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61. PAZ E SOLIDÃO


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


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CAPITULO 61 – PAZ E SOLIDÃO


 


 


 


 


 


A água quente caiu sobre a madeira da tina com o som característico, e Hermione quase gemeu de prazer ao imaginar-se dentro da água fervente.


Depois de uma manhã toda na cama, sentindo-se a ultima das criaturas, enjoada e dolorida, havia criado forças para levantar, devorar o almoço como se não houvesse vomitado a manhã toda e então, ao se ver livre, preparar um delicioso banho.


Juanita estava em casa aproveitando um descanso, enquanto Gina e Harry estavam na fazenda Wesley na companhia de Rony. Esperava que fosse uma longa conversa com Arthur e que isso lhe garantisse algumas horas de liberdade.


Hermione sorriu ao imaginar a expressão de raiva de Lavander ao descobrir sua artimanha.


Pedira a Duran, seu fiel escudeiro, que não lhe negava nenhum pedido, mesmo correndo o risco de ser castigado pelo patrão, que trouxesse um falso recado de Rony.


Algo sobre a esperar no lago para uma conversa intima. O menino deveria garantir que ela ficara um bom tempo por lá aguardando.


Afinal, era impossível precisar quanto tempo exatamente levaria na conversa do casamento de Ginerva.


Sorrindo, ela terminou de por a água e ficou satisfeita.


Um longo e caprichado banho, e estaria nova em folha.


Era vergonhoso que para ter alguma felicidade em sua própria cassa era preciso que usasse de estratagemas.


Feliz com sua traquinagem, Hermione voltou apressada a cozinha e apanhou um bolinho de leite que sobrara da sobremesa.


Do jeito que andava comendo, logo ganharia todos os quilos que Juanita vivia tentando fazê-la ganhar! Matreira, voltou ao quarto sem notar que tinha platéia.


Rony soube que ela planejava algo quando despachou a todos da casa. Não o enganou em nada, quando pôs Duran na prensa o menino contou de seu pedido.


Ciumento, decidira deixar Harry na casa de seu pai tratando do pedido de casamento, e voltou mais cedo, na esperança de pegá-la no flagra.


Esperara por alguns minutos e descobrira sua grande razão. Um banho. Pela quantidade de água, um longo banho.


Reconhecia que Hermione precisava de um momento a sós. Deveria ter ido embora quando percebera suas intenções, mas não pode esquecer o prazer que sentia quando a espiava em seus banhos algum tempo atrás.


Sorrindo a essa possibilidade aproximou-se sorrateiro do corredor e esperou ouvir seus passos, e o som de uma gaveta sendo aberta. As únicas gavetas eram do guarda roupas e estaria de costas para puxá-la, sendo assim, testou o trinco e constatou que se esquecera de trancar a porta. Afinal, porque faria isso, se a única razão para sua necessidade de privacidade era a presença inconveniente dele?


Hermione tinha prendido os cabelos no alto da cabeça com um pregador de prata antigo que provavelmente fora de sua mãe. Usava uma das camisolas com botões minúsculos em toda a extensão da frente.


Era evidente que planejara todo um ritual. As janelas estavam fechadas, as cortinas impedindo qualquer resquício de sol de entrar no quarto e lembrá-la que era dia. O quarto estava arrumado, toalhas limpas e secas sobre a cama, seu vestido, que usaria depois, dobrado em uma cadeira.


Acompanhou os movimentos suaves através da fresta aberta da porta, e sorriu quando ela mediu a temperatura da água com verdadeiro prazer.


Começou a abrir os botões mínimos da roupa de baixo e ele reteve o ar, molhando os lábios subitamente secos com a língua.


Hermione parou de desabotoar os botões e tentou lembrar-se onde deixara o sabonete. Sim, estava ao lado da tina, em seu braço de apoio. Mais tranqüila, terminou de abrir a camisola, tentando não se lembrar da vez que o próprio Rony fizera isso, deixando-a nua sob suas mãos.


Um súbito calor a fez apressar a entrada na água. Deixou cair à camisola e andou a passos lentos para a banheira cheia de água.


Rony conteve a respiração quando ela se abaixou para testar a temperatura com a ponta dos dedos da mão. Fora exatamente assim que a tivera na tarde passada. Desejo correu em suas veias e se conteve para não avançar e estragar esse momento de pura beleza.


Hermione suspirou ruidosamente, entrando com um pé na água morna. Era um dia quente, e a água não ajudava muito contra o calor, porém era melhor que água fria.


Deslizou para dentro da água, deitando-se com languidez.


Gemeu ao conforto morno a sua volta, relaxando cada músculo tenso. Do outro lado da porta, quem gemeu sem som foi Rony. Ouvir seus gemidos era uma angustia.


Hermione relaxou dentro da banheira, desfrutando do calor e do conforto que sentia em seu corpo. Confessava que estava dolorida. Em mais que um lugar. Sentia uma ardência incomum entre as pernas, e, sobretudo entre as nádegas. Uma ardência que nunca antes sentira em sua vida.


Pensar na causa era proibido e impensável, porém, naquele momento de solidão se permitiu lembrar.


Se remexeu na água, achando desconfortável estar ali sozinha. Entreabriu os olhos e apanhou a esponja e o sabão.


Pelo visto aquele demônio de homem não a deixaria em paz nem para descansar e relaxar! Vinha perturbá-la em sua mente!


Passou a esponja distraída pelos braços tentando esquecer os tórridos momentos naquela biblioteca. Conseguiu essa proeza por exatos dois segundos, até que a imagem nítida de Rony nu dançou sobre seus olhos. De pé, perto da janela do quarto, ao levantar, completa e despudoradamente nu. Fechou os olhos lembrando-se de cada detalhe daquele corpo, achando que a água estava ficando quente demais a sua volta. 


Assim como a pele clara era quente e febril, sempre que tocava aquele homem irritante, sua pele era febril. Os ombros largos e febris. O peito amplo e com músculos exatos, sempre febris por sobre seu acelerado coração. Seu umbigo maravilhosamente masculino e febril. Oh, a adorável marca de nascença sobre a virilha, coroando os pêlos ruivos na caída de seu estomago, era tão febril...


Parou com os movimentos em seu braço e abandonou a esponja na água. Fechou os olhos tentando aplacar a febre que estava em sua pele também.


Aquele grosseirão! Estarrecida, irrequieta, cometeu o erro de tocar sobre a própria barriga e se arrepiou. Ele sempre estava tocando sua barriga. Dizia que era lisinha e que adorava por as mãos ali...


Inadvertidamente, deixou os dedos sobre a pele, imaginando que eram as mãos graúdas e atrevidas.


Sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Não podia sentir desejo. Não era possível sentir isso tão pouco tempo após ter feito amor. Afinal, estivera com um homem no dia anterior!


Ou será que podia?


Como uma resposta as suas próprias dúvidas, deslizou a mão mais abaixo, perto das virilhas. Calor correu por seu corpo e aqueceu sua pele. Recostou a cabeça na borda da banheira, os olhos fechados, saboreando a sensação de quentura que a tomava.


Uma sensação agradabilíssima, sempre que sua mão corria sobre a pele.


Do outro lado da porta, Rony inchou dentro das calças ao notar a mudança. Hermione estava excitada.


E se tocava.


Timidamente, descobrindo como fazê-lo, mesmo assim se tocava. Uma das mãos acariciava o estomago, mas pela expressão de prazer, logo descobririam como continuar.


Incapaz de ficar quieto, arriscou, empurrando a porta e entrando no quarto o mais silencioso possível. Tinha que ver de perto. Ver detalhes. De pé, em frente à banheira, ficou olhando para sua mulher.


Hermione sentiu um olhar de fogo sobre a pele e fantasiou que se abrisse os olhos, estaria sob o olhar azul cheio de desejo.


Era uma fantasia, mesmo assim, gemeu de contentamento ao tocar um seio. Na tarde passada, havia segurado-os e apertado os bicos, em meio ao desfalecimento de prazer e obtivera uma sensação muito aprazível ao se tocar.


Sua mão direita se colocou sobre um seio, e apertou delicadamente. Arfou suavemente diante da umidade que nascia em seu corpo. Os dedos correram sobre o mamilo e os apertou com força. Mordeu o lábio diante da sensação que a fez pressionar ambas as pernas na tentativa de aliviar a sensação de queimação que se instalara em seu centro.


Esfregou as pontas dos dedos sobre o mamilo, sentindo a sensação crescer e a urgência aumentar. De olhos fechados, imaginou que Rony estava ali, tentando separar suas pernas e entrar entre elas. Gemeu.


Não deixaria que fizesse isso, então, ele acharia modos de vencê-la. Colocaria um joelho entre suas pernas e a manteria imóvel, aberta e imóvel, receberia seu corpo.


Oh, aquele pedaço de carne palpitante. Tão grande e duro, roçaria de leve e então seria empurrado polegada a polegada, atirando-a aos poucos, até preencher cada espaço, cada centímetro...


Consternada, deslizou a mão que estava sobre o estomago e os dedos tocaram a junção entre as pernas. Sem perceber o que fazia, entreabriu as pernas e deslizou os dedos devagar.


Rony agüentou, contendo o impulso de despir as roupas e arrombá-la com uma forte penetração, e assistiu de camarote, os dedos finos e curtos entrarem entre as pernas entreabertas. Um dedo seguiu para baixo, e roçou diretamente sobre os lábios, separando-os.


Hermione ia direto ao mais interessante. Esfregou sobre a umidade ardente, sentindo-se inundada, e então, rolou aquela umidade sobre o clitóris, arfando quando um clarão a pegou de surpresa.


Era tão bom. Quase tão bom quando ter aquele membro gigantesco correndo dentro de seu corpo.


Oh, teria que separar as pernas para acomodá-lo, separá-las largo o bastante para não haver empecilho para aquele devastador arrombamento.


Gemeu mais alto, quando seus dedos acharam a marcha certa, acompanhando as investidas que estavam apenas em sua mente, tão vividas, que ditavam o ritmo de seus dedos. Os quadris dele fariam movimentos loucos e ela se agarraria aos seus cabelos com a mesma volúpia que se agarrava ao seio jovem, apertando-o e roubando de seu corpo uma resposta imediata.


Seu quadril balançou sob a água, os dedos invadindo seus caminhos secretos e Hermione gemeu mais alto, quando o dedo encontrou a fenda e deslizou um tanto para dentro, só um pouco não poderia fazer mal...


Oh, aquele homem horrível, a martelaria contra a cama, pregando dentro de si os pregos do orgasmo, e ela ergueria os quadris como uma louca, aceitando sua brutalidade e se movimentando contra ele, no mesmo ritmo que seus dedos a penetravam.


-Oh... – ela gemeu, tombando a cabeça para o lado, gemendo e se arqueando na água, enquanto o prazer superava as lembranças.


De pé, Rony abriu as calças, sem poder ver e não participar.


Hermione sentiu o corpo ficar tenso e estava a um segundo de algo maior, o corpo retesado e pronto para acabar num delicioso prazer quando o som de passos a fez abrir os olhos.


Pânico a fez parar e gritar:


-NÃO! SAIA DAQUI!


-Hermione... – não tinha palavras para expressar o tamanho do tesão que o percorria, e nem mesmo sua fúria pode fazê-lo parar.


-NÃO SE APROXIME DE MIM! – ela gritou levantando-se da água, sem saber o quão erótico era seu corpo salpicado por água, correndo por suas curvas – NÃO TINHA O DIREITO DE ME ESPIAR! NÃO TINHA O DIREITO DE VER... EU TE ODEIO!


Pulou fora da banheira e se afastou, mas ele nem ligou, tirou a ereção de sua prisão e se aproximou, olhando única e exclusivamente para sua vagina. Estava úmida pela água, pingos d’água deixando-a suculenta.


Como um desvairado seguiu-a pelo quarto, se apressando a derrubá-la na cama antes que pudesse chegar à porta.


-ME SOLTA! NÃO SE ATREVA...! OH! – as palavras morreram quando ele abriu suas pernas sem gentileza alguma e puxou seus tornozelos até estar na atura certa, na beira da cama.


Hermione se debateu e com um chute conseguiu fugir, querendo dar a volta na cama, escapar, mas ele a prendeu contra os travesseiros.


Ela estava de lado, ele nem notou, apenas ergueu sua perna e a penetrou, segurando sua perna erguida.


Não estava interessado em Hermione, apenas em sua intimidade aveludada e ensopada de desejo por ele.


-NÃO! – ela fechou os olhos com força, sufocando o prazer que a percorria diante da penetração forte - NÃO! NÃO! NÃO! NÃÃÃÃÕOOO... oh, diabos, não! – a força a sacudia, e Hermione mordeu o travesseiro, o corpo sendo sacudido como se fosse de pano.


Não era isso que fantasiava há um minuto? Se deixou levar, pois era impossível fazer qualquer coisa além de aproveitar. Naquela posição gritou quando o pênis cresceu, inchado e potente, afundando em suas dobras, empalando-a sem piedade alguma.


Rony a girou quando sentiu que poderia ser desconfortável, e se deitou sobre ela, diminuindo o ritmo, o corpo prensado, roçando em seus seios, as barrigas se tocando, os braços de Hermione o rodeando pelos ombros, assim como as pernas.


Em silêncio os gemidos se seguiram, os movimentos de quadril não pararam e a cama tremeu. Hermione agarrou-se no profundo beijo que a consumia, e agarrou o travesseiro atrás de si quando o prazer a tocou.


 Forte e rápido, culminou em um grito, detido pelos lábios de Rony. Ele sorveu seu grito, mordendo sua boca e descendo para seu queixo. As pélvis unidas, ele ainda mantinha as fundas penetrações, e Hermione sentiu que gozaria de novo, no exato momento em que ele quebrou. Grunhindo, ele se entregou ao prazer e antes que pudesse parar Hermione o beijou no rosto, sussurrando:


-Não pare agora... Oh, amor, não pare agora...


“Oh, amor”, ele pensou assustado com o tamanho do desejo que o correu ao ser chamado de forma tão carinhosa. Lhe daria tudo que desejasse. Segurando seu quadril contra o colchão, deixou-a imóvel e se ajoelhou entre suas pernas, afastando-as largo e se arremessando com força, do jeitinho que Hermione tanto apreciava.


Ela se contorceu, uma das mãos agarrando ainda o travesseiro, enquanto a outra tocava sobre o próprio seio.


Rony agarrou essa mão, e levou aos lábios, chupando os dedos, os mesmos que estiveram a tocando há pouco tempo atrás. Hermione olhou, choramingando de prazer e se arrepiou quando ele colocou sua mão sobre seu sexo, e deixou os dedos úmidos pousados ali.


Instintivamente, o tesão subjugando o pudor, Hermione se tocou. Circulou o clitóris com vontade, enquanto era penetrada por uma lança de paixão e levou apenas alguns minutos para ser apanhada pelo prazer.


Seus dedos ficaram imóveis sobre seu clitóris, o quadril trancado contra Rony, aninhando seu pênis bem fundo, tocando os pelos púbicos enquanto ela arquejava. Rony também gritou, mas ela não ouviu; surda para qualquer som além do pulsar desesperado do próprio coração.


Sentindo o frisson ir embora, baixou o quadril, sentindo aquilo tudo ser tirado polegada a polegada, até deixar um vazio cansado sobre seu corpo.


-Aprecio seu desejo - ele sussurrou, deitando todo o corpo sobre o dela para cobri-la num abraço – Aprecio vê-la se satisfazer. Nunca mais tenha vergonha de mim, ou medo. – Hermione não olhou em seus olhos, mas ele a fez olhar, ao beijar sua boca com tanta suavidade – Da próxima vez, me convide a participar. – sorriu-lhe safado – será mais divertido, garanto.


-Rony... – ela sorriu também, cansada pela atividade intensa – Meu banho?


-Quer que eu saia? – perguntou a contra gosto, lambendo sua pele e acariciando seus seios.


-Era algo só meu. Não tinha o direito de me espiar. - tentou argumentar, macia e saciada demais para brigar.


-Tem razão – ele concordou – A água deve estar quente ainda. – se moveu, apanhado-a no colo.


Andou até a banheira e a depositou, ficando de pé e soltou seus cabelos.


Arrumou as próprias roupas e como ainda estava vestido, apenas fechou as calças e arrumou a camisa dentro do cinto.


-Aproveite seu banho. E não se esqueça de trancar a porta para se vestir. – se aproximou da porta e piscou antes de sair – Alguém pode espiar.


Quando ficou só, Hermione riu. Deveria estar furiosa. Mas não estava.


Homem endiabrado esse.


Seu riso feliz o fez sorrir do outro lado da porta. Com uma indescritível felicidade dentro do peito, deixou a casa indo para a fazenda de seu pai continuar com a negociação do casamento de Gina.


E quando a Lilá? Não se lembrou de desfaze o mal entendido...


 


 


 


 


 


 


 


 


AUTORA: Esse capitulo foi baseada em uma cena que a Mi, minha beta, sugeriu a tempos atrás, enquanto ficava me pedindo fic sem parar...hehe...e foi um dos estopins que desencadearam a fic. No fim, achei que ficou mais suave que pretendia, mas nessa fase da fic não dá para voltar atrás no avanço que há entre os dois. Eu acredito que em todo relacionamento há uma linha imaginaria que delimita como somos com nosso parceiro e depois que cruzamos essa linha é impossível voltar atrás. Talvez por isso seja tão difícil manter amizade com os ex....(olha eu filosofando...).


 


            Beta: Ai meu Deus, estou aqui em estado de êxtase, caramba, meu pai, assim você acaba comigo marja, estou, como posso dizer, pegando fogo!


 

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