Cena 8 – Hot
“I want to lock you up in my closet, When no one's around. I want to put your hand in my pocket, Because you're allowed. I want to drive you into the corner and kiss you without a sound. I want to stay this way forever, I'll say it loud!
Now you're in and can't get out
You make me so hot! Make me wanna drop! It's so ridiculous, I can barely stop! I can hardly breathe,
You make me wanna scream! You're so fabulous! You're so good to me baby, baby…
You're so good to me baby, baby!”
O andar era inquieto, porém moderado e os olhos prata eram furtivamente direcionados da entrada da estação para o rosto entediado de Zabini, que parecia levar uma surra da revista de palavras cruzadas. O dia estava claro para o inverno, mas a pequena presença do sol naquela manhã não era forte o suficiente para impedir a brisa gélida, sem falar que a freqüência de pessoas naquela plataforma era quase nula, o que era tão irritante quanto ter uma plataforma cheia. Não tinham pessoas ali para fazer barulho, ou mesmo um burburinho baixo, levando Draco a considerar que toda e qualquer interação que ele tivesse e que exigisse a presença de sua voz seria a mais nova fofoca entre os serviçais.
“Oito letras para sinônimo de nervoso” O sonserino de pele bronzeada levantou os braços, num espreguiçar deleitoso e assistiu o caminhar de Draco por alguns segundos enquanto rodava o lápis entre os dedos. Um sorriso irritante brotou em seus lábios quando o sujeito percebeu que estava sendo ignorado “Pensei que era bom nesse tipo de coisa, mas acho que me enganei.”
“Alterado” silvou o loiro entre os dentes.
“Não bate, precisa começar com ‘E’.” Zabini viu Draco parar e virar-se para ele com a expressão irritadiça. O loiro estava exatamente contra a luz, o que fazia a sua imagem ser tomada pela sombra enquanto uma linha fina brilhava em seu redor . Belíssimo Zabini pensou e logo depois deu um sorriso irônico. “Ou isso ou eu sou um incompetente em resolver esse tipo de exercício.”
“Exaltado, enervado, enfezado. Você precisa fazer isso agora?” Malfoy cruzou os braços e só não bateu o pé no chão porque o som denunciaria sua impaciência. Já tinha aceitado que era impossível tentar esconder seu estado de espírito de Blaise, mas ninguém mais precisava estar tão sincronizado assim com suas emoções. Já bastava Zabini com seu sorriso de sabe-tudo.
“Não, assim como eu não preciso ficar aqui. Tenho mais coisa para fazer, sabe? Já que eu não vou. Estudar para os exames, acabar minhas telas... Transar com algumas garotas. Coisas básicas se me entende.” O amigo moreno olhou para a entrada da estação e depois para Draco, o sorriso se ampliou e escapou-lhe uma risada falsa. “Não, você já não me entende mais.”
O moreno se levantou e deu um tapinha no ombro de Draco que estava completamente desentendido, mas não conseguiu perguntar-lhe nada. Ele acompanhou o amigo com os olhos e acabou por colocar em seu campo de visão outro jovem que retribuiu o comprimento de Blaise ao passar por ele, o outro tinha os cabelos desgrenhados cobertos por um capuz, másculos ombros largos e um jeito de andar displicente. O sonserino automaticamente colocou-se na defensiva, fechou sua mente e vestiu sua melhor máscara de superioridade. Era Harry Potter que vinha em sua direção, o irritante, perfeito e extremamente feliz Happy Potter.
Como o imaginado, Harry se aproximou de Malfoy abaixando o capuz no processo. Ele também desperdiçou alguns minutos pensando no que dizer até sentir o impacto do olhar fulminante do loiro, e não conseguir pensar em mais nada. Por quase um mês ele fingiu não ver Draco, tempo o suficiente para estranhar a primeira vez que o reviu. Era como se tudo tivesse ainda mais belo, as bochechas e a ponta do nariz estavam levemente pinceladas de vermelho por causa do frio, os cabelos tinham crescido um pouco e talvez os cílios tivessem ficado mais delicados. Harry quis segurar aquele rosto e sentir o sabor daqueles lábios mais uma vez. No entanto não o fez, pois ocupou-se em perguntar-se o que Draco estaria pensando quele momento.
A mascara não era nem dura ou forte o suficiente para sobreviver perante àqueles olhos verdes-jade e o sonserino se sentiu um idiota por ainda tentar. O olhar não mais protegidos pela armação bruta e redonda, era tão intenso que fazia os joelhos de Draco perderem a força. Era uma situação um pouco constrangedora já que ele não conseguia tão pouco parar de olhá-lo, assim, diretamente. Era como se uma voz soasse e dissesse para ele se atirar e não olhar para trás, simplesmente se entregar àquela pessoa que todas suas preocupações iriam embora, não haveria mais fingimentos, não haveria mais nada além da satisfação e da felicidade eterna. Ele sentiu cada músculo de seu corpo gritar para um movimento, um abraço, um enlace, mas antes de ser levado por seus desejos sentiu algo pulsar, e que logo reconheceu como o sendo o medo. Medo da reação, do que ela provocaria depois. Medo do depois. Procurou nos olhos de Harry algum sinal de futuro, alguma pequena probabilidade daquilo dar certo.
Não daria certo, jamais daria.
Então Draco sentiu raiva.
“Não sei o que você quer com tudo isso, Potter. Só saiba que qualquer coisa que você faça, vai ter retorno. Talvez dez ou talvez mil vezes pior. Você se faz de santo, mas eu sei a verdade. Sei o quanto humano você é.” Um sorriso de travesso foi o suficiente para Harry unir as sobrancelhas, já levemente irritado.
“Aonde você quer chegar, Malfoy?” O grifinório cruzou os braços, descontente.
“Pode fingir o quanto quiser, comigo isso não rola.” O menor levantou a mão delicadamente e deslizou os dedos pelo cabelo de Harry pousando-a no maxilar do moreno. Ele logo puxou o rosto do outro de leve e aprimorou seu sussurro malicioso, assistindo os ombros do maior ficarem rígidos pela carícia “Estou neste ramo há mais tempo que você.”
Draco soltou a face aturdida de Harry e começou a percorrer a lateral do trem, deixando o outro a alguns passos atrás que Ao recuperar-se do choque, apressou-se mas não chegou a tempo e teve a porta do vagão fechada na sua cara. Possesso, Harry entrou no veículo, avistou a silhueta de Malfoy no corredor e disparou em sua direção. Por poucos segundos ele conseguiu evitar ser trancado do lado de fora da cabine, colocando seu pé como obstáculo. Ao perceber o intruso, Draco começou a forçar a porta contra Harry, deixando-o ainda mais furioso. O moreno abriu o recinto de uma única vez e Malfoy caiu sobre o assento. Não querendo parecer fraco, o loiro logo se levantou para arrumar-se, mas assim que o fez, levou outro tombo pelo movimento do trem que começava a sair da estação, indo parar no chão.
Os dedos de Harry passaram pela tranca da porta fazendo um pequeno estalo que só chegou aos ouvidos de Malfoy minutos depois já que sua cabeça ainda estava doída por causa do tombo. O movimento foi tão rápido que ele não chegou a perceber que Potter abaixava a cortina da porta assim como a da janela da cabine, deixando somente a luz das frestas da porta iluminar o local. Sem perder tempo, o moreno levantou Draco pelo colarinho, imprensou-o contra onde deveria ser a janela do trem o que acabou fazendo o menor sufocar um gemido.
Harry queria esmurrar Draco e Draco queria quebrar Harry.
Talvez por isso eles nunca fossem conseguir explicar o que realmente aconteceu.
Numa espécie de sincronia perfeita, Harry tomou a boca do loiro com voracidade e este retribuiu o beijo com a empolgação. O moreno logo soltou as mãos da camisa, arrancou o casaco que cobria o corpo lindo do menor e o seu próprio durante a inocente exploração de sua língua na boca de Draco. Por pressa, ou urgência do momento, Potter arrebentou a blusa de Malfoy, recebendo ajuda extra para retirar a sua. O intervalo no beijo durante os poucos segundos que aquele pano passava pela cabeça do maior não foi o suficiente para os dois se controlarem e assim que tirou a camisa, Potter foi atacado pelos lábios sedentos.
As bocas logo já não eram suficientes, eles precisavam sentir mais. Era a vez das mãos, apalpando, acariciando cada pedaço da pele de ambos, lutando por mais contato. Os braços de Malfoy envolveram o tronco de Harry e suas mãos arranharam as costas do moreno que o imprensava cada vez mais forte contra a janela da cabine, esfregando-se na pele do menor. Draco sentiu-se algo queimar dentro dele quando Potter decidiu ir mais embaixo, retirando-o do chão, abrindo as pernas dele e se alojando entre elas. A pressão do quadril de Harry naquele lugar resultou-se num gemido que soltou as bocas dos dois. Então o maior teve tempo de observar outro pedaço de carne tão suculento quanto a boca de Malfoy e começou a morder,chupar e saborear o pescoço do sonserino enquanto escutava seus gemidos perto do ouvido.
Draco arfava e as vezes não percebia que estava segurando a respiração. Seus gemidos eram a única coisa que ele conseguia falar e estavam começando a ficar altos demais. Ele podia sentir claramente suas pupilas dilatando e dificultando a visão, seu corpo se movendo numa espécie de transe e seu coração galopar dentro de seu peito, aumentando de velocidade a cada movimento que o outro fazia. Tudo estava insuportavelmente delicioso, até que os dedos habilidosos de Potter começarem a desabotoar as calças do menor e expondo o membro rígido de Malfoy que pulsava implorando por atenção. Os lábios foram retomados com a mesma necessidade de antes, os corpos eram imprensados com a mesma urgência, só que a mão de Harry tinha acabado de descobrir um novo brinquedo.
As línguas se fundiam dentro das bocas até a primeira estocada, quando Draco gemeu alto e Harry teve que recapturar o beijo para abafar os sons libidinosos que saíam daquela boca perfeita. Ignorando os arranhões em suas costas, Potter começava a bombear o membro de Draco com mais rapidez, fazendo o príncipe arquejar as costas, jogar sua cabeça para trás e gozar nas mãos de seu arquiinimigo.
O som da respiração descompassada dos dois era o único do vagão depois do barulho dos trilhos se movendo debaixo deles rapidamente. Harry tinha parado com as investidas e Draco ainda estava com a cabeça jogada para trás quando este resolveu falar.
“Você estava certo.” A voz de Draco estava falhada, um pouco rouca, mais provavelmente por causa do esforço. Ele virou sua cabeça para frente e encarou Harry ainda arfando “mais fundo, mais forte e mais rápido.” com suas ultimas forças ele abraçou o pescoço de Harry, descansando o queixo perto de seu ouvido “Se não vai fazer o trabalho todo, me coloque no chão.”
O grifinório ficou imóvel por alguns instantes, ainda processando o que tinha ocorrido. Sentia o corpo do menor desfalecer em seus braços, ao mesmo tempo que seu baixo ventre reclamava pelo desejo não atendido, e limitando-se em não pensar em mais alguma coisa, Harry virou o rosto e começou a lamber o lóbulo da orelha de Draco, contornando-o com a ponta da língua. O movimento fez Malfoy se remexer e levantar o quadril, ajudando Potter a escorregar o resto de suas roupas para fora. A parte dos sapatos estava se tornando problemática, então a contragosto do sonserino, Harry teve que soltar-se do abraço de suas pernas para tirar os benditos calçados.
Uma vez completamente nu, o loiro voltou a envolver Potter com suas pernas gemendo satisfeito. O rosto de Harry se aproximou do de Malfoy lentamente, os olhos verdes encarando os lábios rosados enquanto o moreno acariciava as pernas lisas do menor. A pele era macia e cheirosa, delicada como a de um bebê. Então Potter tocou os lábios de Draco com a língua pedindo acesso, dando início a um beijo longo e lento, tentando sentir mais calmamente o gosto intoxicante do loiro. As carícias tinha ficado mais lentas e mais sensuais, enquanto Harry fazia círculos na coxa de Draco e prensava o outro contra si com a outra mão em sua nádega, Draco tentava empurrar as calças de Harry para baixo com os pés, enlouquecendo com a fricção do membro do outro em sua pele e com sua lentidão controlada.
Ao perceber sua intenção, Harry imprensou mais os corpos fazendo Malfoy gemer com o movimento bruto e antes que o loiro fechasse a boca, Potter pôs dois dedos dentro dela, assistindo a língua do outro se mexer para lamber aqueles dois membros. Ao retirar os dedos dali , ele acompanhou o fio de saliva que restava com os olhos e lambeu a ponta dos mesmos dedos o que acabou por trazer o pênis de Draco de volta a vida. O grifinório ajeitou o corpo do outro e teve seu rosto segurado pelas mãos tremidas do loiro. Este que transpassava um misto de medo e desejo, fez Potter tomar seus lábios antes de penetrar com o primeiro dedo.
Harry esperou o menor relaxar enquanto o beijava languidamente. As paredes daquele orifício pulsavam contra o dedo intruso, preocupando um pouco o moreno: O lugar era pequeno e apertado, talvez Draco não agüentasse algo maior. A idéia lhe percorreu como um lampejo, mas antes dele resolver mais alguma coisa, Draco protestou se remexendo nos seus braços. Apesar do receio, ele acabou por adicionar o segundo dedo e o sonserino arquejou as costas. Os dois dedos curiosos começaram a se mexer, procurando por um ângulo melhor e transformando a respiração de Draco em algo mais superficial. Desnorteado pelos sons que o menor começava a fazer, Harry tombou a cabeça para frente, se apoiando no pescoço do loiro e pois a começar a deliciar-se com aquela pele adocicada que era ao mesmo tempo amarga, espalhando mais marcas roxas pelo local.
Os pêlos estavam arrepiados e Potter sentia a descarga elétrica descendo por sua espinha, mas não rápidos o suficiente. Sentiu cada célula de seu corpo sendo tomada pelo instinto de se unir a Draco de uma forma muito mais profunda, mais carnal. Ele retirou os dedos e prensou-se naquela passagem com seu ventre, mas ainda não era suficiente.
Malfoy estava começando a ficar irritado e no meio do beijo ele segurou Harry pelos cabelos e puxou-o para longe de sua boca “Pare de brincar, Potter. Eu quero agora!”
Um sorriso torto foi o suficiente para Draco puxá-lo de volta e o beijo guloso recomeçar. Harry começou a desabotoar a própria calça e os pés de Malfoy arrastaram o tecido para baixo junto com a cueca do moreno. Draco gemeu satisfeito, mas ficou tenso ao sentir a cabeça de algo muito maior do que os dedos penetrar vagarosamente na junção de suas pernas. O loiro não conseguiu retribuir o beijo de Harry dessa vez já que ele não conseguia fechar a boca. O membro foi invadindo seu interior, expandindo o pequeno espaço entre sua carne, pulsando contra as paredes e Malfoy só conseguiu respirar novamente depois de tê-lo todo dentro de si, encaixado perfeitamente.
Draco mordia o lábio inferior, sentindo a dor ainda se propagar em seu corpo. Ao espremer os olhos com força numa reação natural, pequenas lágrimas cristalinas rolaram pelo rosto e que fizeram o assustado Harry beijar de leve cada olho do menor, tentando tranqüilizá-lo. Ficou com medo pelo outro e assim que tinha decidido deixar aquele corpo, Draco abraçou seu pescoço e o beijou profundamente. Não era um beijo carnal, não, era muito diferente. Era um beijo apaixonado que fez o coração de Harry martelar ainda mais forte contra seu peito e uma vontade de chorar passar pela sua mente.
Droga, ele estava amando o Malfoy.
O beijo durou vários minutos até as lágrimas secarem e o quadril de Harry se movimentar para cima, provocando uma onda de prazer no corpo do loiro que acabou por isolar a dor. Potter tinha alcançando um ponto muito sensível dentro de Draco, algo inacreditavelmente bom. Ao ver a reação do menor, Harry movimentou o quadril de novo e um gemido escapou de sua boca junto com um do sonserino. Ele tinha feito de novo, Potter tinha encontrado sua próstata mais uma vez, conseqüentemente fazendo outra onda de prazer. A terceira vez demorou e Draco resolveu reclamar, ele se remexeu e Harry não agüentou a provocação, se movendo mais uma vez.
E mais uma vez, mais umas vez... Os intervalos entre cada estocada ficavam cada vez mais curtos e a profundidade do toque era mais bem sentida. Draco já não sentia mais a dor e sim uma enorme vontade de gozar crescendo na boca de seu estomago. Ele começou a mexer-se também, deixando os movimentos já intensos, insuportáveis. De repente todas as coisas não existiam mais e tudo o que importava era a satisfação iminente, naquele vai-e-vem urgente. O quadril jogava-se contra o corpo do loiro e parecia sempre acertar aquele ponto enlouquecedor para depois sair e voltar a acertá-lo. O orgasmo estava perto, mas ao mesmo tempo ainda não estava lá. Os corpos se moviam por extinto, os gemidos eram ignorados. Quanto mais rápido mais perto eles ficavam, e foi numa estocada certeira que Draco gozou pela segunda vez. Suas paredes se contraíram contra o pênis de Potter que acabou gozando dentro do loiro, fazendo seu sêmen preencher o resto do seu canal e aumentar a intensidade do gozo do outro, fazendo-o se esvaziar por completo ali.
Os corpos ficaram pesados e Harry já não tinha tanta força para manter Draco fora do chão. Os dois foram escorregando pela parede, até sentarem-se ainda intimamente ligados. Harry descansou a testa no ombro de Malfoy e sorriu, não conseguindo mais conter-se.
“Não vai dizer que me ama, Potter?” a voz arrastada, um pouco alterada por causa da respiração rala fez Harry levantar a cabeça e ouvir o riso de escárnio do seu príncipe com um rosto em choque “Você tem que se esforçar muito mais do que isso par-!”
Draco não conseguiu terminar a frase, pois Harry puxou o loiro pelos cabelos e beijou-lhe profundamente, não se importando em parar o movimento e puxando-o para longe tão bruscamente quanto antes “E você Malfoy? Quando vai admitir que me ama?”
Impotente foi como Draco se sentiu perante aquele poderoso e forte moreno, o extremo contrário do que deveria ser. Ele não podia ser fraco, fraqueza não fazia parte de ser um Malfoy, então ele juntou todas as suas forças e encarou a íris esmeralda do maior, com toda a intensidade que tinha lhe restado.
“Nunca”
Harry deixou sair uma risada debochada que não era dele. Um tipo de ácido sombrio começava a borbulhar no seu estomago, ele podia sentir a força voltando, assim como a vontade de socar Malfoy, mas o sorriso torto não saía de suas feições. Ele sentia-se machucado, mas não fraco, muito pelo contrário. Sentia-se forte, imbatível, um poder que foi consumindo ele aos poucos, modificando-o, saciando-o. Ele faria Draco gemer por ele, implorar por ele, chorar por ele, Harry podia fazer isso. O ácido subiu até sua boca trazendo um gosto amargo e delicioso junto com ele.
“Está tudo bem, Malfoy. Ainda temos cinco dias de viagem, vou fazer você mudar de idéia.” A voz rouca que o moreno nunca pensou em fazer foi o suficiente para arrepiar os pelos da nuca de Draco e faze-lo suspirar em deleite, estar dentro de Malfoy parecia mais prazeroso naquele momento. “além do mais, ainda temos muito tempo antes de chegarmos à nossa estação.”
Seria esse o gosto da vingança?