FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

62. HAJA PACIENCIA


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

CAPITULO 62 – HAJA PACIENCIA


 


 


 


 


 


Lilá entrou na casa furiosa. Seus pés doíam terrivelmente e sentia a pélvis incomoda. Chegando a cozinha, imediatamente Juanita notou seu modo de andar.


-Está para nascer não é? – perguntou um pouco apenada de sua expressão desesperada.


-Não sei. Acho que sim – ela olhou para Hermione que lavava a louça ao lado da empregada – Porque faz serviço de casa?


-Não é da sua conta – respondeu, colocando um prato limpo dentro do armário.


-Espero que nasça mais breve possível – Lilá contou agustiada – Sinto-me limitada! Não posso fazer nada! Além disso... São longos meses de abstinencia.


-Deve ficar na casa. Não haverá niguém para ajudé-la se estiver na rua quando a bolsa estourar – Juanita informou.


-E quem poderá me ajudar aqui? A algum médico nas proximidades?


-Já fiz muitos partos, inclusive os meus – Juanita riu ao notar a expressão de horror de Lilá – A vida de uma rameira não é tão diferente de uma cortesã. Sempre estamos solitárias nos momentos mais difíceis.


Essa frase tocou Lilá e sua expressão despertou pena. Uma profunda pena em Hermione. Conhecia essa sensação de abandono. De medo por estar só.


-Está servida Srta.Brown? – ofereceu um prato, onde haviam delicados e saborosos bolinhos de chocolate. Era um gesto de solidariedade e Lilá estendeu o braço e apanhou um deles.


-Obrigada – ela agradeceu, e sentou-se em uma das cadeiras. – A vida não tem sido fácil nos últimos tempos...


-A vida de ninguém é fácil – Juanita disse com rispidez.  – Porque não procura sua família?


-Meu pai... Ficou feliz quando um cavalheiro da corte se interressou por cuidar de mim. Nunca mais o vi depois que parti de minha cidade natal. Nunca conheci minha mãe...


-Quantos anos tinha? – Hermione perguntou curiosa.


-Treze.


O silêncio reinou.


-Deve haver alguém importante – Juanita disse – Sempre temos alguém importante para nos ajudar a aguentar essa vida.


-Eu tinha alguém importante – ela olhou com rancor para Hermione – Amei Rony desde o primeiro dia em que o vi. Uma pena, pois era amante de Harry e supus que jamais me aceitaria como mulher. Passei dois anos apaixonada, até ter coragem de abordá-lo. Harry havia cansado de mim, e me aproximei. Foram os anos mais felizes da minha vida. E agora, nosso filho irá nascer.


-Seja sincera – Juanita parou o que fazia – Como pode ter certeza que é o pai?


-Acaso não sabe quem é o pai dos seus filhos? – ela revidou.


-Como poderia? – retrucou de volta.


Lilá levantou-se ofendida e virou as costas sem um único agradecimento pela compaixão que lhe tiveram ainda há pouco.


-Não se importe com ela Hermione. Algumas mulheres realmente nasceram para essa vida. Vejo em seus olhos, o amor não subjulga a vocação. – riu de sua proria frase – Algumas de nós realmente foram desgraçadas e caíram na vida, outras, mesmo que tivesse tido sorte e uma boa vida, ainda assim, terminariam do mesmo jeito.


-Não me importo com ela. – disse com rancor – Apenas desejaria que fosse embora.


-Então, porque não a manda embora? Arrume uma charrete, coloque-a dentro e a despache para a casa dos seus sogros. – Juanita sugeriu.


Hermione mordeu o lábio, por raiva de concordar com Rony, ainda mais em voz alta.


-Ela pode nos trazer problemas Juanita. Sério problemas. Ficaremos sossegados quando essa criança nascer e ela for embora.


-E quem garante que irá embora?


-Rony disse que irá embora – ela respondeu pensativa.


Juanita sorriu ao notar o quanto estava envolvida. Rony isso... Rony aquilo. Hermione nem percebia o quanto estava mudada!


-Mudemos de assunto Hermione – ela disse animada, jogando verde para colher maduro. – Me diga, sabe bordar?


-Um pouco. Mas não espere grande coisa de mim – dise divertida, dando boas vindas a uma conversa menos séria.


-E crochê? Sabe?


-Um pouco – corou – Por favor, não me diga que espera isso de mim!


-Não, mas pretendo ensinar sua cunhada. Ela me pediu para aprender a bordar e crochetar. Deseja impressionar o noivo – soriu amigável.


-Achei que voce e Gina não se suportassem! – disse surpresa.


-Bem, temos nossos atritos. Mas é uma boa moça. Além diso, quer se casar, e eu quero que se case e vá embora – riu, arrancando de Hermone um sorriso – Porque não a insentiva? Tenho agulhas e alguma linha naquele cesto – apontou uma cestinha – Tenho certeza que fazer um enxoval de bebê irá deixá-la toda encantada! O que me diz?


-Acha mesmo que Gina irá se interessar? – duvidou.


-É menos chato que bordar toalhas e colchas. Além disso, seu noivo irá trazer as rendas mais caras e belas da Europa. Vá Hermione, faça esse gosto a sua cunhada.


Um pouco desconfiada, porém concordando que precisava de uma distração, apanhou a cesta e foi para a sala atrás de Gina. Seria bom que ambas tivessem uma distração. Algo que não as fizesse lembrarem-se de homens.


Gina estava em apuros até esse casamento se realizar. Enquanto ela... Nem queria pensar em sua situação atual!


Rony conversava com Harry sobre cavalos, enquanto Gina apenas escutava.


Hermione ficou corada ao olhar para ele e lembrar-se de mais cedo. Nossa! Aquele homem já vira tanto dela... Rubra, sentou-se ao lado de Gina, ignorando-os.


Rony concentrou-se nas palavras de Harry, mas quase derrubou o vinho que bebericava, quando a viu tirar da cesta pequenas peças de linho branco.


-O que é isso? – Gina perguntou deliciada com as pequenas peças infantis.


-Juanita tem costurado. Disse que é perfeito para que aprenda a bordar. Peças pequenas serão menos enfadantes que grandes colchas ou toalhas. E será um estímulo a mais!


Gina sorriu passando a mão sobre a camisetinha mínima, e emocionada olhou para Harry. Encontrou-o olhando para Hermione.


-Não me diga que terei um sobrinho – Gina sussurrou, para encobrir o desconforto.


-É claro que não! - Hermione apressou-se a esclarecer – Suspeito que Juanita queira que façamos seu trabalho. Pode estar esperando um bebê e não quer contar ainda. Ela e Rony se estranham às vezes – deixou subentendido.


-A mim não importa nem um pouco suas razões. Quero aprender a bordar. Quero muito bordar um lenço com os iniciais de Harry e lhe presentear no dia do nosso casamento. – disse empolgada.


-Vamos começar, ou não aprenderá a tempo – ela tentou não sorrir de sua empolgação.


Do jeito que Gina era, o mais próximo que chegaira a bordar, seria se Hermione se passasse por ela! Sorrindo consigo mesma, começou a ensinar. Era estranho, e os pontos ficavam tortos, afinal, ela também não era muito boa nisso, mas depois de uma meia hora as duas se divertiam com os erros.


-Notou como Hermione anda saudável? – Rony perguntou a Harry, falando muito baixo e tentado a dividir seu grande segredo com alguém. Andava orgulhoso demais guardar total segredo!


-Ela parece recuperada. – Harry concordou.


-Não, você não a viu antes. Muito magra e abatida.  Agora esta saudável. – havia muito orgulho em sua voz.


-O casamento lhe fez bem, é o que quer dizer? – Harry sentiu um aperto no peito ao ver seu olhar sobre Hermione. Um olhar de posse.


-Não – ele abriu um sorriso que poderia iluminar toda a cidade – Juanita me confidenciou que suspeita que esteja grávida.


-E lhe importa se sua empregada está grávida? – Harry estranhou.


-Falo de Hermione – ele ainda sorria; absorto em sua felicidade – Hermione não suspeita, é claro. Juanita acha melhor que saiba quando for mais seguro. Diz que os primeiros meses de uma gravidez são complicados para um moça tão nervosa.


-Hermione está grávida? Acha possível? – havia uma nota de desamparo na voz de Harry.


-Porque não? – achou melhor esclarecer – Nos casamos há três meses, e apesar de fugir de mim como o diabo foge da cruz, ela tem me recebido em seu leito, e sou um homem afinal – achou melhor esclarecer – É a primeira vez que não me cuido com uma mulher, e é bem possível que tenha plantado minha semente!


-O que o faz pensar que Hermione engravidaria tão rápido assim?


-A mãe dela teve doze filhos. Minha mãe sete. Não acho que teremos problemas de fertilidade – sorriu.


-Um filho – Hary olhou demoradamente para Hermione, então baixou os olhos.


-Não está feliz por mim Harry? – perguntou detestando sua expressão decepcionada.


-Um filho, muda o casamento. Fortalece os laços. É claro que estou feliz por você.


Era quase como se dissesse estar feliz por ele, e não por Hermione.


-Talvez, apenas não fosse o melhor para Hermione nesse momento. Ela é muito triste por causa do casamento – Harry completou, talvez com o intuito de magoar.


-Acha que faço Hermione infeliz? – Rony ficou na defensiva.


-Não negue, Hermione não esbanja felicidade – Harry lembrou-o.


-Parece que andou pensando muito nos sentimentos de Hermione.  – Rony não conteve a alfinetada.


Os dois ficaram em silêncio alguns instantes, observando as duas conversarem no sofá, enquanto Gina ria sem parar das intruções errôneas de Hermione, que resultavam em pontos desastrozos.


-Hermione está tecendo o enxoval do próprio filho e não sabe – Rony teve que sorrir diante dessa certeza.


-Acha certo mantê-la ignorante sobre algo tão importante? – Rony não respondeu imediatamnte – Tem medo que ela provoque a perca?


Rony não respondeu.


-Se tem esse medo, o melhor é não terem a criança. Pode ser pior para o casamento. – Harry sugeriu e Rony teve que conter o impulso de bater em seu melhor amigo.


-Vou contar uma coisa Harry. Algo íntimo, que não desejaria jamais dividir com outro homem, mas sendo você meu amigo, prestes a ser cunhado, e pela consideração que lhe tenho, irei contar para matar de vez qualquer interesse que possa ter em minha Hermione – antes que Harry pudesse negar ele olhou bem dentro dos seus olhos – Não negue e me ouça com atenção. Hermione mente cada vez que me desdenha. Quando estamos a sós sua pele queima e seu coração acelera. Mas ela não quer me aceitar. Não quer aceitar marido algum. Tem medo do futuro. E isso inclui um filho. Manter segredo é um modo de protegê-la de si mesma. Hermione não quer e não precisa de outro homem, pois em meus braços se derrete. Sua boca grita não, mas seu corpo implora por mais. Não estou mentindo. Desde que me casei, nas vezes em que me permitiu tocá-la, quase me matou de exaustão, e nunca fui um homem fraco na cama. Por isso, tire qualquer fantasia de sua mente. E de seu coração.


-Ora Ronald, acaso nunca viu uma mulher sentir paixão? – Harry disse ciumento das palavras que ouviu.


-Está querendo me desafiar Harry? – ele mudou de postura, o ciúme o pondo a ver tudo em vermelho – Está dizendo que quer minha mulher?


-Eu não dise nada disso. Estou feliz com a escolha que fiz. – ele mudou a postura, ao notar o rumo que suas palavras estavam levando-o – Gosto de Hermione como se gosta de uma irmã. Não confunda as cosias!


-Pois me parece que quem está confuso é você! – ele disse, fechando os punhos de vontade de esmurrá-lo.


-Meu irmão! – Gina dise muito perto dos dois – Olhe só!


Ela estendeu a ele um pano muito delicado bordado. Era o bordado mais feio que já vira na vida, mas ele apanhou de suas mãos suaves e prestou uma falça atenção, atento que Gina não percebera a briga.


-Diga a verdade! Está bonito? – havia espectatica em seus olhos, querendo chamar atenção de Harry.


-Está muito bonito, Gina  -ele dsise beijando sua testa e acarinhando o rosto da irmã com gentileza e carinho fraternal. – Não esta, Harry?


Ele engoluu em seco, e respondeo sorrindo:


-É o bordado mais bonito que já vi  -mentiu, para ganhar seu lindo sorriso.


-Pois, não esperarei o cassmenro! Vou bordar-lhe um lenço com suas iniciais afgora mesmo! Para que use e se lembre de mim!


Harry apenas sorriu, tentando empolga-la, mas pensando como era tola. Como uma jovem protegida dos males do mundo deveria ser.


Sentada, observando os dois homens, Hermione achou providencial mandar Gina interrompe-los. A ruiva não percebera o clima tenso, mas ela percebera.


Gina sentou-a ao seu lado, tagarelando e quando Hermione notou que a briga parecia prestess a recomeçar, levantou-se com uma desculpa qualqeur  e se aproximou de Rony.


Ele ficou surpreso quando ela veio de boa vontade, tocando seu braço.


-Me concede alguns minutos, esposo?


Seu tom doce, e seu toque carinhoso amenizaram sua expressão e a seguiu até a cozinha.


-O que pensa que está fazendo, Ronald? – o tom mudou totalmente quando estavam a sós – Brigando com Harry as portas do casametno de sua irma? Acaso enlouqueceu?


-Harry é meu amigo, Hermione, me resolvo com ele sem sua interferência!


-Por mim, tudo bem, faça como quiser; desde que não atrapalhe a vida de Gina! A pobre está apaixonada e qualquer um vê o modo como ele a olha! Serão felizes juntos, se voce não estragar tudo! – criticou.


-Acrdita que estejam apaixonados? – duvidou.


-Harry me disse isso há pouco tempo. Aliás, me disse que estava confuso. É um homem solitário a beira do casamento. Não o deixe ainda mais nervoso Ronald!


-E porque o deixaria nervoso? – estreitou os olhos, com acusação.


-Você me deixa nervosa com seu ciúme! Imagine Harry! Deve estar em pânico com suas insinuações! Um homem pode ter amisade e simpatia por uma mulher sem desejar dormir com ela! E se é incapaz de ver isso, é por ser um insensível!


-Acaso lhe pareci insensível ainda a pouco, no quarto? - ele provocou.


-Volte para a sala e peça desculpa a Harry pelas suas grosserias, antes que ele se encha e vá embora, e com toda a razão!


-Acalme meu ciúme Hermione, me trate como se deve, na frente de Harry.


Ela soltou um profundo suspiro de resignação.


-Não mereço que desconfie de mim desse modo. Não quand, é voce quem coloca suas amantes dentro de casa – desabafou.


-Não desconfio de você. Desconfio da possibilidade de se apaixonar por outro – contou surpreso que ela ficasse tão cínica a respeito dessa possibilidade.


-E acaso isso não é obvio? O que espera? Quis um casametno de conviniência. Pode se apaixonar, assim como eu. Mas amar outra pessoa, não quer dizer que vamos descomprir nossas obrigações.


Sua crueldade o fez segurar seu braço e encará-la com revolta.


-Não haverá paixões Hermione. Eu a tranco no quarto para o resto dos seus dias se suspeitar que esteja apaixonada por outro homem!


-Não deve ser difícil uma mulher se apaixonar por um homem que não faça ameaças! – ela provocou falando no mesmo tom – Large meu braço e contenha sua imaginação! – rosnou – A menos que me queira ver dar um escândalo e colocar sua amante porta a fora!


-Não consegue completar uma frase sem trazer Lilá ao assunto. Quem está com ciúme, hein Hermione? – ele soltou-a, com uma ponta de satisfação – Sente-se ao meu lado e deixe que me aproxime.


-Se é o que precisa para parar de infernizar a vida do pobre Harry! – ela concordou martilizada, sem saber por que seu coração estava acelerado.


Ambos voltaram para a sala, e encontraram Harry muito próximo a Gina. Ele tocava seu rosto e pareciam ter saído de um longo beijo, pois os lábios de Gina estavam vermelhos e sua face corada. Quando os notou, Harry se afastou imediatamente, engolindo em seco. Gina fingiu interesse em seu bordado, imóvel, temendo que o irmão a questionasse sobre tanta proximidade.


Sentindo-se o pior dos irmãos, Rony fingiu não ver, apenas pela satisfação de saber que Harry estava realmente encantado por outra mulher que não fosse Hermione.


Ele sentou-se no outro sofá e Hermione sentou-se ao seu lado, deixando que tomasse sua mão entre as suas. Olhou para ele quando pensou que não seria vista, pois Rony mantinha os dois olhos em Gina e Harry.


Admirou a pele branca do pescoço. E a orelha, grande e arredondada, perfeita para completar o rosto anguloso e quadrado. Os cabelos em sua nuca eram convidatidos, tão ruivos e macios ao toque.


Seu perfil era atraente, com a sombra de um sorriso nos lábios cheios e carnudos, lábios que sabiam sugar, morder e lamber. Molhou os lábios subitamente secos, e olhou para sua bochecha, seu nariz e suas sombrancelhas. Contornos perfeitos para os olhos azuis, como dois pedaços de céu, lapidados para sua face.


Hermione estremeceu e afastou o olhar, sentindo-se subitamente tímida diante do calor daquelas mãos que seguravam as suas. Olhou para o chão, sentindo o coração acelerado. No lugar do chão, fixou o olhar na coxa firme, o tecido da calça repuxado para acolher o músculo proeminente.


Rony apertou seus dedos e ao erguer os olhos, pegou-se sendo observada.


Olhos azuis presos no castanho de suas púpilas.


Talvez tivessem dito algo, não fosse o risinho malicioso de Gina. Falava deles, obviamente.


-Tenha compustura meu amigo – Harry brincou, rindo junto a futura noiva.


-Vá dormir, Harry - ele disse mal criado, sorrindo.


O mal estar entre eles não perdurou como sempre acontecia. As brigas eram passageiras, assim como tinha que conter seu ciúme.


-Meu irmão, quando iremos à cidade? Papai sempre me levava uma vez por semana para ver as novidades e fazer compras com mamae. Sinto-me um passarinho, preso em uma gaiola. – ela reclamou.


Harry olhou para ela, ternura trasnbordando dentro de seus olhos diante de sua delicadeza.


-Iremos na próxima semana, quando comprarei provisões e me reunirei com o juiz. Antes tenho que arrumar alguém para tomar os ditados e por em ordem os processos. E claro, esperar Lilá dar a luz, para levá-lo conosco para a cidade.


Ele sentiu o quanto Hermione relaxou ao seu lado, a simples idéia de se livrar de Lilá e lhe sorriu.


-Arrumarei um local para que fique até viajar para Londres. – completou.


-Não deveria levá-la de volta? Não é perigoso uma mulher viajar sozinha? – Gina se preocupou.


-Ela veio com suas próprias pernas, e voltará desse modo! – Hermione respondeu, indignada – a menos, que queria lhe fazer companhia Ginerva!


-Hermione! – Gina se ofendeu. – Como pode pensar isso?


-Continue sendo amiguinha de Lavander, e é o que todos pensarão! -ela respondeu emburrada.


Rony ao seu lado riu e beijou sua mão, atraindo sua total atenção ao simples gesto e acelerando seu coração.


-Hermione está com ciúmes da atenção que dá a Lilá – ele contou a Gina.


-Não sei por que – Gina deu de ombros, sentindo a mágoa ascender ao lembrar que não eram mais amigas.


-Ginerva – Harry chamou-a baixo – Peça desculpas a Hermione por sua súbita amisade com Lavander.


-E porque faria isso? – ela se horrorrizou.


-Porque é sua família, e não pode ofender sua cunhada desse modo. –disse enérgico.


-Oras! - ela se indignou petulante.


Hermione sorriu, adorando ver o dilema que havia em Gina. Agradar o noivo, ou se rebelar.


-Ginerva - a voz de Harry soou autoritária e ela riu com deboche.


-Nem meu pai me dá ordens Harry Potter! - ela afastou-se, empurrando sua mão, fervendo – Não ouse me tratar como uma criança! Meus probelmas com Hermione não são da sua conta!


-Ginerva? – ele se surpreendeu, deliciado.


-Desista, Harry.  – Rony sugeriu – Elas não querem nossa interferência.


-É a primeira frase sensata que vejo sair de sua boca, esposo – Hermione provocou e Gina concordou; ambas se apoiando.


Rony riu, pois para contrariá-los, elas se juntavam.


-Me diga Rony, onde pensa arranjar um ajudante? – Hary mudou o asunto, para não começar uma guerra de interesses femininos.


-Ajudante?


A voz morna de Lilá anunciou sua chegada. Ela andava a pasos difícies, e sentou-se pesadamente numa poltrona.


-Posso ajudá-lo minha vida, sabe que sou letrada e culta – se ofereceu.


-Não pode me ajudar, está para dar a luz a qualquer momento. Além disso, logo partirá – fez questão de lembrar – Pensei que Hermione pudesse me ajudar nisso – sugeriu olhando para ela com expectativa – O que me diz?


-Receberei parte de seus lucros nesse trabalho? – perguntou impertinente, o nariz erguido em desafio.


-Tudo que é meu lhe pertence, Hermione – ele galanteou, sorrindo – Sim, lhe pagarei um salário – Sabia que isso faria toda a diferença para ela.


Não pelo dinheiro, mas pela igualdade entre ambos.


-Posso ajudá-lo. Não me deixa fazer nada em casa. Ao menos será uma distração!


-Se quer trabalho, porque não ajuda os peos? – Lilá provocou.


-Faria isso se Rony deixasse – respondeu simplesmente e sinceramente.


-Meu Deus, é uma mulher terrível! Pobre Rony. – Lilá lamentou. – Imagino como deve ser terrível deitar-se com um homem todas as noites ao seu lado!


Hermione olhou firmemente para Rony, desafiando-o a não defende-la.


-Lilá.  – ele disse com calma – Não foi convidada a essa casa, mas está sendo bem tratada. Então, desfrute da estadia sem causar probelmas. – ele pediu com voz suave, um pouco terna.


-Como posso desfrutar? Até agora não me deu sequer um beijo de verdade meu amor. Tem idéia do tamanho da saudade que sinto?


Havia em sua voz sinceridade e ele sorriu pesaroso. Era uma pena uma moça tão jovem e bonita ter a vida tão complicada.


-Tenho certeza que encontrará um grande amor, depois que partir – ele tentou ser gentil, apertando a mão de Hermione entre seus dedos ao senti-la tão tensa.


Lilá olhou para as mãos e afastou o olhar, cheio de lágrimas. Mirou as peças de roupa que Gina tentava bordar e sorriu:


-Prepara um enxoval para mim, meu amor? – sua voz era doce.


-Não. É apenas uma distração para Gina. – ele explicou.


-Nosso bebezinho tem um enxoval completo. Se quiser, posso mostrar a Ginerva. Está no quarto – ela disse com segundas intenções.


Lilá levantou-se e olhou para eles, notando a hesitação.


Gina olhou para o irmão e então para Harry quase como quem implora. Queria muito ver um enxoval de roupas da corte!


-Seja breve Lavander – Harry disse tenso, e Gina lhe agradeceu com um lindo sorriso antes de levantar e seguir Lilá em direção ao quarto.


-Desculpe Rony, não posso negar o que quer que seja a sua irmã – ele desculpou-se com ares de riso.


-Gina fará gato e sapato de você – ele maliciou – Tive esperanças que não fosse apanhando com eu fui.


Ao seu lado, Hermione suspirou de antipatia.


Harry disfarçou o olhar em sua direção, tentando não prestar tanta atenção a Hermione.


Rony olhava apenas para ela, que desafiava seu olhar, sem recuar.


Harry não ouviu o que ele perguntou muito baixo, quase em seu ouvido, mas a viu corar e quebrar o contato visual, em claro constrangimento.


-Desperdicei minha oportunudade da noite novamente? – Rony falou muito baixo e ela afastou imediafamente o olhar.


-Se prometer deixar Harry e Gina em paz, posso, repensar sua situação – ela respondeu num tom um pouco tremulo


Os olhos de Rony brilharam de prazer, mas ela se apressou a dizer:


-Mas pelo amor de Deus, seja mais calmo e menos... Impulsivo. Preciso ter uma noite de sono em paz. – ela criticou, apenas para não dizer a verdade.


-Prometo ser suave como uma pluma – ele brincou.


-Homem detestável – ela ofendeu, soltando-se e saindo apressada para a cozinha, apenas para que ele não visse seu sorriso, ou o notase o acelerado de seu coração.


Rony riu, adorando a forma como Hermione vinha se rendendo.


 


 


 


 


 


 


 


 


AUTORA: hehe...


Obrigado Mi. Viu, eu te esperei! Capitulo betadinho!!!!


 


 


 

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.