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22. CAPÍTULO 20


Fic: A Próxima Vítima HG CAP 20 AO 24 ON COMENTE E VOTE


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Capítulo 20


— VOCÊ ESTÁ DE VOLTA AO DEPARTAMENTO.


Lewis fez o comunicado da porta de seu escritório.


— Potter, você ouviu o que eu disse? Você está de volta.


Harry não se deu ao trabalho de se levantar. Ele simplesmente virou sua cadeira giratória e perguntou: — De volta aonde?


Lewis aproximou-se a passos largos. — Acabei de falar com o superintendente da polícia por telefone. Isso mesmo — disse ele. — O superintendente. — Ao dizer isso, ele estufou o peito.


— Então? — perguntou Harry.


— Você tinha idéia de quem é Gina Weasley, quando a entrevistou? — Harry não estava a fim de adivinhações. Ele estivera rabiscando seu mata-borrão, enquanto observava o ponteiro de segundos circundar o relógio na parede. Apesar de fazer apenas algumas horas que Lewis havia tirado seus casos de suas mãos, ele estava terrivelmente entediado. Não estava certo de quanto tempo conseguiria agüentar sentado ali, e Lewis esperava que ele chegasse pontualmente às oito da manhã, para passar nove longas horas sem fazer absolutamente nada. Se ele queria aplicar uma punição a Harry, não poderia ter encontrado forma melhor. Três semanas de tédio total e irrestrito. Gostasse ou não, ele teria de agüentar.


— Então, tinha ou não?


— Tudo bem, mordi a isca. Quem é ela?


— Uma Weasley — disse ele. Ao dizer o nome, ele quase estalou os beiços.


Lewis parou na frente da mesa de Harry e plantou as palmas de suas mãos suadas no mata-borrão de Harry. — Ela é Gina Weasley.


— E daí?


— A família dela é dona daquela rede de hotéis. — Agora, ele estava franzindo a testa, obviamente irritado com o fato de que Harry não tivesse ficado impressionado o bastante. — O Weasley, de Chicago, é apenas um dos hotéis da rede. Todos eles são cinco-estrelas. A família da mulher tem dinheiro, muito dinheiro.


— E daí?


— Isso não consta em seu relatório. Eu verifiquei. Você deveria ter mencionado alguma coisa. Por que omitiu o fato?


A pergunta era tão absurda que Harry não sabia como responder.


— O que tem ela? E o que você quis dizer quando disse que eu estava de volta?


— Ela tem irmãos.


— Sim, eu sei.


— Três irmãos — continuou ele, agindo como se Harry não soubesse. — O mais velho acabou de ligar para o superintendente. Parece que ele conhece bem os Weasley. Eles freqüentam o mesmo clube — acrescentou ele. — O Hogwarts Club, para ser mais preciso. Minha esposa está tentando entrar na sociedade como sócia há mais de cinco anos.


— E? — perguntou Harry, tentando forçá-lo a ir direto ao assunto.


— Rony é o mais velho dos Weasley. Ele é um homem muito poderoso.


Agora, ele parecia um fã. Harry estava enojado.


— E daí?


— Ele está preocupado com a segurança da irmã.


Harry apoiou as costas na cadeira.


— Por que você está falando isso comigo? O responsável pela investigação é Wincott.


— Wincott já tem muito o que fazer — disse ele. — E Gina Weasley não é suspeita...


— O Wincott disse a você que não?


— Sou eu quem estou dizendo — chicoteou ele.


Harry não estava disposto a discutir. Vamos lá, pensou ele. Seja claro. Lewis estava demorando uma vida inteira para lhe dizer o que queria. E Harry tinha muitas outras coisas para fazer. Como, por exemplo, rabiscar seu mata-borrão. Nesse momento, ele quase deu uma gargalhada. Lewis precisava ter certeza de que ele seria excluído de todas as investigações em andamento, pois queria que ele se sentasse em sua mesa de trabalho e não fizesse nada mais além de olhar para o teto. Felizmente, ele tinha vários rabiscos para terminar e, no exato momento, as mãos de Lewis estavam suando, mais precisamente em cima dos mais criativos.


— Quero que você cuide da segurança dela até que Wincott descubra quem é o assassino de Sweeney.


Harry largou a caneta.


— Você quer que eu seja o guarda-costas dela? — Ficou irritado só de pensar nessa possibilidade. — Eu não sou um maldito guarda-costas — resmungou ele, antes que Lewis tivesse a chance de falar alguma coisa.


— Pois agora você é. E sabe por que eu decidi por você?


— Por que você sabia que eu detestaria?


— Por isso também — disse Lewis, com um sorriso. — Sua atitude é muito ruim, Potter. É por isso que você é tão bom trabalhando com narcóticos. Você se encaixa muito bem com todos aqueles pervertidos e psicopatas.


Os insultos dele não atingiram Harry.


— Que bom que você notou.


— Você vai ficar grudado naquela mulher noite e dia, dia e noite. Entendeu?


Estaria ele mais preocupado com o fato de a mulher rica ficar irritada ou com o assassinato de Sweeney? Era difícil dizer.


— Se a família dela tem tanto dinheiro assim, por que não contratam um guarda-costas?


— Eles até poderiam. É claro que poderiam — disse ele. — E é possível que façam.


Toda vez que ele abria a boca, ele cuspia na mesa de Harry. Deus do céu, de repente, aquelas três semanas mais se pareciam com uma sentença de morte.


— Mas eu quero alguém desse escritório com ela o tempo inteiro. E quero que Rony Weasley se sinta agradecido. Entendeu? — Ele não esperou pela resposta. Ajeitou o corpo e voltou para seu escritório. Estava prestes a fechar a porta quando parou e gritou: — Potter?


Harry não respondeu.


— Esse é meu passaporte de entrada para Hogwarts. Veja se não estraga tudo.


— Combinado.


— Mantenha-a viva.


 HG

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