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14. Revelações


Fic: Apollyon 3 - Postado 19 12 2012


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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"O homem é uma estrela presa a um corpo. O homem nasceu no espaço, filho das estrelas. O homem é uma chama presa à montanha"
(De um antigo papiro egípcio, cerca de 3000 A.C.)


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- Eu não acredito nisso. – fala Drakul olhando os papéis que Gabriel lhe entregara.
- Pode acreditar. – fala Gabriel sorrindo debochado. – Como acha que mantenho Dumbledore na linha? Chantagem, meu caro amigo. Chantagem.
- Por que está me entregando isso? – pergunta Drakul sério.
- Para que você conheça melhor seu “velho amigo”. – fala Gabriel rindo e pegando uma xícara de chá. Bebe um gole e fica admirando a biblioteca de Drakul.
“Esta biblioteca faria a felicidade de Apolo, com certeza!!” – pensa Gabriel sorrindo ao lembrar-se do amor de seu irmão por livros.
- O que faço com essas informações? – pergunta Drakul lendo sobre os segredos de Dumbledore.
- Mantenha em segurança. E mantenha Dumbledore sob controle caso eu caia em combate. – responde Gabriel sério. – Assuma o comando da Aliança e vença a guerra. O duelo final com o Tom deve ser travado pelo Potter. É o destino dele. A missão dele, por assim dizer. Ajude o Draco com os Predadores. Ele, talvez, precise de “orientações estratégicas” no início.
- Eu nunca imaginaria tais coisas sobre Dumbledore. – fala Drakul lendo sobre Dumbledore. – Mas que filho de uma lesma paralítica!! Vou pedir a Sophia tomar cuidado perto dele! - termina Drakul socando a mesa com raiva.
- Já pedi a ela que tomasse cuidado com ele. Tem mais duas coisas que eu sei sobre ele. – fala Gabriel calmo. – Uma delas envolve o Potter. E a outra, levarei comigo para o túmulo.
- Agora fiquei curioso. – fala Drakul sorrindo. – O que é que envolve o meu “adorado genro?” – pergunta curioso.
- Ainda preciso confirmar alguns fatos, só para ter certeza. Se for verdade, te contarei. Você irá ficar ainda mais surpreso. – fala Gabriel cansado. – O que descobriu sobre Hermione?
- Nada ainda. – fala Drakul chateado. – O passado dela parece ter sido apagado em algum ponto antes do nascimento da avó dela por parte de mãe. Seu sogro cumpriu o que você lhe pediu e conseguiu nos colocar em contato com todos os seus parentes ainda vivos. Tanto por parte de mãe quanto por parte de pai. Sobre a família dele, pudemos rastrear por quase 50 gerações e nada de bruxos. Sobre ela... estamos sem pistas. Uma droga completa. Parece que o nome da família foi mudado neste ponto e ficamos sem ter como continuar. Tenho meia dúzia de investigadores atrás disso, mas não encontraram nada.
- É. – fala Gabriel cansado. – Vou ter que espremer Dumbledore. Aquele velhote nojento e sacana.
- Será que ele sabe algo? – pergunta Drakul estreitando os olhos.
- Com certeza sabe. Eu andei pensando bastante e acho que ele sabe muitas coisas que me seriam úteis. Mas ele esconde bem seus segredos. Terei uma reunião com ele em...meia hora. – fala Gabriel cansado olhando para seu relógio.
- Tem dormido, pelo menos? – pergunta Drakul sério.
- Não ando tendo sono. – mente Gabriel.
- Acertou-se com Hermione? – pergunta Drakul. – Sophia disse que ela quase estragou a missão de resgate.
- Não exatamente. – fala Gabriel chateado e coçando a cabeça. – Ela se recusa a entender certas coisas.
- Minha esposa era assim. – fala Drakul sorrindo. – Não podia me ver sair que quando eu voltava era briga na certa.
- Eu...confesso que não sei bem o que fazer, Drakul. – fala Gabriel suspirando. - Nunca aprendi o que fazer num caso desses. Eu não entendo nada sobre namoros. Nunca tive tempo para aprender. Não entendo muitas coisas. São um mistério completo para mim.
- Responda-me sinceramente, Gabriel. Existe outra mulher na parada? – pergunta Drakul sério.
- Não. Nunca existiu. – fala Gabriel cansado.
- Nem...Sophia? – pergunta Drakul sorrindo um tanto quanto interessado.
- Sophia é uma excepcional amiga. Jamais tentaria algo com ela. Prezo demais a amizade dela para tentar tal disparate. Além disso, ela ama o Potter!!– fala Gabriel em voz baixa.
- Nunca traiu Hermione? – pergunta Drakul curioso.
- Não. Desde que vi a imagem dela, jamais tive outra mulher. Lá se vão quase cinco ou seis anos. Eu a amo, Drakul. Mais do que amo a mim mesmo. Não sei viver sem ela. Sem ela... nada faz sentido. Nunca existiu outra, nem existirá. Se não for para viver com ela, prefiro viver só. – fala Gabriel tomando o restante do chá. – Por que pergunta se existe outra?
- Por que talvez lhe falte isso. – fala Drakul sorrindo. – A sensação de cometer um pecado ou algo que só você saiba. Um segredo para “apimentar” a relação de vocês. A culpa pode ser algo... Interessante.
- Obrigado, mas estou fora. Já tenho problemas que chega. Não preciso de mais um. – fala Gabriel cansado. – Para mim, se não for Hermione, não será ninguém!
- Você me parece meio... desanimado. – comenta Drakul.
- É hora de você saber, Drakul. Mas ninguém mais pode saber. Nem mesmo a Sophia. – fala Gabriel calmo e lhe conta sobre as descobertas do médico.
- Dois meses? – pergunta Drakul assustado.
- Talvez menos. Se eu continuar a usar meus poderes, pode ser bem menos que isso. Podem ser apenas dois dias. Depende do esforço que farei. Quanto maior o esforço com Magia, mais a doença avança. – responde Gabriel se levantando e se servindo de mais um pouco de chá.
- Não existe uma cura? – pergunta preocupado com seu amigo.
- Não. Eles nem sabem exatamente o que fazer. – fala Gabriel dando de ombros. – Estão tateando no escuro, tentando entender para depois achar uma cura. Não vão conseguir a tempo.
- Já pensou num... transplante ou coisa parecida? – pergunta Drakul tentando animá-lo. – Talvez dê certo. Um transplante de células da medula talvez o faça reverter o quadro atual da sua doença. Os trouxas estão muito avançados nisso.
- Não encontrarei um doador compatível. – fala Gabriel sério. – Meu sangue é muito... raro.
- Não pode procurar com algum familiar? – pergunta Drakul.
- Não tenho família. – fala Gabriel distorcendo um pouco a verdade.
- Nem seu pai? – pergunta Drakul sério.
- Prefiro morrer a pedir algo a ele. Jamais pedirei algo aquele velhote. A não ser a cabeça dele, quando o momento chegar. – fala Gabriel irritado. – Eu vou precisar de um favor seu, Drakul.
- Pode falar. – responde Drakul ainda abalado com a sentença de morte que pairava sobre a cabeça de Gabriel.
- Se eu não puder mais lutar, se eu não puder mais cumprir com minhas obrigações junto a Aliança, quero que assuma meu cargo. E depois me mate! – fala Gabriel calmo.
- Matar você? Está maluco? – pergunta Drakul levantando-se e o olhando sem entender.
- Não quero acabar minha vida num leito hospitalar tendo que tomar sopa com um canudinho. – fala Gabriel sério entregando mais um pergaminho lacrado. – Se minha situação se tornar irreversível, quero que faça isso. Por favor. Este pergaminho é uma autorização formal para que você faça isso sem ter problemas com mais ninguém. Detalha claramente meu conhecimento sobre a doença, sobre o prognóstico, e sobre meu pedido específico para que me conceda a morte.
- E se você se tornasse um vampiro? – pergunta Drakul sério.
- Na presente situação, não faria mais diferença. Quando a “doença” atingir o Sistema Nervoso Central, e ela parece já estar lá, nada mais irá impedir que ela me destrua, de dentro para fora. É só uma questão de tempo. – explica Gabriel calmo. – Eu não quero acabar minha vida numa cama. Se for para morrer, quero que seja combatendo, como fiz minha vida inteira. Mas se não for em combate, que seja pelas mãos de um amigo, pelo menos.
- Tem alguma preferência pela maneira? – pergunta Drakul ainda abalado pelo pedido de Gabriel.
- Apesar de eu não merecer... Conceda-me a morte de um Samurai. Decepe-me a cabeça. Não quero a pena dos outros. Melhor a morte pela mão de um amigo do que isso! – pede Gabriel calmo terminando o chá e colocando a xícara sobre a mesa de Drakul.
- Não quero fazer isso, Gabriel. – fala Drakul sincero. – Não quero matar você.
- Considere não como sendo minha morte, mas sim, minha libertação. – fala Gabriel sorrindo. – Por favor, Drakul. Eu não quero me tornar um ‘vegetal’. Não quero ser um fardo para os outros. Faça isso, por favor, por mim, por nossa amizade! Entendo o que sente. Já estive numa situação parecida. Já fiz a outro o que peço a você agora. Sei o que sente. Mas preciso que faça isso.
- Muito bem. Mas antes disso eu vou conversar com o seu médico. Tem que existir uma cura para isso. – fala Drakul sério depois de alguns segundos pensativo.
- Não tenho muitas esperanças. – fala Gabriel cansado. – Mas isso não importa agora.
- Já contou a Hermione? – pergunta Drakul sério.
- Ainda não. – fala Gabriel. – Nem vou contar. Nem a ela, nem a ninguém. Não quero pena de ninguém!
- Aceita uma sugestão? – pergunta Drakul sério.
- Claro. – fala Gabriel.
- Faça um jantar e depois do jantar, explique a ela. Seja sincero. Ela vai te ajudar a superar isso. – fala Drakul.
- Para ser sincero, acho que ela vai me dar um pé na bunda, mas tudo bem. Sua idéia é tão boa quanto qualquer outra. – fala Gabriel sorrindo cansado. – Mas não tenho coragem para fazer isso agora. Eles mal terminaram o treinamento e já foram para o combate. Ainda estão se recuperando. Depois... eu penso em como fazer isso. Se é que farei isso. Só contei a você por que você deverá assumir o comando da Aliança.
- Narigudo enviou um aviso. Parece que Tom montou uma equipe para caçar você, especificamente. Narigudo só descobriu agora o local onde estão treinando. E que se encontram num bar, todas as noites. São 75 comensais. Alguns dos mais perigosos, segundo Narigudo. – informa Drakul sério.
- Tem o endereço desse bar? – pergunta Gabriel displicente.
- Aqui. – fala Drakul lhe entregando o endereço sem se preocupar. – Vou conseguir infiltrar alguém neste bar, mas não antes da semana que vem. Precisamos de informações sobre eles, antes. A única coisa que eu soube é que estão seqüestrando meninas na região para suas orgias. Até agora já foram 18 meninas que foram seqüestradas, estupradas e depois mortas.
- Seria bom saber quem mais quer me matar. Só para manter a lista atualizada! – fala Gabriel sorrindo cansado enquanto imaginava um pulo até o bar dos comensais para beber uma cerveja. - Vou ver o que Dumbledore quer. – fala Gabriel se levantando e saindo da mansão de Drakul.
Logo depois, aparata em Hogsmeade. Não demora e encontra o Bar de Rosmerta. Entra e encontra o bar já com vários clientes. Faltavam poucos dias para o início das aulas e muitos pais e alunos já estavam por ali. Dumbledore estava sentado numa mesa, perto da janela.
- Bom dia. – cumprimenta Gabriel.
- Bom dia. Que cara de sono é essa? – pergunta Dumbledore sorrindo debochado.
- Esqueceu o fuso horário? Lá ainda é noite. – reclama Gabriel sabendo que Dumbledore só marcara a reunião nesse horário para fazê-lo sofrer um pouco.
- Realmente. – fala Dumbledore sorrindo. – Bem, sejamos rápidos. Tenho mais alguns compromissos. Onde está a Nita? – pergunta Dumbledore.
- Em segurança. Por quê? – pergunta Gabriel seco.
- Os responsáveis pelo bem estar das crianças órfãs do ministério estão querendo que ela seja apresentada a eles. Sem demora!! – fala Dumbledore sério.
- Para jogarem ela num orfanato? Ou para a enviarem para outro “tio” dela? – pergunta Gabriel sério.
- Não sei. Só sei que ela deve ser entregue a eles hoje ainda. Eles deixarão que eu... decida onde ela vai ficar. – avisa Dumbledore sério.
“Cruzes! Sair da frigideira para cair no fogo!” – alerta a espada.
“Prefiro matar o Dumbledore a deixar ele chegar perto da Nita!” – responde Gabriel sério.
“Quer saber? Sei que Hades ordenou a missão e lhe obrigou a seguir os Protocolos da Missão, mas... podemos distorcer algumas regras e matar Dumbledore neste caso! Preciso pensar melhor, mas eu acho uma brecha nos Protocolos da Missão! Mas deixá-lo perto da Nita, bem... Não é uma boa idéia!” – alerta a espada.
“Não deixarei! Pode ficar sossegada!” – comenta Gabriel sério.
- Esqueça. Ela fica comigo até entrar em Hogwarts. Depois eu resolvo tudo com o ministério. – fala Gabriel sério.
- Não quer que alguns aurores o procurem, quer? – pergunta Dumbledore com um leve tom de ameaça na voz.
- Pra falar a verdade, quero sim. E quero que você os comande. Quero ter o prazer de te fazer urrar de dor por dias a fio. – fala Gabriel sorrindo ferozmente. – Esqueça Nita. E isto, não é uma brincadeira. Caso se aproximar dela, eu faço você descobrir como é difícil sobreviver sem a pele no corpo.
- Escute, Gabriel. A lei exige que... – mas é interrompido por uma explosão em frente ao bar.
Estilhaços de vidro e pedaço de madeira são jogados pela janela, atingindo a todos que estavam dentro das lojas. Os gritos de dor, vieram rapidamente.
Assim que Dumbledore se levantou, viu que Gabriel já saía do bar, correndo em direção a explosão.
“O que diabos é isso?” – pergunta a espada preocupada.
“A versão bruxa para o Incrível Hulk!” – responde Gabriel olhando para um gigante a sua frente. Três metros de altura e puro músculo.

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“Bem grande! E bem forte!” – fala a espada preocupada ao ver o inimigo arrancar parte do chão e lançar em direção a alguns bruxos que se desviam e correm para todos os lados. Um deles lançou um Periculum para o ar, chamando os aurores.
“Nem me fale. Quem diabos é ele?” – pergunta-se Gabriel parado apenas olhando o que acontecia.
“Vá até ele e pergunte o nome, ora bolas!” – comenta a espada de forma zombeteira.
“Claro!” – responde Gabriel sorrindo ironicamente, mas não se mexendo.
Viu quando o gigante se moveu para frente em direção a uma pequena loja e golpeou a frente dela. Com um único golpe, arrancou metade da loja. Estava furioso. Urrava de ódio.
- Não vai fazer nada? – pergunta Dumbledore chegando ao seu lado.
- Não vou atacar um inimigo sem conhecer suas fraquezas. Isso seria... suicídio. – fala Gabriel apontando para alguns bruxos que lançavam azarações e feitiços contra o monstro, mas sem sucesso algum. – Mas fique a vontade para tentar, se quiser.
- Vou tentar, mesmo. – fala Dumbledore avançando para lutar contra o inimigo.
“Não vai ajudar o velhote?” – pergunta a espada curiosa.
“Não. Não vou não!” – responde Gabriel sorrindo. – “Deixe ele se virar! Deixe ele ‘bancar o herói’! Vamos ver o que ele consegue!”
“E se Dumbledore morrer?” – pergunta a espada séria.
“Pago festa para todos no mundo bruxo. Ficarei tão feliz que sou capaz de convidar o Tom para dançar tango! Coloco até uma rosa na minha boca.” – responde Gabriel sorrindo ao ver que os feitiços que Dumbledore jogava no inimigo eram repelidos facilmente. Nenhum tinha qualquer efeito.
O inimigo virou-se para Dumbledore e bateu com suas duas mãos no chão, causando um forte tremor que derrubou muitos bruxos no chão e destruiu algumas fachadas de lojas.
Viu quando ele se aproximou rapidamente de Dumbledore que estava caído e desmaiado. Viu quando o gigante levantou seu braço direito para esmagar o diretor.
“Você ainda precisa do velhote vivo para cumprir sua missão! Pelo menos até eu conseguir uma brecha nas ordens, mantê-lo vivo consta nos Protocolos da Missão!” – alerta a espada séria.
“********! Isto, com certeza, é uma praga que Hades me rogou! Malditos Protocolos da Missão!” – reclama Gabriel levantando sua mão direita.
“O que posso dizer? O Universo te odeia!” – brinca a espada sorrindo zombeteira em sua mente.
Gabriel suspirou contrariado e usando um Accio, retirou Dumbledore dali. Notou que o diretor estava desmaiado e com alguns ferimentos leves. Pegou um bruxo que corria pelo braço e pediu que retirasse Dumbledore dali.
Em seguida, olhou para o gigante que o encarava com ódio no olhar. Parecia mais furioso ainda.
Viu quando ele avançou em sua direção e sem perder tempo sacou sua Colt 40 e disparou entre os olhos do gigante, que caiu de costas no chão, ficando imóvel, com um rombo do tamanho de um prato em sua cabeça.
“Eficiente, como sempre!” – brinca a espada.
“Como eu já falei antes...Nada resiste a uma bala de Colt 40 na cabeça! Ainda mais com munição explosiva!” – fala Gabriel rindo baixinho.
“Você resistiu!” – brinca a espada ao lhe lembrar de algo acontecido há muito tempo atrás.
“Sim. Mas eu sou um... caso especial!” – ri Gabriel ao guardar a Colt 40 e olhando para o que sobrara da pequena vila.
Muita destruição e dezenas de pessoas feridas. Os lamentos de dor eram claramente audíveis e alguns aurores começavam a chegar. Quim entre eles.
- O que está acontecendo? - pergunta Quim sério.
- Sei lá! Eu estava conversando com Dumbledore quando o Sr. Musculoso aí apareceu do nada. – responde Gabriel olhando ao redor e vendo os feridos. Notou que a fachada de madeira de uma loja que tinha caído, estava sobre alguns feridos.
Foi até lá e fazendo força, ergueu os destroços, enquanto os feridos saíam se arrastando. Notou quando os destroços ficaram mais leves e olhou para o lado. Havia uma moça o ajudando. Loira, de olhos azuis, 1,80 de altura. Corpo escultural. Coxas grossas e bem torneadas. Vestia-se de branco. Usava uma camiseta com a bandeira americana e uma micro saia.
“Uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!! Isso sim é algo... interessante de se olhar!!!” – comenta a espada divertida.
“Pare de pensar besteiras!” – reclama Gabriel mentalmente apesar do esforço em erguer a fachada de madeira com as mãos. Estava se poupando, sem usar sua magia.
- Andem logo! – grita ela para os aurores que continuavam a tirar os feridos. – Não dá para agüentar o dia todo.
- Pronto. Podem largar. – fala um dos aurores ao retirar o último ferido.
- Obrigado. – fala Gabriel para ela a olhando depois de ambos largarem a fachada. O que viu a seguir, foi uma grande trave de madeira vindo ao encontro deles. –Cuidado!!! – grita Gabriel ao puxá-la pela mão a derrubando no chão. Um destroço acabara de passar onde ela estava.
“Eu não acredito!” – pensa Gabriel olhando para o gigante que tinha derrubado antes se levantar novamente. – “Eu estourei a cabeça dele!”
“Bem, parece que ele se recuperou!” – fala a espada zombeteira em sua mente.
“Muito bem! Vamos tentar algo mais forte!” – pensa Gabriel decidido.
“Vai usar sua magia? Forma Animaga? Sua Aura?” – pergunta a espada preocupada.
“Não. Vou usar um G36 mesmo. Grandes Problemas, Grande Soluções!” – fala Gabriel sorrindo.

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Pega na mochila em suas costas um rifle de combate G36 e abre fogo no peito do gigante que cai no chão, com sangue espirrando para todos os lados.
- E fique no chão, dessa vez! – rosna Gabriel chateado guardando o rifle em sua mochila.
- Acho que fica. – comenta Quim se aproximando curioso do gigante. – Mas quem será que é esse cara? – pergunta Quim curioso.
- Como é que eu vou saber? – pergunta Gabriel chateado se aproximando de Quim. – Melhor tomar cuidado. Daqui a pouco ele pode... – mas não conseguiu completar a frase.
Ainda deitado, com um rápido movimento do seu braço esquerdo, o gigante acertou Gabriel e Quim, jogando-os longe. Gabriel bateu com as costas numa parede de madeira e a atravessou, indo parar dentro de uma livraria, atravessando mais uma parede, até bater numa estante de vidros e parar em meio a destroços. Quando finalmente parou, um armário grande, cheio de livros caiu sobre ele.
“Aiiii! Eu odeio gigantes!” – reclama Gabriel ao perceber que seu braço esquerdo tinha ficado para fora de onde o balcão o atingira e estava doendo horrores.
- Você está bem? – pergunta preocupada a jovem que o havia ajudado a erguer os destroços. Tinha visto onde ele tinha caído e correu para ajudá-lo. Com um movimento da varinha, retirou o balcão de madeira que tinha caído sobre seu braço esquerdo.
- Não muito. – fala Gabriel tonto e vendo seu braço esquerdo pender quebrado com uma fratura exposta. Com um movimento brusco, colocou o osso no lugar. Quando foi usar um feitiço de cura, percebeu que seu corpo já estava se curando sozinho.
Ficou olhando, admirado, seu braço se curar sozinho. Em menos de 20 segundos estava como antes. Notou que a jovem o olhava assombrada.
- Mas como é que...? – pergunta ela surpresa.
- Leite! – fala Gabriel rindo baixinho. – Tome sempre muito leite! Com licença, hora de voltar para a briga. – fala Gabriel sorrindo e correndo para fora da loja.
Vê que os aurores estavam conseguindo distrair o gigante que urrava de ódio. Procurou e encontrou Quim, encostado a uma parede, com um médico lhe prestando os primeiros socorros.
Aproximou-se e viu que Quim estava bem machucado. Suas pernas estavam quebradas. Com um movimento rápido, afastou o médico e colocou as fraturas no lugar, enquanto Quim gritava de dor.
- Seja homem, já que sua mãe não foi. – rosna Gabriel sério para Quim. – Pare de gritar como uma menininha!
A seguir, com um feitiço de cura, restaura os ferimentos de Quim. Fica tonto no mesmo instante.
“Pare de gastar magia a toa.” – reclama a espada.
- Obrigado. – fala Quim surpreso. – Como fez isso?
- Feitiços de cura. Peça para o Dumbledore te ensinar. – fala Gabriel apoiando as costas na parede para que sua cabeça parasse de girar para todos os lados. Notou que seu nariz voltara a sangrar e sua mão esquerda tremer bastante.
- Você está bem? – pergunta Quim.
- Estou. Só que curar seus ferimentos me deixou um pouco tonto. – fala Gabriel respirando fundo e se recuperando.
Não era fácil lutar sem poder liberar seus poderes com força. Estava ficando cansado e irritado. Mas tinha que manter a calma. Sabia que caso se irritasse, poderia perder o controle. Tinha que tentar limitar o uso de Magia e Animagia para diminuir o avanço da doença.
- Alguma idéia de como derrubamos esse cara? – pergunta Quim sério.
- Já derrubei duas vezes. – fala Gabriel sério. – O problema é que ele sempre se levanta. Tem alguém mais por aqui. – fala Gabriel.
- Não vejo ninguém o ajudando. – fala Quim olhando para os lados.
- Mas tem alguém! – devolve Gabriel convertendo seus olhos na forma animaga. Olhou rapidamente ao redor, e descobriu um bruxo desconhecido de cabelo e barba branca murmurando um cântico atrás do gigante.
Pegou sua Colt 40 e atirou no peito do bruxo que caiu no chão, morto. Ao mesmo tempo em que o gigante juntou suas duas mãos e socou o chão, furiosamente, derrubando a todos que estavam perto somente com a onda de choque. Logo a seguir, o gigante caiu no chão inerte.
- Como o achou? – pergunta Quim surpreso em ver alguém que estava “desiludido” tombar morto, subitamente visível.
- Pelo perfume. – mente Gabriel enquanto se levantava do chão e ouvia alguns estalos e barulho de algo sendo demolido.
A onda de choque causada pelo último golpe do gigante tinha derrubado todos os aurores e em seguida, algumas lojas que já estavam danificadas. Alguns bruxos estavam tentando escorar as lojas e pregar estruturas de madeira, para que não desabassem, mas foi inútil.
Gabriel vê que a jovem que tinha lhe ajudado, diferente de todos os bruxos que corriam, estava parada. Em seu rosto a marca do pavor, vendo a morte se aproximar sob forma de destroços. Um prédio de uns três andares estava caindo. Por algum motivo ela “travou” no lugar ao ver tudo desabando sobre ela.
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Sem pensar direito, Gabriel se jogou por sobre ela e conjurou um escudo o mais forte que conseguiu. Ampliou o escudo com sua aura e suportou os destroços que caíram sobre eles.
Quando percebeu o que tinha acontecido, a jovem notou que estava deitada no chão, com Gabriel “de quatro” deitado sobre ela a protegendo, e sustentando o peso dos destroços com sua aura e seu escudo. Escuridão total e pó para todos os lados. Era difícil respirar.
- O...obrigado! – fala ela assustada ao vê-lo tão perto dela, mas sem a tocar em momento algum.
- Sem...problemas. – fala Gabriel com esforço mantendo o escudo.
- Você está bem? – pergunta ela vendo ele gemer e suar bastante.
- Sim...mas...é...pesado...demais. – resmunga Gabriel sentido a cabeça começar a doer fortemente. Seu nariz voltara a sangrar e sua mão esquerda começava a tremer. Os destroços ainda se moviam e o barulho que faziam era assustador.
- Deixe-me ajudá-lo. – fala ela e usando sua varinha, reforça o escudo diminuindo o esforço de Gabriel.
- Obrigado. – fala Gabriel sobre ela. Estavam a menos de 20 centímetros de distância um do outro. Gabriel a olhou e tentou sorrir para animá-la. – Não se preocupe. Logo sairemos daqui. Assim que os aurores pararem de tirar fotografias, eles devem remover os destroços.
- Não estou preocupada. Estou com você. Eu sou Emma Frost. - fala ela sorrindo e aproximando seu rosto do dele. Delicadamente tentou lhe dar um beijo mas ele a cortou rapidamente.
- Escute, moça. Não me beije. Eu sou comprometido. – fala Gabriel tentando afastá-la dele, mas não podia se mexer ou os destroços iriam mudar de posição, aumentando ainda mais o esforço que já fazia com sua aura.
- Eu não me importo! – fala ela sorrindo e se aproximando de novo, mas Gabriel virou o rosto e não permitiu ser beijado.
- Desculpe, mas eu me importo. Tenho uma companheira, e a amo! Pare com isso! – fala Gabriel sério e sente o peso diminuir pouco a pouco.
Instantes depois os aurores conseguem retirar os destroços que estavam sobre eles. Gabriel nota que o peso sumira e cancela o escudo. Levanta-se rapidamente e pegando a moça pela mão, a ajuda a se levantar.
Gabriel vê muitos bruxos ao redor dos destroços, aplaudindo o que ele tinha feito. Nem nota que vários fotógrafos estavam por ali. Aplausos, assovios e gritos de alegria cortavam o ar.
Gabriel sorriu e ergueu uma das mãos para cumprimentar a todos. Foi quando percebeu que a moça desconhecida tinha pego sua outra mão de forma possessiva. De forma delicada, mas firme, Gabriel soltou sua mão.
Foi aí que ela “desmaiou” . Gabriel rapidamente a pegou antes que ela atingisse o solo e se aproximou para ver o que tinha acontecido. Colocou-a com cuidado no chão e olhou para o corpo dela, vendo se não estava ferida. Não encontrou sangue e supôs que tinha sido a emoção do ocorrido.
- Médico! – grita Gabriel preocupado e médico que estivera atendendo Quim, se aproxima deles.
Mas quando o médico foi olhar para a moça, ela se sentou rapidamente e agarrando no pescoço de Gabriel, o beijou com vontade e paixão.
Pego de surpresa, Gabriel levou menos de um segundo para se soltar dela com um empurrão que a jogou sentada no chão. Muito lento. Os fotógrafos já tinham tirado fotos dos dois se beijando.
- Moça, eu já te falei! Sou comprometido. Que *********! – rosna Gabriel nervoso enquanto ela sorria sem parar.
- Eu já falei que não me importo! – fala ela sorrindo para ele.
- Acontece que eu me importo! Mas que *****! Tenho uma namorada. Droga! Que maluca! – rosna Gabriel de volta saindo de perto dela, antes que acontecesse mais alguma coisa.
- Tudo bem? – pergunta Quim sorrindo debochado. – Dificuldade com as fãs?
- Vá a *********, você também!! – rosna Gabriel nervoso enquanto se aproximava do bruxo que Gabriel tinha matado.
Ajoelhou-se em frente ao bruxo morto e começou a revistá-lo.
- O que está fazendo? – pergunta Quim sério.
- Tentando identificar este idiota, é claro! – rosna Gabriel sério encontrando poucas coisas com ele. Revista os bolsos e encontra alguns itens que conhecia. Um pequeno livro e algumas moedas. Olha bem para o cadáver e tenta descobrir mais pistas.
- Bem... nosso amigo aqui é novo na Inglaterra. – fala Gabriel pensativo depois de alguns instantes. – Além disso, veio da Tailândia. Alimenta-se mal. Não gosta muito de banho. Parece ser um especialista em controlar pessoas mortas. Não gosta de sapatos e não penteia os cabelos. O mais interessante é que pinta os cabelos e a barba com tintura trouxa.
- Como sabe sobre isso? – pergunta Quim sério.
- Mérlin e Morgana! O que é que ensinam naquela academia de aurores? – pergunta Gabriel divertido levantando as mãos aos céus fingindo estar horrorizado. – Somente a tirar fotos? Tricô e Crochê?
- Deixe de piadinhas! – rosna Quim nervoso.
- Ok, Quim. Vamos lá. Por onde quer que eu comece? – pergunta Gabriel rindo debochado.
- Como sabe que ele é novo na Inglaterra? – pergunta Quim sério.
- Por que ele tem um pequeno dicionário de frases mais comuns. Está vendo? Típico de turista. – pergunta Gabriel sorrindo e apontando para o dicionário.
- Como sabe que ele veio da Tailândia? – pergunta Quim.
- Por que o dicionário é Tailandês-Inglês. – responde Gabriel abrindo o dicionário e lendo uma frase em tailandês para Quim. – Além disso, as moedas que ele tinha no bolso chamam-se baht. Só é usado por lá.
- Como sabe que ele alimenta-se mal? – pergunta Quim sério.
- Pelo estado dos dentes dele. Veja como os caninos estão gastos. Além disso, metade deles está podre, o que significa que tem uma péssima higiene bucal. – responde Gabriel zombeteiro. – Além disso, está fedendo, o que significa que não gosta muito de banho. Como é muito magro, suponho que não se alimente muito regularmente.
- E o controle de pessoas mortas? – pergunta Quim sério.
- Ele estava controlando o gigante. Deve ser algum cântico ou encanto que eu não conheço. E o gigante estava morto, antes mesmo de começar o ataque. Ele não estava usando o feitiço para Inferis. – responde Gabriel pensativo.
- E quanto aos cabelos e a barba pintados? – pergunta Quim sorrindo agora.
- Dá uma olhada no estado deles. – fala Gabriel rindo. – Acho que nunca usou um pente. Além disso, é muito novo para ter cabelos brancos. Ah, veja aqui. Uma raiz escura nos cabelos. – fala Gabriel apontando para a cabeça do bruxo. – Ele pinta os cabelos e a barba.
- E os sapatos? – pergunta Quim.
- Ele está de pés descalços. Olhe para a sola do pé. É tão grossa que parece ser feita de couro de dragão. – fala Gabriel sorrindo.
- Muito bom. Mas completamente inútil para nossa atual situação. – fala Dumbledore se aproximando com alguns curativos nos braços e na cabeça.
- Muito pelo contrário. – fala Gabriel sério. – Isto prova uma das minhas teorias.
- Qual? – pergunta Dumbledore.
- Tom conseguiu reforços. De todos os lugares. Ele reuniu seus aliados. Agora a briga vai ficar feia. – fala Gabriel sério.
- E por que não atacou com tudo? – pergunta Quim sério.
- Provavelmente este idiota quis impressionar o Tom e veio sozinho. – fala Gabriel calmo e dando de ombros.
- Para onde vai? – pergunta Dumbledore ao ver Gabriel se levantar.
- Passear. – responde Gabriel aparatando para o meio da floresta proibida.
Em um lugar onde nem mesmo Hagrid se atrevia a ir, um centro de treinamento de Dragões tinha sido construído. Dez dragões estavam ali, esperando por ele.
Mas isso, só veremos mais adiante.
Depois de quatro horas aparata até onde os mercenários de Irgil estavam treinando.
Conversa com eles e responde inúmeras perguntas. Quando terminou tudo, voltou para a ilha. Já era noite.

Foi direto até a pequena biblioteca que tinha na casa e procura alguma referência ao que o bruxo morto tinha feito. Mas não encontra nada.
“Praga! Nada!!” – pensa Gabriel irritado.
“E como vai encontrar o que precisa?” – pergunta a espada.
“Preciso de alguém que entenda de maldições! Mas quem?” – pergunta Gabriel pensativo. – “Merlin! Eu sou um idiota!”
Ativa sua jóia de comunicação e chama Drakul.
- Drakul aqui. – responde o vampiro.
- Escute, Drakul, pode vir até aqui na ilha? – pergunta Gabriel sério.
- A caminho. – responde Drakul.
Dois minutos depois ele entra pela porta da sala e após cumprimentar rapidamente a todos, olha curioso para Gabriel.
- Drakul, você já ouviu algo sobre um cara que controla mortos? – pergunta Gabriel vendo seus colegas se aproximando deles curiosos.
- Claro! – responde Drakul. –Inferis!
- Bem, Drakul. O cara com quem eu lutei não era um Inferi. Ele tinha uns três metros de altura e resistiu a qualquer coisa que eu atirei nele. Estava sendo controlado por um bruxo em Hogsmeade. – fala Gabriel sério.
- Você está brincando, não e mesmo? – pergunta Drakul.
- Não. Estou falando muito sério. Agora, o que sabe sobre isso? – pergunta Gabriel sério.
- Nada. A menos que o morto fosse um gigante ou um meio gigante. – fala Drakul sério.
- Encontrou um meio gigante morto? – pergunta Narcisa curiosa.
- Parece que sim. Muito resistente. – fala Gabriel sério.
- Como sabe? – pergunta Gina curiosa ao lado de Draco.
- Por que esgotei um pente de munição de um G 36 no peito dele e ele se levantou, depois disso. – responde Gabriel sério. – Além disso, era forte pra burro. Arrasou Hogsmeade pela manhã. Só parou quando eu matei o bruxo que o controlava.
- Conte-me esta história direito. – fala Snape curioso.
Dando de ombros, Gabriel retira o pedaço de memória desde o início da conversa com Dumbledore e deixa-os verem, enquanto vai tomar um banho e trocar de roupa. Sentia sua cabeça começar a doer e seu nariz sangrava de novo.
Assim que terminou de se trocar, Hermione entrou no quarto. Furiosa!
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- Tem certeza do que vai fazer? – pergunta a Morte olhando para Raphael enquanto acompanhavam a entrada de Hermione no quarto.
- É claro que sim. Vou elevar o nível de irritação dos dois ao máximo. Principalmente o de Gabriel. Ele vai matá-la, agora. E Apollyon será libertado através do desespero dele. – fala Raphael sorrindo.
- Isso não é uma boa idéia. As conseqüências podem ser graves. – alerta a Morte séria.
- Vai me impedir? – pergunta Raphael de forma arrogante.
- Bem sabe que eu não posso impedir você. Mas as conseqüências serão graves. – alerta a morte séria. – Gabriel jamais se perdoará se matar Hermione. Pode se tornar inútil aos seus planos.
- Gabriel não me interessa em nada! Não me importo se ele morrer em meio a sofrimentos atrozes! – fala Raphael sério. – Nós precisamos de Apollyon e não de Gabriel.
- Acho que você vai se arrepender em breve. – fala a Morte séria.
- Arrependimento é para humanos. Estou acima de tal coisa! – comenta Raphael sorrindo de forma arrogante e se concentrando em ampliar o ciúme, o ressentimento e o ódio entre Hermione e Gabriel.
Delicadamente começou a manipular o humor dos dois, fazendo com que ficassem cada vez mais nervosos.
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- Quem é ela? – pergunta Hermione seca.
- Ela quem? – pergunta Gabriel sem entender.
- Aquela que você beijou!! – grita Hermione.
- Correção! – fala Gabriel se levantando e pegando sua mochila armas e a colocando nas costas. – Aquela que ME beijou. Eu não A beijei.
- Quem é ela??? – grita Hermione furiosa. – Quem é essa ‘Emma’?
- Não sei. – responde Gabriel sincero. – Nunca a vi antes! E por favor, pare de gritar. Estou com uma dor de cabeça infernal.
- Mesmo assim ficou aos beijos com ela, não é mesmo??? – grita Hermione se aproximando dele.
- Olha, Hermione, eu não sei quem é ela. Nunca a vi. E ela me beijou. Se olhou com atenção a memória, deve ter visto que eu me neguei! Eu falei que era comprometido! Por favor, pare de gritar! Estou com dor de cabeça. – fala Gabriel já irritado também ouvindo um zunido em seu ouvido que o estava deixando louco. A cabeça doía sem parar.
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- Começou! – fala Raphael sorrindo. – É uma questão de tempo até que Gabriel a mate.
- Acho melhor parar! Você pode se arrepender em breve do que está fazendo. – alerta a Morte olhando para Raphael enquanto acompanhava discussão de Gabriel e Hermione.
- Estou acima de tais coisas! – rosna Raphael e amplia ainda mais o ciúmes, o ódio, e o ressentimento entre Gabriel e Hermione.
- Depois não reclame que não foi avisado! – fala a Morte se concentrando e chamando, com um pensamento, alguém que iria resolver de vez a arrogância de Raphael.
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- Seu babaca! – grita Hermione e lhe acerta um tapa na cara de Gabriel.
- Não faça isso de novo! - rosna Gabriel baixinho. – Se fizer de novo eu te devolvo o tapa. Estou cansado de apanhar sem merecer!
- Seu traidor desgraçado! – fala Hermione e lhe acerta novamente na cara com um forte tapa.
- Eu te avisei, nunca mais me bata! – fala Gabriel furioso e devolve o tapa, com a mesma força e intensidade, fazendo-a cair por sobre a cama de onde ela o fita assustada.. – – Numa memória em que Dumbledore me ameaça para levar a Nita para ser cuidada por ele e que eu descubro que Tom tem mais aliados do que eu acreditava, será que a única coisa que você viu foi uma mocinha que eu nunca vi na vida me dando um beijo a força?? – – pergunta Gabriel aos berros.
- – Seu cretino! Miserável. Seu estúpido! Filho de uma Cadela! – – grita Hermione se aproximando dele e tentando lhe acertar novamente, mas Gabriel segura seus braços e a bloqueia.
- Não insulte os animais! – rosna Gabriel. – Se você não quer entender, o problema é seu, não meu.
- Quer saber? Você não passa de um cretino miserável! – Você é um maldito Assassino. – – grita Hermione.
- A parte mais interessante, é que tirando a Nita, o médico e os dois elfos, todos nessa casa são Assassinos. Inclusive você!! – grita Gabriel nervoso.
- Você nos transformou nisso! – grita ela tentando se soltar, mas Gabriel a mantinha presa com força.
- Eu? Eu nunca mandei ninguém matar, mandei? Sempre perguntei se desejavam dar o próximo passo! Eu mostro as portas, Hermione. Se vão cruzar ou não, isso não é comigo! Quer saber? Pra mim chega! – grita Gabriel sério. – Estou de saco cheio de seus ataques de ciúmes.
- Como é que é? – pergunta Hermione furiosa.
- Chega! Isto está virando uma guerra interna e eu não preciso de mais uma guerra, além da que já tenho que lutar. – fala Gabriel a soltando e se afastando tentando se acalmar. Sua cabeça parecia que iria explodir. Sentia ganas de matar alguém e não estava nada fácil manter a calma. – Você jurou que nunca mais iria me magoar!! Lembra??
- A não ser que você me magoasse antes!!! – grita Hermione furiosa.
- Como posso te magoar? Hein?? Uma maluca me agarra a força e eu sou culpado? Está maluca? O que devo fazer? Usar uma placa escrito “Não se Aproxime!!”? – – pergunta Gabriel aos gritos também. Sentia sua raiva ir ao limite e parte da sua mente tentava o avisar que aquilo podia dar errado, mas outra parte ordenava sem parar uma palavra que ele não aceitava: – Matar! Matar! Matar!
- Você é um maldito desgraçado. Um maldito manipulador. – Reclama do Dumbledore mas é igualzinho a ele. – grita Hermione.
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- Agora! – ri Raphael de forma alegre ao ampliar ao máximo o ódio de Gabriel. – – Ele vai matá-la agora! Ela acaba de ultrapassar o limite! Ele a matará em meio a torturas e Apollyon será libertado!
“Espero que não! Bem, tenho alguém aqui para te colocar na linha, Raphael. Chega de ser prepotente e arrogante! Eu também vou entrar nesse jogo!” – pensa a Morte séria ao notar que um jovem rapaz acabara de atender ao seu chamado e estava parado ao seu lado, tentando entender o que via.
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- Jamais me compare a Dumbledore. – fala Gabriel a pegando pelo pescoço e a prendendo na parede com força. – – Jamais me compare a aquele velhote nojento e sacana!! EU NÃO SOU IGUAL A ELE!!!– – urra Gabriel furioso.
- Está me machucando. – fala Hermione com a voz abafada, tentando se soltar do aperto em que ele a mantinha. Nem notara o movimento dele. Num instante estava presa. Só via os olhos dele que chamejavam com mais ódio do que ela jamais vira. Ele apertava seu pescoço lentamente. Sentia que iria morrer. – Por favor. – pede Hermione com um fio de voz.
- Desculpe. – fala Gabriel apavorado ao notar o que estava fazendo. Solta-a assustado a se afasta respirando pesadamente. – Isto não vai dar certo. É melhor pararmos antes que alguém se machuque. Eu vou embora. Tenho outras coisas para fazer e acho melhor pensarmos bem antes de continuarmos juntos. - fala Gabriel se afastando dela e sentindo a cabeça doer fortemente.
- Está terminando nosso noivado? – pergunta Hermione furiosa.
- Nosso noivado?? – pergunta Gabriel zombeteiro. - Nosso noivado acabou faz tempo, lembra? Você me devolveu a droga da aliança que eu te dei. Eu te disse onde eu a joguei, mas você não quis ir buscar, quis? Isto quer dizer algo, não é mesmo? – fala Gabriel nervoso indo em direção a porta do quarto.
- Volte aqui! – grita Hermione furiosa. – – Eu ainda não acabei com você.
– - Chega Hermione! Eu sou a ******* de um Assassino e não vou mais aturar estes ciúmes idiotas. Quando puder conversar sem ter ataques, fale comigo. Até lá, me deixe em paz!! – – grita Gabriel furioso saindo do quarto e batendo a porta com força.
“Preciso me afastar dela antes que eu a machuque de novo!!!! Maldição! O que houve comigo? O que está acontecendo comigo?? Por que não consigo parar de brigar com ela?? De onde vem esta vontade insana de brigar com ela? Hades, me ajude! Eu quase a matei! O que diabos tem de errado comigo?????” – pergunta-se Gabriel enquanto desce as escadas.
Desce até a sala e vê seus colegas ali reunidos. Olha para eles e vê que todos tinham ouvido a briga entre eles.
- Olha, Gabriel... – Harry tenta falar mas é cortado por Gabriel.
- Saia da minha frente, Harry! Preciso... resolver algumas coisas. Visitar algumas pessoas. – fala Gabriel nervoso levanta sua mão esquerda e uma garrafa de bebida vem até sua mão. Pega-a e sai da sala em direção a porta. – Draco, você está no comando dos Predadores até segunda ordem. Providencie o transporte e o retorno do pessoal e das coisas a Londres. Snape, preciso que cuide da Nita, por alguns dias. Não deixe Dumbledore ou o Ministério chegar perto dela, em hipótese alguma! Mate se necessário! Se precisar de ajuda me chame ou chame o restante da Aliança!! Mas não deixe o velhote sacana chegar perto dela. Vou convocar alguns de vocês para missões durante a semana. Para os demais, vemo-nos no Expresso para Hogwarts. Tenham todos, uma boa noite.
Em seguida, aparata no penhasco. Olha para o oceano e fica vendo a lua e as estrelas sendo refletidas pelo oceano.
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– - Eu não acredito!Isto é impossível!! Ele deveria tê-la matado!!! Ele deveria ter libertado Apollyon!!! Mas o idiota conseguiu se controlar!! Eu não acredito!! – – urra Raphael furioso.
- Que coisa, não é mesmo? – pergunta uma voz irritada.
- Quem? – pergunta Raphael se voltando e vendo a sua frente Apolo. Furioso! Tentou se defender, mas não conseguiu evitar o soco que o acertou no nariz e o fez dar dois passos para trás, completamente tonto.
- EU – fala Apolo enquanto desferia um soco nos dentes de Raphael. – TE – desferindo novo soco no estômago. – AVISEI!!! – chute no joelho direito fazendo Raphael cair com o joelho quebrado. - NINGUÉM – soco no nariz fazendo com que Raphael caísse de costas no chão. – MEXE – novo soco no olho esquerdo de Raphael, que incha imediatamente. – COM – novo soco, agora no olho direito, deixando Raphael sem enxergar nada. – MEU – cotovelada no pescoço, esmagando a traquéia, impedindo Raphael de falar. - IRMÃO!!. – pisão no peito, esmagando o esterno e o deixando paralisado.
- Talvez seja suficiente. – fala a Morte delicadamente afastando um Apolo furioso do que tinha sobrado de Raphael. Puxa-o para o lado e o segura pelo ombro. – Pensando bem, talvez não seja! – fala a Morte divertida, soltando o ombro de Apolo que salta e cai com os dois pés sobre os órgãos genitais de Raphael que se retorce todo, sem poder gritar com a traquéia esmagada.
- ‘Anjinho’ idiota! Nós fomos criados no Inferno da Guerra! Achou que alguém da Resistência não ia te pegar?? Achou mesmo que iria escapar impune depois de aprontar com meu irmão?? Depois de sacanear com Gabriel?? Você é mais idiota do que parece!! Ninguém escapa impune depois de mexer com um membro da Resistência! Ninguém!! – rosna Apolo furioso enquanto pisa com raiva no pescoço de Raphael que tentava entender o que tinha acontecido e como tinha apanhado tanto de um “reles humano”.
- Bater num adversário caído não é contra as regras? – pergunta Miguel chegando naquele instante, junto com Uriel.
- Sou um membro da Resistência! Só seguimos nossas próprias regras!! – rosna Apolo se aproximando de Miguel que se afasta rapidamente. – Tem para você também se quiser!
- Venha, Apolo! – chama a Morte sorrindo. – Acho que eles precisam conversar. Sabe, Raphael, eu sabia que existia uma maneira de acabar com essa arrogância de vocês. Quando estamos entre os mundos, como agora, vocês têm as mesmas vulnerabilidades que os humanos. Coisa que Apolo soube explorar muito bem. A gente se vê. Vou ficar de olho em Gabriel. Se sacanearem com ele de novo, bem, Apolo parece estar ansioso para repetir a dose. Afinal, eu não posso ajudá-lo diretamente, mas não tem nenhuma regra que impeça Apolo de fazer isso por mim!!
Rindo baixinho, Apolo e a Morte partem, deixando os três Arcanjos os olhando enquanto caminhavam.
- Diga-me, Apolo, o que você fazia na Resistência? Era líder de Pelotão? Ou um guerreiro de elite? Um Espartano? – pergunta a morte curiosa.
- Não. Eu era o curandeiro. E também aquele que dava algumas idéias às vezes. Até ajudei a preparar algumas missões. Gabriel me chamava de bibliotecário. – fala Apolo sorrindo. – Só fui para o combate poucas vezes.
- E como aprendeu a lutar assim? – pergunta a Morte curiosa.
- Uma vez, num dos ataques eu fui destacado para ir junto. Gabriel protestou, mas me enviaram assim mesmo. Um dos inimigos me feriu enquanto eu curava um dos soldados. – fala Apolo lembrando-se daquela batalha. – Eu não sabia lutar, naquela época. Só curar. Eu devia ter uns 10 anos de idade.
- E o que aconteceu? – pergunta a Morte.
- Para o azar do inimigo que me atacou, Gabriel viu o que ele fez. Sobraram dois dentes dele no chão. – fala Apolo rindo.
- Ele arrancou dois dentes do inimigo? – pergunta a Morte curiosa.
- Não. A ÚNICA COISA QUE SOBROU DO CARA QUE ME ATACOU FORAM DOIS DENTES!! – fala Apolo rindo alto. – Mais nada. Depois disso, Gabriel começou a me treinar em segredo. Aprendi a lutar com ele. Se acha que eu peguei pesado com o ‘Anjinho’, deveria ver o que um Espartano faria com ele. Ou então, Hades. Se Hades sequer imaginar o que esse idiota fez com Gabriel, bem... não haverá inferno longe ou profundo suficiente para ele se esconder da fúria de Hades.
- Esse Hades parece realmente gostar do Gabriel. – comenta a morte divertida.
- Eles tinham uma relação de respeito mútuo. Viviam aprontando sacanagens um para o outro. Ninguém conseguiu entender ainda como se suportavam. Pareciam pai e filho. Mas em combate... os dois juntos eram aterradores. – fala Apolo sério. - Hades criou o Gabriel, desde os 5 ou 6 anos de idade. Ou Gabriel recriou o Hades. É uma... situação interessante, caso paremos para analisar. Quando Hades encontrou Gabriel ele estava com depressão e descuidado. Já não se importava com mais nada. Treinar e ensinar Gabriel foi o que deu novas forças a Hades. Sabe, na Resistência, só eles aprontavam sacanagens um com o outro. Os que tentavam sacanear com eles, eram mortos. – conta Apolo divertido. - O fato é que ninguém sacaneia com um membro da Resistência e fica impune! – comenta Apolo sério.
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Miguel se ajoelha ao lado do que sobrou de Raphael e com um toque em sua testa, o restaura, deixando sem nenhum ferimento.
- Ele bate pesado. – comenta Uriel rindo.
- Nem me fale! – comenta Miguel divertido.
- Coloque seu plano em ação! – fala Raphael erguendo-se raivosamente. – Precisamos nos livrar deste Apolo! Como se não bastasse a Morte não estar mais apoiando nossos planos, agora temos um “fiscal”!!
- Em breve, Apolo já não será mais um incômodo! O destino dele já foi definido. Ele irá voltar. Ele será minha ‘trava de segurança’ para conter Gabriel e o forçar a executar nossa missão. – fala Miguel sorrindo para seu irmão. – Mas ele foi bem treinado. Não vi você acertar nele nenhuma vez.
- Como poderia acertá-lo? Eu nem vi de onde vieram os golpes. – reclama Raphael irritado ao ver as risadas dos seus irmãos. – Ele, de fato, foi treinado pelo Gabriel.
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“Quer conversar sobre o que aconteceu?” – pergunta a espada calma, depois de alguns minutos que ele olhava o oceano sem parar.
“Sei lá!” – responde Gabriel pensativo abrindo a garrafa e bebendo um gole. – “Urghhhh! Eu odeio tequila. Principalmente quando está quente!”
“Como se sente?” – pergunta a espada.
“Cansado, triste, decepcionado comigo mesmo, envergonhado, apavorado... na verdade, não sei como me sinto! Merlin e Morgana, eu a machuquei!!!” – responde Gabriel triste sentindo vontade de chorar. – “A única pessoa que eu amo nesta bola fedorenta de lama que chamam de planeta terra e eu a machuquei!”
“Só machucamos quem amamos!” – comenta a espada.
“Isto não muda a besteira que eu fiz! Maldição, o que está acontecendo comigo? Como posso estar perdendo o controle de minhas emoções? Lutei durante anos para poder controlar minhas emoções e agora... o que diabos está acontecendo comigo??? Se eu perder o controle... Tem noção do que eu posso fazer fora de controle??” – pergunta Gabriel com vontade de chorar.
“Teme libertar Apollyon se perder o controle de suas emoções?” – pergunta a espada preocupada.
“Sim! Se eu libertar Apollyon, Morgana que me perdoe, sem os Espartanos e Hades para me deter, não sobrará muita coisa desse mundo! Os Predadores não conseguirão me deter! ” – responde Gabriel preocupado.
“Sozinho de novo?” – pergunta a espada sorrindo.
“Só se você me abandonar!” – responde Gabriel cansado.
“Nunca o abandonarei.” – fala a espada séria.
“Então nunca estarei sozinho!” – responde Gabriel bebendo mais um gole de tequila e ouvindo o som de alguém aparatando as suas costas.
- Tudo bem? – pergunta Drakul sério.
- Não. Nada está bem. Está tudo errado! Está tudo uma ****** sem tamanho. Sente-se, Drakul. Quer um gole? – pergunta Gabriel lhe oferecendo a garrafa de tequila.
- Não. Eu trouxe minha própria bebida. – fala Drakul rindo lhe mostrando um litro de uísque. – Só bebo dessa marca. E não adianta pedir, não vou dividir com ninguém.
- Onde a conseguiu? – pergunta Gabriel desconfiado.
- Peguei na sua adega enquanto todas as mulheres, inclusive Sophia foram conversar com Hermione para acalmá-la. – fala Drakul divertido. - Tem certeza do que fez? – pergunta Drakul.
- Não tenho certeza de mais nada. Está tudo uma bagunça aqui! – fala Gabriel apontando para sua cabeça. – E mais bagunçado ainda aqui!!! – fala apontando para o coração. – Eu, para ser sincero... não sei mais nada. Mas acho que foi melhor assim. Antes que alguém se machuque... só...não queria que fosse assim! Merlin! Eu amo aquela garota mais do que mim mesmo e não consigo parar de brigar com ela!! – fala Gabriel triste.
- Isso tem a ver com as mudanças em seu corpo. – fala Drakul calmo bebendo um gole de uísque. – Seu médico o avisou que isso poderia acontecer, não avisou? – pergunta Drakul sério.
- Sim, avisou. Sabe, eu tento me controlar, mas quando ela grita comigo, metade da minha mente me ordena que a ataque!! Isto não pode estar acontecendo!! Tem algo mais acontecendo. Não é só o sangue de Falazuri. – responde Gabriel triste bebendo um gole.
- O que fará agora? – pergunta Drakul.
- Vou precisar terminar o treinamento do Draco e do Harry. – fala Gabriel cansado. – Quero que treine o Draco em planejamento de missões. Ele começa na segunda com você. Esprema-o. Faça-o entender como deve ser o planejamento de missões. Vou precisar dele na sexta feira. Até lá, ele é seu. Mantenha-o longe de encrencas. Entregue a ele a relação das missões que eu fiz nos últimos 3 meses.
- Farei isso. E quanto ao meu “adorado” genro? – pergunta Drakul sorrindo.
- Preciso terminar o treinamento dele em segredo. – fala Gabriel cansado. – Começo com ele na segunda feira. Devo terminar até sexta, também. Se precisar falar comigo, estarei com a jóia de comunicação. Onde eu e Potter vamos, estará bloqueado. Ninguém nos achará lá. Só me chame se for uma emergência. Vou pedir a Sophia que o leve lá na segunda pela manhã. Eu vou antes. Preciso me acalmar e dormir um pouco.
- Tudo bem, e quanto a Hermione? – pergunta Drakul curioso. – Se ela quiser falar contigo?
- Vou bloquear a minha tatuagem e a do Harry. – explica Gabriel bebendo um gole de tequila. – Ficaremos isolados. Ele precisa de concentração para aprender o que vou ensinar. E eu preciso me acalmar. Se ela vier falar com você, invente uma desculpa qualquer. Preciso ficar longe dela para me acalmar, antes que eu faça uma besteira ainda pior do que acabei de fazer. Acho que se ficarmos um pouco afastados, talvez possamos pensar com clareza. Tem muita coisa errada acontecendo. Parece que tem alguém me sacaneando nas sombras. Se for isso, a hora que eu descobrir o responsável.. vou fazer coisas... bárbaras!! .
- Tente não se esforçar muito ao treinar o Potter. – fala Drakul sério.
- Vou tentar me conter. – fala Gabriel.
- Vai conseguir terminar o treinamento do Potter? O esforço pode acabar com você. – fala Drakul preocupado.
- Vou tentar me controlar. Não me esforçar muito com o uso da magia. Espero durar ainda um ou dois combates antes de virar um ‘vegetal’! – responde Gabriel triste e ouve outras aparatações às suas costas.
- E aí? – pergunta Draco se sentando ao seu lado. – Vai secar sozinho essa garrafa ou vai dividir conosco?
- À vontade. – fala Gabriel entregando a ele a garrafa e sorrindo ao se lembrar da última vez que beberam juntos. Todos tinham ficado bêbados, menos ele. – Mas não vou carregar ninguém para casa, dessa vez. Deixo todos aqui dormindo.
- Para isso trouxemos o Neville e o Ewolin. – fala Carlinhos rindo. – Eles não bebem.
- Quem disse? – pergunta Neville sério e toma a garrafa da mão de Carlinhos e bebe um longo gole. – Boa bebida. Mas fraca. – fala Neville entregando a garrafa para Simas que bebe um longo gole.
- Fraca? – pergunta Simas se afogando com a bebida e tossindo. Entrega a garrafa para Sirius que bebe um longo gole.
- Gabriel, você é um babaca, sabia? – pergunta Sirius entregando a garrafa para Snape. – Ela não merecia ouvir o que você falou.
“Olha quem me dizendo o que devo fazer da minha vida amorosa. Justo o cara que mais ferrou com ela!”. – pensa Gabriel nervoso e usa sua aura.
Pega Sírius pelo pé e joga-o penhasco abaixo dentro do oceano. Ouviram um grito que ia sumindo conforme se afastava em direção ao oceano. Depois de alguns segundos, ouviram o som de um corpo batendo na água e logo a seguir algumas maldições e pragas que Sirius gritava furioso.
- Por que fez isso? – pergunta Snape lhe entregando a garrafa e notando que o nariz de Gabriel voltara a sangrar.
- Sírius merecia essa faz tempo. – fala Gabriel executando o feitiço de reposição para encher novamente a garrafa. Logo depois limpou discretamente seu nariz. – Pessoal, é o seguinte! Podem beber, mas encham a droga da garrafa!
- Não é a isso que me refiro. – fala Snape sério.
- Vai ter que ser mais específico em suas perguntas, Snape. – fala Gabriel sério.
- Por que brigam desse jeito? – pergunta Snape sério.
- Basicamente... por que ela não pode me ver fazendo nada ou fica com ciúmes. Isso enche o saco. Não. Na verdade, eu não sei. Tem alguma coisa errada comigo e com ela. Eu preciso descobrir o que é! – responde Gabriel cansado.
- Você deu motivos, também. – fala Draco ao seu lado.
- Claro! Salvo uma garota que me dá um beijo a força e sou culpado. – fala Gabriel zombeteiro. – Devo ter dado muitos motivos.
- Sabe que não me refiro a isso. – fala Draco sério.
- O oceano é grande, Draco! – fala Gabriel seco. – Você está no caminho certo para fazer companhia ao Sírius. Acho que tem espaço para mais alguém lá embaixo.
- Você não faria isso comigo. – fala Draco sorrindo debochado.
- É, não faria. – fala Gabriel cansado. – Eu sou o que sou, Draco. Já cometi muitos erros e me arrependi de muitas coisas. Mas o que eu fiz com ela hoje, vai me perseguir para sempre. Merlin. Sinto vontade de cortar fora a minha mão! Como posso ter feito aquilo, com ela??– pergunta Gabriel ao ver Harry e Rony chegarem juntos. Sentam-se e começam a beber, assim como os outros.
- Cadê o Sirius? – pergunta Rony curioso.
- Foi nadar. – responde Drakul sorrindo. – A noite está ótima para mergulhos.
- Gabriel, eu gostaria de falar com você. – fala Harry em voz baixa.
- Sobre o que? – pergunta Gabriel suspirando cansado.
- Sobre Hermione. – fala Harry sério.
- Desculpe, mas não quero falar mais nada sobre isso. – fala Gabriel se levantando. – Venham comigo, Draco e Harry. Temos uma missão da Aliança para cumprir.
Pega na mão dos dois e aparatam dali.
- Ele está com problemas, não é mesmo, Drakul? – pergunta Snape calmo.
- Por que acha isso, Snape? – pergunta Drakul.
- Essa perda de controle emocional, sangramento do nariz e as conversas constantes com o médico. Ele está doente? – pergunta Snape sério.
- Está sim. Mas pediu que ficasse em segredo, por isso, nada feito. – fala Drakul sério.
- Não vai nos contar? – pergunta Simas.
- Não. – responde Drakul sorrindo.
- Nem se te deixarmos bêbado? – pergunta Rony sorrindo.
- Eu, assim como Gabriel, posso passar uma noite toda bebendo e isso não me afeta em nada. - fala Drakul sorrindo.
- Bom. Será uma longa noite. – fala Ewolin sorrindo e pegando a garrafa de tequila. Toma um gole rápido e deixa a bebida em sua boca. Engole e toma mais um longo gole antes de devolver a garrafa.
- Por que acha isso? – pergunta Rony curioso vendo Sírius chegar completamente molhado e resmungando. – Se os três foram cumprir uma missão, bem, devem voltar logo.
- Por que Gabriel não voltará mais aqui. – fala Ewolin calmo. – Eu já aprendi a prever algumas de suas reações. Ele está muito nervoso. Para não descontar em vocês, ele foi arrumar briga com alguém.
- Mas com quem? – pergunta Sirius curioso enquanto se secava com um feitiço não verbal.
- Ele foi em algum bar, atrás de bebida e confusão. – fala Drakul sorrindo.
- E você sabe onde? – pergunta Neville curioso.
- Sei sim. Entreguei o endereço de um bar para ele, hoje pela manhã. – fala Drakul sorrindo ao lembrar de que Narigudo tinha lhe informado onde era o “ponto de encontro” dos comensais encarregados de caçar Gabriel.
- É grave, Drakul? – pergunta Carlinhos sério. – A situação do Gabriel é grave?
- Não posso comentar nada. E vocês também não. Foi a escolha dele. Só nos resta respeitá-la. Não comentem com mais ninguém. – fala Drakul pensativo e se levantando. – Eu vou partir também. Tenho outros compromissos.
- Vai ajudá-lo? – pergunta Snape.
- Ele não precisa da minha ajuda. Ainda não pelo menos. – fala Drakul aparatando até sua mansão e lembrando-se do que Gabriel lhe pedira. “Conceda-me a morte de um Samurai. Decepe-me a cabeça. Não quero a pena dos outros. Melhor a morte pela mão de um amigo do que isso!”
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- Onde estamos? – pergunta Harry curioso ao chegarem em um pequeno bosque.
- Estamos na Irlanda do Norte. – explica Gabriel. – Sentem-se. Preciso lhes ensinar alguns truques que vocês irão ensinar aos outros Predadores, depois.
- E por que você mesmo não ensina? – pergunta Draco sorrindo enquanto se sentam. – Tem a ver com chegar perto de Hermione?
- Tem sim, Draco. Agora não toque mais nesse assunto, por favor. – pede Gabriel calmo. – Eu estive, nos últimos 90 dias em 140 missões. Algumas com Ewolin, outras com Sophia e outras com Drakul. Algumas foram simplesmente visitas a outras pessoas ou raças, outras foram para conseguir informações, mas a grande maioria foi de ataque aos comensais e seus aliados.
- Que horas? – pergunta Harry curioso. – Eu sempre via você na base.
- Vocês dormem toda noite. Eu nem sempre. Minha última noite de sono foi há uma semana ou mais. – fala Gabriel seco. – A questão central é: Como eu cumpri tantas missões e o Ministério não ficou sabendo? Resposta: Eu camuflo meus poderes. Eu os torno impossíveis de serem rastreados.
- Como assim? – pergunta Draco curioso.
- Os poderes de um bruxo são identificados por sua emissão de poder. É quase como se fossem digitais do bruxo. Uma freqüência de energia que mostra o tempo todo, onde o bruxo anda. O que vou ensinar agora é como alterar essa freqüência, de forma a tornar impossível de se rastrear. – explica Gabriel.
- E como fazemos isso? – pergunta Harry curioso.
- Concentrem-se em sua respiração. Agora, baixem seus níveis de energia ao mínimo. Agora elevem-os, lentamente. Sentirão sua freqüência. Isso. Muito bom. – elogia Gabriel aos notar que sentiam suas freqüências individuais. – Agora, mudem sua freqüência. Isso. Bravo! Parabéns!! Aprenderam rapidinho. – ri Gabriel contente.
- Então agora estamos fora do controle do Ministério? – pergunta Draco sorrindo. – Quer dizer, se eu fizesse uma magia, eles não saberiam?
- Você pode usar uma maldição imperdoável que não saberiam, se é essa a sua dúvida. Desde que não use sua varinha. – fala Gabriel calmo. – Agora, vamos aprender outro truque. Magia Passiva.
- Como? – pergunta Harry.
- Vou usar como exemplo os aviões trouxas. Voando, como eles são detectados? – pergunta Gabriel calmo.
- Pelos...radares? Acho que esse é o nome. – fala Draco sério e Harry concorda.
- Sim. Mas tem aviões que não são detectados por radar. Chamam de aviões invisíveis. – fala Harry sério.
- Exato. Eu uso muito a Magia Passiva para rastreamento. Eu não emito a magia. Eu só a recebo. Eu me faço de radar e posso usar isso a qualquer momento e jamais serei descoberto. – fala Gabriel sorrindo.
- Já usou? – pergunta Draco.
- Milhares de vezes. No nosso ataque ao castelo, por exemplo, era impossível usar magia sem disparar os alarmes, não é mesmo? – pergunta Gabriel sério.
- Sim, mas você usou a magia para fazer a névoa aumentar. – fala Harry lembrando.
- Eu estava fora do castelo. Os alarmes só disparavam se eu usasse magia lá dentro. – explica Gabriel sorrindo.
- Mas você rastreou a varinha lá dentro. – fala Draco sério. – Você mesmo disso isso. E você arrancou o portão do subterrâneo também! Por que os alarmes não dispararam? .– pergunta Draco curioso.
- Magia Passiva! Eu só deixei a magia vir a mim. Não usei minha magia. Eu apenas me concentrei e deixei a magia ambiente vir a mim. Se eu quisesse poderia dizer a posição exata de cada comensal dentro daquele castelo. Mas para isso eu precisaria de muito tempo. A Aura é a mesma coisa. Eu pude arrancar o portão, sem disparar os alarmes, uma vez que a Aura não é magia e sim um complemento da Magia. – fala Gabriel calmo.
- Saquei! – fala Harry sorrindo.
- Bom. Agora, concentrem-se em rastrear a magia do local onde estamos. Imaginem como se fosse uma tela de radar. Mantenham a mente aberta e ela vai lhes dizer onde tem magia ou bruxos próximos daqui. – fala Gabriel calmo.
- Sinto o Harry aqui ao meu lado. – fala Draco. – Mas não sinto você.
- O mesmo. – fala Harry. – Por que não podemos sentir você?
- Por que eu me oculto muito bem. – fala Gabriel sorrindo. – Qual é, pessoal? Eu não caio mais nesses truques há muito tempo. Continuem a rastrear. Ampliem o perímetro. O que mais vocês sentem? – pergunta Gabriel sério.
- Sinto muitos bruxos aqui perto. – fala Harry se concentrando.
- Quantos? – pergunta Gabriel sorrindo satisfeito ao ver que eles aprendiam rapidamente.
- Setenta ou mais. – fala Draco murmurando baixinho. – Nossa... é como aprender a enxergar de novo.
- Mais de setenta. – fala Harry sério. – Acho que... 74.
- Sim. – fala Draco baixinho. – São 74 bruxos.
- Na verdade, são 75. – fala Gabriel sério. – Um deles sabe como se ocultar, de maneira semelhante a minha. Mas ainda deixa um sinal fraco. Com o tempo, vocês aprenderão a detectar esses sinais.
- São comensais? – pergunta Harry abrindo os olhos.
- São. São comensais, sim. – responde Gabriel.
- O que eles estão fazendo aqui? – pergunta Draco sério.
- São membros de um grupo que Tom montou para me caçar. Eles treinam aqui perto e estão ali bebendo para encerrar o dia. – fala Gabriel sério. – Eles seqüestraram, estupraram e depois mataram 18 meninas desta região nos últimos 30 dias. Um dos nossos espiões conseguiu nos passar o endereço deste bar e nos garantiu que eles estariam por aqui, nestes dias. O treinamento deles está quase acabando.
- Como assim, treinamento? – pergunta Harry sério.
- Tom já entendeu que no mano a mano nenhum dos bruxos dele poderá me pegar. Então montou e está treinando um grupo para me pegar. – explica Gabriel calmo e se levantando.
- E o que você vai fazer? – pergunta Draco se levantando também.
- Eu? – pergunta Gabriel rindo baixinho. – Nada!
“Mentiroso!” – ri a espada baixinho em sua mente.
- Gabriel... – fala Harry em tom de repreensão.
- Qual é Harry! Não sou suicida ou idiota! – fala Gabriel sério. – Vamos as suas missões durante a semana.
- Que missões? – pergunta Draco curioso.
- Começa na segunda-feira. Às 6:00 hs da manhã vocês vão se apresentar na mansão do Drakul. Draco ficará por lá essa semana cumprindo as ordens de Drakul. Sophia levará você a um determinado local, onde eu estarei esperando por você, Harry. Seu treinamento irá até quinta ou sexta. Depois, voltamos a Hogwarts no domingo. – explica Gabriel. – Agora, eu vou resolver um problema e vocês voltam a ilha.
- E Hermione, Gabriel? – pergunta Harry.
- É melhor eu ficar afastado dela por enquanto. – fala Gabriel cansado. – Perto dela eu estou ficando nervoso demais, então... vamos deixar assim mesmo.
- Tentem conversar sem brigar! – fala Draco.
- Bem que eu gostaria. Mas a situação está ficando confusa demais. Tem algo acontecendo comigo e começo a temer que eu vá perder o controle. Por isso, por enquanto, eu preciso ficar longe dela. Talvez, durante a semana nós nos acalmemos e possamos... resolver isso. Eu... estou arrependido do que fiz, mas isso não muda nada o que eu fiz. – fala Gabriel cansado. – Agora vão. Voltem a ilha antes que a Gina ou a Sophia pensem que estamos tendo um caso a três! – termina rindo e vê que ambos aparatam sorrindo.
Calmamente vai até próximo ao bar e impede chaves de portais, aparatações e lareiras de funcionarem. Em seguida, lacra o bar, fazendo com que janelas e ou portas não se abrissem mais.
Depois, abre a porta do bar e entra. Ao entrar, fecha a porta e a lacra também.
Caminha calmamente em direção ao balcão do bar e ouve as risadas diminuírem rapidamente. Logo os sussurros começaram. Os comensais o reconheceram e alguns começavam a apontar para ele, nervosos.
“O que vai fazer?” – pergunta a espada curiosa.
“Beber uma cerveja, é claro!” – responde Gabriel sorrindo e ao chegar ao balcão pede uma cerveja.
“Lembra-se da última vez que você entrou num bar de comensais para beber?” – pergunta a espada sorrindo.
“Sim. Foi em Paris! Eu tinha o que, uns 12 anos?” – pergunta Gabriel.
“De onze para doze!” – completa a espada. – “Foi lá que você a conheceu, não é mesmo?” – pergunta a espada.
“Sim. Foi lá que eu conheci aquela que me ensinou tudo sobre sexo! Lembra da cara do Hades quando eu voltei com ela para a base? Ele quase infartou!!!” – lembra Gabriel enquanto olhava de cara feia para o barman.
O comensal, assustado, lhe entrega uma garrafa de cerveja que Gabriel abre lentamente, apreciando o silêncio que se formou no bar.
Virou-se para os bruxos que o encaram em silêncio.
- O que veio fazer aqui? – pergunta um comensal assustado.
- Eu fiquei com sede e parei para tomar uma cerveja. – fala Gabriel sorrindo de forma “angelical”. Ah, eu estou mentindo! Sei que estão treinando para me caçar e daí resolvi poupar o tempo de vocês. Assim vocês não precisam me procurar. Bem... tem três maneiras disso acabar.
- Quais? – pergunta outro comensal.
- Tem a maneira “A”. – fala Gabriel sorrindo enquanto bebia mais um gole de cerveja. – Vocês se rendem e vão todos presos.
- Não gostei dessa maneira. – fala outro comensal.
“Nem eu!” – reclama a espada. – “Eu quero me divertir! Que papo é esse de deixá-los se render?”
“Estou apenas apontando opções! Eles não vão se render! E quanto a ontem à noite? Não se divertiu?” – pergunta Gabriel para a espada.
“Besteira! Quem se divertiu foi você!! Vou acabar enferrujando! Daqui a pouco vou para o asilo de espadas que não tem mais utilidade! Minha situação é tão triste! Sinto-me abandonada pelo meu Companheiro de Jornada, que não me dá atenção e não deixa eu expressar minhas habilidades!” – reclama a espada dramaticamente.
“Está um pouco dramática, não é mesmo?” – pergunta Gabriel sorrindo para a espada. – “Está parecendo o Hades. Reclamando por qualquer coisa!”
“Isso não muda o fato de que não me divirto há semanas!” – reclama a espada.
- Tem a maneira “B”. – fala Gabriel sorrindo enquanto bebia mais um gole de cerveja. – Vocês se suicidam e se poupam de ir para a prisão.
“Quer o controle hoje?” – pergunta Gabriel divertido.
“Oh, se quero! Faz tempo que não me divirto!” – completa a espada animada.
- Essa maneira não me agradou. – fala outro comensal.
- Bem... Tem a maneira “C”. – fala Gabriel terminando sua cerveja e colocando a garrafa vazia sobre o balcão.
- E qual é a maneira “C”? – pergunta um comensal.
- Vocês lutam comigo e eu faço picadinho de vocês! – fala Gabriel sorrindo ferozmente. – Vou até dar uma vantagem! Eu nem usarei magia.
“Essa me agradou! Deixe-me assumir o controle! Deixe-me assumir o controle! Deixe-me assumir o controle! Deixe-me assumir o controle!” – pede a espada ansiosa.
- Acho que vamos de maneira “C”! – fala um comensal rindo de maneira arrogante, erguendo a varinha lentamente.
“O Controle é seu, divirta-se!” – ri Gabriel ao ver a espada assumir o controle do seu corpo e se mover para a esquerda, rapidamente enquanto cortava um comensal em duas partes.
“Estou vendo que vai ser uma lonnnnnga noite! Hei! Deixe um vivo para interrogatório! Senão Drakul vai pirar comigo!” – alerta Gabriel rindo baixinho ao ver a cara de pavor que dois comensais fizeram ao terem as mãos decepadas, logo antes de terem seus pescoços estraçalhados pela espada.
“Vou ver o que posso fazer! Mas não garanto nada! Agora, veja o que um ‘profissional’ pode fazer!” – responde a espada se divertindo como nunca.
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- Homem nenhum presta! – grita Hermione jogando um frasco de perfume na parede onde se espatifou em milhares de pedaços.
- Devo concordar com você, em partes. – fala Narcisa calma a olhando.
- Eu conheço alguns que não prestam mesmo. – fala Sophia séria.
- Eu também. – fala Gina sorrindo. – Mas são eles que dão graça a vida.
- Pare de falar besteiras, Gina. – rosna Hermione se sentando furiosa na cama. Era a única coisa ainda inteira no quarto. O restante ou estava destruído ou estava espalhado pelo quarto, em pedacinhos. As coisas de Gabriel, especificamente.
- Qual é, Hermione? Precisava fazer esse escândalo todo? – pergunta Gina séria.
- Ah, falou a senhorita perfeição! – rosna Hermione séria. – Não era você que tinha ataques uns tempos atrás? – pergunta Hermione ironicamente.
- Sim. Antes de começar a namorar o Draco. – fala Gina séria.
- Hermione, concordo com a Gina. – fala Narcisa. – Você exagerou! Sua reação foi errada e o magoou!
- Magoei, ele? – pergunta Hermione incrédula. – Ele me bateu!! Quase me estrangulou!!
- Quem bateu primeiro? Quem veio até aqui, cuspindo fogo? – pergunta Sophia séria.
- Isto não importa! – reclama Hermione furiosa.
- Não entendo vocês bruxos. – fala Sophia suspirando e se sentando sobre o que sobrara de uma cadeira. – Sinceramente acho vocês malucos.
- Do que está falando? – pergunta Hermione séria.
- Tudo isso foi por causa do beijo que ele ganhou de uma moça que ele mesmo admite que nunca viu? – pergunta Sophia.
- Não foi só pelo beijo. – fala Narcisa pensativa. – Eles estavam brigando há dias. Acho que foi só um pretexto para toda essa confusão. Aquele beijo nem sequer foi uma traição.
- O que vocês entendem disso, afinal? – pergunta Hermione nervosa.
- Bem, fui traída pelo Lucio muitas vezes. Inclusive, acredito eu, com minha irmã, Belatriz. – fala Narcisa séria. – Fui torturada por ele, apanhei dele e levei uma vida miserável por longos e tenebrosos 18 anos. Acho que isso me habilita, a saber, de algumas coisas.
- Eu já fui traída por um companheiro, antes. – fala Sophia séria. – Com minha melhor amiga. Peguei os dois juntos na cama.
- O que fez? – pergunta Gina curiosa a olhando.
- Torturei-os durante uma semana e depois os empalei. Sofreram por mais três dias antes de morrerem. – fala Sophia sorrindo.
- Uau! – fala Gina impressionada. – Acho que vou contar essa para o Draco. Só para o caso dele ter idéias...estranhas.
- Realmente, a traição não é de forma alguma, aceita entre nós, os vampiros. Por este motivo, evitamos nos relacionar com os bruxos, geralmente. – fala Sophia.
- Mas você se relaciona com o Harry. – fala Hermione séria.
- Sim. Mas isso talvez tenha sido um erro de minha parte. – fala Sophia calma. – Agora já é tarde demais.
- Por que, tarde demais? – pergunta Gina curiosa.
- Por que eu me apaixonei, por ele. – fala Sophia em voz baixa.
- Mesmo assim, apaixonada por ele, dormiu com Gabriel, não foi? – pergunta Hermione furiosa.
- Ainda acredita nisso? – pergunta Sophia sorrindo.
- Nem ele, nem você, negaram tal fato. – fala Hermione crispando os dedos.
- Nem confirmamos, também. – fala Sophia rindo. – Vocês bruxos são tão loucos.
- Dormiu com ele ou não? – pergunta Hermione se levantando nervosa.
- Dividimos a mesma cama, se é isso que quer saber, mas nunca fizemos sexo. – fala Sophia divertida.
- Mas você falou que... – Hermione tenta continuar, mas é cortada por Sophia.
- Nunca falei nada. Você é que interpretou da forma que quis. – fala Sophia sorrindo.
- O que aconteceu, quando saíram do hospital, você e Gabriel? – pergunta Gina curiosa.
- Ele estava fraco e cansado. Segundo o que ele tinha me dito, a Morte o tinha enviado de volta. Ele mal conseguia se mexer de cansaço e precisava descansar. Mas acreditava que seria atacado por alguém. Pediu-me para levá-lo para um refúgio para descansar e pediu que eu o protegesse enquanto dormia. – fala Sophia séria. – Eu o levei até um lugar que eu mesmo construí e ele desmaiou na cama. Dormiu por algumas horas, depois de me pedir para que não atacasse você e o Potter.
- E como você sabia das cicatrizes? E que ele é “insaciável”? – pergunta Hermione de forma dura.
- Quando ele estava dormindo, teve o primeiro daquela série de pesadelos, lembra? Ele acordou apavorado e completamente suado. Pediu para tomar um banho. Indiquei o banheiro e ele se despiu na minha frente, e tomou banho com a porta aberta, enquanto conversávamos. – conta Sophia sorrindo.
- Tomou banho nu, na sua frente? – pergunta Narcisa interessada.
- Nós, vampiros, acreditamos que o corpo não deve ser “escondido” como vocês, bruxos fazem. Entre nós, a nudez não é tão importante assim. – fala Sophia sorrindo.
- Mas Gabriel não é um vampiro! – fala Hermione séria.
- Não. Não é. Mas acredito que tenha vivido algum tempo com um ou mais vampiros. Ele conhece a nós bem demais. Sabe sobre nossas tradições e histórias. Ele sabe demais. – fala Sophia ficando pensativa.
- Como assim, “sabe demais”? – pergunta Gina curiosa.
- Ele sabe coisas sobre mim, especificamente, que ninguém poderia saber. – fala Sophia.
- Tipo o que? – pergunta Narcisa curiosa.
- Sabe meu apelido de infância. Sabe sobre minha mãe. Sabe sobre meu irmão que morreu há tanto tempo. Sabe coisas sobre meu pai que ninguém “de fora” poderia saber. Só se fizesse parte da família!! Sabe inclusive Rituais de entregas de armas, que são específicas dos vampiros!! Quando me entregou a espada de Boris, ele fez segundo um ritual tão antigo como o tempo. Somente alguns vampiros mais antigos ainda usam aquele cerimonial de entrega! Não mais do que uma meia dúzia deles! – fala Sophia duramente.
- Como ele poderia saber essas coisas? – pergunta Gina.
- Aí é que está! Não poderia. Não faz parte da Família. Mas sabe!! A única maneira de ele saber tais coisas seria se ele fosse muito íntimo de mim ou de meu pai. Mas eu só o conheci quando fui a Hogwarts, e meu pai o conheceu no jantar, na noite do ataque dos lobisomens. – fala Sophia dando de ombros. – E não creio que ele tenha violado a minha mente ou a de meu pai. Éramos os únicos que sabíamos sobre meu apelido de infância. Gabriel é para nós, um mistério completo.
- E que ele é insaciável? – pergunta Hermione friamente.
- Depois que ele acordou, eu já tinha decidido matar você e o Potter. – fala Sophia calma. – Mas ele me convenceu que poderia não ser verdade o que tínhamos visto. Eu queria dar o troco, é claro, e ele deu a idéia de que deveríamos “insinuar” que tínhamos tido algo. Daí fizemos o plano de “simular” algo. Trocamos algumas informações pessoais do que teria ou não acontecido entre nós.
- Quer dizer que vocês, nunca...dormiram juntos? – pergunta Hermione perdida.
- Não. – fala Sophia sorrindo friamente. – Mas confesso que já fiquei... tentada.
- E ainda tem a cara de pau de admitir na minha frente? – pergunta Hermione se aproximando de Sophia.
- Não só ela. – fala Narcisa sorrindo. – Eu também já tive esta vontade.
- Como é que é? – pergunta Gina curiosa com a declaração da futura “sogra”.
- Na primeira vez que ele e Draco conversaram eu não estava presente. Mas na segunda vez, sim. Draco estava, acredito eu, observando Gina no Beco Diagonal. Quando ele chegou e foi olhar o jardim, eu enviei o Elfo Doméstico para procurar o Draco. E resolvi jogar um pouco de charme nele. – fala Narcisa divertida. – Só para saber o que ia acontecer.
- E? – pergunta Hermione com os olhos semi-cerrados encarando duramente Narcisa.
- Ele aceitou a provocação e me cativou. – fala Narcisa sorrindo. – Confesso que sofri, por ele, uma paixonite. Mas ele nunca me deu uma real abertura. E logo depois “obrigou” Snape a me convidar para ir a apresentação da poção. Depois eu e Snape começamos a namorar.
- É brincadeira? Mais alguém aqui já ficou de “olho” nele? – pergunta Hermione séria olhando para Gina.
- Bem... – fala Gina divertida. – Eu já me peguei secando aquela bundinha dele.
- Como é que é? – pergunta Hermione sem acreditar no que ouvia.
- Qual é, Hermione? - pergunta Gina sorrindo. – Olhar não tira pedaço. Além disso, eu nunca entrei no bolão.
- Que bolão? – pergunta Narcisa curiosa.
- As meninas de Hogwarts fizeram um bolão. Um galeão para entrar na brincadeira. – fala Gina sorrindo divertida.
- Que brincadeira? – pergunta Sophia sem entender.
- Beijar o Gabriel. A primeira que conseguisse um beijo dele, ganhava toda a grana. – fala Gina rindo. – A última vez que eu olhei as apostas, estava em quase 300 galeões. Ninguém conseguiu. Claro que ele não sabe e pelo visto, nem você sabia. Algumas até tentaram, mas ele as cortava rapidamente. Nunca deixou nenhuma se aproximar.
- Eu não acredito nisso! – fala Hermione nervosa. – Será que todas ficam loucas perto dele? Até desconhecidas agora o beijam?
- A atitude da desconhecida pode ser explicada. – fala Narcisa dando de ombros. – Ela estava agradecida pelo que ele tinha feito por ela. Acredito que tenha sido isso.
- E ele, é claro, não se negou a aceitar o “agradecimento” dela. – rosna Hermione friamente.
- Muito pelo contrário. – fala Sophia séria. – Ele a repeliu, não é mesmo? Por duas vezes, aliás.
- Não foi rápido o bastante. – rosna Hermione raivosamente.
- O que você tem, Hermione? – pergunta Sophia séria. – Mesmo para os padrões femininos, seu ciúme é grande demais!
- Tem a ver com meu poder. – fala Hermione se sentando cansada. – Eu como maga sofro o que Dumbledore chama de Efeito Morgana. Gabriel me treinou para que eu me contivesse, mas ultimamente pareço estar perdendo o controle. Ando nervosa demais, ultimamente.
- Gabriel já falou que os sentimentos afetam os magos, não é mesmo? – pergunta Gina. – Mas por que não o afetam? – pergunta ela curiosa.
- Naquele almoço onde conhecemos os Delacour, eu perguntei a ele por que ele era tão controlado e frio, ás vezes. – fala Narcisa.
- E o que ele respondeu? – pergunta Sophia a olhando com curiosidade.
- Ele me respondeu assim: “Na última vez que eu perdi a cabeça, briguei com Apollyon e acabamos por criar o maior furacão que este planeta já viu. Tem certeza de que quer me ver perdendo a cabeça e fazendo uma loucura? Tem noção do que alguém com eu, nervoso, é capaz de causar? Eu tenho que me controlar.” – fala Narcisa séria.
- Mas como ele se controla tanto? – pergunta Gina. – Eu só o vi nervoso poucas vezes. Mesmo quando você saiu do treinamento com o Harry, ele ainda estava calmo. Conversou comigo por algum tempo, e, claro, estava triste e magoado, mas nada na voz traía o que ele sentia. Não era fúria, não era ódio, nada disso. Parecia um bloco de gelo. – termina Gina lembrando da conversa entre ambos.
- Como assim? – pergunta Hermione curiosa.
- Ele tinha criado uma estátua do Tom, em pedra e estava socando a estátua para se acalmar. Mas ele não... parecia nervoso. Só... desapontado. – fala Gina calma.
- Como assim, desapontado? – pergunta Hermione mais calma.
- Eu perguntei se vocês tinham brigado e ele disse que não. Eu perguntei o que aconteceu e ele falou assim: “Contei algo do meu passado. Eu não queria, mas ela disse que um ‘relacionamento devia ser baseado na verdade entre os dois’.”. – fala Gina calma. – O que ele te contou, Hermione?
- Ele...me contou... sobre uma batalha que ele travou, anos atrás. – fala Hermione sem contar mais nada.
- Ou seja, ele confiou em você. – fala Sophia séria. – Ele te contou algo que não contou nem mesmo a meu pai, que é o segundo em comando da Aliança.
- É. – fala Hermione séria.
- Estive com ele em cerca de 90 missões nos últimos sessenta dias. – fala Sophia calma. – Vi ele lutando. Sem raiva. Sem ódio. Simplesmente lutando. Vi ele matar várias vezes. Mas em nenhuma delas, ele me deu uma abertura para conversas mais íntimas. Mas teve uma missão que fizemos que não foi para a Aliança. Naquele dia eu tive medo dele. Do que ele pode fazer quando nervoso.
- Que missão? – pergunta Gina curiosa.
- Fomos para a África. Num país que chamam ou chamavam de Zaire. Estava acontecendo uma batalha, e a batalha se aproximava de um orfanato. Aparatamos perto do orfanato e tentamos evacuar as crianças e as enfermeiras. Cerca de 130 crianças. Todas estavam apavoradas. Choravam e tentavam se esconder embaixo das camas improvisadas. Não conseguiríamos salvar todas elas a tempo. – conta Sophia séria.
- E? – pergunta Narcisa curiosa.
- Eu falei a ele que devíamos buscar mais gente para ajudar a evacuar as crianças. O combate estava acontecendo na selva, próximo dali. Em instantes o orfanato seria pego no fogo cruzado. As crianças seriam todas mortas. Daí um dos disparos atingiu uma cama improvisada, atingindo um dos órfãos na cabeça, que tombou morto na hora. – fala Sophia. – Sabem o que ele fez?
- O que? – pergunta Hermione atenta.
- Criou um escudo ao redor do orfanato e pediu para que eu ficasse ali e acalmasse a todos. Disse que “iria dar uma volta” . Quase bati nele! Imagine, me deixar sozinha para acalmar a todos. – fala Sophia nervosa. – Daí, antes que eu pudesse reclamar, ele pegou aquelas armas que ele chama de “metralhadoras portáteis” e entrou na floresta, correndo em direção aonde o combate acontecia.

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- As mesmas que ele usou para derrubar Falazuri? – pergunta Gina curiosa, lembrando da memória dele que exibiu quando se recuperou da luta com o dragão. – Por falar nisso, nas nossas mochilas não temos nenhuma daquelas, por que será?
- Por causa do peso, Gina. Aquelas armas não são nada leves. Não são armas projetadas para uso pessoal. – fala Hermione séria.
- E foram projetadas para o que então? – pergunta Gina.
- Para uso em Aviões e Helicópteros de Combate. As que ele usa, foram adaptadas por aquele amigo maluco que ele adora, o tal de Irgil. – responde Hermione. – Continue, Sophia, por favor.
- Ele entrou na floresta e o tiroteio que já era feroz, aumentou muito. Por uns minutos, parecia que havia 10.000 guerreiros lutando. Os soldados, mercenários em sua maioria, tentavam fugir de qualquer maneira, mas ele não deixou! Só gritava que eles estavam mortos! Que ali não era lugar de lutar! Que tinha crianças por perto. Que eles eram Cães sem Honra e que não haveria misericórdia! Ás vezes só se ouviam os estrondos dos feitiços que ele lançava. E ele lançou muitos deles. Ouvi alguns que eu não conhecia e que ele não ensinou para vocês. E os gritos dos feridos. Ouvi alguns gritos e reconheci a língua utilizada. Entendi o que os soldados gritavam, apavorados. – fala Sophia séria.
- E o que os soldados gritavam? – pergunta Narcisa curiosa.
- “O Filho do Demônio! A Aberração Maldita!!” – fala Sophia séria. – Além de gritos dos soldados pedindo misericórdia e outros chamando por vários deuses. Ouvi as gargalhadas que Gabriel soltava. Ele gritava que os deuses não existiam, somente o Demônio. E que ele estava ali, para punir os cães sem honra! Que não existia Misericórdia para quem matava crianças!
- E depois? – pergunta Gina escutando atentamente.
- Depois de uma hora, só restou o silêncio. Daí Gabriel voltou e com calma, evacuamos a todos para um local bem distante dali. Num novo orfanato que ele tinha mandado construir. Ele apagou da memória das crianças o que tinha acontecido. O Duende que controla as coisas dele apareceu, junto com medi-bruxos e enfermeiras. Gabriel brincou com as crianças por algumas horas, enquanto elas eram atendidas. Ele deixou muitos remédios, alimentos, brinquedos, além de dinheiro para as enfermeiras. Pediu desculpas por ter demorado a vir protegê-los. Depois saiu do orfanato e pregou uma placa a uns 200 metros do orfanato. Um aviso! – fala Sophia séria.
- Que aviso? – pergunta Hermione curiosa.
- “Este local é protegido pelo Filho do Demônio! Ataque-o por sua conta e risco! Matarei 1.000 por cada criança ferida!” – fala Sophia calma.
- Quantos soldados você acha que tinha na floresta? – pergunta Hermione curiosa.
- Difícil saber. Acredito que uns 900, a julgar pelos sons do combate. – fala Sophia dando de ombros. – Sabe... ele não se importou em massacrar aqueles guerreiros. Eram mercenários e sinceramente, mereciam morrer. Mas quando ele viu o sofrimento das crianças, e a alegria delas em ganhar um brinquedo, talvez pela primeira vez na vida delas, ele chorou. Chorou como se estivesse sendo açoitado. Eu lembro que uma das crianças, acho que tinha uns 5 anos foi até ele e o abraçou para acalmá-lo e ele praticamente desmoronou ao receber o abraço da criança.
- “Desmoronou”? – pergunta Gina sem entender.
- Ficou emocionado. Demais. Afastou-se um pouco do orfanato até se acalmar novamente. Ele estava em frente à cova onde tinham enterrado a criança que havia sido morta. Eu fui falar com ele, para ver se estava bem ou se precisava de algo. Ele me falou assim: “Salvei uns! Perdi mais um! Sou culpado de muitos crimes! Não me importo em matar cães sem honra! Nada mais me importa! Mas será que serei amaldiçoado eternamente em ver o sofrimento dos inocentes? Em ver a dor dos inocentes? Será que isso nunca acaba? Não importa o que eu faça! Não importa o quanto dinheiro eu tenha, quanta influência ou quanto poder eu possua, os inocentes ainda sofrem!! Os homens só entendem a linguagem da força e da violência. Pois então, falarei com eles nessa língua. Farei com que sintam, na própria carne, o quanto eu sei falar nessa língua!” – fala Sophia lembrando das palavras de Gabriel.
- E? – pergunta Narcisa curiosa com aquela faceta quase humana de Gabriel.
- Eu falei que a vida era assim mesmo. Que era impossível salvar a todos. – fala Sophia séria. – Daí ele me disse que o impossível não existia. Só demorava um pouco mais para ser feito. Sabe, quando nós chegamos lá, ele... parecia estar em casa. Calmo. Tranqüilo. Não ficou nervoso em momento algum. Exceto quando o orfanato foi atingido pelo combate. Quando o órfão morreu, ele ficou... ficou furioso. Foi aí que ele resolveu... pacificar o combate.
- Pacificar? - pergunta Gina sem entender.
- Pacificar um combate é um eufemismo técnico para massacrar os dois lados de um combate. – fala Sophia calma. – E no dia seguinte, ele voltou a ensinar vocês, calmo como sempre.
- O que aconteceu com o novo orfanato? – pergunta Narcisa.
- Contei a meu pai sobre a missão e ele mandou um dos Executores ir para lá, para ver se o local estava sendo respeitado. – fala Sophia séria.
- E? – pergunta Hermione.
- Num raio de 5 Km daquele orfanato não existirão mais combates. Houve uma espécie de acordo entre ambos os lados inimigos de que aquela área era uma área desmilitarizada. Ambos os lados combatentes entenderam rapidamente o que significa a expressão: “Estar sob a proteção do Filho do Demônio!” – fala Sophia séria. – Acho que ele já era conhecido por lá e temido. Mas agora, muito mais do que antes.
- Por que ele se importa tanto com crianças abandonadas? Com orfanatos, afinal?– pergunta Gina curiosa.
- Por que ele foi criado em um. – fala Narcisa séria.
- Como é que é? – pergunta Hermione surpresa. – Ele nunca me falou nada sobre isso.
- Dificilmente ele fala algo sobre seu passado, já notaram isso? – pergunta Narcisa. – No entanto, quando nos conhecemos, eu elogiei a educação dele, e de que seus pais tinham se esforçado muito para ensiná-lo. Ele deixou escapar uma pista. Acho que se arrependeu depois, mas já tinha falado. Lembro que ele falou assim: “Na verdade, foram meus pais adotivos. Jamais conheci meus pais biológicos, cresci em um orfanato trouxa!”
- Ele nunca conheceu os pais? – pergunta Gina curiosa.
- Acho que não pessoalmente. – fala Narcisa séria.
- Ele nunca teve uma mãe? – pergunta Gina curiosa. – Nunca teve carinho ou amor de mãe?
- Ele me falou algo... quando viemos da missão. – fala Hermione lembrando-se do que ele tinha falado. – Eu contei a ele que tinha abandonado a posição por que o Harry estava ferido. Ele me pediu se eu era a mãe do Harry. Quando eu perguntei se ele tinha esquecido que a mãe do Harry tinha morrido ele me respondeu duramente. “Grande coisa. Ele pelo menos teve uma. Mesmo que por pouco tempo, ele teve uma.”.
- Bate com o que meu pai já tentou descobrir. – fala Sophia séria. – Não encontramos referência alguma a família dele. Acho que estão todos mortos, menos o pai dele. O Harry me falou que ele odeia o pai dele. Tanto ou mais quanto odeia o Dumbledore. Pelo que o Harry falou, ele deve ser parecido com Dumbledore. Só isto explicaria o ódio de Gabriel por Dumbledore. Deve olhar para o Diretor e ver nele alguém parecido em atitudes com o próprio pai! – fala Sophia séria.
- Gabriel já nos alertou várias vezes sobre tomarmos cuidados com Dumbledore. – fala Gina séria. – Ele tem muita raiva do Dumbledore.
- E eu o comparei a Dumbledore. – fala Hermione subitamente entendendo o acontecido na briga e a reação violenta de Gabriel. – Indiretamente o comparei ao próprio pai!
- É, você o ofendeu, com certeza. – fala Gina.
- Praga! Eu não sei o que está acontecendo comigo. – fala Hermione séria. – Eu ando nervosa demais. Depois que nós voltamos a namorar, eu... eu ando estranha.
- Não está grávida, está? – pergunta Gina curiosa.
- É claro que não. – fala Hermione bufando. – Eu sempre tomo as poções corretamente. A cada 15 dias, sem falta.
- Então talvez seja outra coisa. – fala Narcisa sorrindo. – Esse seu ciúme só perde para o de Gabriel.
- Nem me fale. – fala Gina rindo. – Parecem dois idiotas. Se amam, mas não podem ver o parceiro conversando com mais ninguém.
- Neste ponto eu tenho que concordar. – fala Hermione tentando sorrir.
- Se aceita um conselho... – fala Sophia séria e Hermione concorda com um movimento de cabeça. – Deixe ele se acalmar. Daqui a algumas horas ele deve voltar e daí vocês conversam e se acertam.
- Vou fazer isso. – fala Hermione tentando sorrir. – E Sophia, nunca houve nada entre o Harry e eu. Somos apenas amigos, praticamente irmãos. Nunca houve e nunca haverá nada entre nós. Exceto aquele beijo idiota que eu me arrependo profundamente!!
- É difícil confiar, Hermione, principalmente para quem já foi traída antes. Não é nada fácil aceitar confiar em alguém depois disso. – fala Sophia séria. – Harry já me explicou ontem o que aconteceu, mas mesmo assim, eu peço que evite certas demonstrações de afeto ao Harry. Se eu estiver de cabeça quente, principalmente depois de sentir o cheiro de sangue numa batalha, nem sempre vou poder me controlar. Ontem foi um exemplo claro disso. Nós, vampiros, ao sair de uma batalha, levamos horas para nos acalmarmos.
- Vou tomar cuidado. Gabriel já reclamou também. – fala Hermione tentando sorrir.
- Aliás, ele anda nervoso demais. – fala Narcisa curiosa. – Notaram algo de errado com ele?
- Só que ele anda conversando bastante com o médico. – fala Gina pensativa.
- Será que está doente? – pergunta Narcisa.
- Nunca vi ele ficar doente. Ferido em combate sim, mas doente não. – fala Hermione séria.
- Mas o que diabos aconteceu aqui? – pergunta o médico entrando com um frasco contendo uma poção em suas mãos e olhando para o que restara do quarto.
- Uma leve discussão, doutor. – fala Narcisa rindo.
- Se isso for leve, quero ficar longe a hora que for uma briga séria. – fala o médico olhando ao redor e vendo o quarto praticamente destruído. Olha para Hermione e lhe entrega a poção. – Beba isso.
- O que isso faz? – pergunta Hermione pegando a poção e mantendo-a nas mãos, sem beber.
- Beba que depois te conto. – fala o médico sério.
- Doutor. – fala Hermione séria repreendendo o médico.
- Quer ficar doente, então fique. – fala o médico se aproximando para pegar a poção de volta, mas Hermione o olha com desagrado e bebe toda a poção num gole só.
- Urghhhh! Que gosto horrível! O que isso faz? – pergunta Hermione fazendo caretas.
- Isso vai resolver suas flutuações de humor. – fala o médico sério pegando o frasco de volta e saindo do quarto. Tentou chegar até a porta, mas foi impedido por Hermione que com um movimento das mãos, fechou a porta.
- Explique-se, doutor! – fala Hermione séria.
- Tudo bem. – fala o médico com a voz cansada pensando numa desculpa qualquer. – Você foi exposta a um vírus que estava causando leves alterações em seu corpo. Como se fosse uma febre repentina. Só que estava atacando principalmente seu humor.
- Como assim, fui exposta? – pergunta Hermione. – Nenhum outro aqui tomou esta poção, ou tomou?
- Não. Só você. – fala o médico.
- Quem me expôs a esse vírus? – pergunta Hermione séria.
- Gabriel. – responde o médico.
- Como fui exposta a isso? – pergunta Hermione se aproximando do médico.
- Através do contato sexual. – fala o médico na defensiva.
- Ele me contaminou? – pergunta Hermione nervosa.
- Em defesa dele, devo dizer que ele mesmo não sabia sobre isso. Ele intuiu que algo estava errado ontem à noite, quando contei a ele o resultado dos exames que tínhamos feito nele. E antes de qualquer coisa ele pediu que eu examinasse você e já providenciasse o tratamento imediato! – fala o médico nervoso com a aproximação de Hermione.
- Ele também está contaminado com isso? – pergunta Sophia. – Por isso o nervosismo dele? A irritação constante?
- Sim. – responde o médico recuando até a porta e a abrindo delicadamente mas sem sair do quarto.
- Ele já fez o tratamento? – pergunta Hermione séria.
- Não existe tratamento para o Gabriel. Ele só precisa...ficar calmo e tranqüilo. Apenas cumpri as ordens dele e providenciei o seu tratamento. Até amanhã você estará curada. Sugiro uma boa noite de sono. – fala o médico tentando sair do quarto.
- Como assim, não existe tratamento para ele? – pergunta Sophia séria.
- Ele ficará bem em alguns dias. – mente o médico calmamente, enquanto fechava sua mente para não ser desmascarado e entregar o segredo de Gabriel. – E antes que fique imaginando besteiras sobre como ele foi contaminado, posso lhe garantir que ele foi contaminado no hospital, depois do ataque a danceteria trouxa. Ainda não sabemos como ele foi contaminado, mas provavelmente foi exposto a algo dentro do próprio hospital. Esse “vírus”, foi implantado no sangue dele. Mas ainda não sei direito como fizeram isso. Tenham uma boa noite. – fala ele saindo do quarto.
- Desgraçado escorregadio. – fala Hermione fechando a porta. – Não disse nada!
- Muito pelo contrário. – fala Narcisa. – Ele disse tudo o que precisávamos saber.
- Como assim? – pergunta Gina curiosa.
- Sabemos que Gabriel anda nervoso demais. Sabemos quando começou a ficar assim. E agora sabemos o motivo. O médico alertou várias vezes que não devíamos deixá-lo nervoso ou se esforçar muito, não é mesmo? – pergunta Narcisa.
- E o que fazemos agora? – pergunta Sophia.
- Deixamos ele se acalmar. – fala Narcisa. – Vamos dormir. Amanhã você conversa com ele, Hermione.
- Vou... arrumar essa bagunça. – fala Hermione sorrindo cansada ao olhar para o estado do quarto. – Vou esperar ele voltar, para conversar com ele. – fala Hermione ao ver suas amigas saindo do quarto.
Mas Gabriel não voltou mais.
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Melancolia.
Esse era o estado de espírito de todos naquele sábado. Aos poucos, arrumaram suas bagagens e “desmontaram acampamento” como Simas falou.
Narcisa, Snape e o médico pareciam estar preparando a mudança da floresta toda. Havia mais de 5.000 mudas para serem transportadas. Neville e Simas os auxiliavam. Começaram a enviar aos poucos, diretamente para Hogwarts.
A professora de Herbologia aguardava ansiosa as mudas. Dezenas de hospitais no mundo bruxo as queriam e ela foi a escolhida para distribuir as mesmas. Sem contar que muitas delas ficariam em Hogwarts para as aulas que Narcisa daria.
Draco e Harry não comentaram nada sobre o que tinham aprendido com Gabriel. Nem sequer falaram onde estiveram. Quando Hermione perguntou sobre Gabriel, Draco lhe falou que ele precisava descansar um pouco e que estava arrependido do que tinha feito. Pediu que o deixasse descansar, por alguns dias.
Marcaram um almoço no domingo na casa de Narcisa, e foram via chave de portal cada um para seu destino.
A ilha voltou a ficar como antes. Vazia. E uma determinada árvore, num determinado “lugar sagrado”, floresceu novamente. Nova flores, que representavam o sentimentos de Gabriel. Uma chance de um futuro melhor para todos. Ou quase todos.
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Sábado à tarde. Mansão de Drakul.
“Agora, veja o que um ‘profissional’ pode fazer!” – reclama Gabriel repetindo o que a espada falara ao iniciar a luta no bar. “Acertaram-me com treze feitiços, Senhora Profissional!!!” – reclama Gabriel sentado num sofá da biblioteca de Drakul, olhando para a própria roupa que estava em pedaços.
“Qual é, foram fraquinhos!” – devolve a espada sorrindo.
“Fraquinhos??” – pergunta Gabriel indignado. – “Eu senti cada um deles!!! Como pode deixá-los me atingir?? Está ficando velha e cansada?? Está na hora de se aposentar? Quer ir para o asilo de espadas?Quer?”
“Pare de reclamar! Nem doeram tanto assim! E você se recuperou rapidamente! Além disso, você precisava saber qual o seu grau de recuperação em caso de luta, e devo dizer, é surpreendente!” – fala a espada rindo.
“Não doeram? Um dos Sectusempra me arrancou fora a minha mão direita!” – rosna Gabriel.
“Que cresceu de novo em menos de dois minutos!” – comenta a espada calma.
“Sim. Mas doendo pra burro enquanto isso!” – reclama Gabriel.
“Pare com isso. Foram só alguns feitiços simples que te acertaram!” – ri a espada.
“Três Laceros!!! Três Destrinchus!! Sete Sectusempra!!” – reclama Gabriel irritado. – “E nenhum deles foi fraquinho! Passei o restante da noite e até agora só para me recuperar!! Agora tenho mais um punhado de cicatrizes!! E para piorar tudo, os idiotas destruíram as bebidas do bar inteiro!! Não pude nem tomar uma cerveja depois da luta!!!”
“Você está parecendo o Hades! Reclamando por qualquer coisa!” – ri a espada.
“Aproveite que você está em segurança e fique me provocando!” – devolve Gabriel chateado. – “Se estivesse na minha frente, você não se atreveria a me comparar a Hades!!
“Não sou idiota!” – ri a espada.
- Você ouviu algo do que eu falei? – pergunta Drakul nervoso.
- Na verdade, depois do décimo quinto palavrão que você largou eu parei de ouvir. – fala Gabriel rindo baixinho.
- Isso foi meia hora atrás!! – reclama Drakul. – Droga, Gabriel! Você não pode se esforçar tanto assim!!
- Qual é, Drakul? – pergunta Gabriel rindo. – Eles eram muito ruins em combate. Não levei nem 10 minutos para acabar com a briga! E nem usei magia!
- E ficou fazendo o que até agora? – pergunta Drakul furioso. - Já é quase 4:00 hs da tarde.
- Eu não sabia que tinha horário para vir para casa, mamãe! – fala Gabriel rindo ironicamente. – Eu ainda não sou um vegetal, Drakul.
- Sabe a festa que o Tom faria se te pegasse de novo, não sabe? – pergunta Drakul sério.
- Sei, sim Drakul. Mas eles nunca me pegariam. – fala Gabriel calmo.
- Muito bem. – fala Drakul cansado de discutir com ele. – Vou interrogar o comensal que você trouxe. Onde vai agora? – pergunta Drakul ao ver Gabriel tentava se levantar.
- Vou para o local do próximo treinamento. Preciso treinar o Harry em Magia Elemental. Este é o local aonde Sophia deve levá-lo na segunda cedo. – fala Gabriel calmo lhe entregando uma série de coordenadas. – Vou tentar me manter calmo e concentrado. Estarei fora até quinta ou sexta.
- Não se preocupe. – fala Drakul. – Só o chamarei se for algum muito sério. Agora, por favor, não desperdice sua magia. Fique calmo e tranqüilo. Tem certeza de que vale a pena fazer o que vai fazer? – pergunta Drakul preocupado.
- Não tenho escolha. Ele precisa aprender. É o destino dele. – responde Gabriel se levantando lentamente.
Com um cumprimento de cabeça, Gabriel sai da mansão e aparata na sala de Snit. Resolve rapidamente alguns problemas e pega sua correspondência acumulada. Pega também os jornais dos últimos dias. Logo depois, aparata até um local escolhido a dedo.
“Agora, vamos ver se eu sobrevivo ao treinamento que darei ao Potter!” – pensa Gabriel sorrindo cansado ao armar uma barraca magicamente ampliada e se jogar na cama. Dormiu no mesmo instante.
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Domingo ao meio dia.
Estavam na mansão de Draco e após o almoço, conversavam sobre o treinamento, lembrando o que tinham passado e ficavam rindo.
- Eu estou me sentindo estranho. – fala Sirius de repente.
- Estranho como? – pergunta Rony.
- Eu não fui para a trilha, hoje! – fala Sirius preocupado.
- E o Gabriel não gritou com você nenhuma vez hoje ainda. – fala Harry sorrindo.
- Acho que é por isso que estou me sentindo estranho. – fala Sirius rindo baixinho.
- Trauma de treinamento. – fala Ewolin rindo. – Vocês ainda vão ficar assim por alguns dias.
- Nem me fale. – comenta Neville sorrindo. – Eu acordei ontem à noite e fui correr! Debaixo de chuva! Meus pais só me olharam e perguntaram se eu estava maluco.
- E eu fiquei bravo por sentir falta de usar as armas trouxas. – comenta Simas.
- Precisamos nos acostumar. Em Hogwarts não poderemos usar tais armas. – fala Draco sério. – Mas acho que logo Gabriel vai nos mandar novas ordens. Ele falou que nós teríamos novas missões, essa semana.
- Você já tem a sua? – pergunta Simas enquanto tomava um gole de cerveja.
- Já. – responde Draco.
- Então as nossas não devem demorar. – fala Snape sério enquanto via Narcisa brincando com Nita no jardim. Mais ao longe, Gina, Hermione e Sophia conversavam sentadas embaixo de uma árvore.
- É, não deve demorar. – fala Carlinhos calmo.
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- O que seus pais falaram ao ver você em casa, sozinha? – pergunta Gina calma.
- Minha mãe pegou no meu pé por horas, até que contei que briguei novamente com Gabriel. – fala Hermione cansada.
- E? – pergunta Sophia curiosa.
- E fiquei mais algumas horas com ela gritando no meu ouvido. – fala Hermione triste. – Acho que sei por que ela e Gabriel se dão tão bem! Os dois gritam de forma parecida.
- Como está se sentindo? – pergunta Gina.
- Estou mais calma. Pareço... como uma pessoa que tinha febre e agora passou. Agora eu paro e penso e não... não consigo entender como fiz aquilo tudo. Tantas brigas e discussões. – responde Hermione. – Quando será que Gabriel volta?
- Só no final da semana, acredito. – fala Sophia.
- Sabe onde ele está? – pergunta Hermione.
- Só meu pai sabe. E não me contou nada. – fala Sophia.
- Draco falou que Harry vai treinar com ele, essa semana. – fala Gina.
- Treinar o que? – pergunta Hermione curiosa. – O treinamento já acabou!
- Parece que para o Harry, ainda não. Um novo tipo de magia. – fala Gina séria.
- Eu... me sinto perdida, sem ele. – fala Hermione triste.
- Imagine como ele se sente, então. – fala Sophia séria. – Você ainda está aqui, rodeada de amigos. Ele optou por ficar sozinho, para não brigar com ninguém. Isolou-se de todos nós, para não arrumar mais confusão.
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Draco sentiu sua mão esquentar e olhou para ela.
“Lembre-se de que tem um compromisso com Drakul! Aprenda tudo o que puder. Pergunte! Questione! Tire suas dúvidas! Mas não irrite o Drakul. Verifique com Irgil se uma ‘mercadoria’ que o Capitão Morrimento enviou já está com ele. Oriente-o, pois Malcom vai para Hogwarts e ele não sabe direito sobre o mundo bruxo. Gabriel!”
“Como se eu fosse idiota para irritar Drakul!” – pensa Draco sorrindo. – “O que diabos o Capitão Morrimento iria enviar para o Gabriel?”
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Ewolin sentiu sua mão esquentar e olhou para ela.
“Vai namorar um pouco! Aproveite a folga! Gabriel!”
“Adorei essas ordens!” – pensa Ewolin sorrindo.
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Gina, Neville e Simas sentiram suas mãos esquentarem e olharam para elas.
“Hogwarts. Avaliar e ampliar o treinamento da AD! Preparo físico! Lutas trouxas e esgrima! Não ensinem nada de Armas ou Feitiços, ou Dumbledore vai enlouquecer! E o pior é que não estarei aí para ver ele ficar louco! Repassem evolução do pessoal para Draco. Gabriel!”
“De volta a escola!” – pensaram os três sorrindo ao receberem a nova missão. Teriam trabalho durante toda a semana.
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Rony sentiu sua mão esquentar e olhou para ela.
“Hogwarts. Acompanhar obras de reformas e ampliação das defesas. Repasse tudo para o Draco conforme forem avançando. Cuidado com Dumbledore. Mantenha sua mente fechada. Passe o aviso a todos. Gabriel!”
“Isso é fácil!” – pensa Rony sorrindo.
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Harry sentiu sua mão esquentar e olhou para ela.
“Procurar Drakul amanhã cedo. Treinamento comigo. Traga uma barraca e material de pesca. Gabriel!”
“Material de pesca? O que diabos ele está tramando?” – pergunta-se Harry.
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Carlinhos sentiu sua mão esquentar e olhou para ela.
“Procurar Ministro da Magia amanhã pela manhã. Ele já tem tudo resolvido. Parabéns pelo novo emprego. Gabriel!”
“Novo emprego? No Ministério? Droga! Eu adoro treinar Dragões! Não quero trabalhar no Ministério!!” – pensa Carlinhos triste.
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Snape sentiu sua mão esquentar e olhou para ela.
“Nita precisa de um amigo que lhe ensine sobre Hogwarts e sobre o mundo da magia. Gabriel!”
“Essas são ordens que vou adorar cumprir!” – pensa Snape sorrindo.
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Narcisa sentiu sua mão esquentar e olhou para ela.
“Nita precisa aprender a se defender. Comece com os passos básicos de luta trouxa. Gabriel!”
“Por que não?” – pensa Narcisa sorrindo.
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Sophia sentiu sua mão esquentar e olhou para ela.
“Seu pai tem coordenadas onde deve trazer o Harry. Não conte a ninguém. Preciso de mais um favor, mas peço pessoalmente. Aproveite o Harry hoje, por que nos próximos dias ele não terá tempo. Gabriel!”
“Hummm! Bem, hora de ir embora! Com o Potter, é claro. Afinal, temos que aproveitar o dia de hoje!” – pensa Sophia sorrindo.
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Sirius sentiu sua mão esquentar e olhou para ela.
“Suicide-se! Gabriel!”
“Hein?” – pergunta-se Sirius preocupado.
Sirius sentiu sua mão esquentar de novo e olhou para ela.
“Tá esperando o que??? Se mate logo!! Gabriel!”
“Ele está falando sério?” – pergunta-se Sirius apavorado.
Sirius sentiu sua mão esquentar mais uma vez e olhou para ela.
“Supondo que ainda não se matou, vá visitar o Remo e a Tonks! Só não bagunce o casamento deles, ou a Tonks acaba com você! Aproveite a folga. Mente e boca fechada. Dumbledore vai tentar nos espionar e você é o primeiro alvo dele. Gabriel!”
“Filho da mãe!! Por um momento quase infartei!” – pensa Sirius sorrindo aliviado.
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Hermione ficou olhando para sua mão, mas não recebeu nenhuma mensagem de Gabriel. Seus colegas todos tinham recebido missões, mas ela não. Deu uma desculpa qualquer e voltou para a casa de seus pais.
Foi para seu quarto e ficou olhando para o colar que ele tinha lhe dado. O coração da Fênix ainda batia, mas bem lentamente.
Tentou mandar uma mensagem para ele, dizendo que precisavam conversar, mas ele havia bloqueado sua tatuagem. Não receberia mensagem nenhuma, se não quisesse.
Ele definitivamente resolveu isolar-se de todos. Não queria nem receber suas mensagens.
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Fim do Capítulo.
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1. Mas que filho de uma lesma paralítica!! Vou pedir a Sophia tomar cuidado perto dele! - É, o negócio é tomar cuidado mesmo.
2. Nunca existiu outra, nem existirá. Se não for para viver com ela, prefiro viver só. - Bem, pelo visto vai ficar só, mesmo.
3. Nada ainda do Segredo de Hermione.
4. E quero que você os comande. Quero ter o prazer de te fazer urrar de dor por dias a fio. – Vocês já notaram o quanto Gabriel gosta de Dumbledore?
5. “Não. Vou usar um G36 mesmo. Grandes Problemas, Grande Soluções!” - É, eu sei, vocês não conheciam esta arma, mas o Irgil tem feito o Gabriel ter acesso ao melhor que existe.
6. Essa Emma! Ainda vai dar muita dor de cabeça, podem estar certos disso.
7. Ta legal, eu admito, Gabriel perdeu o controle, mas depois de ouvir: – Reclama do Dumbledore mas é igualzinho a ele. , diga-me se você não perderia o controle também.
8. “Não. Eu era o curandeiro.” – Imagine se fosse um Espartano!. O que sobraria de Raphael??
9. O fato é que ninguém sacaneia com um membro da Resistência e fica impune! Falou pouco e disse tudo.
10. Parece que tem alguém me sacaneando nas sombras. Se for isso, a hora que eu descobrir o responsável.. vou fazer coisas... bárbaras!! . Sim, ele vai descobrir. Em breve.
11. Para os que ficaram em dúvida, sobre o ataque passado, as respostas estão aqui. Magia Passiva e Aura.
12. O Gabriel entra num bar... e acaba com a festa.
13. Sabe coisas sobre meu pai que ninguém “de fora” poderia saber. Só se fizesse parte da família!! - Será que o irmão da Sophia morreu mesmo?
14. “Estar sob a proteção do Filho do Demônio!” - Fala sério, você realmente iria contra um cara que não se importa em chacinar mercenários?
15. Indiretamente o comparei ao próprio pai! - Ta legal, essa não foi a melhor idéia que Hermione já teve.
16. “Agora, veja o que um ‘profissional’ pode fazer!” Sejamos sinceros, 75 adversários, um bar pequeno e sem usar Magia, acho que Gabriel está reclamando demais do desempenho da Cortadora de Almas.
17. Preciso treinar o Harry em Magia Elemental. - É isso aí. Próximo Capítulo.
18. “Tá esperando o que??? Se mate logo!! Gabriel!” - Com o Gabriel não dá para saber se ele fala sério ou só está brincando.
19. Próximo Capítulo, Gabriel vai dar um presente para o Harry. A chance de conversar com... quem ele mais deseja. Nem que isso custe a Gabriel, o que resta de sua magia.

Respondo os Comentários durante a semana que vem. Estou sem meu computador em casa, e muito do que eu digito é a noite. Sem contar a maldita dor de dente que ainda me incomoda.
36 páginas. Uns comentários seriam muito bem aceitos.Kakakakakaka! Chantagem é uma arte! Aprendi com a Cortadora de Almas!!
Prévias do próximo Capítulo, dentro de uma ou duas semanas. Ou com 70 Comentários. Kakakakakaka!
Um abraço, pessoal.

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Comentários: 1

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Enviado por Spencer Malfoy em 18/12/2011

E, de novo, adorei a briga do Gabriel com a Hermione...
Como um amigo meu diria ao Gabriel: "mete a mão na cara da vagabund*!"
(Não que na vida real eu apoie isso!)

To adorando a leitura!
Beijos (:

Nota: 5

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