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64. DE COSTAS PARA O AMOR


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


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CAPITULO 64 – DE COSTAS PARA O AMOR


 


 


 


 


 


 


-O que está acontecendo? – Juanita perguntou baixinho observando Gina bordando do outro lado da sala, longe de Hermione. Lilá muito perto lendo uma revista.


-Não faço nem idéia. – disse com rancor, abandonando o bordado, e olhando para a conversa intima de Lilá e Gina – Aposto como essa mulher tem feito a cabeça de Gina.


-Hermione, seu marido mandou avisar que não almoça em casa. Ficará na plantação, junto aos empregados que estão construindo a cerca perto do bosque. – ela disse em tom conspiratório – Porque não aproveita, e leva seu almoço?


-Porque faria isso?  -ela ficou na defensiva imediatamente.


-Porque é bom ter seu marido na palma da mão quando o filho dessa aí nascer. Nunca se sabe o que passa na cabeça de um homem quando nasce um filho homem, ainda mais quando a esposa lhe nega filhos – era uma sutil critica.


-Rony tem razão quando diz que se mete demais na nossa vida – ela reclamou rancorosa pelo puxão de orelhas.


-A escolha é sua, mas acreditei que estivesse lutando para manter o patrimônio que seus pais construíram.  – Juanita lembrou – Separei um prato, Duran vai levar para Suares. Porque não o acompanha?


Irritada, ela concordou. Primeiro, sentia vontade de andar e arejar a cabeça, e segundo fazia muito tempo que não se interava dos afazeres da fazenda.  Deveria sentir falta do trabalho, mas não sentia.


Seria hipocrisia se dissesse o contrario!


Com Duran ao seu lado, ela andou lentamente em direção a plantação, observando o milho, e as hortaliças que cresciam, e em meio a uma conversa interessante, pois o menino sabia tudo sobre o que o padrasto vinha fazendo junto ao patrão, ficou sabendo que em algumas semanas chegariam às primeiras ovelhas.


O trabalho na cerca estava pela metade, e Hermione avistou primeiro Suares que estava sentado próximo a uma arvore, mexendo em sua arma. Duran correu para o padrasto e Hermione olhou em volta, até ver Rony.


Ele estava recostado embaixo de uma árvore, aproveitando a sombra.


Mais perto, notou a roupa suada pelo trabalho, as marcas de olheiras em seu rosto, e se perguntou por que  não teria dormido se depois de fazerem amor, sempre dormia a noite toda.


Um pouco insegura, sobre falar com Rony depois de ter dito que o amava, se aproximou. Afinal, deixara claro que era uma mentira!


-Rony? – chamou baixo para não sobressaltá-lo se estivesse dormindo.


Ele abriu os olhos, e procurou pela voz, até enxergá-la de pé a sua frente.


-Trouxe seu almoço – ela mostrou o prato enrolado em um pano de prato. Havia um cantil com água fresca em sua outra mão.


-Não precisava  -ele disse serio, enquanto ela se ajoelhava perto dele.


-É impossível que não esteja com fome – ela ralhou.


-E isso importa?  - retrucou.


-Porque está falando assim comigo? O que fiz de errado? – ela ficou na defensiva.


-Tem me escondido coisas – ele jogou, notando sua face empalidecer.


Hermione pensou em Gina. É claro que ele ainda não sabia, ou a casa teria caído sobre sua cabeça, visto que Rony era um homem esquentado. Sendo assim, ele testava.


-O que acha que lhe escondo? – arrumou o prato, e entregou a ele.


Rony apanhou o prato, apreciando o cheiro da comida bem temperada. Algumas garfadas depois e Hermione estendeu o copo o cantil.


-Harry lhe fez declarações de amor – não era uma pergunta, mas uma acusação.


-Não, ele não fez – ela maneou a cabeça e ele olhou para a trança que usava. Não cortara os cabelos.


 Por causa de seu pedido, não os cortara!


-Tem certeza? – insistiu notando seu corado. Hermione afastou os olhos, indecisa, então suspirou e explicou:


-Tente ver do modo que eu vejo: seu amigo não conhece nada sobre sentimentos. Nunca teve uma mãe para abraçá-lo, ou um pai para aconselhá-lo. Não teve irmãos para se preocupar, muito menos conflitos, pois sempre foi rico e todos o idolatram por isso. O mais perto de uma família que tem, é você. O que não ajuda muito, pois não é um homem eloqüente! – sorriu – Harry está apaixonado por Gina, mas é um sentimento que ele não conhece, então, não sabe reconhecer. Do mesmo modo que sente um carinho especial por mim, o mesmo carinho que tenho sentido por ele. Um carinho que antes, eu sentia pelo meu irmão. Eu conheço esse sentimento, e sei dar um nome a ele. Harry não.


-Simples  assim?  -ele ironizou.


-Acho que você deseja complicar tudo – ela resmungou segurando o cantil enquanto ele comia.


Mesmo no meio do trabalho rural, ele não perdia as maneiras elegantes da corte,e apesar da presa, e da fome, era cuidadoso com o alimento.


Hermione apreciava seus modos, por isso apenas observou-o comer em silêncio. Quando ele terminou, ela segurou o prato, enrolou e deixou num canto, oferecendo a água.


-Estava muito bom – ele agradeceu, ainda desconfiado.


-Agradeça a Juanita, estou em falta com ela. – disse envergonhada – Não tenho ajudado em casa como deveria.


-É a dona da casa, Hermione. – lembrou-a.


-Mas isso não faz de mim alguém capaz de ver o trabalho e ignorá-lo! Se não fosse...- se calou a tempo.


-Me conte – ele pediu, se recostando na arvore e puxando-a com ele.


Hermione se aconchegou naquele peito imenso, e deixou-se ficar ali, os braços enlaçando-o.


-Tenho sentido muito sono. Posso dormir o dia todo! Um absurdo! E quando levanto...sinto o impulso de comer como se fosse minha ultima refeição e depois...fico enjoada e me arrastando pela casa! É horrível! Juanita me disse que isso está acontecendo por causa do que sofri...


-Ela está certa – se apressou a concordar, sorrindo – Dormia tão profundamente hoje cedo, que não tive coragem de acordá-la – contou – por isso fiquei sem o meu beijo.


-Desde que fizemos esse acordo, nunca mais me beijou  -ela acusou.


-Eu a beijei a noite passada – ele lembrou sorrindo.


-Sim, mas fora da cama, sou sempre eu quem o beija.


-Tenho que aproveitar o pouco tempo que me resta. Ainda lembro como é viver ao seu lado, sem receber sequer um olhar.


-queixas e mais queixas. – ela deu de ombros, fingindo não se emocionar com suas palavras.


Também lembrava como era viver sem seus abraços e beijos.


-Não cortou os cabelos  -ele disse baixo, acariciando seu rosto com ternura.


-Não estou com disposição para longas brigas  -mentiu.


Não poderia dizer que fizera isso apenas para agradá-lo!


-Não precisamos brigar nunca mais, Hermione. Eu te amo, e você me ama. Não há espaço para brigas.


-Achei que tivesse entendido que era apenas uma mentira para agradá-lo – ela disse ríspida.


-Sim, apenas uma mentira – ele riu de sua indignação.


-Porque me preocupei se teria fome?  -ela se afastou, arrumando o vestido amassado e levantando - Saiba que sua irmã esteve à manhã toda conversando com sua amante.  Nem mesmo a presença de Harry a inibiu!


-Estou começando a penar se não é hora de Gina voltar para casa – ele disse pensativo.


-Terá coragem de preferir sua amante a sua irmã? – seu tom endureceu assim como sua face.


-Já tivemos essa conversa antes – ele retrucou perdendo a paciência.


-Sim, e já discutimos por causa de Harry outras vezes e esta sempre voltando a esse assunto!


-Nunca teremos paz, não é? – ele perguntou cansado.


-Não. – ela admitiu – Poderíamos ter um convívio sossegado se me respeitasse. Se não me obrigasse a aceitar seu estilo de vida, suas amantes, e seus amigos, e não tentasse me subjugar e obrigar a...satisfazer seus desejos!


-É falta de respeito um marido sentir desejo por sua esposa? – ele disse incrédulo.


-Sim, é falta de respeito se havia dado sua palavra de que isso não aconteceria! – furiosa, ela virou-se e gritou – Duran! Vamos embora!


O menino correu atende-la, pois seu berro poderia ter deixado o mais corajoso dos homens amedrontado! Assim como seu olhar furioso.


-Desfaça essa carranca! Quando voltar para casa, não quero ver cara feia!  -ele gritou de longe, apenas quando ela estava longe demais para atacá-lo.


Hermione parou, virou-se e lançou-lhe um olhar tão feio e furioso que teve certeza que deveria dormir de olhos abertos essa noite se não quisesse correr o risco de ser morto dormindo!


Recostado contra a árvore ele olhou sorrindo na direção de Suares.


-Mulher geniosa – disse-lhe Suares,  como sempre de poucas palavras.


-Hermione está grávida – ele contou, o orgulho extrapolando o bom senso.


-Juanita diz que é melhor que não saiba – Suares disse entre dentes, com um meio sorriso – As mulheres de gênio forte são sempre as melhores.


-Juanita é uma mulher de fibra – ele elogiou, pois nunca dissera a Suares como era grato por sua mulher tratar Hermione como uma filha. – Hermione precisa muito de seus conselhos.


-Tome cuidado, Juanita pode ter conselhos que o deixarão de molho por uma semana. – havia tanta malicia em sua face séria que Rony riu.


Os dois se recostaram para esperar os empregados voltarem do almoço e Rony ficou pensando nas palavras de Hermione sobre Harry.


 


 


 


 


Hermione estava tão furiosa quando Rony voltou para o almoço que era possível ver uma aura negra a sua volta. Lilá Brown passara a tarde toda fazendo comentários sobre a intimidade que dividira com Rony na capital, e contando dos planos que tinha para quando eles fossem embora juntos.


Gina ouvia atentamente, mais interessada em ouvir sobre a vida na corte. Mesmo assim, incentivando a rival de Hermione a ofendê-la.


Fervendo ela respondeu alguma cosia que Harry lhe perguntou sem tirar os olhos de sobre Lilá e Gina. As duas conversavam baixo, e em dado momento Gina olhou em sua direção com tanto ódio no olhar, que a deixou em duvida sobre interferir ou não. A idéia de se aproximar de Lilá desmotivava qualquer sentimento de proteção que pudesse ter em relação à Gina.


Desconfortável ajudou Juanita  à por o jantar na mesa, e despediu-se dela com a promessa de cuidar de Ruanzito na manhã seguinte. Na porta de casa, fitou olhando para o chuveiro onde Rony tomava banho a noite e seu olhar ficou perdido nas lembranças de quando estivera com ele, sob a água  e o luar.


Pensamentos inconfessáveis e Hermione achou que morreria diante do acelerado de seu coração ao ver Rony se aproximando com seu andar predatório. Ele sabia. Sabia exatamente em que pensava.


Horrorizada por ser tão transparente, entrou na casa e fugiu.


Respirou aliviada quando todos sentaram a mesa, supostamente em paz, para jantar.


Depois de alguma conversa tola de Lilá e alguns comentários entre Harry e Rony, a quieta Gina se manifestou.


-Soube que saiu e esteve fora boa parte da tarde, Hermione – ela disse com indiscutível raiva.


-Levei o almoço de Rony e Suares – ela respondeu encarando a ex-amiga sem entender onde queria chegar.


-Durante tanto tempo?


-Estive passeando um pouco, gosto de andar pela fazenda – era quase como se estivesse se desculpando e odiou isso.


-Mesmo? Coincidência que Harry tenha passado varias horas fora, olhando a fazenda. Achei que tivessem se encontrado no caminho...


-Se houvesse acontecido, haveria algum problema? – Hermione perguntou testando e tentando entender onde ela queria chegar.


-Harry é praticamente meu noivo – ela disse apertando o garfo entre as mãos, furiosa.


-Estive conhecendo a fazenda, pois se pretendo comprar uma, devo me inteirar da vida de fazendeiro. Não vi Hermione – ele disse, surpreso com a reação exagerada.


-É mesmo? – havia magoa, rancor, raiva e quase desespero em seu tom.


-Acha que estou mentindo? – ele desafiou esperando sua sinceridade.


-Ginevra, se tem algo a dizer, diga de uma vez! – Rony interrompeu olhando de Hermione para Harry, desconfiado e com uma sensação horrível na boca do estomago. Ciúme.


-Hermione e Harry estiveram juntos no celeiro. Alguém os viu...juntos. – ela disse com a voz tremula, quase chorando.


-E quem é essa pessoa? – Harry perguntou ofendido.


-Importa? Meu noivo e minha cunhada são...são...


-O que Harry e eu somos? Diga, Ginevra! – Hermione elevou a voz, ofendida e magoada com sua capacidade de falar essas coisas a seu respeito.


-SÃO AMANTES!!!! – ela levantou-se, jogando os talheres sobre a mesa com um som desagradável de porcelana quebrando – AMANTES!


-Vá para seu quarto, Ginevra! – Rony também levantou-se, olhando para a irmã com incontido ódio – Vá para seu quarto até aprender a não dizer mentiras!


-Eu não minto! Alguém viu os dois se beijarem! Se tocarem! Teriam rolado no femo se não fossem interrompidos! Se não acredita em mim pergunte como o vestido de Hermione está rasgado! Pergunte! – apontou para Hermione com sarcasmo.


-Meu vestido não está rasgado – ela respondeu imediatamente, levantando-se – Vou buscá-lo e espero que isso sirva para calar suas palavras, sua ingrata!


Hermione apanhou o vestido que usara para seu passeio, tirou-o do cesto de roupas sujas, e trouxe para a cozinha, sem se dar ao trabalho de olhar para ele.


-Eu disse! – Gina gritou histérica, ao ver o rasgo na saia – São amantes! Amantes!


-Eu não sei como está rasgado, não estava quando cheguei – Hermione não acreditou no que viu – Juanita me viu chegar, estava com o vestido intacto!


Seus olhos buscaram os de Rony, notando a duvida, a forma com olhava para a roupa e então para ela.


-Eu não acredito que está dando razão a sua irmã! – ela se afastou um passo e o vestido caiu sobre a mesa, em cima dos elaborados pratos de Juanita, mas ninguém se importou pois não haveria mais jantar.


-EXIGO QUE DIGA O NOME DA PESSOA QUE ESTÁ FALANDO DE MIM PELAS MINHAS COSTAS! – Hermione ficou desesperada por não ter defesa – Se é meu marido obrigue sua irmã a contar quem anda espalhando mentiras a meu respeito! – ela exigiu, mas Rony não disse nada.


-CALE A BOCA! UMA ADULTERA NÃO TEM DIREITO A EXIGIR NADA! COM O MEU NOIVO...! Hermione, como pode! O meu noivo, o homem que amo! – as lagrimas corriam em sua face e Hermione olhou para a bela face e desistiu de se proteger.


Não adiantava.


-Acredite no que quiser. Entrei nesse casamento para proteger minhas terras, se o seu irmão quiser ir embora, a escolha é dele. Não me importa o que pensam de mim. Sei o que fiz e o que não fiz. Acredite nas palavras de uma pessoa que sequer tem coragem de assumir as fofocas que faz!


Hermione pretendia sair, quando a mão de Rony agarrou seu braço e a fez parar.


-Esse vestido estava inteiro quando voltou para casa?  -ele perguntou tão serio e tenso que ela respondeu, apesar dos pesares.


-sim, estava intacto.- engoliu em seco.


-Esteve com Harry no celeiro? – ele perguntou ainda naquele tom que a assustava.


-Não,e antes que pergunte, não estou...é claro que não dormiria com outro homem! Sou casada! – puxou o braço com força.


-Lavander, vá pra seu quarto – Rony disse, sem olhar para a ex-amante, e ela entendendo a seriedade, partiu, sorrindo por dentro. – Se a pessoa que lhe disse que Harry e Hermione são amantes, foi Lavander, eu não vou continuar com essa conversa, Ginevra  -ele encarou a irmã que chorava e ela parou de soluçar – Se teve coragem de dizer algo tão grandioso baseado nas palavras de Lilá, eu vou tirar meu cinto e lhe dar uma surra como está merecendo! Está me ouvindo?


-Eu... – Gina estava consternada – Ela disse que viu com seus próprios olhos! Deu-me uma prova! –ela apanhou o vestido se agarrando a essa certeza.


-Um vestido pode ser rasgado por qualquer um – ele disse contendo a voz, louco para sacudir a irmã e dar-lhe uma lição – Harry, estou envergonhado do comportamento de minha irmã, e vou entender se quiser desfazer seu compromisso.  –ele ainda estava tão tenso que Hermione foi quem ficou desesperada.


Olhou para a expressão de Harry e teve medo que ele aceitasse. Desesperada ela interferiu:


-Harry não pode desfazer o compromisso! É um homem maduro, pode ver que Gina é muito tola! Ciumenta, porque é tola! Essa...essa cortesã fez sua cabeça! Gina não merece que...


-Não a defenda, Hermione – Rony mandou – Não defenda quem a acusa!


-Rony... – olhou para Gina, e lembrou-se de que tivera intimidade demais com Harry para ficar sem marido. -Gina é muito criança para entender os truques de uma cortesã!  - ela tentou uma ultima vez.


-Não sou uma criança! – ela disse entre as lágrimas, sem coragem de encarar Harry ou qualquer outra pessoa.


-Não vou desfazer o compromisso – Harry disse desgostoso – Mas estou envergonhado demais para permanecer nessa casa, meu amigo.


-Não vai a lugar algum, Harry – Rony olhou para a irmã – Vou levá-la de volta para a casa de nossos pais amanha cedo, arrume suas coisas e agradeça a Deus Harry ser tão compreensível!


-Rony...irmão, eu...


-SUBA AGORA!


Gina saiu correndo aos prantos. Harry chegou a dar alguns passos, talvez tentado e comovido ,querendo consolá-la, mas lembrou de seu comportamento egoísta e parou.


-Nunca encostaria um dedo em sua mulher, Ronald – ele frisou – Hermione é honesta e não permitiria que fizesse isso de qualquer maneira. Confie no que digo, nunca lhe menti na vida!


-Eu confio que não aconteceu nada  -ele disse pouco convicto – O jantar acabou para mim.


Havia desgosto em sua voz, e Hermione suspeitou que não fosse apenas pelo comportamento da irmã. Rony tinha muito ciúme de pensar nos dois juntos. E agora, sua mente doente, deveria estar trabalhando para criar um cenário que a deixaria muito mal diante de seus olhos.


-Vou tirar a mesa – ela informou, retirando os pratos e talheres.


-Deixe para amanhã – ele disse com voz séria  - Harry, teremos uma conversa amanhã cedo.


-Não vou mudar de idéia em relação à Gina. Quero me casar com ela. Isso não mudou.


-Amanhã – ele cortou – Vamos dormir, Hermione.


Ela não negou, deixando-se levar pelo braço para o quarto. Era só o que lhe faltava! Ser acusada de um crime que não cometera!


Rony trancou a porta e não olhou para ela. Sentindo o sangue ferver por causa da forma como era tratada não se controlou:


-Viu? Viu no que deu colocar sua amante dentro dessa casa? Não bastava me humilhar, agora, ela incentiva sua irmã a se comportar como uma qualquer! Está feliz?


-Não. – ele engoliu em seco, olhando para seus olhos com uma gama de rancor – Não estou feliz.


Para Hermione soou com um duplo sentindo. Rony não estava feliz ao seu lado? Era isso?


Assustada com o medo que nasceu dentro dela, começou a se trocar para dormir. Ele tirou a roupa em silêncio e entrou sob o lençol antes dela, fitando o teto seriamente.


Sentindo-se ignorada, Hermione vestiu a camisola e subiu na cama, ao lado de Rony. Bem mais perto que normalmente ficaria.


Notando esse detalhe, ele olhou longamente para Hermione e maneou a cabeça:


-Não quero.


Dizendo isso se virou para o outro lado, e cruzou os braços, num claro sinal que a estava esnobando.


Hermione esperou um quinze minutos, para ver se ele se arrependia, mas nada. Em pouco tempo ouviu seus roncos e desistiu de esperar. Virou-se para o outro lado também, e fitou o escuro a sua frente, com o coração apertado.


Rony acreditava que era capaz de traí-lo?


 


 


 


 


 


 


 


AUTORA: eu faria greve de sexo depois de uma esnobada dessas!


 


Lilá vai dar a luz no cap 66. Não é cria de burro não, se fosse, pobrezinho seria filho do Rony, que se comporta como um jumento!


 


Gente, tinha esquecido das provas da Mi, achei que tinha sido em dezembro! Meninas, pensamento positivo para que ela passe, ok?


Boa sorte, beta!


 


P.S: estou tentando não atrasar mais as atualizações!


 


 


Beijos a todas!


 

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