CAPITULO 59 – Ai.
Juanita estava ocupada com os filhos, esperando e observando o passeio de Gina com Harry perto do rio. Detestava ser ama de companhia da caçula dos Wesleys, mas desde que seu patrão chegara, mais cedo, pedindo que saísse com a irmã e o amigo, não se opusera.
Deixara seus afazeres e aproveitara para levar seus filhos para gastar energia correndo e brincando no lago.
Rony se certificou que Lilá estava no quarto, talvez dormindo ou lendo, para procurar por Hermione.
Era meio da tarde, estivera falando com seu pai e negociando e achara por bem levar Harry no dia seguinte quando Artur não estivesse negociando a venda de gado com outros fazendeiros da região.
Era dia, o sol queimava alto, e ele precisava falar com Hermione.
Passara toda aquela tarde, angustiado, tentando compreender se era possível que as suspeita de Juanita estivesse certas. E porque não?
Sendo verdade que seus chás eram inofensivos, ela estivera desprotegia durante todas às vezes que fizeram amor.
Encontrou-a no terceiro cômodo do primeiro andar, aquele que dia a dia se convertia em biblioteca.
Estava distraída tirando pó de uma grande estante de madeira, que ele trouxera do segundo andar e colocara ali há alguns dias atrás. Havia uma mesa grande de madeira maciça, muito conservada, com gavetas e chaves, e esta estava no meio da sala, com varias pastas de processos. Alias, precisava ditar seus relatórios. Na capital havia um rapazola, aprendiz e ainda estudante, que taquigrafava.
Cruzando os braços, ele analisou o balançar de seus quadris enquanto tirava o pó de uma prateira mais baixa, gingando sem perceber e cativando seu olhar.
Olhar esse que ficou pequeno ao ver a pilha de livros novos que ela se desdobrava em zelo, colocando um a um na estante vazia. Hermione gostava de ler, era essa a razão para tanto cuidado, ou o fato de serem livros trazidos por Harry?
O que afinal, estava se passando entre sua esposa e seu melhor amigo?
Hermione virou-se e quase caiu de susto, não esperava por ele tão cedo!
-Rony! - ela tentou recompor-se e não parecer tão assustada.
-Sim. Esperava por outra pessoa? – perguntou esperando pega-la no flagra.
-Oh, sim, esperava por Gina e Harry. Eles foram conversar sobre os planos para depois do casamento. Juanita prometeu vigiá-los, mas sabe como ela e Gina se estranham...o que foi? Está com raiva? – estranhou. – Ah, é claro, que está com raiva!
Havia se esquecido da discussão da noite passada, mas ao lembrar corou e voltou sua atenção aos livros, tão poucos livros, mas tão preciosos!
Ficou tensa, quando Rony se aproximou.
-Tem algo para me dizer sobre a noite passada? – ele a coagiu.
-Creio que não. Sabe exatamente o que fiz, e porque fiz. Não cabe mais falar do assunto – desconversou.
-É mesmo? Para mim, ainda existem muito pontos a serem elucidados. Como por exemplo, porque me usou para vingar-se de Lilá?
Por um segundo, ela fechou os olhos com força, lutando contra a voz interior que a impedia de revoltar-se.
-Pedi que a chame por seu nome, e não um apelido de amantes! – esbravejou.
-Lilá é seu nome. Acaso não sabe que cortezãs costumam ter nomes específicos em sua profissão? – era uma provocação – não é um apelido de amor, é apenas seu nome de prostituta.
-Pois a chame como quiser, não me importa! – voltou sua atenção aos livros, não querendo admitir que estava feliz em ouvir isso!
-A mim, pareceu que se importa, e muito, principalmente quando estava aos berros na noite passada. Ou se esqueceu?
-Posso ter esquecido – ela concordou – Acaso esqueceu que essa mulher ficaria apenas poucos dias? Logo fará uma semana, e ela continua sob meu teto! – argumentou, querendo fugir de um confronto.
-Hermione, olhe para mim – ele mandou e ela ignorou – vire-se e olhe para mim, pois é a ultima vez que tocarei nesse assunto.
Relutante, obedeceu. Com expressão condoída, esperou.
-Não há necessidade que prove sua superioridade em minha vida, deixei muito claro a Lilá que sou casado e desejo permanecer desse modo. Quem deve mostrar a todos o rumo do nosso casamento sou eu, o marido. A única pessoa nesse casamento que usará calças, sou eu. Não trave combates pelas minhas costas, não desejo ser usado ou ver alguém ser usado pelas minhas costas, em uma guerra que não deve existir aqui dentro! Em poucos dias, ela ira embora, mas podem haver outras. Outras mulheres interessadas, assim, como não fingirei que homem algum irá olhar para você. Porém, isso não lhe dá o direito de agir a sua própria vontade!
Hermione soltou um som que mais lembrava um riso. Indignada, jogou o pano que tirava o pó longe e apontou o dedo na direção de Rony:
-Não fale como se fosse o santo grau! Nem ao menos posso falar com Harry por que não me deixa me aproximar! Acha que isso é muito melhor do que eu mesma fiz?
-Achou mesmo que mostrar a Lilá que sou um homem satisfeito na cama, poderia afastá-la? – ele riu ao pensar nisso – Para mulheres como Lilá isso não importa. Ela tiraria um pai de família da cabeceira de seu único filho moribundo se assim o que quisesse! Nada a faz desistir! Seu corpo é seu triunfo!
-E dizendo isso, acha que me sinto aliviada? – ironizou.
-Deveria. Não desejo outra mulher, mas isso sou eu quem deve deixar claro as outras mulheres e não você. – contra-atacou.
-Sendo assim, o mesmo vale para mim. Daqui para frente, não deve me impedir de conversar com seu amigo – disse com tranqüilidade.
-É tão importante estar com Harry?
Hermione suspirou ruidosamente, irritada até os ossos. Sentiu vontade de revirar os olhos.
-Me pergunto se insiste nisso apenas para me enlouquecer – respondeu. – Não é possível que acredite estar interessada no noivo de Gina!
-Eles não são noivos ainda – Rony disse como se fizesse sentido.
-É claro que não! Como foi que não pensei nisso antes? Ainda há tempo de arrumar minhas coisas e fugir com ele no meio da noite! -ironizou.
Hermione dera um ar de enfado, pois para ela, não passava de uma ironia tola, tamanho era o absurdo, por isso, voltou à atenção aos livros. Para Rony no entanto, suas palavras tinham outro significado.
Com um puxão agarrou seu braço e a fez se voltar, incrédula pelo arrombo. Afinal, ao seu ver, nem estavam brigando de verdade!
-É esse seu plano? Abandonar-me?
Por um segundo, Hermione ficou em duvida sobre rir ou confirmar.
-Deus, que homem irritante! – ela esbravejou se soltando com um movimento brusco – Como pode um homem ser desse modo? Acaso seu pai não lhe ensinou que homens não são tolos e sentimentais como donzelinhas de dez anos, cheias de fitas cor de rosas e sonhos tolos de casamento? Porque fugiria com qualquer outro homem, se tudo que desejo está aqui? Acha mesmo que abandonaria a fazenda da minha família?
-Como posso saber? Seu coração é de pedra! - a mera possibilidade de ser abandonado por outro homem o fez cego para sua inocência.
Hermione não respondeu nada, não tinha o que dizer. Tinha um coração de pedra? Era mesmo isso que pensava dela? Pois então!
Dar-lhe-ia conta dessa verdade!
-Se lhe interessa saber, não o abandonaria por outro homem qualquer. Harry seria uma opção e se não se casar com Ginevra, talvez, eu parta com ele, se assim o desejar. Não é o que espera de uma mulher com coração de pedra?
Era exatamente isso que ele esperava ouvir, não era. Pronto. Poderia ficar tranqüilo!
A despeito de suas palavras, seus olhos lacrimejavam. Deus, porque isso tinha que acontecer o tempo todo? Sempre fora capaz de esconder o que sentia!
-Porque está chorando? – ele perguntou com raiva.
-Não estou chorando! – se revoltou.
-Sim, está chorando! Por quê? – segurou seu braço com força e ela sentiu que não poderia conter mais as lágrimas.
-Eu não sei por que choro. Não sei por que estou sempre chorando! – tentou se afastar, mas ele não deixou.
A raiva infundada, por ciúmes, deu lugar à compreensão. Essas súbitas mudanças de humor, a fraqueza pela manhã. Seu apetite...as palavras de Juanita lhe faziam cada vez mais sentido, e no lugar de um aperto de desamor, Rony abraçou-a com carinho, mesmo Hermione tentando fugir.
-Não há nada errado em chorar um pouco, ainda mais quando seu marido é insensível e ciumento demais –ele tentou acamá-la, tocando seus cabelos, beijando o topo de sua cabeça e fazendo carinhos em suas costas. – Hermione, olhe para mim.
-Não gosto de olhar para você – ela disse com a voz abafada contra seu peito. Sentia-se tão tola! Mortificada!
-Mentirosa – ele cochichou em seu ouvido, tentando fazê-la rir.
-Porque grita comigo e depois...? – tentou se afastar, ele apertou-a com mais vontade.
-Disse-lhe uma vez, Hermione, o amor me faz perder a razão – se ela houvesse erguido o rosto teria visto seu sorriso de pura felicidade ao pensar na possibilidade não confirmada de ser pai.
Pai de um filho de Hermione.
-Não gosto de vê-lo feliz – ela disse amargurada.
-Isso, já havia notado - seu sorriso se alargou ainda mais. – Esqueçamos Lilá, ou Harry. Pensemos em nos dois.
-Pensar em nos dois..? – ergueu os olhos secos, pois aquela onda de emoções havia passado, e esperou que elucidasse seu ponto de vista.
-Temos decisões a tomar, Hermione. O inverno chegará em poucos meses, temos que decidir a venda do gado, a plantação, temos que preparar a terra para o novo plantio. Temos muitas decisões sobre a fazenda e sobre nos dois.
Ele tinha razão.
-A única decisão que gostaria de ter agora, é sobre quando vai se dignar a trazer os livros do segundo andar para cá – ela disse direta, pois com suas costelas se recuperando não se ariscava a carregar tanto peso.
-Para que precisa de tantos livros, Hermione? – ele lamentou.
-Para me ocupar o tempo. Ou acha que sua companhia me basta?
-Tenho certeza que não.
Rony soltou-a contra gosto, sabendo que eram apenas alfinetadas, sem o intuído de ferir.
Para seu bem, e pelo bem do avanço que tinha estabelecido com Hermione, se sujeitou a seis viagens desconfortáveis naquelas escadas antigas, com pilhas de livros pesados e empoeirados. Estava com a cabeça cheia de pó quando terminou e reclamou do ar claustrofóbico dentro da sala. Havia uma janela, mas Hermione se recusava abrir enquanto não estudasse o estado de cada livro, para saber quais poderia ficar expostos a umidade e quais precisavam de absoluto cuidado.
-Livros? O que têm eles? Nunca consegui ver muita graça – ele comentou após algum tempo relegado a segundo plano, talvez por inveja de sua atenção ao poeirentos livros.
-Talvez por ser um brutamontes – ela disse passivamente, entretida e quase esquecida de sua presença.
-E brutamontes podem fazer tudo, suponho? – ele perguntou divertido, abandonando a poltrona antiga em que estava sentado atrás da mesa e se aproximando sorrateiro da porta. Tranco-a antes que Hermione pudesse notar, entretida com os livros.
-Brutamontes são capazes de tudo, menos gentileza – ela quis ofender, e esperava que entendesse intuitivamente que era apenas uma forma de se aproximar, chamar sua atenção para ela.
-De tudo? -ele perguntou se aproximando por trás, olhando sua presa, tão inocente, perdida em seu mundo de apreciação literária. Afinal, livros são seguros. A menos, claro, que Ronald Wesley esteja por perto! – De tudo mesmo?
-Há-há – ela disse sem muito interesse, lendo um trecho ao acaso de um antigo livro.
-Até mesmo...disso?
O entendimento veio depois do gritinho de surpresa. Hermione foi apanhada por braços fortes, e prensada contra a parede com tanta rapidez que não acreditou em suas intenções até ter a boca aprisionada.
Suas mãos agarraram a camisa de Rony na altura dos ombros, e após alguns movimentos, socos em seu peito, os dedos ficaram esbranquiçados de tanto apertar o tecido. Ele segurava sua cintura e a mantinha imóvel, os lábios devorando os seus.
Não precisava corresponder, era só cerrar os dentes e ele teria que parar, mas abriu a boca de livre e espontânea vontade, ansiando e participando avidamente do beijo.
A fogueira que sempre a queimava quando era tocada por Rony, começou a incendiar em seu ventre, e sentiu-se frágil.
Seus olhos estavam fechados, assim como os de Rony, mas ele acabou abrindo os seus, para olhar a entrega de Hermione. Ela era tudo em sua vida, e em momento como aquele, suspeitava que teriam um lindo futuro juntos.
Uma das mãos de Hermione subiu para seus cabeços, e foi o incentivo que precisou para deslizar as suas para baixo, e erguer suas coxas para cima.
-Hum...dói – ela reclamou,sentindo uma fisgada em suas costelas.
Quando ele a colocou no chão de volta, ela lembrou-se que não deveria permitir.
-Ora, não faça isso! – ela reclamou. Sem muita vontade, era verdade.
-Porque não? -ele perguntou tentando soltar seu vestido. Mas os botões eram nas costas.
-Porque não quero! Já lhe disse, só participo desses atos...por causa de Juanita!
-Santa Hermione. – ele debochou.
Ela tentou impedir, mas acabou deixando-o agir. Cansado das tentativas frustradas, ele a girou em seus braços, e Hermione apoiou as duas mãos na mesa de madeira, para não cair enquanto ele soltava o corpete do vestido.
O dia era quente, e ela abrira mão das roupas de baixo em excesso, usando apenas o colete intimo e as calças que iam até os joelhos. Pouco algodão para os padrões da sociedade, e tão leve e indigno, para se usar no meio da tarde, na biblioteca de sua casa!
-Tão perfumada – ele sussurrou aspirando o perfuma de seus cabelos, depois de solta-los sem muito cuidado, era um homem de dedos grandes demais para manejar delicados pregadores de cabelo – seus cabelos cheiram a...a...não sei a que cheiram, mas é o cheiro mais maravilhoso que já senti!
Hermione sentiu vontade de rir e dizer que era cheiro de pão recém feito, e que o cheiro estava por toda a casa, mas achou melhor, levar como um elogio, visto que esse homem era um comilão!
-Sua pele cheira a lavanda – ele disse roçando o nariz em seu cangote. – e é macia como uma pétala de rosas – suas duas mãos se juntaram em seus quadris e desceram, para as coxas, sentindo o algodão fino moldar-se as formas, sendo tão erótico como se estivesse nua.
Hermione retesou o corpo quando as mãos subiram, depois de tocar as rendas de seu calção intimo, quase nos joelhos. Aquelas mãos se aproximaram de uma região pouco protegida pelo tecido fino e Hermione pode sentir o tecido se esticar sobre seus poucos pêlos púbicos quando ele passou aquelas mãos por seus flancos, quase levando-a a crer que a tocaria ali. O simples toque do tecido entre suas pernas foi o suficiente para levar sangue a sua face e corar suas bochechas.
Apoiada na mesa, sequer pensou na possibilidade de mandá-lo parar. Era impensável! Fechou os olhos, sentindo aquelas mãos vagarem.
Rony levou os dedos para cima, na porção de pele que ficava a mostra, sobre seu umbigo. Ela arfou e tentou se afastar, mas Rony soube que era mais uma reação de apreciação que um rechaço.
Os dedos, aqueles dedos sedutores, entraram pelo tecido do colete e ele apertou um seio entre os dedos, deixando Hermione sem ar. Sentiu um pouco de dor, algo incomum, mas o prazer subjugava o incomodo.
Quando ele apertou o outro seio, mantendo os dois num delicioso aperto, ela gemeu de lamento. A dor era um pouco mais forte, mas ele logo os soltou e arrancou o colete, pondo-se a acariciar com doçura, usando a palma das mãos sobre os mamilos sensíveis.
A sensação de peso nos seios cresceu assim como sua boca secou e certas regiões se umedeceram vergonhosamente. Ele pressionou o quadril contra o dela e Hermione precisou de toda sua força para não gemer, sentindo o membro pressionado contra suas nadegas.
Lembranças da noite passada inundaram sua mente e tudo em que pode pensar foi em tê-lo em seus lábios novamente. Pensamento infame! Sem se dar conta, separou um tanto as pernas e ele sorriu contra seu pescoço, mas ela não viu.
A língua quente e molhada desceu por seu pescoço e ombro e então voltou, indo se refugiar atrás de sua orelha e deitando a cabeça em seu peito, ela gemeu, rendida. Era tãooooooo bom! Tãooooo delicioso sentir àquelas mãos em seus seios e aquela língua em sua orelha, que ficaria assim por horas.
Uma das mãos abriu mão de seu seio e percorreu seu estomago ainda lisinho, entrando pelo elástico da roupa intima. Imediatamente ela juntou as pernas, num reflexo, querendo conter as emoções. Rony esfregou os dedos sobre a vulva, acariciando o monte de Vênus e seu dedo conseguiu caminho entre as coxas apertadas, apenas o suficiente para sentir a umidade e desistir.
Insistiu nos toques em suas virilhas, sem forçar. Mas Hermione era dura na queda, e parecia mais interessada nos carinhos em seu pescoço e seios, e com a experiência que tinha, soube que era o melhor caminho para seduzi-la.
Seguiu acariciando-a até sentir que era impossível para ela manter a resistência e suas pernas se afastaram ligeiramente e pode escorregar os dedos ali. Molhada, ela estava inundada de desejo, e o orgulho o fez se afastar rapidamente e baixar o tecido por suas pernas, ficando na altura perfeita para tirar por suas pernas. Hermione vestia apenas o colete dependurado no corpo revelando completamente os seios, mas ele o deixou ali, sedutor, lembrando-o do quanto era honrosa e honesta, sua mulher fiel e dedicada. Só dele.
Esse pensamento machista o fez arder e antes de se erguer, ele deu uma profunda lambida sobre a marca clarinha de seus dentes numa das nadegas roliças. Fizera aquela marca há dois dias, e quase sumia. Enquanto beijava a pele de suas costas, ele abriu a calça, e a deixou cair aos pés, tirando-a de qualquer jeito, até ficar nu da cintura para baixo. Chegou a abrir a camisa, mas não a tirou, muito ocupado em soltar o colete dos braços de Hermione.
Nua, ela não se moveu, mas olhou para trás, questionando o que faria, ou apenas questionando a demora.
Engolindo sem seco, ele juntou o corpo ao dela, sentindo a macies de suas nadegas embalando-o. Se roçou vergonhosamente como um adolescente, excitado e angustiado. Seu gemido sofrido o fez lembrar que tudo era para ela.
Tudo era para Hermione sentir-se desejada e amada.
Devorando suas costas retas, ergueu seus cabelos para cima, lambendo toda a pele, em direção as nadegas.
Ela se contorceu, as mãos agarradas à beirada da mesa, em quase desespero, quase inclinada sobre o tampo de madeira.
Chegando ao destino, ele separou as rechonchudas nadegas e apreciou o que se desvendava. Seu centro rosado, empapado, brilhante com viscosidade que o levaria a ser aceito dali a minutos. Meteu-lhe a língua entre as dobras, achando delicioso o calor e o rebolar involuntário dela contra seu rosto.
Precisou segura-la no lugar, enquanto a curvava mais um pouco e a chupava. Primeiro os grades lábios, mais próximos, sugou o mel que escorria a li, e penetrou-a com a língua em movimentos rápidos, seguindo com a língua para cima, raspando sobre o broto maduro que se erguia entre os pelos castanhos, inchado.
Era diminuto, mas se eriçava sob sua língua e quando Hermione esbravejou um palavrão, esfregou com mais força, chupando aquele pequeno caroço até ouvir seus gritos angustiados.
Hermione se contorceu, sentindo o mundo girar em círculos longos, lentos e misteriosos, enquanto seu corpo respondia intensamente, vivo e pulsante, sentindo um aperto tal em suas entranhas que achou que fosse perder os sentidos.
Colocou os lábios na própria mão, dobrando o corpo contra a mesa, mordendo os dedos, enquanto aquela dor intima no mais profundo de seu sexo a torturava.
Rony moveu as mãos, e usou dois dedos para sondá-la, antes de se erguer e se posicionar. Ela não pareceu notar que havia parado, esperando que continuasse, com o mesmo intento de antes.
Sentindo-se o maior e mais sedutor dos homens, posicionou-se, mas pernas afastadas, a coluna reta, e o pênis endurecido como ferro, e pincelou contra as dobras molhadas antes de entrar.
Hermione gemeu em profundo êxtase quando o sentiu no fundo, bem no fundo, pressionando as bolas em suas nadegas. Rony não parou como faria normalmente, para esperá-la se acostumar, começou os movimentos rápidos e fortes, enlouquecido pela imagem de sua bunda o devorando. Era um pervertido, e pobre Hermione, tinha que suportá-lo!
Inclinado, Rony apoiou uma das mãos mesa, praticamente dobrado sobre ela, sem notar que agarrava junto um pouco dos seus cabelos, e diante desse puxão, ela tremeu o corpo vitima de um orgasmo que a fez deslizar e quase cair.
Mas ele não deixou que saísse do lugar. Apertada, precisou se inclinar, para tê-la mais aberta, suas contrações agarrando-o como um punho de ferro. Ofegante continuou, arrancando dela novos gemidos e sentiu o exato momento que inchou pronto a gozar. Foi quando agarrou sua bunda com as duas mãos, e afastou-a para abri-la, e expor aquilo tudo a seu olhar e Hermione começou a falar sem parar, perdia naquele lugar que somente ele poderia levá-la:
-Mais forte, mais forte...mais forte...maisfortemaisfortemaisforte, oh, mais forte, mais forte!
As investidas seguiram o ritmo de sua voz, e um momento de total descontrole, ele saiu, e voltou, e saiu novamente, completamente maravilhado pelo sulco que o rodeava, e escoria pelas coxas aveludas e voltou a se arremessar, no exato segundo que ela desceu um pouco o corpo.
A cabeça de seu pênis encostou e pressionou mais acima, e ela gritou.
Rony não pode parar, agarrou sua cintura e manteve-a no lugar enquanto aquele pequeno orifício o ordenhava. Empurrou com mais força. Estava doendo nele também, quis lhe dizer, o tesão estava doendo nele também, por isso forçou a despeito de seus gritos.
Hermione gritou como uma desesperada quando sentiu a mudança. Ele acertou o lugar errado, mas não parou. Empurrou com força e sentiu entrar, era diferente de tudo que já sentira. Sentia o mesmo prazer, era diferente. Como cortar o dedo em um espinho e a despeito da dor, sentir prazer ao lamber a ferida.
Era profano, e quando mais longe ele ia mais ela esperneava para escapar.
Ensandecido, ele saiu e empurrou novamente, mas não passava da cabeça. Muito apertado, o anel a sua volta não se estendia, mas aceitava até onde conseguira alcançar.
Agarrando-a, ele se forçou varias vezes até sentir que avançava um tanto mais, e Hermione se debatia ainda mais para escapar. As pernas finas e delicadas tremiam, e ela berrava. Não entendia o que dizia, mas não podia parar.
Jogado o o corpo para trás, grunhiu como um homem a beira do precipício e jorrou sua semente fundo naquele orifício apertado.
Hermione parou de se mover quando sentiu alivio. A pressão havia sumido quando o liquido a preencheu, escorrendo por suas coxas, caindo a manchando o chão.
Mas era um alivio a dor intensa que a fizera gritar até perder o ar e a voz.
Rony soltou sua cintura e a soltou do aperto,retirando o membro e olhando para o estrago.
-Não olhe...não me olhe assim... –ela balbuciou, os olhos injetados, vermelhos e nublados pelo prazer inexplicável que apertara suas entranhas e esmigalhara seu bom senso, durante aquele momento louco.
A despeito dos gritos, obtivera tanto prazer que achara que morreria. Morreria nua, na biblioteca, nos braços de um devasso, sendo fodida na bunda. Era uma frase terrível, mas não conseguia pensar em outra melhor!!!
-É linda. É a mulher mais linda que já vi –ele acalmou-a, amparando seu corpo e a apanhando no colo.
Hermione reclamou quando foi colocada na poltrona larga, atrás da mesa. Ele puxou o móvel, e ganhou espaço. Notando seu desconforto em ficar sentada, puxou seu quadril para fora da poltrona, deixando seu torso deitado contra o veludo. Ela tentou esconder o rosto nos braços, sobre o braço da poltrona, mas ele desceu o rosto entre suas pernas e ela precisou se mover, para tentar pará-lo.
-Para, chega, não faz mais isso!
Era mentira, queria mais. Seus olhos pediam. E ele obedecia ao desejo e não a ela.
Baixou a boca sobre sua vagina e lambeu tudo que havia ali. Desde a pinta na sua coxa, na dobrinha entre a virilha e os grandes lábios, até o ânus, com suas pregas frouxas e castigadas.
Lambeu, chupou e a revirou do avesso.
Em dado momento ela apoiou o pé em seu ombro, e começou a chutá-lo para empurrá-lo, e notou que era esse seu costume, quando estava a beira do clímax, chutar e espernear para recuperar o controle. Por isso, segurou seu pé, e ergueu, dobrando seu joelho contra os seios sensíveis.
Hermione jogou o corpo para trás, levando os quadris e o peito da poltrona, quando se sentiu partida ao meio pelas sensações que se aglomeravam em seu ventre.
Suas mãos tocaram os próprios seios, coisa que nunca fizera na vida, e apertou os mamilos com a mesma força em que ele chupava.
Ela não gritou, apenas soltou um profundo suspiro quando o prazer se foi. Seu corpo se acalmou e Rony soltou seu tornozelo, e afastou o rosto, depois de sugar todo seu gozo.
Extasiada e exausta, ela não protestou quando ele ajeitou-a na poltrona, esquecida da dor e do desconforto na relação que tivera pela primeira vez.
Um sorriso presunçoso nasceu no rosto de Rony ao acariciar seu estomago, notando que as marcas da surra haviam desaparecido quase por completo, e que naquele ventre liso, talvez houvesse um filho crescendo. Presunçoso também pelo estrago que fizera em Hermione.
Ajoelhado no chão, ao seus pés esperou que ela recobrasse o senso de direção e lhe lançasse um olhar furioso ao tomar consciência do que fizera com ela.
-Como pode fazer isso? – perguntou rouca, pois sua voz sumira junto com os berros que soltara.
-Foi maravilhoso, e sei que não te machuquei apenas. Gostou tanto quanto eu. – ele respondeu e ela se curvou na poltrona em sua direção.
Aquele olhar sujo e febril o encantava e quando ela agarrou seu cabelo com uma das mãos aproximando os rostos, o excitou terrivelmente.
Infelizmente seu corpo estava morto, exaurido incapaz de qualquer reação pela próxima hora.
-Eu juro que se fizer algo assim novamente, coloco um facão bem afiado embaixo do travesseiro e te livro do que mais ama e presa nessa sua inútil vida – rosnou, tão lindamente furiosa, que ele a beijou.
Longo e profundo, molhando seus lábios com saliva e paixão.
-Agora me solte – ela mandou largando seus cabelos com a mesma força que quase os arrancara ao juntar as faces. – Eu te odeio.
-Não. Você me ama – garantiu.
-Tanto quando amarei ver sua cara essa noite – ela resmungou apartando-se dele,e quase caindo ao tentar levantar-se.
Rony riu suavemente apanhando as roupas e jogando para ela, ainda sentada, vestir o vestido desprezando as peças intimas.
-Por quê? – perguntou inocentemente.
Hermione testou as pernas antes de levantar, e tentar andar com alguma compostura em direção a porta e destrancá-la. O vestido jazia aberto nas costas, mas não se importou.
-Porque desperdiçou sua maldita noite ao meu lado. – respondeu e saiu apressada.
Pasmo, ele a deixou ir.
AUTORA: adorei algumas frases desse capitulo, como o Rony dizendo que somente ele vestiria calças naquele casamento! Bem típico dos machistas! Hehe.
Disomers, você me deu um susto. Acertou direitinho!!! Acho que está lendo meus pensamentos! Já escrevi o capitulo do nascimento do bebê da Lilá e você acertou quase na mosca, hehe!
Bem, o capitulo foi um tanto revelador, e foi ponte para outro que vira no futuro...(autora corada e tímida...)
Gente, deixa eu defender a Gina e o Rony?
Tadinho do Rony, ele está com uma bomba do tamanho da Lilá para estourar sobre a cabeça dele, e com Hermione muito nervosa e assustada para ser mãe. Ele está tentando protegê-la, e parte disso, é não exibir felicidade pelo filho, embora, nos próximos capítulos isso fica mais em foco, e vão achar que a Hermione é a maior toupeira em não perceber!!! Hehe...
Quanto a Gina, bem, ela cresceu entre irmãos homens, e as mães do século passado não falavam de sexo ou relações homem e mulher com as filhas. Ela é boba sim. E mimada. Vai levar um susto e tanto, alias, ela e os outros personagens com a quase morte de um deles, e isso vai ajudá-la amadurecer.
O próximo capitulo vem só na terça, porque não vou ficar sem luz na segunda, estão trocando a fiação aqui em casa, que estava pra de velha.
Recadinho especial para Mi G.Souza: Minha beta, entendo direitinho a razão do seu sumiço.assim que terminar o cap 70, eu mando os que não leu ainda, ok? Beijinhos.
Beijos a todas!!!!