Era difícil para Gina decidir o que a deixara mais ruborizada e com uma leve tontura. Se o fato de Harry a ter carregado escada acima como se fosse um saco de batatas ou a promessa de fazê-ia gritar.
Ele a pôs no chão e Gina tentou recobrar a respiração quando ele fechou a porta e virou-se para olhar para ela. Encheu os pulmões de ar rapidamente. Os olhos verdes de Harry estavam escuros de desejo.
— Estou contente por não termos que participar de toda a cerimónia do casamento — ela falou, querendo saber por que estava tão nervosa.
Harry se aproximou e tirou as flores que enfeitavam seus cabelos.
— Eu disse a meus irmãos que eles nem precisavam esperar por isso. — Harry passou os dedos pelos cabelos finos e macios de sua noiva. — Por que está com medo?
— Não estou com medo, ela respondeu, tentando disfarçar o tremor de sua voz. — Talvez um pouco nervosa.
— Por quê? Você nao é virgem. Dessa vez nao haverá dor. — Ele começou a desamarrar seu vestido.
— A primeira vez foi rápida. — Gina estremeceu, quando ele lhe tirou o vestido, mas não fez nada para impedir e nem para se cobrir. — Não sei porque estou nervosa. Talvez porque dessa vez não tenha sido de repente e sim planejado. — Ela piscou ao se ver quase nua. — Foi muito rápido.
— Essa vez será ainda mais rápido — ele disse, ao tirar suas próprias roupas.
Gina estava ansiosa. Ía ver Harry completamente nu. Sua respiração se tornava ofegante enquanto olhava para ele. As olhadas que dera quando tratava dele e quando fizeram amor pela primeira vez não a haviam preparado para isso. Harry era moreno e musculoso. Havia muitas cicatrizes em seu corpo, grandes e pequenas, desde a nova na perna até uma na barriga plana e dura.
Gina arregalou os olhos ao notar uma cicatriz que passava perigosamente perto da virilha.
— Céus, Harry, você quase foi castrado.
— Sim. — Ele se abaixou para tirar os sapatos e as meias. — Oito anos atrás fui traído por uma mulher que me entregou ao meu pior inimigo, Tom Riddle. Não pareceu importar para eles que ela se enfiara na minha cama para me armar uma cilada. Ambos acharam que eu deveria pagar por ter profanado sua pele alva com meu toque. —Jogando a última meia para o lado, ele passou as mãos pelas pemas longas e a ouviu suspirar. — Esta cicatriz foi do corte que me fizeram para me insultar, para me atemorizar com o que estava por vir. Era um preâmbulo.
— E funcionou? — Gina perguntou, quando ele a pegou no colo para levá-la para a cama.
— Oh, sim, muito, embora eu acredite que tenha dado, para disfarçar. — Ele saboreou a visão de Gina na sua cama, nua e alva.
— Eo que os impediu?
— Gregor e muitos dos meus irmãos, bem como meus homens, infelizmente, Riddle e Bellatriz fugiram. Eu estava sangrando muito. Diversas outras pequenas cicatrizes como também a do meu rosto foram dessa época.
— Tortura — ela sussurrou, cobrindo seu corpo nu com o lençol. ~ Por prazer ou por alguma informação?
— Um pouco dos dois—ele respondeu, enquanto deitava e a tomava em seus braços.
Gina tremeu ao sentir o corpo dele junto ao seu, o calor da pele morena invadindo seu sangue. Nunca tivera uma sensação tão boa. Pertencia a ele e aquele lugar. Mas quando Harry segurou seu rosto e o ergueu para beijá-la, Gina sentiu que daria muito trabalho fazer com que ele percebesse isso.
— Dessa vez, senhora, você sentirá tudo a que tem direito — Harry sussurrou, antes de beijá-la novamente.
No momento em que parou de beijá-la. Gina arquejou suavemente. Tremendo, ela acariciava suas costas e ele beijava seus seios. Um gemido escapou enquanto Harry sugava o bico túrgido de um dos seus seios e acariciava o outro com seus dedos longos e habilidosos. Gina tentou colocar o corpo em uma posição melhor, mas ele a manteve firmemente no lugar.
Sua virilidade a pressionava, mas a posição em que ele a mantinha não permitia que ela afastasse as pernas. Quando Gina passou a mão pelos quadris dele, tentando acariciar-lhe a virilha, Harry a impediu. Gina não sabia o que pensar por aquele aparente desejo de não ser tocado. Quando tentou de novo, Harry agarrou sua mão.
—- Não, garota... — ele disse com voz rouca. — Se você me tocar aí, não terá chance de gritar.
O pensamento de que apenas um toque seu seria suficiente para que ele perdesse o controle fez o desejo de Gina aumentar. Harry passou os braços dela ao redor do seu corpo e beijou-a novamente, dessa vez com ferocidade. Gina podia realmente se orgulhar por deixá-lo tão inflamado a ponto de perder seu legendário controle.
Quando Harry pôs a mão entre as coxas dela, Gina vacilou levemente, por não estar acostumada a carícias desse tipo. Bastaram apenas algumas investidas para que ela perdesse o constrangimento. Gina arqueou os quadris levemente para que ele tivesse mais espaço para continuar com as carícias.
Um delicado grito lhe escapou quando Harry se pôs entre suas pernas e passou as pernas dela ao redor do seu corpo, aproximando seus corpos ainda mais. Ele se movia com muita delicadeza, como se temesse quebrá-la, e Gina ansiava por mais, muito mais. Quando ela puxou as nádegas de Harry, ele gemeu alto e fixou as mãos na cama. Então, mordiscou o bico de um dos seus seios e ela foi novamente levada às alturas.
No momento em que pensava que não poderia mais aguentar suas investidas, ele soltou as mãos. Com a boca ainda sugando seus seios, Harry a penetrou e Gina sentiu as delícias de ser possuída pelo homem que ela tanto desejava. Quando ele investiu novamente e uma vez mais, Gina gritou seu nome.
Mas, ao sentir que atingia o paraíso que apenas vislumbrara, ele a deixou. Gina se agarrou ao marido enquanto ele gemia e pressionava o rosto contra seus seios, mas assim mesmo ao lado do prazer que percorria seu corpo, Gina experimentou uma sensação de perda.
Foí apenas quando recobrou o controle é que ela percebeu o que tinha acontecido e um calafrio percorreu seu corpo, banindo o calor do desejo. Ele se afastara, negando deixar nela sua semente.
Gina queria impedir que sua frustração e mágoa pudessem despertar julgamentos errados.
Quando Harry se moveu e deitou-se ao seu lado, Gina o fitou, mas não encontrou resposta no olhar dele.
— Por quê? — Gina perguntou, esperando que a explicação pudesse minorar sua dor.
— Por que o quê?
— Por que me deixou?
Harry resmungou interiormente, concluindo que fora um tolo em pensar que ela não tivesse percebido.
— Não quero filhos.
Ele praguejou alto ao ver a expressão de sofrimento no rosto de Gina. Mas quando tentou abraçá-la, ela se esquivou.
— Por quê? — ela tornou a perguntar, lutando para se manter calma o suficiente para tentar entender.
— Gina, você está aqui tempo suficiente para conhecer meu pai.
— O que seu pai tem a ver com o fato de você não querer filhos? Você não teve essa relutância dois dias atrás.
— Fui imprudente. Espero que você não tenha engravidado. Há loucura no meu sangue.
— Que loucura? Do que você está falando?
— Do meu pai. O modo como ele age, as coisas que ele faz, ele...
— Você acha que seu pai é louco?
— Sim, acho.
— Seu pai não é louco, Harry. Ele nada mais é do que uma criança mimada.
— Você não entende...
— Você acha que não? — Gina agarrou a mão de Harry e a levou às suas cicatrizes enquanto falava. — Isto é loucura, Harry. Conheço bem o que é loucura. Eu a vi. Fui marcada por ela aqui no meu rosto, no meu coração, e aqui nas minhas coxas. Eu vi a loucura nos olhos do homem que fez isso, um homem que pode falar de amor, mas causa dor. Senti o frio da loucura quando ouvia cada palavra, quando ele decidia onde iria me marcar na próxima vez que me raptasse. Tenho convivido com a loucura há quase dois anos e agora você me diz que eu não entendo o que é isso.
Gina respirou fundo e continuou:
— Seu pai não é louco. Ele é mimado, egoísta e arrogante. De louco ele não tem nada. A única coisa errada com seu pai é que ele não se importa com ninguém e com nada, apenas com o que quer.
Gina deitou-se de costas e cobriu os olhos com um dos braços, lutando para não chorar. Pelo menos era confortante saber que Harry não rejeitara a ela, mas a si mesmo. Ele achava que seu sangue era contaminado pela loucura. E devia sofrer demais.
Com cuidado, Harry passou o braço ao redor da delgada cintura de Gina e a puxou para si. As palavras dela tinham produzido calafrios por todo seu corpo. Ela tinha lhe contado sobre a perseguição de Malfoy e como o homem a tinha capturado quatro vezes. Harry nunca considerara o fato de como ela havia sofrido tendo a suave pele marcada. Sim, ela tinha razão. Era loucura pura e aterrorizante.
A dor que vira no rosto de Gina quando ela percebeu que ele lhe negara sua semente o mortificara. Mas ao mesmo tempo ficara orgulhoso por saber que Gina queria um filho dele e que ficara apavorada pela possibilidade de ele lhe negar essa alegria. Pensou em Gina ficando com as formas arredondadas pela gravidez e a imagem superou o medo. Mas não estava seguro se Gina tinha realmente razão.
— Gina, não posso manchar seu útero com o sangue de um homem louco — ele insistiu.
Suspirando, ela afastou o braço dos olhos e olhou para ele.
— Harry, seu pai não é louco.
— Ele vê inimigos em toda parte. Seus modos mudam de um instante para o outro. Está com raiva em um momento, e no momento seguinte só pensa em como tirar as saias de alguma mulher. Não são maneiras de um homem, de um líder, se comportar.
— Não, não são — ela concordou. — Mas tampouco é loucura. Se ele vê inimigos em cada canto, provavelmente é porque eles existem e ele sabe que os fez. — Gina respirou fundo, lembrando-se do que se falava do pai dele, e que o medo de Harry era real. — Tente, ao menos por um momento, pensar em seu pai não como um homem adulto, mas apenas como uma criança grande.
Harry pensou que isso seria fácil de fazer, pois ele mesmo já pensara em como seu pai era infantil.
— Devo confessar que ele age, com frequência, como se esquecesse de que é adulto e de que teria de aceitar as responsabilidades de um homem.
— É verdade. Tudo que tenho visto esse homem dizer ou fazer é... bem... como uma criança, uma criança muito mimada. Alguém se esqueceu de ensinar-lhe como se comportar, ou ele rejeitou essas lições. Ele quer o que quer e quando quer, exatamente como uma criança. Não pensa em consequências futuras, como uma criança, e fica enraivecido quando contrariado, corno uma criança. E muda de interesse, exatamente como uma criança. Na verdade, as diferenças que posso ver entre seu pai e uma criança mimada é a de que ele pode fazer filhos, e por causa do seu tamanho pode ferir ou matar alguém nos seus acessos de raiva. Ele já feriu ou matou alguém nesses acessos?
Harry levou algum tempo para responder, pois teve que pensar no passado.
— Ele pode ser violento em uma batalha, mas não... não me lembro de ele ter ferido ou matado alguém em um acesso de raiva. Ele foi um lutador e pode ferir alguém que se interponha no seu caminho, mas geralmente apenas discursa, pragueja e, ocasionalmente, quebra coisas. Ele nos ordenava fazer coisas cruéis às pessoas que odiava, mas nunca o obedecemos.
— E imagino que ele nunca os castigou por tê-lo desobedecido.
— Não. Ele parecia esquecer de ter dado semelhante ordem.
— Ele estuprou alguma mulher que lhe disse não?
— Não, embora tenha ficado com muita raiva por você ter instruído as mulheres a dizerem não — Harry afirmou, sorrindo.
— Mas não me fez nada.
Harry piscou e olhou para ela. Mesmo alertando a si próprio que não deveria permitir que suas próprias esperanças mexessem com suas crenças, ele não podia negar a verdade que Gina lhe estava mostrando. Quanto mais pensava no pai como uma criança grande, mais via que Gina estava certa. Seu pai podia não ser absolutamente equilibrado, mas não era louco.
— Sim, acho que você tem razão. Ele não é louco — Harry sussurrou.
— Não — respondeu Gina, sentindo pena de Harry pelo sofrimento que havia sentido durante anos.
— Ele nada mais é do que uma criança levada, em um corpo de homem.
— É, acho que sim. Pense, Harry, se seu pai fosse louco, se houvesse alguma coisa no sangue dele, essa loucura certamente teria aparecido em pelo menos um dos doze filhos que ele pôs no mundo ou em uma das crianças dos seus irmãos. Há alguma com problemas mentais?
— Não. — Harry passou a mão pelos cabelos. — Tive esse temor por tanto tempo que é difícil admitir que eu estou errado.
— Sim, é verdade.
— Não sou o único que teme isso.
— Oh, não, tenho certeza de que muitos outros pensam desse modo. Deve ser esse o motivo de dizerem que ele matou as esposas. Devido à dificuldade de aceitar que um homem adulto possa agir do modo como ele age. Ele é grande, forte e viril e ninguém vê a criança que ainda vive nele.
— Então ele não precisa ser trancado em uma torre. Papai precisa levar uma surra.
Gina sorriu ante a imagem de Harry dando uma surra no pai.
— Acho que agora é tarde demais. Fique feliz por ele ter concordado que você tomasse as rédeas do clã.
— Suspeito que ele ficou cansado desse jogo. — Harry suspirou. — Papai deve ter visto como seria difícil consertar tudo que ele estragou e não teve vontade de enfrentar. Sua vaidade foi ferida porque gostava de ser chamado de líder, mas como todos continuaram a chamá-lo desse modo, isso foi suficiente para ele. Nâo gostou muito da palavra "velho" que acrescentaram ao título, mas acabou aceitando.
Gina acariciou-lhe as costas e o sentiu estremecer levemente.
— Ao menos, ele não dirige o clã e não arruma mais inimigos para você ter que enfrentar. — Gina viu os olhos dele brilharem. Harry a beijou e sorriu.
— E agora, vou fazê-la gritar novamente.
— Talvez seja eu a fazê-lo gritar.
— Você ainda não sabe o que é gritar de prazer.
Antes que Gina pudesse responder a sua provocante arrrogância, ele a beijou novamente e ela logo se sentiu envolvida pela paixão, e entregou-se completamente a cada beijo, a cada carícia. Gina o ouviu sussurrar seu nome e seu prazer aumentou ainda mais ao se sentir penetrada por ele profundamente, sua semente atirada dentro do seu útero.
— Acho que você gritou mais alto do que eu — ela murmurou mais tarde, enquanto se aninhava nos braços dele e descansava a cabeça no seu peito.
— Acho que foi um sussurro se comparado ao barulho que você fez — Harry retrucou.
E sorriu, quando a única resposta dela foi um suave gemido antes de adormecer nos seus braços. Harry não pôde deixar de se orgulhar por tê-la feito gritar, exaurida. Era muito bom ouvir uma mulher gritar seu nome e ao mesmo tempo tremer e se contorcer de paixão.
O fato de Gina sentir prazer nos braços dele o deixava pasmo, embora não duvidasse dela. Também não tinha dúvidas sobre a paixão e a honestidade de sua esposa. Durante anos havia visto paixões nas camas das prostitutas da vila e sabia muito bem reconhecer as diferenças. Podia sentir a diferença até no modo como Gina se mexia, no seu olhar, e no modo como seu corpo o recebia. Por alguma razão, o desejo de Gina era exaltado pelo seu toque e ele era agradecido por esse presente.
Harry passou os dedos pelos finos cabelos de sua esposa, apreciando a maciez do seu corpo esguio e pequeno. Finalmente, ouvira uma mulher gritar seu nome ao ser levada ao ápice do prazer e sabia que ouviria isso muitas vezes. Era um homem grande, moreno e cheio de cicatrizes, e pôde fazer aquela pequena e bela mulher gritar. Era o suficiente para deixá-lo vaidoso.
Harry sentia-se quase feliz, leve de mente e de coração. Parte dessa alegria era por ter eliminado o medo da loucura no seu sangue. Era constrangedor ter um pai mais criança do que homem, mas muito mais fácil de aceitar. Gina dera-lhe esse presente também, e ele lhe seria eternamente grato. Não pretendia se casar, mas depois de apenas uma noite como seu marido, estava contente por ter se casado.
A única sombra no horizonte era ele saber que seria fácil amá-la. E uma parte dele queria amá-la, queria pôr seu coração e sua alma nas suas delicadas mãos, e queria também confiar nela. Harry sabia que era covardia de sua parte e até injusto com Gina, mas não estava preparado para amar ninguém. Todos aqueles anos se proibindo de sentir emoções profundas e de confiar em alguém não eram fáceis de serem postos de lado. Era até engraçado, de um triste modo, que ele, que enfrentava batalhas e nunca tivera medo de se ferir, agora se acovardava diante da possibilidade de ter seu coração magoado.
Passando os braços ao redor de sua esposa, ele descansou o queixo sobre a cabeça dela e suspirou, fechando os olhos.
Harry temia que Gina já fosse dona do seu coração, apesar dos esforços para impedir que isso acontecesse. Podia apenas esperar ter força para esconder isso dela.
N/a: FELIZ NATAL A TODOSSSSS. E como presente a vocÊs 2 Capítulos.
Curtam essas festas e aproveitem
Desejo-lhes Um Feliz Natal e Próspero Ano Novo