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26. CAPÍTULO 24


Fic: A Próxima Vítima HG CAP 20 AO 24 ON COMENTE E VOTE


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Capítulo 24


FINALMENTE, GINA FEZ A PERGUNTA QUE A ESTAVA INCOMODANDO.


— Por que você está indo embora de Chicago?


— É uma longa história. — Ele não continuou.


— Para onde você vai?


— Vou voltar para Boston. Minha família é de lá.


— Temos um hotel em Boston.


— Eu sei — disse ele.


Ele não forneceu mais explicações e ela não o pressionou. Quando a porta se abriu, ambos se viraram. O detetive John Wincott deu um passo à frente e abaixou-se para pegar uns papéis que deixara cair. O sinal de calvície perfeitamente redonda no alto de sua cabeça era visível e brilhante. O parceiro de Wincott costumava dizer a todos no recinto que ele era muito sensível sobre sua careca, o que, é claro, faz com que todos usem a primeira oportunidade para atormentá-lo com isso. Um dos apelidos de que Wincott menos gostava era padreco. Felizmente, não lhe faltava senso de humor.


Gina achou que ele a fazia lembrar um contador sobrecarregado, provavelmente porque carregava o que parecia ser um livro-caixa, com papeis saindo por todos os lados. Em seguida, ela percebeu a arma que ele levava ao lado do corpo e a possibilidade de que ele fosse um contador foi imediatamente descartada.


— Desculpem por tê-los feito esperar.


— Você continua com aparência cadavérica — Harry disse a ele, depois de apresentá-lo à Gina.


Na verdade, ela o achou bem charmoso, mas com aquelas olheiras e a pele cinzenta ele realmente parecia estar exausto.


— É verdade. Perdi meu dia de spa na semana passada — disse Wincott.


Harry deu uma risada.


— Eu me esqueci de perguntar. Como está o bebê?


Wincott virou-se para Gina e explicou:


— Nossa filhinha está ganhando dentes — disse ele. — E não está muito feliz com isso, o que significa que minha esposa e eu também não estamos felizes. Nesses últimos tempos, não temos conseguido dormir direito.


— Ouvi dizer que uísque ajuda.


— Já tentei, mas só consegui ficar de ressaca na manhã seguinte.


— Estou dizendo que é bom para massagear as gengivas do bebê. Ajuda a adormecê-las.


— Eu nunca ouvi falar nisso. Além disso, e se ela gostar da brincadeira? E se ficar viciada? De repente, aqui estou eu, levando minha filha de dois anos para as reuniões do AA. Acho muito arriscado — disse ele, na maior seriedade.


Harry se levantou.


— Eu disse à Gina que você é um bom detetive policial. Não me desaponte.


— Você não quer participar?


Ele balançou a cabeça.


— Tenho de dar alguns telefonemas. Se precisar de alguma coisa, estarei em minha mesa — e, virando-se para Gina, disse: — Tudo bem?


Ele estava sendo extremamente gentil, pensou ela. E parecia estar preocupado com ela.


— Sim, tudo bem — disse ela.


Harry fechou a porta atrás de si. Virou-se e deu de cara com Lyle Bradshaw. O parceiro de Wincott estava impecavelmente vestido, como sempre. Sua gravata listrada tinha um nó perfeito, o terno escuro estava impecavelmente passado, a camisa imaculada e os sapatos pareciam novos. Ao lado dele, Harry parecia ter sido assaltado há pouco tempo.


— Ela está na sala de café? — Bradshaw perguntou, em vez de cumprimentá-lo.


— Sim — disse Harry. — O Wincott está com ela.


— Ele está babando?


— Não entendi.


— Ouvi dizer que ela é linda.


— É mesmo? Onde é que você ouviu isso?


— Fofoca de café — disse ele, referindo-se à área aberta onde todos os detetives trabalhavam. — Desde que vocês entraram, ela tem sido o assunto da conversa. Ouvi dizer que tem um rosto lindo e um corpo escultural.


Harry surpreendeu-se com o lampejo de raiva que sentiu. Ele não sabia explicar por quê.


— Definitivamente, ela não é para seu bico, Lyle.


Divorciado há pouco tempo, Bradshaw se considerava o favorito das mulheres. Elas o achavam atraente e atencioso e ele nunca estava desacompanhado. Pessoalmente, Harry o achava um pouco arrogante e, algumas vezes, detestável. A única coisa que o salvava era sua competência como detetive.


Bradshaw estava abrindo a porta para a sala de café quando Harry o chamou:


— Ei, Bradshaw.


— Pois não?


Harry estava pronto para dizer-lhe para pegar leve com Gina, mas controlou-se a tempo.


— Vá com calma com ela — disse ele. — Ela está assustada.


Harry pegou sua correspondência e voltou para sua mesa. Lewis havia encaminhado seus casos para vários detetives sobrecarregados de trabalho e, em seu intento infantil de puni-lo, Lewis havia mandado retirar o computador de sua mesa de trabalho. Agora, o tampo da mesa de Harry estava completamente vazio.


Se os outros detetives não tivessem levado a pior ao terem de assumir os casos dele, ele acharia o comportamento de Lewis engraçado. Harry sentou-se em sua mesa e pegou seu celular para ligar para seu irmão, James.


— Então, acho que estou dentro.


James deu uma risada.


— Olá, Harry. Com dentro você quer dizer o FBI?


— Você já sabia, não é?


— Sim, sabia. Ward me ligou cinco minutos depois de você ter sido aceito na academia. Ele me disse que suas notas foram impressionantes.


— Melhores que as suas?


— Bem... se fossem, você acha que eu admitiria?


— É pouco provável. Por favor, conte ao Theo — pediu Harry. Ele não sabia se teria tempo de entrar em contato com seu irmão mais velho.


— Ele já sabe. Ward ligou para ele também. Você já decidiu se vai comprar minha casa na cidade? Todos os domingos, Lílian tem saído com o corretor à procura de uma nova casa para nós. Nossa casa é boa para uma pessoa solteira, mas, com o bebê, ficou muito apertada e Lílian está querendo engravidar de novo.


Harry deu um sorriso. Ao se casar com Lílian, James havia encontrado seu pote de ouro. Ela era uma pessoa muito especial, feita sob medida para o irmão dele. De natureza calma e compreensiva, ela era exatamente o que James precisava ao voltar para casa após o trabalho. Theo freqüentemente descrevia o trabalho de James como uma panela de pressão. Ele e seu parceiro, Noah Clayborne, trabalhavam para uma divisão especial do FBI. Eles entravam em ação quando a busca de uma criança desaparecida esfriava. Era um trabalho duro e estressante.


— Sim, vou comprar sua casa na cidade — disse Harry. — Mesmo que não seja designado para trabalhar em Boston.


— Ward me disse que será.


— Ele diria qualquer coisa para convencer uma pessoa a juntar-se ao FBI — disse ele. — Essa decisão não cabe a ele, mas mesmo que eu não vá para Boston vou manter a propriedade. É um bom investimento.


— Espere um pouco — disse James. — Eu mal posso ouvir o que você está dizendo. Tem duas pessoas falando comigo ao mesmo tempo.


— Quem está falando com você?


— Noah.


— Onde você está?


— Em Dallas — disse ele. — Acabamos de finalizar um caso. Esse terminou bem.


— Isso é ótimo.


De repente, Noah estava na linha, dando-lhe os parabéns.


— Você vai morrer de trabalhar na academia, mas tenho certeza de que vai sobreviver. Quando é que você pretende sair de Chicago?


— Preciso ficar aqui por mais três semanas, talvez quatro.


— Se você ainda quiser ver o jogo dos Cubs, é melhor você vir para cá logo. Para comprar os ingressos do Gil, é preciso avisá-lo com antecedência.


Um segundo depois, James estava de volta ao telefone, lembrando-o de que Jordan, irmã deles, estava planejando fazer uma viagem até Chicago.


— Eu sei, mas ela ainda não marcou uma data. Eu não vou poder começar a fazer a mudança antes de terminar meu trabalho por aqui. Fui designado para uma nova tarefa que vai consumir todo o meu tempo nas próximas três semanas, mas, depois disso, estarei livre. Se a Jordan demorar muito, vai acabar tendo de me ajudar a empacotar as coisas.


— Qual é sua nova tarefa?


— Não quero falar sobre isso.


James deu uma risada.


— É assim tão ruim?


Um jovem policial colocou uma pasta grossa sobre a mesa de Harry e preparou-se para sair. Harry fez um sinal para que ele esperasse.


— Preciso desligar, James. Ele fechou o celular e colocou-o no bolso. — O que é isto?


— Formulários que você precisa preencher. Mandados pelo Departamento de Recursos Humanos.


— Você está brincando.


— Não, senhor. Eu nunca brinco em serviço.


— Eu já preenchi esses papéis. — Maldição, continuou a dizer, em silêncio.


— Não, senhor. O senhor preencheu alguns formulários, mas não todos. Eles pedem que você os devolva até o final do dia.


— É mais difícil sair desse lugar do que entrar.


— É isso o que a maioria dos criminosos costuma nos dizer — respondeu o tira, secamente.


Harry decidiu que seria melhor preencher os formulários de uma vez e, abrindo a pasta, começou a preencher o primeiro deles. Como foi interrompido muitas vezes, demorou quase uma hora para terminá-lo. Um dos detetives, de posse de uma cópia do caderno de chantagem de Sweeney, lia seu conteúdo em voz alta.


Harry acabara de preencher o último formulário quando levantou a cabeça e viu Bradshaw fazendo-lhe sinais. Pegou a pasta para devolvê-la no caminho. Bradshaw o esperava na escada.


— Vocês já terminaram com a Gina? — perguntou Harry.


— Por enquanto, sim — respondeu ele. — Wincott a levou até seu perito favorito.


— O retrato falado não deve demorar muito.


Bradshaw riu com desdém.


— Até parece que você não conhece o Tony. Se for preciso, ele ficará com ela o resto do dia, até que ela consiga descrever os mínimos detalhes. Você vai ter de ficar com ela. Acabei de receber um telefonema do puxa-saco do assistente do Lewis. Ele me disse que o irmão de Gina e seu advogado estão vindo para cá.


— Ela não é suspeita. Você explicou isso a ela?


— É claro que sim — disse ele. — E quase não resisti à tentação de convidá-la para jantar, mas me controlei a tempo.


— Pelo amor de Deus, Bradshaw. Tente se concentrar.


Bradshaw deu um sorriso.


— Isso é quase impossível, com ela por perto.


— Quem chamou o irmão e o advogado? Você sabe?


— Não — disse ele. — Eles vêm para uma reunião com o Lewis. — Ao mesmo tempo, eles se viraram para olhar para o tenente. Podiam vê-lo através da divisão de vidro, organizando a bagunça sobre sua mesa.


— Ele está se aprontando para receber visitas — disse Harry.


— Visitas importantes — acrescentou Bradshaw. — O Weasley tem uma grana preta.


Grana. Era tudo o que importava para Lewis, pensou Harry, enquanto ia até a mesa da frente para devolver os papéis. Ao voltar, encontrou Melissa, que cumprimentou com um sorriso. Ela respondeu com um grunhido. Depois de ter passado por ele, parou e disse:


— Hei, Potter.


— Sim?


— Diga à Gina que, quando eu estava trabalhando naquele pedaço de merda que é o computador dela, eu me esqueci de reconectá-lo à rede


— Do que é que você está falando?


— Ela tem várias estações conectadas à rede.


— Melissa, eu continuo sem entender.


Ela pareceu irritada.


— Você conhece alguma coisa sobre computadores?


— Aparentemente, não tanto quanto você gostaria que eu soubesse. Por favor, dê as devidas explicações a esse simples mortal.


— Existem algumas outras pessoas lendo os e-mails dela.


— Era tão difícil assim dizer isso?


Ela ignorou o tom sarcástico.


— Existem vários computadores lá no hotel, todos conectados na mesma rede. Pense no e-mail dela como uma bola. Sim, exatamente como uma bola. Quando ela recebe uma mensagem, a bola é jogada para outras estações. O assistente dela recebe a mensagem ao mesmo tempo que ela. O sistema foi organizado dessa maneira para economizar tempo — explicou ela e, espremendo um pouco os olhos, perguntou: — Você está entendendo?


Ele não permitiria que ela o tirasse do sério.


— Você disse que várias outras pessoas estariam lendo os e-mails dela. Seu assistente é uma delas. Quem mais está quebrando as bolas? — perguntou ele.


— A bola bate e volta, Potter. Não quebra. E trata-se de alguém de lá mesmo.


— Você pode seguir a pista e encontrar esse computador específico?


— Já fiz isso. Eu não me lembro do número do IP, mas sei que está localizado no escritório de um dos irmãos. Não consigo me lembrar de qual deles. Está tudo registrado nas anotações que mandei para Wincott. Pergunte a ele.


— Mande-me uma cópia do seu relatório. — Ela já estava se afastando quando ele lhe fez uma nova pergunta: — Pode ser que Gina não saiba que existe outra pessoa lendo seus e-mails. Isso é possível?


Ela encolheu os ombros.


— Sim, é possível.


Harry foi para o outro canto da sala e viu Gina pelo vidro da porta. Ela estava sentada de frente para um computador, ao lado do perito. Ela deve ter percebido que estava sendo observada, porque, de repente, virou-se e olhou para ele. E sorriu. Harry retribuiu o sorriso.


Tony deu uma batidinha em seu braço, pedindo-lhe que prestasse atenção. Relutante, Gina voltou a olhar para a tela. Tony era extremamente exigente. Ele era um homem de idade que se parecia com um comediante que ela vira num show há alguns meses. Durante os primeiros cinco minutos que trabalharam juntos, ela não pôde evitar de esperar que ele contasse uma piada. Entretanto, Tony não tinha muito senso de humor. Depois de apertar a mão dela, ele anunciou que era um perfeccionista e lhe disse que trabalhariam juntos pelo tempo necessário para conseguir um retrato, o mais perfeito possível, do homem que a perseguira no parque.


A tarefa era surpreendentemente difícil. Até que se sentasse para trabalhar com Tony, ela pensara que tinha uma boa imagem do homem em sua cabeça, o que não era bem verdade. Várias vezes ela teve de fechar os olhos para tentar visualizá-lo novamente. Ser exata sobre o formato do nariz, dos olhos e do queixo era um grande desafio.


Quando terminaram, ela achou que o retrato estava bastante parecido, mas não podia considerá-lo perfeito. E, quando Tony removeu a barba e os óculos, a aparência mudou completamente. Então, ela não tinha a menor idéia se estava ou não correto.


Harry estava esperando por ela do lado de fora da sala. Ela lhe entregou uma cópia e disse:


— O Tony acha que os cabelos, a barba e os óculos podem ser falsos. — Em seguida, entregou-lhe uma segunda cópia. — Essa pode ser a verdadeira aparência dele.


— Ele lhe parece familiar?


Ela balançou a cabeça.


— Ele é bastante... comum, não é? — Ele concordou com um aceno de cabeça.


— Então, esse deve ser o... — Ele começara a dizer miserável, mas substituiu a palavra —... o maluco que estamos procurando. Ele tem uma aparência comum e facilmente passará despercebido.


— Talvez não — disse ela. — Ele é um homem tão grande e musculoso quanto você. É possível que ele se sobressaia apenas pelo tamanho, não sei. — Em seguida, ela respirou fundo e disse: — Se esse for o homem que roubou meu celular e matou Sweeney e... — Ela estava muito cansada para continuar. — Acho que os detetives Wincott e Bradshaw terminaram de rne interrogar e já posso voltar ao meu escritório. Se vocês precisarem falar comigo novamente, basta que me liguem ou passem por lá.


Harry colocou-se na frente dela.


— Mesmo sabendo que você é uma pessoa bastante inteligente e mesmo que já tenhamos falado sobre isso, vou fingir que ainda não entendeu. Fui encarregado de cuidar de sua segurança, o que significa que devo ir a todos os lugares que você for.


Ela cruzou os braços e franziu a testa. Seu dia estava sendo longo e árduo.


— E, como já lhe expliquei, se eu achar que preciso de um guarda-costas, posso contratar um.


Aquele sorriso era capaz de tirar qualquer mulher do sério e, quando ele se aproximou dela, forçando-a a levantar a cabeça para olhá-lo nos olhos ela ficou arrepiada e enrubescida.


— Será que vamos ter de encarar um confronto? — perguntou Harry.


— Acho que sim.


— Não existe a menor chance de você ganhar.


— Por quê? Por que você tem uma arma?


Ele não respondeu. Apenas balançou a cabeça.


— Porque você é maior do que eu?


Ele balançou a cabeça novamente.


— Mais forte?


Ele deu um sorriso.


Ela virou os olhos para cima.


— Como você pode notar, eu não disse "mais inteligente". — Ele deu uma risada. — Detetive...


Isso era até onde ele a deixaria ir.


— Nenhum de nós dois pode ir embora ainda.


— Por que não? — perguntou ela, com a atenção temporariamente desviada do assunto guarda-costas.


— Seu irmão e seu advogado estão no escritório de Lewis com Wincott e Bradshaw. Eu vim até aqui para buscá-la. Eles estão esperando para falar com você.


— Que irmão? — perguntou ela, tentando não deixar que ele percebesse a irritação que sentia.


— Não sei. Mas isso importa?


— Sim. Espero que não seja o Rony — disse ela. Gina não disse a Harry o que estava pensando, mas realmente esperava que Fred estivesse de volta à cidade e à espera dela no escritório do tenente. Era muito mais fácil lidar com ele do que com Rony.


Enquanto tentava passar por Harry, ela balançou a cabeça.


— Então, acho que devemos ir até lá.


Ele fez nova manobra para colocar-se na frente dela e encostou-se na parede.


 — O que está acontecendo com você?


Harry agia como se fossem velhos amigos e ele a conhecesse tão bem que fosse capaz de dizer quando ela estava fora de sintonia.


Ela passou o peso de um pé para outro enquanto dizia:


— Se eu não tivesse feito aquela lista idiota...


— Você não matou ninguém, certo?


— Não, mas...


— Você só participou de um exercício.


— Eu fiz uma lista de assassinatos, pelo amor de Deus.


— Juntamente com muitas outras pessoas — enfatizou ele. — O problema é que você não teve a chance de atirar sua lista ao fogo. — Harry deu um passo para o lado, permitindo que ela fosse à sua frente. — Mal posso esperar para encontrar esse tal dr. Shields. Ele está me parecendo um encantador de serpentes.


— Está mais para serpente do que para encantador. Gostaria de nunca ter ouvido falar nele — respondeu ela, por sobre os ombros.


— E o que há de errado com Rony?


A pergunta a incomodou.


— Não há nada de errado com ele. Rony é um irmão maravilhoso.


Harry não acreditou muito.


— Verdade?


— Ele só é um pouco... certinho demais. Só isso.


Ao chegarem ao escritório de Lewis, Harry não precisou perguntar qual dos estranhos era o irmão de Gina. Eles eram bastante parecidos. Apesar de Gina ser bem mais baixa que o irmão, ambos tinham o mesmo tom de pele , as mesmas características de nobreza ate mesmo os mesmo cabelos vermelhos. Rony estava impecavelmente vestido num terno escuro bem talhado que, Harry estava certo disso, devia ter a etiqueta de algum designer famoso. Seu irmão Theo tinha um terno parecido com aquele. Calvin Klein, pensou ele. Ou talvez, Armani.


O homem bem alimentado, sentado na cadeira de frente para a mesa de Lewis, também vestia um terno caro. Ele era baixo, redondo como um ovo e tinha o rosto enrugado como uma camisa de algodão amarrotada. Harry imaginou que se tratava do advogado.


Os detetives Wincott e Bradshaw estavam de pé na frente das janelas, observando. Ambos pareciam estar terrivelmente entediados.


Por acaso, o irmão de Gina levantou os olhos, viu que ela se dirigia para lá e, por uma fração de segundo, Harry percebeu um grande alívio nos olhos dele. Independentemente dos defeitos que pudesse ter, era evidente que amava a irmã.


 


 


 


 


 


Oi galera linda do meu coraçãoooooo!!!!!!!


Feliz 2010 a todos vocês!!!!!!!!! Que esse ano seja de abundante alegria e grandes realizações !!!!


Bom galera novos capítulos postados,mas personagens apresentados hummmmm vocês estão gostando ????????


Sério que eu gostaria de postar um capitulo por dia ou mesmo responder a cada um de vocês individualmente, mas o meu lindo e amado computador não esta querendo colaborar com isso.


 


Essa semana mesmo foi uma grande alegria, só entrei no modo de segurança. Não posso reclamar muito, pois se não fosse esse modo não conseguiria  usar o computador!


Hoje consegui fazê-lo entra normal cara nem quero desligá-lo por isso aff ,mas essa e a mais nova saga na minha vida sem computador e sem dinheiro para ver o que ele tem , então galera quando eu puder eu posto cap!


 


Obrigada pelo carinho com a fic e espero que tenham gostado dos capítulos beijosssssss


Carol


Fiquem com JESUS


 


 HG


 


 


 

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Comentários: 3

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Enviado por Edwiges Potter em 04/12/2013
Cade o resto?
Nota: 5

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Enviado por Alepains em 02/10/2012

Oi, muito boa, quando vc vai postar mais?

Nota: 5

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Enviado por rafaellammendes em 04/08/2012

Oieeeee!!
Sua fic esta maravilhosa!!!! Poste mais capitulos por favor!!!!
Agora q eles finalmente vão estar juntos o tempo inteiro eu PRECISO ler mais!!!!
ahuahuauahauhauhuhauhauhua

p.S: estou esperando ansiosamente!!! 

Nota: 5

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