Harry, Rony e Hermione estavam correndo como loucos, o mais abaixados que conseguiam, desviando de dezenas de feitiços coloridos que eram lançados por um grupo de dez comensais, liderados por Lucius e Belatriz.
Os três estavam correndo por um corredor cheio de portas no departamento de mistérios, quando Harry escolhe uma porta qualquer e entra, seguido pelos outros. Deparam-se com uma grande sala, onde havia algumas mesas e trazia uma dolorosa lembrança a Hermione, que leva a mão ao peito.
-Dessa vez eu não vou deixar que se machuque! -Harry fala pondo a mão no ombro da morena que assente.
-Acho que não é hora pra relembrar o passado! -Rony avisa ao ver os comensais tentarem abrir a porta trancada e bloqueada com mesas e cadeiras, colocadas pelos três assim que chegaram.
-Temos que pensar em um meio de sair daqui e pedir ajuda! -Hermione diz nervosamente, segurando firmemente a varinha.
-E de que adianta chamar ajuda se Dumbledore está morto, aliás, não só ele como quase toda minha família! -Rony brada desesperado, em sua mente revia Gina caída após ser atingida por um Avada Kedrava.
-Se pudéssemos voltar duas horas mudaríamos tudo e entregaríamos aquele traidor desgraçado! -Harry urra revoltado.
-Vamos à sala do tempo! -Hermione fala sobressaltada, animada pela ideia que o amigo lhe dera, mas ao ver a cara de "não entendi nada" dos amigos, explica. -Há uma sala aqui, onde estudam o tempo, fica aqui perto. Foi falado em uma reunião da Ordem… Vocês nunca prestam atenção em nada! -Hermione explica depois os repreende enquanto seguia para uma porta a esquerda. - Vocês não vêm? -Pergunta já saindo com a varinha erguida.
Os três seguem por algumas portas, Harry e Rony tão tontos com tantos entra e sai, e desvios de feitiços, que já estavam completamente perdidos, no entanto Hermione entra em uma sala e pede para Harry ajudá-la a segurar; magicamente, a porta, evitando que os comensais atrapalhassem a “viagem no tempo”.
-Rony, você está vendo o grande relógio de sol no centro? -Hermione pergunta concentrada em não mover sua varinha, assim como Harry.
-Estou, e daí? Aliás, porque você não vem fazer isso? -Rony pergunta confuso olhando um monte de coisas que ele não entendia.
-Porque você estava se agarrando com alguma garota enquanto eu e Harry estávamos aprendendo esse feitiço, e Harry sozinho não aguentaria. –Responde em um chiado reprovador. -Agora se lembra daquele símbolo que estava na anotação que te passei ontem? Você perguntou o que era e eu respondi que era uma representação do dois em linguagem antiga. –Fala e quase cai de joelhos após uma dura investida contra a porta.
-Tem um desses no relógio, mas o que eu faço? -Pergunta confuso e olhando três relógios, sendo o central grande e os laterais três vezes menor.
-O do meio é o presente, os laterais, passado e futuro da esquerda para direita. O sentido horário vai para o futuro e o anti-horário para o passado, o ponteiro grande horas, o pequeno dias, você tem que por em cima do símbolo, certinho, entendeu, ou explico de novo? -Fala com dificuldade aparentando cansaço.
-É melhor ter entendido e fazer logo, porque não vamos aguentar muito mais! -Harry apressa já de joelhos, assim como Hermione.
-Entendi, é só por em cima do símbolo! -Fala já mexendo o ponteiro prateado para o símbolo que Hermione tinha dito. –Pronto! E agora? -Assim que Rony acaba de falar uma enorme luz branco-azulada sai do relógio e envolve a sala como uma onda, fazendo os três sumirem.
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Despertaram tontos e cansados, doloridos como se houvessem corrido uma maratona, porém se erguendo alertas por puro reflexo. Entretanto a imagem a frente deles os desnorteou por completo. Estavam no parque próximo ao Ministério da Magia e não no Departamento de Mistérios como antes.
-Estão bem? -Harry pergunta ajeitando os óculos no rosto.
-Sim, estou bem. Mas porque não estamos na sede? Era lá que estávamos duas horas antes não é? -Rony pergunta confuso, enquanto Harry ajuda Hermione a se levantar.
-Realmente era lá que deveríamos estar e se não estamos é por que você fez alguma coisa de errado! -Hermione fala aborrecida, tentando pensar no que poderia ter acontecido.
-Ei, eu só fiz o que você falou! -Rony retruca irritado, a acusando.
-Então fala o que, exatamente, você fez. -Hermione fala devagar e claramente.
-Eu peguei o ponteiro prateado e botei no símbolo, girando para trás como você falou. -Fala estufando o peito como se tivesse provado que ele estava certo, mas Hermione bate na testa e conta mentalmente até 10.
-Seu imbecil! Eu falei para você dos ponteiros dourados, o pequeno para dias e o grande para horas! -Hermione fala irritada e Rony empalidece, enquanto Harry a segura pelo braço e a gira, fazendo com que ela ficasse de frente para ele.
-O que o ponteiro prateado faz? -Harry pergunta sem ter um bom pressentimento sobre aquilo.
-Anos, ele nos fez voltar anos no tempo, por isso viemos parar aqui! -Hermione fala olhando de lado para Rony que estava chocado.
-Então voltamos dois anos? Podemos salvar Cedrico e impedir o retorno de Voldemort! -Harry fala ansioso, tendo as imagens da terceira prova pulando em sua mente.
-Não, Harry. Se tivéssemos voltado dois anos estaríamos em Hogwarts, onde estávamos há exatamente dois anos atrás. -Explica respirando fundo.
-Mas você não disse que era o ponteiro de anos? -Rony pergunta já sem entender nada.
-Sim. E como a viagem foi longa, deveríamos estar perto de nós mesmos, no passado, uma existência puxa a outra, por isso deveríamos estar em algum canto de Hogwarts ou no máximo Hogsmeade. Agora, se nós voltamos tempo o suficiente para não estarmos em lugar nenhum, então o "relógio" nos faz estar no mesmo lugar, mas como esse lugar era o Ministério da Magia Inglês, e deve estar protegido por milhões de magias, nós fomos deixados em um lugar próximo dele! -Explica apontando para frente e a esquerda, mostrando o prédio onde ficava o Ministério da Magia.
-Mione, o que você quis dizer com voltarmos no tempo o suficiente para não estarmos em lugar nenhum? -Harry pergunta sabendo que não ia gostar da resposta.
-Quer dizer que nós ainda não nascemos. –Diz pausadamente, não conseguindo acreditar na burrice de Rony. Porém, não ficaria parada, por isso vai até uma lixeira próxima e pega um jornal.
-Não acha que esse não é o momento para ler? As respostas não estão no jornal! -Rony fala como se fosse óbvio.
-Deixa de ser idiota Rony, eu quero saber para onde você nos trouxe! -Diz abrindo o jornal e, logo depois, sua respiração falha. -VOCÊ NOS TROUXE VINTE ANOS NO PASSADO! –Brada incrédula e irrita com Rony jogando o jornal em cima dele.
-Mas isso é incrível! Maravilhoso! -Harry exclama lendo outro jornal que havia pegado na lixeira.
-O que? Você ta louco cara? -Rony pergunta sacudindo Harry.
-Deixa de ser tapado Rony, nós podemos evitar a morte dos meus pais, podemos estar, pela primeira vez, um passo a frente de Voldemort! Podemos salvar o futuro… nosso futuro! -Harry diz sorridente, fazendo Rony e Hermione sorrirem cúmplices.
-Mas e como vamos fazer? Estamos completamente perdidos e não temos dinheiro. -Hermione expõe a situação nada favorável em que estavam.
-Isso talvez não seja difícil de resolver, quanto cada um tem? -Harry pergunta vasculhando os bolsos.
Rony e Hermione também procuraram tudo o que tinham e deixaram na mão de Harry. No total só haviam conseguido juntar 12 galeões, 70 sicles e 40 nuques.
-Hum, isso não dá pra muita coisa, eu pensei em um pouco mais. -Harry fala arrepiando mais os cabelos, que já estavam uma bagunça só.
-Bom, podemos tentar vender o medalhão que você me deu de aniversário. -Hermione propõe em tom que demonstrava que não seria fácil se desfazer da joia, que estava oculta em sua camisa.
-Boa Mione, isso deve valer uns mil galeões! -Rony fala olhando o medalhão de ouro e adornado com pequenas joias.
-Não. Não vamos vender, mas se você não se importar, poderíamos empenhar. O que acha? -Harry pergunta sem jeito por pedir que a amiga se desfizesse de algo que dera com tanto carinho.
-Mesmo que goste muito dele, precisamos do dinheiro. É mais importante termos o que comer. Mas por que empenhar? Não vai dar tanto dinheiro quanto vender. -Hermione diz pensando em toda a situação.
-Simples! Vamos a uma casa de apostas no beco diagonal, nos hospedamos no Caldeirão Furado uma noite e o Rony faz uma aposta no campeonato de quadribol amanhã. Então com o dinheiro que conseguirmos, poderemos resgatar o medalhão e conseguir nos manter! -Harry fala como se a ideia fosse brilhante.
-Harry, você enlouqueceu? Arriscar em apostas? Ainda mais com o Rony! -Hermione fala descrente.
-Mione, Rony sabe de todos os resultados do campeonato desse ano! Foi o último ano que os Chudley Cannons ganharam o nacional. -Harry explica com um sorriso de canto, olhando o amigo que agora também sorria
-Tem razão cara, vai ser moleza! -Rony fala pulando e comemorando com Harry enquanto Hermione pensava nas possibilidades, enormes, daquilo dar errado.
Logo depois os três vão até o Beco Diagonal e conseguem empenhar a um excelente preço o medalhão de Hermione, possibilitando que fossem até o Caldeirão Furado se hospedar. Pediram dois quartos e depois do jantar, onde combinaram tudo, foram dormir, a exaustão da batalha e da viagem os derrubando de imediato e sequer permitindo-os ter pesadelos.
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No dia seguinte pela manhã, Hermione estava em seu quarto lendo o Profeta Diário, quando ouve Rony e Harry baterem na porta, muito apressados, ao que ela diz para entrarem.
-Mione foi incrível! Eu acertei tudo! A rodada de ontem foi minha! -Rony entra correndo e fala se jogando na cama, que antes estava impecavelmente arrumada.
-Eu não disse que devíamos aproveitar que as casas estavam abertas pra apostar o que tínhamos?! Agora temos cem galeões pra comprar roupas e esperar pelo resultado de amanhã, que aí sim, vai ser bem maior! -Harry diz empolgado.
-Ok, então sai da minha cama e arruma pra irmos logo, temos que resolver isso o mais rápido possível e traçar uma estratégia para o que faremos daqui pra frente. -Hermione fala tentando parecer normal, no fundo não gostando de admitir que Rony havia conseguido concretizar aquela ideia maluca.
A manhã foi tranquila, exceto por Rony enchendo enquanto Hermione escolhia suas roupas, o que levou a Harry deixá-lo dar uma volta, marcando de se encontrarem às 4h no quarto dos rapazes.
-Vocês não vão acreditar no que tenho aqui! -Hermione diz sorridente, entrando no quarto dos rapazes, que a esperavam.
-Uma carta de Hogwarts! -Os dois falam em uníssono, mostrando cada um sua carta.
-Então já temos um bom jeito de começar o nosso plano. -Hermione fala se sentando ao lado de Harry e de frente pra Rony.
-Vamos pra Hogwarts? -Rony pergunta confuso.
-Claro! Que lugar seria melhor pra começarmos? Poderemos nos aproximar dos marotos e de Lílian, além de ficar de olho em Belatriz e companhia. -Hermione fala seriamente.
-Exatamente. Mas vamos ter que traçar uma estratégia de ação, acho que você já pensou em algo, não? -Harry pergunta olhando pra Hermione, que sorri e se prepara pra falar seu plano.
Mais tarde, Harry entra no quarto de Hermione e pede pra falar com ela, que escrevia algo em um pergaminho.
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-Aconteceu alguma coisa? Pensei que fosse com Rony buscar o prêmio da rodada de hoje. -Hermione pergunta surpresa, vendo Harry se sentar em sua cama, parecendo um pouco nervoso.
-O Rony foi sozinho. Eu queria falar com você sem a presença dele. -Admite apreensivo.
-Pode falar. -Hermione também ficara nervosa, estranhava a atitude de Harry.
-Eu nunca comentei com vocês, mas durante a seleção o chapéu ficou em duvida entre me mandar pra Sonserina e Grifinória, e acabou escolhendo a Grifinória por que eu pedi. Eu queria ficar com vocês, quer dizer, você já estava lá e Rony provavelmente se juntaria aos irmãos. -Harry fala olhando as mãos que se mexiam nervosamente sobre seus joelhos.
-Entendo, você está pensando em dessa vez ir pra Sonserina e ficar mais perto dos futuros comensais, não é? -Hermione pergunta fazendo-o olhá-la nos olhos. Apesar da surpresa inicial, buscara parecer tranquila para poder lhe dar forças.
-Sim. Acha uma boa ideia? Quer dizer, eu não queria ficar longe de vocês, e acho que Rony não vai gostar, mas seria muito bom, não é? -Pergunta incerto, ficando mais à vontade ao ver que Hermione não o olhava com repulsa e sim com admiração.
-É claro que é! Vai ser uma grande vantagem e, você pode até entrar para o circulo de amizades deles. Rony vai saber entender, e se não souber o problema é dele.
-Acho que ele não gostaria de ouvir isso. -Harry fala entre risos, tentando se livrar da tensão anterior.
-Harry, você já deu provas de que é nosso amigo e que podemos lhe confiar nossas vidas, se Rony ainda duvidar do seu caráter é porque não merece sua amizade! -Hermione fala quase maternal, segurando as mãos dele entre as suas.
-Como eu posso te agradecer por estar sempre ao meu lado, cuidando de mim, me apoiando, zelando pela minha saúde e até cuidando das minhas notas?! -Harry diz sorrindo docemente. Sentia-se aliviado por finalmente as coisas estarem dando certo.
-Falando assim até parece que sou sua mãe! -Hermione responde em tom divertido.
-Se pensarmos bem, verá que você é a primeira mãe que eu já tive. -Harry concorda e Hermione olha pra ele com uma expressão indecifrável.
-Está falando sério? -Hermione pergunta atordoada.
-Eu me lembrei de Sirius te comparando com minha mãe, e agora acabei de pensar que talvez ela também seja assim. -Fala quase sonhador.
-Que susto! Por um momento achei que você ia me pedir pra te adotar! -Hermione Diz rindo e Harry fica muito sem jeito.
-Desculpa, mas é que não consigo parar de pensar que vou conhecer meus pais, que vou estar perto deles. Mas também que não vou poder falar nada para eles, dizer como me sinto, chamá-los de pai e mãe. -Harry fala com o olhar perdido em algum ponto na parede atrás de Hermione. Era como estar na praia pela primeira vez e não poder entrar no mar.
-Não fica assim… Vamos pensar em um jeito de aproximar vocês, só precisarei de um tempo. –Tenta confortá-lo, ao que ele abre um meio sorriso, mostrando que aquela promessa apenas o deixara dividido sobre como as coisas ocorreriam.
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Já era noite quando Rony chega com 20 mil galeões, ao que eles combinam de abrir uma conta no banco, em nome de Hermione, cujo sobrenome não era de família bruxa. Usariam parte do dinheiro para comprar as vestes e materiais do colégio, começando a contagem regressiva de dois dias para irem à Hogwarts.
No dia seguinte Rony faz apostas para o restante das rodadas do ano, assim poderiam comprar uma vassoura e também alugarem um apartamento para as férias de verão, quando não poderiam ficar na escola. Assim puderam dedicar o restante do tempo para se informarem sobre Voldemort e os comensais do passado.
A viagem a Hogwarts fora tranquila e, como vários alunos tinham ficado no colégio nas férias de natal, eles conseguiram uma cabine só para eles. Quando chegaram foram recepcionados por McGonagall, que os avisara sobre a seleção e o que aconteceria depois.
Porém só foram realmente pensar no quão estranho era três adolescentes se juntando a escola no meio do ano e já no sexto ano, quando o salão principal parou os olhando intrigados, os olhares críticos.
-Granger, Hermione. -McGonagall chama e a garota se senta no banquinho, olhando apreensivamente Harry e Rony.
Depois de alguns segundos o chapéu seletor fala Grifinória, e a casa toda aplaude, Harry que olhava os pais, percebe quando Sirius cutuca Thiago e pisca na direção de Hermione, e se segura para não rir.
-Potter, Harry. -Muitos estranham o sobrenome e Thiago observa o garoto tentando ver se o conhecia, porém o comentário girava principalmente em torno da semelhança física dos dois rapazes.
O chapéu demora um pouco identificando muitas qualidades grifinórias e sonserinas, até que Harry pede, timidamente, pela Sonserina. Assim sendo, o chapéu anuncia a casa e todos se espantam esperando que ele, assim como Thiago, pertencesse a Grifinória.
-Weasley, Ronald. -Logo que o chapéu se aproxima anuncia a casa dos leões e o rapaz, que olhava confusamente para Harry na outra mesa, se dirige a da Grifinória.
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-Oi, bem-vinda, meu nome é Lílian Evans, e eu sou monitora da Grifinória. -Uma bela ruiva de olhos extremamente verdes se apresenta, assustando Hermione que não esperava falar com a mãe de Harry tão cedo.
-Oi, muito prazer, Hermione Granger. -Responde timidamente.
-E aí cabeça de fogo, tudo bem? -Sirius pergunta a Rony que tinha ido se sentar perto dos marotos.
-Sim, mas me chamem de Rony. -Diz acenando para os outros marotos que também o cumprimentam, ao que ele aceita contente, apesar de vacilar ao cumprimento de rabicho.
-Olá, sou Lucio Malfoy. Você é parente de Thiago Potter? –A apresentação formal se segue da pergunta curiosa, e os que estavam próximos a eles também se voltam para Harry aguardando a resposta.
-Não exatamente, eu nem o conheço. -Fala tentando não olhar para a mesa onde realmente queria estar.
-Eu sou Belatriz Black, muito prazer! - A bela morena de olhos azuis se apresenta jogando charme para o novato.
-O prazer é todo meu. -Harry fala timidamente, e aliviado por Snape se apresentar a seguir.
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Depois do café da manhã, Hermione estava indo até a aula de feitiços, quando alguém a puxa para um corredor paralelo. Sua mão instintivamente pegara a varinha e estava pronta para azarar o atacante, quando reconhece os olhos verdes que a fitavam.
-Sou eu. -Harry fala com as mãos para cima, recebendo um olhar feio dela. -Como você e Rony estão indo? -Pergunta ansioso por notícias dos pais.
-Bem, tudo até bem melhor que o planejado, me dei muito bem com sua mãe. Rony, como já imaginávamos, é mais um maroto! E você, como está indo no covil? -Hermione pergunta curiosa.
-Eles até que me receberam bem, principalmente aquela coisa da Belatriz que não para de dar em cima de mim! –Fala quase rosnando de tão indignado.
-Ah, essa nem eu esperava! A Belatriz?! –Ecoa surpresa e entre risos.
-Para com isso Mione, não tem graça. Ah, e o Malfoy e a Narcisa se formam esse ano. –Muda de assunto tentando fazê-la parar de rir.
-Ok, eu já sabia. Mas não se preocupe, continue se dando bem com eles, que eu já tenho um belo jeito de fazer você virar o apanhador da Sonserina e herói deles! -Incentiva com um sorriso enigmático nos lábios.
-Ah não, já não basta eu ter que aturar aquela corja, você ainda quer que eu jogue por eles?! –A expressão era um misto de surpresa e indignação.
-É necessário para eles confiarem em você, têm que te ver como um igual, sinto muito. -Fala acariciando o rosto dele, tentando consolá-lo.
-O que está acontecendo aqui? -Lílian pergunta bestificada ao ver Hermione e Harry juntos.
-Nada! -Hermione responde tentando disfarçar, as mãos indo para as costas.
-Eu vi que conversavam como se já se conhecessem. -Fala olhando-os desconfiada.
-É… é que… o Harry é meu namorado, mas não conta pra ninguém, porque eu já percebi que o pessoal da nossa casa tem uma rixa com os sonserinos, então... -Hermione tenta se explicar, sob o olhar incrédulo de Harry, que antes estava maravilhado por estar perto e ouvir a voz da mãe.
-Tudo bem, eu já te entendi, e não se preocupe que eu não sou esse tipo de pessoa. -Lílian fala sorrindo para eles, que retribuem.
-Certo, então nos vemos depois… meu amor. -Hermione fala meio sem jeito e dá um beijo rápido no rosto de Harry.
-A- a-té mais... minha linda. Foi um prazer Lílian, não é? -Pergunta tentando conhecer a mãe e esconder o desconforto anterior.
-Sim, Lílian Evans, mas é melhor que na frente dos outros me chame de Evans. –Diz com uma piscadela cúmplice. -Tchauzinho e vai logo pra aula. -Se despede e ao fim o lembra da aula em seu tom sério de monitora. Harry sorri e vai para o caminho contrário.
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Depois do almoço Harry, Rony e Hermione são chamados para uma reunião no escritório de Dumbledore, o que obviamente os fez suspeitar que o diretor queria algumas satisfações sobre suas matriculas no meio do ano e, provavelmente, os sobrenomes conhecidos.
-Entrem e sentem-se, por favor. -Dumbledore indica as cadeiras e os três se sentam, com Hermione no meio, já que Rony e Harry ainda não haviam conversado e estavam com um clima estranho.
-Professor, eu imagino que nos tenha chamado aqui para darmos algumas explicações, estou correta? -Hermione pergunta querendo ser direta, o que surpreende os dois amigos.
-Sim, e vejo que a senhorita já sabe onde quero chegar, então podem explicar. -Fala sorrindo para a menina que o poupou de alguns rodeios.
-Certo, hã… tudo começa daqui uns anos. -Harry começa a falar depois de um olhar significativo de Hermione.
Depois de uma hora de explicações e respostas às perguntas feitas pelo diretor, os três são liberados, com a promessa deste de tentar resolver os problemas fora de Hogwarts para eles.
-Então, será que podemos conversar um pouco? -Harry pergunta para Rony que meio a contra gosto responde que sim.
-É melhor irmos até a sala precisa depois das aulas, por que agora temos que ir. Nos encontramos depois do jantar, ok? -Hermione interfere, lembrando aos dois das aulas.
-Será que você não pode esquecer as aulas nem um minuto? -Rony pergunta impaciente.
-Rony, você ouviu o prof. Dumbledore falando que nossas notas vão valer para o futuro, então temos sim, que ir e tirar boas notas! -Hermione fala no famoso tom sabe-tudo.
-Tem razão, podemos ser pegos de novo. É melhor irmos, eu vou à frente e depois do jantar a gente se encontra. –Harry fala se despedindo e seguindo a frente.
-Como assim pegos de novo? -Rony pergunta a Hermione.
-Uma longa história que a gente conta mais tarde, mas agora me diz como você está indo com os marotos. -Hermione pede começando a seguir com Rony para a aula de transfiguração.
-Ah, aí está você, vejo que está bem acompanhado! -Thiago fala para Rony, que chegava na sala de transfiguração.
-Ah, sim! Hermione, esses são os marotos de quem falei e rapazes essa é a Hermione, estávamos na sala do diretor. -Rony faz as apresentações e eles cumprimentam Hermione galantemente.
-Vocês tiveram algum problema? -Lupin pergunta preocupado.
-Não, era só para nos falar sobre Hogwarts, e nos perguntar umas coisas, ele chamou a nós dois e ao Potter. -Hermione responde em tom normal.
-Potter… quem aquele moleque pensa que é pra usar meu nome e ainda ter uma aparência quase tão sublime quanto a minha? Parece até brincadeira de mau gosto! -Thiago resmunga transtornado.
-Realmente o garoto não merece ser parecido com um trasgo como você! Vamos Mione, esses aí não são boa companhia. -Lílian retruca puxando Hermione de lá, sem dar chance a Thiago para responder.
-Porque disse aquilo? -Hermione pergunta a Lílian, se sentando ao lado dela umas fileiras à frente.
-Por que a Lily é louca pelo Potter e não gosta de admitir! -Anne, uma bela loira de olhos azuis, fala se sentando ao lado de Hermione.
-Eles se tratam como cão e gata, mas se amam! -Sally, uma morena de cabelos e olhos negros, fala se sentando do outro lado de Lily.
-As duas podem parar com isso? Não vou deixar que fiquem espalhando esse absurdo por aí! -Lílian avisa se controlando para manter a voz baixa.
-Ah, mas vocês formariam um casal tão bonito! -Hermione fala dando uma incerta e as outras duas riem.
-Até você! Ah, não, isso já é lavagem cerebral! -Lílian resmunga inconformada, mas se contendo ao ver a professora entrar.
-Ei, Rony, sabe se a morena tem namorado? -Sirius pergunta interessado.
-Hã, er… não, não sei, porque? -Responde sem saber se deve falar que a conhece ou não.
-Boa pergunta! Ela é inteligente demais pra você, almofadinhas. -Lupin se intromete na conversa.
-Aluado tem razão, a garota é CDF até dizer chega! Não me espanta a foguinho ter juntado com ela! -Thiago fala entre risos e rabicho ri como se tivesse sido alguma piada.
-Mas que ela é gata isso é, já repararam nas pernas? -Sirius fala maliciosamente, mas antes de Rony falar algo, Lupin da um cutucão em Sirius e depois aponta a professora.
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O dia segue normal, exceto por uma tentativa de zombar de Snape que é ajudado por Harry, o que para desgosto do garoto, faz os marotos pegarem antipatia por ele enquanto Snape e sua corja simpatizaram-se com o gesto.
Harry chega correndo a sala precisa, onde marcara com os amigos e encontra Hermione e Rony conversando.
-Desculpem a demora, mas o Snape resolveu me "ajudar" no trabalho de poções. Esse cara é um aficionado pela matéria, foi um sufoco! -Harry fala se sentando numa das três poltronas que ali havia.
-Estudando poções com Snape e defendendo aquele seboso, um perfeito sonserino! -Rony fala com cara de nojo.
-Rony! Eu já te expliquei tudo, não expliquei? -Hermione o repreende.
-Sim, mas que os marotos tão com raiva dele, tão! -Rony falou em tom de aviso.
-Eu esperava isso, mas é necessário, me fez ganhar pontos com o seboso e o resto da corja. -Harry fala tristemente.
-Não fica assim, o importante é que o plano está dando certo! -Hermione fala contente.
-E como nós vamos poder conversar, se ele não pode ser visto com a gente? -Rony pergunta confuso.
-Podemos nos encontrar aqui todos os dias depois do jantar, o que acham? -Harry sugere.
-Pode ser, mas caso tenham algo realmente importante pra falar, é só convocar os outros com essas moedas, eu adaptei o sistema da AD pra que cada moeda possa chamar as outras. -Hermione fala oferecendo as moedas a eles.
-Ótimo, assim não seremos pegos de novo! -Harry fala sorridente pegando sua moeda, assim como Rony.
-De novo? Como assim? -Rony pergunta confuso e tanto Harry quanto Hermione coram.
-É que hoje cedo eu fui falar com Hermione em um corredor paralelo, e fomos pegos pela minha mãe. -Harry fala sem jeito.
-Lily achou que fosse alguém tentando matar aula e nos pegou conversando, então como ela suspeitou de que fossemos "íntimos", eu disse que éramos namorados, e pedi segredo alegando que as nossas casas são inimigas. Ela acreditou e até se mostrou disposta a colaborar com nossos "encontros". -Hermione fala rápido, sem jeito e sem conseguir olhar para Harry.
-Ah! Eu não acredito nessa! Deixa o Sirius e o Lupin saberem disso! Você vai ser a vitima número 1 no lugar do seboso. -Rony fala se acabando de rir e Hermione não entende nada, assim como Harry.
-Do que você está falando? -Hermione pergunta querendo fazer o ruivo parar de rir da situação nada engraçada dos dois.
-É que Sirius e Lupin tão quase se matando por sua causa! O Thiago só tem olhos pra “ruivinha” dele, mas o Sirius ta loco pra ser o primeiro a “pegar” a morena nova, e o Lupin não para de falar de como você é inteligente, ou como seu sorriso é bonito. Acho que ele está ficando apaixonado! -Rony fala tentando se controlar e parar de rir, porém olhar para o rubor crescente de Hermione só piorava sua situação.
-O que eles pensam que são?! Hermione não chegue perto deles! -Harry fala irritado e se levantando.
-Calma Harry, isso é um absurdo, eu nunca teria nada com um deles… eles são como pais, sabe, como o Sr. Weasley. -Hermione fala muito corada e Harry se acalma.
-Nossa cara, não sabia que você fazia o tipo ciumento, porque ia ser até uma boa a Mione dá bola para um deles, pra juntar o grupo da Lílian com os marotos. -Rony fala seriamente e olhando para eles.
-O que?! Olha, o nosso namoro pode ser de mentira, mas eu não sou corno! Não admito ser passado pra trás! -Fala olhando incisivamente para Hermione.
-Ei, não olha assim pra mim não, eu já disse que não consigo vê-los como garotos da nossa idade! Então não se preocupe com isso, até porque eu já tenho planos pra te aproximar de Lily, ou achou que ia te privar disso? -Hermione fala sorrindo para Harry, que se sente reconfortado e sorri como se acabasse de receber Papai Noel.
-Ok, mas bem que você podia me adiantar o lado com uma das suas amiguinhas! Aí quem sabe não aproximaríamos os dois grupos? -Rony fala com um sorriso malicioso.
-Rony! Estamos aqui para "salvar" o futuro e você está preocupado com garotas? -Hermione fala de cara fechada.
-Está falando isso só porque você já está namorando! -Rony a provoca.
-Quem manda você não ser tão popular quanto ela, afinal ela mal chegou e já tem fãs! -Harry fala em tom divertido, querendo provocar os dois amigos.
-Ah, e a Belatriz está agarrada com você para cima e para baixo porque hein? -Hermione devolve a provocação e atira uma almofada em Harry.
Esse foi o sinal pra uma “infantil”, mas bem-vinda guerra de almofadas, onde a sala precisa de repente se transformou em um ringue cheio de almofadas no chão, fazendo-os pela primeira vez, relaxar desde que chegaram ao passado.