeste. Sem dúvida teria que trocar a decoração de alguns quartos. Os homens não pensavam muito em coisas como cortinas e almofadas combinando. Aproveitaria com ele. E quando visse os vidros brilhantes e flores frescas nos vasos, ele se daria conta de quanto precisava dela. E então os dois seriam compensados por todos os anos que haviam passado separados.


Sentiu um jorro de suor nas costas. A primeira coisa que queria fazer era tomar um banho, um agradável banho morno, perfumado com os sais de banho de lilás que Luna lhe dera como presente de despedida. Suspirou.


Então a carruagem parou e Gina se viu jogada contra a mulher gorda à sua esquerda. Antes de entender o que acontecera, um jorro de whisky caiu em sua saia.


-Senhor!.


Mas antes que pudesse se secar, ouviu um disparo e gritos.


-Índios! – A mulher gorda se apertou contra ela – Vão nos matar.


-Não seja louca.


Gina lutou para se libertar. Se inclinou para a janela para chamar o cocheiro, ao fazê-lo, viu o rosto do ajudante do cocheiro. Caiu de boca no chão em segundos, mas foi suficiente para que ela pudesse ver o sangue que saia por entre seus lábios e a flecha cravada em seu peito.


-Índios – gritou de novo a mulher gorda, ao seu lado. – Que Deus tenha piedade. Arrancaram nossos escalpos.


-Apaches – murmurou o homem do whisky, terminando a garrafa. – Devem ter matado o cocheiro, os cavalos correm soltos.


E assim dizendo, sacou o revolver, foi para a janela oposta e começou a disparar seguidamente.


Gina continuou olhando pela janela. Ouvia gritos e o som dos cascos dos cavalos, mas custava a entender o que via. Aquilo era impossível, ridículo. Os Estados Unidos tinham quase um século de existência. Ulisses S. Grant era presidente. Os  navios cruzavam o Atlântico em menos de duas semanas. Naquela época não podiam existir diabos sanguinários.


Então viu um, com o peito nu, o cabelo ondulante, montado num cavalo resistente. Gina olhou nos olhos dele e viu uma febre neles, tão claramente como via sua pintura no rosto a poeira que cobria seus pés. Levantou seu arco e de repente caiu do cavalo.


Outro cavaleiro apareceu diante dela, montava agachado e usava pistolas nas mãos. Não era um índio, apesar de Gina, na sua confusão, o achasse muito parecido com um selvagem. Usava o chapéu cinza sobre o cabelo negro e sua pele era quase tão escura quanto a dos apaches. Em seus olhos, quando se encontraram com os dela, não havia febre, e sim uma frieza absoluta.


Não disparou contra ela, e sim sobre seu ombro, disparou diversas vezes, inclusive quando uma flecha passou sobre sua cabeça.


A jovem pensou que era admirável. Magnífico, com o rosto coberto de suor, os olhos frios como o gelo e o corpo junto ao cavalo. Então a mulher gorda se grudou a ela e começo a gemer.


Harry disparou a suas costas, agarrando-se ao cavalo com os joelhos, com tanta facilidade como qualquer guerreiro apache. Havia visto os passageiros, em particular a jovem pálida de olhos escuros. Pensou com frieza que seus primos apaches gostariam daquela mulher.


Podia ver que o cocheiro que com uma flecha cravada no ombro, lutava para recuperar o controle dos cavalos. Fazia o que podia, apesar da dor, mas não era bastante forte para frear. Harry pegou velocidade e aproximou o cavalo do veículo.


Gina o viu pular e subir logo ao banco. A mulher voltou a gritar ao seu lado e depois desmaiou quando o veículo parou. Aterrorizada demais para ficar sentada. Gina abriu a porta com um empurrão e saiu .


O homem de chapéu cinza, descia da carruagem.


-Senhor - disse ao ir para seu lado. A jovem levou a mão ao coração. Nenhum herói havia feito nada tão heróico. -O senhor salvou nossas vidas -  sussurrou. Mas ele nem se quer a olhou.


-Potter – disse o passageiro do whisky, saindo da carruagem – Estou feliz que esteja aqui.


-Hagrid – disse Harry, passando a mão pelo seu cavalo para tranqüilizá-lo – Eram só seis.


-Fugiram – interveio Gina – Vão deixar que escapem?


Harry olhou a nuvem de poeira que os cavalos faziam ao afastar-se e depois para Gina. Era pequena e seu aspecto indicava claramente que era uma mulher do Leste. Parecia que acabava de sair da escola, mas cheirava como um salão barato. Sorriu.


-Sim.


-Mas não pode deixar. – sua idéia de herói começou a se embaçar – Mataram um homem.


-Ele conhecia o perigo que corria. A diligência paga bem por este trabalho..


-Eles o assassinaram - repetiu ela. Está ali, morto, com uma flecha no peito. - Ao menos você poderia voltar e recolher seu corpo. Não podemos deixá-lo ali.


-Os mortos estão mortos.


-Isso é terrível - Gina pensou que fosse desmaiar e se abanou com o chapéu. Esse homem merece um enterro decente. Que está fazendo?


Harry olhou pra ela. Decidiu que era bonita, talvez mais bonita agora que o chapéu não lhe cobria o cabelo.


-Amarrando meu cavalo.


A jovem deixou os braços caírem ao longo do corpo. Ela não se sentia enjoada. E rapidamente não estava mais impressionada. Estava furiosa.


-Senhor, pelo que parece, se preocupa mais com esse cavalo do que com o homem.


Harry parou e olhou para ela um momento.


-Isso mesmo. Este homem está morto e meu cavalo não. Eu em seu lugar voltaria para dentro, senhora. Seria muito ruim ficar aqui em pé quando os apaches retornarem.


Aquilo a fez olhar nervosa em volta. O deserto estava em silêncio, com exceção do grito de um pássaro que ela não identificou. Era um abutre.


-Voltarei para buscá-lo eu mesma - disse entre dentes;.


-Como queira – Harry se dirigiu ao estribo do veículo. Coloque essa mulher estúpida dentro da carruagem – disse a Hagrid – E não lhe de mais bebida.


Gina olhou para ele com a boca aberta. Antes que ela pudesse dizer alguma coisa. Hagrid a segurou por um braço.


-Não faça caso, senhorita. Ele disse o que queria, mas tem razão. Os apaches podem voltar e devemos sair daqui.


Gina subiu no coche com toda a dignidade que foi capaz. A mulher gorda continuava soluçando. A jovem se sentou na ponta do banco e o coche voltou a andar. Gina voltou a colocar o chapéu e olhou para Hagrid.


-Quem é este homem terrível? Perguntou


-Harry? É Harry Potter, senhorita. E permita que lhe diga que tivemos muita sorte que ele estivesse por perto. Onde põe o olho, põe uma bala.


-De verdade? Suponho que devemos lhe agradecer, mas ele parecia muito frio.


-Há quem diga que tem gelo nas veias. Ainda mais de sangue apache.


-Quer dizer que ele é índio?


-Do lado de sua avó. Eu não me preocuparia com ele, senhorita. É um consolo tê-lo ao lado quando as coisas estão ruins.


“Que homem podia matar seu próprio povo? Gina estremeceu e ficou em silêncio. Não queria pensar naquilo.


No banco do cocheiro, Harry controlava os cavalos com mão firme. O cocheiro levou uma mão ao ombro ferido e recusou a duvidosa comodidade do interior do coche.


-Você seria muito útil nesse trabalho. –disse a Harry.


-Estou pensando nisso. Mas na verdade pensava na moça de olhos castanhos e cabelo cor de fogo. – Quem é esta garota, aquela do vestido azul?


-Weasley. De Filadélfia. Disse que é filha de Arthur Weasley.


-Sério?


A senhorita Weasley de Filadélfia, não se parecia com seu pai. Mas Harry se lembrou que Arthur  falava muito da filha que tinha no leste.


-Veio visitar seu pai?


-Disse que veio para ficar.


Harry soltou uma gargalhada.


-Não ficará uma semana. Mulheres como ela, não ficam.


-Acredita que ficará - indicou os baús com um movimento de polegar - A maior parte da bagagem é dela.


Harry fez uma careta e ajustou seu chapéu.


- Imagino.


Gina viu pela primeira vez Hogsmeade, através da janela da diligência,  estendia-se  como uma porção de rochas na base da montanha. Montanhas duras, de aspecto frio.


Havia se recuperado o suficiente para colocar a cabeça para fora da janela, mas não podia ver Harry Potter, a menos que colocasse meio corpo para fora da janela. De qualquer forma, não estava interessada, só curiosa. Quando fosse escrever para Luna e às irmãs, queria descrever todas as diferenças do lugar.


Não havia duvida que aquele homem era diferente. Montava como um guerreiro, arriscando a vida por desconhecidos, esquecia seu dever cristão e abandonava um cadáver no deserto. E a havia chamado de estúpida.


Nunca em sua vida haviam lhe chamado de estúpida. Para dizer a verdade, quase todo mundo admirava sua inteligência e sabedoria. Era bem educada, falava francês fluentemente e sabia tocar piano de modo passável.


Se lembrou que não precisava da aprovação de um homem como Harry Potter. Quando se encontrasse com seu pai e ocupasse o lugar na sociedade local, era pouco provável que tornasse a vê-lo. Logicamente lhe agradeceria de modo adequado. Tirou um lenço limpo da bolsa de mão e secou as faces. O fato dele não ter modos, não era desculpa para ela esquecer dos seus. Supôs que poderia pedir ao seu pai que o recompensasse.


Encanta com a idéia, voltou a olhar pela janela e gaguejou surpreendida. Aquilo não poda ser Hogsmeade. Seu pai não teria ficado em um lugar tão patético. Não havia mais que um grupo de edifícios e um caminho largo e poeirento que fazia as vezes de avenida. Passaram por dois bares, um restaurante e o que lhe parecera uma pousada. Viam-se cavalos atados a postes e um punhado de crianças com o rosto sujo correndo ao lado da diligencia, gritando e disparando pistolas de madeira. Gina viu duas mulheres passeando de braços dados sobre as pranchas de madeira que faziam as vezes de calçada.


Quando a diligencia parou, ouviu Harry pedir um médico. Os passageiros estavam saindo do veículo. Resignada, a moça saiu e sacudiu a saia.


-Senhor Potter, porque paramos aqui?


-Fim do trajeto, senhora.


Alguns homens ajudavam o cocheiro a descer, assim Harry se dispôs a descer a bagagem do teto da carruagem.


-Fim do trajeto? Onde estamos?


-Bem vinda a Hogsmeade, senhorita.


A jovem respirou fundo e se voltou. A luz ressaltava toda a sujeira e a deterioração da cidade.


Então aquela era o final da sua viagem. Falou para si mesma que não importava. Ela não tinha que viver na cidade. E sem duvida, o ouro da mina de seu pai atrairia mais gente e progresso rapidamente. Não  importava. Encolheu os ombros. A única coisa que importava era voltar a ver seu pai.


Se voltou a tempo de ver Harry entregar um de seus baús para Hagrid.


-Senhor Potter, por favor cuide da minha bagagem.


Harry levantou o pacote seguinte e o deixou para Hagrid.


-Sim, senhora.


A jovem esperou que ele descesse ao seu lado.


-Apesar do que eu disse antes, estou muito agradecia por ter vindo em nossa ajuda, senhor Potter. O senhor demonstrou ser muito valente. Estou certa  que meu pai irá querer recompensá-lo por me fazer chegar a salvo.


Harry não havia ninguém falar de todo tão fino, desde que passara uma semana em ST Louis, alguns anos atrás. Tirou o chapéu e a olhou por um tempo, até que ela ficar vermelha.


-Esqueça. – disse.


Gina o viu dar uma volta. Esquecer? Se era esse o modo que aceitava a sua gratidão, pois então faria isso rápido. Arrebanhou as saias e avançou para a rua para esperar seu pai. Harry entrou na pousada com a sela no ombro. Era um lugar que nunca parecia estar muito limpo e sempre cheirava a cebolas e café forte. Como a porta estava aberta, o vestíbulo estava cheio de moscas.


-Minerva - saudou a mulher que estava de pé nas escadas – Tem um  quarto?


Minerva McConagall era tão dura quanto seus bifes. Seu  cabelo era grisalho, amarrado em um coque, e tinha o rosto cheio de rugas. Conduzia se negócio com mão de ferro, uma Winchester de repetição e esforçando-se para aborrecer a todos que podia.


Deu uma olhada em Harry e escondeu o prazer que tinha em vê-lo de novo.


-Mas olha quem chegou? A lei está procurando você, Harry, ou uma mulher?


-Nenhuma das duas coisas – fechou a porta com a bota, perguntando-se porque sempre voltava ali. A velha não lhe dava um momento de paz e sua comida era terrível. – Tem um quarto, Minerva e um pouco de água quente?


-Você tem um dólar?


Estendeu a mão quando ele depositou uma moeda, e a mordeu com os poucos dentes que lhe restavam.


-Pode ficar com o da última vez. Está vago.


-Ótimo – disse ele, começando a subir as escadas.


-Não houve nada de interessante desde que partiu. Alguns bêbados se atracaram perto de Bird Cage. Uns inúteis, mas só um morreu. O xerife deixou o outro livre, depois chamou o médico. A Jovem Mary Sue Brody se meteu em problemas com um tal de Mitchel. Sempre lhe disse que a garota era muito ansiosa. Mas se casaram como se deve, no mês passado.


Harry continuou andando, mas aquilo não impediu Minerva. Do seu ponto de vista, um dos privilégios de ter uma pousada era dar e receber informações.


-O que aconteceu ao Velho Arthur Weasley, foi uma tragédia.


Aquilo o deteve. Voltou-se para ela.


-Que aconteceu com Arthur Weasley - perguntou.


-Morreu na velha mina. Um desabamento. Foi enterrado há dois dias.


n/a: nova fic, epero que gostem!! Não deixem de comentar!!!!

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