Primeiro, minhas desculpas pela demora. Trabalho, problemas de saúde, e algumas encrencas a mais, além do que, minha filha mais nova está me deixando sem dormir por causa dos dentes que estão nascendo. Mas dou, em primeira mão, a vocês, a notícia de que minha filha mais nova começou a caminhar. Acabou o sossego. Agora, eu corro atrás de dois, ao mesmo tempo. Kakakaka!
Agradecimentos especiais a várias pessoas que me ajudaram neste cap. Vou citar 3, mas tem muitas mais.
Josy Chocolate, que me ensina a enxergar a “alma” feminina na Hermione.
Dani, que se tornou muito mais do que uma Beta. Tornou-se uma amiga de mão cheia e de dedos e idéias ágeis. Ela tem tido todo o esforço em betar os caps e claro, me apontar todos os meus erros. Nos divertimos muito fazendo isso! Kakakakakaka!
Letícia Casoni. Aqui, tenho que contar uma história. Foi em Novembro de 2008. Final de Novembro, pra ser mais exato. Numa bela manhã, ela me chama no msn e ficamos conversando. Os dois estavam meio de folga e não sei por que cargas dágua, o assunto chegou em psicologia. Ela brincou dizendo que o Gabriel precisava de um psiquiatra, e resolvemos fazer uma brincadeira.
Ela “transformou-se” em Freud. E eu em Hades. Foi divertido. A entrevista de Hades que vocês irão ler abaixo, surgiu das nossas conversas. Inclui mais algumas coisas, mas o “núcleo” da entrevista, derivou de nossas conversas naquele dia. E em outros mais. Portanto, Letícia, te agradeço, mais uma vez, por me conceder tal honra. A Honra de ser seu amigo. Obrigado, pelo auxílio.
O capítulo a seguir, revela algumas coisas sobre Gabriel e a Resistência, bem como o motivo de Hades ter drogado Gabriel. Mas revela algo mais.
Você irá notar que o estilo de escrita vai mudar da primeira pessoa para a terceira pessoa, de forma meio arbitrária e sem aviso prévio.
Queria dar, a vocês, a sensação de se “tornarem” Gabriel. Vocês irão vivenciar(eu espero) como é ser Gabriel. Quais as sensações pelas quais ele passa. Irão entender a dor de uma perda. A frustração de independente de quanto poder você tenha, ele ser insuficiente para coisas essenciais. E irão ver o desespero de quando falhamos em algo tão importante.
Gostaria de pedir que lessem os comentários. Houve uma certa “tensão” entre eu e um leitor e coloquei um esclarecimento lá. Se isso levar a maiores “encrencas”, só posso dizer que sinto muito.
Por que eu peço comentários? Em administração, feedback é o procedimento que consiste no provimento de informação à uma pessoa sobre o desempenho, conduta ou eventualidade executada por ela e objetiva reprimir, reorientar e/ou estimular uma ou mais ações determinadas, executadas anteriormente. No processo de desenvolvimento da competência inter pessoal o feedback é um importante recurso porque permite que nos vejamos como somos vistos pelos outros. É ainda, uma atividade executada com a finalidade de maximizar o desempenho de um indivíduo ou de um grupo. Processualmente, é oriundo de uma avaliação de monitoria.
Então, quando você comenta, eu sei para onde a história está indo. Se você está entendendo o que estou escrevendo e se você acha que a história deveria seguir outro rumo. Por isso eu peço que comentem. Para que eu possa avaliar a história. Já falei várias vezes antes, que muitos personagens seriam apenas temporários. E acabaram se firmando por que vocês me deram idéias através dos coments.
Os Filhos de Gaia, não voltarão em Apollyon. Mas serão extremamente necessários em o Retorno de Salazar Sonserina. Abriu-se todo um “leque” de idéias e opções que não exisitiam antes, simplesmente por que vocês comentam.
É por isso que eu peço coments. Não pra dizer que eu sou lindo (na verdade, sou feio pacas) e sim para me informarem se estão ou não, gostando do que estou propondo.
OK?
Prontos para começar?
Mesmo?
Então...
Está esperando o que?
Kakakakakaka!
Boa leitura, pessoal. E espero que comentem.
Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas. (Sun Tzu, A arte da Guerra)
********************************************************************************************** Base Principal da Resistência. – Local Ignorado. – Tempo Atual. – 20:00 hs – Sala de Planejamento ********************************************************************************************* Era noite ali. Naquela sala subterrânea, o choro de dor dos feridos não chegava. Era silêncio absoluto. Sentado em uma cadeira, Hades colocou ambas as mãos na cabeça e permitiu-se um instante de fraqueza. Permitir-se isso era um luxo. Não podia demonstrar fraquezas. Em momento algum. Apenas quando estivesse sozinho podia lamentar os amigos mortos. Com movimentos calmos, encheu seu copo de uísque e tomou um gole. Seu olhar, para os mapas que tinha á sua frente, revelava preocupação. Os combates mais recentes colocavam a Resistência num ponto sem volta. “Gabriel está fazendo falta aqui.” – pensa Hades cansado. – “Tivemos baixas demais neste último ataque. Mas conseguimos. Conquistamos a cidade central deles. O comando central inimigo está assustado. Eles ainda não entenderam? Nós estamos, pela primeira vez, com a faca no pescoço deles. Eles estão, pela primeira vez, totalmente acuados em um canto do país. O ataque final comandado por Gabriel, apesar de ter custado todas as vidas dos Espartanos colocou o inimigo de joelhos no chão. Se ele cumprir a missão poderemos encerrar esta guerra!!! E finalmente teremos paz.Tudo depende dele, mais uma vez.” Colocou seu copo por sobre a mesa e fitou o fogo do fogão. Não havia se alimentado. A comida cheirava de forma convidativa, mas ele estava sem fome. Estava desanimado. “Praga! Esta era a hora que Gabriel vinha me trazer os Relatórios das Missões do dia!” – pensa Hades sorrindo ao ouvir o antigo relógio de madeira badalar baixinho. – “Ele odiava isso! Ah... que saudades dele! Daquele moleque sacana que vivia me aprontando sacanagens. Saudades das risadas debochadas dele. Daqueles comentários sarcásticos e irritantes.” - Vejo que está descansando. – fala uma voz num canto. - O que quer aqui, desgraçado? – pergunta Hades olhando para o Arcanjo Raphael. - Tenho Gabriel onde quero agora. – fala Raphael sério. – Vim apenas lhe agradecer pelo seu trabalho. Vejo que Gabriel os ajudou também. - Como ele está? – pergunta Hades preocupado. - Bem. – fala Raphael tranqüilo. – Ele ainda não despertou, mas despertará em breve. Ele se lembrará em breve. - Ele nunca fará o que você quer. – fala Hades sério. - Fará sim. – fala Raphael sorrindo. – Eu vou garantir que ele faça. - Vai falhar. – fala Hades sorrindo desafiador. – Ninguém domina aquele garoto! - Veremos. – fala Raphael duramente partindo em silêncio. - Idiota. – fala Hades sorrindo e pegando um copo e o enchendo de Uísque. – Anjinho idiota. Absurdamente poderoso e absurdamente idiota! - Ele veio de novo? – pergunta a Morte sorrindo ao se materializar no meio da sala, acompanhada pelo espírito de um homem idoso. - Veio sim. – fala Hades divertido. – Ele parece querer me convencer de que irá “domar” Gabriel. Que idiota!!. - Por que idiota? – pergunta a Morte mostrando uma cadeira para o espírito do homem que se sentou em silêncio. - Eu tentei durante 12, 13 anos e não consegui “domar” Gabriel. – fala Hades divertido. – Ele acha que conseguirá onde eu falhei? Quem é esse? – pergunta Hades curioso apontando para o espírito sentado junto à mesa. - Perdão. Ele irá conversar com você. Ainda tento entender Gabriel. Ele talvez consiga me ajudar. Ele tem acesso a todas as informações atuais sobre Gabriel. Não tema. Nada do que discutiremos aqui sairá daqui. – fala a Morte. - Meu nome é Freud. Sigmund Freud. – fala o “espírito” cumprimentando Hades. - Conheço seu nome. Um trouxa. Criador da psicanálise, é isso? – pergunta Hades levemente impressionado. - Correto. Vejo que conhece meu trabalho. – fala Freud sorrindo. - Superficialmente apenas. – fala Hades tomando um pequeno gole de uísque. – O que deseja saber? - Você seria o pai de Gabriel? – pergunta Freud sério. - Se analisar de forma biológica, não. O pai dele é outro. Mas eu o criei. Eu o eduquei. Eu o treinei. Se analisarmos dessa forma, sou o mais próximo de um pai que ele teve ou terá. – fala Hades sério. - Ah! A figura paterna desse nosso perturbado jovem. – fala Freud sorrindo. - Como? Eu, figura Paterna? - pergunta Hades sorrindo ironicamente. - Gabriel não é perturbado, ele é exatamente o que deve ser, o que eu treinei para que ele fosse. - Sim, entendo. Um professor. – responde Freud sério. - Não sou um professor. Um professor daria aulas em uma escola. Sou um Mestre. Um Sensei, digamos assim. – fala Hades dando uma olhada rápida no mapa. - Entendo. Sobre nosso jovem Gabriel, diga-me, ele já apresentava seus primeiros choques conflitais no relacionamento com seus Mestres e colegas? – pergunta Freud. - Sim. Desde o primeiro dia que o conheci. Ele sempre foi do tipo, “não me irrite, que eu não arranco a tua garganta”! – responde Hades sorrindo. - Ele exigia certo... controle? – pergunta Freud. - Constantemente. – fala Hades voltando a encarar Freud. – Basicamente... ele adorava Apolo . E gostava muito de Zeus e Hera. Quanto aos demais membros da Resistência, ele gostava deles, ao seu modo. Os respeitava, ao seu modo. - Todos os integrantes? – pergunta Freud. - Não. Ele nunca gostou muito de Hefesto , sempre o achou fraco e incapaz de lutar, mas mesmo assim, o tolerava como aliado. Principalmente porque Hefesto preparava armas para ele usar. Mas o considerava... fraco demais. Coração mole demais. Ele também nunca gostou muito de Rômulo. E Proteus fez uma brincadeira com ele, uma vez. Teve sorte de não ser morta. Faltou muito pouco. Ela se desculpou logo a seguir, mas mesmo assim... E alguns meses antes de partir na atual missão, ele... massacrou Rômulo por causa de algo que ele lhe falou. – responde Hades. – Bateu nele até se cansar. Na frente dos soldados de Rômulo. - E quanto a você, meu caro Hades, como era o relacionamento entre vocês? – pergunta Freud. - Sempre que eu dava uma ordem ele a cumpria. Geralmente de maneira que me irritasse. Eu o sacaneava, e claro, ele me sacaneava de volta. – responde Hades sorrindo. - Algum outro membro da Resistência recebia o mesmo tratamento que ele dispensava a você? – pergunta Freud. - Não. Eu era o único que o sacaneava e sobrevivia. E a recíproca é verdadeira. – fala Hades sério. - Como foi a infância de Gabriel? – pergunta Freud. - Ele não teve infância. – fala Hades. – Ele teve uma vida marcada pela miséria e pela perda de todos que o acolheram. Eu pesquisei a vida dele. Eu o treinei desde os 6 anos. Eu o treinei implacavelmente. Nunca dei a ele, tempo para brincadeiras de crianças. - A natureza dele, para com você, durante o que você chama de “sacanear” era de forma violenta? – pergunta Freud. - Se ele era violento para comigo? Bem, ele quebrou meu nariz no segundo dia de aula. E colocou uma faca no meu pescoço. – responde Hades sorrindo. – Isso lhe parece violento? - Muito. A natureza dele parece revelar agressividade. E você aumentou a agressividade dele com seu treinamento, estou correto? – pergunta Freud. - Bem, digamos que você ganhe um cão violento, doutor. Ele já é agressivo desde que nasce. Faz parte da "natureza" dele, digamos assim, ser violento. Eu apenas dei um ... rumo a essa "natureza". – fala Hades sorrindo de forma sarcástica. - Fascinante. – fala Freud sorrindo. - Concordo. Ele é fascinante. – fala Hades sorrindo. - Diga-me Hades, como foi sua infância? – pergunta Freud olhando em volta. - Não sou o objeto de sua análise. Não lhe darei informações pessoais minhas ou de outros membros da Resistência. – responde Hades secamente. - Você teve uma forte presença materna? - pergunta Freud. - Repito. Não sou o objeto de sua análise. Não lhe darei informações pessoais minhas ou de outros membros da Resistência. – fala Hades sério. - Essa sua agressividade gratuita só representa um desejo quase patológico de se esconder. – fala Freud. - É óbvio que precisamos nos esconder! – fala Hades seco. – Se nossos nomes verdadeiros fossem revelados, seríamos caçados sem perdão. Desde o início da Resistência, nossos nomes foram ocultos de todos. Não posso lhe dar informações sobre a Resistência, ou dos seus integrantes. A menos que faça parte do Núcleo da Resistência. - O que você esconde Hades? O que tem medo que descubram sobre seu passado? Tem medo de não ser aceito como um igual pela sociedade? – pergunta Freud. - Doutor... por favor. Sua "sociedade" não é a mesma que a minha. Onde vocês cultuam valores, nós cultuamos outros. – fala Hades displicente. – Ser “aceito” por sua sociedade não é, nem nunca foi meu objetivo. - Eu não estou interessado na Resistência. Estou apenas interessado nessa mente misteriosa que é Hades. –fala Freud tentando de novo. - Esqueça. Não lhe darei informações sobre mim. – fala Hades impaciente. - Eu pergunto isso, pois acho que para entendermos Gabriel, precisamos entender primeiro aquele que foi, para ele, um... pai. – fala Freud insistentemente. - A verdade, é que você está enganado. Gabriel não é o que vocês pensam que ele é. Nem mesmo ele sabe o que ele é. Eu sei o que ele é. Tentei durante toda a vida dele, conter o que ele é. Consegui, parcialmente, até quando Apolo morreu. Depois... bem, só nos restou enviar ele na missão assim mesmo. - Eu tento analisar Gabriel, pelas informações que a Morte me passou. E pelas informações que consigo junto a você, mas é complicado. – fala Freud suspirando. - Acredito, mesmo, que seja complicado entendê-lo. – fala Hades sorrindo de forma sarcástica. - Ele me parece sofrer um desvio de personalidade. – fala Freud sério. – Mas não consigo categorizar a qual desvio ele sofre. - Não. Não existe um meio de analisar Gabriel da forma como vocês fazem. – fala Hades sorrindo. - Ele está fora de seus padrões, tanto como as formigas estão. - Tudo isso, com certeza, começou na infância dele. – fala Freud pensativo. - Não. É aí que você se engana meu caro Freud. – fala Hades sorrindo. - Tudo começou muito antes dele nascer. Tudo começou quando fizeram a profecia sobre ele. Ninguém acreditou na época. Nem mesmo aquele que o gerou. Eu, quando soube sobre a profecia, também não acreditei. Parecia muita desgraça para uma pessoa só. – fala Hades subitamente sério. - Ele sabe sobre a profecia? – pergunta Freud sério. - Sim. Eu e ele descobrimos quando ele tinha uns 10 ou 11 anos. – fala Hades sério. – Mas ele nunca entendeu verdadeiramente o que a profecia significava. Eu mesmo só entendi muito tempo depois. Ele nunca deu atenção ao que ela significava. - Pode ser. – fala Freud. – O que dizia a Profecia sobre Gabriel? - Tal informação é um dos maiores segredos da Resistência. – fala Hades seco. – Não vou lhe contar. - Entendo. Bem, meu caro Hades, desenvolvi uma teoria interessante sobre a psique humana que talvez o ajude a entender nosso jovem Gabriel. Gostaria de ouvi-la? – pergunta Freud sério. - Por que não ouvir? Pode ser interessante. – fala Hades sorrindo. - Em 1913 depois de muitos estudos dividi, teoricamente é claro, a mente humana em três porções. O inconsciente, o Pré-Consciente e o Consciente. – fala Freud sério. - Esses sistemas se integram e afetam um ao outro, e o equilíbrio psicológico depende da harmonia energética entre eles, o que no caso do Gabriel, parece não haver muita harmonia. - Escute doutor, sua teoria é interessante, mas não se aplica ao Gabriel. Talvez a alguns humanos. Mas não ao Gabriel. Você está partindo do princípio errado. – fala Hades. – Talvez isso funcione para humanos normais, que vivem em sua sociedade, repleta dos seus problemas. Mas doutor, eu acredito que você entenda que nascer e crescer em meio a um ambiente em guerra gera seus desequilíbrios, não é mesmo? – pergunta Hades sério. - Exatamente. É exatamente a isto que quero chegar. – fala Freud. - Ao nascer o ser humano é apenas uma massa de desejos biológicos cegos: comer, beber, dormir. - Creio que normalmente sim, no entanto, alguns não se comportam assim. – fala Hades sério. - Errado, todos se comportam assim. Os instintos fisiológicos exigem satisfação imediata, e, desde o nascimento os instintos estão tentando cumprir o principal objetivo deles que é sobreviver. – fala Freud. - Mas é claro, meu caro doutor. – fala Hades sorrindo. - Sua idéia, doutor, é interessante e pode se adaptar aos humanos normais. Mas não a Gabriel. Sua teoria não se adequa a Gabriel. Parte dela, talvez. Mas apenas parte. - Mas o senhor há de concordar comigo que tudo tem início na infância. – fala Freud. - Volto a dizer, sua teoria não se aplica ao Gabriel. Creia em mim, ninguém o conhece tanto quanto eu. – retruca Hades sério. - A ausência de pais e a falta de cuidado por parte da mãe ajudaram a moldar a personalidade do jovem Gabriel, além da influência do meio ambiente em que ele viveu, é claro. – fala Freud. - Doutor... certas pessoas são destinadas a serem o que são. Gabriel é uma dessas pessoas. Entendo suas teorias. Acredito que se aplicariam a grande maioria das pessoas, talvez até mesmo a mim. Mas não a ele. Ele é a famosa "exceção" a regra. - Por que não se aplicariam a ele? – pergunta Freud sério. – Talvez a perda da mãe quando criança tenha afetado Gabriel de tal forma que ele se comporte atualmente, baseado em algo que ocorreu no passado. Talvez a saudade da mãe ou do pai o tenham tornado o que ele é hoje. - Doutor, preste atenção. – fala Hades irritado. – Gabriel não sente saudades da mãe. - Não? Por que não? – pergunta Freud curioso. - Por que a mãe de Gabriel tentou matá-lo, por 5 vezes, até onde eu sei. Quem, em sã consciência, sentiria saudades deste tipo de mãe? – pergunta Hades aos gritos enquanto socava a mesa. - E ele sabe disso? – pergunta Freud curioso. - Claro que sabe! – fala Hades irritado. – Ele sempre soube. Ele estava no útero da mãe e presenciou cada uma das tentativas! Mas ninguém, nem mesmo ele, sabe como, ou por que sobreviveu!! Talvez seja realmente o “destino”. E quanto ao pai dele, é melhor nem falar nisso, mas posso te garantir que saudade do pai não é algo que Gabriel sinta! - Meu caro Hades, não posso crer que você esteja preso a conceitos totalmente imprecisos como "destino". – fala Freud sorrindo. - Do que está falando? – pergunta Hades. - Que Gabriel sobreviveu, porque era o “destino” dele sobreviver. – fala Freud. - Na verdade, eu não me ligo muito em termos como destino, mas, no caso específico de Gabriel, devo dizer que vi coisas demais acontecerem para acreditar em "coincidências". – fala Hades sério. - Ele tem um destino. Gravado em seu DNA ou sua ALMA, se assim quiser entender. Ele, querendo ou não, vai cumprir este destino. Lamento por ele. Mas ele não tem escolha. Poderes bem maiores que os meus o colocaram neste caminho e a ele, só restou a opção de trilhar o caminho. - Hummmm... É algo a ser pensado. Mas, claro que não podemos deixar de lado a questão da personalidade. O ID- Inconsciente é a porção primitiva, é o reservatório de energia psíquica que se choca por pulsões contraditórias como o amor e o ódio. É o porão sujo da personalidade, pois abrange as mais diversas tendências humanas. - SIM! MAS ISSO SÓ SE APLICA AOS HUMANOS!!! – berra Hades furioso por nova argumentação de Freud, enquanto soca a mesa com raiva. Pára por alguns segundos e se acalma. - Lamento minha explosão, doutor. Estou sobre muita pressão aqui agora que estou sozinho. Sinto a falta daquele moleque irritante. Sinto a falta daquele moleque irritante! - Caro Hades, acho que devíamos, neste caso, nos voltar para o seu problema. – fala Freud. – Posso ajudar? - Pressão, doutor, pressão! A guerra está mais calma agora, mas ainda sinto a falta de Gabriel. – fala Hades enchendo seu copo de uísque e bebendo um gole. - Diga-me... essa pressão que você diz sentir, está relacionada a algum trauma do seu passado? – pergunta Freud. - Não. Está relacionada a dezenas de ataques que fizemos nos últimos meses as centenas de baixas. E as mortes de Zeus, Hera, e, claro, Apolo . - Percebo em sua personalidade uma grande necessidade de ter controle sobre as situações. – fala Freud. - É óbvio que preciso ter controle das situações. Sou o Líder da Resistência! – reclama Hades irritado. – Eu tenho que controlar as coisas... batalhas a travar. Tenho uma guerra para ganhar. - Mas o senhor só fala de Guerra e Batalhas e neste momento precisamos nos focar no Hades o homem, o ser humano. – fala Freud sério. - Lamento. Não sou o objeto de sua pesquisa. Gabriel é. Não responderei qualquer pergunta sobre mim. – fala Hades cansado. - Fugir dos seus problemas não vai fazer com que eles sumam. É necessário enfrentá-los de frente. – fala Freud. - Não responderei qualquer pergunta sobre mim – fala Hades. - Por que tem tanto medo que penetremos em seu passado? – pergunta Freud. - Não responderei qualquer pergunta sobre mim. – fala Hades. - Tem medo de vir à tona recordações dolorosas que você tem reprimido há vários anos? – pergunta Freud. - Caso continue a insistir, recusar-me-ei a dar maiores informações. Não tenho medo de meu passado. Tampouco me orgulho dele. – fala Hades sério. - No entanto, tais informações são importantes demais para serem discutidas dessa forma. Não responderei qualquer pergunta sobre mim. Claro, doutor? - Acredito que este seu comportamento... apenas mostra o uso do mecanismo de defesa chamado deslocamento. – fala Freud tentando uma nova abordagem. - Não responderei qualquer pergunta sobre mim. – responde Hades irritado. - É uma reação de fuga frente a um perigo difícil de enfrentar, pelas suas conseqüências, e o emprego dessa energia em outro objeto. Você se esquiva de discutirmos sobre você, com medo das conseqüências, desviando minha atenção para o jovem Gabriel. - Hehehehe! Doutor, um dia eu talvez te conte sobre o meu passado. Mas creia, hoje não. Meu passado, assim como o de Gabriel, contém informações importantes demais para serem reveladas sem... preparação adequada. Você foi trazido para analisar Gabriel. Não a mim, claro? – pergunta Hades sério. - Pelos parâmetros que desenvolvi, torna-se difícil estabelecer o que é normalidade no comportamento do ser humano, mas para tudo há um motivo oculto. – fala Freud sério. - Entendo. “Qui Bono”. Já ouviu isso, doutor? – pergunta Hades sorrindo. - Não. Nunca ouvi. Exceto que me parece latim. – fala Freud pensativo. - Correto. A tradução seria “quem lucra”. Já se perguntou quem lucra com o sofrimento de Gabriel? Porque sempre tem alguém que lucra. No momento em que entender quem está lucrando com isso, entenderá o restante. – fala Hades seco. - O senhor precisa relaxar. – fala Freud calmo. - Hehehehehe! O último que me falou isso foi Gabriel, e me fez sentar numa cadeira, só que antes colocou um feitiço de adesivo permanente nela. Fiquei 12 horas sentado no sol, sem poder me levantar. E ele disse que eu precisava relaxar. – fala Hades sorrindo ao lembrar-se de que tentava se levantar da cadeira, e não conseguia. - Muito bem. Vamos continuar pela infância do Jovem Gabriel. Você conheceu seus pais? – pergunta Freud. - Eu? Claro que conheci meus pais. Mas não vou falar sobre mim. – fala Hades. - Não, caro Hades, refiro ao Gabriel. Ele conheceu seus pais? – pergunta Freud. - Gabriel nunca teve certeza sobre quem era o pai dele. A mãe ele sabia quem era. Ou melhor, descobriu quem era, quando tinha dez ou onze anos de idade. O pai dele, eu meio que descobri, dias antes de enviá-lo nessa missão. – fala Hades sério. - Como você conheceu a verdade sobre a mãe de Gabriel? – pergunta Freud. - Houve uma época, onde ambos os lados da guerra resolveram por uma trégua temporária. – conta Hades sério. – Eu chamei Gabriel e lhe disse um nome. O nome de uma mulher. Eu a dei, como alvo para rastreamento. Ele não sabia que era a mãe dele. Para ele, era simplesmente um exercício de guerra. Um treinamento, se desejar entender assim - Ele não sabia o nome nem da própria mãe? – pergunta Freud. - Correto. – fala Hades sério. – De qualquer forma, eu lhe dei o nome dela. E um ponto de partida. E lhe disse que a encontrasse. Ele gastou quase uma semana para desvendar a história dela. - Rápido. – comenta Freud. - Rápido? – pergunta Hades zombeteiro. – Gabriel é um Batedor, doutor. Ele rastreia inimigos tão rápido quanto você respira. Enfim, ele começou pela infância dela, na Europa. Virou a França de ponta cabeça recolhendo migalhas de informações. Até um determinado período a vida dela era fácil de ser rastreada. Mas depois de um tempo, ele perdeu a pista. Ficou furioso, é claro. Depois de alguns dias, a reencontrou quando ela fugiu de um “lugar” na Inglaterra. Ela voltou à França. Depois Portugal. Depois Espanha. E depois, ela entrou no continente Africano. Neste momento ele descobriu que rastreava uma mulher grávida que fugia. E ele a rastreou por metade da África. Até chegar num país, no interior da áfrica. República Democrática do Congo. - Ele rastreou uma mulher, que já estava morta, por metade do planeta? – pergunta Freud surpreso. - Sim. Só que nunca percebeu que era a própria mãe que ele rastreava. – fala Hades sério. – Quando ele chegou à cidade onde tinha nascido ele percebeu a verdade e me chamou. Eu fui até ele e disse que sim, ele tinha rastreado a própria mãe. Ele ficou irritado comigo, mas continuamos juntos a procurar por pistas. Até o momento, ele não sabia o que tinha acontecido com ela. - O que aconteceu com ela? – pergunta Freud curioso. - Foi morta por Caçadores de Recompensa, enviados pelo pai dele. – fala Hades sério. - Quando? – pergunta Freud arrepiado. - Quatro dias depois de dar a luz á Gabriel. – responde Hades. – Ela o abandonou para fugir “sem um peso inútil” a atrapalhando. - E como vocês descobriram isso? – pergunta Freud. - Ela estava próxima à cidade de Kisangani, que é uma cidade da República Democrática do Congo, capital da província Oriental. Localiza-se nas margens do rio Congo. Tem cerca de 874 mil habitantes. Foi fundada em 1883 com a designação de Stanleyville. Passou a chamar-se Kisangani em 1966. Ela se escondeu numa pequena aldeia próxima desta cidade. A cidade é pobre, num país ainda mais pobre e marcado por guerras civis e tribais. O ódio, naquela região, pode ser sentido no ar. Massacres entre diferentes tribos são corriqueiros. Nesta aldeia, que ficava perto de um rio, tinha duas coisas que merecem ser notadas. - E que coisas seriam essas? – pergunta Freud interessado. - O palácio do governador da província e um zoológico. – fala Hades sério. – Neste zoológico, geralmente jogavam como comida para os animais, os desafetos políticos do governador em questão. - E ela fugiu pra lá? – pergunta Freud curioso. – Por quê? - Para se esconder. Do pai de Gabriel. Ela fugiu da Inglaterra e cruzou a Europa, tentando ocultar sua pista. Por fim, foi para a África. Mas ela não era muito esperta. Loira de pele clara, num país de negros, chamava muito a atenção. E seus olhos também. Azuis como o céu. Além disso, por onde ela passava, Xamãs sentiam a presença de Gabriel em seu útero e acompanhavam seus passos à distância. De certa forma, eles a protegeram daqueles que a caçavam, embora ela jamais tenha descoberto isso. - Xamãs índios protegeram o caminho da mãe de Gabriel? – pergunta Freud curioso. - Sim. De certa forma. Conversei com um deles, sem que Gabriel soubesse. – responde Hades sério. – Ele me contou que conseguiam sentir Gabriel. Mas não sabiam dizer se ele era um indivíduo “bom” ou “mau”. Por via das dúvidas, resolveram deixar que ele vivesse. E resolveram garantir que ele nascesse. Só isso. O restante, era por conta dele. Enfim, a mãe dele chegou, quase dando á luz, até esta aldeia. Ao chegar, ela tornou-se “amiga” da parteira. Sem saber que a mesma parteira era uma Xamã. – fala Hades sério. – E contou tudo a ela. Tudo, menos o nome do pai de Gabriel. Essa parteira escreveu um diário, anotando tudo o que tinha sabido por intermédio dela. - E vocês encontraram essa parteira? Esta... Xamã? – pergunta Freud curioso. – Depois de 11 anos, ainda assim a encontraram? - Sim. Gabriel é um ótimo Batedor, doutor. – fala Hades sério. - E? O que aconteceu? – pergunta Freud. – Algo de diferente aconteceu? - Claro que algo diferente aconteceu. – fala Hades sério. – No dia do parto, a mãe de Gabriel estava com fortes dores. O parto foi complicado. Demorou pelo menos Dezesseis horas. A parteira nos contou que parecia que a criança relutava a vir a este mundo. Como se temesse o que teria que sofrer. - Mas, enfim, depois de algumas horas, nasceu normalmente. – fala Freud. - Você deve entender uma coisa, doutor. – fala Hades sério. – Uma criança, como Gabriel, jamais tem um “nascimento normal”. - Refere-se, claro, ao sofrimento da mãe? – pergunta Freud curioso. - Não. – fala Hades o analisando. – No dia do parto, as coisas ficaram... loucas. - Loucas como? – pergunta Freud. - Uma tempestade abateu-se sobre a cidade. – fala Hades sério. - Tempestades ocorrem o tempo todo. – fala Freud sorrindo. - Uma tempestade de fogo, doutor. – fala Hades sério vendo o olhar de descrença de Freud. – Sim. O céu “queimava”, segundo a parteira. Pequenos meteoritos atingiram a cidade, naquele dia. O clima, logo após a queda dos meteoritos, desabou numa tempestade. Chovia, segundo a parteira, sangue! - Histórias. – fala Freud desdenhoso. - Eu verifiquei com dezenas de moradores, doutor. – fala Hades sério fazendo com que Freud se arrepiasse. – Todos confirmaram a história dos meteoritos e da chuva de sangue. Mas isso não foi o mais estranho, segundo a enfermeira. - E teve mais do que isso? – pergunta Freud sério. - Já ouviu falar em Buda? No nascimento dele? – pergunta Hades. - Alguma coisa, sim. – fala Freud. – Ele nasceu enquanto sua mãe viajava, correto? - Sim. Mas teve mais. – fala Hades sério. – Segundo a lenda, Buda nasceu e deu oito passos. A cada passo, uma flor de lótus nascia. - Sim, conheço essa lenda. – fala Freud sério. – O que ela tem a ver com Gabriel? - Quero que ouça atentamente, doutor, e saiba que a Parteira não mentiu, pois sondei a mente dela. Ela falou a verdade. – fala Hades sério. - Que verdade? – pergunta Freud curioso. - Quando Gabriel finalmente nasceu, ele não chorou. Nada. Apenas olhou para a parteira, que ouviu um riso forte e malvado vindo do bebê recém nascido. Segundo ela, o bebê a olhou e piscou um olho para ela, levitando a seguir sozinho e falando que “O Anjo da Morte Nasceu!”. A mãe estava desmaiada pelo esforço do parto complicado. Assustada, a parteira deixou o bebê ao lado da mãe e, após terminar de lavar e arrumar a mãe fugiu desesperada de lá. Reuniu-se com os outros Xamãs e contou tudo a eles. Eles resolveram não mais interferir. – fala Hades sério. – Entende o que é Gabriel, doutor? - Eu... preciso de alguns instantes para pensar. – fala Freud sentindo seus pensamentos pularem como pipoca em panela quente. - Fique a vontade. – fala Hades sorrindo divertido com a cara de espanto de Freud. – Quando desejar, nós continuaremos. Por longos instantes Freud ficou pensativo. Depois olhou para Hades que continuava a bebericar seu uísque. - Gabriel estava com você, quando conversou com a parteira? – pergunta Freud. - Não. Ele estava tentando descobrir onde a mãe dele tinha sido morta. – fala Hades sério. - Então ele não sabe dessa história? – pergunta Freud. - Não. Não de toda a história. – fala Hades. – Apenas do que vivenciou. - No diário da mãe de Gabriel, havia mais alguma coisa? – pergunta Freud. - Sim. Mas eu jamais contei a Gabriel. – responde Hades pensativo. – O de mais importante, não estava ali. Ou seja, o nome do pai dele. - Como você descobriu quem seria a mãe dele? – pergunta Freud. - Gabriel sempre foi poderoso demais. Desde criança, os poderes dele assustavam. E cada vez mais eles aumentavam. Sem parar. Isso indicava duas possibilidades. – fala Hades. - Que possibilidades? – pergunta Freud sério. - Que os pais dele seriam extremamente poderosos. Neste caso, apenas duas linhagens seriam poderosas o suficiente para gerarem Gabriel. Ou então... – fala Hades e pára. - Ou então? – pergunta Freud. - Ou então, ele não era humano. – fala Hades sério. – Por fim, descobri a verdade. Depois de anos e anos pesquisando, eu descobri a verdade. E me assustei quando descobri. Quando consegui descobrir a linhagem da mãe, indiretamente a associei a Gabriel. As semelhanças eram óbvias demais. - Que verdade descobriu? – pergunta Freud sério. - Lamento doutor. Essa informação está restrita apenas aos dirigentes da Resistência. Nem mesmo Gabriel sabe sobre ela. – fala Hades. – Sabe apenas parcialmente. Sabe aquilo que eu o deixei saber. - O que aconteceu com Gabriel, logo depois de nascer? – pergunta Freud. - A mãe dele tentou... matá-lo. – fala Hades sério. - Mas, obviamente deve ter parado seu intento sem conseguir realizá-lo. – fala Freud arrepiado. - Não. Ela realmente tentou, por duas vezes. Gabriel a conteve da primeira vez. Da segunda, ela conseguiu seu intento. O abandonou num lugar onde a morte era certa. E voltou até a casa onde tinha dado a luz. A parteira estava lá e perguntou onde a criança estava. – explica Hades. – A mãe, obviamente alterada, contou a parteira o que tinha feito e depois foi embora, no mesmo dia. Mas esta parteira (Xamã) não quis aceitar isso e falou para um trouxa onde Gabriel estava. Este trouxa o encontrou e o levou para um orfanato, distante dali, em outra aldeia, ainda mais pobre. De certa forma, os Xamãs sempre interferiram na vida de Gabriel. Até quando foi “resgatado” por um deles. Quando viveu um tempo sozinho numa aldeia com um deles. Só que o velhote era fraco demais para defender a si mesmo, seu povo, ou Gabriel. Por fim, apenas Gabriel sobreviveu naquela aldeia, antes de se esconder numa floresta. A mãe de Gabriel foi morta, quatro dias depois de dar à luz a Gabriel. Foi cercada em uma ponte pênsil, por caçadores de recompensa. Vendo que seria presa e levada de volta ao pai de Gabriel, pulou da ponte, no rio abaixo. Ela morreu, e foi enterrada ali perto, pelos ribeirinhos. - Existe a certeza da morte dela? – pergunta Freud. - Sim. O rio onde ela se jogou era muito raso. Quando caiu, bateu a cabeça numa pedra. Morte instantânea. Gabriel conversou com alguns moradores ribeirinhos que ainda lembravam-se do ocorrido. Eu abri a cova e coletei amostras genéticas. Ela está morta, e enterrada. – fala Hades sério. – Isso não foi tudo, doutor. - Não? – pergunta Freud arrepiado. - O nascimento de Gabriel foi sentido em todo o mundo. Todos sentiram que alguém muito poderoso tinha nascido. Ele foi caçado desde que nasceu. Mas com a tempestade de meteoros e a chuva de sangue, sua pista foi, indiretamente, coberta. A história dele se perdeu em meio a inúmeras lendas da cidade. E ninguém que conhecia a história, gostava de falar sobre ela. – fala Hades. - Fico me perguntando o que ele sentiu quando descobriu sobre a mãe. – comenta Freud. - Descobrir o que Gabriel realmente sente, é algo que está além do que consigo fazer, doutor. – fala Hades sério. – Ele... desde que ele veio para a Resistência, Zeus o treinou para controlar seu humor. Claro que no caso de Gabriel não era fácil, mas mesmo assim... considerando o poder que ele possui...ele tem que manter o controle. No caso dele, o emocional afeta tudo. Traumas e mais traumas. Além disso, muitas das memórias de Gabriel estavam bloqueadas por algum motivo. Alguém parece ter bloqueado muitas memórias dele, em especial sobre o incêndio do orfanato. Algo aconteceu, naquele incêndio, mas eu nunca consegui descobrir o que foi. - Mas você chegou a conhecer pessoalmente os pais de Gabriel? – pergunta Freud. - A mãe dele sim. Fui amigo da família dela. E de certa forma, associei-me ao pai dela, em algumas ocasiões. Embora eu tenha perdido o contato com sua família depois de... depois de um tempo. Quanto ao pai de Gabriel, indiretamente, também o conheci. – fala Hades sério. - Sobre o pai, eu descobri e contei a ele quando ele estava prestes a partir em missão. Eu conheci a ambos, mas... tinha perdido o contato com eles. E nunca imaginei que eles pudessem ter gerado Gabriel. Só quando analisei o poder de Gabriel que a verdade se tornou óbvia demais para ser rejeitada. - Eu acredito que conhecendo a fundo a infância do Jovem Gabriel podemos entender seu comportamento presente e suas atitudes. – fala Freud. - Como você poderia descrever a personalidade dos pais dele? Eram carinhosos? Preocupavam-se com ele? - Bem... a mãe tentou matá-lo por cinco vezes. E o pai muitas vezes mais. É, acho que eles se preocupavam com ele sim. – fala Hades sorrindo de forma sarcástica. - Entendo. Neste caso posso concluir que Gabriel experimentou repetidas vezes pensamentos e sentimentos associados a suas recordações da infância, que não podem ser expulsos de sua mente no caso seu consciente para formar parte do seu inconsciente. – conclui Freud. - De certa forma tais memórias ficaram presas por anos e anos. - fala Hades sério. – Zeus criou uma espécie de "bloqueio" que ele fez sem que Gabriel percebesse. Isso preservou parte da sanidade dele. Ele fez isso logo após o treinamento de Gabriel com Tsugai. - Gabriel com certeza reprimiu por muitos anos essas recordações, mas agora não está tendo mais controle delas, estão vindo à tona com força total. Só que o dia em que tudo for liberado... – comenta Freud. - Bem, isso explica em partes seu comportamento patologicamente agressivo. Seu desejo de se “vingar do mundo” por fazê-lo sofrer. Acredito que seja importante para o jovem Gabriel confrontar essas lembranças tão dolorosas. Desse modo ele poderá trazer a tona esses problemas para enfrentá-los de frente e livrar-se dessa barreira psico-emocional que ele criou ao seu redor. - Hmmmmm... não! Melhor não fazer tal coisa. Olhe, eu entendo sua idéia. Isso até seria válido para um humano normal, mas Gabriel, se... ele romper e abrir essas memórias, o trauma pode destruir a frágil psique que ele possui. E em caso de danos as suas memórias, ele agiria com base no instinto. Creia-me Doutor. Você não quer ver Gabriel se comportando por instinto. Não é nada bonito de se ver. Eu... já vi ele... olha, eu vi o que ele fez com a Legião de Asmodeus. E ele tinha 6 ou 7 anos de idade. Depois, eu vi o que ele fez em Hamadan! Não vou discutir aquilo, afinal, Hamadan foi a pior abominação que já foi sequer sussurrada pelo homens. Mas aquilo... aquilo mexeu com Gabriel, com certeza. – fala Hades preocupado. - E logo depois perdemos Hera, Zeus, e, principalmente Apolo . Eu vi os olhos de Gabriel quando ele enterrou Apolo . Nunca mais consegui dormir direito. - Mas neste caso a imersão a essas dolorosas memórias seria feita através de hipnose que é um estado diferenciado de consciência, alterado em comparação com os estados ordinários de vigília e de sono, com elevada receptividade à sugestão por parte da pessoa que nele ingressa, por si mesma ou com intervenção de outra pessoa ou equipamento. – explica Freud sério. - Através da hipnose poderemos mergulhar nas recordações do jovem Gabriel, mas ainda sim manteremos o controle sobre sua mente. - Creia-me, doutor. Sei o que habita a mente de Gabriel. A Hipnose não funciona com ele. Ele foi treinado para resistir a isso, até de modo inconsciente. Eu temo... pelo dia que ele lembrar de tudo. Temo por vocês... e por nós. A hora em que ele descobrir quem é, ou melhor, o que ele realmente é... vocês conhecerão a fúria de Thanatos. - Pelo o que o senhor me diz o caso do Gabriel é praticamente sem solução. Mas não posso crer nisso, a mente humana é bastante complexa e misteriosa. – insiste Freud. - No caso de Gabriel é exemplificado por um aviso trouxa bem conhecido. – fala Hades sorrindo. - NÃO ENTRE!! - Mas meus estudos representaram uma grande evolução no estudo da psique humana. – contesta Freud. - Sim. Esse é o ponto central. – fala Hades sorrindo. - Psique HUMANA. - Eu... por longos anos, estudei a mente humana tentando encontrar padrões de repressão entre meus pacientes que derivassem em um modelo geral para a mente, e pude observar que pacientes diferentes reprimiam fatos diferentes. – fala Freud. - E? – pergunta Hades sem entender. - Acredito que esse seja o caso do jovem Gabriel. O processo da repressão é em si mesmo um ato não-consciente (isto é, não ocorreria através da intenção dos pensamentos ou sentimentos conscientes). Em outras palavras, o inconsciente era tanto causa como efeito da repressão. Todos os conflitos do nosso jovem estão concentrados em seu inconsciente. – explica Freud. - Não exatamente. Não em seu inconsciente. Em sua mente. – comenta Hades. - Se o que o senhor afirma é verdadeiro não há esperança, nem salvação. Ele será consumido e dominado por suas recordações, seu inconsciente assumirá o controle fazendo com que seu consciente seja deixado de lado. Ele não saberá mais quem é. – conclui Freud preocupado. - Correto. – fala Hades. - E reagirá com base em seus instintos mais básicos. – fala Freud sério. – Proteção, ataque e extermínio de inimigos. - Correto novamente. Por condicionamento, num caso desses, ele buscaria a mim. Mas eu estando fora de alcance, ele não teria a quem buscar, para orientá-lo. O que acabaria fazendo com que tentasse restaurar sua mente com as informações mais básicas. Simplificando, usando um termo trouxa, seu cérebro se reiniciaria, assim como um... computador... carregando somente o básico, para tentar, depois, mais tarde, incorporar mais coisas – explica Hades. - Você é um... monstro! – fala Freud indignado. - Ora, obrigado. – fala Hades sorrindo de forma sarcástica. - Não creio que ocorra deste modo. – fala Freud sério. – A mente é muito mais complexa do que isso. - No caso de Gabriel, sim. Eu fiz com que isso acontecesse. Protocolos de Segurança da Resistência. Eu sei. Eu os criei. Gabriel não sabe sobre isso. - E por que os criou? – pergunta Freud. - Eu não poderia correr o risco de ver Gabriel contra a Resistência. – explica Hades sério. – Por isso criei os Protocolos de Segurança. - Mas no inconsciente estão armazenadas todas as recordações ruins, os traumas, ou seja, tudo o que a mente não tem capacidade de suportar é armazenado lá... – protesta Freud. - Correto. Mas em caso de emergência, se o inconsciente do Gabriel tomar conta dele... apenas algumas coisas seriam reativadas. Digamos... seus instintos mais básicos. – fala Hades sério. - Mas... ele irá esquecer quem é e irá mergulhar em suas piores lembranças e traumas, acabará por viver em uma outra realidade, criada por ele. – protesta Freud. - Não. Não criada por ele. Criada por mim. Com o intuito de preservar a sanidade dele, e impedir que ele se volte conta a Resistência, tudo o que não for essencial, será temporariamente removido. - Mas como o senhor poderá ter controle sobre a mente dele? Por Deus, homem!!! Ele é um ser humano, não uma máquina. – fala Freud levantando-se da mesa. Você não pode simplesmente ligá-lo e desligá-lo quando bem entender. - grita Freud irritado. - Ele é o que eu desejo que ele seja. Sentimentalismos idiotas o tornam ineficiente. – retruca Hades dando de ombros. - Mas se ele não é humano, o que ele é? Um bicho? Uma máquina? – pergunta Freud sentando-se aturdido. - Uma arma. Gabriel é uma arma. Simples assim. Algumas pessoas usam armas para matar, correto? Ou magia, ou máquinas, correto? Gabriel é uma máquina, doutor. Uma máquina de matar. Extremamente eficiente. Eu sei. Eu a criei. Eu a projetei. – fala Hades sorrindo. – E ele é muito bom nisso. - Ele precisa de ajuda e tratamento e não ser tratado como um pedaço de carne, ou sei lá... uma peça defeituosa. – protesta Freud. - Ele não precisa de ajuda! – fala Hades socando a mesa. – Ele é exatamente o que é! - Você o considera uma arma. Um objeto a ser usado apenas ao seu bel prazer. – fala Freud entendendo Hades agora. - Não. Não ao meu bel prazer. A ser usado conforme necessário para a Resistência. – fala Hades sério. - Não se esqueça meu caro que pode chegar um dia que o aluno superará o professor. Isso me lembra uma História de uma grande escritora. Mary Shelley, ela é autora de Frankenstein. Não sei se o senhor tem conhecimento da história? - Ah, sim. Já tive o prazer de ler Frankenstein. – fala Hades sério. - O fato é que Gabriel sente que não é "normal". Ele já me superou, em poder, técnica ou conhecimento. Ele já é muito superior a mim em muitas coisas, mas não em estratégia. - Acredito que você criou um monstro. – fala Freud sério. - Conhece armas, doutor? Metralhadoras, especificamente? – pergunta Hades. - Não. Sou um cientista. Um homem da ciência. Não me interesso por armas e assuntos bélicos. – responde Freud. - Já ouviu o termo: "Cadência de disparos"? – pergunta Hades sério. - Não. Nunca ouvi. – responde Freud. - De forma simplificada, “Cadência de Disparos”, é uma informação, nos manuais, que indica a quantidade de disparos que uma metralhadora deve dar por minuto. Digamos, 500 disparos por minuto. Caso ela ultrapasse essa quantidade, o calor dos disparos irá deformar lentamente o cano da arma e a tornará inútil no futuro, uma vez que não poderá mais disparar. – fala Hades. - Entendeu até aqui, doutor? - Bom... vagamente, mas continue por favor. – pede Freud. - Uma metralhadora tem uma margem de segurança, ou seja, mesmo que indique 500 disparos por minuto, não será o fim do mundo se der 505 disparos, entende? Com um ser humano, e é sua área, ele tem um limite de horror que pode ver sem que sua mente entre em colapso. O que aconteceria se a mesma pessoa vivenciasse dia após dia horrores inenarráveis? Sua... margem de Segurança seria ... quebrada. O que tornaria a pessoa inútil para qualquer outra coisa. Por isso, na Resistência, eu removi a "margem de segurança" de Gabriel - Você... o que? – pergunta Freud apavorado. - Sim. – responde Hades sorrindo. - Ele viveu horrores, dia após dia, sem parar. E nunca teve problemas de consciência. Porque eu “removi” sua consciência. Ele não tem nada disso para atrapalhá-lo. - Pelo pouco que ouvi até agora do senhor e do jovem Gabriel posso concluir que é um típico caso de dupla personalidade. O que me lembra muito um personagem de uma outra obra literária que aprecio muito chamado Edward Hyde. O livro se chama O médico e o monstro porque o Dr. Jekyll fez uma experiência em si mesmo, que fez com que ele se tornasse ora um homem mal, um verdadeiro monstro chamado Edward Hyde, ora voltar a ser ele mesmo. – fala Freud sério. - Acredito que de certo modo o senhor fez algo parecido a Gabriel. - Bobagem, doutor. – fala Hades sorrindo. – O fato, doutor, é que Gabriel não tem margem de segurança, pois ele extrapolou os limites até mesmo entre nós, acostumados a horrores, ele perdeu o controle e começou a... praticar os horrores. Tomou atitudes contra inimigos que deixaram todos apavorados. Ele se tornou o horror que combatíamos; eu precisava contê-lo. Não tem nada a ver com os livros. - Mas o interessante é que assim como o personagem principal do livro, Gabriel oscila entre momentos em que ele é ele mesmo e momentos em que ele se torna um monstro. – fala Freud sério. – Como conteve o horror que ele se tornou? - Usei uma "trava de segurança". – fala Hades sério. - Uma trava de segurança psíquica? – pergunta Freud. - Não. Ele iria perceber se eu fizesse isso. E colocaria sua confiança em mim por água abaixo. Fiz algo mais sutil. – fala Hades sorrindo. - Mas independente de uma "trava de segurança" como o senhor gosta de dizer. Haverá inevitavelmente um momento em que ele terá que lidar com seus dois "eus". Um inclinado ao bem, e outro ao mal. – protesta Freud. - Agora me questiono... estaria preparado, o jovem Gabriel, para esse embate? Porque na hora “h” não haverá "trava de segurança" que irá bloquear o embate entre o consciente e o inconsciente. O senhor já se perguntou o que poderá fazer na hora “h” ? - Ele sempre fez isso. Desde criança. A Luta, dentro dele, estava sendo perdida. Ele precisava de algo para sonhar. Eu precisava trazê-lo de volta a nossa realidade. Ele tinha ido longe demais. Mas como fazer isso? Criei um plano e o pus em prática. – fala Hades sério. - Que plano? – pergunta Freud. - Eu o fiz se apaixonar. – responde Hades rindo. - Você o quê??? – pergunta Freud sério. - É claro. – fala Hades. – Dei algo a ele. Algo que o tornou mais... dócil. A “trava” mantém-se estável e o mantém, de certa forma, sob controle parcial. - Travas podem ser quebradas. – contesta Freud. - Da forma como criei a trava de segurança ela poderá efetivamente se romper, caso a "trava" seja afastada. Mas não acredito que isso ocorra. – fala Hades. - E se ocorrer? Não acredito que nesta hora você terá meios de penetrar na mente de Gabriel, pois ela está sendo dominada. Nesses momentos ele irá sofrer uma guinada a um comportamento muito mais agressivo. Será que o senhor conseguirá enfrentar o inconsciente dele? Será capaz de lidar com o mostro que criou? – pergunta Freud. - Não. Espero que a trava se mantenha. – fala Hades. - Você fugirá da responsabilidade? – pergunta Freud sério. - Jamais fiz isso. – responde Hades. - Mas estou fora do alcance dele. E a trava tem se mantido. - E se não se manter? O senhor tem noção dos danos psíquicos que esse embate criará na mente de Gabriel? – indaga Freud sério. - Danos a mente dele??? Doutor, você tem noção do que é ter um Gabriel furioso com inclinações a ódio extremo, bem armado, solto no mundo de vocês??? Danos a mente dele é a menor das minhas preocupações!!! Mas a "trava" tem se mantido, ao menos por enquanto. – fala Hades sério. - Mas o mostro foi criado por VOCÊ!!! Você é responsável por ele. VOCÊ criou o monstro. – protesta Freud. - Não. Eu só dei treinamento ao monstro. Ele me foi entregue já pronto. – fala Hades dando de ombros. - E agora está fugindo a responsabilidade de conter o que criou. Você deu meios para o Gabriel se tornar o que ele é hoje. Você mesmo disse que o tornou o que ele é! – reclama Freud. - Não. Eu apenas direcionei o ódio dele. – fala Hades sério. - Em alguém que já possui desvios de comportamento alimentar, suas más inclinações são o mesmo que criar uma bomba relógio. Cedo ou tarde ela irá explodir. Com trava ou sem trava. Você criou um monstro. E o jogou no nosso mundo. Sem controle. Louco e armado! – fala Freud furioso socando a mesa. - NÓS ESTÁVAMOS PERDENDO A GUERRA!!! ESTÁVAMOS MORRENDO COMO MOSCAS!!! MEUS HOMENS... MORTOS!!! GABRIEL EQUILIBROU A GUERRA DE NOVO!!! DEU-NOS UMA CHANCE DE VENCER! Ele... Eu... eu traí ele. – fala Hades baixando o tom de voz. - Eu sei! Ele vai me matar, quando descobrir. Não me importo. - Esse seu comportamento de negação é apenas uma defesa que você criou para não ser responsabilizado. – fala Freud irritado. - Ele, querendo ou não, salvou a Resistência. Não me importo se ele me matar. Nem sequer vou reagir. Sei de minhas responsabilidades. – fala Hades. - E o que você acha que irá acontecer a hora que o "Frankenstein" estiver frente a frente com seu criador? Ou como você gosta de dizer seu “sensei”? Responda-me com sinceridade, você nunca viu o jovem Gabriel como um ser humano? – pergunta Freud espantado com a frieza de Hades. - Por Deus, homem, ele poderia ser seu filho. - Eu o considero meu filho, mas sei o que ele é. – responde Hades sério. - Você o trata como uma arma, mas ele possui sentimentos, você nunca teve uma atitude de afeto para com ele. Filho? Como pode blasfemar deste modo? – pergunta Freud indignado. - Eu morreria por ele, mas atitudes de afeto... abalariam a trava de segurança. – fala Hades. - Eu recriminei Apolo repetida vezes, mas Apolo ... não se importava. Apolo adorava o Gabriel. Ele tentou ajudá-lo, pois entendeu, melhor do que qualquer um de nós, o que Gabriel era. A guerra foi longa. Estamos todos cansados e cometemos erros. Eu cometi alguns também O senhor se contradiz o tempo todo. – fala Freud. - Diz que o tem como filho para tentar em sua mente insana e doente se redimir de todo o mal que provocou em Gabriel. Essas são suas desculpas? – pergunta Freud. - Talvez. Eu... não tenho certeza de mais nada. Estou velho... Já deveria ter morrido. Mas... por mais que eu tentasse me matar em combate. Gabriel aparecia para me salvar. Como se me dissesse: “Seu castigo é ficar vivo. É ver o que me tornei! Orgulhe-se do que me tornei!” - O senhor não passa de um egoísta, manipulador e egocêntrico. – fala Freud sério. - Espero que Deus tenha piedade de sua alma. O Gabriel pode ter um mostro dentro de si. Mas o verdadeiro monstro está aqui parado a minha frente. - Eu... já passei da fase de monstro a muito tempo. – comenta Hades cansado. - Deve ser mesmo para que o senhor possa contemplar toda a destruição que ajudou a criar. – comenta Freud. - Eu não ajudei a criar, ela foi criada por outros querendo ou não, eu, através de Gabriel, simplesmente fiz o inimigo sentir o pavor da guerra. Eles o temem. Basta verem o patrono dele que eles fogem. – protesta Hades. - Guerreiros, assassinos, adoradores do demônio e das trevas, borram-se de medo ao verem o patrono de Gabriel - Gostaria de saber o que o senhor pretende fazer para conter o monstro que criou. – pergunta Freud. - Conter? – pergunta Hades sorrindo cansado. - Não há como conter. Existem dois riscos, que devem ser evitados para prevenir a soltura do monstro. - Quais riscos? – pergunta Freud interessado. - Um dos riscos, é um inimigo com um poder superior ao dele, que viole a mente de Gabriel de forma a ativar as medidas de segurança que instalei. – fala Hades. - O segundo risco, é a perda da "trava de segurança". Confesso que temo mais pelo primeiro do que pelo segundo, mas a trava tem se mantido estável já há vários anos. - E o que fará se o pior acontecer? Irá fugir e se esconder? Você simplesmente o joga em suas missões absurdas e deixa com que ele faça todo o trabalho sujo. – protesta Freud. - Não. Eu... não farei nada disso. Ele será como um Furacão. É impossível fugir ou se esconder de uma força da natureza. É para isso que ele foi treinado. Para causar destruição. Mas não creio haver motivos para tantas preocupações, a trava tem se mantido estável e creio que, enquanto a trava se mantiver, os riscos são mínimos. – fala Hades dando de ombros. - O senhor caro Hades é um tremendo manipulador egoísta e egocêntrico. – fala Freud. - Tudo bem. – concorda Hades. - Mesmo? – pergunta Freud surpreso. - Oh, fico realmente contente em ser elogiado. – retruca Hades sorrindo. - Que só se sente bem enquanto usa seu poder e autoridade para o que chama de "motivos nobres". – continua Freud. - De fato, sinto-me bem. – fala Hades. - Mas isso tudo é irrelevante. - Mas... sabe caro Hades que Hitler também dizia ter motivos muito nobres e veja o que aconteceu, não é mesmo? – pergunta Freud. - Sim, mas Hitler era um idiota. Ele nunca teve o mesmo poder que eu tenho. – fala Hades sério. - Sabe, doutor, de quanto poder estamos falando? Hitler sequer tinha ogivas nucleares. Eu tenho um garoto que pode atomizar uma área de 10 km, sozinho, e sair rindo sem se preocupar com culpas. - Mas Hitler tinha um poder muito maior, um poder bem semelhante ao seu. O de manipular a mente das pessoas. – contesta Freud. - Meu poder de manipulação é muito mais seletivo. De que me adianta manipular a mente de milhões de pessoas que ficarão discutindo minhas ordens? Prefiro manipular uma mente só, que jamais discutirá minhas ordens e que as executará sem hesitar. – fala Hades sério. - E sente-se extremamente orgulhoso como se dissesse: "Venham todos e vejam o meu mais novo brinquedinho. Com ele posso exterminar toda a raça humana"! – fala Freud sério. – Você não é muito diferente do que Hitler era. - Por favor, não me compare a ele. – pede Hades desconfortável. - Não? Por que não? – pergunta Freud. - Seria perda de tempo. Hitler morreu. Ele falhou. Eu não. – fala Hades sério. - Mas é impossível não ver as semelhanças entre os senhores. – contesta Freud. - Talvez. – fala Hades dando de ombros. - Mas o fato principal é que eu fiz o que fiz, para vencer uma guerra 100 vezes pior do que a dele. Se isso custou minha alma? Quem se importa ? Se, custou a alma de Gabriel? Ele não se importa! - Então acredita que obterá sucesso maior que Hitler? O que quer caro Hades? Ter todo o mundo a seus pés? O venerando como um Deus? Sendo o senhor supremo e soberano do universo? – pergunta Freud. - De forma alguma. Não desejo nada disso. Assim que a guerra acabar, vou pegar uma muda de roupa e vou para uma pequena ilha esquecida do mundo, não quero mais poder. – fala Hades sério. - Não quero mais nada. Só quero descansar. - O senhor crê que Gabriel não se importa? – pergunta Freud. - Ele só se importa com poucas coisas. – confirma Hades. - E eu não sou uma delas. - Diga-me, em algum momento, ele teve escolha? – pergunta Freud. - Não. Nunca o deixei essa liberdade. – fala Hades. - Embora ele fizesse o possível para questionar minhas ordens. - Ele pode decidir o que queria para sua própria vida? Porque ao que me parece ele sempre foi um brinquedinho na sua mão. – fala Freud indignado. - Ele foi o que foi necessário que ele fosse. Ele é o que ele é. Sou o que Sou. No dia que ele falou isso a primeira vez, eu entendi que ele tinha aceito fazer aquilo que era necessário. - E mesmo assim o senhor o considera como um filho. Mas que visão estranha sobre a paternidade, não é mesmo? – pergunta Freud. - Percebo aqui material para longos anos de estudo sobre essa sua nova teoria. - Sim... mas infelizmente não teremos longos anos de vida. Estou morrendo. Todos nós estamos morrendo. A missão de Gabriel é crítica. Não teremos escolha, caso ele falhe, mas meu filho não falhará. Eu sei que não. Meu filho nunca falhou antes. – fala Hades orgulhoso. - UM PAI NÃO USA SEU FILHO COMO ARMA. NÃO O TRATA COMO OBJETO. POR DEUS, HOMEM!! FUI PAI! TIVE 6 FILHOS E NÃO CONSIGO ENTENDER COMO PODE SER CAPAZ DE ALGO TÃO REPUGNANTE!!! – grita Freud. - Isso porque você não vive em meu mundo. – fala Hades sério. - Já vi pais matarem seus filhos para comerem. Já vi corpos apodrecidos sendo usados como comida. A missão do Gabriel é... - Missão!! Missão!! O senhor só sabe falar sobre isso. Diga-me sinceramente é só isso que lhe importa? Uma guerra? Batalhas? Mortes? – pergunta Freud indignado. - Não. Só queremos que a guerra acabe. Tendo a nós como vencedores, é claro. – explica Hades sorrindo de forma sarcástica. - E se acabar começando uma guerra maior? A custa do sofrimento de um jovem que como o senhor mesmo diz, o considera como filho? Seus métodos são bastante contraditórios senhor Hades. – fala Freud. - Sou sincero em lhe dizer. Essa missão que ele cumpre agora, deve ser o período mais calmo e tranqüilo que ele jamais teve em sua vida. Para ele, isso seria... férias. – fala Hades dando de ombros. - Isso é o que o senhor acha. Mas será que é o que ele acha? – pergunta Freud. - E isso me importa? Não. Desde que ele cumpra a missão, não dou a mínima. – fala Hades tossindo um pouco. - Percebi que Gabriel está cheio de conflitos, assustado, acuado. – fala Freud. - É natural. Afinal, ele está num lugar estranho para ele. O comportamento do povo de lá deve estar deixando-o de cabelo em pé. – fala Hades rindo divertido. – Ele deve estar se sentindo um ET num planeta distante. - Ele está sem saber o que fazer e com medo. – fala Freud. - Gabriel não tem medo de nada, doutor. – fala Hades sorrindo debochado. - Não? Isso é o que você pensa. Ele está com medo. Isso mesmo: medo – fala Freud. - O medo é natural frente ao desconhecido. – fala Hades dando de ombros. - Mas a trava se mantém. - Sua arma tão invencível e poderosa está com medo, tem sentimentos como um humano. – fala Freud. - Gabriel, com sentimentos? – pergunta Hades pensativo. - Isso pode ser um problema. - Mas o senhor insiste em tratá-lo como um objeto, uma máquina. Por quê? – pergunta Freud. - Por que neste caso, os protocolos de Segurança da Resistência assumiriam o controle. - fala Hades baixinho. - Bem, a trava se mantém. E ele deve superar isso em breve. - Ele só pensa na sua missão. No que você, Hades, quer, quando quer e como quer. – fala Freud. - Bom garoto. Eu o treinei bem. Ele cumprirá sua missão. E a trava se manterá. – fala Hades sorrindo. - Trava. Chega de falar desta maldita trava. Travas podem ser abertas, podem ser rompidas. – fala Freud. - Não, no caso dele, a trava pode ser "perdida" mas não aberta ou rompida. A trava dele é ... diferente confesso que tive pouco tempo para planejar, mas deu certo. – fala Hades sorrindo. - O que acha que acontecerá quando o inconsciente do Gabriel tomar conta dele e todas as recordações ruins e traumas voltarem à tona, atrás de quem o senhor crê que ele irá? – pergunta Freud. - Considero que irá atrás daquele que ele acha que o traiu e creio que eu seria o alvo prioritário, mas eu estou além do alcance dele. De forma que ele deve se voltar para os mais próximos, provavelmente aqueles que o fizeram sofrer por último. Mas a trava se mantém. – fala Hades dando de ombros. - E mesmo assim, você acredita que o que faz está correto. Então o senhor crê que mesmo contra todas as forças da natureza sua trava irá se manter. Nunca lhe ocorreu que a mente do Gabriel pode achar uma brecha? – pergunta Freud. - A mente dele já deve ter achado centenas de brechas. Mas ele hesita. Eu sou, modéstia a parte, um gênio. A trava que submeti a ele... é simplesmente óbvia demais. Algo tão óbvio que ele jamais imaginaria estar sobre meu controle. Algo que eu deixasse ele perceber. Algo que ele jamais teve. – fala Hades sorrindo. – Algo pelo qual ele lutaria, contra tudo e contra todos, apenas para ter de volta. - Amor? – pergunta Freud incrédulo. - Sim, caro doutor. A Trava de Gabriel chama-se amor. Amor por uma pessoa. Entende a genialidade do plano? Caso a trava se quebre, ele fará de tudo para reparar e buscar enlouquecidamente que tudo volte ao normal. Ele restaura a trava a cada vez, sem se importar com ferimentos, dores, orgulho ou qualquer outra coisa. – fala Hades. - Entendo. Diga-me uma coisa. – fala Freud. - Baseado em que o senhor acredita que seus planos darão certo? - Eles já deram. Mantém-se funcionando por anos e anos. – fala Hades dando de ombros. - E o que garante que tudo continuará como o planejado? Que nada sairá do controle? – pergunta Freud. - Na verdade, o próprio Gabriel garantirá isso. – responde Hades na defensiva. - Porque o senhor mesmo comentou que a trava poderia ser rompida. – comenta Freud. - Ele depende da trava para se manter lúcido. Ele não percebeu ainda. A trava pode ser perdida, mas não rompida ou quebrada. – fala Hades sério. - Então não é um plano brilhante como o senhor diz. É extremamente lógico, caro Hades , que existem muitos “buracos e contradições” em seu plano. – fala Freud sério. – Ele irá perceber, cedo ou tarde. Diga-me, como o fez para amar? - Eu o droguei, é claro. – fala Hades dando um leve sorriso. – Usei uma poção, extremamente concentrada, misturada na bebida. E selecionei o “alvo” dele, cuidadosamente. Escolhi uma “garota” toda especial para Gabriel. Daí, quando bebemos, eu mostrei a imagem dela. Simples, fácil, eficiente e prático. - Quem foi o “alvo”? – pergunta Freud. - Hermione Jane Granger. – fala Hades sorrindo. – Ela pertence a “outro” mundo. Fora do nosso. Inatingível para Gabriel. Simplesmente um sonho para ele. E isso o colocou novamente sob meu controle. - Por que fez isso com ele? – pergunta Freud. - Ele queria ir embora. – fala Hades sério. – Abandonar a Resistência. Começar um novo grupo de combate. Eu não poderia permitir isso. - E como ele se comportou após se descobrir “apaixonado” por ela? – pergunta Freud. - Como um idiota!!! Ele se tornou taciturno. Sério demais. Introspectivo demais. Amargurado demais. Arrependi-me, é claro, de ter feito isso com ele, mas não havia mais volta. – fala Hades. – O amor dele por ela, o estava destruindo. Ele se tornou... um idiota! - Mas, como pode, um homem que aparentemente nunca amou nada nem ninguém, entender o amor? – pergunta Freud. - Sou sincero em lhe dizer, doutor, que essa é mais uma das incríveis “coincidências” entre Gabriel e o destino dele. – fala Hades. – É como se eles estivessem destinados a ficar juntos. Não encontro outra explicação para isso. Enquanto ele mantiver o amor por ela, a trava permanece. E enquanto a trava permanecer, vocês não correm riscos. Entende a genialidade da minha idéia? Mas você sabe que nós humanos somos muito suscetíveis a paixões e do amor ao ódio é apenas um pulo. – fala Freud sorrindo. - Sim, eu sei. Mas e daí? – pergunta Hades. - Não é muito inteligente de sua parte focar essa trava em um sentimento extremamente complexo?! E pior que não pode ser controlado?! – pergunta Freud. - Essa é a maior genialidade do meu plano, e também sua maior falha. – admite Hades sério. – Mas, Gabriel sente compulsão em cumprir ordens. E agora, em amar. Devo dizer, em defesa dele, que não teve escolha. Eu "plantei" esse amor nele. O único problema que me ocorre é em caso de "traição" por parte dela. Isso significaria uma falha ao plano e poderia ter conseqüências desastrosas. - Ora, meu caro Hades, aí está a falha em seu brilhante plano. – fala Freud sério. – Até onde fui informado, eles terminaram o relacionamento de forma... tempestuosa. E, também, a poção que você dava a ele, perdeu o efeito. - Está... falando sério? – pergunta Hades preocupado. - Seriíssimo, por quê? – pergunta Freud. – Entendo que o senhor tenha praticamente uma obsessão por controle. Que nada pode sair do seu controle. Você necessita ter todo o poder em suas mãos. - Na verdade, Gabriel não deve sair do meu controle para o próprio bem de vocês. Sabe, ele é inteligente, esperto, desconfiado, mas nunca percebeu o que eu fiz com ele. Para ele, tudo não passou de uma "bebedeira" entre amigos. – fala Hades pensativo. - E a hora que Gabriel descobrir a verdade? – pergunta Freud. - Será que ele vai se perguntar se ama Hermione ou age sob efeito de um comando implantado por você? Acha que ele virá atrás de você? – pergunta Freud sorrindo. - Estou fora do alcance dele. – fala Hades dando de ombros. – Azar de quem estiver perto. Eles terminaram o namoro? – pergunta Hades curioso. – É verdade? - Sim. Até onde fui informado, sim. Por quê? – pergunta Freud. - Bem... pequenas discussões num namoro são inevitáveis. Não deve ser nada grave. – comenta Hades preocupado. - De fato eles tiveram diversas discussões. Ela até já o abandonou. – fala Freud sério. – E ele a perdoou e a aceitou de volta. Mas agora... foi muito mais sério. - Mérlin! Não me diga que ele pediu um filho a ela? – pergunta Hades levando as mãos à cabeça, preocupado. - Sim. E ela se negou. – fala Freud surpreso. – Como sabe sobre isso? - Eu conheço meu filho. – fala Hades preocupado. – Tem coisas que o Gabriel deseja mais do que respirar. Uma família. Ele sempre quis ter uma família. Ele é apaixonado por crianças. Ele... é louco por crianças. Já cancelou inúmeros ataques, simplesmente porque crianças seriam feridas! Ele invadiu prisões só para resgatar crianças. Ele... tem adoração por crianças. Ela se negou a dar um filho a ele? – pergunta Hades. - Sim. Não tiro as razões dela. De certo modo, ela tem razão em não ter um filho na adolescência. – fala Freud sério. - Não dou a mínima para as razões dela! – explode Hades furioso. - Como? – pergunta Freud surpreso. - Se tem uma coisa que aprendi com Gabriel, é que crianças são sagradas! – fala Hades irritado. – Ele... se ele quer um filho, simplesmente dêem um filho a ele! No mínimo ele montou um orfanato, já!!! - Até onde eu sei, ele mantém mais de 60.000 crianças em orfanatos espalhados pelo mundo. – comenta Freud sério. – O que isso tem a ver? - A base de Proteus. – fala Hades baixando a cabeça. – Ele está tentando... ah, Merlin!! Maldito Idiota!! - Como? – pergunta Freud. - A Base de Proteus. Ela foi atacada. Só havia crianças lá. Era como se fosse um... orfanato gigante. Os inimigos a descobriram e massacraram todo mundo. Gabriel atacou e trucidou todos eles. Desmembrou os corpos e enviou de volta para o inimigo. Não por causa de Proteus. E sim por causa das crianças que morreram lá!!! Entende o que ele sente em respeito a crianças??? Elas são, para ele, a encarnação da paz. Seres puros. Sem maldade! - E ele... atacou e desmembrou os inimigos? – pergunta Freud arrepiado. - Por 6 meses o inimigo recuou! – fala Hades sério. – Eles se apavoraram. E isso que eles nem viram como o Gabriel estava. Apenas Apolo conseguia conversar com Gabriel. Nem mesmo eu ou os outros, conseguimos falar com ele!!! Ele passou dois dias trancado no quarto, sem nem se alimentar! Só Apolo conseguia conversar com ele. Foi o maior sacrifício impedir que ele atacasse diretamente a Base Central Inimiga!! Só Apolo conseguiu impedir! - E o que isso tem a ver com o fato dele querer um filho? – pergunta Freud. - Ele quer uma família. Para ele, significa um “porto seguro”. Significa paz. Significa... tudo! – fala Hades sério. - Como diabos eles terminaram o namoro??? – explode Hades preocupado. - Hermione acusou Gabriel de ser um assassino, até onde sei. - fala Freud dando de ombros. – Parece que ofereceu a ele a chance de uma família, desde que ele a seguisse para Avalon. Vivesse com ela lá. Mandou-o escolher entre ela e a missão. - Ah, Mérlin!! - resmunga Hades. - Que garota idiota! É claro que Gabriel escolheria a missão! Maldita Idiota!! - rosna Hades furioso. - Maldita e estúpida idiota!!!! Como ele reagiu? - Ficou furioso, é claro. E seu plano maravilhoso, Hades? Como fica agora? - pergunta Freud ironicamente. – Agora que eles terminaram e ele está... “espumando” de raiva? O que acontece com seu maravilhoso plano? - Maldita idiota! Maldita idiota! Maldita idiota! - rosna Hades furioso. - Ele depende dela para conter seu "lado negro". Sem ela... Mérlin! Que encrenca sem tamanho. Só falta ela o atacar! - E se ela o atacar? - pergunta Freud. - Ele a consideraria como inimiga. Poderia atacar de volta. Se ele a atacar... ele nunca mais se recuperará. - fala Hades sério. - Mas isso não é o pior. Tem coisa muito pior. - Por exemplo? - pergunta Freud - Se Gabriel for atacado por um poder superior, e sem a "trava", ele cairá direto nos Protocolos de Segurança que implantei. - responde Hades. - Que Protocolos seriam esses? - pergunta Freud. - Eles irão paralisar Gabriel. Colocá-lo numa espécie de coma "forçado" até que eu chegasse para libertá-lo com uma palavra chave. - fala Hades sério. - E sem a "palavra chave"? - pergunta Freud. - Só se reiniciassem sua memória. - fala Hades pensativo. - Um ataque mental. Brutal! O obrigando a rever sua vida. Mas isso seria um erro sem tamanho. - Por quê? - pergunta Freud. - A vida do Gabriel é uma merda, meu caro doutor. Ele estará revivendo dores sem fim. E a primeira delas, é com a mãe dele. Ele irá acordar, furioso, e muito, muito mal humorado. E o pior de tudo, fora de qualquer tipo de controle, meu ou de qualquer um! - E isso seria ruim? - pergunta Freud sério. - Só por que estará livre de você? - Não. Será ruim porque ele é um garoto que matou a vida toda. Foi treinado para isso. Estará livre de qualquer "moral" ou "consciência". Ele será a verdadeira morte caminhando em meio a vocês. - fala Hades irritado. - Você não entendeu?? Ele não será Gabriel! Não o que todos conhecem! Ele será... - E ele será o que, então? – pergunta Freud. - Maldita idiota! Maldita idiota! Maldita idiota!Maldita Sangue Ruim Imbecil e Sabe Tudo Irritante!! - rosna Hades furioso. – Como ela pode não o amar??? Eu... lhe entreguei, de mãos beijadas, o cara mais apaixonado do mundo!!! Como ela não percebeu isso? Como ela não entendeu??? Maldita Sangue-Ruim!!! - O que Gabriel seria, Hades? – pergunta Freud sério. - Por via das dúvidas, é melhor mudar de planeta. – fala Hades preocupado.
(... a entrevista continua, no next cap!)
*************************************************************************************** Londres (num bar muito mal afamado)– 22:50 Hs. **************************************************************************************** - Acha que Hermione vai ficar com pena de você só por que encheu a cara? – pergunta Drakul encarando Gabriel. - Você não entendeu, Drakul. – fala Gabriel sério. – Sempre que eu bebia com meu Jovem Mestre, eu... acordava, no dia seguinte, ainda mais apaixonado por ela. Capaz de fazer as coisas mais absurdas apenas para tê-la ao meu lado. “Putz!” – pensa Drakul sério entendendo. – “É claro que acordava mais apaixonado! Ele te drogava a cada vez!!!” - Então está bebendo para voltar a amá-la? Isso não faz sentido. – fala Drakul preocupado. - Pois é! O Amor não faz sentido! – fala Gabriel rindo ao ver a ruiva dançar diretamente á sua frente, o tentando. Viu quando Ewolin retesou seu corpo, preparando-se para a briga. Viu Belle puxar a atendente para longe dos motoqueiros e viu alguns deles irem na direção de Belle. - Você acha que isso é amor? – pergunta Drakul sério ao ver Gabriel tomar mais um copo de uísque batizado. - Sei lá! – responde Gabriel sorrindo. – Só tive isso até hoje! - Vai me dizer que nunca amou outra mulher? – pergunta Drakul incrédulo. - Já transei com outras, se é isso que quer saber. – fala Gabriel sorrindo. – E uma delas era uma Vampira. - Como é que é? – pergunta Drakul espantado e tomando de uma só vez o uísque que Gabriel lhe serviu antes. Arrependeu-se imediatamente. A bebida desceu queimando como fogo líquido. “Não sei se a NASA vai querer isso como combustível! Mas o exército poderia usá-lo como armamento! Parece Napalm líquido!!!” – pensa Drakul sentindo sua garganta queimar, enquanto tossia. - É isso ai! Já transei com uma vampira antes. E posso te dizer, foi a melhor que já tive em minha cama! – fala Gabriel rindo ao ver a ruiva dançar á sua frente, de forma provocante, o tentando. Olhou para o salão e viu Ewolin ser cercado por vários motoqueiros. - E quando foi isso? – pergunta Drakul ainda tossindo por causa do uísque. - Uns anos atrás. – fala Gabriel rindo ao entregar uma rosa conjurada para a ruiva que o olhou e sorriu surpresa pela gentileza dele, e dessa vez, riu de forma sincera.
*************************************************************************************** Londres (num bar muito mal afamado)– 22:52 Hs. **************************************************************************************** - O que um cara bonito como você faz num lugar como esse? – pergunta a Ewolin um motoqueiro com 1,95 de altura. - Estou acompanhando alguns amigos, por quê? – pergunta Ewolin curioso. - Está procurando companhia? – pergunta outro motoqueiro sorrindo. – Porque aqui é lugar para homens, e não bichas! - Ah, entendo. – fala Ewolin sorrindo. – E o que você faz aqui então? - Ora, seu... – fala o primeiro motoqueiro desferindo um soco, mas Ewolin segura o golpe dele e o empurra para trás, fazendo com que o motoqueiro caísse no chão. - É melhor vocês procurarem o que fazer em outro lugar. – fala Ewolin sério. – Vocês podem acabar machucados. - Vou arrancar sua cabeça e colocar no guidão da minha moto. – fala o outro motoqueiro irritado. - É o último aviso. – fala Ewolin sério. – Se me atacarem de novo enfio sua cabeça na bunda dele. - Quero só ver! – fala o motoqueiro desferindo um soco em Ewolin que se protege e ataca a seguir. “Meu Deus!!!” – pensa Belle ao ouvir os gritos de dois dos motoqueiros, quando Ewolin cumpriu sua ameaça. – “Eu adoro esse Elfo!!!” – pensa Belle ao pegar a atendente e a colocar atrás do balcão de bebidas onde ela ficaria em segurança e a seguir, colocar-se ao lado de Ewolin, pronto para a briga. - Vamos lá moçoilas! – provoca Belle. – Venham dançar!!! Os motoqueiros, pelo menos vinte deles, não precisaram ser provocados novamente. Levantaram-se ao mesmo tempo e vieram para o ataque. *************************************************************************************** Londres (num bar muito mal afamado)– 22:54 Hs. **************************************************************************************** - Namorou com uma vampira? – pergunta Drakul curioso. - Não. Só transávamos. – fala Gabriel rindo da cara de Drakul. – E como ela transava! Chegamos a passar dois dias trancados no meu quarto. Nem sequer saímos para comer. - Você é doido! – fala Drakul vendo Gabriel servir-se de mais um copo de uísque e virando-o num gole só. - Sou. O pior foi meu jovem mestre bater na porta do quarto, reclamando que eu devia atacar uma base inimiga e estava atrasado!– fala Gabriel rindo alto. - E o que fez? – pergunta Drakul vendo a ruiva que dançava, parar de dançar e se sentar ao lado de Gabriel, quando ele a chamou. Em seguida, ele falou no ouvido dela, obviamente perguntando algo e ela sorriu divertida. - O que eu fiz? – pergunta Gabriel rindo e respondendo a Drakul. – Saí do quarto pelado e ataquei a base inimiga. Dez minutos depois eu voltei e entreguei a meu Jovem Mestre o que ele queria que eu pegasse na base inimiga e voltei para o quarto. Só saímos de lá no dia seguinte!!! - Isso foi antes de conhecer a Hermione? – pergunta Drakul vendo a ruiva começar a fazer um cafuné em Gabriel e responder algo no ouvido dele, em meio a sussurros. - Foi... foi sim. Anos antes. – fala Gabriel sério. – Depois de um tempo, ela me convidou para ir embora da base. Com ela. - Você iria com ela? – pergunta Drakul sério. - Foi o que meu mestre me perguntou quando eu o mandei a merda naquele dia, após uma das intermináveis reclamações dele. O cara me mandava atacar as bases inimigas e depois reclamava que eu matava todo mundo. – fala Gabriel sorrindo e depois perguntar algo a ruiva em meio a sussurros. – Daí eu o mandei a merda. E falei que estava pensando seriamente em ir embora e deixar ele se ferrar. - E quanto a Vampira? – pergunta Drakul sério vendo que a ruiva sentou-se no colo de Gabriel e começou a murmurar em seu ouvido enquanto Gabriel sorria. Quando Gabriel confirmou com um movimento de cabeça ela se levantou e foi para os camarins. - Ela queria me conceder a “dádiva”. – fala Gabriel para Drakul sério enquanto acompanhava os motoqueiros cercando Ewolin e Belle. – Queria me tornar um Vampiro. Segundo ela, juntos, poderíamos destruir todos nossos inimigos e criarmos um império que englobasse todo o Planeta. - Você não quis? – pergunta Drakul surpreso. - Ir embora significava deixar meu irmão sem proteção adequada. – fala Gabriel sério. – Ele não viria comigo. Iria ficar com seus pais. Eu não podia partir sem ele. Expliquei a ela, e ela entendeu o quanto eu amava meu irmão. Depois de mais alguns dias, eu encontrei, em um dos meus ataques, outros vampiros, que a acolheram entre eles. Ela foi viver com eles. Ainda transávamos, de tempos em tempos, mas entre nós sempre foi só sexo. Nunca houve amor. Só... liberávamos nossos instintos e desejos. Foi com ela que realmente aprendi a transar. Não foi a minha primeira mulher, mas foi a que mais me ensinou. - E seus mestres? – pergunta Drakul. - Meu Jovem Mestre ficou feliz quando ela foi embora, afinal, eu estava de volta ao batente. Eu cumpria em média, doze ou quinze missões de ataque por semana. – fala Gabriel sorrindo. – Voltei a cumprir missões. Por mais uns dois ou três anos. Mas eu estava cansado. Aquelas missões eram simplesmente inúteis. Nós precisávamos atacar os Líderes Inimigos. Eu não entendia como meus Mestres queriam ganhar a guerra, sem atacarem os líderes. E as missões começaram a me encher. Eu comecei a pensar em partir dali e tentar atacar os inimigos por conta própria, sem laços com meus mestres. Tipo, como uma nova força na guerra. Eu conversei com meu Jovem Mestre e expliquei a ele que iria embora. Eu sabia que boa parte dos soldados partiria comigo, mas eu iria partir sozinho. Não queria enfraquecer o grupo. Mas meu Jovem Mestre foi contra minha partida. Ele me queria ao lado dele. Eu o mandei a merda e disse que não era escravo dele. Que eu era livre para decidir sobre minha vida! Ele me perguntou sobre Apolo e eu disse que iria manter os inimigos longe de Apolo , mas só isso. Que a partir daquele dia, eu e ele seguiríamos caminhos diferentes, mesmo mantendo o mesmo objetivo que era vencer a guerra. Ele me olhou com calma e me pediu uma semana para planejar minha saída, afinal, eu estava no meio de uma dezena de operações de ataque planejadas. - E? – pergunta Drakul. - Dali dois dias eu bebi com ele a primeira vez. – fala Gabriel pensativo enquanto via Belle, discretamente, pegar um litro de uísque pelo ‘gargalo’ e o manter atrás das costas enquanto Ewolin enfiava a cabeça de um motoqueiro na bunda de outro. – E ele me mostrou a memória onde Hermione aparecia. Daí eu me apaixonei por ela. Ele me deu um recorte de jornal onde ela aparecia. - Por que não partiu depois de beber com seu Jovem Mestre? – pergunta Drakul curioso. - Ele disse que eu poderia conhecer Hermione, um dia, desde que seguisse as ordens dele. – responde Gabriel calmo. – Demorou um bocado, mas finalmente eu a conheci. Meu Jovem Mestre cumpriu sua palavra. Ele sempre a cumpriu. Ele, pelo menos, jamais me traiu! - Ele nunca mentiu para você? – pergunta Drakul sério pensando na poção que Hades havia obrigado Gabriel a tomar. - Claro que não! – responde Gabriel sério. – Todos no nosso grupo sabem a pena para traição! - E que pena é? – pergunta Drakul sério sentindo o poder de Gabriel oscilar. - Enforcamento. Só foi usada uma vez. Foi o bastante. – fala Gabriel sério vendo os motoqueiros virem socorrer seus colegas que estavam uivando de dor. - Entendo. – fala Drakul em voz baixa, pensando em como abordar o assunto da traição de Hades com Gabriel. - Ueba! – fala Gabriel ao ver um dos motoqueiros puxar as orelhas de Ewolin e a confusão estourar no bar, entre Ewolin, Belle e os motoqueiros. Viu quando Ewolin socou um dos motoqueiros e Belle arrebentou a cabeça de outro com uma garrafa de uísque. Logo aquilo virou um tumulto onde voavam cadeiras e garrafas. – Finalmente! Confusão!! Aleluia! Diversão, afinal!!! - Fique aqui. – fala Drakul sério querendo impedir Gabriel de matar alguém. – Eles resolvem isso sozinhos. - Tudo bem. – fala Gabriel pegando uma garrafa de uísque e jogando na cabeça de um motoqueiro que iria atacar Ewolin pelas costas. Nocaute imediato. – Sacanagem! Eu queria brigar um pouco.
*************************************************************************************** Londres (num bar muito mal afamado)– 22:55 Hs. **************************************************************************************** Copos, garrafas, cadeiras, socos, pontapés. Era um legítimo “vale tudo”!!! Os motoqueiros tinham ampla experiência em lutar em ambientes fechados. Mas Ewolin e Belle não eram crianças. Ewolin começou distribuindo socos e pontapés, colocando vários motoqueiros á nocaute. Belle usava seu treinamento na Força Aérea e distribuía golpes a vontade. Nenhum dos dois percebeu que eram discretamente protegidos por Gabriel, que conversava com Drakul, mas mantinha um olho no combate deles. *************************************************************************************** Londres (num bar muito mal afamado)– 22:56 Hs. ****************************************************************************************
- E a Vampira? – pergunta Drakul sério. – Aquela que transava com você. O que aconteceu com ela? - Ela se casou com um vampiro. Tiveram um filho. São felizes, hoje. – fala Gabriel dando de ombros. – Não vou te dizer o nome dela, Drakul. Por isso nem pergunte. Eu e ela somos amigos, mas, depois do casamento dela, nunca mais transamos. Eu nem poderia. Não depois de ter visto a imagem de Hermione. Sabia que depois que eu vi a imagem de Hermione, eu nunca mais olhei para outra mulher com desejo?. – pergunta Gabriel sério. – Quer dizer, eu até olhava, mas era só um “olhar avaliativo”. Nunca tive nada com nenhuma outra. Isso é estranho, não é mesmo? Quer dizer, um monte de lindas mulheres me encarando e eu só tinha olhos para Hermione, que sejamos francos, nem é tão linda assim. Por que será que eu só pensava nela, o tempo todo??? – pergunta Gabriel curioso enquanto via Ewolin mover seu corpo ligeiramente, diminuindo o ângulo de ataque disponível para os inimigos, e segurando um motoqueiro pelo pescoço enquanto chutava outro. - Talvez seja realmente amor. – fala Drakul olhando para o bar e vendo Belle pegar um motoqueiro pelos pés e o jogar contra os outros. “Amor uma ova! No momento em que Gabriel disse que iria embora, o fizeram tomar a poção, pela primeira vez. E ele caiu na armadilha! Foi assim que começou. Na sua primeira rebeldia eles o drogaram.” – pensa Drakul cansado vendo Gabriel usar sua aura, pegando um taco de bilhar e atravessar o ombro de um motoqueiro que iria esfaquear Ewolin pelas costas. Ele usou tanta força que o motoqueiro foi arremessado pelo salão até o outro lado, onde ficou “cravado” na parede. – “E o mantiveram drogado dessa forma, até hoje. Correção, até agora! Ele parece estar livre da Poção!!!” *************************************************************************************** Londres (num bar muito mal afamado)– 22:57 Hs. **************************************************************************************** Ewolin sorria abertamente. Tinha sentido Gabriel usar sua aura. Sabia que ele os estava protegendo, á sua maneira. Riu ainda mais ao ver Belle usar uma cadeira e arrebentar a cabeça de um motoqueiro que queria usar uma garrafa como arma. - Até que você briga bem. – grita Ewolin enquanto socava o nariz de um motoqueiro o levando ao nocaute. - Isso nem é uma briga! – grita Belle recuando ao ser atingido nos dentes por um motoqueiro que riu desafiador. – Você tem que ir comigo a um jogo de cartas, na base! Lá sim sai algumas brigas boas!! – grita Belle chutando o saco do motoqueiro que caiu uivando de dor. *************************************************************************************** Londres (num bar muito mal afamado)– 22:57 Hs. **************************************************************************************** - Ainda tem o recorte de jornal que teu Jovem Mestre lhe deu? – pergunta Drakul para Gabriel vendo ele servir-se de mais um copo de uísque e virando-o num gole só. Viu quando ele usou sua aura e pegou algumas bolas de bilhar na mesa, lançando-as contra dois motoqueiros que estavam sacando armas de fogo. Os dois foram nocauteados. - Tenho. – fala Gabriel pegando sua carteira e o entregando a Drakul. O mesmo recorte que o acompanhava há tanto tempo. - E sempre beberam, a partir daí, na mesma data? – pergunta Drakul sério enquanto olhava o recorte de Hermione abraçando Harry, na época do Tribruxo. - Sempre!– fala Gabriel servindo-se de mais um copo de uísque e virando-o num gole só. – Mas que porcaria!!! – exclama com raiva enquanto usa sua aura e lança várias garrafas contra um motoqueiro que tentou usar uma cadeira contra Belle. Motoqueiro nocauteado e com vários cortes pelo corpo. - O que foi? – pergunta Drakul surpreso pela súbita explosão raivosa de Gabriel. Tentava a qualquer custo o manter calmo. A forma como ele estava lutando com os motoqueiros, indicava que ele estava ficando cada vez mais violento. - Veja. – fala Gabriel irritado erguendo sua mão esquerda. – Veja!! Firme como rocha! Essa bebida não me afeta mais. Não consigo mais ficar bêbado! Não sinto mais meu amor por ela!!! - Bebeu pouco? – pergunta Drakul sério vendo Gabriel, com sua aura, jogar uma cadeira que atingiu a cabeça de outro motoqueiro que tentava esfaquear Belle pelas costas. O motoqueiro caiu no chão semi-consciente e Gabriel usou sua aura novamente, o jogando contra uma parede onde ele bateu com força e desmaiou. – Talvez se beber mais... - Pode ser. – fala Gabriel indeciso, pegando o litro de uísque batizado, bebendo-o diretamente do gargalo, até secar. - E? – pergunta Drakul entre curioso e temeroso. - Nada. – reclama Gabriel irritado. – Bebida nenhuma me afeta mais. Nem mesmo a que eu sempre tomei com meu mestre. Acho que nunca mais vou ficar bêbado! Que porcaria completa! O Universo me odeia pra valer!!!! - Por que será? – pergunta Drakul se fazendo de desentendido. - Isso só pode significar uma coisa. – fala Gabriel depois de pensar alguns instantes. - O que? – pergunta Drakul sério vendo Gabriel jogar a garrafa vazia na testa de um motoqueiro que tinha sacado um revólver para atirar nas costas de Ewolin. Nocaute imediato, e um corte de um lado a outro da testa do motoqueiro. Ainda não satisfeito, Gabriel usou sua aura e jogou o motoqueiro contra a parede do fundo onde ele bateu. O “Crack” de ossos sendo quebrados foi claramente audível! - Isso significa que meu amor por ela acabou. – fala Gabriel em voz baixa e abafada. – Não consigo sentir mais nada por ela. - Você deve estar enganado. – fala Drakul sentindo um arrepio ao imaginar Gabriel completamente sem controle. “Sophia! Preciso do Snape!” – mentaliza Drakul preocupado. - Não. Acho que estou certo. – fala Gabriel pensativo ao ver a dançarina ruiva aproximar-se bem vestida á sua frente, o esperando. – Quer saber? Dane-se! – fala Gabriel rindo. “Para que?” – pergunta Sophia mentalmente. - Como é que é? – pergunta Drakul espantado com a resposta dele. - Quero que se exploda! Não dou mais a mínima. Sinto-me livre, pela primeira vez, desde que a conheci! Essa é a verdade. Livre. Sinto-me forte. Sinto-me... ótimo. – fala Gabriel rindo enquanto se levantava. Usou sua aura e pegou um dos motoqueiros pelas pernas e o jogou para fora do bar, pela janela de vidro, jogando-o na rua. “Traga-me Snape! Preparado para combater! Já!!!” – ordena Drakul mentalmente. - Onde vai? – pergunta Drakul ao ver Gabriel deixar um maço de dinheiro sobre a mesa. - Vou... ‘passear’ com essa ruiva. – fala Gabriel sorrindo e apontando para a dançarina que sorria próxima dali, o esperando. “Estou procurando-o! Combater quem?” – pergunta Sophia. - O que vai fazer, Gabriel? - pergunta Drakul preocupado em detê-lo sem começar uma luta com ele. - Hermione me pediu para esquecê-la, Drakul. Bem, meu amor por ela acabou. Agora vou esquecê-la. Em definitivo. Vou fazer isso agora. Vou me divertir. Com a ruiva. - responde Gabriel calmo enquanto pegava em sua carteira mais um maço de dinheiro após olhar para os estragos no bar. - Transando com uma garota qualquer? - pergunta Drakul sério levantando-se e colocando-se na sua frente, o impedindo de continuar. “Sophia!!! Anda Logo!!! A situação está saindo de controle!!! Gabriel está ‘pirando!’” – mentaliza Drakul preocupado. - Saia da minha frente, Drakul. Você não é meu pai para me ordenar algo sobre minha vida particular. Saia da minha frente! - avisa Gabriel calmo enquanto pega com sua aura uma cadeira e a quebra na cabeça de um motoqueiro, abrindo um corte na testa dele, sangrando bastante. ******************************************************************************************* Hogwarts – 23:00 Hs. – Quarto de Hermione ******************************************************************************************* - Preciso ir. – fala Sophia preocupada após receber a mensagem de Drakul. – Meu pai chama por mim e Snape. - O que aconteceu? – pergunta Hermione séria. - Preciso ir. Gabriel está ‘pirando’. – fala Sophia enquanto corre para fora do quarto de Hermione. - Vou com vocês! – fala Hermione correndo ao seu lado. Após correrem pelos corredores, chegaram em frente ao quarto de Snape, em cuja porta começaram a bater sem parar. - O que houve? – pergunta Narcisa surpresa quando as duas entraram no quarto. - Cadê o Snape? – pergunta Sophia preocupada. - Está no banheiro. Tomando banho. – fala Narcisa sem entender a urgência das duas. - Anda logo, Snape!! Emergência!!! – grita Sophia socando com força a porta do banheiro. - Já estou saindo! – reclama Snape desligando o chuveiro.
******************************************************************************************* Londres (num bar muito mal afamado)– 23:01 Hs. ******************************************************************************************* - Não sou seu pai, para lhe ordenar algo. - fala Drakul rapidamente. - Mas o que está pensando em fazer é um erro sem tamanho e o remorso vai acabar lhe... “Sophia!!! Cadê vocês???” - mentaliza Drakul preocupado. “Trinta segundos. Ele está no banheiro!” – responde Sophia preocupada. “Não tenho 30 segundos!!!” – mentaliza Drakul. - Foda-se, Drakul. Por que eu sentiria remorsos? Eu??? Você deve estar me confundindo com alguém que dá a mínima pra isso. - fala Gabriel seco. – Estou cansado de lutar pelos outros. Pelos sonhos e desejos dos outros!! É hora de ver se os outros desejam lutar por mim também! Eu só consegui, até hoje, dor, desespero, ódio e frustração nesse mundo. Talvez seja hora de devolver ao mundo, o que ele me deu até hoje! E se você fosse meu pai eu o mataria. Agora, eu vou pegar essa dançarina ruiva e “passear” com ela. Hermione não me pediu para esquecê-la? Então, eu vou fazer isso! Agora, saia da minha frente, por favor. – fala Gabriel sério ao usar sua aura e jogar outro motoqueiro pela janela, para fora do bar onde ele atingiu várias motos estacionadas no local fazendo com que mais motoqueiros entrassem no bar. “Não dou a mínima se Snape estiver pelado!! Traga-o! Agora! Já! Imediatamente! Preciso de ajuda para conter Gabriel! A poção perdeu o efeito! Gabriel está ‘pirando’! Agora ou estou morto!!!” – mentaliza Drakul em pânico. ******************************************************************************************* Londres (num bar muito mal afamado)– 23:02 Hs. ******************************************************************************************* “Tenho que admitir, isso é divertido!” – pensa Ewolin sorrindo ao chutar a boca de um motoqueiro que caiu desmaiado e sem alguns dentes. Ewolin girou seu corpo e passou uma rasteira em outro motoqueiro, enquanto Belle socava um outro motoqueiro que caiu desmaiado. Restavam poucos inimigos de pé, agora. Foi quando a porta foi aberta e mais 25 motoqueiros começaram a entrar furiosos, ao ver seus colegas apanhando. “Isso vai ser interessante!” – pensa Ewolin preparando-se para lutar contra mais inimigos ainda. - Pro chão!!! – grita Belle e joga-se por sobre Ewolin, jogando-o no chão. Por sobre eles, passou o chumbo de uma escopeta, calibre 12, disparada por um motoqueiro que tinha acabado de entrar. Ewolin pensou em sacar sua espada e estripar o responsável pelo disparo. Aquilo tinha sido uma atitude covarde. Mas não precisou fazer nada. Gabriel fez. ******************************************************************************************* Hogwarts – 23:03 Hs. – Quarto de Snape ******************************************************************************************* - O que diabos aconteceu? – pergunta Snape terminando de fechar o zíper da calça, ainda de cabelos molhados, abrindo a porta do banheiro. – Estamos sob ataque? - Gabriel pirou! Meu pai disse que “a Poção perdeu o efeito”, seja lá o que isso signifique! – fala Sophia sem entender nada sobre poção alguma e vendo Snape e Narcisa se arrepiarem. – Ele pede ajuda! Agora! - Praga! – rosna Snape enquanto sua varinha voa para sua mão a um gesto seu. – Estou pronto, vamos! - Vou junto. – fala Hermione pegando no braço de Sophia e os três somem numa nuvem de fumaça negra.
******************************************************************************************* Londres (num bar muito mal afamado)– 23:03 Hs. ******************************************************************************************* - Você não é assim. - fala Drakul sem deixar transparecer sua preocupação e sem sair da frente de Gabriel. - Sei que não. Sei que prefere cortar seus pulsos a trair Hermione. Você não é assim, Gabriel!!! “A caminho!” – responde Sophia preocupada. - As pessoas mudam. Acabei de mudar. - fala Gabriel calmo. - Agora, em respeito a você, Drakul, eu te peço, pela última vez, SAIA DA MINHA FRENTE OU EU PASSO POR CIMA DE VOCÊ!!! - E a foto dela? – pergunta Drakul tentando devolver a foto de Hermione para Gabriel. - Jogue no lixo, queime, sei lá. Isso não me interessa! Tenho mais o que me preocupar. Não dou a mínima para isso. – fala Gabriel sério nem olhando para a foto. – Drakul, eu sei, e você sabe, que se eu quiser, eu mato todo mundo aqui dentro, inclusive você, sem me cansar. Sou, segundo Hermione, ‘ uma máquina de matar que só espalha destruição e dor.’ E sou muito bom nisso! Então, eu lhe peço, educadamente, que saia da minha frente. Respeito-te demais para brigar com você, mas não terei meus desejos impedidos por mais ninguém. É meu último aviso. Saia da minha frente e me deixe passar. Caso me negue isso, eu irei atacá-lo! – fala Gabriel sério ao ouvir o grito de Belle e em seguida o disparo da arma. Nem sequer desviou seus olhos dos de Drakul enquanto usava sua aura. Levantou uma das pesadas mesas de bilhar, jogando-a sobre os motoqueiros que estavam entrando no bar, naquele instante. O impacto foi tão grande que arrancou a porta e parte da parede, jogando todos eles para fora do bar, praticamente no meio da rua. Vários deles ficaram com ossos quebrados. Aquele que tinha disparado chegou a tentar recarregar sua arma, mas Gabriel o agarrou com sua aura e o jogou para fora do bar, em direção a um ônibus que estava estacionado. Ele atingiu a lateral do ônibus e a “afundou”. Por fim, caiu no meio da rua, inconsciente e com boa parte dos ossos do corpo esmigalhados. - A escolha é sua, Gabriel. – fala Drakul sério ainda encarando aqueles olhos negros e não vendo nada neles que lembrasse o Gabriel de sempre. Aquele á sua frente, era um completo estranho. E muito violento. – Vou ficar com a foto dela. Um dia, quando me pedir, eu te devolvo. - Que seja. Não dou a mínima. – fala Gabriel desdenhoso. Vendo que nada mais poderia ser feito, e sem querer apelar para a violência, Drakul deu um passo para o lado, abrindo caminho. ******************************************************************************************* Londres (num bar muito mal afamado)– 23:04 Hs. ******************************************************************************************* “Do que esse cara é feito???” – pensa Belle olhando para um motoqueiro á sua frente. Tinha tranquilamente 120 Kg. E pelo menos 2,10 de altura. – “Acertei todos os golpes que sei neste cretino e ele nem sequer sente dor!!” Foi atingido por um soco do motoqueiro e sentiu seus dentes tremerem. “Estou morto!” – pensa Belle ao bater as costas no balcão de bebidas e ver o motoqueiro avançar contra ele. Olhou para o lado e viu Ewolin batendo nos últimos três motoqueiros que ainda insistiam em lutar. Ewolin não poderia lhe ajudar agora. ******************************************************************************************* Londres (num bar muito mal afamado)– 23:04 Hs. ******************************************************************************************* Gabriel sorriu satisfeito com a decisão de Drakul e o cumprimentou com um movimento de cabeça. A seguir, pegou na mão da dançarina ruiva e foi para a porta de entrada do bar, desviando-se dos motoqueiros inconscientes, espalhados pelo chão. Notou que Ewolin nocauteava um a um os inimigos, enquanto Belle estava batendo num motoqueiro que tinha quase 2,10 de altura. Sem efeito. O motoqueiro nem sentia os golpes. Viu quando ele atingiu Belle que recuou, obviamente ferido. Sem querer parar, Gabriel usou sua aura e jogou, com força, o motoqueiro longe, do outro lado da rua, onde atravessou uma vidraça e parou dentro de uma loja, onde bateu seu rosto na parede de madeira e a seguir, deslizou para a inconsciência, sem nem notar que tinha deixado alguns dentes “pregados” na parede. Gabriel e sua acompanhante finalmente conseguiram sair do bar. Gabriel olhou para o céu e viu que estava estrelado e que seria uma noite muito linda. Olhou para a dançarina ruiva ao seu lado e sorriu. - Como é seu nome? – pergunta Gabriel sorrindo. - Evelyn. – responde ela sorrindo. - Que idade tens, Evelyn? - pergunta Gabriel sorrindo. - Suficiente para o que vamos fazer. – responde ela sorrindo. - Está pronta para a noite mais diferente da sua vida, Evelyn? – pergunta Gabriel a abraçando com cuidado. - Estou. – fala ela sorrindo. – Mas já tive muitas noites ‘diferentes’ em minha vida. - Não. Como essa que terá hoje, você nunca teve. – fala Gabriel sorrindo. - Antes de irmos, qual é o nome dela? – pergunta Evelyn curiosa. - De quem? – pergunta Gabriel ao lado dela. - Da garota que você quer esquecer. – fala Evelyn sorrindo e vendo Gabriel erguer uma sobrancelha, curioso em saber como ela tinha adivinhado. – Não se preocupe. Consigo reconhecer num homem, esse olhar que demonstra ter perdido um grande amor. Vai me dizer o nome dela? - O nome dela não importa. Ela não importa mais. Nada mais importa. – fala Gabriel sério pegando na mão dela e a abraçando, preparando-se para aparatar com ela até onde ela tinha lhe indicado como sendo o lugar escolhido para a “diversão”. Mas, antes que conseguisse aparatar, viu Sophia chegar junto com Snape e Hermione. - Só uma coisa me importa nesse momento. E você vai me dar isso. – fala Gabriel no ouvido dela que sorriu. - É você quem está pagando. – fala Evelyn. – Como diz o ditado, “O cliente sempre tem razão!”
******************************************************************************************* Londres (num bar muito mal afamado)– 23:05 Hs. ******************************************************************************************* Antes mesmo de chegar ao patamar de entrada, Hermione avistou algo que fez seu coração disparar. Gabriel estava suspeitamente com os braços envolta de uma ruiva, que trajava uma roupa curtíssima e assanhada! Seus olhares se encontraram, e Hermione pode ler nos olhos dele um misto de tristeza, provocação e raiva. - Gabriel, espera!! - ela chamou, mas ele não lhe deu atenção e aparatou após cochichar algo no ouvido daquela mulher ruiva. - Hermione? – pergunta Sophia se aproximando e tocando no ombro dela, tentando mantê-la calma. Todos sabiam do temperamento explosivo com o qual ela estava acostumada, e, naquela altura do campeonato não precisavam de uma Hermione fugindo ao controle também. – Tudo bem? – pergunta ela solidária. - Sim. - fala Hermione triste enquanto entrava no bar junto com Snape e Sophia. Snape foi direto a Drakul e começaram a conversar baixinho, junto com Ewolin que tinha nocauteado o último motoqueiro. Belle estava encostado no balcão do bar, bebendo junto com a atendente que colocava gelo nos machucados dele. Com passos lentos, Hermione caminhou, desviando-se dos motoqueiros inconscientes e foi até o bar. Estendeu sua mão e uma garrafa de uísque veio até ela. Pegou dois copos com gelo e foi até um canto vazio do balcão. Sentou-se em meio a penumbra e logo Sophia sentou-se ao seu lado. Serviu-se de uma generosa dose de uísque e serviu outra a Sophia. Enquanto rodava a pedra de gelo no copo, com o liquido cor de âmbar, ela pensava. Precisava urgentemente ordenar seus pensamentos. “Seja sensata com você mesma! Você o ama! E teme perdê-lo mais que tudo! Então porque sempre age como uma idiota? De nada resolve “bater” de frente com ele! Sabe que ele é cabeça dura! Ele é orgulhoso, teimoso, turrão e briguento. E a cada vez que faço as coisas sem pensar, eu o perco aos poucos. Maldita idiotice!!! Eu não vou perdê-lo! Sei que ele está com outra, agora! Fazendo...” - pensa Hermione cansada. Respirou fundo não querendo imaginar o que ele fazia agora, enquanto tomava um gole de sua bebida. – “Mas a culpa foi minha! Eu provoquei isso! Ele deve estar magoado demais. Só isso explica as atitudes dele. Maldita burrice!!!” - Hei, não fique assim. Você sabe que ele volta. Assim que se acalmar. – fala Sophia tentando animá-la. - Eu sei, Sophia. – fala Hermione a olhando triste, porém sem lágrimas nos olhos. – Eu sei que ele volta. E Sophia sentiu o peito apertado. Preferia ver a amiga explodindo como uma das bombas malucas do Gabriel do que com aquele olhar triste e derrotado. - Está tudo bem? Porque geralmente essas horas você já estaria destruindo tudo por aqui. – fala Sophia. - Está tudo bem, sim. – fala Hermione tomando um gole grande da bebida, e olhando para Sophia sentada ao seu lado. - Mesmo? – pergunta Sophia séria. - Sim! – ela respondeu aquela pergunta pela terceira vez com um suspiro. – Por quê? - Estou aqui, esperando você explodir! – fala Sophia séria. - É que... saber que ele está nesse momento com outra, deixa-me realmente sem forças! Porque..- ela fez uma pausa, respirando fundo. - Eu sei que a culpa é minha! Eu tenho sido tão... burra! Tão estúpida esses últimos tempos! – ela disse realmente infeliz, e demonstrando a raiva que sentia de si mesma. – Eu fiz isso, Sophia. Eu não confiei nele. Ele me alertou. Ele me avisou, mas a idiota aqui, não quis ouvir. Sempre se achando muito esperta!!! - Errar é humano. – fala Sophia, que como boa confidente, tinha permanecido em silêncio, até agora. - Eu sempre fui inteligente. Sempre. Sempre abri os olhos do Harry e do Rony. Sempre fui aquela que dava bons conselhos. Que entendia as coisas que eles mesmos não entendiam. Sempre fui desconfiada. – fala ela séria. - Mas... quando se refere a Gabriel, eu me torno idiota. – fala Hermione sem olhar para Sophia. - Isso se chama amor. – fala Sophia sorrindo. – Eu já passei por isso. A gente perde a noção do que está fazendo. Faz besteiras sem tamanho. - É difícil amar o Gabriel. – fala Hermione pensativa. - Por quê? – pergunta Sophia. - Ele é cabeça dura e nunca admite ser questionado. – reclama Hermione. - Verdade. – concorda Sophia. – Ele parece sempre ter que estar certo. - É uma droga completa. – fala Hermione cansada. – Ele me pede para confiar nele, mas ele não confia em ninguém. - Isso é verdade. – fala Sophia bebendo lentamente seu uísque. – Ele sempre fica pensando em quando alguém vai traí-lo. - É. Ele não conta quase nada de si mesmo. – fala Hermione. – Quer dizer... como confiar em alguém que não conta nada sobre si mesmo? Poxa, custa contar algo? Será que o mundo vai deixar de existir se ele contar, sei lá... qualquer coisa pessoal? - E quando conta apavora todo mundo. – fala Sophia concordando. - É. – fala Hermione em voz baixa. – Ele não te assusta, ás vezes? - Assusta sim. – fala Sophia séria. – E olhe que para nós vampiros, as coisas são diferentes do que para vocês, bruxos. A morte entre nós é encarada de forma diferente. Quer dizer... pombas, nós matávamos humanos para nos alimentar, no passado. Tudo bem que hoje é diferente, mas mesmo assim... para ele, falar da morte, parece ser... não sei explicar. - Ele... fala de matar... com tanta naturalidade. Como se dissesse “vou comer um bolo”. – fala Hermione. – Isso realmente me assusta. - Sabe o que é mais importante num relacionamento, Hermione? – pergunta Sophia. - Confiança? – pergunta Hermione. - Também. Mas, a meu ver, o mais importante é a ‘renúncia’. – fala Sophia calma. – Você acaba tendo que renunciar a muitas coisas quando está junto com alguém. - Não vejo o Gabriel renunciar a nada para ficar comigo. – fala Hermione emburrada. - Acho que está enganada. – fala Sophia. – Olha, Hermione, até onde pudemos descobrir sobre o Gabriel, é que ele foi criado num mundo diferente do seu. Para ele, a realidade é outra. Você dá valor a notas e escola, esse tipo de coisa. Mas Gabriel não. Ele dá valor a outras coisas. - Talvez esteja certa. – fala Hermione cansada. - Mas por que ele não fala nada de si mesmo? - Ele não dá informações sobre ele, talvez com medo de que pessoas inocentes sejam usadas como alvos por seus inimigos. – fala Sophia calma. - Droga, Sophia. – reclama Hermione. – Custa ele dizer o nome do pai ou da mãe? - O que você sabe sobre a mãe dele? – pergunta Sophia curiosa. - Só que está morta e pelo que entendi, abandonou Gabriel quando criança. – fala Hermione bebendo mais um gole de uísque. - E sobre o pai? – pergunta Sophia. - Que ainda está vivo, mas que ele vai matá-lo em breve. Ele o odeia tanto quanto odeia o Dumbledore. – fala Hermione. - E por que ele gostaria de falar de tais pessoas? – pergunta Sophia séria. – Fala sério. Nem eu gostaria de falar sobre isso! - É tão complicado, ás vezes. – fala Hermione se servindo de mais uma dose de uísque. - Isso não é nada fácil pra digerir. - Do que está falando? – pergunta Sophia calma. - Fui criada num mundo onde matar é crime passível de prisão perpétua. – fala Hermione séria. – Fui educada a respeitar todas as regras e regulamentos. Onde os professores e ou nossos pais tinham todas as respostas. E daí, o que acontece??? Chega um cara, lindo, charmoso, gentil e educado que me conquista. Eu me apaixono por ele, mas ele vem e me ensina o seguinte: “Os livros não tem todas as respostas. Nem os pais. Muito menos os professores. É matar ou morrer! Sobrevivência é tudo o que importa! O Mundo é injusto e cruel. Acostume-se caso queira sobreviver”. - fala Hermione imitando a voz de Gabriel. – Não é fácil mudar! - É. – fala Sophia calma. – É uma grande mudança. - Grande? – pergunta Hermione séria. – Há menos de um ano eu jamais aceitaria a simples idéia de matar alguém. E agora... eu matei quatro caras durante o treinamento e nem sei se me sinto triste com isso!!! E se eu me condenei ao inferno??? Hein? Quem me garante que minha alma já não está condenada??? - Hum.... – fala Sophia pensativa. – Acho que você deveria pensar em outra coisa. - No que? – pergunta Hermione cansada. - O Mundo estaria melhor ou pior com aqueles caras vivos e o Gabriel morto??? – pergunta Sophia calma. – Guerreiros analisam a situação de outra forma. Eu conversei com Gabriel no dia seguinte e ele me falou que vocês ainda eram “inocentes” demais. Mesmo depois de conhecerem Awschivitz, você ainda ficou pensando se estava certa ou errada em matar, não é mesmo? - Sim. – fala Hermione séria. - Essa “inocência” de vocês deixa Gabriel rindo sozinho. – fala Sophia calma. – Ele deve ter matado os primeiros sem nem entender o que estava fazendo. Hoje ele mata com naturalidade, porque é isso que ele faz. Foi treinado para isso. É o que ele sabe fazer. Foi educado para isso, Hermione. Ele não sabe agir diferente. E sinceramente, acredito que nem queira agir diferente. “Sou o que Sou!”, já ouviu ele falando isso? - Já. Várias vezes. – fala Hermione tomando mais um gole de uísque. - Sabe o que significa? – pergunta Sophia terminando seu uísque e servindo mais para si e para Hermione. - Tem vários significados. – fala Hermione. - Sim. – concorda Sophia. – Mas aí é que está a beleza da coisa. “Sou o que Sou!” significa que ele aceitou ser quem é! Ele entende o que está fazendo. Ele é aquilo que quiseram que ele fosse! Ele aceitou seu destino. - E por que ele se nomeia como “Eu não sou uma porcaria de herói! Eu sou a ***** de um Assassino!!”? – pergunta Hermione. – Se ele aceitasse isso, ele se consideraria como, então? - Ele sabe, em um determinado nível de consciência, que o que ele faz é errado. – fala Sophia pensativa. – Ele tenta a todo custo viver no seu mundo, Hermione, mas não consegue. Ele pode fingir ser uma pessoa, mas ele não é. Ele é o que faz. E o que ele faz, é matar pessoas. Portanto, ele deve ser entendido dessa forma. - Acha que ele nunca vai mudar? – pergunta Hermione triste. – Eu mudei tanto, por que ele não pode mudar? - Acho que se ele mudar, ele deixa de ser ele mesmo. – fala Sophia pensativa. – Mas numa das missões que eu o acompanhei, ele me disse algo muito interessante. - O que ele disse? – pergunta Hermione. - “Só mais essa missão, e serei livre. Poderei viver! Só preciso cumprir mais esta missão! Vou poder viver em paz. Com ela!” – fala Sophia. – Ele só quer terminar isso e depois, viver com você. Só isso. Acredito que ele só vá mudar, depois de cumprir a missão dele. Até lá ele nem vai tentar mudar. Porque se mudar, ele acha que vai fracassar na missão. - Só que agora ele acha que vai morrer. – fala Hermione bebendo mais um gole de uísque. - Olha, Hermione, eu nem vou tentar te culpar pelo acontecido, porque convenhamos, Arádia foi um porre completo. – fala Sophia séria. – Meu pai, particularmente queria matá-la na mesma noite. Mas, enfim, Gabriel considera a hipótese de que pode morrer lutando contra Nimrod. E sejamos francas, isso não é muito difícil de acontecer. Nunca vimos nada tão poderoso como Nimrod. - Gabriel, ele... sempre vive no limite. Por que será? – pergunta Hermione. - Não sei. Duvido que alguém, além dele mesmo, saiba a resposta a isso. – responde Sophia séria. – Meu pai foi com ele, dias atrás numa missão. Eles atacaram um lugar onde havia alguns comensais. Meu pai ficou tentando extrair informações de um comensal por quase uma hora, mas ele não falava nada. Daí Gabriel o pegou e forçou a mente do comensal. Segundo meu pai, Gabriel fritou o cérebro do comensal, apenas para conseguir a informação. - Putz. – fala Hermione arrepiada. - É. – concorda Sophia. – Mas com a informação que ele conseguiu, eles conseguiram evitar um ataque a um orfanato, no mesmo dia. Eles iriam matar quase 300 crianças trouxas. E quando os Comensais chegaram lá, encontraram o orfanato vazio. Quer dizer... não tão vazio. – conta Sophia sorrindo. – Gabriel os esperava. - Ele... toma atitudes que me deixam assustada. – fala Hermione bebendo um gole de uísque. – Eu nem consigo imaginar o que ele passou para viver dessa forma. - Meu pai... ele me falou que Gabriel foi criado... para ser uma arma. Uma arma definitiva. – fala Sophia em voz baixa. – Ele só sabe viver assim. E reage sempre que se sente atacado. - Sabe... ele... eu acho que ele espera que eu me comporte como um robô, ao lado dele. Sem nunca poder questionar. – fala Hermione olhando para sua bebida. – Isso me deixa furiosa! Droga! Eu também tenho direito a ter minhas opiniões! - Tem sim. Mas acho que a maneira como você expõe suas opiniões o deixam irritado. – fala Sophia calma. – Ele não quer um robô ao lado dele. Ele só quer alguém que o ajude. Alguém que o ampare quando ele precisar. Alguém que o ouça quando ele precisar desabafar. Porque tem horas, que mesmo o mais cruel dos homens, precisa desabafar. - Ele que procure um terapeuta! – fala Hermione séria. – Ele não confia em mim nem sequer para contar sobre a maldita missão!! - Gabriel fazendo terapia? – pergunta Sophia rindo ao imaginar a cena de Gabriel deitado num divã contando sobre algumas coisas, e o terapeuta anotando tudo num bloquinho de papel. Pensou mais um pouco e chegou a conclusão que o terapeuta iria se matar logo a seguir. – Olha Hermione, acho que você está enganada. Ele não precisa de terapia. Ele precisa de alguém que converse com ele. Só isso. Segundo os rapazes, é exatamente o que a tal da Emma tem feito. Conversado e ouvido. - Aquela vagabunda. Tentando tirar Gabriel de mim. – fala Hermione em voz baixa. – Mais uma vagabunda! - Talvez ela seja. – fala Sophia séria. – Mas ela fez uma escolha inteligente. Ela conversa com ele, o acalma, segundo Simas. Ela foi muito inteligente. - Sabe... uma vez Gabriel me disse que eu só usava minha inteligência em Hogwarts. – fala Hermione triste. – E quer saber? Acho que nem lá eu uso. – fala Hermione cansada. - Do que está falando agora? – pergunta Sophia sem entender. - É que... se agora ele está com outra, beijando-a ou mesmo... transando com ela, é porque eu provoquei isso! Eu terminei com ele. Eu o magoei. Entendeu? – fala Hermione bebendo mais um gole de uísque. – Eu... não pensei direito no que estava fazendo. Mas agora isso acabou. Eu não vou perdê-lo. É hora de crescer e provar que eu o amo! É hora de fazer o Gabriel feliz! - Ora, ora, ora. Será que Hermione Granger vai amadurecer? – pergunta Sophia sorrindo interessada nas palavras da amiga. - Até que enfim, você quer dizer, não é mesmo? – pergunta Hermione sorrindo. – É, eu pisei na bola. Várias vezes. E sabe por quê? - Por quê? – pergunta Sophia curiosa. - Por medo. Medo dele. Depois medo de mim mesma. Eu me assustei quando percebi o que ele estava fazendo conosco. Depois daquilo, eu, nós... sempre... nunca mais foi igual. Eu procurei refúgio em muitos lugares, e não entendi o óbvio, até agora. Mas agora eu entendi. Ele não vai mudar. Se ele mudar, ele deixa de ser ele. Eu sinceramente duvido que ele possa mudar. – fala Hermione sincera. - E agora? – pergunta Sophia vendo que ela entendera. - Se ele não pode mudar, quem deve mudar sou eu. – fala Hermione séria. – Meu medo atual é o de não o merecer. Tanta gente já foi contra nosso namoro. Dumbledore, meu pai, agora Arádia. Sem contar as ‘vagabundas’ que vivem dando em cima dele. – fala Hermione triste. – E ele... sempre foi igual. Brigávamos, ele ficava nervoso e fazia uma burrada. Depois vinha me pedir desculpas. E... sabe, sempre que ele precisou de mim, eu me afastei. Sempre. Mas agora chega. É hora de trilharmos o caminho juntos!!! - Será que enfim você percebeu a verdade sobre ele? – pergunta Sophia sorrindo. - Percebi sim! – fala Hermione servindo-se de mais uma dose de uísque. – Percebi que o amo, e o quero ao meu lado, para sempre. Vou controlar meus ciúmes. Vou ser “inteligente” de novo. Sei que podemos ficar juntos. Basta que tudo isso seja resolvido. E será resolvido. Nós ficaremos juntos. - fala ela confiante. - Fico feliz por você! Mas se quiser ainda posso fazer picadinho da vaca que está com ele! - fala Sophia brincando, mas um brilho assassino passou por seus olhos. - Não. Não preciso mais disso, só preciso que ele se acalme e volte pra mim! – fala Hermione séria. – Ele vai voltar. Ele sempre volta. Mas dessa vez, eu estarei lá, o esperando. Finalmente pronta para perdoar, pedir perdão, e, finalmente, seguir em frente. Só nós dois. Juntos! Para Sempre. – termina ela bebendo o restante do uísque, num gole só. – A partir deste momento, juro para mim mesma, e tomando você como testemunha, que não vou deixá-lo! Que nunca mais vou abandoná-lo! O resto não me importa mais. E Sophia? - Sim? – pergunta Sophia ao vê-la se levantar. - Obrigada por me ajudar. Por conversar comigo. Por me explicar as coisas. – fala Hermione sincera. – Lamento ter metido o Harry em apuros. - Sou sua... “irmã mais velha”, digamos assim. – fala Sophia rindo. – E Harry tinha me enviado uma mensagem, logo depois de vocês se beijarem. - Que mensagem? – pergunta Hermione curiosa ao ver Snape se aproximando. - “Você precisa morder meu dedo. Urgente!” – fala Sophia rindo. – Na hora eu entendi que isso envolvia você e Gabriel. E que Harry, de uma forma ou de outra, estava encrencado. Venha, vamos voltar a Hogwarts. "É hora de mudar." - pensa Hermione séria. - "É hora de tomar meu destino em minhas mãos! É hora de me tornar, junto com Gabriel, um casal. É hora de viver meu amor, junto a ele, eternamente!"
******************************************************************************************* Londres (num bar muito mal afamado)– 23:11 Hs. ******************************************************************************************* - E então? O que acha? – pergunta Drakul para Snape. - Devemos aguardar ele aparecer para tomarmos uma atitude qualquer. – fala Snape pensativo. – Ele pegou a foto dela de volta? - Nem quis olhar para a foto. – fala Drakul sério. – Eu a guardei. - Ele está de cabeça quente. – fala Ewolin sério. – Vocês estão se apavorando á toa. - Vou ver se Hermione está calma. – fala Snape sério se afastando dali. – Não precisamos de mais um maluco furioso por ai. - Ewolin, você sabe o que ele pode fazer, não sabe? – pergunta Drakul sério assim que Snape sai. - Sei sim. – fala Ewolin despreocupado. – Mas sei de mais uma coisa. - Do que? – pergunta Snape. - A Portadora de Espíritos (Cortadora de Almas) está com ele. – fala Ewolin sorrindo. – Ela jamais vai permitir que ele faça algo que se arrependa. Ela ficará a noite toda falando na Hermione, só para o Gabriel “cair na real”. - Não sei, não. – fala Drakul sério. – Ela é inteligente, segundo o que Gabriel me contou. - Sim, ela é inteligente. Ela o manterá tranqüilo. Ela é amigável com ele e gentil. Ela jamais permitiria que ele entrasse numa “fria”. – fala Ewolin sorrindo. (N/A: Ahhhh se ele soubesse em quantas frias ela já meteu o Gabriel) - Olha, Gabriel me disse que ela é esperta. E nada gentil. E se referiu a ela como: “Sacana, Irônica, Sarcástica e Muito Mal Humorada!” – fala Drakul preocupado. - Talvez, mas, de qualquer forma, ela não iria permitir que ele fizesse nenhuma besteira. – fala Ewolin calmo. – Amanhã ele volta para a escola, rindo de nossas preocupações. - Tomara. – fala Drakul preocupado. – Não podemos ter um Gabriel “maluco” à solta.
******************************************************************************************* Hogwarts - Hemoteca – 23:40 Hs. ******************************************************************************************* Os predadores estavam conversando e esperando ansiosos para saber do paradeiro de Gabriel. Snape e Sophia juntamente com Hermione acabavam de entrar na sala, retornando da busca por Gabriel. Todos estavam preocupados. - E então? – pergunta Gina curiosa. – Encontrou? - Ele... saiu quando chegamos. – conta Hermione séria. – Não... conseguimos conversar. - Vocês ainda vão conversar. – fala Rony colocando a mão no ombro de Hermione. – Sente-se conosco. Dumbledore pediu para esperarmos aqui. Quer... conversar conosco. - Só me faltava essa. – resmunga Hermione. - Aproveite.- fala Harry sorrindo. – Estamos assistindo a BBC. Parece que a Rainha vai inaugurar um parque de diversões. - Emocionante. – fala Hermione com ironia.
******************************************************************************************* Londres - num lugar ‘divertido’ – 23:25 Hs. ******************************************************************************************* - Não sei se consigo fazer isso. – fala Gabriel olhando para a dançarina sentada ao seu lado. - Você que me pediu isso. – fala ela sorrindo pegando na mão esquerda dele. - Eu sei. É que... eu nunca... quer dizer... antes de agora.... eu nunca... – fala Gabriel preocupado. - Não se preocupe. – fala ela sorrindo e apertando a mão dele. – Não é tão ruim assim. Sou muito carinhosa. Você só precisa... relaxar. - Eu... sinto... que não é certo! – fala Gabriel em voz baixa. - Não vejo nada de errado. – fala ela sorrindo. – Mas confesso que me assustei com o tamanho. - Na verdade, não é tão grande assim. – fala Gabriel tentando conseguir coragem ao entender que estava num ponto onde não existia mais volta. - É sim. – fala ela rindo baixinho ao se aconchegar a ele e o abraçar forte. – E muito alto. - Ora... eu nem sei como isso funciona e você que está preocupada? – pergunta Gabriel rindo nervosamente. - É que eu tenho medo de andar em montanha russa. – fala ela ao ver o carrinho chegar até o topo da torre e se preparar para descer. - Bem, acho que é hora de perder o medo. – fala Gabriel rindo mais nervoso ainda ao ver o carrinho descer pela montanha russa em alta velocidade. – Obrigado por me trazer aqui! – grita Gabriel divertido para que ela o ouvisse enquanto o carrinho rolava em alta velocidade. - Sem problemas!!! – grita ela ao ver ele se segurar com força no carrinho enquanto o carrinho dava inúmeras piruetas. Ainda se lembrava do que ele lhe perguntou no bar. “O que um cara faz quando quer se divertir???” – pensa ela rindo ao lembrar do que ele lhe perguntara dentro do bar. – “E eu respondi, ‘ele vai ao parque de diversões’!!!” “Quando ele me convidou para acompanhá-lo hoje à noite, bem... como dizer não a alguém com tanta tristeza no olhar?” – pergunta-se ela divertida ao ver as caretas que ele fazia conforme as curvas da montanha russa se sucediam rapidamente. “Mal posso esperar para levar ele até a barraca de tiro ao alvo. Se ele tiver boa mira, vai ganhar um ursinho de pelúcia pra mim. Ah. Deus, olha só pra ele. É uma criança. Somente uma criança num corpo de adulto!” – pensa ela ao ver Gabriel soltar as mãos do carrinho e rir como uma criança quando ganha um novo brinquedo. – “Só uma criança. Quem será que foi a idiota que o magoou tanto assim? Vejo a mágoa no olhar dele.” ******************************************************************************************* Londres - num lugar ‘divertido’ – 23:50 Hs. ******************************************************************************************* No mesmo parque de diversões, duas pessoas olhavam para aquilo. Satan-el olhava para Gabriel e viu que ele se divertia. Sorriu baixinho. “Ah, Gabriel. Será que você sabe o que está prestes a acontecer? Será que tem idéia do que aceitou? Será que não se lembra? Não se lembra, não é mesmo?” – pensa ele ficando subitamente sério e triste. – “Bem, em breve meus... irmãos... virão para te lembrar. E para cobrar o acordo assumido. Espero que esteja pronto, garoto! Seu tempo está acabando. E sinto que você parece ter perdido algo que o mantinha sob controle.” ******************************************************************************************* Londres - num lugar ‘divertido’ – 23:50 Hs. ******************************************************************************************* Mais distante um pouco, um comensal observava o parque. Era um local perfeito para um ataque. Quase 4.000 pessoas estavam ali. Era a última checagem antes do ataque. Seus homens estavam prontos. Bastava ir buscá-los e orientar para onde deveriam ir depois do ataque. Iriam se esconder em dois lugares diferentes, antes de voltarem a suas ocupações... “normais”. “Faremos um massacre aqui, hoje!” – pensa ele sorrindo divertido. – “Quero começar derrubando a tal da montanha russa! Depois a roda gigante! Vamos matar trouxas! Hoje, levaremos a morte ao mundo trouxa. Vamos revelar aos trouxas, o mundo bruxo. Depois de hoje, eles saberão que devem nos temer! E nos prestar eterna obediência! Os trouxas saberão, hoje, sobre o mundo bruxo. E que devem ser nossos escravos. E com esse ataque, poderemos desviar a atenção dos aurores para cá, enquanto o plano do Mestre é posto em funcionamento!” Conferiu a segurança do local e aparatou dali sorrindo. A segurança era praticamente inexistente. Voltaria em dez minutos, com reforços. Infelizmente, ele não percebeu Gabriel. O ataque começaria justamente no local onde Gabriel se divertia naquele momento. Na montanha russa.
******************************************************************************************* Londres (num bar muito mal afamado)– 23:55 Hs. ******************************************************************************************* - Hei, Belle! – chama Ewolin sorrindo ao ver o último dos motoqueiros serem retirados pelos companheiros e saírem do bar, gemendo. – Foi uma boa briga, não é mesmo? - Foi sim. – fala Belle sorrindo ao receber os cuidados da atendente. – Acho que deveríamos sair para festejar mais vezes! - Sim. Mas na próxima vez, eu escolho o bar! – fala Drakul sério. - O que há de errado com meu bar? – pergunta a atendente. – Por falar nisso, quem paga os prejuízos? - Tome. – fala Drakul lhe entregando os maços de dinheiro que Gabriel havia deixado por sobre a mesa. – Acredito que isso cubra os danos. - Com certeza. – fala ela sorrindo ao ver o valor que ele tinha deixado ali. – Com certeza cobrem os custos e o susto também! - Onde Gabriel está? – pergunta Belle curioso. - Saiu. Com a dançarina. Espero que não faça uma besteira. – fala Drakul preocupado. - Com a Evelyn? – pergunta a atendente curiosa. – Estranho. - O que é estranho? – pergunta Drakul sério. - Ela jamais aceitou o convite de qualquer um dos clientes para sair. Jamais. Ela não precisa disso. – fala a atendente séria. - O que ela faz aqui, não é a profissão dela? – pergunta Ewolin curioso. - Claro que não. – fala a atendente sorrindo. – É só um meio de pagar a pós-graduação dela. - Em que? – pergunta Drakul sério. - Acho que é médica. – fala a atendente. – Ela está fazendo pós-graduação e vem dançar para pagar a pós. Ela não é uma... prostituta. - E por que ela aceitou o convite de Gabriel para sair? – pergunta Drakul curioso. - Vai ter que perguntar a ela. – fala a atendente sorrindo. – Afinal, ele é bonitão. - Hei! – reclama Belle. - Não sinta ciúmes, Mon Capitan! – fala a atendente sorrindo ao colocar mais gelo sobre o olho esquerdo de Belle. ******************************************************************************************* Londres – Parque de diversões – 23:57 Hs. ****************************************************************************************** Os primeiros dez comensais aparataram em silêncio e misturaram-se a multidão, que não estranhou a presença de homens encapuzados, afinal, eles poderiam fazer parte da organização da festa. Nem se importaram quando eles se moveram em direção onde estavam os seguranças da rainha. Eles eram os alvos iniciais.
**************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 23:58 Hs. ****************************************************************************************** A Rainha da Inglaterra estava cortando a faixa de inauguração de um brinquedo no parque. E só fazia isso por que o parque era de um amigo de longa data de sua família. Além disso, ela gostava de estar junto ao povo. Sua liderança firme e eficaz, embora nem sempre entendida, tinha levado a Inglaterra de volta ao conjunto de nações admiradas pelo mundo. Várias câmeras filmavam o momento, inclusive três redes de TV nacionais. Uma delas, a BBC. Havia inclusive um helicóptero filmando o parque, de uma altitude segura. - Minha Rainha. – chama preocupado um dos oito seguranças que lhe davam proteção. – Somos poucos para poder lhe defender em caso de ataque. - Meu caro, essa deve ser a 23ª vez que você me diz isso, somente hoje. – fala a Rainha sorrindo enquanto cumprimenta as pessoas que lhe sorriam e lhe entregavam flores. – Estou em meio a meu povo. Não preciso de um batalhão de seguranças para vir num parque de diversões! - Sim, minha Rainha. – fala o segurança chateado, mas de olhos abertos. – Acontece que se formos atacados, podemos ter sérios problemas. - Talvez. Mas sinto que os Anjos nos protegerão! – fala a Rainha sorrindo enquanto caminhava em meio ao povo. – Venha. Quero ir na montanha russa. Sempre quis andar nela! Logo, a Rainha e quatro seguranças estavam no carrinho que rodava pela montanha russa. A Rainha não gostara nada ao ver seus seguranças impedirem, enquanto ela andava no carrinho, que qualquer outro os acompanhassem. Mas entendia que existiam limites da segurança que deviam ser seguidos. Quando sentiu um pequeno tremor, não ficou preocupada. Mas quando um jato de luz vermelha veio do solo e atingiu os trilhos do carrinho, deixando um buraco grande, ela sentiu medo. Instantes depois, o carrinho onde a Rainha da Inglaterra estava, tinha despencado no buraco aberto por um feitiço explosivo. Enquanto caía da montanha russa, de uma altura de mais de 100 metros, notou que no chão, um grupo de pelo menos 100 encapuzados atacava as crianças e seus pais.
Sem se importar consigo mesmo, a Rainha da Inglaterra fez uma prece ao seu ‘deus’. “Senhor, mande um anjo para proteger meu povo. Minhas crianças!” – rezou ela em sua mente, sabendo de imediato que iria morrer quando o carrinho onde ela estava, batesse no chão. Ela não sabia que suas preces seriam atendidas. Só que não por um Anjo. Seria um demônio. Seria Gabriel. **************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – Barraca de Tiro ao Alvo – 23:59 Hs. ****************************************************************************************** Evelyn sorriu extasiada ao receber de Gabriel um cachorrinho de pelúcia que ele tinha ganho no tiro ao alvo. Quando foi lhe agradecer ele apenas sorriu. - Não precisa me agradecer. – fala Gabriel olhando ao redor e vendo uma grande movimentação de pessoas. – O que está havendo? – pergunta a um dos funcionários do parque. - A Rainha esta aqui. – fala o funcionário apontando para a Rainha que começava a andar de montanha russa. - Interessante. – fala Gabriel sério ao olhar com atenção e vendo apenas quatro seguranças próximos ao chão. E mais quatro com ela, no carrinho. – Poucos seguranças. - Quem iria atacar a Rainha? – pergunta Evelyn sorrindo. – Ela é um amor de pessoa! - É! – fala Gabriel concordando ao lembrar o que a Rainha já tinha dito na última reunião da Aliança. Olhou ao seu redor e viu inúmeras câmeras de vigilância, filmando todo o parque. Foi quando o feitiço atingiu os trilhos da montanha russa. Os gritos começaram, e a correria e o pânico também. Quando Gabriel olhou mais adiante, encontrou os Comensais que encapuzados, atacavam as pessoas do parque.
******************************************************************************************* Londres – Parque de diversões – Helicóptero da BBC – 23:59 Hs. ******************************************************************************************* O Helicóptero da BBC conta com quatro câmeras, sendo duas internas e duas externas. Uma câmera giro estabilizadora, que permite movimentos de 360º, aproximando as imagens em até 200 vezes. A outra, na traseira do helicóptero, facilita as imagens panorâmicas. Embaixo da aeronave fica um transmissor de microondas, permitindo transmissões ao vivo ou pré-gravadas, que são enviadas às torres da emissora, ou qualquer veículo receptor. O helicóptero também possui monitores, mesa de corte e edição. - Esse serviço é o maior tédio. – reclama um dos repórteres que estava no helicóptero. – Vamos fazer uma chamada, ao vivo, de 30 segundos e depois vamos pra casa. - Se é assim que são as ordens, por mim tudo bem. – confirma o piloto. - Não tem nada de interessante acontecendo aqui. Isso é o fim da picada. – reclama o repórter enquanto houve no seu ouvido, o chamado da central da BBC, indicando que entraria ao vivo em 30 segundos. - Deixa de ser chato. – fala o piloto sério. - Desde 1922, quando realizou a sua primeira transmissão radiofônica, a BBC consolidou-se como uma organização pioneira no rádio e televisão. O Serviço Mundial da BBC transmite em 43 idiomas, e conta com a maior audiência radiofônica do mundo, cerca de 150 milhões de ouvintes. Pense que hoje, você vai falar para 150 milhões de pessoas. O repórter ajeitou a gravata, olhou-se rapidamente num espelho e preparou-se para falar ao vivo, para toda a rede BBC. - Não deixa de ser um tédio. – reclama o repórter. – Comece filmando a Rainha e em seguida, a montanha russa. Ela vai andar naquilo e depois, podemos fechar a matéria e ir embora. Bem que poderia acontecer algo de interessante, hoje. Seus desejos seriam atendidos. Só que não da forma como ele imaginara. - Ao vivo em 5,4,3,2,1... no ar. – alerta o piloto enquanto ativava as câmeras do helicóptero focando a Rainha subindo na montanha russa. Nem se preocupou em ouvir o que o repórter falava. No momento estava mais preocupado em manter as câmeras focando o carrinho onde a Rainha se divertia. Mas quando os trilhos foram atingidos, ele moveu o helicóptero rapidamente para se posicionar melhor. - Oh, meu deus! Eles vão morrer! – fala o repórter ao ver o carrinho com a Rainha e quatro seguranças caírem para a morte certa. O assombro e o medo do repórter eram os mesmos que 150 milhões de pessoas sentiam nesse momento, acompanhando ao vivo aquela tragédia. Ao mesmo tempo, os primeiros dez comensais usaram o Avada Kedavra nos quatro seguranças da Rainha que ainda estavam no chão. E em seguida, começaram a atacar aos demais trouxas. Especificamente crianças. Logo, os gritos de dor e sofrimento eram ouvidos. A população começou a fugir em pânico. Na direção de Gabriel.
******************************************************************************************* Hogwarts - Hemoteca – 00:00 Hs. ******************************************************************************************* - Cadê Dumbledore? – reclamava Narcisa. - Deve estar polindo a varinha. – resmunga Simas chateado com a espera e assistindo a Rainha trouxa andar na montanha russa. Muitos alunos estavam ali, sentados, assistindo aquela novidade no mundo bruxo. Emma estava sentada mais ao fundo, jogando xadrez com um aluno da Corvinal. Todos sentiram um incômodo, quando se ouviu os gritos do repórter da BBC, trazendo notícias. Notícias essas que mudaria o rumo de todos, mudaria o mundo mágico, para sempre! - Oh... merda! – fala Neville vendo um feitiço atingir os trilhos do trem logo á frente de onde a Rainha estava. – Estamos ferrados! Filmaram um feitiço!! ******************************************************************************************* Londres – Parque de diversões – 00:00 Hs. ******************************************************************************************* - Vá pra casa!! As coisas vão ficar loucas. – fala Gabriel para Evelyn e em seguida, concentra-se no carrinho que caía rapidamente. Usou sua aura, sem a mostrar, e segurou o carrinho a menos de um metro do chão. Em seguida, o colocou, delicadamente no chão, enquanto sacava suas Colt 40 e corria em direção a Rainha que ainda estava sentada dentro do carrinho, assustada. Era impossível ter um alvo para disparar. O povo gritava e fugia, atrapalhando a mira de Gabriel que tentava avançar até a Rainha, mas era impedido pelo povo que corria na direção contrária enquanto gritavam apavorados. Sem querer perder mais tempo, agarrou-se a um brinquedo e subiu para o “teto” dele onde tinha mira livre. Ao longe, pelo menos 50 metros, visualizou a Rainha com um Comensal apontando-lhe a varinha. Visualizou um local livre mais a frente e saltou até lá, rolando no chão e começando a correr até a Rainha, mal tinha se levantado. - Deus, por favor, mande um Anjo, com seu fogo de Espírito e uma espada para proteger meu povo. - reza a Rainha em voz baixa, com os olhos fechados. - Sim, mande. - fala o Comensal sorrindo de forma debochada chegando à sua frente. – Ainda não sei como seu carrinho veio parar aqui. Mas espero que seu salvador apareça. Assim eu posso matá-lo também. - Eu até posso morrer hoje! – fala a Rainha duramente encarando o comensal. – Mas vocês jamais vencerão! Outros irão se opor a vocês!!!
- E daí? Você vai morrer do mesmo jeito! – fala um comensal apontando a varinha para a Rainha, enquanto os outros comensais usavam Avada nos seguranças que tentavam reagir. – E agora, é hora de eu matar você! - fala o comensal colocando a varinha na testa da Rainha que não piscou. – Avada Keda... – e sua cabeça explodiu, cobrindo a Rainha de sangue e miolos. A Rainha olhou para frente e viu Gabriel correndo, com uma de suas pistolas fumegando. "Uau! Atendimento imediato!! Eu devia rezar mais vezes!" - pensa a Rainha ao ver Gabriel disparando novamente, agora com as duas pistolas ao mesmo tempo, aumentando ainda mais a balbúrdia que já acontecia.
******************************************************************************************* Londres – Parque de diversões – Helicóptero da BBC – 00:01 Hs. ******************************************************************************************* - Eu não sei quem são eles! Não dá pra saber! Eles chegam do nada e apontam alguma coisa para as pessoas e elas começam a gritar!! – fala o repórter rapidamente. – A Rainha foi salva. Mas agora... Oh, meu Deus! Mataram os seguranças dela! Vão matar a Rainha!! Cadê a polícia??? – grita ele furioso.
******************************************************************************************* Londres – Parque de diversões – 00:02 Hs. *******************************************************************************************
BA-DLAM! Esse é o som da minha Colt 40 disparando! Lembro-me do dia em que, na Resistência, pude, finalmente, escolher minhas armas pessoais. Os outros guerreiros davam preferência a metralhadoras. Eu não. Sempre preferi a simplicidade. E a Colt 40 é uma das armas mais simples do mundo. E extremamente eficiente. Como eu sei? Porque as uso há muitos anos. Fazem parte de mim. São extensões de minhas mãos. Se eu sou bom com elas? Kakakaka! Pergunte ao Comensal que acabei de matar. Eu as uso há tanto tempo, que nem preciso mirar. Cada disparo é um morto. BA-DLAM!BA-DLAM!BA-DLAM!BA-DLAM! Os outros quatro comensais que estavam perto da Rainha, também foram mortos. Vejo seus corpos se movendo, apesar de suas cabeças terem deixado de existir. É que uso munição explosiva. Um pouco difícil de conseguir, mas Irgil sempre dá um jeito. Grande Irgil. Adoro aquele cara. - Ande! Levante-se! – fala Gabriel nervoso para a Rainha a apoiando e a tirando do carrinho. – Anda logo!!! Você precisa fugir! Eu cuido deles! - Não seja idiota! Eu não fujo de uma briga! – responde a Rainha pegando uma das Colt 40 da mão de Gabriel e disparando no peito de um Comensal, que caiu com um buraco do tamanho de um prato, no peito. – Eu me cuido! Vá lutar! “Eita!! Essa Rainha é das minhas!” – fala a espada sorrindo enquanto Gabriel voltava-se para o local onde os Comensais restantes estavam atacando o povo.
******************************************************************************************* Londres – Parque de diversões – Helicóptero da BBC – 00:02 Hs. ******************************************************************************************* - Estamos ainda ao vivo? – pergunta o repórter e vê o piloto manobrar o helicóptero rapidamente. – Estamos num parque de diversões, a leste de Londres, que está sendo pesadamente atacado. Não sei quem são os atacantes, mas eles não usam armas de fogo! Eles usam... gravetos de madeira? Há pelo menos 100 pessoas encapuzadas e vestidas de preto atacando o parque! Ali!! – grita o repórter ordenando a mudança da câmera. – Filme a Rainha!!! – grita ele no momento em que a Rainha toma uma das armas de Gabriel e mata um comensal. - Eu adoro essa rainha! – fala o piloto sorrindo e pegando seu radio transmissor, regulou para a Freqüência de Emergência, usada somente em casos de ataques terroristas. – Aqui é o Helicóptero FDR4527 BBC Londres. Esse é um Chamado de Emergência! Ataque em Londres. Repito! Ataque em Londres. No parque de diversões, a leste de Londres. A Rainha está em Perigo! Repito! A Rainha está em perigo! Solicito apoio da Polícia! Da Real Força Aérea. Do Exército! Da Marinha! Da Polícia Montada! TIREM SUAS BUNDAS DA CADEIRA E VENHAM JÁ PRA CÁ!!! – berra ele no transmissor. - Belo pedido de ajuda! – ironiza o repórter movendo as câmeras para acompanhar um jovem que deixou a Rainha sozinha no meio do parque e partiu de encontro aos encapuzados enquanto sacava outra pistola e atirava enquanto corria. – Não falta chamar ninguém? - Cale a boca! Eu não ligo se aparecer um batalhão de índios zulus cortadores de cabeças armados com Arcos e Flechas! Aquele cara lá embaixo precisa de apoio!!! – rosna o piloto pegando novamente o transmissor e gritando. – Aqui é o Helicóptero FDR4527 BBC Londres. Esse é um Chamado de Emergência! Precisamos de reforço militar. Precisamos de ambulâncias. Existem feridos para todos os lados. Está acontecendo um massacre aqui!!!
******************************************************************************************* Londres (num bar muito mal afamado)– 00:02 Hs. ******************************************************************************************* Enquanto bebiam, Drakul, Ewolin e Belle ficavam imaginando onde é que Gabriel estaria agora. Foi nesse instante que a pedra de comunicação de Drakul começou a piscar. - Drakul aqui. – fala Drakul e ouve gritos de pânico e os disparos de armas de fogo. - Ataque pesado de Comensais num parque de diversões a leste de Londres. Está cheio de crianças aqui e a rainha trouxa também! Preciso de Reforço Imediato! Agora!!! – grita Gabriel com urgência e desativa a pedra de comunicação, mas não antes deles ouvirem os disparos aumentarem muito. Um segundo de hesitação. Só um segundo. Ewolin pegou Belle pela mão e junto com Drakul, aparataram com destino ao combate. - Sempre que eu conheço um cara bonitão, ele some. – fala a Atendente surpresa. – Mas desse jeito eu nunca tinha visto. ******************************************************************************************* Londres – Parque de diversões – 00:03 Hs. ******************************************************************************************* BA-DLAM! E uma bala da colt 40 cruza o ar. Três centésimos de segundo depois ela atinge a testa do comensal. A morte chegou para ele. BA-DLAM! Meus sentidos estão no máximo. Consigo contar os movimentos da cápsula que foi ejetada por minha arma. BA-DLAM! Consigo ouvir o som da cabeça do comensal explodindo. BA-DLAM! Consigo ver o sangue de outro se espalhar, junto com os miolos, atingindo os comensais mais próximos. BA-DLAM! Mais um comensal morre. Eles parecem brotar do nada. Estou sozinho. Normalmente eu não me incomodaria, mas está cheio de crianças inocentes aqui. BA-DLAM! Cadê meu apoio??? BA-DLAM! Pareço estar parado, mas a verdade é que estou correndo. E me desviando das pessoas que correm apavoradas. BA-DLAM! Sinto o esforço dos meus músculos gritando por um descanso, mas os ignoro e continuo a correr. Na direção do inimigo. BA-DLAM! Quantos eu já matei? Foram 13, não, 14 agora. Eles gritam e morrem, enquanto seus companheiros atacam os inocentes. Crianças basicamente. BA-DLAM! Mais um inimigo morto. Outro inimigo me aponta a varinha e usa um feitiço que me causa dor. Eu o ignoro. Eu não sou importante. Só os inocentes devem ser protegidos. BA-DLAM! Nem penso. Apenas aponto a pistola e disparo. Mais um inimigo morre sem nem perceber BA-DLAM! Eles começaram isso. Eles tiveram a audácia de assassinar crianças. BA-DLAM! Mas eu vou terminar. Sinto a chuva tocar meu rosto, molhando-me. BA-DLAM! Sinto o gosto e percebo que não é chuva. É sangue. Estou sendo banhado em sangue inocente. BA-DLAM! Eles mataram mais uma criança. Usaram um Bombarda numa criança!!! São animais. Cães sem Honra. Com um toque de meus dedos, os pentes vazios de minhas armas são ejetados. Com a mão esquerda, troco o pente de uma delas, enquanto salto e giro o corpo no ar. Calculo meu salto e caio por sobre as costas um comensal que se estatela no chão. Com um pisão, esmago suas costas e ouço suas costelas se quebrarem antes delas perfurarem seu coração. Giro o corpo e passo uma rasteira em outro comensal, enquanto uso a mão direita agora e troco o pente de munição da outra pistola. Quando o comensal bate no chão, esmago seu pescoço com o pé esquerdo e volto a atirar enquanto corro em direção a um grupo que usa as varinhas na tentativa de derrubar a roda gigante. Tem quase uma centena de crianças lá. Se eu falhar, elas vão morrer. Os animais tentam derrubar o brinquedo, rindo enquanto fazem isso. Cães sem honra!! O Monstro no meu peito urra de ódio e desejo de vingança. BA-DLAM! Movi a mão direita e disparei novamente. A bala segue seu caminho e corta a espinha do inimigo. Antes mesmo de ele sentir, já está morto. BA-DLAM!BA-DLAM!BA-DLAM! Ouço os gritos dos inocentes. Ouço mães chorando por seus filhos. Ouço os gritos de medo das crianças. No meu peito, um monstro ruge, cada vez mais alto!!! BA-DLAM!BA-DLAM!BA-DLAM!BA-DLAM!BA-DLAM!BA-DLAM! Ouço algo primitivo, dentro de mim, gritar ainda mais. Minha sanidade parece estar se diluindo. Não penso. Fui treinado para situações como essas. Não preciso pensar, apenas reagir. O desejo de vingança me consome. BA-DLAM! Agora eu fui atingido. No meu peito. Não sei que feitiço usaram, mas me jogou para trás. BA-DLAM!BA-DLAM!BA-DLAM! – Aproveito o impulso e giro o corpo no ar enquanto continuo atirando. Não preciso nem mirar. Mas por via das dúvidas, explodo a cabeça deles. BA-DLAM! Só agora percebi que meu peito foi atingido. E percebi porque o meu sangue molhou minhas armas. BA-DLAM!BA-DLAM!BA-DLAM!BA-DLAM! – Acertaram-me mais uma vez, não, duas vezes seguidas. Ainda não sinto dor. Ou nem sei se sinto. Só ouço o grito das crianças e o rugido do monstro no meu peito clamando vidas de cães sem honra. BA-DLAM!BA-DLAM!BA-DLAM! Mesmo deitado e rolando, disparo de forma certeira. Como?
BA-DLAM!BA-DLAM! Uso essas armas há muitos anos. Sei como as usar. BA-DLAM!BA-DLAM!BA-DLAM!BA-DLAM! Não sinto dor quando me levanto. Meus ferimentos já estão praticamente curados. BA-DLAM! A adrenalina está tão grande que não sinto nada. Só sei que a cada disparo, um inimigo tomba morto. Ainda tem alguns tentando derrubar a roda gigante. Cães sem honra. Crianças não são combatentes. Não deveriam ser envolvidas em guerras! BA-DLAM! Movo a mão esquerda e com um disparo, explodo a cabeça do inimigo, que ainda insistia em derrubar a roda gigante. A Munição das Colt está acabando. Só trouxe dois carregadores extras. Uma de minhas armas ficou com a Rainha. Vou matar quantos puder! BA-DLAM! Mais uma criança acaba de morrer. Usaram o Avada nela. E eu não pude evitar. Vejo a morte, chegando para cumprir sua missão. Mentalizo uma pergunta a ela e ela me responde. Não gosto da resposta. Mas sei que ela não é a culpada. BA-DLAM! Mato mais um comensal. O outro, tentando ser esperto, pega uma criança de dois anos de idade e a coloca em sua frente, protegendo sua cabeça e peito, enquanto me aponta a varinha. Imbecil. Usar um inocente como escudo. Animal sem honra. Deixou os joelhos expostos. Que Amador! BA-DLAM! Explodo o joelho esquerdo do Comensal que cai berrando de dor. A mãe da criança a pega quando ela cai e corre desesperada para longe dali. Eu também. Eu continuo correndo. Direto até os inimigos. Não sei há quanto tempo estou lutando aqui. Em combate a sensação é de que o tempo pára. O que não é verdade. Encosto minha arma na cabeça do Comensal que tinha pego a criança como refém e disparo. CLICK! CLICK! Esse é o som das minhas Colt 40 descarregadas. Agora estou sem balas e usei todos os meus carregadores extras. Minhas outras armas não são práticas para um combate em meio a centenas de civis correndo. Impossível usar uma metralhadora. Bem, eu tenho uma arma perfeita para usar. É hora de chamar para a briga, a mais temível das armas. A Cortadora de Almas. Que os deuses tenham piedade das almas deles, pois eu não terei. O Comensal sorri e me aponta a varinha. Acerto seu queixo com o joelho e o coloco ao nocaute. Ele vai me servir vivo. Preciso de informações. Mas não agora. Agora é hora de continuar a luta. Tenho que me lembrar de pedir mais armas para Irgil. De preferência uma que a munição não acabe. Eu poderia usar minha aura, mas na frente de trouxas, acabaria violando o Sigilo. ******************************************************************************************* Londres – Parque de diversões – Helicóptero - 00:05 Hs. ******************************************************************************************* - Meu Deus, olha só para aquilo!!! – fala o repórter espantado enquanto aponta as câmeras para Gabriel que corria enquanto disparava suas duas armas ao mesmo tempo. – O cara parece... Meu Deus!!! Ele está atacando os homens que tentaram matar a Rainha! Quem será que é ele??? E a câmera focou, embora sem conseguir filmar o rosto, o ataque de Gabriel. Pela tv, ao vivo, para o mundo inteiro, todos viam ele atirar naqueles que tentavam derrubar a roda gigante que estava cheia de crianças. Viram-no disparar, geralmente na cabeça dos inimigos. Mas não conseguiam reconhecer o rosto. Só que ele atirava com uma precisão incrível. - Eu não sei quem é o cara. Mas a pontaria dele é ótima. – fala o piloto aumentando o zoom da câmera e filmando mais próximo, quando Gabriel apontava para um dos comensais com uma criança como refém. - Ho-ho! Situação de refém! – fala o repórter preocupado. – Ele vai ter que negociar. - Ótima negociação. – fala o piloto ao ver Gabriel explodir o joelho do comensal que urrou de dor e largou a criança. – Adorei o estilo de ele negociar. Praga! Ele foi cercado!! CADÊ O MALDITO APOIO DA POLÍCIA??? - pergunta o piloto furioso pegando seu transmissor e o regulando para falar em todos os canais. - Aqui é o Helicóptero FDR4527 BBC Londres. Esse é um Chamado de Emergência! Ataque num parque de diversões, á leste de Londres. Precisamos de ambulâncias. Existem feridos para todos os lados. Precisamos de apoio militar! Agora! Já!!! – berra ele no transmissor. - Acho que o apoio dele chegou. – fala o repórter apontando para Belle, Ewolin e Drakul que aparataram e se separaram no mesmo instante.
******************************************************************************************* Londres – Parque de diversões – 00:05 Hs. ******************************************************************************************* - Proteja a Rainha! – grita Drakul e Belle parte em direção a Rainha, enquanto Ewolin pega sua espada e ataca os comensais mais próximos. Drakul saltou e caiu em meio a um grupo de comensais que estavam tentando colocar fogo na pequena creche do parque. Eram oito comensais. Sem nenhuma arma, atacou com as mãos e os despedaçou, seguindo a seguir em direção aos demais Comensais que Ewolin encarava. - Abaixe-se! – grita Belle e pula sobre a Rainha que disparava sua última bala. Onde ela estava, três feitiços acertaram o chão. Rolando pelo chão com a Rainha abraçada a ele, Belle conseguiu esconder-se dentro de uma barraca de cachorro quente. - Mas quem diabos são eles? – pergunta a Rainha se levantando. - Comensais da Morte. – fala Belle sério. – Praga! Estou sem minhas armas! - E minha pistola está sem munição. – fala a Rainha lhe mostrando a arma. - A Sra. anda com uma Colt 40? – pergunta Belle surpreso. – Onde a esconde? - No sutiã, seu idiota. – responde a Rainha olhando para Belle e vendo que ele acreditava no que ela lhe falara. – Eu não ando armada. Peguei do Gabriel. E agora? – pergunta a Rainha. - Agora? Sem armas, sem munição? – pergunta Belle olhando ao redor e vendo o pequeno botijão de gás que alimentava o fogareiro onde o molho do cachorro quente fervia. – Agora a gente improvisa! – fala ele com um sorriso cruel nos lábios. Quando os primeiros dois comensais entraram correndo na barraca atrás da Rainha, Belle jogou sobre eles o molho fervente. Enquanto eles urravam de dor, Belle arrancou a ponta do fogareiro e sorriu para a Rainha. - Melhor ficar pronta! – fala Belle ao girar o fogareiro por sobre sua cabeça e atinge o terceiro comensal que caiu inconsciente, tão logo entrou na barraca. - Bom trabalho. – elogia a Rainha. – Pensou rápido. - Sabe como é. – fala Belle sorrindo ao receber um elogio da Rainha. – Pilotos são obrigados a pensar rápido o tempo todo. - O que faremos agora? – pergunta a Rainha olhando para fora da barraca e vendo Ewolin decepar a cabeça do último inimigo próximo dali enquanto Drakul arrancava a cabeça de outro comensal com suas garras. - Vamos conseguir informações. E eles vão nos dar o que queremos saber. – fala Belle pegando uma corda e amarrando os comensais inconscientes. Deixou-os parecendo salame. Em seguida, pegou a Rainha pela mão e puxou-a de volta a barraca. Estavam seguros ali.
*************************************************************************************** Hogwarts - Hemoteca – 00:06 Hs. ******************************************************************************************* A primeira imagem foi de homens encapuzados e vestidos de preto atacando um parque cheio de crianças com suas mães e pais. “Eu não sei quem são eles! Não dá pra saber!” - exclamava o repórter. Tudo estava muito confuso para os trouxas, porém para os Predadores que assistiam aquilo perturbados, sabiam muito bem de quais pessoas se tratavam. Logo após viu-se as imagens de feitiços disparados e alguém que corria para enfrentá-los com pistolas de alto padrão. Mas a imagem ainda estava longe de quem lutava contra os encapuzados, a preferência era focalizar os comensais que agora conseguiam matar algumas pessoas. O repórter continuou a falar e a gritar, sem entender o porquê das pessoas gritarem ao serem apontadas por algo pelos homens encapuzados. Claramente audíveis eram os pedidos desesperados do piloto, solicitando reforço. Hermione estava paralisada com as mãos no queixo. Snape franzia o cenho imaginando quem seria o “corajoso” suficiente para enfrentar aquele bando de alucinados somente com armamento trouxa. “Corajoso ou inconseqüente? Fico com o corajoso! Suicida também é um termo adequado.” - pensa Snape ao ver a imagem se aproximar do rapaz que corria atacando os comensais. - É... é o Gabriel. – fala Rony sério. – Mas que diabos... “É...é louco mesmo!” – pensou Snape agora levemente aborrecido com o acontecido. Gabriel, o ícone do mundo bruxo, estava exposto ao mundo todo. Estava verdadeiramente fora de si. Draco arregalou os olhos com espanto. Gina abraçou a si mesma percebendo a loucura que se instalaria agora na Terra. Harry cerrou os punhos num gesto de revolta. Ambos viam agora, feitiços sendo feitos. Sabiam que tudo agora estava revelado. Sabiam que o segredo do mundo bruxo fora descoberto. Os gritos do repórter no helicóptero não encobriam o barulho de seus corações que martelava a nova realidade. O mundo bruxo estava exposto. Toda uma vida. Todas as lutas para manter o segredo. Tudo fora por água abaixo. Uma nova realidade se formava. Uma outra possível guerra. Novas regras. Novas opiniões. Tudo se transformava a partir daquele momento. A dor se instalara nos bruxos do mundo todo que estivessem vendo. O medo, o repúdio nos olhos dos trouxas seria visto. Um inferno particular se concretizava em cada um nascido com o dom da magia. Agora só restava a preocupação e como solução, deixar o tempo passar. Neville encontrava-se boquiaberto, como se pronto pra gritar a pleno pulmões. E Simas aparentemente normal, sendo ele o primeiro a se levantar. Em um pulo os demais Predadores se postaram de pé, ao mesmo tempo em que Dumbledore entrou na Hemoteca. Ignorando o diretor, cada um fez um feitiço convocatório. Suas mochilas de combate viriam até eles. **************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:07 Hs. ******************************************************************************************* Os inimigos se acotovelam para me matar. Fazem um círculo ao meu redor e riem como hienas. São apenas cadáveres ambulantes. Apenas isso. A verdadeira Carnificina vai começar! Ouço as bravatas deles, me dizendo que serei morto. Ouço algo muito pior. Ouço, em minha mente, as risadas de Apollyon, divertindo-se com o que estou fazendo! Quando eu percebo, estou rindo, igual a ele. Os inimigos se dividiram. A maioria está ao meu redor. Alguns outros se espalharam pelo parque. Mas a maioria está ao meu redor. Não consigo parar de pensar numa música que Naya cantou uma vez, depois de um ataque a uma base inimiga. Ela sabia o que eu era capaz de fazer. Lembro que ela e as Fúrias estavam encurraladas sob fogo inimigo e eu as tirei de lá. Daí elas cantaram essa música no acampamento, como forma de me agradecer. Naya ria e dizia que quando eu estava furioso, exército nenhum do mundo me deteria. Ela estava certa. Estou furioso, agora!
Seven Nation Army – Exércitos das Sete Nações
I'm going to fight them off A seven nation army couldn't hold me back They're gonna rip it off Taking their time right behind my back And I'm talking to myself at night Because I can't forget Back and forth through my mind Behind a cigarrette.
Eu vou lutar contra eles Um exército dos 7 continentes não poderia me impedir Eles o farão na marra Ocupando seu tempo nas minhas costas E eu estou falando comigo a noite Porque eu não posso esquecer Vai e volta pela minha cabeça Atrás de um cigarro
São tolos e idiotas. Acham que não os matarei por que estou sem munição? Que idiotas. Eles me cercam. Sobraram muitos deles. Por pouco tempo. Mesmo assim, eles pararam de atacar as crianças e concentram seus ataques em mim. Como planejei. Eles sorriem de forma arrogante. Eu sorrio de volta enquanto saco a Cortadora de Almas. Eles pensam que me encurralaram. Tolos e estúpidos. Quando um deles me ataca, eu me movo para a esquerda e decepo a cabeça do primeiro comensal. A partir de agora, o tempo de vida deles, mede-se em minutos apenas. Nem dou atenção aos feitiços que me lançam. Eles não importam. Não conseguem me atingir, sem que atinjam seus colegas. A vantagem numérica nem sempre é uma ... “vantagem”! Se você estiver no meio deles, ela se torna uma “desvantagem”!
And the message coming from my eyes Says leave it alone. E a mensagem vindo de meus olhos Diz deixe para lá
São idiotas! Alguns homens precisam de armas para matar. Eu não. Eu sou uma Arma! Além disso, tenho a Cortadora em minhas mãos. Por que precisaria de outra arma?. Ouço a música em minha mente, enquanto ataco!
Don't want to hear about it Every single one's got a story to tell Everyone knows about it From the Queen of England to the hounds of hell And if I catch it coming back my way I'm gonna serve it to you And that ain't what you want to hear, But that's what I'll do.
Não quero ouvir sobre disso Cada um tem uma história para contar Todos sabem disso Desde Rainha da Inglaterra até os cães do inferno E se eu pegar isso vindo em minha direção Irei servir para você E não é isso que você quer ouvir, Mas é o que farei
São muitos inimigos. Estou lutando em meio a civis. Não posso atacar de qualquer maneira. Pergunto a espada se ela concorda que eu faça algo. Ela me alerta dos riscos. Eu não me importo. Não nessa situação. Ela se prepara para conter Apollyon. Enquanto eu... faço algo que nunca tentei antes. Eu nunca contei a ninguém, mas em algumas coisas Apollyon e eu, concordamos. Inimigos devem ser exterminados. Cães sem honra não devem viver. E, inocentes, quando feridos, devem ser vingados. O que estou fazendo agora?? Adivinha! Tento uma técnica toda especial no uso da espada. Infelizmente, é necessário. Ou faço isso, ou teremos dezenas de crianças mortas. A Cortadora me alerta dos riscos, mais uma vez. Eu entendo os riscos e os aceito. Sinto o mundo parar. Claro que ele não pára, realmente. É que estou usando uma técnica destinada a combates a curta distância. Criada por um gênio na arte da esgrima. Criada por um Japonês, no século VII. Ele era usuário da Cortadora. E bruxo também. Ela me ensinou. Fluidez de movimentos. Nada de movimentos desperdiçados. Sou como a água que se adapta, gira e circula, enquanto segue o caminho da menor resistência, para cumprir seus objetivos. Não existe necessidade de força, apenas técnica. É uma dança, basicamente. Mas estou mexendo levemente com o tempo também.
O criador da técnica chamou isso de “mover-se entre os segundos”. Basicamente, isso deixa minhas percepções alteradas ao máximo. De um segundo para outro, sinto todos os cheiros, todos os sabores, todos os olhares. Minha percepção se expande. Sinto a magia dos inimigos, vejo os movimentos que eles farão, décimos de segundos antes que eles os façam. Isso é fenomenal numa batalha. Só tem um inconveniente. Ela vai me deixar desgastado. Não de corpo e sim de mente. Vou ficar meio... maluco, por algum tempo. É que exige atenção total no uso da espada. E minhas percepções já eram alteradas, por causa da minha forma animaga. Meus sentidos vão a loucura. A dor virá em breve. Minha cabeça começa a latejar. Minha mente se rebela contra o esforço em manter tal técnica em funcionamento. Meu corpo começa a gritar contra o esforço de “ver/cheirar/sentir/ouvir/mover/atacar/respirar/pensar” ao mesmo tempo. Não me incomodo em sofrer um pouco. Pra mim, tanto faz, desde que eles morram sofrendo.
And the feeling coming from my bones Says find a home. E o sentimento vindo dos meus ossos Diz encontre um lar
Sim. É como uma dança. Eu me movo, giro, salto, rolo, e meu corpo interage com a espada. Nem ouço os gritos. Não existe nada mais para mim, além do suave som da música que ouço. Ainda existem inocentes ali. Um dos comensais pegou uma refém. Uma grávida. Ela não deve se ferida. Não penso. Apenas ataco. Enquanto ouço a música em minha mente. Meu corpo se move por instinto. Reajo a situações novas e deixo que elas me ensinem o que preciso aprender. Não me preocupo com nada. Não sinto nada. Já me atingiram com alguns feitiços e me derrubaram, mas sinceramente, nem sei o quanto estou ferido. Levanto-me e continuo a atacar. Sem parar. Estou dançando. A dança da Morte. E sou um ótimo dançarino.
I'm going to Wichita Far from this opera for evermore I'm gonna work the straw Make the sweat drip out of every pore And I'm bleeding, and I'm bleeding, and I'm bleeding Right before the Lord All the words are gonna bleed from me and I will think No more. Estou indo para Wichita Longe dessa ópera para sempre Estou indo carpir a palha Fazendo o suor pingar de cada poro E estou sangrando, e estou sangrando, e estou sangrando Bem atrás do Senhor Todas as palavras sangrarão de mim E não irei mais pensar.
Não concedo clemência. Não concedo misericórdia. Eles não merecem tal coisa. Atacaram crianças. Eles merecem apenas a morte. Sem pensar, apenas guiado por instintos incutidos em mim, eu continuo atacando. Continuo a dançar. A Morte dança ao meu lado. Sou o Consorte da Morte. A Espada apenas me acompanha. Eu e ela somos um só. Nada é mais importante do que isso. Somos um só. Durante o ataque, sou banhado por uma luz que vem do céu. Um vento forte, um som pesado e abafado. Será que meus reforços chegaram? YEHARGGGGGGGGG!!!! . Não. Esse não foi um grito meu. Esse grito foi do último inimigo, o qual eu rasguei o peito. Nem sequer me permito um sorriso ao ver o inimigo, que cai, tentando segurar suas tripas. Gesto inútil, é claro. Ele vai morrer em alguns segundos, em meio a fortes agonias. Foi assim que eu desejei.
And the stains coming from my blood Tell me go back home. E as manchas de meu sangue Me dizem para voltar para casa
Paro, de forma abrupta, o movimento da espada e olho ao meu redor. Deixei, em pedaços, ao meu redor, cerca de 60 inimigos mortos e despedaçados. A maior parte deles, sem a cabeça. Sinto a energia de Ewolin e Drakul, enquanto eles lutam, próximos dali. Sinto os pensamentos de Belle, enquanto ele esconde a Rainha em segurança. Meu corpo está cheio de cortes por feitiços. Sinto quando ele se restaura. O Universo me odeia. Profundamente. Meu corpo é praticamente imortal. Acho que nunca mais vou conseguir morrer. Olho para o comensal que tem a grávida como escudo. Sobrou somente ele vivo. Ele aponta a varinha para a cabeça da grávida. Ordena que eu solte minha espada. Eu respiro de forma acelerada. O sangue pulsa em meus ouvidos. Mal ouço o Comensal. Só escuto o monstro no meu peito rugir ordenando a morte do comensal. Mas sei que tenho que salvar a grávida. Ela não deve ser ferida. Ela carrega o bem mais precioso do universo. Uma vida. Uma criança. Eu rosno. Como um Tigre Dentes de Sabre, faminto. Ele se assusta. Eu olho para o comensal e rosno mais alto. Sinto o medo dele. E sinto o medo dela. Ele torna a ameaçar a grávida. Fala que vai matá-la se eu não soltar a espada. É a última coisa que ele terá. Sem demonstrar nada no rosto, solto a Cortadora que cai no chão. Tolo arrogante e confiante! Ele empurra a grávida para o lado. Não precisa mais dela como escudo. Ele me aponta a varinha. Eu avanço, como um animal enfurecido. Ele me atingiu com um Sectusempra no peito. Nem sinto. Ele me atinge com outro Sectusempra no braço, e nem percebo. O meu coração bombeia com força. A única coisa que ouço é meu coração batendo de forma alucinada e o “animal” no meu peito urrando furioso. Querendo vidas. Vou dar isso a ele. Vou dar todas as vidas a ele. Cães sem honra. Quando ele tenta novamente, eu já o peguei pela mão que segura a varinha. Esmago a mão que tinha a varinha e vejo ele urrar de dor ao ter seus ossos esmagados. Como que por encanto, o Beijo do Diabo vem para minha mão. O comensal se assusta. Ele grita. Ele implora clemência. Ele implora misericórdia e se diz inocente. Enfio o Beijo do Diabo em sua boca. Eu sorrio ao ver o olhar desesperado dele. Rio, com prazer. Vejo o olhar da grávida a menos de 3 metros de mim. Ela está assustada. Seus pensamentos transbordam e me atingem. Ela sente medo de mim. Fecho meus olhos. Bloqueio os pensamentos dela. Detono os dois canos do Beijo do Diabo ao mesmo tempo. Mesmo com os olhos fechados, o clarão dos disparos atinge meus olhos. O meu corpo e o de todos num raio de 20 metros é atingido por sangue e miolos. A cabeça do comensal deixou de existir. O corpo ainda se move. Dá dois passos, até cair. Morto. Eu rio. Não, não rio. Eu gargalho!!! Como um monstro sedento de sangue, eu gargalho querendo mais inimigos. O monstro no meu peito, uiva. Sem nem perceber, começo a uivar também!! Quero mais inimigos! Mais cães sem honra!!! Vejo á distância, alguns comensais fugirem de Ewolin e Drakul e aparatarem apavorados, depois de verem o que eu fiz com os amigos deles. Só agora é que percebo que a luz continua sobre mim. E o som também. O som e a luz vindos do alto? Um helicóptero trouxa. Equipes de TV, provavelmente. Estou exposto. Fui filmado enquanto luto. A menos de três metros de mim, um repórter me filma, com uma câmera no ombro. Sinceramente? Não dou à mínima. Estou cansado de lutar e nada mudar. Sei que virão atrás de mim. Para me prender. A principal lei do mundo bruxo, foi violada. O Sigilo! Ele foi violado. Serei culpado, é claro. Não dou à mínima. Talvez seja hora de mudar meus planos. Os trouxas agora sabem sobre mim. Saberão em breve sobre o Mundo Mágico. Penso um pouco e descubro que esse era o objetivo do ataque! Tom quer espalhar o medo. Se ele quer jogar assim, então vamos jogar assim. Vamos ver quem coloca mais medo!! Penso um pouco e mudo meus planos. Vou fazer as coisas andarem como eu quero. Foda-se o resto do mundo. Decido chutar o balde e criar minhas regras!! Vou jogar sujo! Ao Estilo da Resistência!! Estendo a mão e ajudo a grávida a se levantar. Ela me olha, assustada comigo, e parte em direção á saída do parque. Nem sequer um ‘muito obrigado por salvar minha vida!’ Por isso esse mundo está uma merda!!! Esquecemos as boas maneiras. Recarrego o Beijo do Diabo e o guardo na mochila. Eu odeio esse mundo!!! ******************************************************************************************* Londres – Parque de diversões – Helicóptero - 00:07 Hs. ******************************************************************************************* - Eu nunca vi nada tão lindo. – fala o repórter vendo Gabriel lutar com a espada. – Ele parece... estar dançando. - Lindo. – fala o piloto manobrando o helicóptero para se aproximar mais. – E absolutamente mortal. - O que será que são aqueles feixes coloridos que eles lançam no cara? – pergunta o repórter ao ver Gabriel rolar e se desviar enquanto matava os comensais. - Não faço idéia. Mas devem doer bastante. – comenta o piloto. Eles viram Gabriel usar a espada, arrancando cabeças e, às vezes, pegando um dos inimigos pelo pescoço, os usando como escudos humanos enquanto atacava os mais próximos. Viam que ele parecia desaparecer e reaparecer, de tempos em tempos, como se sumisse e voltasse. Um olhar mais apurado, notaria que ele se movia entre os próprios inimigos, os fatiando sem perdão. Eles perceberam quando alguns feixes coloridos o atingiram, reduzindo um pouco sua velocidade, mas não seu ímpeto. Ele caiu, mas rolou, e voltou a atacar, mesmo caído, decepando as pernas dos atacantes que caíam enquanto ele levantava-se e tornava a atacar. Por uma fração de segundo, ele voltou seu olhar para o céu, quando foi atingido pelo holofote do helicóptero. A câmera captou seu rosto, deixando-o reconhecível. Mas ele, sem parar o movimento, acabou por decepar o pescoço de outro inimigo. E de outro. E de outro. E de outro. Sem parar. Parecia um demônio, em meio a inimigos que tombavam enquanto gritavam e disparavam feitiços. - Pouse. – ordena o repórter pegando uma pequena câmera e a colocando no ombro. – Quero filmar do solo. Quero falar com aquele que está trucidando os que matam crianças!!! **************************************************************************************** Hogwarts - Hemoteca – 00:07 Hs. **************************************************************************************** - Para onde vão? – indaga Dumbledore curioso. - Ajudar Gabriel! – grita Hermione enquanto pega sua mochila e começa a vestir o uniforme de combate, igual ao que usaram no ataque quando resgataram Nita. - Vocês não podem sair da escola sem a minha autorização. – fala Dumbledore sem entender nada. - Pouco me importa, diretor. – falava Hermione cerrando os dentes. – Se quiser me deter, é melhor se preparar para lutar. - Mas eu não admito... – fala Dumbledore ofendido. - Perdoe diretor... – Snape corta Dumbledore – O senhor viu o noticiário? - Hein? Algum problema? – pergunta o diretor sem se deixar abalar pelo olhar de Snape. Sem querer perder tempo, Harry virou a cabeça de Dumbledore para que ele olhasse para a televisão, enquanto os demais Predadores terminavam de vestir os trajes e checavam suas armas. - Andem logo! - grita Draco pegando suas armas. - Temos que ir pra lá! - Precisamos de um plano. – fala Harry mais calmo um pouco. - Vamos trucidar os Comensais!!! – fala Hermione friamente enquanto verifica a munição de sua pistola. – Esse é o plano! - Parece um bom plano pra mim. – fala Narcisa ao terminar de checar sua arma. - Andem logo!!! Vocês dois parecem aurores! – reclama Draco irritado com a demora de Rony e Simas que estavam terminando de colocar os uniformes. O resto dos Predadores já se encontrava na porta, todos devidamente armados. Dumbledore ia gritar, mas não houve tempo. Ele assustou-se com o que viu no televisor. Seu olhar de espanto saiu da notícia e pousou no rosto de Snape. - Vão! – grita Dumbledore – Eu irei logo atrás, preciso chamar Moddy e Lupin. O Sigilo foi Violado! - Ele vem logo atrás? – pergunta Rony incrédulo enquanto corriam em direção aos Portões de Hogwarts, impacientes por não poderem aparatar dali mesmo. Estavam quase lá, quando Dumbledore saiu do castelo com Moddy, Lupin e Tonks atrás de si. – Quando? Depois que a luta acabar? - Não acredito que esse velho gagá, vai pra lá ajudar! – resmunga Neville. - Não Neville. Nem eu. – concorda Draco. - Não se preocupem. Não vou deixá-lo atrapalhar o nosso serviço e o de Gabriel. – afirma Harry. - Nem eu vou deixar. – emendava Simas – Estarei de olho nele. - Talvez ele ajude. – contraria Gina levando todos a revirarem os olhos de incredulidade. – Tudo bem, desculpe! Esqueci de quem eu estava falando! **************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:08 Hs. ****************************************************************************************** Sons de aparatação. Mais inimigos??? Ah! São os aurores que estão chegando. Atrasados, como sempre. Não tem mais nenhum inimigo vivo. Os malditos covardes partiram, depois de fazerem o que vieram fazer. Olho ao meu redor. Está cheio de corpos de inimigos mortos. Alguns deles despedaçados. Guardo a espada. Vejo a destruição causada pelo ataque. O local onde estou, está cheio de corpos. Alguns deles, de crianças inocentes. Sinto um... “calor” por dentro de mim. É o urro de um animal feroz, me cobrando por não ter protegido todos os inocentes. Foi aí que vi uma das crianças atacadas. Ela ainda está viva. Ela me olhava e com o olhar, me pedia ajuda, enquanto vomita uma golfada de sangue.. Corro até ela e me ajoelho ao seu lado. Pego-a no colo. O sangue que ela derrama pela boca, mancha o que resta de minhas roupas já destruídas pelos inimigos. Seguro a mão dela enquanto analiso seus ferimentos. Ela foi atingida por um Internum Sempra ou algo parecido. Está vomitando sangue. Já existe uma poça de sangue ao seu redor. Ela está morrendo. Sinto que a criança vai morrer. Não há nada a ser feito por ela. Não existe magia, remédio, ou qualquer outra coisa que possa ser feito por ela. Minha ajuda chegou, para ela, tarde demais. Ela vai morrer em alguns segundos. Sinto o medo dela, em sua mente. Em desespero ela aperta minha mão e formula uma pergunta em sua mente. "Eu vou ver Deus?" Eu não sei o que dizer. Não sei a resposta a isso. Mas digo que "sim". É só mais uma mentira, digo para mim mesmo. Afinal, já contei tantas. Não serei condenado por mentir para ela também, serei? Não creio que exista 'deus'. Minha maior prova? Eu mesmo! “Ele” jamais permitiria que alguém como eu existisse. Eu sou algo... inaceitável para qualquer situação. Eu sou uma Aberração da Natureza! Como eu existo, ele não deve existir. Lógica pura. Mas minto para a criança. Embora eu seja um demônio... bem, talvez exista ‘deus’. Será que se eu o enfurecer, ele me destrói?? Será? Bem, já usei o Cântico de Extermínio e ele não fez nada. Hummmm... Talvez ele tenha feito. Me mantém vivo. Para me castigar. É, deve ser isso. Sofrimento eterno! Vivo! Que senso de humor ele tem. Ironicamente satânico, em minha opinião. Minha mente está divagando. Ainda não voltou ao normal. O desgaste foi maior do que imaginei. Estou ficando... louco.
****************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:09 Hs. ****************************************************************************************** - Estou na frente dele. – fala o repórter baixinho, a menos de dois metros de distância, filmando Gabriel que, ajoelhado, tinha uma criança morta nos braços enquanto chorava e murmurava desculpas. – Eu... vou tentar falar com ele. - Não faça isso. – alerta o piloto do helicóptero pelo rádio. – Deixe-o em paz. Ele está alterado demais. Se falar com ele agora, ele te ataca.
**************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:10 Hs. ****************************************************************************************** Vejo a vida da criança apagar-se lentamente. Como uma vela cujo ar acabou. Murmuro um pedido de desculpas. Por fim, só me resta fechar os olhos dela. O nome dela? Eu não sei. Só sei que morreu por minha culpa. Mais um inocente morto porque não consegui a proteger. Ela está morta agora. Vejo a Morte chegar e pegar na mão da criança que a acompanha, sorrindo, sem entender direito o que acontecia. Eu me lembro da morte de Apolo . Como eu chorei aquele dia. Quis destruir tudo. Quis incendiar o mundo com o meu sofrimento. Mas consegui me controlar. Eu tinha algo em que me apoiar para manter a lucidez. Eu tinha Hermione. E agora? O que eu tenho? O que me impede? As ordens de Hades? Será o suficiente para mim, agora? Minha mente está divagando enquanto tenta se recompor. Acontecimentos voltam para me assombrar. Lembro da minha conversa com Hermione. Do que ela me falou. “A verdade é que você não passa de um viciado em adrenalina. Um viciado em combates. Você nunca sente nada pelos outros, porque você só sente prazer destruindo!!!” Hermione me falou isso. E quer saber... acho que é verdade!! Só tenho minha missão, mais nada! Não estou pensando direito. Sinto o cheiro do sangue da criança em meu corpo. A vontade de exterminar a tudo aumenta. Procuro mantê-la sob controle. Nem sei por quê. EU QUERO MATAR TODO MUNDO!!! Mas... não estou pensando direito. Tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Existe um limite para o que minha mente consegue “processar”. O uso da técnica com a espada... me enfraqueceu mentalmente. Sinto-me cada vez mais confuso. Meus sentidos entram e saem de foco, enquanto minha mente... está... entorpecida. “Você é só uma máquina de matar! Só espalha destruição e dor. Só isso!” Hermione estava certa. Realmente. Sou uma máquina de destruição. Estranho. Apollyon não se rebelou, ainda. Acho que ele também está assustado com o que estou fazendo. O meu maior inimigo, sou eu mesmo. Eu sinto medo de mim mesmo. Irônico, não é mesmo? Estou divagando. Não penso direito. Não consigo me concentrar. Tem alguém me filmando. Enquanto eu seguro o corpo da criança e choro sem entender por que sofro tanto. Alguém toca em meu ombro. De leve. Não me importo. Aconteceu algo abominável. Inocentes foram feridos. Crianças inocentes morreram. Algo dentro de mim desperta novamente! Furioso! Exigindo vingança. Só consigo me lembrar de Apolo, morto em meus braços. Ignoro os chamados da espada pedindo calma. No momento, eu também exijo vingança. Minha mente ainda está afetada pelo combate. Estou balançando a criança, em meus braços, como se fosse um nenê que dorme. Eu fico cantando pra ela enquanto choro. Mas ela não me responde. Eu peço desculpas a ela, mas ela não me responde. Sei que ela está morta, mas não consigo soltar seu corpo. Não consigo. Não consigo. Minha mente está se fragmentando em tantos pensamentos diferentes que não consigo acompanhar. Será isso a loucura? É isso que é ficar louco? Não estou pensando direito. Tem muita coisa acontecendo. Só agora percebo que existem ambulâncias trouxas se aproximando com suas sirenes em altos brados. Vejo, ali perto, quatro policiais prendendo o comensal que nocauteei. Os demais comensais? Fugiram! Mas... para onde eles fugiram? Eles acham que vão escapar impunes??? Tolos e idiotas. Thanatos quer vingança. Azrael exige sangue. E eu... eu quero fazê-los sofrer!! Tem um policial trouxa falando comigo, já faz algum tempo. Descubro que ele me pede se estou ferido. Ah, entendi. Ele acha que estou ferido. Afinal, estou coberto de sangue. Só que não é só meu sangue. Dos inimigos, basicamente. Deito a criança, lentamente no solo e tento entender a confusão de sons ao meu redor. Beijo a testa da criança e peço desculpas por ter falhado. Minha mente ainda está “processando” o combate. Ainda não me recuperei. Assim como os vampiros que levam horas para se acalmar, depois de uma briga dessas, eu também levo. O desgaste com o uso da espada, foi grande. As coisas parecem entrar e sair de foco em minha mente. Os sons voltam aos poucos. Mas minha mente trabalha de forma alucinada, já tentando me deixar “pronto” para a próxima. Sei que vou levar alguns minutos até me recompor mentalmente. Será que vou me recompor? Mas ouço os gritos dos inocentes feridos no ataque. Ouço o barulho de mais alguns aurores aparatando ali. Tudo é inútil. Como sempre, eles chegaram tarde demais. Nada faz sentido, exceto o desejo que me queima por dentro. O desejo de vingança! Ignoro o policial que fala comigo e depois de me levantar, caminho em direção ao único comensal vivo que capturei. Os policiais trouxas estão prendendo-o. Eles o algemaram e cuidaram do ferimento no joelho. Querem fazer ele ir a julgamento.Vejo na mente do policial que o julgamento dele será memorável. Julgamento? Ele matou crianças inocentes. Ele será julgado por mim mesmo. Agora! Exijo vingança! Mas antes, quero informações. Quero saber para onde os amigos dele fugiram!!! Entro no meio dos policiais e agarro o Comensal pela garganta, erguendo-o no ar, sem esforço. Pergunto a ele onde eles se esconderam. Ele sabe o que eu desejo. Mas se recusa a me dizer. Por fim, ele cospe em mim. Não me importo. Percebo quando vou, lentamente, esmagando a traquéia do comensal. Dois policiais jogam-se contra mim, tentando impedir que eu mate o comensal. Querem julgá-lo. Segundo as leis deles. Besteira. Ele será julgado perante minha lei! Cães sem Honra não merecem viver!! Mais policiais jogam-se sobre mim. São em maior número, agora. Não importa. Nem mesmo Hades conseguiria me deter, agora. Os policiais trouxas tentam, assim mesmo. Eles sabem o que eu estou fazendo. Justiça. Sinto luzes apontando para mim. Sinto... calor. Sinto o desejo de vingança crescendo dentro de mim. Uma... vontade incontrolável de destruir tudo ao meu redor aumenta. Lembro da criança que acaba de morrer e forço a mente do comensal, o fazendo urrar de dor. Ele tem defesas mentais. Não me importo. Descubro o que quero. Sei onde eles se esconderam agora. Frito o cérebro dele, sem dó, nem piedade, mas antes, faço ele experimentar a agonia da criança que morreu em meus braços. Por fim, quebro o pescoço dele. SNAP! O som é seco. Lembra uma chicotada. Acabo de me lembrar de Belatriz. Minha mente está divagando. Eu... a matei, não matei? Acho que matei. Não lembro direito. O comensal cai, morto, quando eu o solto. Meu olhar para seu cadáver, diz exatamente o que eu penso sobre ele e seus “amigos”. Não passam de excremento em forma humana. Animais raivosos. Todos os que atacaram hoje, serão mortos. Não haverá piedade. Minha mente divaga. Ainda não estou “normal”. Pareço estar caminhando na beirada de um abismo sem fim. Acho que estou ficando louco. Não me importo. Quero vingança. Sei onde aqueles animais se esconderam. Agora noto que tem oito policiais sobre mim, tentando com seu peso combinado, me derrubarem. Eu nem tinha percebido. São como moscas, tentando derrubar um Falcão. Inútil. Expando minha aura e jogo-os para longe. Caíram no chão. Eles não estão feridos. Apenas no orgulho. Só então percebo o que estava acontecendo. Eu tinha quebrado o pescoço de um homem, em frente às câmeras de TV, ao vivo, para toda a Inglaterra. Será que Hades irá ver isso? Será que ele verá o que me tornei? Será que ele ficará... orgulhoso de mim? É provável. Sou exatamente o que ele me treinou para ser. Uma máquina de combate. Eficiente. Sem sentimentos. Frio. Insensível! Sou o produto final de anos de treinamento com um único objetivo. Destruir Inimigos. Hades me treinou. Agradeço a todos os deuses (se é que existem) por ter tido um amigo como ele. O único que jamais me traiu. Infelizmente a missão deixou de ser secreta. Não pude cumprir as ordens originais dele. Tive que improvisar. Maldita sejam as ordens de usar uma porcaria de varinha. Tudo deu errado a partir daquele ponto. Tudo! O mais estranho é que não me importo mais. Essa missão já deixou de ser secreta há muito tempo. Expando minhas asas e eles olham surpresos para mim. Um deles aponta para mim e me chama de "Anjo". Sinto vontade de rir dele. Não sou um anjo. Um anjo! Apolo sim é um anjo. Eu sou o contrário disso. Sou um demônio. Vejo a Rainha chegando, junto com Belle. Pelo menos ambos estão bem, sem ferimentos. Eu... converso com a Rainha, mas minha mente não registra o que eu respondi a ela. Só ouço um monstro urrando dentro do meu peito, exigindo vingança pelos inocentes. Flexiono minhas pernas e decolo pensando nas ironias da vida.
****************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:10 Hs. ****************************************************************************************** - Gabriel, você está bem? – pergunta a Rainha chegando junto com Belle. - Estou perfeitamente funcional, Rainha. Pronto para continuar a combater. – responde Gabriel frio como uma máquina enquanto projeta suas asas. – Não estou ferido. Não preciso ser retirado da Linha de Frente. Não necessito de atendimento médico. Ainda posso lutar. - Para onde vai, Gabriel? - pergunta a Rainha espantada ao ver que ele projetou suas asas. - Caçar, minha senhora. - fala Gabriel friamente. - Vou caçar e matar cada um deles. Ninguém mata crianças inocentes na minha frente e sobrevive para contar. Vou matar cada um deles!!! Todos eles, minha senhora. - Espere! – chama a Rainha, mas Gabriel já havia decolado. - Venha, minha Rainha. – fala Belle a puxando para o lado e a afastando dali, ignorando o câmera/repórter que queria entrevistar a Rainha. - O que deu nele? O que deu em Gabriel? Ele parece... um bloco de gelo. O que aconteceu com ele? – pergunta a Rainha enquanto era levada por Belle de volta até onde os três comensais estavam amarrados. - Loucura de Combate. – fala Belle sério. – Ele ainda está ‘ligado’ no combate. Já vi acontecer antes. É normal entre guerreiros. Venha. Vamos pegar aqueles três bruxos e conseguir algumas informações. - E eles vão falar? – pergunta a Rainha curiosa. - Ah, vão sim!!! Vou chamar Irgil. Com os contatos que ele tem, eles vão contar tudo o que quero saber. – fala Belle fechando seus punhos até ficarem brancos. – Eles vão me contar tudo o que quero saber. Pode ter certeza disso!!! E eu vou requisitar as imagens das câmeras de segurança do parque. Se um desses animais matou uma criança, eu pessoalmente vou puxar a corda que vai enforcar esses animais. - Esses animais não ficarão impunes. – fala a Rainha séria. – Vou garantir a forca para eles!! - Por isso que eu amo a Senhora. – fala Belle rindo. - Eu também gosto de você, Belle. – fala a Rainha sorrindo. – Ah... Se eu fosse uns 40 anos mais nova, você não me escapava!!! “Eita!” – pensa Belle sorrindo divertido enquanto chamava alguns policiais e ordenava o transporte dos bruxos amarrados. Em seguida, pegou seu celular e ligou para Irgil, contando o que houve. Irgil disse que iria resolver tudo. **************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:10 Hs. ***************************************************************************************** Ao chegaram ao local de ataque, os Predadores olham ao redor e só enxergam os corpos das vítimas. O ataque tinha terminado. Agora era a pior hora. Separar os vivos dos mortos. Snape observava o corpo de uma criança ser levado para perto dos pais e sentiu uma tristeza e aversão aos seguidores de Voldemort. Ficou imaginando que essa criança poderia facilmente ser Nita. “Graças a Merlin jamais matei ninguém como comensal. Jamais!” – pensa Snape apavorado com o que via. “Como Lúcio participou de um grupo desses?” – pensa Narcisa indignada. – “Assassinos de crianças!” “Como é que eu pensei em fazer parte de uma loucura dessas, quando criança??? Como diabos sequer cogitei a hipótese de seguir os passos de Lucio?” – pergunta-se Draco triste. “Isso é um absurdo!” – pensa Harry vendo os trouxas gritarem de dor. - “Uma loucura sem tamanho. Só pode ser isso que explique o que vejo! Loucura!!” Avistaram Gabriel ao longe abrir suas asas e partir de encontro ao céu. Todos estavam espantados por terem chegado ao parque quando tudo já havia terminado e agora Gabriel saía voando sem nem se incomodar com a filmagem da sua forma Animaga. - Para onde ele vai? – pergunta Hermione preocupada. - Provavelmente caçar! – responde Draco. – Precisamos ajudar os feridos. - Espalhem-se. – fala Harry sério. – Tentem ajudar os feridos. Andem!
**************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:11 Hs. ******************************************************************************************* Não consigo me concentrar. Coisas demais para pensar. Preciso de algum tempo. Os trouxas acreditam em cada coisa. Só quando eu estou voando é que eu percebo. Acabei de revelar minha forma Animaga. Para o mundo inteiro. Isso não importa mais. Nada mais me importa. Ouço o som de helicópteros atrás de mim. Um deles usa um megafone. Exige que eu pouse. Apenas sorrio cansado. Eles nunca aprendem? Concentro minha mente e me preparo para aparatar. Já sei onde ficam os pontos de encontro para onde eles se dirigiram. Onde eles se esconderam. Conheço um dos locais. Sei o que é produzido naquele local. Sei o quanto aquilo é perigoso, quando exposto ao fogo. E fogo, é o que me corrói por dentro agora. Fogo da vingança. Azrael quer sangue e mortes. Darei isso a ele. Ou a mim. Não estou pensando direito. Só consigo ver o rosto das crianças mortas. Ouço, enquanto vôo, o som do helicóptero trouxa me seguindo. Idiotas. Eles não entendem. Serei caçado, agora, pelos trouxas. Isso não me importa. Nada mais me importa, além da vingança. Matei muitos comensais. E eles mataram crianças. Eu sou Thanatos. Exijo, para mim mesmo, Vingança. Vingança pelos inocentes mortos por cães sem honra!!! Concentro minha mente. Preparo-me para aparatar. Agora são três helicópteros atrás de mim. Eles acham que podem me deter? Eu sou o Anjo da Morte. Não há nada, hoje, que não seja minha vingança. Os culpados devem pagar. Eu sou o Espírito da Morte. Eu terei minha vingança. Aparato! **************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:10 Hs. ****************************************************************************************** - Que droga! – reclama Dumbledore aparatando junto com Moddy, Lupin e Tonks. – Achem Gabriel e o tragam aqui. Agora!!! - Fiquem de olhos abertos. – fala Draco sério apenas para que os Predadores o ouvissem. – Tentem achar Gabriel e o tirar daqui antes que Dumbledore o encontre. Ou essa confusão vai aumentar muito.
**************************************************************************************** Portugal – Cidade de Sines - cidade portuguesa no Distrito de Setúbal, região do Alentejo e sub-região do Alentejo Litoral, com cerca de 12.500 habitantes. Ponto de Encontro 1 ****************************************************************************************** Acabo de chegar. Agora estou pensando em como os trouxas devem estar tentando me localizar nos céus de Londres. Rio sozinho. Estou em outro continente, agora. Estou em Portugal. Aqui é um dos pontos de fuga deles. Alguns deles estão aqui. Sei porque foi isso que descobri na mente do comensal que quebrei o pescoço. Abaixo de mim, uma pequena cidade portuguesa. A cidade de Sines. Fica na Costa Portuguesa. Ela não é meu alvo. Não. Meu alvo é uma refinaria de petróleo. Voando alto, não sou percebido pelos meus inimigos. Eles nem sabem que estou aqui. Abaixo de mim, próximo a gigantescos tanques de petróleo e gás já refinados, há uma reunião. Rastreio passivamente e descubro quase 100 comensais ali. Meus olhos os enxergam, parados num lugar semi-abandonado da refinaria. Estão longe dos tanques principais. Estão parados, ao lado de um tanque de gás. É um tanque imenso, contendo quantidades incríveis de combustível que o mundo trouxa consome diariamente. Os comensais se concentraram ali, antes de voltar as suas vidinhas miseráveis. Ou até receberem novas ordens de seu líder. Isso não me interessa. Não devo matar o Tom. Isso está claro nos Protocolos da Missão. Mas nada nos Protocolos me impede de matar todos os comensais que eu encontrar. Tem um idiota lá embaixo que está fumando. Rio baixinho. Estúpido! Não se deve fumar perto de lugares com combustíveis. Penso em descer lá e matar com minhas mãos, todos eles. Um por um. Mas a verdade é que muitos deles conseguiriam escapar. Por isso sou mais drástico. Ainda voando alto, concentro minha mente e rompo uma pequena tubulação de gás, na base do tanque semi-abandonado. O tanque começa a vazar gás. O gás se espalha rapidamente. Os comensais continuam a discutir, sem se importarem com o leve cheiro do gás escapando. Concentro-me no cigarro que o comensal fuma. Sou um Elemental do Fogo. Rio ainda mais ao perceber que a pequena brasa do cigarro atende meu chamado. Ele aceita meu comando. Ela se inflama. Uma pequena chama. Inferior a que um fósforo criaria. Mas é suficiente. Ela alcança o gás. A explosão é inevitável. Um pequeno sol, nasce, no solo. O impacto da explosão é tão grande e forte que sou jogado longe, para o alto. A fumaça e a fuligem atingem meu corpo. Sou jogado muito alto. Quando consigo controlar meu corpo, vejo que uma parte do depósito da refinaria não existe mais. Comando o fogo e peço a ele que se apague. Não desejo que ele destrua a refinaria. Ele me atende, ainda que aparente não gostar muito. O fogo se apaga. No fim de tudo, foi apenas um depósito de gás que explodiu. Espero que o povo Português me perdoe por ter destruído aquele tanque. O som da explosão dispara alarmes na cidade próxima. Quando os bombeiros chegarem, vão descobrir, surpresos, os corpos de 100 comensais. Os que ainda estiverem inteiros, estarão queimados. Será impossível identificar quais são. Eu sinceramente não me importo em identificar os corpos. São inimigos. Eles não deveriam ter atacado crianças. Isso é inaceitável. O “animal” em meu peito ainda não está satisfeito. Sinto que a vingança ainda não foi consumada. Sei que ainda existem culpados que devem pagar. Hora de partir para o segundo ‘ponto de encontro’ deles. Concentro minha mente e aparato perto de uma cidade francesa. Pouso em silêncio em meio a uma pequena floresta. Um casarão antigo. Uma mansão. Rastreio por alguns segundos e encontro-os. No porão da casa. São 54 comensais. Eles estão apavorados. Alguns deles estavam no ataque e fugiram pra cá. Agora, eles contam aos outros, o que eu fiz. Sorrio baixinho ao pegar em minha mochila, uma M4A1 AEG. Irgil conseguiu para mim. Jamais usei uma dessas antes. Mas o funcionamento é igual a todas as armas. Parte de onde saem as balas apontadas para o inimigo. Gatilho a ser pressionado. É igual a todas as armas. Vidas a serem reclamadas. Inimigos a serem exterminados. Baratas que devem ser esmagadas. Aqui eu posso usar armas a vontade. Não existem inocentes aqui. Apenas culpados. Sinto o animal em meu peito rugir com violência, exigindo vingança. Estou pronto para dar isso a ele. Eles estão prestes a descobrir o que acontece com quem mata crianças. Vou apresentar a eles... Thanatos!
**************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:10 Hs. ****************************************************************************************** - Isso está uma loucura completa. – fala Quim sério para o Ministro Bruxo. - Alguma chance de ocultarmos isso? – pergunta o Ministro sério. - Como? Tudo foi filmado e visto, ao vivo, pelo mundo trouxa todo. Fomos expostos! – reclama Quim. - Paciência. – fala o Ministro sério. – Pelo menos, as baixas entre os trouxas parecem ter sido poucas. - Paciência? – pergunta Dumbledore chegando agora. – O Sigilo foi quebrado! Estamos expostos!!! - Não podemos fazer mais nada quanto a isso. – fala o Ministro sério. – Vamos ter dias duros pela frente. Mas isso pode ser resolvido depois. - Senhor? – chama um auror chegando agora. - O que foi? – pergunta o Ministro sério o encarando. - Relação das baixas. – fala o auror cansado. – 5 crianças mortas. 7 adultos. 212 feridos. 95 comensais mortos. A maior parte deles, despedaçados por uma espada. Outros, pelo menos uns 40, abatidos por armas trouxas. - Mérlin. – fala o Ministro Bruxo baixinho. - Senhor? – chama outro auror chegando agora e lhe entregando um pergaminho. - O que aconteceu? – pergunta Dumbledore. - O Conselho Internacional da Magia se pronunciou. Gabriel deve ser preso e levado a Julgamento. – fala o Ministro sério após ler o pergaminho. – Quim, coloque os aurores para procurá-lo. - Agora sim, a encrenca aumentou. – fala Quim preocupado em como prender Gabriel. - E Quim? – chama o ministro da magia em voz baixa o afastando dos outros. - Sim? – responde Quim. - Não tenha muita pressa, se é que me entende. – fala o ministro sério apenas para que Quim o ouvisse. - Devo deixá-lo fugir? – pergunta Quim curioso. - Não. Mas não aconselho que o prenda logo. Deixe ele se acalmar. Deve existir uma explicação para isso tudo. Dê um tempo a ele, entendeu? – pergunta o ministro. - Sim, senhor. – responde Quim. – Vou cumprir essa ordem apenas amanhã. - Sabia que você ia entender. – fala o ministro bruxo sorrindo cansado.
**************************************************************************************** França - Ponto de Encontro 2 – Um casarão antigo. ****************************************************************************************** Invado a casa em silêncio. Desço pela porta que conduz ao porão. Em minha frente, uma última porta. Eu a chuto com raiva e ela cai para dentro do porão, fazendo um barulho que alerta os comensais. Sinto os pensamentos deles. Estão apavorados. Não sabem como eu descobri este local. Eles olham para mim, e vêem a Morte. Estão certos, pois é exatamente isso que sou agora. Eu me pergunto o que eles imaginam que vão conseguir, apoiando o Tom, enquanto olho para os comensais que me encaram assustados. O que será que eles pensam em conseguir com essa besteira de apoio ao Tom? - Quem é ele?? – pergunta um dos comensais apavorado sem me reconhecer. Acho que é por que meu corpo está sujo de fumaça, fuligem e sangue. Devo estar irreconhecível. Pensando bem...Acho que vou usar um crachá. “Gabriel, o Assassino!” Ou então, pegar algumas caveiras de comensais e usar no cinto. Se eu usar um sobretudo preto... daria um bom destaque, não daria? É, acho que a segunda opção é melhor. Não estou pensando direito. Minha mente fica vagando enquanto os comensais me olham, ainda assustados. - Matem-no!!! - berra outro comensal apontando sua varinha para mim. Eu o olho, surpreso, ao ver que ele me apontava a varinha ao contrário. Idiota! Não sei o que eles esperavam conseguir com essa guerra absurda, mas ao matar crianças, eles conseguiram assinar sua sentença de morte.
Aponto minha M4A1 AEG e abro fogo contra os comensais que tentavam se proteger. Ouço o som dos disparos inundando o porão, onde os comensais caíam literalmente em pedaços. Ouço o barulho dos cartuchos sendo ejetados pela metralhadora, caindo de encontro ao solo de cimento. Sinto o cheiro da pólvora inundando meus pulmões. Sinto o tranco da metralhadora em meus braços. Vejo o clarão que a arma produz a cada disparo. Vejo os corpos deles caindo, em pedaços, retalhados pelas balas. Ouço os gritos de dor e desespero que eles emitem ao serem estraçalhados pelas balas. Mas só consigo ver os corpos das crianças mortas. Tinha 54 inimigos vivos aqui. A M4A1 AEG, em fogo contínuo, dispara mais de 450 cartuchos por minuto. Não levei tanto tempo assim para matar todos deles. Todos, menos 1. Respiro profundamente e após guardar minha arma na mochila em minhas costas, aproximo-me dele. Quero-o vivo. É um dos que não esteve no ataque. Ele será o mensageiro. Mas não preciso falar para que ele entenda o recado. Ele entenderá sem que eu nem mesmo fale. Ele me olha, apavorado. Eu rio. De forma cruel. Rio ainda mais ao ver que o pavor dele aumenta. Libero minha aura. Ela está negra. Não me importo. Mudei minha freqüência meia dúzia de vezes, nos últimos 10 minutos. Não serei identificado. Daí, uso minha aura. Com força. Começo a gritar, com raiva, enquanto minha aura “pega” as fundações da casa. Um furacão de energia e poder começa a erguer a casa, pelas fundações. O comensal me olha, chorando como uma criança com medo do bicho papão. Ele urinou nas calças. Eu começo a gargalhar ao aumentar minha aura e arrancar a casa do solo. Pareço um tornado. Já vi um deles, uma vez. São incontroláveis. Assim como eu. Rio. Não. Gargalho!! Noto que estou perdendo o foco e simplesmente lanço a casa para o ar. O Porão da casa ficou ao ar livre. Olho para o comensal que nem pisca. Aproximo-me dele. Ele nem se mexe. Parece que eu usei um Petrificus Totallus nele. Toco em sua cabeça com um dos meus dedos. Transmito a ele, todo o horror da noite. Ele começa a babar, enquanto sua mente é destruída pelo que lhe mostrei. Segundos depois, ele está mentalmente insano. Jamais se recuperará! Jamais poderá dizer quem fez isso. Mas estará vivo. Tom saberá que tem mais alguém atrás dele, agora. Se der sorte, ele vai achar que é Apollyon. Quero semear a confusão no meio deles. Sei que Tom irá revirar a memória deste comensal. Mas eu tomei cuidado em “borrar” meu rosto, na memória do comensal. Rio baixinho. Planejamento sob pressão. Hades me ensinou isso. Escondo minha aura e decolo tentando encontrar algo no céu que me absolva de meus pecados. As crianças morreram porque fui incapaz de protegê-las. Seria uma noite perfeita. Perfeita para comemorar um ataque perfeito. Se não fossem as crianças mortas. Isso vai pesar no meu coração. Mais uma vez, inocentes morreram e eu não pude evitar. O Universo me castiga. Ele me diz que sou culpado. Eu já aceitei a culpa e o castigo. Mas por que inocentes continuam a pagar por meu erro? Fico voando por mais algum tempo. Noto ao longe, que os restos da casa estão num descampado, a uns 2 km de onde estavam antes. Fico voando. Fico... procurando. Quero encontrar absolvição dos meus pecados. Mas não encontro nada que me absolva. Minha culpa permanece. Não consigo encontrar nenhuma absolvição. Só o Universo rindo do meu sofrimento. **************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:10 Hs. ******************************************************************************************
O estado que ficou o parque de diversões era terrível. Esse fatídico dia ninguém esqueceria. Ambulâncias partiam de instante em instante. Médicos corriam para todos os lados. Muita gente chorava, lamentava a perda de alguém querido. Os aurores procuraram o que fazer, mas nada encontraram. Chegaram tarde. Mais uma vez não serviram para nada. Os Predadores ajudavam no atendimento, sempre que podiam. Um clima de terror se formava no local. Pessoas olhavam desconfiadas para o grupo que tinha em mãos o “graveto” que lançava luzes coloridas. Outras, assombradas e com medo, puxavam seus parentes e amigos para longe deles. Mesmo assim, pequenos ferimentos foram, pelos Predadores, tratados na mesma hora. A despeito do medo dos trouxas. A polícia trouxa tentava entender o ocorrido, contudo ninguém abria a boca para explicar, não sabiam como. Drakul estava parado próximo aos Predadores juntamente com Ewolin. Ninguém acreditava que um dia veria com seus próprios olhos tanta maldade. Gina chorava silenciosamente enquanto ajudava uma criança com cortes pelo corpo. Draco mantinha sua postura calma, enquanto distribuía algumas ordens. Simas transformou seus olhos na forma animaga para dar uma checagem geral no parque. Neville ainda estava aturdido, porém o ódio era visível em sua face. Nada poderiam fazer agora, nada. E era isso que tanto machucava os Predadores, ficarem parados, sem agirem, só esperando o grande resultado desse “fim de mundo”. Sim. Seria o fim do mundo em que viviam. Agora, outra vivência era necessária. Um outro lado, nada glorificante, seria posto. A ruína parecia por vir. Hermione nada demonstrava. Preocupação era o que ela sentia, mas não como os outros, com o “simples” fato de o mundo ter mudado. Para ela era simples. O que importava era, onde estaria Gabriel? Como ele estava? Se, estava bem. Esse era o mais importante dos problemas para Hermione. Drakul estava em silêncio. Observava chocado a cena. Em todos os seus anos de existência, nenhuma dor de outrem tinha lhe afetado como esta. Ver crianças pedindo por socorro, gritando de dor e desespero, sendo mortas. Uma cena trágica que agora rolava pelo mundo afora. Ewolin pousara a mão em seu ombro como se pudesse perceber e dividir os pensamentos e sentimentos de Drakul. Vampiro e Elfo, juntos, ligados numa mesma emoção. - Drakul? Tudo bem? – pergunta Ewolin em voz baixa. - Isso é deprimente. – responde Drakul no mesmo tom. – Não pudemos fazer quase nada. - É. E ainda não existe nada que possamos fazer agora. – continua Ewolin – Acho que temos que pensar no resultado. E em quem será mais prejudicado com tudo isso. Sabe que o nosso mundo vai ser culpado por isso, não é? - Sei sim. Vão procurar um bode expiatório. Alguém para levar a culpa. – fala Drakul. - Gabriel será o escolhido para levar a culpa! - É o fim de uma Era. Nem imagino a que ponto vai chegar. – fala Neville começando a ficar impaciente. - Temos que encontrar o Gabriel agora. – fala Harry sério vindo de perto de onde estava o Ministro Bruxo. – Emitiram uma ordem de prisão para ele. - Por quê? – pergunta Drakul sem entender. - Ele violou o Sigilo. – fala Harry sério. - Ele não fez nada. – reclama Ewolin. – Ele reagiu ao ataque. Vai ser um bode expiatório. - Cadê ele? – pergunta Draco aos demais Predadores. – Alguém o encontrou? - Sumiu completamente. – fala Sirius. – Procuramos por todos os lados, mas nada feito. - Droga! – reclama Hermione olhando para a destruição causada ali. – Ele não pode ter desaparecido. - Merlin. – fala Harry baixinho ao olhar para o céu, após sentir um poder gigante aparecendo ali. – Ele está lá em cima. - Hein? – pergunta Draco ao sentir a magia de Gabriel. Ela era poderosa. Mais poderosa do que ele jamais mostrou. - Temos que tirá-lo daqui. Antes que o peguem! – fala Simas. – Agora! - Tarde demais. – fala Draco sério ao ver Gabriel pousar e Dumbledore ir em direção a ele. Furioso! **************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:12 Hs. ****************************************************************************************** Hora de voltar. Concentro-me e aparato por sobre o parque de diversões. Desço lentamente. Os aurores não conseguiram isolar o local. Há ambulâncias para todos os lados. Há fogo em algumas barracas. Bombeiros tentando apagar um princípio de incêndio. Policiais trouxas. Aurores. Câmeras de tv. Ambulâncias. Gritos de dor. E ele está ali. Claro que está. Ele sempre é chamado quando algo assim acontece. Só não sei por que o chamam. Ele nunca faz nada. A não ser fazer aqueles planos ridículos e lamentar quando falham. Inútil. Ele é o culpado. A culpa disso é dele. Dumbledore!! Toco o solo e nem escondo minhas asas. Os trouxas saem do meu caminho. Isso facilita minha vida. Alguns homens me apontam armas. Olho para eles e descubro em suas mentes que são parte de um grupo especial. SAS. As Forças Especiais Britânicas. Estão bem armados. Alguns com submetralhadoras HK MP5. Quatro deles aparecem em meio ao fogo que ainda acontecia no parque. De forma eficiente, apontam as armas pra mim.
Eu rio com desprezo. Penso em matá-los, mas sei que eles não têm culpa de nada. Estão assustados com o que aconteceu. Eles nem sequer sabem a encrenca em que estão metidos. Eles ordenam que eu levante minhas mãos e me renda. Eu balanço a cabeça numa negativa e volto a caminhar. Caminho em direção aos corpos das crianças. Os Militares me seguem. Sempre me apontando as armas. Eles sentem medo de mim. No fim das contas, todos sentem medo de mim. Vejo os Predadores ali perto. Logo á minha frente, vejo os corpos de 5 crianças inocentes que aguardam remoção. Quantas vezes eu já vi isso acontecer? Os inocentes sempre morrem primeiro. Drakul tenta falar comigo. Não respondo. Não consigo falar agora. Ele me olha e sinto nele a preocupação para com meu bem estar. Eu gostaria de ser filho dele. Gostaria de poder contar tudo a ele. Mas não posso. Os segredos da Resistência devem ficar... secretos. Ewolin também tenta falar comigo. Ele sabe, de alguma maneira, o que eu fiz com a espada. Mas no momento atual, não consigo falar com ninguém. Aproximo-me dos corpos das crianças. Eu vejo os pais chorando abraçados aos filhos mortos. Uma das mães me vê. Ela me olha e sinto a força de seu olhar. Um olhar de fúria e ódio. E desprezo. Desvio os olhos, apenas para encontrar um olhar desesperado de outra mãe. Ela levanta o corpo da filhinha e se aproxima de mim. Vejo o pedido na mente dela, antes mesmo dela proferir. Ela quer que eu devolva a vida da filha dela. Como posso fazer isso? Não sei dar a vida. Só sei tirar. Sou um Assassino. Sou o Anjo da Morte. Ela trabalha por meu intermédio. Nego com a cabeça o desejo da mãe e vejo ela desmoronar. O marido dela pega a criança do colo da mãe e coloca novamente no chão. Enquanto chora. A mãe chora. Por causa da minha aparência, ela deve ter me confundido com um Anjo. Se é que existem. Não me atrevo a chegar perto dela. Não tenho palavras de consolo para a mãe. Não tenho palavras que a ajudem a aceitar a morte da filha. Como eu teria? Quem a teria? Mesmo assim, eu tento. Quando eu vou abrir a boca ela me acerta com um tapa no rosto. Com força. Ela me acusa. Julga-me responsável pela morte da filha. Eu poderia argumentar. Dizer que ela está errada. Dizer que sou inocente. Mas a verdade é que não sou inocente. Eu sou culpado. Nada do que tentem dizer sobre mim, me libera de minha culpa. Eu sou culpado pela morte da filha dela. Salvei mais de 2000 pessoas, hoje à noite, mas a filha dela, eu não consegui salvar. Ela continua a me bater. Não ouso me defender. Apenas fico em silêncio enquanto ela descarrega sua raiva e seu ódio em mim. Ela continua a me bater. Tapas no rosto, socos no peito. Gritos de desespero que fariam uma estátua de pedra chorar. O marido dela deixa a criança no chão e a abraça tentando a impedir de continuar me batendo. Mas não consegue. Quem conseguiria impedir o desespero de uma mãe? Ela se solta do marido e volta a me bater. Eu não me defendo. Sou culpado. E os culpados devem pagar. Apenas fico em silêncio enquanto ela me bate. A câmera trouxa filma tudo. O desespero dela é ao vivo, para o mundo todo. Agora, o planeta inteiro sabe que eu falhei. Será que Hades ficará triste por que falhei? Depois de algum tempo, que eu nem sei se foram minutos ou horas, ela pára de me bater e me olha nos olhos. Ela vê que eu também choro. Não de dor. Os tapas dela nada significam para mim, a não ser o desprezo que mereço. Mas ela vê que eu choro. Tanto quanto ela. As lágrimas descem misturando-se ao sangue e a fuligem que ainda estão no meu rosto. Agora ela entendeu. Ela recua assustada, indo abraçar seu marido. Ela viu minha verdadeira face. A face do demônio. Um demônio que chora pela morte dos inocentes. Ela procura consolo no abraço que seu marido lhe dá. E eu? Quem me consola? Quem me abraça? Chega de me iludir. Sou um demônio. Meu destino, segundo minha profecia, é espalhar destruição, dor e morte, por todos os lugares onde eu for. Sempre só. Jamais terei ninguém ao meu lado. Demônios não merecem felicidade. Ouço, em minha mente, uma das intermináveis reclamações de Hades. Ele me falava isso, umas 2 ou 14 vezes por dia. Sempre que eu estava triste ou cabisbaixo. Ele sempre tentou me animar. Eu nunca falei pra ele o quanto ele era importante pra mim. “Ela não pertence ao nosso mundo nem você pertence ao dela. Pare de tentar juntar ambos os mundos. Você só vai sofrer! Somos diferentes deles. Eles jamais vão nos entender ou nos aceitar. Nossa realidade é diferente da realidade deles! Droga, Gabriel!!! Maldita hora que te mostrei minhas memórias!! Pare com isso! Você só vai sofrer!! Você não vê? Somos nós que chafurdamos no sangue e na guerra! Eles jamais vão nos aceitar! Ela jamais vai te amar! Mas que porcaria, Thanatos! Acorda pra vida! Você é Azrael!!” Demônios e Anjos. Demônios não devem se misturar a Anjos. Anjos e Demônios. Hermione e Eu. Eu tentei juntar ambos os mundos. Tentei criar uma ‘ponte’ entre os mundos. Entre as trevas e a luz. Este foi meu erro! Eu nunca deveria ter tentado amar Hermione. O erro foi meu! Hades me alertou! Eu não lhe dei ouvidos. Eu estou pagando por não ter ouvido Hades! A culpa é minha! Devia ter feito como Hades me ensinou. Minha mente divaga. Não estou me sentindo bem. Eu sou as Trevas. Ela é a Luz. Eu... só queria ter... alguém. Alguém que se importasse comigo. Não é pedir muito, é? Eu queria ter alguém. Mas não tenho. Já tive. Tive? Não consigo me lembrar. Minha mente ainda está confusa. Acho que tive... No fim de tudo, só me sobrou a Resistência. Só me sobrou Hades. Ele, pelo menos, se importa comigo. Ele... nunca me traiu. Concentro minha mente nisso, e tento manter a sanidade. Preciso de tempo, até minha mente se recuperar. Sou culpado de muitos crimes. Cometi massacres que... nem posso narrar. Nunca matei inocentes. JAMAIS!!! Por que será que sempre que uma criança morre, eu sofro tanto? Será por causa do que me aconteceu quando criança? Será que por que me lembra de Apolo ? De quando ele morreu? Ou será que é por que cada vez que uma criança morre, o futuro morre com ela? Não sei a resposta. Acho que nem Hades saberia. Eu continuo a chorar em silêncio. A câmera trouxa me filma chorando. O repórter fala algo sobre ver um Anjo chorando. Apenas olho para a mãe que não me olha mais. Os policiais tentam fazer um cordão de isolamento ao meu redor. Mas não conseguem. Os trouxas querem me tocar. Talvez me adorar. Talvez me matar. Não me importo. Eles me confundem com um Anjo. Das histórias deles. Daqueles anjos que só fazem o bem. Daquelas histórias que Hermione leu uma vez, durante o treinamento. De Anjos e Arcanjos bonzinhos. Nunca acreditei nisso. Anjos e Demônios. Eu nunca deveria ter tentado amar Hermione. Eu ouço a voz dela em minha mente. Lembro do que ela me falou. Tudo o que ela me falou ainda queima em minha mente. Não consigo pensar direito. Minha mente continua divagando. Vejo Drakul chegar ao meu lado, junto com Ewolin. Ambos notam meu olhar e sabem que eu preciso de tempo, antes de falar algo. Trocam um olhar entre si e um cochicho. Sinalizam que eu devo acompanhá-los. Que precisam conversar comigo. Infelizmente, Dumbledore apareceu.
**************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:13 Hs. ******************************************************************************************
Hermione observava Gabriel que, sem se mexer, sem se defender e pior, chorando, nada fazia para livrar-se do ataque da mãe. Ela queria ajudar, mas não havia nada que pudesse fazer Nada! Só poderia partilhar da dor que ele sentia agora. Da angústia. Estava em seus olhos à fúria e a dor de mais uma vez se sentir impotente. Mais uma vez, ele iria chorar a dor da perda. A dor da morte. “Por que tem que ser assim para ele? Haverá mais sofrimento o esperando? Por quê?” – pergunta-se Hermione sentindo o quanto ele estava triste. Tentou se aproximar dele, para abraçá-lo, para demonstrar que ele não precisava ficar sozinho, mas Dumbledore chegou nele primeiro. **************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:14 Hs. ****************************************************************************************** Dumbledore vem vindo. Gritando, furioso porque seu mundo agora não é mais um segredo. Eu não me importo. Nunca me importei. Odeio segredos. Noto que agarro seu ombro e praticamente o arrasto, como se fosse uma boneca de pano, até onde as crianças estavam. Forço-o a olhar para cada uma delas. Para cada uma delas. Ele me olha sem entender. Ele tenta falar algo, mas eu grito com ele. Digo que a culpa é toda dele. Ele não entende. Nunca entendeu, apesar de eu ter dado dezenas de pistas. Ele me olha e tenta argumentar algo comigo, mas eu não me importo. Só o escuto dizendo que a culpa disso era minha. **************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:15 Hs. ****************************************************************************************** - A culpa disso é sua! – fala Gabriel furioso. – Você e seus segredinhos. Olha onde pararam seus segredinhos!! Inocentes Mortos! - Seu maldito idiota! – grita Dumbledore furioso. – O que você fez? - Os inimigos foram mortos. – fala Gabriel friamente. – Foi isso que eu fiz!! É isso que eu faço! Eu mato inimigos! - Você expôs o mundo bruxo, seu idiota!!! – grita Dumbledore a menos de um metro de Gabriel. - E você esperava que eu fizesse o que? Deixasse as crianças serem mortas? Sem reagir?? – pergunta Gabriel aos berros. – É isso? Deixar os outros morrerem sem reagir? - Você violou o Sigilo!!! – berra Dumbledore. - Foda-se o maldito Sigilo!!! – berra Gabriel de volta. – Vidas inocentes são mais importantes. - Você expôs a todos nós. – grita Dumbledore furioso. – Nosso mundo foi exposto. - Eu não dou à mínima!!! – grita Gabriel. - Todos nós seremos caçados agora, seu idiota! Essas vidas aqui, não serão nada, comparadas as que se perderão de hoje em diante!! – grita Dumbledore e, acerta-o com um tapa. – A culpa disso tudo será sua!!! **************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:15 Hs. **************************************************************************************** Ele me bateu? Dumbledore me deu um tapa? Agora chega!!! Reteso meu corpo e decido que os Protocolos da Missão não me interessam mais. Vou matá-lo agora. Vou estrangulá-lo! Vou arrancar a cabeça dele e pendurar num poste!!! O simples ato de pensar nisso me dá uma sensação de calma e confiança como há muito eu não sentia. Nem ouço a Espada me pedindo calma e falando sobre a missão. Agora eu não me importo mais com nada. A loucura me atingiu e eu decidi segui-la, ate o amargo final. Agarro seu pescoço e vejo o olhar surpreso dele. Acho que ele acredita que eu estou proibido de matá-lo. Tecnicamente é verdade. Mas eu não me importo mais. Começo a estrangulá-lo. Aperto seu pescoço com minhas mãos e vou vendo os fracos golpes dele, tentando se livrar do meu aperto. Óbvio que ele não consegue. Fui atingido. Drakul me acertou com um soco. Ewolin também. Mesmo assim eu não solto Dumbledore. Meus amigos tentam me fazer largá-lo, mas jamais conseguiriam. Foi aí que fui atingido, com força. Fui lançado para longe. Alguém usou sua aura com força em mim. Tenho um braço quebrado, e algumas costelas também. Minha mochila caiu, aos pés de Draco que tentava me segurar também. Antes mesmo de cair no chão, reconheço quem me atacou. Hermione. Ela me atacou? O desejo de Vingança cresce novamente.
**************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:15 Hs. ****************************************************************************************** - Separem os dois. – grita o Ministro bruxo ao ver Gabriel estrangulando Dumbledore. Drakul acertou um soco em Gabriel, tentando impedir que ele matasse Dumbledore. Ewolin acertou outro. Nada feito. Os Predadores agarravam as mãos de Gabriel e tentavam a todo custo fazê-lo soltar, mas não conseguiam. - Afastem-se! – fala Hermione séria e usa sua aura, como se fosse um porrete. Atingiu Gabriel entre o peito e os braços, sabendo que isso iria separar os dois. Viu quando Gabriel perdeu sua mochila e girou seu corpo no ar. Nem percebeu que Moddy e Lupin puxaram Dumbledore para longe, tentando afastá-lo dali. Dumbledore respirava pesadamente.
**************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:15 Hs. ****************************************************************************************** Hermione me atacou! Mais uma vez. Agora chega. Ainda ouço o que ela me falou. “Parabéns. Conseguiu destruir mais uma coisa. O meu amor por você! !Fique com sua missão! Porque meu amor você não tem mais. Quero que me esqueça!!! Então devo esquecê-la. Tratá-la como deve ser tratada. Pelo poder: Maga. Pelas atitudes: Hostil. Pela possibilidade de Interferência em minha Missão: Alta. Pelo treinamento dela: Perigosa. Pelo Status dela em relação a mim: Indiferente. Pelo já acontecido: Violenta. Com base nisso tudo, ela se encaixa em outra descrição. Em minha mente, eu a reclassifico. Com pesar, eu a reclassifico. Minha mente divaga. Estou caminhando em meio à escuridão e não vejo nada, a não ser o abismo da loucura. Agora, ela é considerada hostil à minha missão. Sua voz martela em minha mente. Tenho uma memória perfeita. Jamais esqueço algo. Ainda ouço a voz dela. “Fique com sua missão! Porque meu amor você não tem mais. Quero que me esqueça!!” Não consigo esquecê-la. Mas ela me atacou. Minha mente divaga. Estou perdendo o foco. Ela me impediu de ter minha vingança contra aquele que é o verdadeiro culpado do meu sofrimento. Ela me feriu, neste ataque. Agora, ela será reclassificada como “Poderosa! Hostil! Treinada! Violenta! Perigosa!”. Infelizmente, isso a coloca em uma outra lista. Uma lista muito séria. Lamento. Mas minha missão é prioridade. Minha mente divaga. Pisco os olhos tentando recobrar a consciência, mas nado em meio ao mar da loucura. Não preciso de sentimentos. Sou uma máquina. Fui criado para destruir. Sou o melhor no que faço. Meu nome é sussurrado com temor por meus inimigos. Meus Inimigos borram-se de medo do que faço. Mas ela me mandou esquecê-la. Portanto, ela está em uma nova lista. Lista de Inimigos. “Então, agora, ela é minha Inimiga!” – penso cansado ao girar o corpo no ar e caio de pé. A Espada grita comigo, mas não dou atenção a ela. O desejo de vingança me consome. Minha mente divaga. Perdi o foco da realidade. Penso em matar todos eles, simplesmente porque me impediram de me vingar. Sinto meu corpo se restaurando e rosno. Um rosnado baixo e lúgubre. Como um animal, prestes a saltar por sobre a presa. Noto o susto deles. Eles nem me viram nervoso ainda. Saco a espada e rosno ainda mais alto.
**************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:15 Hs. ****************************************************************************************** - Gina. – chama Draco sério ao vê-la avançar em direção a Gabriel. – Pare! - Vamos lá, Gabriel. – fala Gina com a voz baixa. – Você não está pensando direito. Ouça minha voz. Você não quer atacar mais ninguém. - Gina, ele está alterado demais. Recue. – fala Rony ao ver Gabriel sacar sua espada. – Recue, lentamente. Ele não está reconhecendo ninguém. - Vamos lá, Gabriel. Volte ao normal. Você consegue. – fala Gina chorando ao ver o olhar furioso de Gabriel. – Pense no que está fazendo. Vamos. Pense no que está fazendo. - GINA!!! – grita Hermione ao ver Gabriel rosnar como um animal furioso e sacar sua espada se preparando para atacar. – SAI DAÍ!!! **************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:15 Hs. ******************************************************************************************
Vejo os Predadores á minha frente. Estou orgulhoso deles. Do que se tornaram. Sinto orgulho deles. Eles decidiram tomar o destino em suas mãos. Vejo Sirius junto com os Aurores que ele está treinando. Não me importo. Eles impediram minha vingança. Ninguém impede minha vingança. A Cortadora de Almas berra em minha mente. Ela diz que eu não devo atacar. A loucura me consome. Vou matar alguém. Preciso, desesperadamente matar alguém! Sinto o fogo me consumindo. Gina Weasley. Ela vem caminhando na minha direção. Com as mãos abertas, na altura do peito. Ela fala comigo. Eu não consigo ouvir direito. Mas a reconheço. Gosto dela. Ela já me ajudou antes. Muitas vezes. Gosto dela. Ela está namorando o Draco. Está dando um sentido à vida dele. Ela está chorando. Acho que sente medo de mim. No fim, todos sentem medo de mim. Ela me pede que pense no que estou fazendo. Vejo os Predadores colocando-se em defensiva, como se estivessem... protegendo Dumbledore. Que ironia. Afinal, eles foram criados por mim, para me deterem. Mas ainda não estão prontos. Se eu atacar, eles morrem. Narcisa está ali. Sinto o medo dela. Jamais atacarei Narcisa. Apolo está ali. Parte da minha mente finalmente desperta, ao sentir a energia de Apolo . Respiro profundamente. Olho novamente para os Predadores. Guardo a espada. Lanço um olhar de desprezo para Hermione e lhe dou um aviso. Vejo o olhar de espanto e mágoa dela. Logo o olhar fica vazio e sem vida. Exatamente como me sinto neste momento. Ótimo. Ela entendeu exatamente o que o aviso significa. Flexiono as pernas e decolo. **************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:15 Hs. ****************************************************************************************** - Gina... – chama Hermione novamente, preocupada, e vê que Gabriel parecia “acordar” um pouco. Notou quando ele respirou profundamente e guardou a espada. Viu quando ele a olhou e sentiu o desprezo e a ameaça nas palavras dele. - Se me atacar de novo, eu te mato. – fala Gabriel friamente para Hermione. Em seguida, ele decolou. - Hermione? – chama Narcisa olhando para ela que estava em silêncio. - Estou bem. – fala Hermione séria pensando em decolar atrás dele. - Vamos atrás dele. – fala Harry colocando-se ao lado de Hermione. - Nem pensar, vocês dois. – fala Draco em voz baixa, segurando Harry e Hermione antes que assumissem suas formas Animagas. – Esqueceram que somos animagos ilegais? Querem nos expor à todos??? - Mas o Gabriel... – Harry tenta argumentar, mas Draco o interrompe. - Ele é mais rápido que vocês. Vocês jamais o alcançariam. Além disso, no momento, ele precisa ficar sozinho. – fala Draco sério. – Hermione! Onde vai? – pergunta Draco ao ver Hermione ir direto até Dumbledore que se levantava apoiado por Lupin e Moddy. - Por quê? – pergunta Hermione furiosa com Dumbledore. – Não bastam todas as confusões que você criou? Já quebrou a cara tantas vezes e ainda assim não se conserta nunca! Por que veio aqui? Para piorar tudo? Poderíamos ter acalmado ele! Poderíamos ter tirado ele daqui em paz! Mas você tinha que vir irritá-lo, não é mesmo??? - Gabriel perdeu o controle! – responde Dumbledore num tom arrogante – Ele quebrou o Sigilo do nosso mundo - Que se dane o Sigilo, seu velho idiota. Qualquer um percebe que ele estava alterado por causa da luta. E você ainda foi provocá-lo!!! - rosna Hermione furiosa – Você precisa apanhar. Apanhar e muito. Ficar sem os dentes, com os braços e as pernas quebrados e ter a cabeça rachada também. - Se pensa assim, por que o impediu, então? – pergunta Dumbledore seco. - Porque ele não estava pensando direito. A hora que ele te matar, ele deve estar consciente do que está fazendo! – rosna Hermione. - Você não enxerga Gabriel direito. Não o vê como ele é na realidade. – rosna Dumbledore entre dentes. – Fica pensando como uma mocinha apaixonada e não vê quem Gabriel é, na verdade. “Eita”. - pensa Rony sorrindo ao ver a câmera de TV filmando tudo ali por perto. – “Arranca rabo ao vivo, para toda a Inglaterra! Realmente, o Mundo Mágico jamais será o mesmo!!.” - E você o vê, não é? – pergunta ela irônica. – Você não tem caráter, não vale nem o que o hipogrifo enterra. Fica aí nessa pose de sabe-tudo, enchendo a cabeça das pessoas com um monte de besteiras e na hora de fazer algo que realmente seja necessário, vem bancar o homem dono das regras quando você mesmo faz pior. SEU HIPÓCRITA! – grita Hermione tentando atingir um soco em Dumbledore, mas é segura por seus amigos. - Calma Hermione – fala Lupin tentando intervir. – Vamos manter a calma. - Cale-se Lupin. – rosna Hermione com sua aura se expandindo, obrigando seus amigos a soltarem. – Velho rabugento safado! Gabriel tinha toda razão para ter ódio de você! E juro que nunca mais o atrapalho quando ele estiver apertando sua garganta. Seu imundo! Desgraçado! Não merece nem pena! – fala Hermione mais furiosa ainda. - Você não vale nada, Dumbledore. Por isso que você é sozinho nesse mundo, seus parentes devem ter vergonha de você! - Você não vê o que ele é? – pergunta Dumbledore irritado. – Ele é um Assassino. E agora, todos nós correremos riscos. Fomos Expostos. Como não consegue entender isso??? - Presta atenção Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore! Deixe o Gabriel e todos nós em paz. Não se meta novamente conosco. – falava pausadamente e gesticulando mostrando os Predadores. – Largue de ser imbecil. Ou então deixe de fingir que é! Ron, Harry e eu nos enganamos muito com você. Acreditávamos que tudo que realizamos era porque você não tinha como ajudar, e agora vejo que fomos somente brinquedos. Soldados pronto para se arriscarem por você e seus ideais utópicos. - E como Gabriel os considera? Não é como soldados? – pergunta Dumbledore seco. – Ou ele os chama de “Recursos Estratégicos?” - Sim, ele nos considera soldados. Mas, diferente de você, sempre que fomos para a “linha de frente”, ele estava ao nosso lado. Arriscando-se ao nosso lado. Protegendo-nos até onde pode. – fala Hermione furiosa. - Ele nos ensinou muito, Dumbledore. Muito mesmo. Mas tem coisas que ele deixou que aprendêssemos por conta própria. Se quiséssemos aprender. Ele nunca nos manipulou como você faz! Velho idiota! O que você tem em seu peito? Coração não é! Coragem? Duvido. Você não me engana mais velho, não me manipula e nem vai mexer mais com a vida de ninguém aqui. – fala Hermione friamente. - Vocês verão que o caminho dele, só gera mais mortes e destruição. – fala Dumbledore seco. – O que acha que aconteceu aqui, hoje? Hein? Foi por causa do que ele faz. Cada ataque de Voldemort é pior do que o anterior. A cada vez ele faz massacres maiores! Tudo por causa de Gabriel Como diabos não entendem isso??? - E você acha que se baixarmos a cabeça Voldemort volta a ser bonzinho? – pergunta Gina friamente. – Acorda pra vida, velho. A guerra mudou de nível faz muito tempo. Seus métodos não funcionam mais, se é que funcionaram algum dia. - Seremos caçados, por causa do que Gabriel fez. – fala Dumbledore sério. – Todos nós. Os trouxas nos caçarão, um a um. - Estamos sendo caçados pelo Tom. – fala Rony friamente. – Que diferença faz sermos caçados pelos trouxas também?? - Todos erram Srta. Granger! Todos, até o Gabriel! Eu posso ter errado, mas isso não me torna pior do que ele!! Ele já errou com você, não foi? Enxergue os defeitos dele também. Ele errou com você! – fala Dumbledore. - Eu sei. – fala Hermione séria. – Ultimamente todo mundo que tenta me manipular me fala a mesma coisa. “Veja os erros dele! Ele não serve para você! Ele é louco! Ele é um Assassino! Ele é isso. Ele é aquilo!” – fala Hermione irritada. – E quer saber? Ele é exatamente o que ele é! Ele é aquele a quem eu deixei de lado, enquanto você e Arádia tentavam nos separar. Acabou, Dumbledore. Acabou! Você não vai mais me manipular! Nunca mais. Dumbledore trincou os dentes de raiva, não dela, e sim da verdade nas palavras dela. A dor o consumia, sabia que tinha feito muitas coisas ruins. Coisas que nunca deixariam de assombrá-lo, mesmo quando estivesse morto. Olhou para Harry demoradamente. - E você, Harry? Pensa assim também? – pergunta Dumbledore. - Concordo com eles. - fala Harry sério. – Ele nos respeita e nos dá a opção. Ele pode ter me manipulado, às vezes. Entendo e aceitei isso. Mas sei, que quando tiver que ir para o Campo de Batalha, é ao lado dele que quero lutar. Ele é minha primeira opção, em caso de luta. A guerra mudou de nível. Os trouxas sempre foram envolvidos. Agora, não existe mais segredo. Não existe mais nada. E nosso melhor combatente pode estar louco, graças a você. E agora? Você vai para a “linha de frente” no lugar de Gabriel? Vai fazer aquilo que ele faz? Ou vai ficar trancado em sua torre, como sempre? Tome uma decisão, Dumbledore. Já passou da hora de escolher um lado. - Isso é um erro! Vocês sabem disso. – fala Dumbledore sério. – Se tivessem minha idade, entenderiam isso. - O problema de ter sua idade, é que ficaríamos fechados a novas idéias. – fala Draco sério. - Se tivesse ficado quieto, essa hora, toda essa loucura já teria sido resolvido. Não entendeu que Gabriel precisava de ajuda? – pergunta Hermione nervosa. – Era só deixá-lo se acalmar!!! - Concordo que Gabriel precise de ajuda, Srta. Granger, mas não posso permitir que ele estrague o mundo com o modo dele levar as coisas. – Dumbledore continua após recuperar seu fôlego. - Como se algo fosse pior do que fingir que nada está acontecendo, como você faz... – rosna Draco nervoso. – Se tivesse ficado calado, essa hora estaríamos com ele calmo. - Você é tão “cabeça dura” como Gabriel. Deve ser mal de família! Entendo, agora, porque ele te odeia tanto. – fala Hermione diminuindo sua aura, enquanto balançava a cabeça negativamente, demonstrando sua decepção. Respirou fundo para manter o pouco controle que sobrara. – Esperávamos mais de você. Contudo...só tivemos decepção. - Deixe o velhote, Hermione. Temos coisas mais importantes para fazer. Vamos achar o Gabriel Chega de perder tempo. – fala Neville sério. - Deixar nada! Ainda não falei tudo que está entalado na garganta! – fala Hermione friamente. – Esse velhote desgraçado mentiu pra mim, a vida toda. Mentiu sobre minha família. Mentiu sobre mim. - Não temos tempo, Hermione. – fala Ewolin pegando no ombro dela delicadamente. – Vão. Vocês precisam encontrar o Gabriel. Vamos tentar resolver isso tudo. Mas precisamos achar o Gabriel. - E onde vamos procurá-lo? Ele está de cabeça quente. Pode ter ido pra qualquer lugar. Onde o procuramos, agora? – pergunta Simas. - Vamos nos espalhar. Procurar por ele. Locais onde ele vai normalmente. Beco, Ilha, mansão, empresa, Irgil, etc. – fala Draco sério. – Ele deve aparecer em algum lugar. Se o encontrarmos, vamos mantê-lo longe de problemas. - Então vamos. – fala Rony sério aparatando dali, assim como todos os demais Predadores. Menos Hermione. Ela ficou ali, parada, observando os Helicópteros trouxas que tentavam seguir Gabriel. Uma onda de tristeza percorria o corpo de Hermione. Ela lembrava o olhar que Gabriel lhe enviara, antes de decolar. Aqueles olhos que tanto a admiraram, estavam agora sem foco, sem enxergá-la. Tudo que ela passara junto a Gabriel, estava em seus olhos, como um filme. Um filme de tortura. Sentia uma dor crescer em seu peito. Talvez não acontecesse isso se tivesse sido diferente a relação deles. Se tivesse. Um nó na garganta lhe afligia, porém nenhuma lágrima se atreveria a cair, não mais. Ela não permitiria. Manteve seu rosto encoberto. Como se fosse uma máscara encobrindo qualquer emoção que lhe estivesse “apunhalando” feito facas. Uma expressão vazia era o que vira no rosto de Gabriel pela última vez antes dele voar mais alto, para bem longe. De nada adiantava a ameaça de Gabriel, ela não se deixaria afetar por nada que viesse dele. Ela sabia que ele jamais a machucaria. Nunca. E mais do que nunca estava determinada. Iria até o fim por ele. Iria conquistá-lo novamente, nem que fosse a última coisa a fazer na vida. Iria tê-lo novamente e dessa vez...não o soltaria por nada desse mundo. Concentrou-se na caverna onde ele a levara, há tanto tempo atrás, e aparatou. Tinha certeza de que o encontraria lá.
**************************************************************************************** Londres – Parque de diversões – 00:18 Hs. ****************************************************************************************** Eu estou voando alto e rápido. Passo pelos helicópteros trouxas. Alguns da Real Força Aérea. Outros da Polícia. Outros, de empresas de televisão que insistem em me filmar. Não me importo mais. Vôo cada vez mais alto. Sinto as lágrimas caírem dos meus olhos. Sinto a fúria queimar em meu peito. Está ficando frio. Estou bem alto. Grito. Grito minha raiva e frustração. Em desespero, peço ao Universo que me permita morrer. Ele me nega meus desejos. Ele me odeia. Profundamente. Já estou acostumado que me odeiem. Desesperado, implorando para poder morrer e sufocar a dor que sinto dentro de mim, invoco raios para me atingirem.
Hades me perdoará por falhar? Ou não? Não sei se me importo. Não sei se qualquer coisa ainda me importa. Sinto quando os raios atingem meu corpo, com força. Uma, duas, três vezes. Sinto a dor dos ferimentos. Sinto o calor. Minhas roupas já se foram. Minha pele estala, queimada, e se refaz. Descubro que não conseguirei morrer assim. Decido ser mais radical. Paro de voar. A queda deve me matar. Começo a cair. Vejo imagens da minha vida, enquanto caio. Cada vez mais rápido. Não me importo. Não mais. A loucura é tão doce. Logo vou bater no chão. Vou fazer “Cataplaft” comigo mesmo. Vou vencer Drakul! Vai ser um lindo “Cataplaft”! A guerra, não me interessa mais. Nada mais me importa. Libero minha mente e me preparo para encontrar com a Morte, em definitivo, eu espero. Ouço um murmúrio. Alguém me chama, em minha mente. O chamado ultrapassa a fronteira da loucura e finalmente consigo me concentrar naquela voz. Uma voz doce. “E Apolo ?” – pergunta Gaia em minha mente. – “Ele ainda precisa de você, Guardião! Vai abandonar Apolo ?” Apolo . Meu Irmão. Já falhei com ele uma vez. Não vou falhar de novo. Só quero dormir e esquecer o que aconteceu hoje. Mas sei, que quando eu fechar os olhos, terei que olhar para o rosto de 5 crianças que morreram por minhas falhas. Até imagino eu apresentando um “Relatório da Missão” para Hades. Eu odiava aquilo. Ainda odeio. - Oi. Hades. Relatório da missão no parque de diversões. Quer saber o resultado? Pois Bem. Eu falhei. Elas estão mortas. Cinco crianças inocentes. Mortas. Por minha culpa. Não pude salva-las. É isso! Fim do relatório! Agora enrola isso e enfia no rabo. Dê-me liberdade para lutar como eu posso, ao invés de me tolher com regras idiotas.
Não agüento mais sofrer. Minha vida é uma merda completa. Sofro em silêncio, pois não posso contar nada, graças a um maldito juramento Mortificus. Sinto saudades de casa. Estou enlouquecendo. Estou praticamente nu e não me importo. Estou cansado dessa guerra. Estou cansado de viver. Eu só quero... esquecer. Estou voando alto. Não sei bem aonde estou. Estou sendo filmado e não me importo. Não posso morrer ainda. Apolo precisa de mim. Concentro minha mente nisso. Hades conta comigo. Mais uma vez. Jamais vou deixar de cumprir as ordens dele. A Resistência conta com meu esforço. Tem muita coisa em jogo. Apolo conta comigo. Não vou o deixar desapontado. Não importa o quanto eu sofra. Devo isso a meu irmão. Eu só quero descansar. Eu queria poder conversar com alguém. Alguém que me entenda, como eu sou. Não respondo ao que a espada me pergunta. Deixo meus instintos me dominarem. E eles me levam para longe. Queria tanto encontrar alguém que me entenda. Que não sinta medo de mim. Sem pensar direito, aparato. Reconheço o local. Por que diabos vim pra cá?
**************************************************************************************** Ilha da Madeira – Portugal – Caverna Subterrânea. - 00:20 Hs. ****************************************************************************************** A nostalgia tomando conta do seu corpo. Enquanto subia em direção a caverna, lembrava da cumplicidade que aquele lugar significava. Chegou a entrada ansiosa, olhando todos os cantos procurando por Gabriel. A voz dele vinha em sua mente, parecia que estava ali. As lembranças se acentuaram ao reparar cada detalhe da caverna novamente. Adentrou o local. Sabia o que procurava talvez ele estivesse ali, na água. Olhou os pequenos peixes dançarem a sua frente, pareciam saber a angústia que formava em seu peito. Pareciam se lembrar dela fazendo amor com Gabriel, bem ali. Caminhando pela caverna, as primeiras lembranças lhe ocorreram. Lembrou de Gabriel explicando como usava a caverna junto com seu irmão Apolo . // Início do Flashback ”- Já trouxe alguém aqui antes? – pergunta Hermione colocando a mão na água e vendo os peixes se aproximarem de sua mão. - Sim. Meu irmão e eu vínhamos para cá quando queríamos conversar sem sermos perturbados. Este era nosso segredo. O nosso maior segredo! Nenhum dos meus mestres jamais soube sobre esse lugar. Foi aqui que ele me ensinou sobre a Deusa e muitas coisas a mais. – fala Gabriel sorrindo ao lembrar de Apolo.” // Final do Flashback Lembrou de Gabriel explicando que naquele dia, Apolo tinha conversado com ele e que Gabriel estava feliz por isso. Sorriu envergonhada da sua atitude cética naquele dia. Nem percebera o quanto seu ceticismo magoava Gabriel. Sua curiosidade, que, com uma pontada de ciúme, a levou a fazer a próxima pergunta. // Início do Flashback “- Trouxe mais alguém? – pergunta Hermione ciumenta. - Nunca trouxe uma mulher para cá, se é isso que está perguntando. E eu e meu irmão não éramos amantes, se é o que imagina. – fala Gabriel.” // Final do Flashback
Caminhou pela caverna, lembrando os bons momentos que ambos tiveram ali. Baixou ficando nas pontas dos pés passando a mão na água. Recordações tolas e belas como todas as recordações de amor devem ser. De como Gabriel contou sobre a conversa com Apolo . // Início do Flashback “- E o que ele te disse? – pergunta Hermione vendo os peixes se aproximarem de seus pés. - Ele disse que está bem. Que está feliz. – fala Gabriel calmo. – Ele me disse mais algumas coisas. - O que mais ele lhe disse? – pergunta Hermione o olhando e achando que os olhos dele brilhavam como se o próprio céu estivesse dentro deles. - Ele disse que não fui culpado pela morte dele. – fala Gabriel calmo.”
// Final do Flashback
Em seguida olhou para cada pedra. Suspirando descrente dele não se encontrar na caverna. Tinha certeza de que o encontraria aqui. Tinha certeza. Seu Gabriel estaria aqui. Mas ele não estava. Ele não tinha vindo pra cá. Ninguém veio pra cá desde a última vez que estiveram ali. Ele nunca mais voltou aqui. E novamente lágrimas insistiam em descer pelo rosto. Um sinal de fraqueza para ela. Prendeu mais uma vez o choro. Forçou sua mente a se recuperar e seu coração parar de doer. Foi em direção a saída da caverna. Não imaginava onde poderia encontrá-lo. Andou lentamente e antes de sair permitiu-se mais uma olhada no local que um dia iluminou seu coração. Pois a maior das lembranças chegava agora, por último, a lembrança mais sofrida...
// Início do Flashback ”- E agora, o que pretende fazer? – pergunta Hermione sorrindo ao receber os elogios dele. - Quero tentar recomeçar. – fala Gabriel sério. – Mas... eu não sei como fazer isso. Ninguém no meu grupo sabia como fazer isso. Nem tenho idéia de como começar. Eu...já não quero mais morrer. Eu quero viver! Ao seu lado! Para sempre! Sei que nos últimos dias eu te deixei de lado, mas não foi intencional. È que são tantas coisas para organizar que ás vezes eu me esqueço do que é mais importante.Você! - fala Gabriel sorrindo e em seguida fica sério novamente. - Pode me ajudar? Pode me ensinar a viver? – pergunta Gabriel - Eu posso te ajudar a recomeçar. Desde que me diga o que quer fazer. – fala Hermione sorrindo.”
// Final do Flashback
Essa recordação veio como uma navalha. Sem dó nem piedade. Como se fosse o machado do Executor, caiu sobre si como um golpe de misericórdia. E a sua maldita consciência estava lá, lembrando a resposta que ela dera. “Não cumpri minha promessa.” - pensa Hermione. – “Não o ajudei a recomeçar. Só o coloquei numa trilha sem volta. Só o deixei magoado, num momento em que devia ter lhe dado compreensão. Maldita seja minha burrice!” Lembrou do banho, dos beijos em baixo dágua. Dos peixes que os olhavam. Lembrou da leveza que sentiu com ele ali. Da felicidade que agora parecia que havia anos, anos não, séculos, quem sabe milênios que tinha passado. Como se sua mente quisesse fazê-la sofrer mais, direcionou as lembranças para os últimos momentos do castelo. Agarrou o colar que ele havia lhe dado e notou surpresa que agora o coração se encontrava partido. “Eu não entendi. Eu não aceitei. Não acreditei nele. Preferi dar atenção aos outros. Não confiei nele! Maldita seja minha burrice!” – pensa Hermione triste. A tristeza começava a dominá-la novamente. Lembrou do corpo nu de Gabriel colado ao seu e logo em seguida da loucura que pressionava a se instalar em Gabriel naquele parque. Por último o olhar que ele lançou e seu aviso. Ele definitivamente não era mais “seu” Gabriel. “Gabriel, meu amor, só não faça nenhuma besteira.” - pensa Hermione aflita. – “Por favor, não faça nenhuma besteira!”
**************************************************************************************** Hogwarts – Lago Negro – 00:30 Hs. ******************************************************************************************
Lago Negro. Eu estava em Hogwarts. O que vim fazer aqui? Nem pensei em vir pra cá. Simplesmente pensei em encontrar alguém que me entenda. Pouso em silêncio e fico olhando para o lago.Tem alguém aqui. - Achei que viria para cá. – fala Emma séria encostada numa árvore, com uma mochila nas mãos. - Por que achou isso? – pergunta Gabriel cansado. - Ao nos olharmos num lago, temos a impressão de que podemos ver aqueles que morreram por nossa culpa. – fala Emma séria enquanto colocava a mochila no chão. De dentro dela, tirou uma toalha grande, que estendeu no chão. Uma toalha média, e uma barra de sabão. – E ao nos banharmos num lago, imaginamos deixar nossos pecados para trás. - Não entendo esse mundo. – fala Gabriel cansado. – Não consigo entender esse mundo. Tudo é... diferente! - Muito menos eu. – fala Emma séria enquanto pegava a barra de sabão. A seguir, caminhou em direção ao lago e entrava nele. – Venha. Você precisa tomar um banho. Como um cãozinho adestrado, Gabriel a segue e entra no lago, ao lado dela. A uma ordem dela, ele mergulha e nada um pouco, depois, volta até ela, que com a barra de sabão, o esfrega com força enquanto nota suas cicatrizes. - Já lutou muito, não é mesmo? – pergunta ela. - A vida toda. – confirma Gabriel ao sentir as mãos delicadas dela tocando seu corpo, causando arrepios. – A vida toda. Nada mais importa. Toda minha luta foi em vão. Minha vida é um círculo. Luto tanto e acabo no mesmo lugar. Nada muda. - Não se deixe abater pelo desespero. – fala Emma séria. – Você deve concentrar sua mente. Ou irá enlouquecer. - Como pode saber o que sinto? – pergunta Gabriel. - Já vi acontecer antes. Você deve ter visto também. – fala Emma esfregando o corpo de Gabriel até tirar o sangue que o cobria. - Sim. Já vi outros entregues ao desespero. Talvez a loucura seja a solução. – fala Gabriel ao lembrar de amigos que enlouqueceram enquanto lutavam. - Tantos soldados da Resistência enlouqueceram com os horrores que vivemos. Mas eu não. Por que eu não enlouqueci? O que me torna diferente deles? O que me torna... menos humano do que eles? – pergunta-se Gabriel cansado. - Concentre sua mente! Vamos! Faça-a trabalhar! Não se entregue ao desespero!! – fala Emma séria ao ver que Gabriel estava ficando cada vez mais “perdido”. Com medo que ele se perdesse, Emma o acertou com um tapa, com força no rosto, fazendo com que ele “despertasse” novamente. – Cante para mim. Vamos! Concentre sua mente e cante para mim. Não vou deixar você se perder nos labirintos da loucura. Sem pensar, começo a cantar. Não sei por que, mas sinto que ela sabe o que faz.
http://www.youtube.com/watch?v=mXv8e2t9mDY
Behind Blue Eyes - Atrás de Olhos Tristes No one knows what it's like To be the bad man To be the sad man Behind blue eyes Ninguém sabe como é ser o homem mau ser o homem triste por trás de olhos tristes
Sinto que ela me entende. Por que não a conheci antes? Por que nunca parei para conversar com ela antes? Tanto tempo perdido com uma garota que jamais irá me entender e aceitar como sou. Tanto tempo perdido com Hermione. E Emma, aqui, do meu lado. Conheço-a a menos de um mês, e ela não sente medo de mim. Ela... parece gostar de estar ao meu lado. Tanto quanto gosto de estar ao lado dela.
And no one knows what it's like To be hated To be fated To telling only lies E ninguém sabe como é ser odiado ser destinado a dizer apenas mentiras
Esse mundo só me deu ódio, dor, desprezo e desespero! Eu aceitei isso. Eu só devolvo o que o mundo me deu! Não há nada de assombroso nisso. Mas agora... Obedeço, sem parar de cantar, quando ela me manda sair da água. Estou nu, perante ela. Não só de roupas. De sentimentos. De desejos. De qualquer coisa. Pareço uma criança, implorando pela atenção da mãe. Mãe que não tive. Pai que me odeia, tanto quanto eu o odeio. Emma me entende? Sim. Aceita o que sou? Sim. O que mais falta para mim? Não sei. Minha mente produz imagens de mim e Hermione e eu me forço a ignorar tudo.
But my dreams, they aren't as empty As my conscience seems to be I have hours, only lonely My love is vengeance That's never free Mas meus sonhos não são vazios como minha consciência parece ser eu tenho horas, apenas sozinho meu amor é vingativo isso nunca é de graça
Sinto o toque delicado das mãos dela em minha pele. Sinto pequenos tremores conforme ela me seca, delicadamente. Assim como uma mãe faria com um filho ao sair do banho. Sinto o perfume dela, inebriando meus sentidos. Deixando-me...”zonzo”. Sinto muito mais. Mas, não me atrevo a sentir qualquer outra coisa. Nem sequer me atrevo a pensar muito nisso. Acho que foi isso que sempre procurei. Uma companheira. Uma... mulher. Não uma criança que me teme. Será que encontrei isso em Emma? Ela não me teme. Ela cuida de mim. Ela… parece gostar de mim.
No one knows what it's like To feel these feelings Like I do And I blame you
Ninguém sabe como que é sentir estes sentimentos como eu faço, e eu culpo você!
Ainda não penso direito. Estou melhorando, mas ainda não estou me sentindo bem. Meus pensamentos... ainda estão fora de controle. Estou mais calmo, mas mesmo assim... A loucura ainda me consome. Meus pensamentos giram em espirais de desejos que não me atrevo a realizar. Sinto a presença dela. Sinto o perfume dela me deixando… preciso me controlar. A espada fala comigo. Não consigo ouvir. Minha mente está se recompondo, mas ainda não está pronta. Preciso de mais tempo.
No one bites back as hard On their anger None of my pain an' woes Can show through
Ninguém morde a boca tão forte em sua raiva, nenhuma da minha aflição e dor pode ser mostrada
Eu... queria que tudo fosse diferente. Mas não é. Sou aquilo que desejaram que eu fosse. Tornei-me o que era necessário que eu me tornasse. Fui esculpido, como se fosse um bloco de mármore, até chegarem a minha forma atual. Sinto saudades de Hades. Saudades da Resistência. É hora de aceitar. Jamais os verei novamente. Estou só. Para sempre. Sempre só. Eu odeio esse mundo. Eu odeio ter sentimentos. Sentimentos... são uma droga.
But my dreams, they aren't as empty As my conscience seems to be I have hours, only lonely My love is vengeance That's never free Mas meus sonhos não são vazios como minha consciência parece ser eu tenho horas, apenas sozinho meu amor é vingativo isso nunca é de graça
Sou uma máquina de matar! Fui treinado para isso. Isso é o que sou. Sou a soma de todos os meus mestres. De todos os meus inimigos. De todos meus aliados. De cada um deles eu aprendi algo. Sou um Assassino. Sou o que sou! Minha alma? Já se foi, faz muito tempo.
Discover L.I.M.P. say it (x4) Descubra l.i.m.p. diga (4x)
Sou culpado de muitos crimes. Muitos. Mas, agora, isso não importa. Noto que ela estendeu uma toalha por sobre a grama e ordena que eu me deite. Eu obedeço, sem nem saber o porquê faço isso. O toque dela em minha pele, me acalma. Meus sentidos estão voltando ao normal. Aos poucos, vou me recuperando. Deitado sobre a grama, a beira do lago, ela coloca sobre meu corpo, um óleo. No one knows what its like To be mistreated To be defeated Behind blue eyes No one knows how to say That they're sorry And don't worry I am not telling lies Ninguém sabe como é ser maltratado, ser derrotado atrás de olhos tristes Ninguém sabe dizer que eles estão arrependidos e "não se preocupem, eu não estou contando mentiras"
Sinto o cheiro do óleo. Chocolate. Isso me faz lembrar de Hermione e do que aconteceu na cabana de Sophia. Forço minha mente a ignorar tais pensamentos. Concentro-me apenas no agora, enquanto canto baixinho. Minha mente volta a quase normalidade. Preciso de mais tempo. Emma... ela… ninguém nunca cuidou assim de mim. Ninguém jamais tratou meu corpo com tanto cuidado e carinho. Abandono-me, por alguns segundos, ao toque dela em meu corpo. Pela primeira vez, em... sei lá quanto tempo, eu relaxo meu corpo. Desativo partes de minhas defesas e me entrego a algo que jamais experimentei antes. Mas logo a realidade me atinge, com a força de um trem desgovernado. Reativo minhas defesas e volto a ser a máquina que sempre fui.
But my dreams, they aren't as empty As my conscience seems to be I have hours, only lonely My love is vengeance That's never free Mas meus sonhos não são vazios como minha consciência parece ser eu tenho horas, apenas sozinho meu amor é vingativo isso nunca é de graça
Ela me pede para virar o corpo. Com delicadeza, toca em meu peito. Algumas gotas a mais de óleo. A fragrância, o toque dela em minha pele, as mãos correndo por minhas cicatrizes, tudo me deixa mais calmo. Sinto uma sensação de abandono, de solidão. De... carência. Sinto falta de algo. Algo que deveria estar ao meu lado. Sinto falta de alguém, ao meu lado, que me ajude. Mas não tenho ninguém. Noto, sem perceber, que ela me encara, aparentemente surpresa ao ver as cicatrizes em meu peito. Onde os raios me atingiram, o estrago tinha sido grande. Agora estava apenas avermelhada. Apenas algumas cicatrizes a mais.
No one knows what it's like To be the bad man To be the sad man Behind blue eyes.
Ninguém sabe como é Ser o homem mau Ser o homem triste Por trás de olhos tristes
Dentro de mim um vazio me consome. Não sinto dor. Não sinto medo. Não sinto amor. Não tenho esperança. Estou... vazio. Parece que não sou mais humano. Não me reconheço mais. Não sei mais quem sou.
No one knows what it's like To be the bad man To be the sad man Behind blue eyes.
Ninguém sabe como é Ser o homem mau Ser o homem triste Por trás de olhos tristes
Termino de cantar e a olho. Sinto o olhar dela. Um olhar... faminto. Parecido com o meu. Falta algo dentro de mim. Acho que estou morto. Mas não aquela morte que tanto espero e anseio. Estou morto em vida, perdi a capacidade de sentir. Sinto-me... oco por dentro. Esse é o pior tipo de morte que pode existir, estar morto em vida. Emma olha para mim curiosa, parece querer desvendar o que se passa na minha mente. Eu, que já voltei da morte tantas vezes, me pergunto se esse será meu fim? Estar “morto em vida”? Viver sem ter a capacidade de sentir? Penso em Hermione e nos momentos que tivemos juntos e que me fizeram sentir coisas que jamais imaginei possível. Será que nunca mais sentirei isso novamente? Anjos e Demônios. Demônios e Anjos. Não vou cometer o mesmo erro novamente. Por que ninguém nunca me compreende? Por que estou sempre sozinho? Eu não quero ser sozinho. Não quero que as pessoas tenham medo de mim. Mas, no fim, todos têm medo de mim. Sempre foi assim. Sempre será assim. Filho de um Pecado sem Perdão. Emma se aproxima de mim. Acho que está preocupada. Ela se preocupa comigo. Parece entender o que sinto. Ela toca meu rosto. Com uma das minhas mãos eu seguro sua mão sobre meu rosto e olho dentro de seus olhos tão azuis e frios quanto os meus. Até nisso somos parecidos. Anjos e Demônios. Quero algo pra mim. Mas sinto falta do calor dos olhos castanhos de Hermione. Ela me encara. Sento-me na toalha e inclino-me em sua direção. Delicadamente toco seu rosto. A pele dela é macia e alva, levemente fria. Seus lábios estão vermelhos sua respiração descompassada. Aproximo meus lábios e toco os dela. Tão macios. Sinto-me reconfortado. Quero alguém pra mim. Mas ainda falta alguma coisa. Passo a língua por seus lábios e sinto que ela se arrepia. Aprofundo o beijo, sinto seu gosto. Não tem o mesmo gosto de Hermione. Não é doce. Não é quente, mas me conforta. Sinto-me acolhido. Seguro seus cabelos pela nuca, são lisos e grossos. Sinto falta dos cachos de Hermione deslizando pelos meus dedos. Por quê? Afasto-me, ainda olhando em seus olhos. Mas não são esses olhos que eu quero, eles não me dizem nada. Por quê? Eu não sinto nada. Apenas o vazio, a escuridão... Ela não é Hermione! Ela me lembra minha amiga vampira. Tanto tempo atrás. Não existia amor entre eu e ela. Apenas sexo. Por quê? Será que isso é suficiente para mim agora? Como descobrir? Não quero magoar a Emma. Recuo lentamente, sentindo minha mente se restaurar. Sinto-me de volta ao controle. Descubro que não existe amor entre eu e Emma. Apenas desejo. Por quê? Capto os pensamentos dela. Ela nada demonstra no rosto ou mesmo nos gestos, mas os pensamentos a traem. Seus bloqueios falharam por poucos segundos. Vejo a verdade na mente dela. “Tu quoque, Brute, fili mi? (Até tu, Brutus, meu filho?)” - pensa Gabriel cansado e decide mudar seus planos, mais uma vez. Amor, entre eu e ela? Será que existirá, com o tempo? Se ficarmos juntos, por tempo suficiente, o amor existirá? Não sei. Será que quero descobrir? Preciso que alguém me ajude. Se ela me aceita, como eu sou, será que devo aceitá-la, como ela é? Mas sei que sou alguém incapaz de aceitar uma traição. Peço que os outros me perdoem, mas eu sou incapaz de perdoar. Ela recua também. Acho que ela entendeu minha confusão. Não vejo mágoa em seu olhar. Decepção, talvez. Confusão, com certeza. Ela nem percebeu o que eu descobri. Nada demonstro. Sou ótimo em esconder a verdade. A dúvida corrói minha mente. Por que ainda gosto de Hermione? Por quê? Por que, sempre que vejo uma garota, me lembro dela? Por quê? Por quê? Por quê? Por que não consigo esquecê-la? Ela me mandou esquecê-la! Por que não consigo??? Por quê? Por quê? - Com se sente? – pergunta Emma séria. - Melhor. – responde Gabriel um pouco envergonhado. – Obrigado. - Creio que deve se vestir. Está um pouco frio. – comenta Emma séria sem dar atenção a excitação dele. Sabia que era normal numa situação dessas. A um chamado meu, Borat me traz roupas limpas. Troco-me em silêncio, enquanto ele me conta que Draco me procurara na minha casa. Logo ele parte, após receber a ordem de procurar Sirius e pedir para ele me encontrar aqui. Eu encosto-me numa das árvores, pensando no que iria acontecer agora. - O que aconteceu hoje? - pergunta Emma. – Todos viram, pela televisão, o ataque ao parque. Vimos sua reação, a briga com Dumbledore. O que aconteceu? - Aconteceu exatamente o que você viu. – fala Gabriel calmo. - Não é isso que estou perguntando. – fala Emma séria. – Quero saber o que aconteceu, para você quase enlouquecer. E que luta com espadas foi aquela? Como diabos você conseguiu matar tantos inimigos somente com uma espada??? - Quer saber o que eu sou? - pergunta Gabriel cansado. - Olha bem pra mim, Emma. Vamos! Olhe além da aparência. - Como? – pergunta Emma sem entender o que ele falava. - Olha para mim, Emma. Olha minha alma. Você acha que ainda sobrou algo de "humano" em mim? - pergunta Gabriel cansado. - Não, Emma. Sou um demônio que caminha sobre a terra. Fui amaldiçoado tantas vezes, que não sei como ainda não tenho chifres! Não sobrou nada em mim, de humano, Emma. Sou só a porcaria de uma casca vazia. Não resta mais nada em mim. - Está enganado. Resta o suficiente para mim. - fala Emma em voz baixa enquanto coloca um de seus dedos sobre os lábios de Gabriel, fazendo-o se calar. - Sobra mais em você, do que imagina. A questão é, o que vai fazer com o que resta? Haverá algo, nisso que restará, que me permitirá te mostrar o que sinto por você?
- Ainda não sei, Emma. Mas prometo descobrir em breve. E você será a primeira a saber. – fala Gabriel sério ao ver Sirius e seu pessoal aparatarem ali perto e se aproximarem. - Gabriel? – chama Sirius vendo que Emma se colocou à frente de Gabriel, como se tentasse protegê-lo com seu corpo. – Você me chamou? - Chamei, Sirius. O que aconteceu por lá, depois que eu saí? – pergunta Gabriel notando que nenhum dos que acompanhavam Sírius tinham pegado suas varinhas. Ficaram, inclusive, mais afastados, para não o deixar nervoso. - Dumbledore levou um esculacho de Hermione, os trouxas estão querendo respostas que ninguém se atreve a dar, alguns bruxos estão odiando você e expediram uma Ordem de Captura para você. – fala Sirius sério. – O Conselho Internacional dos Bruxos, órgão que está acima de qualquer Ministério da Magia, ordenou sua prisão imediata. Os aurores estão atrás de você, mas Quim não está fazendo disso sua maior prioridade. O mundo bruxo foi revelado. Creio que o Ministro Bruxo vai tentar emitir um comunicado para bruxos e trouxas, amanhã. - Entendo. – fala Gabriel calmo. – O que acha que devo fazer agora? - Fugir, é claro. – fala Sirius espantado. – Eu tenho uma casa, onde pode se esconder, se desejar. Nem mesmo Dumbledore a conhece. Fique lá! - Não Sirius. Não vou fugir. – fala Gabriel sorrindo. – Mas tem algo que quero que você faça para mim. - O que? – pergunta Sirius sem entender as atitudes de Gabriel. - Quero que me leve preso até o Ministério da Magia. – fala Gabriel sorrindo abertamente. - Você está brincando? – pergunta Emma tão espantada quando Sirius. - Não. – fala Gabriel sorrindo. – Deve me prender. É hora de agirmos de forma diferente. É hora de fazermos algumas mudanças acontecerem. Vamos ter que jogar por outras regras. Sirius? - Sim? – pergunta ele sem entender o que Gabriel falava. - Confia em seu pessoal? – pergunta Gabriel apontando para cerca de 10 Aurores que aguardavam em silêncio. - Confio. – fala Sirius. – São meu pessoal em primeiro lugar e aurores em segundo. - Bom. Fique de olho naquela que te falei. Quero um relatório sobre ela. – fala Gabriel. – Emma? – chama Gabriel. - Sim? – pergunta ela ainda sem acreditar que ele simplesmente se rendeu. - Agradeço-lhe pela ajuda que me prestou hoje. – fala Gabriel sincero. – Infelizmente, vou passar um tempo longe. A gente se fala na volta. Conversaremos, seriamente, quando eu voltar. - É claro. – fala Emma triste. – Eu espero você voltar. A seguir, Sirius e Gabriel partiram, via chave de portal, direto para o Ministério Bruxo de Londres.
******************************************************************************************** Ministério da Magia – 0:30 Hs. ********************************************************************************************
Já na entrada, Gabriel sentiu a tensão no ar. Aparentemente o Ministério Bruxo tinha chamado todos os funcionários para lidar com a situação que estava acontecendo. Ao entrarem no Átrio, Gabriel viu a movimentação intensa dos funcionários. Notou que alguns o olhavam com admiração. Outros com medo. Outros com ódio. Havia, também, olhares de desprezo. Caminhando, ao lado de Sirius, Gabriel viu os fotógrafos do mundo bruxo tirando fotos de si, sem parar. Manteve seu rosto calmo e caminhou até um grupo de Aurores. - Gabriel Cannon. O Assassino. – fala sorrindo John, o auror que tinha fugido dos Dementadores em Hogwarts. Junto com ele, 7 aurores o encaravam com um misto de curiosidade e medo. - John, o Auror Medroso. – responde Gabriel sorrindo friamente. – Agora que nós nos cumprimentamos, por que você não corre? Ouvi falar que tem Dementadores aqui perto! - Vá rindo, Gabriel. – fala John seco. – Seu destino será definido em Julgamento. Você será, com certeza, condenado! Espero que te condenem a morte. Seu Assassino!!! – fala John seco. - Vá se ferrar! – responde Sirius irritado com o Auror. - Eu, no seu caso, não apostaria muito na minha condenação. – fala Gabriel sorrindo. - Eu fico com ele, agora. – fala John sério para Sirius. – Serei responsável por ele, a partir de agora, até o final do Julgamento. Você está dispensado, Sirius Black e seus Aurores também! - Gabriel? Algo mais? – pergunta Sirius preocupado em deixar Gabriel nas mãos do auror. - Não se vence uma guerra apenas matando os inimigos, Sirius. – fala Gabriel de modo misterioso. – Não adianta apenas alguns lutarem e os demais serem seduzidos por promessas. Ou todos lutam, ou todos perdem. Confie na mentalidade dos jovens. Eles irão fazer o certo. - Incrível declaração. – fala John sorrindo. – Posso colocar na sua lápide? - Se não tiver nenhum dementador por perto. – fala Gabriel sorrindo. – Caso contrário é capaz de você fugir, não é mesmo? - Cale-se, Assassino. – fala John algemando Gabriel com algemas inibidoras de magias. Colocou a chave das algemas no bolso e, segurando Gabriel pelo cotovelo o empurrou brutalmente. – Você vai direto ao 10º andar. Tem uma cela esperando por você enquanto a Suprema Corte se reúne!! - Que gentil. Uma cela só pra mim? – fala Gabriel debochado. – Tem TV a cabo, também? - Cale-se e ande! – fala John empurrando Gabriel para dentro do elevador, junto com os outros 7 aurores. - Não acha pouca gente para me acompanhar até a cela? – pergunta Gabriel ironicamente. – Não quer ir buscar mais alguns aurores? Tipo... uns 200? - Para um Assassino você fala demais. – comenta John sério. - Fala sério! Estão me chamando de Assassino por ter matado um punhado de comensais da morte? – pergunta Gabriel sorrindo. – Por favor. Nem sequer consegui me aquecer lutando e eles fugiram com o rabo entre as pernas. Você devia me ver lutando pra valer. - Eu prefiro ver você estrebuchando pra valer, isso sim. – responde John sorrindo e empurrando Gabriel tão logo o elevador parou no último nível. À sua frente, um corredor com uma cela, no fundo dele. – Tenho certeza de que vão te condenar ao Beijo do Dementador. - Bem, daí você não vai ver, não é mesmo? – pergunta Gabriel sorrindo ao ver o Auror apertar sua varinha. – Afinal, você é covarde demais para isso! - Cale essa boca, Prisioneiro! – fala John nervoso. - Por que não vem me calar? – pergunta Gabriel sorrindo. – Ah, esqueci, você é covarde. - Certo. – fala John sorrindo nervoso. – Mas, depois que você estrebuchar nas mãos do Dementador, eu vou “dar um trato” na sua namoradinha. O que acha disso? Hein? - Kakakakaka! Em Hermione? – pergunta Gabriel rindo zombeteiro. – Ela não é mais minha namoradinha. Fique á vontade para tentar. No entanto, sei que não vai conseguir nada com ela. Sabe, tem que ter uma coisa em especial para ter Hermione. - É mesmo? – pergunta John sorrindo. – E essa “coisa” seria o que? - Coragem. – fala Gabriel rindo abertamente. – Para ficar com alguém como ela, tem que ser macho! - Eu sou corajoso! – grita John levantando sua varinha, furioso. - Foda-se, covarde. – fala Gabriel acertando o nariz de John com uma cabeçada, levando-o ao chão e pulando sobre ele. Em seguida, aquilo virou um “bolo” de aurores tentando separar os dois que estavam no chão, rolando enquanto trocavam golpes. Foi aí que acertaram Gabriel, na nuca, pelas costas com um soco inglês. Juntos, os 7 aurores conseguiram tirar Gabriel de cima de John, e o seguraram com violência. John se levantou com o nariz quebrado e sangrando. Apontou a varinha para Gabriel, desferindo um feitiço. Foi como um soco. Mas muito mais forte. Gabriel foi jogado contra o fundo da cela, onde bateu com suas costas e caiu no chão. Chacoalhou sua cabeça e sorriu divertido. - Fraco como uma menininha. – fala Gabriel em tom de deboche. – Nem sabe usar a varinha. Igual a todos os aurores. Não consegue fazer nada, nem mesmo contra um cara algemado!! - Veremos se sou fraco. Quero estar na primeira fila, na hora que o Dementador sugar sua alma. – fala John sorrindo ao fechar a cela e cuspir na cara de Gabriel.. - Uiii que medo. – fala Gabriel debochado ao ver os aurores saírem e o deixarem preso, ainda algemado, dentro da cela. Limpou o cuspe de John que escorria por seu rosto. Viu quando a porta do corredor foi fechada com violência, após a saída do último auror. Mas nenhum deles notou que Gabriel, no meio da confusão, tinha pego a chave das algemas do bolso de John. “Que Amador! Roubei o cara e ele nem percebeu! Esse cara nas mãos de Hades não sobreviveria nem 5 minutos! Aliás, bela tatuagem ele tem no braço!” – pensa Gabriel divertido ao pegar a pequena chave e a colocar na boca. Já podia se libertar, a hora que quisesse.
********************************************************************************************** Hogwarts – Dormitório feminino da Grifinória – 00:55 Hs. ********************************************************************************************** Emma entrou no dormitório, pensativa. Banhou-se em silêncio, ainda remoendo o que tinha acontecido entre ela e Gabriel. Ainda não sabia direito o que tinha acontecido entre ambos. O beijo trocado com ele não indicava amor, apenas desejo. E uma carência infinita. Sentiu a tristeza dele, antes mesmo dele a beijar. Sentiu a dor que ele demonstrava apesar de querer negar aos outros. Ele parecia querer ficar com toda a dor, apenas para ele. Mas não pode negar que existia uma possibilidade para ela, ao lado dele. Apenas... uma questão de tempo. Apenas isso. Deitou-se e ficou em silêncio, ainda ouvindo os comentários em altas vozes que vinham do salão comunal da Grifinória. Sabia que os mesmos comentários repetiam-se em todas as casas. Mas não pode deixar de ouvir algo que a deixou surpresa. Os alunos falavam em greve. Greve geral entre os alunos. Alguns alunos, inclusive, já haviam enviado corujas para alunos conhecidos em outras escolas de Magia. A greve seria geral. Outros alunos, os membros da AD, já falavam abertamente em invadir o Ministério para resgatar Gabriel, cuja prisão havia sido anunciada há pouco. Era uma situação confusa. Ela podia esperar, pois sabia que Gabriel voltaria para ela, de um jeito ou de outro.
**************************************************************************************** Largo Grimauld 12 – Casa de Sirius – 01:50 Hs. ****************************************************************************************** “Cumprindo ordens diretas de Gabriel, eu o conduzi ao Ministério da Magia, onde ele foi preso. Reunião imediata na minha casa. Avisem Drakul. Sirius.” – mentaliza Sirius e envia para todos os Predadores pela tatuagem. Sentou-se em sua poltrona e serviu-se de um uísque. Olhou para a lareira e logo os Predadores chegaram. - Como é que você o prendeu? – pergunta Hermione indignada. - Ele me chamou e me deu ordens diretas de ser preso e entregue aos aurores no ministério. – fala Sirius calmo. – Ele me ordenou isso. - Onde ele estava? – pergunta Harry pegando uma garrafa de uísque e alguns copos. Conjurou uma mesinha de centro e colocou os copos e a garrafa sobre a mesa. – Como o achou? - Ele estava no Lago Negro. – fala Sirius. – Ele mandou Borat me chamar. - O que ele estava fazendo lá? – pergunta Draco servindo-se de uma dose de uísque e tomando num gole só. - Ele estava... conversando com a Emma. – fala Sirius sem olhar para Hermione. - Conversando? – pergunta Rony sorrindo. - Sim, conversando. – fala Sirius sério. – Estavam vestidos e tudo. – termina sorrindo. - Vamos deixar de palhaçadas. – fala Sophia. - Tudo bem. – fala Hermione séria. – Isso não importa. Como ele estava? - Calmo. Tranqüilo. Parecia o Gabriel de sempre. Eu contei que ele estava sendo procurado e ele se rendeu. – fala Sirius. - Simples assim? – pergunta Gina curiosa. - Simples assim. – fala Sirius calmo. - Pessoal. – cumprimenta Drakul chegando agora. – Temos problemas. Sérios. - Que problemas? – pergunta Hermione preocupada. - Gabriel será formalmente acusado de violar o Sigilo. A coisa é séria. Vão julgá-lo amanhã pela manhã. A pena, caso seja condenado, é o beijo do Dementador ou a forca! - Então, só temos uma escolha. – fala Harry sério. - Sim. – fala Hermione. – Vamos invadir o Ministério e o libertar! - Não. – fala Draco calmo. – Gabriel pode sair do Ministério a hora que quiser. Ele não se entregaria se quisesse que nós o libertássemos. O Plano dele deve ser outro. - Mas qual? – pergunta Rony curioso. - Ele quer Comprometimento da Sociedade Bruxa. – fala Drakul. – Ele está cansado de lutar e nada mudar. Ele quer que todos comecem a colaborar. - Ele falou algo pra mim. “É hora de agirmos de forma diferente. É hora de fazermos algumas mudanças acontecerem. Vamos ter que jogar por outras regras.” – fala Sirius. - Você acha que ele violou o Sigilo consciente do que fazia? – pergunta Hermione. - Ele não violou nada. Ele simplesmente reagiu ao ataque. – fala Drakul. – Quem violou o Sigilo foram os atacantes. - Seria bom se tivéssemos como provar isso. – fala Gina. - Quais são as chances de Gabriel no Julgamento? – pergunta Simas. - Poucas. – fala Drakul. – Pelo que eu andei investigando, parte dos Juízes é partidário do Tom. E os restantes estão furiosos com a violação do Sigilo. - Melhor montar um plano de resgate, para usarmos em último caso. – fala Harry e vê que Draco confirma. - Eu quero ver Gabriel. – fala Hermione séria levantando-se. – Vou até o Ministério. - Esqueça. – fala Drakul. – Nem eu consegui. Tem pelo menos uns 200 aurores no prédio. A menos que matemos todos. - Olá, pessoal. – fala Ewolin chegando agora. – Temos um problema. - Outro problema? – pergunta Neville cansado. - Escolheram o advogado de Gabriel. – fala Ewolin preocupado. - Quem? – pergunta Draco. - Dumbledore. Ele se apresentou como voluntário. – responde Ewolin sério. - Oh, merda! – fala Hermione baixando a cabeça. – O Velhote quer realmente, condená-lo! - Como Gabriel reagiu ao saber disso? – pergunta Harry. - Ele ainda não sabe. – fala Ewolin. – Mas é capaz de ficar meio... nervoso.
**************************************************************************************** Ministério da Magia. Cela de Gabriel - 02:00 Hs. ****************************************************************************************** “As risadas. Ouço as risadas. Crianças. Voando pelo céu. São as que morreram durante o ataque. Vejo-as à distância, como se elas estivessem voando junto com um anjo.” – pensa Gabriel ao lembrar do sonho que tinha tido há pouco. Olhou para sua cela. Só tinha uma pequena cama de madeira. Mais nada. Nem água, nem vaso sanitário, nada. Ambiente um pouco sujo. Nada saudável. Era acordado de 5 em 5 minutos. Os aurores do prédio deviam estar com falta do que fazer, por isso, achavam interessante irem até a cela e o olharem, como se fosse um animal enjaulado. Agora era diferente. Os aurores se retiraram rapidamente e o deixaram sozinho. Logo descobriu o motivo. Ele estava ali. - O que quer, Dumbledore? – pergunta Gabriel cansado, sentado em sua cama, olhando para frente. - Apresentei-me como seu advogado de defesa perante a Suprema Corte dos Bruxos. Sou voluntário. – fala Dumbledore. – Sei como eles operam e posso tentar salvar sua vida. - Sei. – fala Gabriel sorrindo debochado. – E por que eu te aceitaria? - Acho melhor tentarmos nos acertar. – fala Dumbledore. – Confesso que não gostei nada do que você fez ontem. - Dumbledore, minha noite foi um fracasso completo!! – fala Gabriel debochado. – Nem sequer consegui te matar!! - Estou falando de você ter violado o Sigilo. – fala Dumbledore seco. - Eu não sei por que vocês estão estressados com isso. – fala Gabriel sorrindo. - Acho que você deveria ficar um pouco mais preocupado. – fala Dumbledore sério. – Se condenado, será provavelmente, sujeito ao Beijo do Dementador. - Supondo que exista um Dementador no mundo que queira chegar perto de mim. – fala Gabriel rindo. - Eles podem usar a Forca, como opção. – fala Dumbledore seco. - Não serei enforcado. – fala Gabriel sério ao lembrar da Resistência. – A forca é a Pena para Traidores! - Então é melhor colaborar um pouco. – fala Dumbledore seco. – Comece me aceitando como seu advogado de defesa. - Os condenados a morte, tem direito a um último desejo, antes de morrer? – pergunta Gabriel sério. - É o costume. – fala Dumbledore. - Então é o seguinte. – fala Gabriel sorrindo. – Eu o aceito como meu advogado, com uma condição. - Qual condição? – pergunta Dumbledore sério. - Se me condenarem a morte, você deve me matar. – fala Gabriel sorrindo ao ver a cara espantada de Dumbledore. – Vai encostar sua varinha na minha testa, e vai usar o Avada. - Por que eu? – pergunta Dumbledore espantado. - Por que se você falhar em me defender, vai ter uma morte em suas costas. – fala Gabriel sorrindo. – Além disso, se você me matar, cedo ou tarde algum amigo meu vai te matar em represália. E eu terei minha vingança, contra você, mesmo depois de morto. - Por que diabos você me odeia tanto??? – grita Dumbledore furioso. - Te dei dezenas de pistas. Não posso te contar diretamente, velho! – fala Gabriel sério. – Mas digamos que eu e você temos muitas coisas para acertarmos. Agora, caia fora. Quero dormir um pouco. - Virá um médico-psicólogo para entrevistar você. Foi pedido pela Promotoria para descartar o fato de que você é louco. – fala Dumbledore. – Aconselho que converse com ele. Fingir-se de louco pode te livrar da morte. E você pode ficar preso em sua própria prisão. - Não sou louco. Eu vou responder às perguntas dele.– fala Gabriel sorrindo ao ver Dumbledore sair da cela. - E vou deixá-lo, louco. - É melhor você levar isso a sério, Gabriel. A situação está, no mínimo... preocupante. – fala Dumbledore. - Sei. – fala Gabriel debochado. – Quais as acusações que armaram pra mim? - Violação do Sigilo da Magia. Uso ilegal de Animagia. E, claro, o Assassinato dos comensais no parque. – fala Dumbledore sério. - Só isso? – pergunta Gabriel sorrindo. - Qualquer uma dessa já te leva a morte. – fala Dumbledore friamente. - Sei. – fala Gabriel rindo. – E daí, se me condenarem nas três acusações, vão me matar 3 vezes? - Se você acha que rindo vai mudar a opinião da Suprema Corte, vá em frente, Gabriel. Mas depois, não reclame se for condenado. – fala Dumbledore sério saindo dali e deixando um Gabriel rindo.
**************************************************************************************** Largo Grimauld 12 – Casa de Sirius – 02:45 Hs. ****************************************************************************************** Dumbledore chegou pela lareira. Bateu a fuligem de suas roupas e quando olhou ao seu redor, encontrou todos os Predadores, ali, o encarando. - Vejo que ainda não retornaram a Hogwarts. – fala Dumbledore em tom de censura. - Se é que voltaremos um dia. – fala Hermione folhando um livro de leis. - Muito bem. Caso não saibam, ofereci-me como voluntário para ser advogado de Gabriel durante o julgamento. – fala Dumbledore sério. - Em troca de que? – pergunta Draco sério. - Como assim? – pergunta Dumbledore se sentindo ofendido. - Você sempre o odiou. Por que a mudança? Ou está querendo se garantir que ele seja condenado? – pergunta Narcisa séria enquanto folhava outro livro. - Pensei bastante no que me falaram. Sobre ter a mente fechada para novas idéias. – fala Dumbledore sério. - Uau! – fala Hermione debochada. – Ele pensa! - Sem gracinhas, por favor. – fala Dumbledore. – Estou querendo ajudar. - Mas o motivo não é esse, é? – pergunta Harry lendo um livro antigo de leis. – Aqui, Hermione, acho que é isso. – fala ele apontando para um artigo em especial. - Talvez meus motivos sejam outros.... mas minha vontade de ajudar é sincera. – fala Dumbledore seco. - Muito bem. – fala Gina o encarando. – E por que está aqui e não preparando a defesa dele? - Preciso de ajuda. – fala Dumbledore. – Gabriel não parece estar preocupado se será ou não condenado. Preciso de informações sobre o que aconteceu. E preciso agora. Tenho que preparar a defesa dele, e tudo aponta para a culpa. - Do que precisa? – pergunta Ewolin sério. - O que aconteceu, exatamente, ontem a noite? – pergunta Dumbledore. – Preciso saber. - Pois bem. – fala Ewolin. – Se deseja saber, posso te contar. Detalhadamente. Mas não vejo no que vai ajudar. - Conte. Saberei depois que me contar. – fala Dumbledore. - Estávamos na mansão de Drakul. E depois, fomos até um bar. – fala Ewolin narrando sobre o que tinha acontecido horas atrás. – Daí...
**************************************************************************************** Ministério da Magia. Cela de Gabriel – 03:45 Hs. ****************************************************************************************** - O que foi, assassino? – pergunta John. – Não consegue dormir? Sua consciência incomoda? - Ah, meu caro auror que tem medo de Dementadores. – fala Gabriel sorrindo. – Eu não tenho problemas de consciência. – mente Gabriel. - Acredito mesmo que não. – fala John. – Afinal, assassinos não tem problemas, não é mesmo? - Verdade. – fala Gabriel sorrindo. – Me responda uma coisa? – pergunta Gabriel. - O que quer saber? – pergunta John. - Por que tem tantos aurores protegendo esse andar? – pergunta Gabriel. - Para que você não fuja. E para impedir que algum membro da Aliança queira libertar você. – fala John sincero. – Vamos guardar você, até a hora que for executado. - É, vai ser uma longa espera. – fala Gabriel rindo baixinho. - Talvez. – fala John. – Mas saiba, que de uma forma ou de outra, um de nós dois não sairá vivo desde prédio. - Vai se suicidar? – pergunta Gabriel sorrindo debochado. - Ria, Gabriel. Ria. – fala John sorrindo. – Vão usar a forca em você, sabia?? - Se me condenarem. – fala Gabriel rindo. – Mas numa coisa, você tem razão. - No que? – pergunta John. - Só um de nós dois sairá vivo deste prédio. – fala Gabriel sorrindo ferozmente.
**************************************************************************************** Largo Grimauld 12 – Casa de Sirius – 04:35 Hs. ****************************************************************************************** - ... E foi aí que vocês apareceram no parque de diversões. – termina Ewolin. - Gabriel não iniciou o ataque? – pergunta Dumbledore. - Não sei. – fala Ewolin sincero. – Ele estava sozinho. Daí, quando nos chamou, o combate já acontecia. - Ou seja, ele pode ter iniciado o ataque. – fala Dumbledore. - Não acredito nisso. – fala Simas. – Gabriel jamais começa uma briga. - Precisamos saber exatamente o que aconteceu. – fala Dumbledore. – Exatamente o que aconteceu. - Basta perguntar a Gabriel. – fala Hermione. - Sem uma testemunha, a palavra de Gabriel não valerá nada. – fala Dumbledore. - Existe uma testemunha. – fala Ewolin sério. – Ele saiu acompanhado do bar. Estava com uma moça. - Quem é ela? – pergunta Dumbledore. - Ela é dançarina no bar. – fala Ewolin tentando se lembrar. – Evelyn, creio eu. - Precisamos do testemunho dela. – fala Dumbledore sério. – Querem ajudar? Encontrem essa moça e a tragam a mim. Preciso do testemunho dela. - Eu faço isso. – fala Hermione. - Não vá sozinha. – fala Draco. - Eu vou com ela. – fala Sophia séria. - Comecem a procurar informações sobre ela no bar. – orienta Harry. – Devem saber o endereço residencial dela, ou algo assim. - Boa idéia. – fala Sophia pegando na mão de Hermione e sumindo numa nuvem de fumaça negra. - O que vocês estão estudando, Draco? – pergunta Dumbledore vendo Draco com uma planta do Ministério da Magia. - Nada. – responde Draco guardando os papéis rapidamente. - Vocês não estão pensando em... – fala Dumbledore e pára por um segundo. – Vocês vão invadir o Ministério? – pergunta incrédulo ao ver Rony escolhendo algumas armas que estavam por sobre a mesa da sala. - Entenda de uma vez, Dumbledore. – fala Neville analisando uma planta da sala do tribunal. – Gabriel não será enforcado. Iremos garantir isso. - Vocês vão se colocar, todos, contra o Ministério? – pergunta Dumbledore surpreso. - Não. – fala Rony sorrindo. – Só contra quem tentar nos impedir. - Isso é loucura. – fala Dumbledore sério. - Melhor o senhor ir, Diretor. – fala Gina calma. – Precisa descansar para preparar a defesa do Gabriel. - Snape! Sirius! Vocês, pelo menos! Coloquem um pouco de juízo na cabeça deles! – fala Dumbledore. - Estamos tentando. – fala Snape sério. – Já fui contra metralharmos todos os juízes. Agora, concordamos em metralhar apenas os aurores. Sem querer acreditar naquilo, Dumbledore voltou para a lareira e partiu para Hogwarts.
**************************************************************************************** Local Ignorado. - 04:38 Hs. ****************************************************************************************** Fazia alguns minutos que ele não parava de gargalhar. A cada vez que lembrava, ele gargalhava. Nunca tinha tido um dia tão perfeito como esse. “Senão, vejamos.” – pensa Tom alegre. – “A Bastilha caiu. Tenho 3.500 novos aliados! E meu maior problema está preso!” Era inevitável! Voltou a gargalhar! Depois de alguns minutos, chamou “Narigudo” e lhe entregou um espelho de duas faces para ele. Iria conversar com Gabriel. Iria tentar, pela última vez. **************************************************************************************** Hospital St. Mungus – 04:45 Hs. ****************************************************************************************** - Acordou, finalmente. – fala um medi bruxo sorrindo. - Onde estou? – pergunta Aradia ainda meio grogue. - Hospital St. Mungus. – responde o medico. - O que houve? – pergunta Aradia. - Restauramos seus dentes e seu nariz. – fala o médico. – Mas infelizmente não conseguimos eliminar as marcas no seu rosto. Levará algum tempo até que as cicatrizes sumam. - Dê-me um espelho. – ordena Aradia séria. Pegou o espelho que o médico lhe entregou e olhou-se criticamente. Seu rosto tinha marcas de garras, de um lado a outro. Sentiu uma lágrima escorrendo por sua face que antes era tão bela. Agora... - Vou voltar a ficar bela? – pergunta ao médico. - Claro. Com algum tempo de tratamento. – fala o médico de forma não confiante. - Claro. – responde Arádia séria. – Quando poderei sair? - Amanhã ou depois. – fala o medico sério. – Por enquanto descanse. “Descansar? Uma ova!! Vou atrás de Gabriel. A culpa é dele! Por causa dele, minha filha me atacou! Ele é o culpado de tudo! Ele me tirou minha filha. E vou tirar algo dele, nem que isso me custe a própria vida. Vou matar o Enviado. Sei como fazer. Sei onde ele está. Sei como matar Narcisa! Eu te avisei, moleque, que você não sabia com quem estava mexendo!!!” – pensa Arádia decidida, tomando mais uma poção. – “E depois de matar o Enviado, partirei para Avalon! Hermione não quis vir? Pois bem. Que tenha o destino que foi profetizado por Merlin. Ela morrerá na guerra.”
**************************************************************************************** Londres. 04:30 hs. – Galpão da RAF - Londres **************************************************************************************** - Vão falar ou não? – pergunta Belle sério olhando para os três bruxos que estavam amarrados por sobre a mesa. Nus. - Jamais trairemos o Mestre! – fala um dos bruxos. - Vocês é que sabem. – fala Belle irritado. – Por mim, quero que se danem. - Então vão nos torturar? – pergunta um dos bruxos sorrindo. – Pelo visto, vocês usam nossos próprios métodos. - Usamos aquilo que funciona. – fala Irgil entrando naquele momento acompanhado por um homem magro. – Olá, Belle. Bom que me chamou. - Estava te esperando para conversar com eles. Tentei com as boas maneiras e eles não contam nada. – fala Belle irritado. – E agora, Gabriel está preso, pelo que Ewolin me falou. - Não se preocupe. Trouxe um especialista em conseguir informações. – fala Irgil apontando para o homem magro que coloca uma maleta em uma mesa de madeira e, de dentro da maleta, pega um par de luvas de borracha e as coloca em silêncio. - Quem é ele? – pergunta Belle curioso apontando para o homem magro com um rosto sério. - Sabe a grávida que eles pegaram como refém? – pergunta Irgil e vê que Belle confirma com um movimento de cabeça. – Ela é a esposa de um chefão da Máfia Russa. Está grávida de seu primeiro filho. Imagina como ele ficou quando a viu sendo tomada como refém??? - Cruzes! – fala Belle arrepiado ao lembrar do que a Máfia Russa costumava fazer com que os traía. - Sim. Este chefão da Máfia ficou muito agradecido a Gabriel. Muito mesmo. Ele procurou a Rede e ofereceu os serviços deste homem. Como forma de agradecimento. – fala Irgil sério vendo que o homem apenas tocou, levemente no peito de um dos bruxos e ele largou um grito lancinante. – O cara é muito bom no que faz. Daqui a pouco, estes idiotas vão implorar para contar tudo. Conseguiu as imagens do parque de diversões no momento do ataque? – pergunta Irgil. - Sim. Mas ainda não as analisei. – fala Belle mostrando alguns DVDs por sobre a mesa. - Vamos analisar juntos? – pergunta Irgil. - E quanto a eles? – pergunta Belle ouvindo os gritos de outro bruxo. - Não se preocupe. Eles contarão tudo o que queremos saber. Pode ter certeza disso. – fala Irgil sério. – Cães sem honra. Atacando crianças e grávidas!!!
**************************************************************************************** Vaticano – 05:00 Hs. – Sede do Governo ****************************************************************************************** Assombrado. Era assim que o Papa Bento XVI estava agora. Não pelo ataque que ele tinha visto na BBC. Nem pela reação dos trouxas. A Igreja sabia, é claro, sobre o mundo bruxo. Sempre soube. Há séculos um tratado tinha sido feito com eles. Mundos distintos. Regras distintas. Mundos separados. Agora, tudo isso tinha acabado. Isso o deixava assombrado. - Perdão, santidade, temos mais um problema. – fala um Cardeal entrando agora. - O que mais está acontecendo? – pergunta o Papa. - Venha comigo, Santidade, por favor. – pede o Cardeal e caminham por longos corredores dentro da basílica de São Pedro. Ao chegarem num corredor, descem por ele até estarem abaixo do solo. Por corredores tortuosos e passagens secretas, seguem seu caminho, até chegarem a um corredor onde dezenas de estátuas com a forma de anjos estavam em seus nichos, nas paredes. - Mas o que é que está acontecendo aqui? – pergunta o Papa preocupado ao ver que todas as estátuas choravam. - Isso não é o pior. – fala o Cardeal entrando por uma pesada porta de madeira que tinha sido destruída, de dentro para fora, revelando uma sala espaçosa. Dentro dela, as estátuas de 3 anjos estavam de pé. A quarta, estava caída, mas não quebrada. - Que lugar é esse? – pergunta o Papa surpreso. - Uma sala criada há muito tempo. Esta sala guarda as imagens que representam os cinco Arcanjos Maiores. – fala o Cardeal rapidamente. – Esse caído é Satan-el. Este aqui á esquerda é Raphael. Depois Miguel. Depois Uriel. - Sim, são cinco. – fala o Papa irritado. – Mas onde está o quinto? - Essa é a parte interessante. – fala o Cardeal sério. – A estátua do Arcanjo Gabriel, sumiu. - Como uma estátua some? – pergunta o Papa surpreso. – Foi roubada? Por que não acionou a Guarda Suíça? - Ela não foi roubada. – fala o Cardeal sério. – Ela saiu daqui caminhando! - Uma estátua, caminhando? – pergunta o Papa incrédulo enquanto pensava se o Cardeal não andara abusando do vinho da missa. - Estranho, não é mesmo? – pergunta o Cardeal imaginando o que o Papa pensava. – Veja as pegadas. Ela saiu do seu pedestal e caminhou até a porta. Em seguida, a destruiu. E caminhou para fora, pelo mesmo corredor que viemos. - Isso é um absurdo! – fala o Papa sério. - Foi filmado. – fala o Cardeal sério. – Conforme a estátua avançava pelo corredor, caminhando lentamente, as demais imagens choravam. - E onde ela foi parar? – pergunta o Papa sério. - Siga-me. – fala o Cardeal voltando a sair da sala. Seguiram pelo corredor. E mais corredores. Passagens secretas. E mais corredores. Cruzaram salas e prédios, até que chegaram a um salão grande. Biblioteca Apostólica Vaticana. - Você está querendo me dizer que uma estátua de pedra fez todo esse caminho e ninguém viu? – pergunta o Papa surpreso. - Muito pelo contrário. Sua caminhada foi filmada o tempo todo. E vista por dezenas de seguranças. Por fim, chegou até esta parede e arrancou a porta desta sala em especial. – fala o Cardeal conduzindo o Papa por dentro da biblioteca até onde a estátua tinha ido. Desceram por corredores estreitos até uma saleta, no fim do estreito corredor. - E onde isso vai dar? – pergunta o Papa seguindo o Cardeal. - Num jardim interno. – fala o Cardeal apontando para a saída da saleta. A porta da saleta tinha sido arrancada. E logo à frente, a estátua estava parada, com um dos seus dedos apontando para um túmulo. Dentro de um relicário de vidro, pergaminho estava protegido. - Deus. – fala o Papa baixinho ao ver que a estátua girou lentamente o pescoço para encará-lo. – O que ele está fazendo? - Esperando, acredito eu. – fala o Cardeal olhando para o Papa. - Esperando o que? – pergunta o Papa. - Ele quer nos dizer algo. Mas não conseguimos entender. Por isso chamei uma sensitiva. Ela está chegando. – fala o Cardeal. - Você anda tomando atitudes bem liberais, não acha? – pergunta o Papa sério. – Até onde eu sei, o Papa aqui sou eu! - Perdoe-me, santidade, mas acredito que devemos resolver isso o quanto antes. – fala o Cardeal ao ver uma sensitiva com duas rosas nas mãos, entrar na sala acompanhada por um guarda que foi dispensado. - Criança. – cumprimenta o Papa sorrindo. - Santo Padre. Cardeal. – cumprimenta ela sorrindo e olha para a estátua que a encara. - Criança, o que está acontecendo? – pergunta o Cardeal ao ver ela levar as mãos a cabeça. - Ele quer... o pergaminho... – geme ela sentindo dor. – Agora! O Pergaminho que está no Relicário! - Dê a ele o que ele quer. – fala o Papa apoiando a sensitiva que caiu de joelhos no chão sentindo fortes dores de cabeça. O Cardeal abriu o pequeno Relicário de vidro e o pergaminho flutuou no ar enquanto se desenrolava à frente da estátua até que estivesse todo aberto. Foi quando os três sentiram em suas mentes a mesma mensagem. “A hora chegou! As mudanças irão acontecer. Um mal antigo foi banido e está retornando. Preparem-se para o Fim dos Tempos!” Em seguida, a estátua colocou um dos seus dedos no pergaminho, por sobre uma palavra e a marcou. Depois, a estátua imobilizou-se novamente. O Pergaminho continuava aberto. O Papa o olhou e encontrou a palavra que ele tinha marcado. - Apollyon. – lê o Papa em assombro. – O Destruidor. Como se fosse um sinal, a estátua do Arcanjo começou a chorar. Sangue.
Da mesma forma que a Sensitiva. O Papa olhou para a estátua chorando e notou uma semelhança espantosa com algo que ele tinha visto naquela mesma noite, na BBC. - Cardeal, quero que me responda algo. E pense muito bem antes de responder. Quero que tenha certeza absoluta da resposta. – fala o Papa sério. - É claro, Santidade. – fala o Cardeal sério vendo que a Sensitiva tinha desmaiado. - Quem é o Arcanjo representado por esta estátua? – pergunta o Papa. - É Gabriel. – fala o Cardeal sério. – O Arcanjo Mensageiro. Aquele que é a “Voz de Deus”. Aquele que anunciou o nascimento de Jesus Cristo. - Tranque este jardim. Mande levar a estátua de volta ao seu local de origem. – fala o Papa sério. – Ninguém comenta nada sobre isso. Nada! Nenhuma palavra sobre isso deve ser proferida, entendeu? - Sim, Santidade. – responde o Cardeal vendo o semblante sério do Papa enquanto caminhavam de volta ao escritório do Papa. - Vou para Londres. – fala o Papa. – Providencie transporte imediato e acesso às dependências do Ministério Trouxa e Bruxo. - Senhor? – chama o Cardeal sem entender. - O Fim dos Tempos chegou. – fala o Papa sério. – Preciso falar com o bruxo Gabriel. Urgente! - Mas, por quê? – pergunta o Cardeal sem entender. - Este pergaminho. – fala o Papa levantando o pergaminho no ar. – Ele indica que um Destruidor virá para este mundo. E só um poderoso guerreiro poderá detê-lo! - E o que isso tem a ver com Gabriel? – pergunta o Cardeal. - Acredito que ele seja aquele que esperamos. – fala o Papa pensativo. – Sim. Acho que o único que pode deter Apollyon está preso neste momento. Precisamos tirá-lo de lá e o preparar para o combate! - Quem escreveu este pergaminho? – pergunta o Cardeal sério. - São Malaquias, o Profeta do Apocalipse! – responde o Papa sério. – O mesmo que profetizou que só haveria 111 Papas. - E daí? – pergunta o Cardeal sem entender. - Eu sou o de número 110! – fala o Papa sério. – Depois de mim só haverá 1. E Roma será destruída! - Hein? – pergunta o Cardeal assombrado. - “In persecutione extrema S.R.E. sedebit Petrus Romanus,qui pascet oves in multis tribulationibus, quibus transactis civitas septicollis diruetur, et Iudex tremêndus iudicabit populum suum. Finis.” – fala o Papa em latim. - “Na última perseguição à sagrada Igreja Romana reinará Pedro Romano, que apascentará as suas ovelhas no meio de tribulações, passadas as quais a cidade das sete colinas (Roma) será destruída e o juiz terrível julgará o seu povo. Fim.” – traduz o Cardeal. - Sim. Mas não é tudo. – fala o Papa. – “Na suprema desolação do mundo, reinará Pedro Romano, último Pontífice de Deus verdadeiro. Roma criminosa será destruída e o juiz tremendo julgará, triunfante, todos os povos.” - E por que acha que o bruxo Gabriel seria o guerreiro? Aquele que deterá o Destruidor? – pergunta o Cardeal. - Você viu a imagem da estátua chorando sangue? – pergunta o Papa e o Cardeal confirma. – Então veja isso. – fala o Papa pegando o controle remoto da tv e retrocedendo a imagem da BBC, até que mostrava Gabriel, com suas asas abertas, sendo golpeado incessantemente pela mãe, enquanto chorava pela morte das crianças. - Deus! – fala o Cardeal assombrado. – Se tirarmos o desgaste do tempo na pedra, a estátua é idêntica a Gabriel. Idêntica! - Vejo que entendeu. – fala o Papa sério. – Quero partir em meia hora. - Sim, Santidade. – fala o Cardeal saindo em silêncio para cumprir suas ordens. - Agora vamos ver quem é você, Gabriel. E do que é capaz. – fala o Papa vendo o noticiário da BBC que não parava de mostrar imagens da luta. Viu Gabriel lutar com armas trouxas. Viu ele matar sem perdão os atacantes. Viu ele usando sua espada. Mas isso não foi o que mais lhe marcou. Reviu a imagem dele largando sua espada para proteger a grávida. E depois, viu o que mais lhe cortou o coração. Gabriel abraçado a uma criança morta, chorando de forma desconsolada. “Só os que passam pelo inferno da guerra, entendem o valor de uma vida!” – pensa o Papa sentindo as lágrimas virem a seus olhos ao ouvir Gabriel murmurar pedidos de desculpas para a criança morta em seus braços. - Santidade? – chama o Cardeal sério. – O seu avião está pronto. - Partiremos imediatamente. – fala o Papa. – Você vem comigo. - Sim, Santidade. – fala o Cardeal andando ao seu lado. – Santidade, por que foi que a estátua do Arcanjo Gabriel se moveu? - O Arcanjo Gabriel sempre foi o Mensageiro. Aquele que anuncia. E também, aquele que destrói. – fala o Papa sério enquanto caminhava rumo ao helicóptero e depois voavam rumo ao aeroporto. - E? – pergunta o Cardeal. - Livros antigos tratam o Arcanjo Gabriel como o mais “humano” dos Arcanjos. – fala o Papa sério. – Ele é, segundo livros apócrifos, o que mais sofre pelos erros cometidos por nós, contra nós mesmos. Mas tem mais uma coisa nisso tudo. - E seria? – pergunta o Cardeal. - Segundo algumas lendas, o Arcanjo Gabriel adorava crianças. – fala o Papa. – Entende agora? Numa guerra, os que mais sofrem são as crianças. Sempre foi assim. - Então a escolha da estátua do Arcanjo Gabriel é um anúncio? O anúncio de uma guerra? – pergunta o Cardeal ao sentir que o helicóptero pousou e logo depois, ambos entraram num avião. - Sim. – responde o Papa ao entrar no avião e apertar o cinto. – A estátua serviu como um alerta. O Arcanjo Gabriel também é conhecido como o Arcanjo da Guerra ou como o Anjo da Morte. Ou como aquele que viria para destruir esse mundo, caso a humanidade falhe. - Nossa. – fala o Cardeal impressionado. - Exatamente. – fala o Papa. – Talvez tenhamos que nos defender do próprio Arcanjo Gabriel, se ele vier nos julgar. - Lutar contra um Arcanjo? – pergunta o Cardeal surpreso nem notando que o avião já tinha decolado. - Existem maneiras de conter seres poderosos como eles. – fala o Papa pensativo. - A questão é se conseguiremos fazer tal coisa antes de sermos julgados por ele, pois não se iluda, perante o Arcanjo Gabriel, seremos considerados culpados neste julgamento. - E qual o castigo? - pergunta o Cardeal apavorado. - Ele irá "queimar" este mundo. - fala o Papa sério. **************************************************************************************** Ministério da Magia. Cela de Gabriel – 06:00 Hs. ******************************************************************************************
Gabriel o viu e começou a sorrir. Era inevitável. - Olá, Narigudo. – cumprimenta Gabriel sorrindo. - Você e esses seus apelidos. – fala Narigudo sorrindo. – Te pegaram, foi? - Nada. Eu me entreguei. – fala Gabriel sorrindo. - Precisa de ajuda para fugir? – pergunta Narigudo sério. - Não se preocupe. O que aconteceu? – pergunta Gabriel sério. - Eu precisava te avisar e aproveitei a chance. Não tenho muito tempo. – responde Narigudo. – A Bastilha caiu. Tom tem mais de 3.500 novos aliados. Ainda não descobri onde estão se escondendo, mas é uma questão de tempo. - Caraca! – fala Gabriel chateado. – Eu avisei que aquilo era um alvo. Nimrod foi com ele? - Sim. Eles arrasaram a prisão, Gabriel. Tem mais de 200 aurores de vários países mortos. Todos os que eram guardas, morreram. – fala Narigudo sério. - Praga! – reclama Gabriel preocupado. – Tente descobrir a base onde eles se esconderam. Não devem ter se separado ainda. Se puder, descubra onde Nimrod anda se escondendo. - Vi o seu combate com ele. – fala Narigudo sério. – Ele se recupera dos ferimentos na mesma velocidade que você. Não aconselho um novo combate. Ou você tem algo para jogar nele? Algum feitiço, ou qualquer coisa? - Não. Não tenho nada. Mas vou dar um jeito. Não se preocupe. Caso eu caia em combate, deixei uma carta, com 5 pessoas diferentes, explicando detalhadamente o que você está fazendo. Assim, você não ficará com o “estigma” de ser um Comensal. Seus pais foram dotados de verbas suficientes para viverem como reis por toda a vida. – fala Gabriel. - Agradeço por isso. – fala Narigudo sorrindo e lhe entregando um espelho. – Tem mais uma coisa. Ele te mandou isso. Eu devo deixar com você e partir. - Valeu, Narigudo. – fala Gabriel sorrindo. – Agora vá! Antes que te peguem. - Adeus, Gabriel. – fala Narigudo saindo em silêncio. “Então o Tom quer conversar. Vamos ver o que ele tem a dizer!” – pensa Gabriel sorrindo e vendo a imagem de Tom surgir no espelho que colocou num canto da cama. - Sabe, eu sempre achei que você merecia um destino melhor. – fala Tom sério. - Sério? – pergunta Gabriel ironicamente. – Que destino seria esse? - Sirva-me, como meu vassalo, e te concederei o que quiser. – fala Tom sério. – Coloco-te como meu segundo em comando. Concedo-te todos os teus desejos. TODOS!!! E, claro, te tiro daí em meia hora. Inocentado, se desejar, ou a força se precisar. Que tal? – pergunta Tom sério. - Hummmm.... – fala Gabriel pensativo. – Isso é algo... interessante para se pensar. Ficar preso nunca foi meu esporte favorito. Pode me conceder tudo o que eu quiser? – pergunta Gabriel sério. - O que quiser. – fala Tom. – Basta pedir. - Bom. Tem algo que eu quero. Se me conceder isso, eu me alio a você. – fala Gabriel sério. - E o que é? – pergunta Tom sentindo que Gabriel finalmente seria seu aliado. - Eu quero o seguinte.... – fala Gabriel calmo. – Eu quero... algo que nunca tive. Eu quero... **************************************************************************************** Fim do Capítulo! Mas que autor filho da mãe!!!! **************************************************************************************** Observação: Sobre São Malaquias, a profecia é real e amplamente documentada. Pelo menos a parte dos 111 papas. Sobre a chegada do Destruidor(Apollyon) é simplesmente uma “licença poética” de minha parte.
Comentários: UEBBBBAAAAAAAAAAAA! Seu nome pode aparecer mais de uma vez. Aconselho que leia a todos, com cuidado. Tem, como sempre, algumas pistas no texto abaixo.
Trinity - Olha, o Gabriel adorou a idéia de sair e relaxar um pouco. O problema é que Hades ta no pé dele. Nada de folga. Triste, muito triste.
Enviado por --Perséfone Black-- em 13/04/2009
[Excluir]
Tipo... Acho que notei uma coisa que, se alguém notou, não comentou sobre. Tipo... a Hermione pretende MESMO ir buscar o exército de Avalon??? Porque se ela for, ela está esquecendo um pequeno detalhe.... O tempo em Avalon não passa do mesmo modo que o tempo aqui... Então se ela for, mesmo que demore um dia, ou dois... Quanto tempo já erá se passado aqui? Um mês? Um ano?n Uma década? Ou aé mesmo um século? E.. o que ela vai encontrar por aqui quando volltar com o exército? A Guerra terá acabado? Se sim, quem vencerá? Se não... qual será a situação? Ah, nem sei o que me deu para comentar isso... Mas é que eu lembrei do nada quando tava lendo uns comments! ^^' =* Nota: 5
--Perséfone Black-- - Deixei seu comentário completo por que você chegou num ponto muito claro. Eu vou colocar em breve, um ...E Se... na fic. Tipo, Hermione foi para Avalon e voltou depois. Mas o que aconteceu enquanto ela estava fora??? Será uma espécie de sonho. Aguarde. Em breve eu faço.
Danny Evans – Oi sumida. Bem vinda de volta. Que bom que gostou do último cap. É, as mudanças de Hermione tinham um motivo. Apolo na área. E veio já, abalando o coração de nosso assassino favorito. O que é de Arádia, está guardado.
Carla Ligia Ferreira – Estava de Niver e nem avisa??? Ok, depois não reclama quando não ganhar presente. Kakakaka! Vamos as respostas. Tsugai sifu*** para usar um termo aqui da região. Sabe, o Gabriel ficou lendo sobre suas idéias aqui e ficou com inveja. O Gabriel tentou essa de respirar e repetir “eu sou calmo, alegre e feliz, e vou arrancar o cérebro dele com meu pensamento, pelo seu nariz!”, mas não deu certo. Ele arrancou o cérebro do inimigo antes de poder respirar. Mas ele tentou. Sou testemunha que ele tentou!!! A Emma, ah, a doce Emma. Tão incompreendida. Tenho idéias maravilhosas sobre as mulheres, minha cara. Sou um cara muito “esclarecido” (ou pelo menos acho que sou) sobre as mulheres. Mas algumas, bem, nós sabemos que algumas forçam um pouco, né? O Gabriel ta espumando aqui pelo cuti cuti. Se assuste com os Elfos Negros não. Tem coisa pior. Nimrod é muito pior. Fico contente que tenha gostado das sacanagens com a Aradia. É, a Narcisa com um barrigão, tendo desejos estranhos á noite. Bem, acho que o Gabriel é quem vai pagar o pato nessa história. A Rehema é mesmo um Anjo. Ou seria uma Anja? Hum... bom, ela é 1000000! Não. Você não pode matar Arádia. Gaia vai cuidar dela. Até já tem o castigo pronto. E vai ser cruel. Muito cruel. A Cortadora anda conversando muito sobre você. Está tentando conseguir uma folga pra te conhecer pessoalmente. Você é protegida de Melahel? Sortuda!!! Ele é o cara!!! Hermione vai descobrir, que algumas coisas custam caro para se ter de volta. Em breve ela vai entender. Tenho certeza de que nunca mais vai esquecer. Belle é um trouxa muito sacana! Para aprontar é com ele mesmo. Adora uma confusão. E se envolver aviões, melhor ainda. Sim, Nimrod é mais poderoso que o Tom, mas ele está só de olho nas coisas. Resta saber como será que as coisas irão se desenrolar. O Gabriel quer saber quem é o tal do Buteco da Badanha. Ele não sabe onde fica. E para piorar tudo, ele não conseguiu sequer ficar bêbado!!!! É o cúmulo do azar!! Agora o que é que o Snape poderá fazer para controlar o Gabriel?? – Bem, sou sincero em te dizer que não sei. Mas creio que se lembra que o Gabriel falou uma vez que jamais queria enfrentar Snape. Ou seja, ele tem um certo... receio de encarar o “velho morcegão”! O castigo de Arádia será em breve. E não envolve mortes. Afinal, existem coisas piores do que a morte. Enviado por Gawen J. McGray em 09/04/2009
claudiomir.. vc é chato! e sei lá.. por mais que vc dê à nos leitores a ação e um pouco de conteudo literario.. eu cansei dissaki.. Nota: 5
Gawen J. McGray – Lamento ter errado seu nome. Compreendo, ou tento, pelo menos, compreender, sua reclamação a respeito do Capítulo anterior. Eu nunca disse que minha fic seria “cannon”. Apollyon, assim como todas as minhas fics, são uma visão “minha” sobre uma história. Não o obrigo a gostar dela, ou mesmo de comentar. Comenta quem quer. Não estou colocando uma arma em sua cabeça e exigindo que diga “amém” ao que eu escrevo. Se você entendeu dessa forma, sinto muito. Sei que quando, e se, um dia, você escrever algo, entenderá a “necessidade” em ganhar um comentário elogiando o que escreveu. Ou mesmo reclamando. Você entenderá quando escrever. Acredito que sua reclamação seja especificamente sobre Morgana, Mérlin e demais membros da história da autora Marion Zimmer Bradley. Se for esse o motivo de sua reclamação, garanto-lhe que, tirando a face mais “ousada” de Morgana, que usei em minha fic, o resto faz parte de muitos mitos e lendas conhecidas dela. Se você tinha uma “idéia” fixa dela, apenas conhecendo sobre ela pela autora Marion Zimmer Bradley, bem, lamento, mas seus conhecimentos são incompletos. Não o obrigo a ler minha fic. Nunca obriguei ninguém a ler nada. Nada mesmo. Não o obrigo a comentar. Sei de muitos leitores que comentam comigo no MSN, mas não na página da Floreios. Não vou parar de citar lendas antigas, pois as mesmas tem relação com minha história. Estou amarrando todas as “pontas soltas” e o desfecho da história será em breve. Mas, repito, estou contando a MINHA VISÃO DA HISTÓRIA. Sou o Autor. É meu ponto de vista. Se não gostar, lamento, mas nada posso fazer além disso. Quanto as minhas... “chantagens”, bem, é meio que uma brincadeira com os leitores. Uma forma de aumentar os laços que existem entre os que lêem e os que escrevem. Nunca tive a “pachorra” de me julgar um chantagista. Quando eu faço, é por brincadeira com vocês. Os capítulos sempre são postados quando prontos, por isso, quando eu faço uma chantagem, “geralmente” já tenho o “esqueleto” do capítulo pronto. No mais, um abraço, meu caro.
Artemis Granger – Olhar a mente do Gabriel não é nada agradável, como descobrimos neste cap. Bem, a Emma vai pra cima do Gabriel. Resta saber o que vai acontecer. O Gabriel tem um senso de humor... mórbido. Lorde das Trevas!!! Achei a imagem no google. Deu trabalho, mas achei. Hermione... acordou. Agora é que vamos ver o que vai acontecer. Fico feliz que tenha gostado das sacanagens com a Aradia. É, tive que procurar no dicionário também. kakakaka!
Sind'Orei – Kakakaka! Com certeza, meu caro, com certeza.
Marcia B. S. – “Minha duvida é saber quem é menos mal nessa história, pq bom eu tenho certeza que ninguém é...”. Sabe que é verdade? Não tem nenhum “bonzinho” nessa história!!! Sacanagem!!! Será que é por que não existem pessoas 100% boas??/ Hummm.... dá o que pensar, né? Arrepiou-se com o Ritual?? Humm... espere pra ver o que vem por ai!!! Gabriel, geralmente não dorme. Ele medita. Tem algo a ver com uma sacanagem que o Hades aplicou nele.
ana christie – Vamos por partes. Hehehehe! Sim, o pai de Gabriel o perseguiu para matá-lo. Mas depois do que aconteceu na Floresta(lembra quando ele contou ao Sirius?) acho que o velhote achou que tinha conseguido. Além disso, EU NUNCA DISSE QUE DUMBLEDORE SEJA O PAI DE GABRIEL!!! Sobre o amor de Gabriel por Hermione, bem, vamos descobrir em breve se a poção realmente era tudo o que o mantinha apaixonado. EU NUNCA DISSE QUE EMMA E NUMZIEL SÃO AS MESMAS PESSOAS. Você é que estão dizendo! Kakakaka! Quem bateu na Melissa, iremos descobrir, logo, logo. Eu te falei que o Harry ainda ia entrar num combate daqueles! Gabriel um Anjo? Kakakakak! Ele ta rindo aqui do meu lado. Mas é um riso nervoso. A Nita, é especial. Raphael e seus segredos, em breve.
Pedro Mendes – Seja bem vindo, meu caro. Que bom que gostou. A seqüência de Apollyon será o Retorno de Salazar Sonserina. Comente sempre.
Lore – Oi. Desculpa a demora. Acontece.
Silvia Cecil – “não basta ser mal... tem que ser impiedoso!!” – Responda-me rapidamente... Você treinou com Hades? Kakakakaka!
lamarck – Salve, meu amigo. Saudades.
Rááhh – Seja vem vinda(o). Kakaka! Espero que goste.
*Rosana* - Oi minha linda. Seja bem vinda.
Arlok – Bem, eu pensei bastante no que você falou. E neste cap, a Hermione comenta sobre isso. Mas devemos analisar a situação de outra forma. Ela aprendeu um bocado. E uma das coisas que ela finalmente entendeu, é que em certas situações, não se pode pegar leve. A transformação dela só começou. Em breve, ela será completa.
Karoline Black – Oi linda. Bem vinda. Fico contente que esteja gostando. Espero que comente sempre.
Leah Granger – Demorei, né? Acontece que ás vezes demora. Sabe como é, né? Filhos pequenos, empresa, contas pra pagar... o básico de sempre.
Marcia B. S. – Que bom que está gostando. Realmente o Gabriel pegou a Belatriz com força. Mas ele tinha lá seus motivos. Afinal, ela matou Apolo!! Claro que não ia ficar barato. Kakakaka! Sobre o treinamento deles com o Bope, bem, me inspirei um pouco com alguns amigos. Sobre a Hermione, bem, ela vai evoluindo. Lentamente, mas vai. Avisa a Melanne que Gabriel anda solteiro. E em breve, vai aprontar muito. Ou melhor, vão aprontar com ele.
Biank Potter – Esses apelidos. Kakakakakaka!
Rê Malfoy – Bem vinda de volta. Tava com saudades de você.
Poison Apple/Miss Sonserina – Que bom que gostou. A vingança de Morgana pertence a Gaia. E só ela irá determinar o castigo. Calma que vem em breve. É, Emma tem atraído admiração pelo que ela tenta fazer. Agora, a hora que Hermione decidir fazer algo... E sim, vou usar as imagens do Dante. Kakakaka!
Marcele Bezerra – Obrigado. Eu me esforço para passar aos leitores tudo o que eles sentem. Embora, ás vezes eu não consiga. Gabriel não ficará com a Melissa. Agora, a Emma... bem, esperar para ver, né?
--Perséfone Black-- - Oi, minha linda. Vamos as respostas! Obrigado por ter gostado do cap. Infelizmente alguns não aceitaram bem a história. Paciência. Sobre Tsugai, a verdade é uma só. “Não mexa com meu irmão!” Sobre o motivo do ódio contra Hera e Zeus, eu suponho que eles tenham atrapalhado algum plano dele. E ele jurou vingança. Mas Gabriel não me contou isso direito. Segundo ele trata-se de Informação Restrita ao Comando da Resistência. Ou seja, eu vou ficar sem saber! A menos que eu pergunte a Hades!!!! Claro! Vou ver o que ele me diz. Sobre a Emma, fique esperta. Tem coisas nessa história dela que anda muito mal explicadas. E Gabriel não é bobo. Só se faz de bobo. Hehehehe! Gabriel como Auror foi... eu sei. Uma loucura completa!!! Kakakakaka. Anjos não no jardim. Nas torres do castelo. Mas serão Anjos... especiais. Hehehehe! Sobre John, o Auror Medroso, bem, veremos que alguns, quando tem um pouco de poder, revelam-se por inteiro. Espere para ver, e, odiar. Sobre as sacanagens do Gabriel com Arádia, bem, ele teve Hades como mestre. Eles viviam se sacaneando. Claro que ele não ia deixar barato essa história! Dumbie ainda não descobriu sobre a AD, pois Gabriel mantém toda a atenção nele mesmo. Ele avisou que iria fazer isso. Realmente muita gente acreditou que a Hermione ficaria grávida. Kakakaka! Agora, o Gabriel vai ficar de olho nessa gravidez. Quanto ao Ritual, eu escolhi fazer de uma forma onde um presente é oferecido. Só que nada de incenso, mirra e ouro. Preferi a oferta de dons. Quanto aos Filhos de Gaia, cada um tem uma origem e uma visão diferente de Gaia. Na verdade, são visões complementares. Quando a Gaia, NumSiel irá resolver tudo. Aguarde pra ver. Será um castigo... “apropriado”, com certeza. Gabriel já falou várias vezes que não entende nada de namoro. Só sabe sentir. Por isso que ás vezes(quase sempre) ele mete os pés pelas mãos. Emma vai tentar assumir o lugar de Hermione. Pode esperar pra ver. Sobre o beijo entre Harry e Hermione, foi mais uma maneira dela se “vingar” pelo que ela achou que aconteceu entre Gabriel e Emma. Agora a surra em Arádia foi motivo de discussão e ainda vai dar muitas reclamações dentro de Apollyon. Sobre os Arcanjos, bem, o que é de Raphael ta guardado. Sobre a fic de amigo secreto, bem, ainda vou postá-la. Só preciso de tempo. Coisa que no momento está difícil de conseguir!
Silvia Cecil – Sua fic está retornando erro de link. Poderia me enviar o link de novo? Beijos.
Marcia B. S. – Realmente a Jeeh fez uma maravilha. Medo do Gabriel? Kakakaka! Ele é muito pior do que parece. Adoro coments. Adoro mesmo. Eu procuro rir, por que chorar não adianta, né? E Gabriel também não entendeu o por que da Grifinória. Não entendeu mesmo!
Vitoria Potter – O Gabriel ficou emocionado ao ler teus coments. Agora vamos ao SUPER-HIPER-MEGA-ULTRA-RESPOSTAS!! Kakakaka! É, o Gabriel já sofreu um pouco. Tsugai se ferrou legal. O Apolo é, realmente, como vimos neste cap, a única coisa que mantém a mente de Gabriel sob... controle, digamos assim. Sobre Hermione X Emma, bem, elas vão bater de frente, logo, logo. E vai ser inesquecível! “Eu não sou a ***** de um Herói!!” – Gabriel. Bem, isso responde tudo, né? Kakakaka! Sobre ele ser professor, o primeiro feitiço a ser ensinado, seria, com certeza um CRUCIO! Que bom que gostou das sacanagens do Gabriel com Arádia. Ele teve um ótimo professor. Hades. Se teve um ataque de risos neste cap, bem, espere pra ver o que vem por aí! Os filhos de Gaia ainda voltam. Em o Retorno de Salazar Sonserina. Eu optei por 4 bruxos de diferentes lugares para dar maior ênfase a de que Gaia é uma Mãe Universal. Independente de um país, ou de uma região.Bem, como os Anjinhos descobriram, mexer com Apolo é uma péssima idéia. Hehehehe! As Fúrias ainda vão se divertir muito com Raphael! Arádia pagará, diretamente a Gaia, por suas manipulações. Ver para Crer. Ainda não descobri a madrinha de Apolo . Sobre Hermione, bem, ocorreram mudanças neste capítulo, e em breve, veremos se elas serão suficientes. Bem, sobre a confusão no bar, vimos que não foi pouca coisa. E a Hermione realmente colocou Arádia para fora de Hogwarts! “Sorte deles que eles são ”imortais” ahuahauahuahauha Pura sorte!!!” Sorte? Apanhar eternamente? Não sei se é sorte não! Kakakaka! Já li sua fic sim. Acho que falta um ou dois caps. Vou tentar ler o que falta. Estou meio enrolado por aqui. Mas até onde li, está uma maravilha. Beijos, linda.
Raysa Calegari – Estou adorando sua fic, linda. Primeiras impressões sobre uma fic já afastaram muitos dos meus leitores. Kakakaka! Você realmente tem talento e estou acompanhando com cuidado.
Michelle Cullen Swan – Pois é. Enfiaram-me numa jaula!!! Embora eu saia daqui quando eu quiser. No momento prefiro ficar por aqui!!
julio_james_potter – Obrigado por ler, meu caro. Comente sempre, nem que seja pra dizer oi! Eu realmente procuro interligar as histórias, e, creia-me, nada está aqui por acaso. Nos próximos capítulos, muita coisa vai ser respondida.
(E) Conde – Que bom que gostou. Em breve... supresas. Desculpe a demora em postar.
Jacq Nasci – Eu te entendo muito bem. Também estou desanimado com algumas fics minhas. Paciência. Eu sempre que leio, procuro comentar, pois sei da importância que um coment representa para um autor. Embora, para vergonha minha, ás vezes imprimo e leio em casa. E ESQUEÇO DE COMENTAR. Mas até que gosto quando puxam minha orelha!! Kakakaka! |Beijos linda.
Silmara – Muitas coisas foram respondidas neste cap, minha linda. Finalmente teremos mudanças. Mas será que virão a tempo?? Muitas coisas estão de perna para o ar, e só voltam ao normal dentro de uns caps. Com muita comédia, é claro.
Leah Granger – É, o Gabriel precisa de um abraço. A questão é, quem se habilita?
*thinah* - Que bom que gostou do cap. Em breve, a Hermione vai agir como você nunca imaginou. E vai ser... ao Estilo Gabriel.
GINNY POTTER MALFOY – Bem, ele tentou e nem isso conseguiu, né? Atrapalharam até o “encontro“ do Gabriel. Ele ficou... irritado, é claro.
Biank Potter – É, a hora que ele descobrir, sai de baixo. Gabriel não entende muito de matemática. Ou quando é algo sem valor, como por exemplo, um comensal, ele nem se importa em contar. O pior é que Gabriel já deu pistas a Dumbledore para que ele descubra a verdade, mas o velhote ainda não entendeu.
Blair Black – Eu tentei, mas o link que me passou só retorna erro. No teu nome eu também não consegui. Envia de novo? Abraços, linda.
ana christie – Que bom que gostou dos caps. A Melissa quebrou a cara. Mas a Emma... parece ter conseguido algo. Agora, resta-nos esperar para ver o que vai acontecer!! Sobre Satan-el não estar junto com os outros Arcanjos, bem, tem uma explicação que vai “amarrar” toda a fic. Espero que você goste dela. Eu realmente gosto de juntar dados sobre a história em geral. E vai ficando tudo amarradinho. Sobre Sophia e Harry, bem, vai ser um casal daqueles... que vão durar séculos. Sobre o MESTRE, ele vem. Para o ataque final, ele estará presente. Pode ter certeza de que será... violento! Kakakaka! Sobre os dois na cabana, bem, o amor é... grande! Kakaka! Não se iluda com Nimrod. Ele tem poder para triturar o Tom sem se esforçar. Mas acho que ele prefere seguir o rio, ao menos por enquanto, e pegar o prêmio ao final de tudo. Isso se Gabriel não colocar um contra o outro.
alex omari – Bem que eu queria usar o Beijo do Diabo no velhote, mas tem aqueles... PROTOCOLOS DA MISSÃO! Silmara – Apaixonada pelo Gabriel? Opa, agora que ele fica cheio de si!! Kakakaka! To adorando sua fic. Muito boa, mesmo. Ele não tem irmão gêmeo. Mas o Apolo ta na área. Só demora uns anos até ele ficar... velho. Kakakaka!
Her G. Malfoy – Melhor me mandar uma calculadora científica! Acho que dá mais resultado. Kakakaka! JOSY CHOCOLATE – Ora, obrigado. Também te amo, linda. (posso passar uns dias na tua fic? Não agüento mais apanhar nessa aqui!)
Milton Geraldo da Silva Ferreira – Eita!! Agora, além dos leitores, tenho que fugir da Cortadora? Kakakakaka! Ela me esculachou, mas infelizmente, tava cheio de problemas, por isso demorou um pouco mais do que eu previa.
Sara Matutino ...:Beta Reader:... – Confesso que tento entender esse mundo, mas a cada dia mais eu me convenço de que estão fumando pó de chifre de unicórnio. Só pode. Eu já ando no meu limite para matar alguns e pendurar as caveiras na cintura. Sério mesmo. MALDITOS PROTOCOLOS DA MISSÃO!!! Hades, com certeza, me odeia!!
Mia Linton – Oi linda. É que o povo daqui é louco! Eu mato inimigos e eles ficam loucos comigo. O que eles acham que eu devia fazer? Convidar os caras para um chá com biscoitos? Mas eu vou dar um esculacho nesses caras. Ah, vou sim!!!
Juliee Malfoy – Que bom que gostou da surpresa. Espero que este capítulo tenha te agradado.
Willian Itiho Amano – Demorei, né? Desculpa cara, mas as coisas andam meio loucas por aqui. Espero que goste deste.
Ediberto Junior – Saudações. Sim, NumSiel ainda terá um papel importante na fic. Bem no finalzinho. Desculpe a demora. Sabe como é, família, empresa...
*Rosana* - Hehehehe! Lembro do e-mail que te enviei. Eu esperava que voce começasse a ler. Mas nunca achei que seria merecedor de tais elogios. Agradeço-os, do fundo do coração. Realmente, o Gabriel é um poço de contradições. E em breve, descobriremos o por que disso. Ele é muito cabeça dura. Principalmente com hermione que agora, parece ter “acordado”. Se foi a tempo de salvar o que eles sentem? Bem, veremos em breve que para tudo existe um custo. A questão é saber se ela vai pagar o preço para descobrir. Entendo o que pensa sobre o Gabriel, mas peço, em defesa dele, que entenda que para ele, esse mundo é uma loucura completa. Enfim, ele está aprendendo, devagar, que as coisas do amor são muito complicadas. Confesso que sinto especial predileção por batalhas. Acho-as muito mais fáceis de escrever do que cenas de amor, por exemplo, mas em breve teremos cenas dos dois tipos, intercaladas a cenas de Intriga. Espero que goste. E SIM, Hermione vai colocar o Gabriel contra a parede e exigir dele um certo... compromisso. Agora, será que ele ainda a ama? Teremos que esperar para descobrir. Sobre Emma X Hermione, bem, teremos o clube de duelos, né?? Posso te garantir que será... especial.
Jacq Nasci – Oi linda. Eu, maluco? Sabe, já me disseram isso antes. Kakakakaka! Bem que eu gstaria de escrever, mas infelizmente estou meio longe de onde se faz isso. Mas talvez eu acabe por “encadernar” Apollyon e dar de presente para meus filhos, quando eles tiverem idade para ler. Nita é muito mais do que aparenta. Ela tem algo de especial, sim. No next cap vamos começar a descobrir o que ela tem. Infelizmente muita gente não gostou da forma como tratei a história de Avalon e da Morgana. Houve algumas reclamações bem... interessantes.
Biank Potter – Oi linda. Tava com saudades. Bem, vamos lá! Sobre a Arádia, o castigo dela será definido por Gaia. Mas será memorável, com certeza. Hermione finalmente acordou para a realidade da vida, mas perdeu Gabriel. Se foi em definitivo, não dá pra saber ainda. Eu acho que eles voltam, mas você sabe como o Gabriel fica quando é magoado. Geralmente ele corta uma cabeça ou duas. Sobre a poção, bem, neste cap, descobrimos a verdade sobre ela e o motivo que fizeram com que Hades aprontasse com Gabriel. Sobre a Emma, bem, ela quer Gabriel e tem muito a oferecer. Sobre Numziel, o que posso te dizer é que ela está “infiltrada” em algum lugar. E coletando informações cruciais. Logo ela aparece. Alguns dos personagens, Filhos de Gaia, vão retornar, mas em outra Fic. O Retorno de Salazar Sonserina. Melahel é o mais próximo de Anjo da Paz que consegui descobrir. Achei que ficaria bem. E parece ter dado certo. Os Arcanjos virão no next cap, provavelmente. E virão para botar Gabriel na linha. Se conseguirem, é claro. Kakakaka! Realmente, Gabriel não sabe exatamente o que é Apollyon. E muito do que ele sabe, é mentira. Mentiram pra ele. E Gabriel engoliu a história. Mas logo ele irá descobrir muitas verdades. Inclusive sobre a Poção de Hades. Daí, a coisa vai feder para o lado do Hades.
Akeminha – Que bom que gostou. É, a Hermione vai ter que sofrer um pouco, antes de conseguir o loiro de volta. Juliee Malfoy – Te surpreendi? Que bom. Adoro surpreender meus leitores. É, Hermione acordou. Agora vamos ver o que vai acontecer. Fe Domingues – Que bom que gostou. Hermione vai ficar mais... ao estilo Gabriel. Em breve. Sobre a vingança de Gaia, no next cap. E pode ter certeza de que será... humilhante.
Letícia Casoni – Que bom que gosta da fic. Mas tenho que admitir, publicamente, pela enésima vez, que Apollyon só faz sucesso, por que vocês leitores exigem o melhor de mim. Seria fácil fazer uma fic onde tudo fosse perfeito, lindo e maravilhoso. Mas infelizmente o mundo é bem diferente. Devo-lhe milhões de agradecimentos por sua ajuda constante. Suas idéias e brincadeiras, muitas vezes me deram inspiração para certas cenas entre os personagens.
pandora Sullivan – Bem vindo ao grupo. Espero que goste da leitura. ana christie – Bem, os dois são cabeças duras, né? Eu tento juntar os dois, mas eles parecem gostar de brigar. Mas logo tudo se ajeita. Em definitivo. O teu pessoal ta te achando doida? Kakakakaka! Azar o deles! Divirta-se sempre com os capítulos.
Elane Black – Que bom que gostou do cap. Eu confesso que ao escrever, ri bastante também. Tio Voldy está com altos planos, minha cara. E, como vimos agora, ele conseguiu aliados aos montes. Coitados dos motoqueiros que confundiram Ewolin. Garanto-lhe que nunca mais vão cometer o mesmo erro.
jessica fl – É, a Hermione acordou pra vida. A questão é: Será que acordou a tempo? Veremos em breve. JOSY CHOCOLATE – Morre de rir não, minha linda. Ewolin realmente gosta de provocar. Jamii Altheman – Saudades suas. Bem vinda de volta. Obrigado por seus elogios. Espero que goste dos caps que já fiz. ana christie – Que bom que gostou dos caps. Realmente Apollyon está sendo um desafio, tanto para escrever, quanto para pesquisar as informações. Tem capítulos que me custam meses de pesquisa. O Harry ainda terá algumas cenas de ação muito boas. Esperar pra ver.
Juuliana – Que bom que gostou. Apolo veio. E a Hermione “acordou”. E agora, tudo vai ficar diferente. E muito diferente.
Sara Matutino ...:Beta Reader:... – Oi minha cara. Que bom que gostou. Os Arcanjos estão pagando o preço de mexer com alguém da Resistência. Apolo os avisou, mas eles quiseram assim, fazer o que? Rir é o melhor remédio. Anderson potter – Que bom que gostou, meu caro. Esse cap foi totalmente guerra. E o next, as coisas vão literalmente pegar fogo. ♥ Rubymoon ♥ - Olá. Obrigado por ter lido. Mione03 – Oi linda. Que bom que gostou. É. O Snape vai ter que rebolar agora. Acho que a Emma sorriu antecipando uma briga das duas. GINNY POTTER MALFOY – É. Foi a última briga deles. Agora, voltar é que são outros 500! Kakakaka! To brincando. Eles voltam. Só que agora, será de outra maneira. Esperar pra ver. Garanto que você não vai se arrepender. E vai rir muito.
Cinthia Black – “Acho q eu vou criar um clube chamado: EU APOIO A CORTADORA D ALMAS” Kakakaka! Ela ficou dias e dias tirando sarro por aqui. Fico feliz que tenha gostado do cap. Eu acredito naquilo de “Aqui se faz, Aqui se paga!” e Arádia já tinha aprontado todas as que podia. A Emma, realmente, tem uma personalidade poderosa, e como Gabriel, vai atrás do que quer. As Fúrias... bem, talvez como flashbacks, mas ainda não é certo. Sobre Gabriel e Apolo , bem, não existe nada que Gabriel não faça por ele. Sobre os aurores descrentes, bem, nem tudo o que Gabriel faz, aparece nos jornais. Kakakakaka! Sobre os Anjinhos que o Irgil vai conseguir para o Gabriel, dentro de uns 2 caps eles serão revelados. Será uma surpresa, é claro. Hehehehe! Eles virão, mas não em “carne e osso”. Estão proibidos de fazer isso. Por que estão proibidos? Bem, em 2 caps, tudo será revelado. Inclusive coisas que Gabriel nem faz idéia. Que bom que gostou da vinda de Apolo . Procurei fazer de forma que ele viesse junto a Gabriel, mas não como filho. Não, o Apolo não é parente do Harry. Nem sequer conheciam-se pessoalmente. Bem, Ewolin prefere suco de frutas. Mas eu acho que ele queria arrumar uma encrenca. E conseguiu!! Sempre ás ordens. Beijos, linda.
Bibia Granger – Ora, obgrigado por seus elogios. Seja bem vinda. Malú F. – Oi, linda. Desculpe a demora em postar. Espero que goste deste cap. J. M. Flamel – Fico muito orgulhoso em receber um coment seu, meu caro. Sabe por que? Por que acho suas fics Top entre as Tops. Adoro quando você nos deixa intrigados com detalhes. E, admito, copiei muito do seu estilo. Agradeço o comentário. Vou manter Comensal da Morte em português, mas entendo sua preferência. Milton Geraldo da Silva Ferreira – Que bom que gostou. As crianças vão bem. Hora dessas eu coloco uma foto delas aqui. *Nana Weasley* - Obrigado por ter comentado. Não odeie a Hermione. Ainda não. Neste cap, ela começou a mudar. E agora, em definitivo. Quanto a Emma, bem, quando ela quer algo... sai de baixo. Gabby Lupin – É, muita gente imaginou que fosse a Mione. Espero que tenha gostado deste cap. Juuliana – Oi linda. Espero que tenha gostado do cap. Her G. Malfoy e JOSY CHOCOLATE – Lamento. Não sei o que é o tal do GF! O Gabriel não conta. Vivian Alves – Que bom que gostou da surra de Hermione. O castigo de Arádia ainda continua. Apolo chegou e logo voce vai ver o Snape babando, e o Gabriel ainda mais. Kakakaka! JOSY CHOCOLATE – Vai dar pano pra manga, com certeza. O Gabriel quando começa com as piadinhas, sai de baixo. Sobre o Gabriel te ajudar a se vingar da sogra, bem, ele disse que no momento está impedido de se vingar até da própria sogra. Kakakakaka. Que bom que gostou da Narcisa Grávida. . Feer; - Oi, você tinha sumido. Gabriel com saudades. Her G. Malfoy – Sobre GF, só o Gabriel e a Cortadora sabem o que significa, e não me contam de jeito nenhum. Eu ainda não sei o destino de Arádia/Morgana. Acho que Gaia tem planos para ela. Resta esperar para ver. É, muita gente pensou que era a Hermione que estava grávida. Por que será? Kakakaka. Apollyon será libertado, mas não agora. Demora uns caps ainda. E como você disse, .'a noite é mais escura antes do amanhecer'! Babythah Granger Weasley – Ora, obrigado. Logo eles voltam. Pode esperar. Elaine Martins Vaz – Que bom que gostou. Eles vão ficar assim, separados, por pouco tempo. Afinal, eles foram feitos, um para o outro. Desculpe a demora em postar. josé vitor – Realmente as coisas acontecem. E vão ficar cada vez mais... interessantes. ricardo – Grato pelos elogios. Fico muito feliz que tenha gostado. Jacq Nasci - Oi, minha amiga. Li Elementos da Magia. Ta cada vez melhor. Perséfone Black – Também te adoro, minha cara. JOSY CHOCOLATE – São os leitores, minha linda. E um bocado de Chantagem, é claro. Kakakakaka. Ane e Lyra B. Malfoy – Uma de vocês é a culpada. E o Gabriel foi para aí. Pedem pra ele voltar?? Kakakaka!
//if (getsess(4) == 0 || getsess(0) == 'ERR'){
?>
//}
?>
Created by: Júlio e Marcelo
Layout: Carmem Cardoso Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License. Based on a work at potterish.com.