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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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9. Penetras


Fic: Vida De Adolescente


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo IX:



-Elas estão armando alguma coisa, sei que estão. – Harry murmurou com os olhos semi cerrados, encarando Hermione desconfiadamente.


-Harry, para de viajar. – Neville murmurou cansado, tentando prestar atenção na aula.


Concordei com ele apenas balançando a cabeça. Por favor, era sexta feira, estava querendo mesmo era dormir durante a aula para ficar com energia e sair durante a noite, mas com Harry não calando a boca eu não iria conseguir nunca.


-Ah, qual é, vocês são dois chatos. Elas ficam cochichando pelos cantos há dias, e vocês nem curiosos ficam? – Harry questionou se virando para trás novamente, fitando Hermione que, por incrível que pareça, não prestava atenção na aula, mas sim em seu celular, que ela apertava as teclas agilmente sem a professora notar. – Olha ela lá, trocando mensagens com Luna e Gina de novo.


-Escute aqui Harry. – Neville começou a falar se virando para trás e fitando o amigo que estava sentado na carteira atrás dele. – Como você sabe que ela está falando com as garotas? Poderia estar mandando mensagem para qualquer outro, ou até mesmo jogando algum jogo ou algo parecido.


-Não, eu vi quando estava passando por ela que a mensagem era destinada à Gina, além de que em outros dias eu percebi o mesmo, variando mensagem para Luna e para a Gina.


-Ah Harry, você está irritado porque é muito amigo de Gina e ela não quer lhe contar o que está armando. – Neville sussurrou ao ver que a professora começara a encará-los com os olhos apertados.


-Neville, não fala nada, e você que é o “bésty” das três e nenhuma delas fez questão de lhe contar? – Harry jogou na cara dele, que ficou vermelho.


-Ora, há coisas que elas não me contam. Coisas de mulher. Sei lá.


-Ué, mas se você fosse o amigo gay delas elas contariam, não?


-O negócio é que eu não sou gay, Ronald. - ele murmurou me encarando com cara de tédio. Haha, eu não havia resistido a esse comentário.


-Falando no fato de você não ser gay... Como vai a Luna? – perguntei sorrindo safado e Harry parou de fitar Hermione, prestando atenção na nossa conversa.


-Luna...? – Neville murmurou enquanto o rosto tingia de um tom de rosa. – Bem, nós somos amigos, como eu sou com as garotas e...


-Nem vem Neville, cadê todo aquele fogo? – cortei e Harry não conseguiu segurar a risada. Ainda bem que a nossa aula era uma bagunça ou ele teria chamado a atenção. – Você era louco por ela, e nunca havia escondido isso, por que essa frescura agora?


-Bem. – ele torceu as mãos uma na outra. – Antes era diferente, quer dizer, eu acho que eu só gostava dela porque ela era bonita, sabe? Mas agora, bem, agora eu a conheço. E ela é tão estranha, tão diferente de todas as outras que conheci. E, bem, isso só me fez gostar ainda mais dela. Mas somos apenas amigos, quer dizer, ela nunca iria querer algo comigo, sou tão estranho, e gordo e desastrado e...


-Já entendemos Neville. – Harry murmurou.


-Ok, desculpem, eu tinha que falar com alguém sobre isso.


-Tem que parar de andar tanto com garotas, já está se parecendo com uma.


-Não fala isso, praga pega. – ele sussurrou pegando algo sob o seu blusão de lã.


-O que é isso? – perguntei curioso.


-Ah, um amuleto contra as más línguas que a Luna me deu. – ele murmurou colocando a mão para dentro do blusão pelo colarinho e retirando de lá uma rolha de vinho tinto presa a um cordão preto. – De acordo com ela afasta o olho gordo, o azar e as pragas.


-Cara, isso é muito estranho. – Harry murmurou encarando a rolha com receio.


-O amor nos faz querer se parecer mais com o amado, nos deixando cegos de seus defeitos e nos fazendo fazer coisas que não gostamos. – murmurei no meu momento filósofo, Neville e Harry me encarando como se eu fosse um louco. – Ou, em minha opinião, nos deixam apenas mais retardados.


-Concordo com a sua segunda conclusão Rony. – Harry disse e então se virou para Neville. – Tenho medo até onde você vai chegar com essas rolhas. – Neville espreitou os olhos, o encarando irritado.


-Calem a boca e vamos prestar atenção na aula, ok? – ele disse irritado e se virando para frente. Resolvi ignorar o seu conselho, apenas abaixando a cabeça e tentando dormir um pouco.


Bem, já não bastava o Harry todo fresco com essa história de descobrir o que as garotas estavam armando, Draco resolveu apoiá-lo. Sim, os dois juntos são insuportáveis, sempre as espionando e observando todos os detalhes. Desde quarta, quando notaram o comportamento estranho das garotas, começaram com isso.


Nosso intervalo de hoje não foi diferente, as garotas conversavam animadas em um canto em vez de ficarem junto com a gente, deixando apenas as suas mochilas abandonadas ao nosso lado enquanto elas caminhavam para o bar para comprar algum lanche.


Assim que elas saíram de nossas vistas, Draco agiu tão rápido que até fiquei inserto do que ele havia feito, e então eu vi o celular de Gina em sua mão.


-Hey, o que você está fazendo? – Harry perguntou sem entender.


-Como assim? Estou vendo as mensagens dela, ora. – ele disse como se fosse obvio, apertando as teclas do celular furiosamente.


-Cara, não acho que devíamos invadir a privacidade delas. – Harry murmurou inseguro.


-Deixa de ser bicha e pega o celular a Hermione e da Luna. – Draco o cortou.


-Me sinto mal por isso. – Harry murmurava mexendo na mochila das garotas. – Mas a curiosidade é bem maior.


-Noffa Harry! – Draco exclamou com a voz propositalmente fanha. – Não sabia que você trocava tantas mensagens com a Gina!


-Me dá isso aqui! – Harry exclamou tirando o celular da garota da mão de Draco e procurando as mensagens das meninas. – Ficar fuxicando na vida dos outros...


-Olha quem falando. – Draco murmurou rindo e pegando a bolsa de Hermione que estava no colo de Harry, procurando ele mesmo pelo celular dela. Logo depois fez o mesmo com a bolsa de Luna, segurando os celulares das duas nas mãos. – Pega um ai Rony. – ele disse me jogando o celular de Luna.


-Sério... – Neville começou a falar.


-Nem comece, foi por essa atitude que você não recebeu o celular de Luna. Nunca saberá se ela fica passando mensagens com um gostosão que conheceu na praia. – Draco fez uma tentativa fracassada de risada maligna que resultou nele se engasgando com a própria saliva. Neville riu satisfeito no seu canto, se encostando na árvore.


Ficamos algum tempo absortos no silêncio, lendo as mensagens, até Harry exclamar, finalmente lendo alguma que nos interessava.


-“Ô, a festa hoje vai ser na Mione né? Sabe se tem que levar lençol, ou tem bastante roupa de cama lá?” – Harry leu a mensagem. – A Luna enviou para a Gina hoje.


-Viu como não era nada demais? – Neville argumentou fitando Draco. – Apenas uma festa do pijama.


Draco ficou pensativo por alguns instantes e então um sorriso perverso surgiu em seu rosto.


-Vocês tem algo para fazer hoje à noite?


-Não... – Harry murmurou, percebendo o que o amigo queria dizer. – Não acredito que você...


-Sim. Rapazes... – Draco se levantou, erguendo o celular de Hermione para cima como se estivesse segurando uma espada. – Temos uma festa do pijama para irmos hoje.


-Enlouqueceu? – exclamei, pela primeira vez falando algo ali. – Você realmente acha que elas vão nos deixar ir?


-E quem disse que iremos com permissão? – ele deu um sorriso safado e uma luz acendeu em minha mente.


-Penetras? – murmurei.


-NEM VEM! – Neville exclamou. – Eu que não vou me meter nessa!


-Deixa e ser bicha Neville. – Draco falou. – Em? Vamos?


-Não sei não cara. – falou Harry com um ponto de razão surgindo na sua cabeça.


-Ah, vai dizer que vocês nunca tinham ficado curiosos para saber o que elas fazem quando se encontram? E se elas falam de nós? E todos os micos que cometem ou o jeito que agem? A gente não pode perder essa chance.


-É, eu realmente não tenho anda para fazer hoje. – falei, e os garotos ficaram confusos. – O que foi?


-Há pouco tempo atrás você havia falado que eu tinha enlouquecido.


-Sou bipolar.


-Ok, nós dois vamos, e vocês? – Draco os encarou desafiadoramente.


-Bem, não perdi meu tempo querendo descobrir isso para nada. Estou dentro. – Harry disse e então todos encararam Neville.


-Ok, ok, eu vou, satisfeitos? – ele perguntou, cedendo à pressão.


-Bastante. – Draco riu e então mexeu novamente no celular da Hermione. – Aqui, ela mandou para as garotas que era para elas irem a sua casa pelas oito horas e... – ele mexeu em algum botões. – Haha, parece que o Krum ta dando em cima dela, só tem mensagem dele aqui.


Meu instinto foi pular em cima do Draco e arrancar o celular de suas mãos, mas me controlei, um tanto surpreso com tal vontade.


-Draco, deixa de vasculhar a vida delas. – Harry murmurou e Draco foi guardar o celular.


-Ora, então guarde o de Gina também. – ele disse e Harry guardou também, pegando o celular de Luna das minhas mãos e fazendo o mesmo.


-Mas... Então, como a gente irá fazer isso? – perguntei e Draco sentou-se novamente.


-Não sei, poderíamos pular o muro, escalar a janela do quarto e ficar espiando elas, nós veremos na hora.


-Uau, que gênio. – Neville murmurou irônico e Draco o encarou com cara de poucos amigos.


O sinal do fim do recreio tocou, e junto com ele as garotas voltaram.


-Ué, cadê os seus lanches? – Neville perguntou enquanto elas pegavam as suas mochilas do chão e nós nos levantávamos.


-Comemos no bar, tínhamos que conversar sobre algumas coisas. – elas responderam simplesmente e os garotos trocaram olhares, indo cada um para a sua respectiva sala.


-Às seis horas, na minha casa. – Draco apenas sussurrou antes de caminhar para a sua sala. – Não precisam levar nada, tenho tudo lá.


Eu já estava vendo, pelo visto a noite iria ser longa. Eu só não imaginava o quanto.


 


-Estou com medo do que ele está armando. – Neville sussurrou para mim e eu assenti com a cabeça.


Estávamos parados enfrente a uma mansão, na verdade enfrente à mansão Malfoy. O sol se punha no horizonte, deixando a grande casa banhada por uma luz vermelha.


Aproximei-me do grande portão de metal de aparência luxuosa de uma casa do século XIX, e havia o brasão da família Malfoy, duas serpentes interligadas formando a letra M, bem no meio do portão.


Eu havia vindo de carona com o Neville para cá, rachamos um táxi. Draco disse que eu não deveria vir de carro, pois não havia lugar onde estacionar, e pelo o que eu sabia Harry havia ido para a casa de Draco depois da aula.


-Eu ainda não entendi porque concordei com vocês e vim até aqui. As garotas ainda vão descobrir e eu estarei morto. – Neville falava rapidamente, o nervosismo visível em sua voz, enquanto passava as mãos pelo rosto, esticando a pele para baixo e ficando com uma aparência bizarra.


-Eu apenas ficaria mofando em casa, na verdade agora estou até interessado em ir até lá. – eu esperava pacientemente, de braços cruzados, para atenderem a porta. Quando respondi, não consegui impedir meus pensamentos voarem para o motivo da minha motivação.


Eu gostaria de descobrir se Hermione estava ficando com o Krum. Por que eu queria descobrir isso? Para protegê-la, obviamente. Mesmo a conhecendo há pouco tempo já a considero como, sei lá, minha melhor amiga, e não gostaria que ela ficasse com um cara metido da Bulgária. Sabe-se lá o que ele poderia fazer com ela, ela vive tanto no mundo da escola e dos estudos que não me surpreenderia se ela nem entendesse o que estava acontecendo.


A luz vermelha do interfone acendeu e então uma voz soou da caixa.


-Quem é? – reconheci a voz de Draco.


-O Rony e o Neville. Estamos congelando aqui na rua há horas, pode fazer o favor de abrir a porta de uma vez, Malfoy?


-Não. – escutei ele dizer e então a luz vermelha do interfone se apagou, indicando que ele havia desligado.


-Que?! – a voz de Neville estava histérica. – Ele vai nos deixar aqui?! Fazendo três graus?! Ah, eu vou é ir para casa enquanto dá tempo e... – antes que Neville conseguisse terminar de se lamentar a porta se abriu, revelando Draco que estava com apenas uma calça jeans e uma camiseta social branca, de mangas compridas, mas ainda assim de um tecido muito fino. Não entendia como ele não estava tremendo de frio.


Ele apertou o botão de um controle que segurava e então o grande portão começou a se abrir. Eu e Neville corremos para dentro, em busca de um lugar quente, e o alivio foi imediato. Lá dentro deveria estar fazendo uns vinte graus, estava muito agradável. Eu e Neville tiramos automaticamente os casacos enquanto Draco fechava a porta.


-Ué, cadê os seus criados Draco? – perguntei me jogando em cima do sofá de couro preto. A mansão de Draco era que nem a de Sirius, grande, com móveis de aparência extremamente cara e com uma realeza impecável. Bem, era o mínimo que poderíamos esperar da casa de um Malfoy.


-Devem estar em algum lugar da cozinha, a empregada estava vindo atender a porta, mas a imprestável conseguiu torcer o pé quando estava passando pelo corredor e tropeçou no tapete. – me senti aborrecido pelo jeito que Draco tratava os funcionários, mesmo ele sendo muito melhor que seus pais, Draco ainda assim era um Malfoy.


Resolvi ignorar esse fato, não adiantava conversar com ele, a sua opinião não iria mudar.


 -Onde estão seus pais? – perguntei me espreguiçando, como se estivesse em casa.


-Provavelmente em algum lugar da Europa, só voltam semana que vem, para a minha sorte. – Draco sorriu. – Mas levantem logo as suas bundas gordas daí, temos muito trabalho para fazer. – e então ele começou a caminhar para a direção do elevador.


Eu e Neville nos levantamos de nossos lugares e o seguimos, subindo então para o quarto andar, onde ficava o quarto dele. Não me pergunte todas as salas que têm naquela mansão, na verdade nunca entrei em todas, já que era bem difícil eu vir aqui, geralmente todo mundo ia à casa de Harry quando nos reuníamos.


Fomos para o quarto de Draco, que, aliás, era enorme, ocupava dois terços do andar (que também era grande). Harry estava sentado em um pufe em frente à TV de plasma, jogando X-BOX.


-Finalmente vocês dois chegaram. – Harry murmurou sem tirar os olhos da tela.


-Vamos Harry, desligue essa coisa para eu explicar para vocês três o plano. – Draco falou, mas Harry não moveu um músculo para desligar o videogame, apenas seus dedos que mexiam furiosamente no controle.


-Calma Draco, estou prestes a quebrar o recorde da viciada da Pansy. – Harry mordeu o lábio inferior, se concentrando enquanto jogava Guitar Hero.


-Você não tinha a banda inteira? Guitarra, baixo, bateria...? – Neville perguntou.


-Sim, mas ele prefere o controle normal. – Draco deu de ombros e então caminhou para trás da TV, onde desconectou o cabo que ligava o X-BOX no aparelho.


-NÃÃÃO! – Harry exclamou, se ajoelhando e puxando os cabelos, gritando olhando para cima, o controle havia sido jogado em algum canto. – CINCO PONTOS! EU SÓ PRECISAVA DE CINCO PONTOS! – ele olhou Draco furiosamente que se mostrava completamente insensível ao drama do amigo.


-Você ainda terá muito tempo para passar da Pansy cara, mesmo ela sendo a pessoa mais viciada que eu conheço que passa 15 horas por dia jogando isso. – Draco falou e Harry ainda encarava a tela escura da TV, parecendo inconsolável.


-Bem, meu plano é algo muito simples. – Draco começou a falar caminhando até o criado-mudo e tirando milhares de objetos de dentro dele. – Nós vamos simplesmente pular o portão da casa da Granger e descobrir o que elas fazem lá durante a noite.


-Ué, elas dormem, não?


-Muito esperto Draco, estou surpreso. – Neville murmurou irônico, me ignorando. – Você nos chamou aqui apenas para falar isso? Achei que ia ser algo mais elaborado e complexo, sinceramente.


-Cale a boca Longbottom. – Draco cortou irritado.


-Mas ele tem razão Draco. – Harry interveio.


-Este plano é o plano perfeito pelo simples fato de termos os equipamentos corretos. – Draco começou a falar e então eu percebi o que ele tirava de dentro das gavetas. Eram os produtos dos meus irmãos.


-Gemialidades Weasley? – Harry perguntou.


-Vocês já conhecem a loja dos meus irmãos? – perguntei um pouco chocado, eles só estavam no negócio há uma semana.


-Lógico, todo mundo lá no colégio conhece. E eles fabricam coisas bem úteis. – Draco pegou e jogou em cima da cama uma maleta com a etiqueta da loja dos meus irmãos. Na etiqueta estava escrito “Kit para espionagem versão de luxo”


Draco abriu a maleta preta e de dentro tirou milhares de equipamentos.


-Draco, isso aqui é uma câmera? – Harry perguntou pegando na mão uma caneta de aparência comum.


-Sim. Há milhares delas nesse kit disfarçadas de vários objetos, mas nós vamos precisar apenas desta aqui. – ele mostrou uma câmera minúscula, do tamanho de um botão. – Se tirarmos esse adesivo transparente da base ela terá uma espécie de super cola. Podemos colar ela em uma parede, por exemplo, que nem os Ouvidos Extensíveis. – ele mostrou o produto que eu já conhecia. – Os Ouvidos Extensíveis têm uma espécie de fone sem fio por onde escutamos, e a imagem que a câmera capta é visualizada via satélite no computador ou notebook que a conectarmos. É apenas instalar o programa da câmera, colocar o código do número dela e pronto. Também têm esses óculos de visão noturna, esses cintos cafonas cheios de bolsos, mas que ainda assim são bem úteis e.


-Isso aqui é tipo aqueles ganchos usados pelo Batman para escalar prédios? Que você joga e prende em algo, e depois escala pela corda? – Neville perguntou, interrompendo Draco.


-Sim Longbotton. – Draco murmurou quase bufando. – Bem, creio que seja isso. Vãos levar apenas a câmera e os três Ouvidos Extensíveis. Afinal não é nenhuma missão impossível, nós vamos apenas escalar um muro. A casa da Granger não deve ter nenhuma segurança a mais, pelo jeito que ela se veste provavelmente não tem muito dinheiro.


Ignorei a última parte do que Draco tinha falado enquanto ele se levantava e caminhava para o próprio guarda-roupa.


-Coloquem essas roupas. – Draco jogou pares de suas roupas para nós. Elas eram completamente pretas. Peguei uma calça de moletom e um blusão de uma lã grossa. Neville teve que ficar com um moletom velho de capuz, pois era a única coisa que cabia nele, e Harry ficou com uma calça jeans e uma blusa de lã de gola alta. 


-Para que isso Draco?


-Para ficar mais difícil de nos verem. Coloquem essas toucas. – ele jogou toucas de lã, igualmente pretas, para nós e as colocamos. Não demorou muito e comecei a sentir muito calor.


-Draco, não tem algo menos quente não?


-Aqui estamos aquecidos, mas lá fora a temperatura diminuiu muito desde que vocês chegaram. – Draco falou e desta vez ele que trocou de roupa, colocando uma mais quente e totalmente preta.


Quando ele terminou, recolheu tudo que iríamos precisar de equipamentos e nós descemos para o hall enquanto Draco falava com algum funcionário através de um pequeno aparelho transmissor.. Peguei meu casaco preto que eu havia deixado em cima do sofá, assim como Neville e Harry, que já havia pegado o dele que estava no quarto de Draco, e saímos para a rua.


O frio batendo no meu corpo vez as minhas pernas bambearem levemente e um arrepio se espalhar pelo meu corpo. A temperatura havia diminuído muito desde àquela hora, e eu não duvidaria que nevasse.


Draco soltou um sonoro palavrão, provavelmente reclamando do frio, enquanto fechava fortemente o seu casaco. Uma limusine nos esperava na calçada, o portão da mansão já aberto. Não perdemos tempo e corremos, o motorista de Draco nos esperava fora do carro, segurando a porta aberta para entrarmos. Jogamo-nos nos estofados, rápido, para escapar do frio e o motorista fechou a porta, logo depois se encaminhando para a direção da limusine.


Começamos a andar rápido pelas ruas de Londres, e obviamente chamávamos a atenção por onde passávamos.


-Draco, não teríamos sido mais inteligentes se tivéssemos pegando um táxi? As garotas vão notar se uma limusine parar em frente à casa da Hermione.


-Rony tem razão. E essa touca está coçando demais. – Harry murmurou coçando loucamente a cabeça, seus cabeços desgrenhados ficando mais rebeldes ainda.


-A gente desce uma quadra antes da casa dela, sem problema.


-Hãm, onde a Hermione mora mesmo?


-Apenas sei que é perto da casa de Luna. – Draco murmurou.


-Legal, nem sabemos exatamente onde ela mora.


-Ótimo plano. Qual era a sua idéia? Sair por ai batendo de porta em porta perguntando se alguma Hermione morava ali?


-Sei lá, achei que poderíamos ligar para alguém perguntando.


-Ah, maravilha! E você acha que mais alguém que nós conhecemos sabe onde ela mora, sem ser as garotas que estão na casa dela?


-O Neville não era o “bésty” dela? Ele poderia saber!


-Nem me meta nessa história! Nunca fui a casa dela.


A discussão durou mais longos minutos e eu já estava ficando entediado, encarando as ruas lotadas pela janela. Com um click na minha mente me lembrei que eu sabia onde Hermione morava.


-Já dei carona para ela uma vez. Sei qual é a casa. – falei no meio daquela discussão e então um silêncio constrangedor se instalou dentro da limusine, todos voltados para mim. – O que foi?


-E você só disse isso agora?


Senti meu rosto arder. – Bem, eu realmente não estava prestando muita atenção no que vocês estavam falando.


Fui golpeado por uma série de tapas na cabeça e então a limusine freou.


-Estamos a exatamente uma quadra da casa da Srta. Lovegood, Sr. Malfoy. – o motorista anunciou, encostando a limusine na calçada.


-Perfeito, desceremos aqui. – Draco respondeu e o motorista saiu do carro, abrindo a porta para nós. Eu me sentia estranho com todo esse tratamento.


Descemos do carro e o vento gelado novamente nos incomodou.


-Vamos Weasley. Onde fica a casa da Granger? – Draco me perguntou.


-Poucas casas de distancia da de Luna. Vamos. – comecei a caminhar, e logo fui seguindo pelos outros.


A rua estava deserta, as casas com as cortinas fechadas, apesar de conseguirmos ver o brilho do fogo das lareiras passando por elas. Identifiquei a casa da Hermione sem dificuldades, e diferente das outras casas, as cortinas estavam abertas, mas precisamente a da janela do segundo andar, que ficava na lateral da casa, depois do portão.


Apressei o passo, em silêncio, e escutei eles me acompanharem. Parei de caminhar e fiquei na sombra de uma árvore, com medo de alguém da casa observar a rua pela janela e nós sermos reconhecidos.


-Por que parou Weasley?


-A casa dela é essa. – apontei discretamente. – Temos que ter cuidado para não sermos vistos.


Draco ignorando o meu conselho seguiu em frente, saindo da sombra da árvore, e caminhou na direção do portão sem fazer barulho. Ele parou e observou sombras de pessoas que se projetavam na parede do quarto do segundo andar. Fiquei observando também e consegui reconhecer a sombra do grande maço de cabelos de Hermione, que completamente rebeldes, poderiam ser reconhecidos a milhares de km de distância.


Draco, provavelmente vendo que ela não estava perto da janela, correu rapidamente na direção do portão e com agilidade, da qual fiquei impressionado, ele escalou a grade de ferro sem fazer um mínimo barulho e caiu do outro lado, dentro do terreno da casa.


A luz da janela do segundo andar se apagou, indicando que Hermione não estava mais lá. Draco percebendo isso fez um sinal para nós seguirmos ele. Harry foi o primeiro a pular a grade, e eu fui logo depois. Não havia sido tão difícil, nós três afinal estávamos em ótima forma por causa do futebol.


 Me virei para trás, logo após de pular, e fiz um sinal para Neville vir rápido. Percebi que ele não estava muito seguro se iria fazer aquilo ou não, mas no final acabou vindo, e, apenas entre nós, demorou quase cinco minutos para pular aquela maldita grade.


Quando ele já estava lá dentro, corremos em direção a parede da casa, aquela que alguns metros a cima tinha a janela do quarto de Hermione. Nos encostamos contra a parede, na sombra, e Draco começou a pegar a câmera e os ouvidos extensíveis de dentro da mochila, enquanto Harry abria seu notebook e o ligava, conectando a imagem da câmera.


Uma campainha soou nos nossos ouvidos e automaticamente prendemos a respiração.


-Encostem na parede. – Harry sussurrou, fechando o notebook para evitar a luz.


Fizemos como ele pediu, nos misturando a sombra, e ficamos escutando atentamente.


-Luna, Gina! Já estava na hora. – escutamos a voz de Hermione e então passos, o barulho dos chinelos batendo no pequeno caminho de pedras até a porta. Nenhum de nós ousou lançar um olhar para elas, com medo de sermos vistos. – Entrem.


Escutamos os passou de Luna e Gina, acompanhando Hermione para dentro da casa.


-Trouxemos o que você pediu Mione.


-E como eu já estava na casa de Luna, nós passamos no shopping para pegarmos alguns chapéus e plumas lá na loja de fantasias. – um alto barulho de sacolas plásticas.


-São perfeitos!  Era o que precisávamos! Vamos entrar logo, antes que esse vento nos congele.


Mais passos, o barulho do portão se fechando e então o da porta da casa batendo.


-Temos que ser rápidos, não teremos outra chance para colocarmos a câmera e os ouvidos extensíveis. – murmurei quando elas entraram dentro da casa e então Draco se levantou e começou a escalar uma árvore alta, onde alguns galhos grossos, o suficiente para suportarem o seu peso, ficavam praticamente encostados contra a parede da janela de Hermione.


 Quando Draco chegou lá em cima subiu no beiral da janela com um pouco de dificuldade, e com um dos pés ainda apoiado em um dos galhos, abriu o vidro rapidamente. Com uma das mãos se apoiando firmemente no beiral da janela, grudou a câmera e o ouvido extensível na moldura da janela do lado de dentro.


Olhei a imagem da câmera pelo notebook do Harry, onde mostrava o quarto da Hermione. Uma luz se acendeu no corredor que se conseguia ver da porta do quarto dela e então sombras se projetaram contra a parede.


-Draco! Elas estão ai em cima! Desce! – Neville exclamou alto o suficiente para que apenas Draco escutasse.


-Estou indo. – Draco se virou para fechar o vidro da janela silenciosamente, mas quando foi apoiar o pé com mais firmeza no galho da árvore, a sola do seu sapato deslizou pela madeira, molhada pela chuva que ocorrera durante a tarde. Isso o desequilibrou e em menos de um segundo Draco já se encontrava estirado no chão, a alguns metros da gente.


-DRACO! – exclamei alto demais e Harry tampou a minha boca.


-Que barulho foi esse?


A voz de Gina, alta e clara, surgiu nos meus ouvidos, e então eu percebi que vinha dos fones que estávamos usando. Encarei a tela do notebook prendendo a respiração. As três garotas se encaravam assustadas.


-Eu também escutei! Um barulho de algo pesado caindo no chão. – Luna comentou olhando para os lados, como se a qual quer momento algo pudesse saltar das sombras e atacá-las.


-Eu estou bem, obrigada por perguntar. – Draco murmurou se sentando no chão e colocando as mãos nas costas com uma careta de dor. Na tensão das garotas terem nos escutado eu havia até me esquecido que Draco havia caindo de uma altura de mais de dois metros.


-Cale a boca! – Harry sibilou e então apontou para o notebook. Draco ficou em silêncio e então prestou atenção no que as garotas falavam. Em menos de um segundo ele já estava ao nosso lado, vendo a imagem da câmera.


-Escutem. Parece que são vozes. – Hermione comentou e então nós quatro prendemos a respiração ao mesmo tempo. – Estava vindo lá de fora. – as três lançaram um olhar para a janela, e sem perceberem, as três olhavam diretamente para a câmera.


-Estou com medo. – Luna sussurrou se afastando da janela. – E se for algum ladrão ou...?


-NÃO!! SÃO OS GNOMOS ASSASSINOS! ELES VOLTARAM! VIERAM SE VINGAR PELO POTE DE MOEDAS DE CHOCOLATE QUE ROUBAMOS DELES NO VERÃO PASSADO! AHH! – Gina berrou do nada e começou a correr pelo quarto. Harry murmurou algo parecido como “Meu deus...”, Neville e Draco segurando o riso.


-Isso não tem graça Gina! – Luna exclamou franzindo as sobrancelhas. – Você sabe que eu acredito neles!


-Não zoe da cara da Luna, por favor, Gina. – Hermione se intrometeu, bufando.


-Desculpem, eu não podia deixar a oportunidade passar. – ela deu de ombros. – Desculpa Luninha. – disse a abraçando de lado, com tanta força que Luna ficou sem ar.


-Deu. Chega. Gina. – minha irmã a soltou e Luna arfou em busca de ar.


-Agora, sério. Há realmente algo lá fora. – Hermione sussurrou.


-Mas pode ser apenas um gato.


-O Gato de Botas só se for. Você não escutou as vozes? E um gato caindo de algum lugar não produziria um barulho tão alto.


-Acho que deveríamos ficar quietinhas dentro do quarto até a coisa ir embora.


-Isso mesmo. Vamos aproveitar e já deixar a porta destrancada para o ladrão conseguir roubar o que quiser sem fazer o maior esforço. Você vai querer convidá-lo para tomar chá com biscoitos também? – Gina disse irônica.


-Qual é a sua idéia então? – perguntou Luna, com as sobrancelhas franzidas.


Gina saiu do cômodo, Hermione e Luna se encarando confusas. Poucos segundos depois ela voltou ao quarto, um sorriso de maníaca no rosto, segurando um taco de basebol, batendo ele ameaçadoramente contra a palma da sua mão.


-NEM VEM! Não vou espancar ninguém Gina!


-Affs, não quero espancar ninguém, é apenas uma proteção, vamos lá embaixo procurar a coisa.


-Não acho que seja uma boa idéia.


-Ela tem razão Luna, melhor resolvermos logo isso do que ficarmos a noite toda paranóicas pensando que, seja lá o que aquilo for, pode invadir o nosso quarto.


-Ok. Se armem, eu vou primeiro. – Gina ergueu o taco na altura da cabeça e saiu do quarto, descendo as escadas.


-Eu vou com a Gina explorar o pátio. Você cuida do portão, parada na porta de casa mesmo, para ver se algo vai entrar ou sair por ele.


-Ok.


E então as duas garotas desceram, uma armada com um violão e a outra com uma chapinha e um secador de cabelos. Hermione, além do violão, também segurava uma lanterna.


Tiramos o olhar do notebook, já que agora nem as vozes nem a imagem delas estavam ao nosso alcance. Nosso olhar vagou o pátio, não havia onde se esconder, a única planta era a árvore que Draco tinha escalado. Não dava tempo de todos escalarem o portão sem que elas vissem.


-Fudeu. – Neville disse simplesmente, puxando os cabelos em desespero.


-Ainda não. – Draco sussurrou e se colocou em pé. Correu para os fundos da casa, nós o seguimos, agarrados no último fio de esperança, Harry carregando as mochilas e o notebook nos braços.


Quando chegamos lá e para a minha infelicidade, também não havia lugar algum para se esconder. Me virei para Draco para comunicá-lo disso, e só então percebi o que ele estava fazendo.


-Por que estão me olhando com essa cara de retardados? Vamos! – ele exclamou silenciosamente. Escutei barulho de vozes vindo da frente da casa, e percebi que Gina e Hermione já estavam no pátio procurando os invasores.


Sem pensar direito, apenas pulei para dentro da janela que Draco tinha acabado de abrir. Neville veio logo atrás, e então Harry quando foi passar deixou cair o notebook no chão do lado de fora.


-Droga! – ele exclamou, voltando para pegar, mas Draco o puxou para dentro de novo quando a luz de uma lanterna iluminou a grama a nossa frente. Draco fechou o vidro da janela o mais rápido que conseguiu e então nós quatro nos deitamos no chão do cômodo, para ficarmos misturados a escuridão caso Hermione ou Gina resolvessem olhar pela janela.


Não ficamos ali parados para saber como elas reagiram ao encontrar um notebook do lado de fora da janela, apenas nos arrastamos pelo chão até ficarmos fora do alcance da claridade e então ficamos de pé.


O que faríamos agora? Nem pergunte.


-Por aqui... – Draco sussurrou e começou a caminhar silenciosamente, nós o seguimos numa espécie de fila, e então ele esbarrou em alguma coisa.


-AAAAAAAAAAAAAAH! – um berro agudo soou pela casa.


-AAAAAAAAAAAAAAH!! – nós quatro berramos pelo susto, e então, antes que eu pudesse entender mais alguma coisa, algo duro e pesado bateu contra a minha cabeça. Tonteei, cambaleando por alguns segundos, antes de cair no chão e apagar.


 


 


 


Capítulo podre, mas preciso. Até o próximo capítulo (:

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