**********************************************************************************************
Atenção:
Se você ainda não leu a Mini Fic Anjos e Demônios, aconselho que leia aquela primeiro. Caso contrário, terá dificuldades em entender algumas atitudes dos personagens neste capítulo.
Vá até http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=25909. Leia e claro, comente. Depois retorne e continue daqui.
Obrigado!
E comente!
E comente!
E comente!
E comente!
E comente!
Ou eu mando a Cortadora de Almas atrás de vocês!
Hehehehehehe!
**********************************************************************************************
Sobre a demora em atualizar:
Tenho um filho pequeno, de 1 ano e 4 meses. Na quinta feira ele começou a passar mal e foi levado até o Posto de Saúde. Eu moro no interior do Mato Grosso e o Hospital mais perto fica a 65 Km da minha cidade. Por dois dias ele foi tratado com remédios para baixar a febre e, vendo que não adiantava nada, me desloquei com ele até o Hospital, na cidade vizinha. Agora ele já está bem, graças a uma médica que diagnosticou corretamente o problema, mas vocês podem ter uma idéia de que eu não tinha cabeça para fazer qualquer coisa que não fosse ficar ao lado dele nesse tempo.
Desculpem o atraso. Para que não haja maiores problemas, vou sempre postar os capítulos com intervalos de 15 dias. Sempre na sexta ou no sábado. Será o melhor para todos, assim eu tenho mais tempo para escrever e reler antes de postar. Acredito que haja alguns erros de português neste capítulo, mas não consegui corrigir tudo. Desculpem-me. Minha cabeça está, literalmente em outro lugar. Mas não se preocupem. Não pretendo, de forma alguma, abandonar a fic. Só postar de 15 em 15 dias. Mesmo por que os capítulos estão com 30 páginas e alguns estão reclamando. Assim, pelo menos, eu compenso os 15 dias com capítulos grandes.
**********************************************************************************************
Mais uma coisa.
Gabby Lupin. Este capítulo é dedicado a você!!! Parabéns pelo seu aniversário e obrigado por me apoiar com seus longos comentários. O Gabriel te manda um abraço e a Cortadora de Almas também. E o Rony quer um pedaço de bolo! Merlin. O estômago dele a ambição do Tom são iguais. Nenhum tem limites!!!
Agora, vamos ao Capítulo! Boa Leitura, e claro, comentem!
**********************************************************************************************
Hermione acordou com uma presença no quarto. Virou-se rapidamente já com a varinha na mão direita, apontando para um vulto de pé. Parado em frente à janela, Gabriel olhava para as estrelas.
- Gabriel? – chamou ela ainda sonolenta. – Tudo bem?
- Sim. – responde Gabriel cansado. – Tudo bem.
Percebendo pelo tom de voz dele que “nada estava bem”, ela levantou-se da cama que dividiam todas as noites e se aproximou dele. Abraçou-o por trás e tentou lhe passar carinho e amor.
- O que está acontecendo? – pergunta Hermione preocupada com ele.
- Nada. – responde Gabriel estremecendo com o toque dela em seu corpo. – Eu só estou... cansado.
- Quer conversar? – pergunta ela colocando sua cabeça no ombro dele.
- É difícil exprimir em palavras. – fala Gabriel ainda olhando para as estrelas no firmamento. – Sinto um grande vazio por dentro.
- Se fosse o Rony eu saberia que é fome. – fala ela rindo para ele mas ele só dá um sorriso que nem chega a aparecer nos lábios. – O que está acontecendo? Fala pra mim? Aconteceu algum ataque a mais?
- Sim, mas não é só isso. – fala Gabriel cansado. – Eu ultimamente, tenho me perguntado muitas coisas... pois sinto que a minha vida anda meio sem um rumo concreto... estou vagando no vazio. Sinto-me acorrentado e enfrentando muitos monstros internos... e me pergunto até quanto agüentarei essa loucura na qual a minha vida se tornou.
- Por que fala assim? – pergunta Hermione notando que a tristeza dele era ainda maior do que o normal.
- É... meio complicado quando nós sentimos "sozinhos". – fala Gabriel com a voz cansada.
- Você não está sozinho. – fala ela séria. – Eu estou aqui! Seus amigos estão aqui! Como pode achar que está sozinho? – pergunta Hermione.
- É... difícil explicar esse “sozinhos”... Eu sinto um grande buraco que está prestes a me devorar, como se eu estivesse caminhando na corda bamba, cada vez mais rápido... Eu me agarro no pouco da sanidade que ainda me resta para continuar a viver... é complicado explicar. – fala Gabriel cansado com uma lágrima dançando em seus olhos, ameaçando cair.
- Olhe para mim. – fala Hermione e o faz se virar para ficar de frente a ela. – O que está havendo? O que está acontecendo? – pergunta Hermione preocupada com ele. – Onde você estava?
- Eu estava com Drakul. Houve um novo ataque do pessoal do Tom. – fala Gabriel cansado. – Eles atacaram o orfanato, onde ele viveu. Ele atacaram e mataram duas crianças! Depois foram embora. Assim, sem explicação! Sem nenhum motivo! Nada! Simplesmente entraram, pintaram alguns símbolos no corpo delas e depois as mataram com uma adaga de prata. Quando saíram pela porta da frente, deram de cara com alguns membros da Aliança que tinham sido alertados por uma funcionária bruxa que a Aliança colocou lá há algum tempo. Houve uma breve luta e eles foram mortos. Eles mataram duas crianças, mas deixaram outras trinta sem fazerem nada.
- Mérlin! – fala Hermione assustada. – Por que matar crianças? – pergunta ela.
- Não sabemos. – fala Gabriel desanimado. – Estamos investigando, mas não encontramos motivos de nenhuma espécie para que isso acontecesse. As crianças não eram parentes entre si. As duas eram órfãs. Uma delas era branca, a outra, asiática! Uma tinha 4 dias de vida e a outra seis dias! Qual o motivo disso? Não pode ser para causar terror. O que os levaria a matar duas crianças que mal enxergam ainda? É isso que não faz sentido algum! Os símbolos que gravaram nelas, ninguém conhece. São totalmente desconhecidos. Embora eu os ache, por algum motivo, familiares. Não faz nenhum sentido. Acordei todos os meus amigos e começamos uma pesquisa que resultou em nada!! Briguei com metade do mundo bruxo atrás de informações enquanto que Drakul brigou com a outra metade. Se Dumbledore aparecer na minha frente, eu sou capaz de usar alguns feitiços proibidos nele, simplesmente para me acalmar!
- Brigou com Dumbledore, de novo? – pergunta Hermione curiosa.
- Eu precisava de acesso à seção restrita da biblioteca de Hogwarts para pesquisar alguns livros. Queria descobrir algo sobre os símbolos que pintaram nas crianças. Levei alguns amigos para me ajudar a virar a biblioteca de ponta cabeça, mas o velhote quis impedir que eles usassem a biblioteca. – fala Gabriel cansado. – Eles não são alunos! – fala Gabriel cansado imitando a voz de Dumbledore.
- O que fez? – pergunta ela curiosa.
- Dei um murro nele e o coloquei a nocaute! Daí Minerva chegou e o levou para a enfermaria. Cerca de 30 segundos depois viramos a biblioteca de ponta cabeça. – fala Gabriel sorrindo sem alegria. – Mas não encontramos nada sobre aqueles símbolos. Eu os conheço, mas não consigo me lembrar de onde! Eu tenho uma memória perfeita e nunca me esqueço de nada, mas mesmo assim, não lembro onde já vi aquilo antes. Isto é...frustrante!
- Não é só por causa disso que você está triste, não é mesmo? – pergunta Hermione o olhando e vendo que os olhos dele pareciam mais escuros que o normal. Pareciam quase... negros.
- Não. Quando estávamos lá no orfanato, investigando, eu vi um livro na mesa da diretora. Quando eu me aproximei dele, ele se abriu sozinho e parou numa página. Nesta página, continha uma citação que é costumeiramente atribuída a Nietzsche. – fala Gabriel em voz baixa.
- Friedrich Wilhelm Nietzsche? – pergunta Hermione. – O Filósofo Alemão?
- Sim. – responde Gabriel se sentando na cama e tirando as botas militares que usava. Sua mochila de armas estava ao lado da cama, ao alcance da mão. – Ele mesmo.
- Que citação estava lá? – pergunta Hermione sentando-se ao lado dele.
- "Quem luta com os monstros devem tomar cuidado para não se tornar um monstro. Porque se você olhar fundo dentro de um abismo, o abismo também vai olhar fundo dentro de você!" – fala Gabriel cansado colocando as mãos na cabeça, como se massageasse suas idéias.
- E daí? – pergunta Hermione sem entender.
- Meu irmão, Apolo, adorava Nietzsche! Lia sem parar. Sabia tudo sobre ele. Ao ler a citação, percebi que ela parece ter sido criada especialmente para mim. Parecia que Apolo estava me mandando uma mensagem. - fala Gabriel em voz baixa e triste.
- Mas por que esta citação te abalou? – pergunta Hermione pegando nas mãos dele que tremiam levemente.
- Por que eu já olhei tanto para dentro do abismo que só consigo enxergar a mim mesmo, olhando de volta. – fala Gabriel cansado e se despindo.
- Está com saudades do seu irmão, não está? – pergunta Hermione em voz baixa.
- Desesperadamente. – fala Gabriel se deitando após se despir. – Você não faz idéia do quanto sinto saudades dele. Ele era meu único irmão. Adotivo, mas mesmo assim era meu irmão. Eu falhei com ele! E sinto que em breve terei que pagar por isso. Venha, vamos dormir. Daqui uma hora, vocês vão conhecer o horror de uma guerra!
- Desculpe pelas brincadeiras sobre você ser um Arcanjo. – fala Hermione baixinho no seu ouvido.
- Não se preocupe. – fala Gabriel baixinho. – Considerando o que eu já fiz em minha vida, o mais provável é que eu seja um demônio.
- Tudo bem, desde que seja o meu demônio! – fala Hermione sorrindo.
Hermione deitou-se ao lado dele e o abraçou. Demorou para pegar no sono. E ao acordar, percebeu que ele não dormira nem por um instante. Ele estava novamente olhando pela janela, vendo o nascer do sol. Ele tinha passado mais uma noite em claro. Ele, definitivamente não estava bem.
***************************************************************************************
Pela manhã, ao nascer do sol, Gabriel os orientou a se vestirem normalmente, pois teriam uma aula... um pouco diferente.
- Diferente como? – pergunta Rony curioso após terem trocado de roupa.
- Vamos estudar a história dos trouxas. – responde Gabriel sério.
- E o que podemos aprender lá que nos auxiliará na guerra? – pergunta Sírius sério.
- Vocês vão ver até que ponto um ser humano é capaz de chegar para obter e manter o poder sobre seus semelhantes. – comenta Sophia. – Preparem-se. O que vão ver, não é nada fácil!
Criando uma corda, Gabriel pede que todos a segurem. Depois disso, aparatam em frente a um portão de metal.
- Onde estamos? – pergunta Hermione.
- Estamos na Polônia. – responde Gabriel sério e nota que o portão estava fechado. Faz um pequeno feitiço e ele se abre. A seguir, volta-se para seus amigos e fala com um tom de voz frio e mortal. – Vocês não sentem o que eu, a Sophia ou o Ewolin sentem. Para nós, que temos os sentidos mais aguçados do que os de vocês, é simplesmente horrível entrarmos aqui, para dentro deste local. Eu quero que entendam que se eu perceber uma brincadeira qualquer neste local, eu irei enviar para o Capitão Morrimento brincar com quem a fizer.
- Que local é esse? – pergunta Gina olhando para os lados e vendo alguns prédios e barracões ainda em bom estado.
- Draco, leia o que está escrito em cima do portão. Acredito que saiba ler Alemão. – fala Gabriel.

- Sei sim! Arbeit macht frei , cuja tradução mais aproximada é "O trabalho liberta". – fala Draco e Gabriel nota que Hermione se arrepia.
- Isto foi um campo de concentração alemão!! – exclama Hermione preocupada.
- Sim. – responde Gabriel com a voz abafada. – Este é portão principal de Auschwitz I. Quero que escutem um historiador que também é bruxo. Ele conheceu o horror neste local. Ele vai conversar com vocês hoje. Perguntem, conversem com ele. Saibam que ele sofreu muito. Mas ele aceitou lhes contar o que aconteceu neste local. Peço que não levem na brincadeira o sofrimento que ele passou. Tenham respeito pela dor dele.
- Saudações. – cumprimenta um senhor de idade avançada que acabara de aparatar a frente deles. – Eu sou Joseph. Sou historiador por profissão. E sou, também, um sobrevivente deste Campo de Concentração.
- Obrigado por nos atender, Joseph. – cumprimenta Gabriel calmamente.
- Eu sei o que me pediu e vou ensinar a eles. Mas talvez o que eles aprendam hoje, não seja aquilo que devam aprender na idade deles. - fala o historiador.
- Eles precisam conhecer a verdade. – fala Gabriel calmo.
- Pois bem. – fala Joseph e começa a caminhar para dentro do campo que era cercado. – Se desejam saber o que é o horror de uma guerra, me acompanhem. Vou lhes mostrar o horror.
- O que é este complexo? – pergunta Gina segurando firmemente a mão de Draco.
- Auschwitz I foi o centro administrativo de todo o complexo. Foi aberto em 20 de maio de 1940, a partir de barracas de tijolo do exército polonês. Os primeiros prisioneiros do campo foram 728 políticos poloneses de Tarnów. Inicialmente, o campo foi utilizado para internar membros da resistência e intelectuais poloneses, mais adiante foram levados para lá também prisioneiros de guerra da União Soviética, prisioneiros comuns alemães, elementos anti-sociais e homossexuais. No primeiro momento chegaram também prisioneiros judeus. Geralmente o campo abrigava entre treze e dezesseis mil prisioneiros, alcançando a quantidade de vinte mil em 1942. – explica Joseph sério. – Como viram, na entrada do campo ainda hoje se lê as cínicas palavras: "Arbeit macht frei" (o trabalho liberta). Os prisioneiros do campo saíam para trabalhar durante o dia nas construções do campo, com música de marcha tocada por uma orquestra.
- Quem escolhia quem saia do campo? – pergunta Snape sério.
- As SS geralmente selecionavam prisioneiros, chamados kapos, para fiscalizar os restantes. Todos os prisioneiros do campo realizavam trabalhos e, exceto nas fábricas de armas, o domingo era reservado para limpeza com duchas e não havia trabalho. As severas condições de trabalho unidas à desnutrição e pouca higiene faziam com que a taxa de mortalidade entre os prisioneiros fosse muito elevada. Muito, mas muito elevada. O bloco 11 de Auschwitz I era a prisão dentro da prisão e ali se aplicavam os castigos. Alguns deles consistiam em confinamento por vários dias em cela demasiado pequena para sentar-se. Outros eram executados, pendurados ou deixados a morrer de fome. – fala Joseph enquanto caminhavam em meio ao complexo deserto. Eram os únicos por ali.
- Quando começaram a aplicar a Solução Final? – pergunta Sophia.
- Existem controvérsias. – fala Joseph. – Mas admite-se que em setembro de 1941, as SS realizaram no bloco 11 os testes do gás Zyklon B, morreram 850 prisioneiros poloneses e russos. Os testes foram consideradas bem-sucedidos e em conseqüência construíram uma câmara de gás e um crematório. Essa câmara de gás foi utilizada entre 1941 e 1942 para logo ser convertida em refúgio anti-aéreo.
- Homens e mulheres? – pergunta Neville arrepiado com a história.
- A primeira mulher chegou ao campo em 26 de março de 1942. Entre abril de 1943 e maio de 1944 levaram-se a cabo experimentos de esterilização em mulheres judias no bloco 10 de Auschwitz I. O objetivo era o desenvolvimento de um método simples que funcionasse com uma injeção para ser utilizado na população eslava. O doutor Josef Mengele experimentou com gêmeos nesse mesmo complexo. Quando um prisioneiro não se recuperava rapidamente, geralmente era executado com uma injeção letal de fenol. – explica Joseph sério. - Um bordel foi criado no verão de 1943 por ordens de Himmler. Estava localizado no bloco 24 e era utilizado para premiar os prisioneiros privilegiados. Os guardas selecionavam prisioneiras para este campo, mas também aceitavam voluntárias atraídas pelas melhores condições alimentícias. Não devem julgá-las pelo que escolheram. Era uma maneira de sobreviver. – fala Joseph vendo alguns olhares deles.
- As execuções eram feitas aqui? – pergunta Hermione apertando a mão de Gabriel com força.
- Nem sempre. Este local era basicamente um centro administrativo. – explica Joseph com um movimento repentino da mão direita, apontando para frente. – Este local não é o verdadeiro inferno.
- Não? – pergunta Narcisa com a voz baixa.
- Não. O verdadeiro horror está mais para frente. – fala Joseph e se segurando em Sophia aparatam mais para frente, em outro complexo. Gabriel cria uma chave de portal para eles e seguem Sophia. – Este é o verdadeiro Campo da Morte.
- É o mesmo complexo? – pergunta Harry olhando para inúmeros barracões um ao lado do outro.
- Sim. Mas tem um nome próprio. – explica Joseph com a voz cansada. - Auschwitz II (Birkenau) é o campo que a maior parte das pessoas conhece como Auschwitz. Aqui se encerraram centenas de milhares de judeus e ali também foram executados mais de um milhão de judeus e ciganos. O campo está localizado em Brzezinka (Birkenau), a 3 km de Auschwitz I. A construção iniciou-se em 1941 como parte da Endlösung der Judenfrage (solução final). O campo tinha área de 2,5 por 2 km e estava dividido em várias seções, cada uma delas separadas em campos. Os campos, como o complexo inteiro, estavam cercados e rodeados de arame farpado e cercas elétricas (alguns prisioneiros utilizaram-nas para cometer suicídio). O campo albergou até 100.000 prisioneiros em dado momento, ao mesmo tempo.
- Merlin. – fala Simas baixinho. – Isto é horrível.
- O objetivo principal do campo não era o de manter prisioneiros como força de trabalho (caso de Auschwitz I e III) mas sim de exterminá-los! Para cumprir esse objetivo, equipou-se o campo com quatro crematórios e câmaras de gás. Cada câmara de gás podia receber até 2.500 prisioneiros por turno. O extermínio em grande escala começou na primavera de 1942.- fala Joseph cansado.
Gabriel se aproxima dele e o olha preocupado.
- Se deseja parar, entenderemos. – fala Gabriel notando que o historiador controlava a própria emoção.
- Não. Isto está preso há décadas. Tem que ser contado. Tem que ser mostrado. Não deve ser esquecido. Não deve ser repetido. Nunca Mais. – fala Joseph emocionado.
- Como os prisioneiros chegavam aqui? – pergunta Draco com a voz baixa.
- A maioria dos prisioneiros chegava ao campo por trem, como se fosse gado. Com freqüência depois de uma terrível viagem, em vagões de carga, que durava vários dias. A partir de 1944, estendeu-se a linha para que os trens chegassem diretamente ao campo. Algumas vezes, logo após a chegada, os prisioneiros eram conduzidos diretamente às câmaras de gás. Em outras ocasiões, os nazistas selecionavam alguns prisioneiros, sob a supervisão de Josef Mengele, para ser enviados a campos de trabalho ou para realizar experimentos. Geralmente as crianças, os anciãos e os doentes eram enviados diretamente para as câmaras de gás. Mas ás vezes, não. Foi o meu caso. Fui deixado de lado para ajudar no campo. Mas o resto de minha família, não teve essa sorte. Pai, Mãe e duas Irmãs foram enviadas para as câmaras de gás.
- Havia critério de seleção? – pergunta Hermione chorando baixinho e notando que Gabriel estava em silêncio absoluto. Ele parecia olhar para longe e murmurava baixinho algumas palavras. Ela só entendeu uma: Hamadan!
- Sim. Quando um prisioneiro passava pela seleção inicial, era enviado a passar um período de quarentena, após o que se lhe atribuía uma tarefa no próprio campo ou era enviado a trabalhar em algum dos campos de trabalho anexos. Aqueles que eram selecionados para exterminação eram enviados a um dos grandes complexos de câmara de gás/crematório nos extremos do campo. Dois dos crematórios (Krema II e Krema III) tinham instalações subterrâneas, uma sala para despir e uma câmara de gás com capacidade para milhares de pessoas. Para evitar o pânico, informava-se às vítimas que receberiam ali uma ducha e um tratamento desinfetante. A câmara de gás tinha inclusive tubulações para duchas, embora nunca tenham sido conectadas à rede de água. Ordenava-se às vítimas que se despissem e deixassem seus pertences no vestiário, onde supostamente poderiam recuperá-las ao final do "tratamento", recomendando-se que recordassem o número da localização de seus pertences. Uma vez selada a entrada, descarregava-se o agente tóxico Zyklon B pelas aberturas no teto. As câmaras de gás nos crematórios IV e V tinham instalações na superfície e o Zyklon B se introduzia por janelas especiais nas paredes. Os corpos eram levados por prisioneiros selecionados para trabalhar na operação das câmaras de gás e fornos crematórios (chamados Sonderkommando), a uma sala de fornos anexa, para cremação. – fala Joseph se sentando ao sentir o peito arder fortemente.
- Joseph. Chega. Vamos voltar. Você precisa de um médico. – fala Gabriel preocupado ao notar que ele apertava o peito e crispava os olhos, sentindo fortes dores. Prenúncio de um ataque cardíaco iminente.
- Não! Eu sei o que vai acontecer aqui, hoje! Eu sabia, há muito tempo, que algum motivo havia para eu sobreviver ao horror disso. Hoje, ao ver vocês, eu finalmente entendi. Minha vida fecha um ciclo. E ela se encerra aqui, onde o horror começou. – fala Joseph com a voz mais forte um pouco.
- Só Judeus foram executados aqui? – pergunta Sirius.
- Não. Mas a maior parte sim. A Alemanha invadiu a Hungria em março de 1944. Entre maio e julho de 1944, perto de 438.000 judeus da Hungria foram deportados para Auschwitz-Birkenau e a maioria deles foi lá executada. Se a capacidade dos fornos não era suficiente, os corpos eram queimados em fogueiras ao ar livre. Mas famílias inteiras de ciganos foram encerradas em uma seção especial do campo. A maior parte foi para as câmaras de gás em julho de 1944; em 10 de outubro desse ano procedeu-se à execução dos meninos ciganos restantes em Birkenau. Não pensem que todos os alemães aceitavam isso. A grande maioria nunca soube ou só soube depois da guerra acabar. Houve muitos alemães que foram contra isso e acabaram aqui mesmo, como prisioneiros. Mesmo assim, alguns ainda conseguiram salvar alguns prisioneiros. Lembramos sempre de Oskar Shindler, mas ele não foi o único. – fala Joseph caminhando em direção a um barracão.
{Para maiores informações sobre Oskar Shindler favor acessar: http://pt.wikipedia.org/wiki/Oskar_Schindler vale a pena conhecer a história desse homem.}
- Merlin. – fala Narcisa baixinho chorando silenciosamente enquanto era abraçada por Snape.
- Em 7 de outubro de 1944, os Sonderkommandos judeus, que eram mantidos separados do restante dos prisioneiros, organizaram uma revolta. As prisioneiras tinham conseguido extrair explosivos de uma fábrica de armas e os utilizaram para destruir parcialmente o crematório IV e tratar de escapar na confusão. Os 250 prisioneiros foram capturados e imediatamente executados. – fala Joseph em voz baixa.
- Não houve sobreviventes? – pergunta Harry apavorado.
- Sempre existem sobreviventes. Sempre existem aqueles que devem carregar o peso da verdade para lembrar aos outros o horror que já foi vivido. Houve um levante em Treblinka, mas que foi brutalmente reprimido.– fala Joseph se apoiando em Gabriel. Caminhavam lentamente pelo campo com Joseph conduzindo o grupo.
- Todos os mortos... e as famílias? – pergunta Neville em voz baixa.
- Geralmente matavam a família toda. – fala Joseph. – Embora, ás vezes, alguns sobrassem. Muitos acham que somente os Judeus sofreram nos campos da morte. Estão errados!! Na Alemanha Nazista, judeus, ciganos, Testemunhas de Jeová, e outros grupos étnicos foram objeto de tratamento desumano e extermínio. Para se ter uma idéia do massacre, caso não houvesse o conflito mundial entre a Alemanha e Aliados, estima-se que do total de 6.000.000 de judeus desaparecidos, restariam apenas 400.000 (na faixa etária acima de 60 anos) que é praticamente a metade dos sobreviventes nos campos de concentração segundo cálculos de previsão e estatística. Atualmente, existem menos judeus na faixa etária acima de 60 anos em Israel do que no Uruguai ou na Nova Zelândia que não participaram do conflito.
- Isso poderia ser definido como uma prisão? – pergunta Gina. – Os presos tinham algum direito?
- Não! Não existiam direitos. A não ser a Morte. Os campos de concentração não integram os sistemas penitenciários usuais, onde são detidas as pessoas condenadas por infringir o ponto de vista da legislação existente num país e nem se confundem com os centros de confinamento dos prisioneiros de guerra, os quais se organizam de acordo com os princípios do Direito Internacional. Os campos de concentração nazistas foram basicamente uma manobra política para subjugar pequenos grupos sociais dissidentes ou contrários à doutrina do Estado. – fala Joseph sério e levando a mão até o peito. Sophia olhou para Gabriel, mas ele negou com a cabeça. Já tinha entendido o que iria acontecer com o historiador.
- Os campos começaram somente na década de 1940? – pergunta Draco.
- Não. Desde 1933, quando os primeiros campos de concentração de presos em massa foram construídos em Boyermoor e Dachau (Alemanha), oito milhões de pessoas perderam seus nomes, ganharam números, foram escravizadas, transformadas em cobaias, ou simplesmente eliminadas pelas doenças, torturas e câmaras de gás. – conta Joseph emocionado. – Isto foi um horror, mas não foi só para os prisioneiros. Para os que os libertaram, o horror foi ainda maior.
- Como assim? – pergunta Ewolin que estava acompanhando tudo em silêncio.
- Dachau! – fala Gabriel seco e Joseph concorda.
- O campo de concentração de Dachau foi construído em 1933 pelos nazistas em uma antiga fábrica de pólvora próxima a cidade de Dachau, cerca de cinco quilômetros ao norte de Munique, no sul da Alemanha. O projeto deste campo, o primeiro dos nazistas e desenhado pelo Kommandant Theodor Eicke, foi o modelo para os outros campos construídos. Dachau chegou a abrigar mais de duzentos mil prisioneiros de mais de trinta países e, a partir de 1941, foi usado para o extermínio de cerca de trinta mil pessoas. Muitas outras pessoas pereceram em virtude das condições do campo. O campo chegou a possuir uma câmara de gás, mas esta não chegou a ser usada. – conta Joseph parando de caminhar ao chegar num barracão. Com esforço e ajudado por Gabriel conseguiu abrir a porta do barracão. Centenas de beliches estavam ali, empilhadas até o teto.
- Não existia nada que alguém pudesse fazer? E os religiosos, não protestavam? – pergunta Sírius.
- Segundo cálculos da Igreja Católica, pelo menos três mil religiosos entre padres, bispos e outros foram mantidos lá. Um dos prisioneiros, Karl Leisner, foi beatificado pelo Papa em 1996. Após rumores se espalharem pelo campo em relação a uma diretiva de Heinrich Himmler de executar todos os prisioneiros, um dos presos mais célebres do campo, Oskar Müller enviou mensageiros até o exército norte-americano para que estes atacassem o campo. A 28 de Abril, um alto comissário da Cruz Vermelha, Victor Mauer, tentou convencer o último comandante do campo, Heinrich Wicker a se render. Wicker decidiu antes evacuar a maioria dos guardas SS. – fala Joseph procurando entre as centenas de beliches enquanto caminhavam por um corredor.
- E eles atacaram? – pergunta Gina.
- No dia seguinte, a 29 de abril de 1945 a 42ª Divisão de Infantaria do Exército Americano foi comissionada de libertar o campo de concentração. A primeira visão que os soldados tiverem, ao chegar ao campo, foi de centenas de mortos, empilhados, junto a um comboio de 39 carruagens. Segundo se consta, os mortos estavam lá há dias (alguns já em avançado estado de decomposição). Tinham sido evacuados apressadamente de outro campo de concentração, Buchenwald e a maioria morreu à fome durante a viagem.
- O que eles fizeram? – pergunta Hermione chorando baixinho. Não era a única que chorava.
- Os soldados, totalmente em estado de choque com a visão, tomaram para si o lema "Take no Prisoners" (Não fazer prisioneiros) e começaram a executar os primeiros soldados das SS que encontraram. Há vários registros de execuções, na maioria, atos de vingança individuais de soldados e até de alguns prisioneiros, que atacaram os seus antigos opressores. Ao todo, morreram cerca de 50 SS's (entre a tomada do campo e as já referidas execuções). Foram levados cativos cerca de duas centenas de guardas. – fala Joseph olhando para um corredor e parecendo pensar. – Os aliados haviam presenciado o horror de um campo de extermínio e tinham ficado “loucos”. Praticamente todos se tornaram alcoólatras e muitos dos soldados passaram vários anos tendo pesadelos com o que tinham visto. Vários se suicidaram.
Depois de um instante, continua a caminhar por entre as centenas de beliches.
- O que vocês estão conhecendo agora, chama-se de Holocausto. – fala Joseph com os olhos brilhando ao reconhecer o local onde estava. Caminha mais rapidamente e encontra um beliche, próxima ao chão. – Sabem a origem da palavra, não sabem? – pergunta Joseph.
- A palavra holocausto (em grego antigo: λόκαυστον, λον [todo] + καυστον [queimado]) tem origens remotas em sacrifícios e rituais religiosos da Antigüidade em que animais (por vezes até seres humanos) eram oferecidos às divindades, sendo completamente queimados durante a noite para que ninguem visse, nesse caso holocausto quer dizer cremação dos corpos. Este tipo de sacrifício também foi praticado por tribos judaicas, como se evidencia no Livro do Êxodo capítulo 18, versículo 12: Então, Jetro, sogro de Moisés, trouxe holocausto e sacrifícios para Deus; (...).– fala Snape rapidamente.
- Sim. Correto! Mas a partir do século XIX, a palavra holocausto passou a designar grandes catástrofes e massacres, até que após a Segunda Guerra Mundial o termo Holocausto (com inicial maiúscula) passou a ser utilizado especificamente para se referir ao extermínio de milhões de judeus e outros grupos considerados indesejados pelo regime nazista de Adolf Hitler. A maior parte dos exterminados eram judeus, mas também haviam militantes comunistas, homossexuais, ciganos, eslavos, deficientes motores, deficientes mentais, prisioneiros de guerra soviéticos, membros da elite intelectual polaca, russa e de outros países do Leste Europeu, ativistas políticos, Testemunhas de Jeová, alguns sacerdotes católicos e sindicalistas, pacientes psiquiátricos, criminosos de delito comum e claro, aqueles que discordavam de Hitler e seus métodos. Muitos alemães acabaram aqui. – fala Joseph se deitando num dos beliches.

- Quantos morreram nos campos? – pergunta Neville olhando Joseph passar a mão no beliche, como se cumprimentasse um velo amigo.
- Ninguém sabe exatamente! – fala Joseph cansado. – Milhões, com certeza. O que sabemos são estimativas aproximadas. O número exato de pessoas mortas pelo regime nazista continua a ser objeto de pesquisa. Documentos liberados recentemente do segredo no Reino Unido e na União Soviética indicam que o total pode ser algo superior ao que se acreditava. No entanto, as seguintes estimativas são consideradas muito confiáveis. Entre 5.6 – 6.1 milhões de judeus dos quais 3.0 – 3.5 milhões de judeus polacos; 2.5 – 3.5 milhões de polacos não-judeus; 3.5 – 6 milhões de outros civis eslavos; 2.5 – 4 milhões de prisioneiros de guerra (POW) soviéticos; 1 – 1.5 milhões de dissidentes políticos; 200 000 – 800 000 roma e sinti(ambos etnias ciganas); 200 000 – 300 000 deficientes; 10 000 – 25 000 homossexuais; 2 500 – 5 000 Testemunhas de Jeová. Existe alguma polêmica em relação a estes números, principalmente entre grupos anti-semitas, mas não só. A obra de Norman Filkenstein, A Indústria do Holocausto - defende que este número de mortes em campos de concentração (notadamente na Alemanha) e de extermínio (na Polônia) tem servido para obtenção de vantagens econômicas e também políticas.
- Só por que eram judeus? – pergunta Sirius sério e preocupado enquanto disfarçava as lágrimas que teimavam em cair.
- Não. Ser judeu é uma questão de religião. Não de raça. Pode-se ser branco, negro, amarelo e ser judeu (tal como se é católico). No Holocausto morreram 6 (seis) milhões de judeus nos campos de concentração do nazi-fascismo. O número total de mortos nesses antros de terror ultrapassou os 11 (onze) milhões. Não houve só Aushwitz e Buchenwald, mas mais de uma centena de campos espalhados por toda a Europa a Leste do meridiano de Berlim. Eu já visitei cinco desses locais em cinco diferentes países: Rússia, Bielo-Rússia, Ucrânia, Letónia, Polónia e na então Checoslováquia, onde também estive em Lídice. O que lá vi, deu testemunho de selvageria e barbárie ultrapassa, para infinitamente pior, o que de mais horrendo se possa imaginar. O que as gerações mais jovens sabem sobre estes crimes contra a humanidade é muito pouco. Fiquei surpreso com o convite que Gabriel me fez, pedindo para lhes mostrar isso. – fala Joseph deitando-se com calma no beliche e murmurando uma prece. – Eu sou um bruxo. Só descobri minha magia anos depois de sair daqui. Mas também sou Judeu. Não há nada de errado em ser um bruxo e ter uma religião. Você chama por um Deus de diferentes maneiras ou nomes. Mas no fim, só resta a você mesmo. Deus nenhum veio nos ajudar aqui, ou em qualquer outro campo de concentração. Nem anjos ou coisa parecida!
- Os Aliados não tentaram ajudar? – pergunta Harry em voz baixa, vendo Joseph se sentar no beliche cuidadosamente.
- Desde 1940, Witold Pilecki, um soldado da Armia Krajowa (organização de resistência polonesa à ocupação nazista) foi voluntário para ser levado como prisioneiro a Auschwitz e produziu uma considerável quantidade de informação que foi levada até Varsóvia e dali até Londres. Por outra parte, os aliados tinham informação aérea detalhada dos campos desde maio de 1944. Dois prisioneiros que conseguiram fugir,(Rudolph Vrba e Alfred Wetzler), tinham reunido descrições precisas e mapas que chegaram aos aliados durante o verão de 1944. Em 13 de setembro de 1944, bombardeiros dos Estado Unidos atacaram a fábrica da Buna Werke associada com Auschwitz III, destruindo-a parcialmente. – conta Joseph olhando para Gabriel e sorrindo.
- Isso os fez parar? – pergunta Narcisa com lágrimas nos olhos.
- Não. Mas as câmaras de gás do Birkenau foram destruídas pelos nazis em novembro de 1944 com a intenção de esconder as atividades do campo das tropas soviéticas. Em 17 de janeiro de 1945 os nazistas iniciaram uma evacuação do campo. A maioria dos prisioneiros deveria partir para o oeste. Aqueles muito fracos para caminhar foram deixados para trás. Perto de 7.500 prisioneiros (ou 3.000 segundo outras fontes), pesando entre 23 e 35Kg, foram liberados pelo Exército Vermelho em 27 de janeiro de 1945. Homens adultos, pesando 23 kg. Eram somente esqueletos vivos. Um horror completo. Eu pesava 26 Kg, quando fui libertado. – fala Joseph sério.
- Joseph. – chama Sophia preocupada. – Ainda está em tempo. Podemos ir para o hospital.
- Obrigada, Primogênita de Drakul. – fala Joseph sorrindo ao se esticar no beliche. – Mas eu já vivi demais. Vivi neste beliche, por muito tempo. Era aqui onde eu dormia quando estive prisioneiro. Eu e mais 4 prisioneiros dividíamos esse beliche. Contem os beliches que existem aqui, neste barracão. Multipliquem por 5 e terão a quantidade de prisioneiros que viviam aqui. Depois multipliquem pela quantidade de barracões que existem aqui e entenderão o que é o horror. Nunca havia comida, remédio, descanso. Nunca existia nada, a não ser torturas, desprezo e morte. Eu te agradeço, Gabriel, por me permitir contar a eles isso. Era isso que eu precisava fazer. Era aqui que eu precisava vir para morrer. Sei disso agora.

- Por que nos contar isso? – pergunta Rony emocionado.
- Por que assim como Gabriel, eu sei o que vocês vão enfrentar. Sei o horror que Tom ou Voldemort ou seja lá como chamam ele, pode causar. Sei que esse campo, com certeza seria reativado. E outros piores seriam criados. Cabe a vocês impedirem isso. Dou a vocês um último conselho. Não sejam pegos vivos! Melhor morrer lutando lá fora, do que sobreviver aqui dentro! Deixo-vos agora, com a esperança de que entendam o que eu lhes expliquei. – fala Joseph com a voz baixa. – Gabriel?
- Sim Joseph? – pergunta Gabriel olhando para ele e sorrindo.
- Segura minha mão? Não quero morrer sozinho! – fala Joseph com a voz falhando. – Mas apenas você. Os outros devem ir, agora.
- É claro. – fala Gabriel calmo e com um movimento de cabeça orienta seus amigos a saírem dali e aguardarem lá fora.
- Eu não comentei, mas notei que você se comportou assim como eu. Você já viu algo assim antes, não viu? – pergunta Joseph calmo apesar de o seu coração doer fortemente.
- Sim, Joseph! Eu já vi isso acontecer antes. – fala Gabriel sentado ao lado dele e segurando sua mão entre as suas.
- Como era o nome deste lugar onde você viu isso acontecer? – pergunta Joseph com os olhos crispados de dor.
- Hamadan. – fala Gabriel em voz baixa, inclinando sua cabeça para falar ao ouvido do historiador. Notou que seus amigos estavam lá fora, o aguardando. Todos conversavam baixinho. Parecia que Hermione estava falando algo sobre uma escolha, mas não tinha certeza. – E por pior que isto tenha sido, Joseph, Hamadan foi muito pior. Não em número de mortes, mas em bestialidade do que fizeram.
- E o que você fez quando descobriu? – pergunta Joseph apertando firmemente a mão de Gabriel sentindo a dor chegar ao limite.
- Eu impedi que continuasse! Que o Criador me perdoe. Eu eliminei o campo! – fala Gabriel baixinho no ouvido de Joseph. – Tânatos tomou uma decisão e a cumpriu! Naquele dia, Azrael nasceu. Descanse em paz, Joseph. Que a morte lhe seja leve e que um dia possamos nos encontrar e rir das decisões absurdas que os homens tomam contra si mesmos.
- Que...assim...seja, Anjo da Morte! – fala Joseph baixinho e aperta ainda mais forte a mão de Gabriel, até que a solta, frouxamente. Tinha acabado de morrer.
- Vá em paz, Joseph! – fala Gabriel colocando as duas mãos do ancião sobre seu peito e fechando seus olhos. Estranhamente ele parecia estar sorrindo.
“Quanta inveja eu sinto dele! Ele finalmente descansou! Depois de ter vivido todo o horror, ele finalmente descansou!! Quanto horror eu ainda terei que presenciar até que tudo finalmente acabe e eu possa descansar?” – pergunta-se Gabriel triste.
“Você não deveria ter vindo aqui, hoje!” – fala a espada séria.
“Eu sei que hoje é uma data especial, mas eu não posso perder mais tempo. Temos pouco mais de um mês até que as aulas comecem e eles precisam estar prontos!” – responde Gabriel cansado.
“Sente saudades de Apolo, não é mesmo?” – pergunta a espada compreensiva.
“Como se sentiria se tivessem arrancado metade de sua alma do seu corpo? Estou pensando seriamente em voltar a ilha e me jogar penhasco abaixo! Estou cansado! Estou com saudades do meu irmão! Não agüento mais! Eu preciso descansar! Eu preciso morrer! Eu simplesmente...estou ficando louco!” – responde Gabriel cansado enquanto olha para o rosto de Joseph que parecia apenas dormir.
“E a missão?” – pergunta a espada alarmada.
“Já não sei mais se vale a pena todo o sofrimento! Simplesmente nada mais faz sentido! Eu... só vejo horrores em minha vida! Pra mim chega!” – responde Gabriel com lágrimas nos olhos.
“Fique calmo!” – recomenda a espada. – “Ainda não acabou! Talvez em breve você possa descansar!”
“Você já esteve ligada a inúmeros usuários, não esteve?” – pergunta Gabriel.
“Homens e mulheres! Já os vi fazendo coisas incríveis.” – responde a espada.
“E algo, durante este tempo todo, em meio a tantos usuários, algo a preparou para quando me conheceu? Já tinha visto tanto horror na vida de uma única pessoa?” – pergunta Gabriel triste.
“Não! Você teve, realmente, uma vida miserável! Eu... sempre procuro ajudar meus usuários nas decisões que tomam, principalmente para mantê-los vivos. Mas entendo o seu desejo de morrer!” – comenta a espada.
“Me ajuda a morrer?” – pergunta Gabriel esperançoso para a espada. – “Acho que se eu decepar minha cabeça com você, posso resolver isso de uma vez! Não sei quem restaurou meu corpo na última vez, mas acho que se eu cortar minha cabeça fora, ele não vai conseguir consertar isso! Você me ajuda? Por favor?” – pergunta Gabriel cansado.
“Eu... não quero fazer isso! Isso... vai contra o que deve ser feito! Você pode me ordenar que faça isso, e eu obedecerei, mas passarei o resto da eternidade me lamentando por ter feito tal coisa! Não quero fazer isso com você! Peço-lhe que não me ordene a fazer tal coisa!” – responde a espada preocupada.
“Entendo! Bem, vou ter que pensar em alguma outra maneira. Talvez... uns 50 kg de C4, amarrados no meu peito façam um estrago tão grande que a morte e o tal conhecido não tenham escolha a não ser me deixarem prosseguir e finalmente ter paz. Finalmente ter descanso! Eu já...não agüento mais! Preciso descansar! Mélin! Estou ficando louco!” – responde Gabriel cansado e percebendo que alguém acabara de aparecer a sua frente.
- Ele descansa agora. – fala a morte com a forma de uma jovem morena a sua frente.
- Olá. – cumprimenta Gabriel cansado. – O que faz aqui?
- Faço meu trabalho. – fala a morte sorrindo e Gabriel nota que tudo estava parado ao seu redor. Nenhum som, vento, nada. Nem mesmo os cochichos de seus amigos. Olha para eles e notam que estavam paralisados.
- O que fez a eles? – pergunta Gabriel curioso.
- Nada. Estamos no tempo entre uma batida de seu coração e outra. Podemos ficar aqui por algum tempo e eles nunca sentirão que o tempo parou. – fala a morte.
- O que deseja? – pergunta Gabriel calmo e sorrindo. – Chegou minha hora? Eles estão quase prontos. E eu também. Já estou pronto há muito tempo. Já posso partir com você? – pergunta Gabriel esperançoso.
- Não. Não pode. Você não está pronto. – fala a morte rindo para ele ao mesmo tempo em que ele vê o espírito de Joseph se levantar do seu corpo e subir por um túnel de luz. – Ele estava, você não.
- Estarei pronto um dia? – pergunta Gabriel cansado e desanimado.
- Talvez. – responde a morte o olhando. – Você não está aproveitando a chance que lhe concederam.
- É claro que estou. – responde Gabriel sério. – Eu os estou treinando. Logo estarão prontos.
- Não é a isso que me refiro! Você ainda não decidiu “recomeçar” a sua vida. – fala a morte séria.
- Não quero recomeçar nada! – fala Gabriel cansado. – Eu só quero que tudo acabe, de uma vez por todas.
- Tem alguém que quer falar contigo. – fala a morte calma depois de alguns instantes pensativa. – Isto é proibido, mas sinto que você precisa fazer isso.
- Qual dos inimigos que já matei quer vir me ameaçar? – pergunta Gabriel dando de ombros.
- Ora, não sabia que éramos inimigos. – fala uma voz clara e cristalina, rindo às suas costas.
- Apolo? – pergunta Gabriel surpreso virando-se rapidamente.
- Olá irmão! Tudo bem? – pergunta um rapaz com olhos verdes á sua frente.
- Mas você... você está ótimo. – fala Gabriel se aproximando de Apolo para abraçá-lo, mas nota que ele recua e fica longe de seu abraço.
- Desculpe, irmão. – fala Apolo sorrindo. – Mas não podemos nos tocar, ainda. Por mais que eu queira um daqueles abraços quebra costelas que você sempre me dava.
- Desculpe. – fala Gabriel sentindo um bolo na garganta e se ajoelhando em frente a Apolo. – Eu falhei com você!!
- Ora, o que estou ouvindo? Gabriel se desculpando? – pergunta Apolo rindo dele e se ajoelhando a sua frente. –Azrael chorando por falar com seu irmão? Lágrimas nos olhos de Tânatos? O maior guerreiro da Resistência se desculpando? O que aconteceu com o mundo mágico?
- Você está morto por culpa minha! – fala Gabriel sentindo suas lágrimas correrem por seu rosto. Sentia uma tristeza tão grande que parecia só existir isso em seu corpo. Sentia uma dor que ultrapassava em muito, o que sofrera na tortura aplicada por Belatriz.
- Não falhou comigo. – fala Apolo. – Você me salvou tantas vezes que nem me lembro mais. Você me protegeu dos perigos sempre que pode!
- Mas não estive presente quando a base foi atacada! – fala Gabriel chorando. – Você morreu por que eu falhei!!
- Mesmo? – pergunta Apolo fingindo espanto. – Sempre achei que eu tinha morrido por causa de Avada Kedavra que Belatriz jogou em minhas costas!
- Eu deveria estar lá!!! Eu jurei protegê-lo!! Eu falhei! – grita Gabriel com toda força.
- Bem, se formos olhar dessa forma, a culpa é minha. – fala Apolo rindo. – Eu falei que você deveria ir, lembra? Na verdade eu insisti que você fosse!
- Mas nada muda o que aconteceu! – fala Gabriel chorando. – Você continua morto por que eu falhei!
- Pare com isso. – fala Apolo sério. – Eu lhe peço que pare de se culpar por minha morte! Não foi sua culpa. E veja bem, eu estou gostando daqui.
- Mesmo? – pergunta Gabriel engolindo as lágrimas.
- Oh, sim. Estou aprendendo tantas coisas! – fala Apolo sorrindo. – Nunca achei que seria tão interessante e instrutivo conversar com a morte.
- Hera e Zeus estão contigo? – pergunta Gabriel tentando parar de chorar.
- Você sabe que não! – fala Apolo sorrindo. - Não se preocupe. Estou bem!
- Mesmo? – pergunta Gabriel preocupado. – Por que se tiver alguém lhe incomodando eu posso resolver isso! Eu dou um jeito de ir até aí onde você está e acabo com qualquer um que mexa com meu irmão!!
- Não se preocupe! Você me treinou bem em lutas trouxas. Só vim dizer um oi. Sinto saudades de nossas conversas. – fala Apolo sorrindo. – Lembra das vezes que sentávamos próximos a base e comíamos torta de banana?
- Lembro. – fala Gabriel sorrindo. – Ah, Merlin, como lembro! Sinto tantas saudades suas e do resto do pessoal. – fala Gabriel triste. – Você me ensinou tantas coisas! Ensinou-me a gostar de ler! Lia tanto para mim que eu ficava imaginando as coisas que você falava.
- Quem sabe, em breve nos encontramos de novo? – fala Apolo rindo.
- Jura? – pergunta Gabriel animado.
- Quem sabe? Mas não como imagina agora. – fala Apolo rindo dele. – Não vai ser morrendo que irá me encontrar.
- Hoje faz um ano que vocês morreram. – comenta Gabriel triste.
- Eu sei. Ela me falou. – comenta Apolo olhando para a morte e sorrindo. – Ela me permitiu vir até aqui para conversar com você.
- Por quê? – pergunta Gabriel para a morte. – Por tantas vezes eu desejei isso e nunca me concedeu. Por que agora e não antes?
- Por que agora é a hora certa. – fala a morte seca. – Mas ele precisa voltar! Não temos muito tempo.
- Eu sei. – fala Gabriel olhando para Apolo e sorrindo. – Você continua com os mesmos olhos verdes. E continua a cara do seu pai. Inclusive esse cabelo rebelde! Parece que acaba de descer da vassoura.
- Sempre me dizem que sou parecido com meu pai. Menos os olhos. – fala Apolo divertido. – Mas pare de perder tempo e me diga que conquistou a Hermione.
- Sim. – fala Gabriel sorrindo envergonhado. – Tivemos alguns problemas, mas estamos juntos.
- Usou o que eu pesquisei? – pergunta Apolo interessado.
- Na verdade, não! – responde Gabriel mais envergonhado ainda. – Eu me esqueci de tudo o que você me ensinou! Todas as palavras bonitas e poemas de amor!
- Sua memória é perfeita! Você nunca esquece de nada! – exclama Apolo o olhando curioso. – Cara, eu fiquei durante dias preparando o material para você usar com ela! Você quase me deixou maluco, pesquisando aquilo! Quantos poemas você decorou? Duzentos? Quinhentos? Como assim, esqueceu tudo?
- Eu sei. É... que quando ela sorri para mim, eu me esqueço de tudo. – fala Gabriel baixando a cabeça envergonhado.
- Sei o que é isso. – fala Apolo divertido vendo o embaraço de Gabriel. – Naya tinha este efeito sobre mim, também.
- Como é que é? Meu irmão adotivo estava namorando e eu não percebi? Justamente com minha segunda em comando nos Espartanos? – pergunta Gabriel surpreso.
- Para você ver como é o mundo. – comenta Apolo divertido. – Nunca notou, não é mesmo?
- Se eu tivesse notado teria feito a maior festa. – fala Gabriel sorrindo sapeca.
- Sei! – fala Apolo ironicamente. – Iria grudar um sapo boi no meu pescoço, também? Assim como Hades fez contigo? – pergunta divertido.
- Claro! Tradição é Tradição!!! Não sabia que vocês tinham namorado. – fala Gabriel sorrindo.
- Fico feliz por tê-la protegido para que ela sobrevivesse ao ataque final. Ela e Hades. – comenta Apolo sorrindo.
- Salvei dois. Perdi os outros. – fala Gabriel cansado. – Perdi minha equipe. Os Espartanos estão mortos. Mais uma falha minha!
- Bem, salvou os dois mais importantes para mim. – fala Apolo sorrindo. – Recomece aqui sua vida, Gabriel. Deixe os fantasmas de lado. O passado, é só o passado. Não adianta carregá-lo para toda a eternidade nas costas. Não vai conseguir agüentar e vai acabar desmoronando. Vai acabar enlouquecendo. Cumpra a missão, mas viva sua vida.
- Como faço isso, meu irmão? Eu...sempre esperei morrer em batalha! Eu não sei nada sobre viver. Ninguém nunca me ensinou isso. O que eu faço? – pergunta Gabriel triste.
- Lamento, meu irmão, mas eu também não sei o que fazer. Ninguém na Resistência sabia sobre isso. – fala Apolo o olhando preocupado. – Mas sei quem pode lhe ajudar. – responde se animando com uma idéia que teve.
- Quem? – pergunta Gabriel curioso.
- Hermione! Ela não tem sempre as respostas?– pergunta Apolo divertido. – Converse com ela. Ela irá lhe ajudar. Você precisa recomeçar, Gabriel. Esqueça o passado! Recomece a viver. Faça o que nunca fez antes. Viva a vida.
- É o passado que me faz desejar mudar a situação atual. – comenta Gabriel. – Não quero esquecer o que aconteceu. Tenho culpados a punir.
- Honre o passado, então! Mas lembre-se de viver sua vida. – fala Apolo sorrindo e se levantando.
Caminha rapidamente até onde os outros estavam e os olha divertido e demoradamente. Depois olha para Hermione e para Gina.
- São tão jovens. Que cruel é o destino que os obriga a entrar nessa guerra! Só por que falhamos! – comenta Apolo. - Gina deve fazer o Draco sofrer horrores, não é mesmo? – pergunta Apolo divertido.
- Ela o colocou na linha. Melhor do que se eu tivesse usado o Crucio nele. – ri Gabriel. – Cara, ela tem uma mão pesada e uma maturidade que faz Hefesto parecer uma criança birrenta.
- E o GF? – pergunta Apolo divertido apontando para Harry.
- Não é tão mau quanto Hades falava. Meio verde e inexperiente mas ele vai melhorar. Tenho vontade de matar ele ás vezes, mas até que ele é um cara...legal. – fala Gabriel sorrindo.
- Na Resistência você foi o único que nunca o culpou. – fala Apolo rindo baixinho.
- Ele nunca teve muitas escolhas. Agora mesmo, não tem. Ele foi manipulado a vida toda e agora não é diferente. Eu o estou manipulando, mas o estou deixando escolher algumas coisas. Em breve ele estará pronto. Mais alguns dias e ele irá tomar suas próprias decisões. – fala Gabriel sorrindo.
- Ele já está no nível de um Espartano? – pergunta Apolo sorrindo.
- Daqui uns 10 anos, talvez. – fala Gabriel sorrindo.
- Hermione! Bem como eu me lembrava! Bela morena! Entendo agora por que você se apaixonou. Entendo mesmo! – fala Apolo rindo baixinho ao olhar para Hermione. – A achou inteligente? Como Hades tinha lhe contado? – pergunta Apolo sorrindo.
- Tanto quanto você, meu irmão! Ela sabe, literalmente, sobre tudo. – fala Gabriel sorrindo. – A inteligência dela é igual a sua! Eu... ás vezes acho que ela seria uma excelente aquisição para a Resistência! Vocês dois planejando e estudando juntos seria... incrível!
- Quem é esse? – pergunta Apolo apontando para Sírius.
- Estou pagando parte dos meus pecados o agüentando! Este é Sírius Black. – fala Gabriel fechando a cara.
- Ele não estava morto? – pergunta Apolo curioso.
- Eu o trouxe de volta. Ele estava como prisioneiro numa outra dimensão. – fala Gabriel cansado.
- Snape e Narcisa. – fala Apolo sorrindo abertamente enquanto olhava para os dois que estavam de mãos dadas. – As informações sobre eles estavam certas, então!
- Mais ou menos! – fala Gabriel sorrindo de forma travessa. – Eu... forcei um pouco o primeiro encontro, depois tudo fluiu normalmente.
- Você é muito sacana! Fico feliz que você esteja bem. – fala Apolo rindo e o olhando com calma.
- Nos veremos em breve? – pergunta Gabriel ao vê-lo retornar e pegar na mão da morte.
- Quem sabe? – pergunta Apolo rindo divertido com aquela risada clara e cristalina. – Já levou Hermione para a Gruta?
- Achei que a Gruta seria um segredo só meu e seu. – fala Gabriel rindo baixinho. – Nosso local de estudos. Nosso refúgio particular. Nosso maior segredo!
- Pode mostrar a ela. – fala Apolo sorrindo. – Obrigado por fazer o que está fazendo. Por estar cumprindo a missão. Mas não esqueça de viver sua vida. Peça a ajuda dela, Gabriel.
- Não esquecerei. – fala Gabriel sorrindo ao notar que o tempo voltava a se mover, bem como os sons retornavam. – Não esquecerei, meu irmão. Vá em paz! – fala Gabriel vendo Apolo partir, assim como a morte.
A seguir, usa seus poderes e faz o corpo de Joseph desaparecer.
Volta até seus colegas e cria uma corda, e pede que todos a segurem. Olha para eles, nos olhos e fala calmamente.
- Não sei quanto a vocês, mas eu... eu nunca mais vou permitir que o horror destes campos volte a acontecer. Não importa o que eu tenha que fazer! Não importa quantos eu tenha que matar! – fala Gabriel dando uma última olhada para o local.
- Nós conversamos entre nós e decidimos que não nos importamos mais. – fala Harry sério. – Isso não pode acontecer novamente. Vamos lutar, e se tivermos que matar, mataremos.
- Isto foi uma abominação! – fala Snape sério. – Não importa o que deve ser feito. Isto não deve mais existir.
Gabriel concorda com um movimento de cabeça, lembrando-se do que Zeus lhe falara quando descobriram Hamadan. Transforma a corda numa chave de portal. Logo, estavam na ilha, novamente.
- Tirem o dia de folga. Pensem no que aprenderam hoje. Voltaremos a treinar somente amanhã. Ewolin, por favor vá até Agouro e mostre a encomenda. Eu não me sinto com cabeça para ver isso hoje e o tempo é essencial. Sophia, vá até Snit e descubra se houve novidades nas pesquisas. Mande-o abrir os cofres! Precisamos de informações sobre aqueles símbolos! Hermione, quero que venha comigo. Preciso... te mostrar um lugar. – fala Gabriel pensativo.
- Claro. – responde Hermione o olhando e vendo um brilho nos olhos dele. Algo que ela nunca tinha visto.
Dali a instantes, Gabriel entra na casa e chama Borat. Dá-lhe algumas instruções e vai até o quarto que dividia com Hermione. Pega algumas armas e sua carteira. Volta até a sala e encontra Hermione com a mochila de armas nas mãos.
- Não precisaremos de armas, para onde vamos. – fala Gabriel sorrindo para Hermione que guarda sua mochila de armas.
- Para onde vamos? – pergunta Hermione curiosa.
- Vamos visitar um local. – fala Gabriel sorrindo.
Nisto Borat aparata a sua frente e diz que tudo estava pronto. Gabriel despede-se de seus amigos e pegando na mão de Hermione, aparatam até uma ilha, distante dali.
*****************************************************************************************************
- Por que fez isso? – pergunta Raphael duramente para a morte.
- Por que eu achei que seria necessário. – responde a morte calma.
- E daí, resolveu quebrar as regras e levá-lo para conversar com Gabriel? – pergunta Miguel sério apontando para Apolo que estava ao lado da morte.
- Sim. – responde a morte sorrindo.
- Violou as regras, sabia? – pergunta Uriel sério.
- E daí? – pergunta a morte dando de ombros. – Vocês fazem isso direto, quando se refere a Gabriel e a missão que o fizeram aceitar, não é mesmo? Por que eu não posso fazer o mesmo?
- Ele tem uma missão a cumprir! – reclama Miguel sério.
- Eu sei disso. – responde a morte calma.
- Você o está distraindo! – reclama Miguel.
- Na verdade, estou preservando a sanidade dele. Não perceberam ainda que ele estava enlouquecendo? – pergunta a morte séria.
- Notamos isso também, mas desde que cumpra a missão que lhe demos não nos interessa o que aconteça com ele! – fala Uriel sério.
- Pode não interessar a vocês, mas a mim interessa. – fala Apolo sério. – Ele é meu irmão e vocês não vão fazer com que ele sofra mais do que já sofreu!
- Ele não é “seu irmão”! – fala Miguel se aproximando irritado de Apolo.
- De sangue talvez não, mas de alma sim! – responde Apolo sério enquanto encarava Miguel nos olhos sem demonstrar nenhum medo ou receio. – E se não quiser perder os dentes, pare de me encarar! Cara feia, para mim, é fome! Sou um membro da Resistência! Fui treinado por Gabriel! Acabo contigo mais rápido do que você consegue dizer seu nome! – fala Apolo encarando Miguel sem piscar.
- Você? – pergunta Miguel sorrindo de forma superior e arrogante. – Você nem sequer tem idéia do que pode fazer!! Nem sequer possui Magia!! Não passa de um “aborto”!
- Como se eu precisasse de Magia para quebrar sua cara! Fui treinado na Resistência, meu chapa!Jogar sujo é comigo mesmo! Gabriel me treinou pessoalmente! Se não acredita, continue a me encarar e vamos ver o que sobra dessa sua “carinha Angelical”! – rosna Apolo se preparando para acertar um murro nos dentes de Miguel.
Raphael, Miguel e Uriel o olham sérios e a seguir partem em silêncio.
- Gostei de ver! – fala a morte sorrindo. – Encarar os três e não piscar, não é para qualquer um.
- Eles vão fazer Gabriel sofrer. Eu sinto isso. Pode ajudá-lo? – pergunta Apolo preocupado.
- Não. Isto está além do que posso fazer. Mas acho que agora ele estará mais calmo e tranqüilo. Ele conseguirá. Agora, eu sei que conseguirá. – fala a morte sorrindo. – Mas eles vão fazê-lo passar por maus bocados.
- Isto até Gabriel lhes mandar a ******. – fala Apolo sorrindo debochado.
- Ninguém quebra um acordo com eles. – fala a morte séria. – Eles são muito rígidos com as regras e acordos.
- Se eu conheço bem o Gabriel, e eu conheço, ele vai dar um jeito. Sempre deu. Ele é um membro da Resistência! Nós, só seguimos nossas próprias regras. Ele irá seguir as regras deles, até chutar o balde e criar suas próprias regras. - fala Apolo divertido.
- Será engraçado ver isso. – fala a morte sorrindo e caminhando ao lado de Apolo por um jardim cheio de flores.
- Ah, será sim!! Menos para eles!!! Quando o Gabriel se irrita, ninguém vivo fica perto dele. – fala Apolo rindo alto. – Eu sei. Já o vi irritado antes. Já te contei o que ele fez na vez que um lobisomem me mordeu?
- Não. Ainda não. – fala a morte divertida.
- Foi durante uma missão... – começa Apolo a contar a história para a morte.
*****************************************************************************************************
- Onde estamos? – pergunta Hermione olhando para todos os lados e não reconhecendo o local.
- Estamos na Ilha da Madeira. – fala Gabriel sorrindo ao reconhecer o local. – Fica perto de Portugal.
- E o que estamos fazendo aqui? – pergunta Hermione ao caminhar de mãos dadas com Gabriel em direção a uma cidade ali perto.
- Turismo. Vamos fazer um piquenique. – fala Gabriel sorrindo ao olhar para ela.
- Piquenique? Turismo? – pergunta Hermione curiosa.
- Sim. A Ilha da Madeira é um arquipélago com muito turismo durante todo o ano, devido ao seu clima com temperaturas amenas tanto no inverno como no verão e também é um arquipélago famoso pelo seu espetacular fogos de artifício no reveillon, pelo seu vinho característico conhecido mundialmente Madeira Wine, pelas suas flores e pelas suas paisagens. – explica Gabriel enquanto caminhavam por entre turistas e entram numa pequena venda.
Rapidamente Gabriel compra uma garrafa de vinho e algumas guloseimas. Compra ainda um pedaço de queijo e acondiciona tudo numa caixa térmica para manter resfriado. Hermione escolhe alguns itens e Gabriel os coloca juntos na caixa.
- E viemos fazer turismo aqui? – pergunta Hermione não acreditando nisso.
- Não exatamente. – fala Gabriel. – Vou lhe mostrar algo que pouquíssimas pessoas conhecem.
- E seria? – pergunta Hermione enquanto saiam da venda e caminhavam para fora da pequena cidade.
- Um espetáculo da Natureza. – fala Gabriel sorrindo. – Estamos na cidade de Machico. Aqui ficam as Furnas de Cavalum.
- Nunca ouvi falar. – fala Hermione enquanto saiam da estrada e começavam a subir por uma pequena trilha, na beira da estrada em direção a uma montanha logo à frente. Caminham pela trilha que subia a montanha. Rapidamente estavam no cume da montanha.
- Vou te contar a lenda sobre esta ilha. – fala Gabriel parando de caminhar e esperando que ela o alcançasse. A seguir, pega em sua mão e mostra a ilha abaixo.
- E existe uma lenda? – pergunta Hermione sorrindo e admirando a paisagem.
- É claro. – responde Gabriel sorrindo. - Há milhares de anos atrás existia no oceano Atlântico uma ilha fantástica, a Atlântida. Arrogante, o rei da ilha ousou desafiar os céus. Deus respondeu-lhe que nada poderia contra o poder divino. Mas o teimoso rei voltou a desafiá-lo e decidiu conquistar Atenas. Durante a batalha, o rei da Atlântida ouviu Deus dizer-lhe que a vitória seria de Atenas para castigar a sua arrogância. À derrota, seguiram-se terríveis tempestades, terremotos e inundações que engoliram a bela Atlântida para todo o sempre. Passadas centenas de anos, a Virgem Maria debruçava-se dos céus sobre o oceano quando São Silvestre lhe veio falar. Aquela era a última noite do ano e São Silvestre achava que deveria significar algo de diferente para os homens. Deveria marcar uma fronteira entre o passado e o futuro, dando-lhes a possibilidade de se arrependerem dos seus erros e de terem esperança numa vida melhor. Nossa Senhora concordou e revelou-lhe o motivo por que estava a observar o mar com uma certa tristeza. Lembrava-se da bela Atlântida afundada por Deus por causa dos pecados dos seus habitantes. Enquanto falava, Nossa Senhora deixava cair lágrimas de tristeza e misericórdia porque, apesar do castigo, a humanidade não se tinha emendado. São Silvestre reparou que não eram apenas lágrimas que caíam dos olhos da Senhora, mas também pérolas autênticas. Uma delas, ao cair no local onde a Atlântida tinha existido, originou a ilha da Madeira. Ficando conhecida como a Pérola do Atlântico.
- E As Furnas de Cavalum? – pergunta Hermione o olhando e vendo um brilho no olhar dele que ela nunca tinha visto.
- Ah, essa é outra lenda. – fala Gabriel divertido e continuando a subida enquanto puxava Hermione pela mão.
- E como é? – pergunta Hermione tentando entender o que era aquele brilho nos olhos dele.
- Segundo me contaram, As Furnas de Cavalum, na cidade de Machico, são grandes grutas escavadas na rocha de basalto que o povo diz serem a morada de um monstro. Cavalum é um diabo em forma de cavalo, com asas de morcego, que deita fogo pelas narinas. Segundo a lenda, nos tempos em que o Cavalum andava à solta, foi bater à porta de igreja para falar com Deus. Quando Deus lhe perguntou o motivo, o Cavalum disse-lhe que queria destruir toda a povoação e desafiou-o a tentar impedi-lo. Deus mandou-o embora dizendo que não tinha paciência para tais brincadeiras. Cavalum reuniu o vento e as nuvens e provocou uma brutal tempestade sobre a povoação. Do alto do penhasco, o Cavalum relinchava de satisfação perante a aflição dos habitantes. Deus não mexeu um único dedo, pensando que o Cavalum depressa se cansaria da sua brincadeira. A tempestade agravou-se, arrasando as casas e campos. O crucifixo da igreja foi pelos ares até ao mar. Irritado com a insistência do Cavalum, Deus resolveu agir. Primeiro, fez com que um barco achasse o crucifixo. Depois, chamou o sol para afastar a tempestade. Para não ser mais incomodado pelo monstro, Deus decidiu prender o Cavalum nas grutas, onde ainda hoje de vez em quando se ouvem os seus protestos. – fala Gabriel lembrando de que já tinha ouvido esta lenda por intermédio de um amigo da Resistência.
- E estamos indo enfrentar este demônio? – pergunta Hermione séria e preocupada.
- Não. É só uma lenda. Estamos indo para um lugar que quase ninguém conhece. Ele fica perto das Furnas, mas é subterrâneo. Só existe uma passagem e ela é ligada por um canal que fica cheio pela água do oceano, quase que o tempo todo. – fala Gabriel sorrindo. – Nós iremos aparatar até lá. É a maneira mais segura e prática.
. -E por que andamos todo esse tempo, então? – pergunta Hermione curiosa o olhando e estranhando a alegria dele. – Por que subirmos por aqui se o local que queremos é na beira do oceano?
- Por que eu queria te mostrar a beleza da paisagem. – fala Gabriel mostrando a ela sobre o pico montanhoso, uma depressão deixada por um vulcão extinto. Dentro da depressão um pequeno vale, coberto de flores silvestres. – São pouquíssimas pessoas que sobem até aqui. Elas nem imaginam o que existe aqui em cima.
- Mas é lindo! – exclama Hermione impressionada com centenas de flores silvestres de vários tipos e cores diferentes. – São tantas flores! E o perfume.
- Não valeu a pena, subir até aqui? – pergunta Gabriel sorrindo ao notar a alegria dela ao pegar uma flor em suas mãos.
- É claro que valeu. – fala Hermione sorrindo e se aproximando dele. – Mas você não me trouxe aqui para me mostrar as flores, não é mesmo? – pergunta ela sorrindo.
- Não. Quero te mostrar um segredo. Meu maior segredo! – fala Gabriel pegando na mão dela e aparatando até uma gruta subterrânea.
- Merlin! Mas isto é lindo. – fala Hermione admirada ao ver a pequena lagoa que existia dentro de uma caverna. Milhares de peixes coloridos existiam ali e se moviam, ao sabor das ondas. – Como descobriu este lugar?
- Foi meio por acaso. – fala Gabriel sorrindo ao ver que Borat tinha ajeitado todas as coisas sobre uma pequena mesa de pedra que ele tinha conjurado. Estava coberta com uma toalha branca e tinha espalhado algumas flores pelo local. Além da iluminação indireta da luz que vinha pelo oceano, Borat ainda tinha colocado dezenas de velas estrategicamente pelo lugar. Gabriel coloca a sacola térmica sobre a mesa. Tira as botas militares e as meias e se senta na beirada da lagoa, com os pés dentro da água.
- Por acaso? – pergunta Hermione sorrindo sem acreditar.
- Um colega meu estava espionando alguns inimigos uma vez. Eles estavam nesta ilha para uma reunião. Depois de descobriu o que queríamos, foi descoberto e atacado. Ele me chamou e eu vim para ajudá-lo. Mas eu não podia atacar ou eles descobririam que tínhamos informações sobre eles. Precisamos nos esconder e ele me mostrou este lugar. – fala Gabriel sorrindo ao se lembrar daquela missão. – Ele ficou aqui enquanto eu voltava para buscar mantimentos. Depois de um dia ou dois, ele ficou bom e eu parti. Só voltei algum tempo depois.
- Já trouxe alguém aqui antes? – pergunta Hermione colocando a mão na água e vendo os peixes se aproximarem de sua mão.
- Sim. Meu irmão e eu vínhamos para cá quando queríamos conversar sem sermos perturbados. Este era nosso segredo. O nosso maior segredo! Nenhum dos meus mestres jamais soube sobre esse lugar. Foi aqui que ele me ensinou sobre a Deusa e muitas coisas a mais. – fala Gabriel sorrindo ao lembrar de Apolo.
- Trouxe mais alguém? – pergunta Hermione ciumenta.
- Nunca trouxe uma mulher para cá, se é isso que está perguntando. E eu e meu irmão não éramos amantes, se é o que imagina. – fala Gabriel seco.
- Desculpe. – fala Hermione baixinho e vem até onde ele estava sentado com os pés na água. Senta-se ao seu lado e fica ouvindo o som do mar. – Por que me trouxe aqui? – pergunta Hermione curiosa.
- Um ano atrás, na data de hoje, Apolo, foi assassinado. – fala Gabriel triste. – Hoje, após a morte de Joseph, a morte apareceu para mim e me permitiu conversar com ele.
- Você conversou com seu irmão que morreu? – pergunta Hermione espantada.
- Sim. Por que o espanto? – pergunta Gabriel sorrindo.
- Não é muito normal tal coisa acontecer, não é mesmo? – pergunta Hermione séria.
- Eu nunca fiz coisas muito normais. Minha vida é completamente anormal. – fala Gabriel sorrindo e dando de ombros ao lembrar que já tinha conversado com os mortos, uma vez antes de hoje. Só que de outra forma.
- E o que ele te disse? – pergunta Hermione vendo os peixes se aproximarem de seus pés.
- Ele disse que está bem. Que está feliz. – fala Gabriel calmo. – Ele me disse mais algumas coisas.
- O que mais ele lhe disse? – pergunta Hermione o olhando e achando que os olhos dele brilhavam como se o próprio céu estivesse dentro deles.
- Ele disse que não fui culpado pela morte dele. – fala Gabriel calmo.
- Por isto é que está alegre então? – pergunta Hermione.
- Não. Estou alegre por que eu pude rever meu irmão. Mas ele está errado! Eu sou culpado pela morte dele! Eu não estava lá quando ele precisou! – fala Gabriel com a voz cansada.
- Mas se ele te disse que a culpa não é sua, por que não aceita isso? – pergunta Hermione.
- Por que por causa do meu erro, da minha falha, ele morreu. – fala Gabriel cansado. – Lembra o dia em que você me conheceu? – pergunta Gabriel.
- É claro. – fala Hermione sorrindo. – Foi no beco diagonal. Na frente da loja dos gêmeos. Eu te apontei minha varinha.
- Sim. Apontou mesmo. – fala Gabriel sorrindo. – Eu tinha chegado a Londres há pouco tempo. Ainda estava me habituando à cidade de vocês. Ainda não entendia o conceito de Paz. Na verdade, nunca entendi! Para mim é só mais uma palavra sem significado.
- É tão difícil assim acreditar nisso? – pergunta Hermione. – Acreditar que possa existir uma vida no meio do horror de uma guerra?
- Não sei. Mas faz quase um ano que estou aqui. – fala Gabriel. – No lugar que teoricamente seria um lugar de paz, mas mesmo assim eu continuo lutando e matando. Quer dizer, pra mim, o que está acontecendo aqui são férias. Eu até tenho tempo para namorar! – completa rindo.
- Férias? – pergunta Hermione espantada. – Depois de tudo o que você já lutou aqui, ainda acha que está de férias?
- Claro! – responde Gabriel calmo. – Eu nasci e cresci em meio a uma guerra, Hermione. Para mim, isso aqui, são férias. Mas eu não quero que sejam “férias”. Eu quero que seja uma vida. Uma nova vida.
- Como assim? – pergunta Hermione o olhando sem entender.
- Lembra que eu te contei quando voltei à ilha da minha conversa com a morte? Sobre ser uma chance para um recomeço? – pergunta Gabriel.
- Lembro. Você falou que não queria recomeçar. – fala Hermione triste.
- Falei sim. Eu... nunca imaginei minha vida de outra forma. Fui criado e treinado para ser uma arma, Hermione. Mas não qualquer arma. Eu me tornei a arma definitiva! Não pense que você me viu lutando para valer! Ainda nem tive uma luta decente até agora! Quer dizer, tive uma com Falazuri, mas não pude usar meus poderes então não foi uma luta justa. E no beco, quando eu me aqueci, eles fugiram! Eu, quando estava com meus amigos, só entrava na luta quando era para acabar com ela, entende? Só me mandavam em uma missão quando as ordens eram para eliminar todos os inimigos. Eu não era enviado para espionar ou para buscar informações junto ao inimigo. Eu só era enviado quando era para acabar com eles! Entende o que eu sou? – pergunta Gabriel cansado. – Mesmo depois de ter começado a namorar você, eu nunca... nunca acreditei que teríamos um futuro juntos. Por mais que eu quisesse acreditar nisso. Por mais que eu te amasse e ainda ame, desesperadamente.
- Mas me pediu em casamento assim mesmo. – fala Hermione séria.
- Sim. Pedi sim. Eu queria tanto, viver, constituir família, e envelhecer ao seu lado. Mas, lá no fundo, bem no fundo do que ainda resta da minha alma, eu sabia que não iria nunca ter um futuro. Ou você me abandonaria ou eu morreria em combate. – fala Gabriel triste.
- E agora? – pergunta Hermione triste. – O que quer fazer?

- Hoje, depois da morte de Joseph eu fiquei pensando em quantas saudades eu sinto dos meus amigos que já morreram. Dos horrores que já vi e vivi. De meu irmão adotivo que foi assassinado. Eu... eu estava pensando em cometer suicídio. – fala Gabriel sério.
- Você está brincando? – pergunta Hermione chocada. – Notei que estava triste e abatido quando chegou hoje pela manhã, mas nunca pensei...
- Não. Estou falando sério. Eu nunca quis realmente recomeçar. Eu...sempre acreditei que iria morrer em batalha. Lutando contra meus inimigos. Mas hoje, Apolo me falou uma coisa. Que eu devia honrar o passado, mas deveria viver a vida. – fala Gabriel sorrindo. – Ele sempre foi bom em conselhos. Aqueles olhos verdes e aquele cabelo rebelde dele. Quantas risadas eu dei enquanto tentávamos feitiços para ele arrumar aqueles cabelos. Ele era a cara do pai dele! Um devorador de livros. Em muitos dos meus ataques, depois de vencer os inimigos, eu revirava as bases inimigas, atrás de livros para ele. Livros de todos os tipos. Nós tínhamos até uma piadinha particular. Eu o chamava de bibliotecário. Ele adorava ler. Ele era igualzinho a você. Inteligente. Perspicaz. Sempre tinhas as respostas certas.
- E agora, o que pretende fazer? – pergunta Hermione sorrindo ao receber os elogios dele.
- Quero tentar recomeçar. – fala Gabriel sério. – Mas... eu não sei como fazer isso. Ninguém no meu grupo sabia como fazer isso. Nem tenho idéia de como começar. Eu...já não quero mais morrer. Eu quero viver! Ao seu lado! Para sempre! Sei que nos últimos dias eu te deixei de lado, mas não foi intencional. È que são tantas coisas para organizar que ás vezes eu me esqueço do que é mais importante. Você! - fala Gabriel sorrindo e em seguida fica sério novamente. - Pode me ajudar? Pode me ensinar a viver? – pergunta Gabriel brincando com alguns peixes que rondavam seus pés.
- Eu posso te ajudar a recomeçar. Desde que me diga o que quer fazer. – fala Hermione sorrindo.
- Eu quero terminar o que vim fazer. Eu...eu gostaria de ter você comigo. Poderíamos ver tantas coisas diferentes! Eu sei tanto, Hermione. Mas nada do que sei serve para ajudar os outros. Só sei lutar e matar. – fala Gabriel colocando a sua mão no rosto dela. – Ensine-me o resto. Ensine-me que o mundo pode ser um lugar melhor. Que existe um mundo onde eu não precise lutar o tempo todo. Apolo me pediu para te mostrar este lugar. Ele me pediu para te contar nosso segredo. Ele me disse que eu devia perguntar a você, como viver. Ensine-me a viver, Hermione. Eu não sei o que fazer, só sei... lutar e matar.
- Bem... – fala Hermione sorrindo e vendo a confiança dele nela. – Posso te ajudar em algumas coisas.
- Por exemplo? – pergunta Gabriel sorrindo.
- Posso te ensinar como se beija embaixo da água, que tal? Podemos começar por aí? Depois a gente vê o que mais falta para que você aprenda. O que acha? – pergunta ela sapeca e rapidamente tira sua roupa e mergulha nua na lagoa, enquanto Gabriel a olhava atônito. Depois de instantes, ela volta à superfície e o olha sorrindo. – Você quer aprender ou não? – pergunta ela rindo e mergulha novamente.
- Só se for agora. – fala Gabriel tirando sua roupa e mergulhando nu ao lado dela.
Encontra-a no fundo da lagoa. Beija-a lentamente enquanto a puxa para que seus corpos ficassem ligados. A seguir, aplica nela e em si mesmo um feitiço que permitia que respirassem embaixo dágua.
Nota que ela enlaça sua cintura com as pernas e sente seu corpo reagir rapidamente ao contato com o corpo dela. A aperta delicadamente enquanto a beijava sem parar. Ela pega em seu membro e delicadamente o conduz até que estivesse na posição correta. Depois disso, a penetra com todo o carinho e paciência, sem parar de beijá-la. Ela movia os quadris, na mesma velocidade das ondas do oceano, no qual estavam. Os peixes ao redor dos dois, apenas olhavam e pareciam rir dos humanos que escolheram um local tão diferente para se amarem.
Gabriel aumentou o ritmo e notou que ela chegou ao clímax rapidamente, junto com ele. Continuaram embaixo dágua se beijando e brincando com os peixes que ficavam nadando em volta deles. Dali a minutos saíram da água e foram comer algumas guloseimas e beber o vinho. Mas tarde amaram-se novamente e fizeram planos para o futuro.
Horas depois, voltam à ilha. Hermione já estava dormindo e se recuperando, quando Gabriel a carregou até quarto e colocou-a deitada na cama. Sentou-se ao seu lado e velou o sono dela, enquanto admirava-se por ter tanta sorte no mundo, por tê-la a seu lado.
- É, meu irmão. Vou viver a vida. Vou recomeçar, ao lado dela. Mas só depois de terminar minha missão. – fala Gabriel baixinho. – Até lá, não vou ter muitas esperanças. Mas agora, eu quero recomeçar.
“E quanto a sua profecia?” – pergunta a espada.
“No final de tudo sozinho estará?” – pergunta Gabriel de volta.
“Sim!” – responde a espada séria.
“Você estará comigo no final! Nunca estarei sozinho! E ela não me abandonará mais! Minha profecia deve estar errada!” – responde Gabriel. – “Pelo menos espero que esteja! Pelo menos esta parte!”
“Acredita mesmo nisso?” – pergunta a espada de forma cética.
“Quero acreditar! Preciso acreditar! Ou senão, nada mais fará qualquer sentido!” – responde Gabriel vendo Hermione dormir ao seu lado.
**********************************************************************************************
No início da manhã, Dumbledore apareceu e conversou com Gabriel. Precisava que Harry fosse para Londres. No dia seguinte seria o aniversário de 17 anos dele e ele precisava passar pelo menos um dia na casa de seus tios. Dumbledore pediu que Gabriel acompanhasse Harry.
- Você deve estar brincando. – fala Gabriel sério. – A babá do Potter é o Sírius e não eu.
- Você garantiu que ele seria protegido nessas férias, durante o treinamento. – fala Dumbledore seco.
- Sim. Enquanto estivesse aqui, comigo. – responde Gabriel sério.
- Lamento, mas preciso que ele faça isso e acho que lhe interessa também que ele fique vivo, não é mesmo? Afinal, ele de alguma forma deve fazer parte de sua “missão”, não é mesmo? Mas posso pedir ao Sírius para ir com ele, se é isso que deseja? – pergunta Dumbledore de forma zombeteira.
“Bate nele! De novo!!” – rosna a espada.
“Vontade não falta, mas ele está certo! Ele de fato tocou num ponto importante! Não posso deixar o Potter ir para lá com o Sírius! Droga! Na melhor das hipóteses ele seria morto por Tom!” – responde Gabriel sério.
- Muito bem. Quanto tempo ele tem que ficar lá? – pergunta Gabriel seco.
- Vinte e quatro horas. – fala Dumbledore sorrindo.
- Isso, com certeza é, no mínimo, insensato. Existe um risco muito grande de ele ser atacado por lá. – fala Gabriel para Dumbledore.
- Mas é necessário que ele faça isso. – fala Dumbledore sério.
- Certo. Vou fazer isso. Mas já aviso que sou contra. – fala Gabriel seco.
- Oh, creio que não terá problemas. – fala Dumbledore sorrindo.
- O último cara que me falou isso está morto! Ele também achava que eu não teria problemas. – resmunga Gabriel ao se lembrar do cara que aprontou a sacanagem com a vassoura, há tantos anos atrás, quando ele ainda era criança. Em seguida, chama Harry para vir até ali. Explica o que fariam e avisa que partiriam na metade da manhã. Harry não gostou nada de ter que voltar até lá, mas acabou concordando quando Dumbledore lhe explicou.
Deixando Harry e Dumbledore conversando, Gabriel foi até seus colegas e explicou o que fariam. E pediu a Borat e Kilima que fizessem uma pequena festa em homenagem ao aniversário do Potter. Eles prometeram fazer um bolo e preparar alguns pratos especiais. Gabriel pediu para que convidassem os Weasley para a festa, e que fossem discretos na quantidade de pessoas. Mas permitiu que Luna fosse convidada, assim como Madame Pomfrey e os pais de Hermione. Precisava mesmo falar com o sogro. Era hora de se prepararem para a guerra.
Na metade da manhã, Gabriel pega sua mochila com as armas e junto com Harry, aparatam na frente da casa dos tios de Harry.
- Como eles são? – pergunta Gabriel a Harry.
- “Insuportável” é um termo aproximado. – responde Harry deprimido.
- Tão ruins assim? – pergunta Gabriel curioso.
- Piores um pouco. Eles só se preocupam em o que os vizinhos vão pensar e o que a Rainha está fazendo. – fala Harry triste. – Ah, e são radicalmente contra qualquer coisa que envolva magia. Eu especificamente!
- O que acha que irão falar para nós? – pergunta Gabriel sério.
- Provavelmente vão nos expulsar sem nem nos deixar entrar. – fala Harry triste. – Minha saída na última vez não foi nada “amigável!”
- Vale 10 Galeões que eu faço sua tia nos levar comida no quarto sorrindo feliz? – pergunta Gabriel sorrindo.
- Vai usar a Maldição Império? – pergunta Harry.
- Sem magia. – fala Gabriel sério.
- Feito! – fala Harry animado. – Se eles deixarem você falar. O Duda, provavelmente não vai deixar!
- Vale 50 Galeões que eles o mandam calar a boca quando eu estiver falando? E que ele fica em silêncio? – pergunta Gabriel sorrindo.
- Feito! Só tome cuidado com meu “adorado tio!” - fala Harry sorrindo.
- Vale 100 Galeões que eu faço seu tio se orgulhar de você? – pergunta Gabriel sorrindo.
- Vale 200! – responde Harry sorrindo e aumentando o desafio. - Nunca foi tão fácil ganhar uma aposta.
- Deixe comigo. Eu cuido deles! – fala Gabriel sorrindo e mudando sua aparência para se parecer um homem mais velho, além de usar um terno e gravata.
Harry toca a campainha e quem atende a porta é o seu tio.
- Olha só! A aberração voltou. O que deseja? Ficou sem ter onde morar? – perguntou Walter friamente sem sair da frente da porta.
- O Sr. é Walter Drusley? – pergunta Gabriel sério.
- Sim. E quem é você? – pergunta o tio de Harry de forma arrogante.
- Gabriel. Agente Gabriel. Do Serviço Secreto. Podemos entrar? - pergunta Gabriel mentindo descaradamente.
- Ahn...bem... – fala Walter tentando encontrar as palavras.
- Ótimo. Obrigado. – fala Gabriel empurrando Harry para dentro e o seguindo.
- Mas o que está acontecendo aqui? – pergunta a tia de Harry.
- A Sra. é Petúnia Drusley? – pergunta Gabriel seco.
- É claro que sou! Mas o que pensa que está fazendo, entrando em nossa casa assim? – pergunta Petúnia abraçada a Duda, protegendo-o.
- Meu nome é Gabriel. Agente Gabriel. Trabalho no MI5, Serviço Secreto Inglês. Na verdade, Sr e Sra. Dursley, eu venho como emissário da Rainha. – mente Gabriel com a cara mais séria do mundo e pegando sua carteira, mostra e guarda rapidamente um documento qualquer, não os deixando ver direito.
- Como é? – perguntam os dois espantados.
- Por quê? – pergunta Duda.
- Sente-se Harry. Creio que isto vai demorar um pouco. – fala Gabriel sério. – Claro que sabem que vosso sobrinho realizou um resgate espetacular com grandes riscos pessoais. A Rainha está extremamente agradecida a ele.
- Resgate? – perguntam os três curiosos.
- Não acompanharam pela televisão? Não viram os noticiários? – pergunta Gabriel incrédulo.
- Na verdade, não. – responde Petúnia se sentando, louca para saber o que Harry tinha feito.
- É claro que não. Que cabeça a minha. Nós escondemos o fato. Não queríamos causar pânico na população. - responde Gabriel e aproveita para checar as defesas da casa e não encontra nada.
“Droga, Dumbledore! Nenhuma defesa?”. – pensa Gabriel preocupado.
- Pânico, por quê? – pergunta Walter preocupado.
- Seu sobrinho resgatou o Príncipe William e prendeu 13 terroristas há ontem à tarde, além de salvar a própria Rainha. – fala Gabriel com voz baixa em tom de conspiração, apenas para que eles ouvissem.
- Não acredito! – fala Petúnia abismada.
- O Harry? –pergunta Walter incrédulo.
- A aberração? – pergunta Duda espantado.
“Caramba! Isto é um menino ou um porco? Ele pesa mais do que eu e o Harry juntos!” – pensa Gabriel curioso.
- Claro! Jamais vimos tamanha bravura. Tamanha coragem. Tanta vontade de servir ao Reino. Seu sobrinho é um Herói Nacional. – fala Gabriel sério.
- Espere! Acho que está havendo algum engano. O nosso Harry? – pergunta Walter incrédulo.
- Não cometemos enganos, Sr. Drusley. Ou você acha que a Rainha iria conceder a Medalha de Bravura a qualquer um? O título de Sir, a qualquer um? – pergunta Gabriel sério e vê que Harry se segurava para não rir.
- Como? Conte-me direito essa história, por favor. – pede Petúnia excitada pelas novidades.
- Oh, bem. Não sei se devo ou até que ponto devo contar, mas já que fazem parte da família dele, eu creio que...hummm... não haverá problemas se souberem, não é mesmo? – pergunta Gabriel se sentando e vendo os três se sentarem também, ansiosos.
- Claro que não haverá problema. – fala Petúnia animada.
- Mas deverão fazer um juramento de que não contarão a mais ninguém. Saibam que estamos monitorando sua casa e sua empresa também, Sr. Walter. Ligações telefônicas também, e claro, o correio. – fala Gabriel seco.
- Mas isso não é contra a lei? – pergunta Duda e recebe um olhar de desprezo de Gabriel.
- A lei, ora essa! Nós somos a lei, garoto burro! – responde Gabriel desdenhoso. – Somos nós que mantemos o Reino funcionando. E somos nós que arriscamos nossas vidas para que você possa ter o direito de fazer escolhas, tais como decidir comer até morrer. Cale-se, moleque!
- Sim, Duda. Cale-se! – fala Petúnia irritada.
- Mas mãe, eu... – fala Duda mas é cortado pelo pai.
- Cale-se! – resmunga Walter sério.
- Vou lhes contar apenas algumas partes, mas saibam que ficarão orgulhosos de seu sobrinho. Harry, poderia me conseguir um copo de água? – pede Gabriel por que nota que Harry precisava muito rir.
- Certamente, “Agente Gabriel”. – responde Harry e sai rindo em direção a cozinha. Não acreditava na cara que seus tios faziam.
- Bom garoto esse! Bom garoto! Nota-se a educação esmerada que deram a ele. Como eu ia dizendo, houve uma tentativa de invasão na faculdade onde o Príncipe William estuda. Treze terroristas entraram e renderam a segurança do Campus e... – continuou a contar uma história que inventara sobre uma luta de Harry com seis terroristas armados com sub-metralhadoras. - ... ele lutou contra seis ao mesmo tempo e... – continuava Gabriel sério, onde Harry acabava salvando príncipe e o protegendo.
Continuou a história onde Harry teve que abrir caminho a socos e pontapés, contra mais sete terroristas, carregando o príncipe nas costas, enfrentando mil e um perigos.
Harry estava na cozinha, mordendo os punhos e sufocando a muito custo o riso. Olhava sua tia que vibrava com cada palavra que o “Agente Gabriel” falava. Seu tio então, chegava a mover as mãos gordas, como se quisesse dar os golpes que Gabriel falava. Seu primo fitava Gabriel com a cara mais séria do mundo, não perdia uma palavra.
“O Gabriel quando começa a inventar histórias, é incrível!” – pensa Harry sorrindo. Acalmou-se um pouco e trouxe o copo de água para Gabriel que continuava sua história inventada, onde incluiu ainda, uma bomba amarrada à cintura da Rainha, que naquele dia estava visitando William. -... e depois de retirar a bomba e jogá-la dentro de um poço vazio onde ela explodiu sem ferir ninguém, ela ajudou a Rainha a sair da escola e a colocou sob a nossa proteção. Nunca vimos tamanha bravura e coragem. Quando a rainha pediu o que ele desejava como agradecimento ele apenas sorriu e disse que só tinha cumprido com seu dever. – fala Gabriel emocionado, até chorando falsamente um pouco junto com Petúnia que estava inchada de orgulho.
Walter estava sorrindo abobado. E Duda fitava Gabriel embasbacado. Harry entregou a água para Gabriel e saiu em direção à cozinha novamente. Precisava rir. Não agüentava mais.
– E por isso, a Rainha determinou que dentro de dois dias ele recebesse a mais importante medalha do Reino. Aquela que só é entregue aos maiores Heróis Nacionais. Eu mesmo nunca consegui nenhuma delas, apesar das 799 missões que já cumpri com 100% de eficiência. Mas reconheço que nunca fiz atos de tamanha bravura. – fala Gabriel emocionado.
- Mas você parece tão jovem. – fala Petúnia sorrindo.
- Não se engane, cara senhora. Sou muito mais velho do que aparento. Na verdade, eu sou, também, membro da Realeza. Tenho sangue especial, digamos assim, mas isso não importa. Quando eu soube da façanha de seu sobrinho, ofereci-me na hora para mantê-lo em segurança até a premiação. – fala Gabriel.
- Eu sempre soube que um dia ele iria longe. – fala Walter feliz e orgulhoso em voz alta. – Sempre falei que ele seria alguém na vida. Não é mesmo, Petúnia?
- Sim, querido. – fala Petúnia sorrindo feliz.
- Mas isso não foi o principal. – fala Gabriel baixinho em tom confidencial e olhando para as janelas, fingindo procurar por alguém que pudesse estar escutando escondido.
- Não? – pergunta Petúnia abismada. – Ainda tem mais?
- Claro! – responde Gabriel em tom baixinho. – A Rainha determinou que ele seja considerado como um “Irmão Real”.
- Irmão Real? – pergunta Petúnia séria.
- Irmão Real? - pergunta Walter sério.
- Irmão Real? - pergunta Duda sem entender.
- É claro que como bons cidadãos vocês conhecem o Protocolo da Corte, não é mesmo? – pergunta Gabriel sorrindo.
“Ele acaba de inventar mais uma!” – pensa Harry tentando a todo custo não rir alto.
- Na verdade, eu não conheço essa. – fala Petúnia envergonhada.
- Oh, bem. Não se preocupe. É um costume legítimo, mas não é usado desde o século 17. Significa que Harry terá os mesmos privilégios do que os Príncipes Herdeiros. Na verdade, ele já é considerado o 3º na linha de sucessão! Não existe nada mais importante do que isso!! – fala Gabriel em voz baixa, mas vibrando de alegria.
Harry estava na cozinha e fazia força para não gargalhar. Mas era difícil resistir. Estava chorando de rir da cara de seus tios. Resolveu se sentar no chão por que se sentasse numa cadeira inevitavelmente cairia. Lembrava-se agora do que Gabriel tinha feito nas aulas de poções, ou então na casa de Sírius.
“Ele realmente sabe aprontar com alguém! Lembro de quando me aprontou aquela com Sophia. Quase arranquei minha pele de tanto esfregar as cebolas e o molho de pimenta!” – pensa Harry feliz, deitando no chão e com uma toalha no rosto tentava sufocar as gargalhadas.
- Naturalmente vossa casa está a partir de agora sob vigilância. Peço que não saiam de casa por motivo algum nos próximos dois dias. Precisamos manter a segurança de vocês. Afinal, vocês vão tomar chá com a Família Real em dois dias. – fala Gabriel sério.
- Oh, Meu Deus. – fala Petúnia surpresa levando as mãos ao peito.
- Não consigo acreditar nisso. Por quê? – fala Walter emocionado.
- Oh, a Rainha quis agradecer o Harry de qualquer forma, mas ele se recusou. Como ela insistiu muito ele concordou, mas quis que fosse algo discreto. Pediu que se ela quisesse mesmo lhe agradecer, ela deveria vir até vossa casa e tomar um chá com vocês. Ela concordou entusiasmada. Virá até sua casa em um ou dois dias. – mente Gabriel notando que Harry rolava no chão da cozinha e tentava abafar as risadas. Não estava tendo muito sucesso. Estava parecendo um trasgo com dor de barriga, tendo movimentos esparsos com as pernas e sacudindo-se deitado no chão da cozinha.
- Naturalmente, se não desejarem, ela compreenderá. Não se preocupem. – fala Gabriel sorrindo. Harry acabara de se encostar na geladeira e bebia água para não rir mais. Não agüentava mais aquilo. Precisava rir de qualquer maneira.
- Oh. Mas é claro que queremos!!! – fala Petúnia em voz alta, mas a um olhar de Gabriel ela abaixa a voz na hora. – É claro que queremos. Isso é uma honra incrível!! – termina orgulhosa.
- Naturalmente, não devem comentar nada com ninguém. Para todos os efeitos ninguém sabe de nada. Nem que Harry está aqui, exceto eu e aquele diretor daquela escola maluca onde ele freqüenta. – fala Gabriel seco.
- Quer dizer que sabe sobre o... problema dele? – pergunta Walter preocupado com o que a Rainha pensaria sobre isso.
- Naturalmente que sabemos. Infelizmente, se eles desejam fazer assim, nada podemos fazer contra. Afinal estamos em um país livre. Tudo bem. Deixem que façam como quiserem. Quem acredita em magia, afinal de contas? – pergunta Gabriel desdenhoso.
- Eu sempre disse isso. – fala Walter feliz.
- Agora, Sra. Petúnia, se não for abusar de sua hospitalidade, poderia nos providenciar um chá para mim e Harry? Estivemos interrogando terroristas praticamente a noite toda e não comemos nem dormimos nada ainda. Eles não queriam falar nada, mas bastava Harry chegar perto que contaram tudo o queríamos saber. Estamos muito cansados e se não se incomodar, iremos até o quarto de Harry e descansaremos um pouco. – fala Gabriel sério. – Amanhã, neste horário, deveremos partir de volta a aquela... “escola” . – termina desdenhoso.
- De forma alguma será incômodo. Irei preparar imediatamente algumas guloseimas para vocês. – fala Petúnia feliz e se levantando. Juntamente com Walter que vai até a cozinha e encontra com Harry se recuperando das risadas abafadas.
- Bem... fico muito feliz que tenha feito tal coisa, Harry. – fala Walter sério e cumprimenta Harry que aceita o aperto de mãos meio ressabiado. – Eu sempre me esforcei para que você entendesse que nós estávamos tentando te educar corretamente e vejo que aprendeu a lição. Eu me orgulho muito de você. – fala Walter emocionado e abraça Harry.
- Eu... hummm.... é claro... aprendi muito com vocês. – fala Harry não acreditando no que estava acontecendo.
Olha para Gabriel e o vê aplicando um feitiço discretamente em Duda, fazendo com que as orelhas dele ficassem pontudas, como se fosse um porco. Quando ele iria reclamar, Gabriel as fez voltar ao normal e sorriu de forma angelical.
Gabriel segue Harry até o quarto dele, e nem bem entram, Petúnia já trás uma bandeja de guloseimas e chá feito na hora. Deixa a bandeja sobre a mesa e sai rindo feliz, após abraçar Harry e dizer que estava orgulhosa dele. Gabriel tranca a porta e a janela e coloca um feitiço de silêncio no quarto. A seguir olha para Harry e os dois caem na gargalhada.
- “Herói Nacional!” – fala Harry imitando Gabriel e se sentando no chão gargalhando.
- “Irmão Real!” – fala Gabriel rindo ao se lembrar da cara do tio de Harry.
- “Eu sempre soube que um dia ele iria longe!” – fala Harry rindo como louco.
- “Chá com a Rainha!” – falam Gabriel e Harry ao mesmo tempo imaginando os tios de Harry limpando a casa e se preparando para um chá inexistente.
- “Eu me orgulho muito de você!!” – ri Harry lembrando-se do abraço que ganhara de seu tio.
- Tá bom. Chega. Eu não agüento mais. – fala Gabriel secando as lágrimas de tanto rir. – Passa para cá meus 200 Galeões.
- Deixei a carteira na ilha. – fala Harry rindo ainda mais, agora da cara de Gabriel.
- Como é que é? – pergunta Gabriel incrédulo.
- Sério. – fala Harry rindo ainda mais ao ver que ele achou que tinha dinheiro com ele.
“Vou jogar este sacana pela janela!” – fala Gabriel irritado para a espada.
“A missão!! Lembre-se da missão!!!” – grita a espada em sua mente.
“Dane-se a missão! Só terei problemas se ele cair de cabeça no chão! Um braço quebrado ou um olho roxo não vão impedir que ele faça o que deve ser feito!” – rosna Gabriel para a espada.
“Fique calmo! Pense em coisas agradáveis!” – brinca a espada sorrindo.
“Penso que quebrar a cara dele é uma coisa muito agradável!” – responde Gabriel para a espada.
“Lembre-se da missão!!!” – ri a espada em sua mente.
“Sim! A missão! As coisas que sou obrigado a fazer pela missão!!” – pensa Gabriel se acalmando a muito custo.
Ficaram no quarto o resto da tarde. Gabriel dormiu um pouco e Harry ficou de olho no movimento. Era a guerra! Não podiam se distrair. Quando estava na hora do jantar, Gabriel e Harry desceram e jantaram rapidamente. Desculparam-se e retornaram ao quarto, alegando cansaço.
- Gabriel? – chama Harry que estava deitado na sua cama. O quarto estava escuro.
- Fale. – responde Gabriel olhando pela janela e com uma pistola na mão.
- Onde será que estaremos daqui um ano? – pergunta Harry pensativo.
- Não faço planos assim a tão longo prazo. – responde Gabriel distraído.
- Por que não? – pergunta Harry curioso.
- Por que não adianta nada. Planos devem ser feitos dentro de possibilidades realizáveis. – fala Gabriel como se estivesse citando uma cartilha. – Mas eu espero estar casado com Hermione! – termina sorrindo.
- O que acha que devo fazer com a Sophia? – pergunta Harry mudando de assunto.
- Hein? – pergunta Gabriel de volta. – O que houve? Brigaram?
- Não! Mas eu queria um relacionamento mais estável, mas ela disse que queria apenas se divertir e não queria compromisso. – fala Harry triste. – Eu queria convidá-la para noivar, mas ela ainda me acha muito novo e um tanto imaturo, creio.
- Aproveite a vida, meu chapa. Se ela só quiser se divertir, divirta-se também. Mas com ela! – fala Gabriel olhando pela janela.
- É que eu olho para você e Hermione ou então para o Draco e a Gina e fico pensando como deve ser bom ter uma namorada firme. – fala Harry pensativo.
- Qual o problema? Nunca namorou antes? – pergunta Gabriel olhando para ele e sorrindo.
- Na verdade, não. É difícil. As garotas só queriam ficar comigo pela fama ou pelo dinheiro. – fala Harry sincero.
- Bem, Sophia não é assim. Ela não liga para a fama, e dinheiro ela tem bem mais do que você. – fala Gabriel sério, tentando imaginar o que Zeus faria se imaginasse que ele teria essa conversa com Harry um dia.
“Provavelmente está se revirando no túmulo!” – comenta a espada divertida.
“Mérlin! As coisas que não faço pela missão!” – pensa Gabriel triste ao se lembrar de seu Maior Mestre.
- É complicado. – fala Harry sério se sentando na cama e apoiando as costas na parede. – Todas as que eu conheci até hoje só queriam estar perto de mim para aparecerem, tipo, namorar o “menino que sobreviveu”.
- Bem, meu chapa. Não posso te ajudar nisso. – fala Gabriel sério. – Até hoje só amei uma pessoa e essa pessoa é a Hermione. Não sei como te ajudar nesse caso, mas eu diria para você ficar calmo e amadurecer. A idade geralmente faz isso com as pessoas. O Draco e o Snape podem te ajudar nisso. Ambos são bem mais maduros e responsáveis do que o Sírius.
- Já notei isso. – fala Harry sorrindo. - Como é que você e a Hermione conseguem? – pergunta Harry curioso.
- Como assim? – devolve Gabriel sem entender.
- Ora, você é famoso! Um herói! Tem centenas de mocinhas atrás de você, praticamente o tempo todo. Como conseguem conciliar as coisas? – pergunta ele.
- Não dou importância às coisas que não merecem importância. E não sou um herói! – responde Gabriel irritado olhando para alguém parado na rua a uns 100 metros. – Sou a droga de um Assassino! - resmunga Gabriel.
- Não entendi. – fala Harry.
- Não me importo com as outras mocinhas, Harry. Não dou a mínima para o que pensam ou o que acham que pensam. Eu amo a Hermione! Ponto Final! Nenhuma outra importa! – fala Gabriel seco.
- Deve ser difícil. – fala Harry.
- Não entendi. – fala Gabriel não gostando nada do cara que estava parado na rua sem se mover. Tinha algo errado. Seria um ataque? Usou sua transformação parcial e olhou atentamente para o cara. Logo, porém um carro parou e ele entrou. Aparentemente ele estava esperando alguns amigos. Entrou rindo dentro do carro e foram embora.
- Sua missão. – fala Harry sério.
- O que tem ela? – pergunta Gabriel olhando para fora.
- É muito difícil o que tem que fazer? – pergunta Harry.
- Um pouco. – fala Gabriel após alguns instantes de silêncio.
- Já cumpriu outras missões antes? – pergunta Harry curioso.
- Claro. – responde Gabriel calmo.
- Muitas? – pergunta Harry curioso.
- Até hoje foram 799. – fala Gabriel depois de pensar um pouco. – Essa é a de número 800.
- Por que não me conta sobre uma delas? – pergunta Harry calmo.
- Quer mesmo saber, Harry? – pergunta Gabriel sério. – Você pode não gostar do que vai ouvir.
- Quero. – fala Harry confiante.
- Pois bem. – fala Gabriel o olhando de esguelha. – Alguns anos atrás, minha mestra de Herbologia foi cumprir uma missão disfarçada. Ela estava espionando e tentando descobrir os movimentos das tropas do inimigo. Mas cometeu um erro e foi presa. Não a reconheceram e a levaram para uma prisão inimiga. Se a tivessem reconhecido, seria morta na hora.
- E? – pergunta Harry interessado.
- Levaram-na até uma prisão que era simplesmente impossível de ser invadida. – comenta Gabriel sério. – Nos anos anteriores, já tínhamos feito dezenas de planos mirabolantes para entrarmos lá, mas nenhum deles era exeqüível. A fortaleza inimiga era inexpugnável! Não se podia invadir, de forma alguma. Não existia maneira de entrar lá a força. Só os presos entravam lá! Mas eu dei um jeito! – fala Gabriel rindo baixinho.
- O que fez? – pergunta Harry curioso.
- Improvisei! - fala Gabriel sorrindo divertido ao se lembrar que Hades e Zeus só souberam da missão depois de ele a ter cumprido. - Disfarcei-me e ataquei uma base do inimigo. Depois de ter “cuidado” de todos os inimigos, deixei um vivo para que me prendesse. – fala Gabriel sorrindo.
“Cara! Hades quase infartou quando descobriu os riscos que eu tinha corrido! Zeus ficou feliz por Hera estar salva, mas me deu um esculacho daqueles que não se esquecem jamais. E eu dei risada na cara deles. Depois perguntei que tipo de lutadores eles achavam que eram se tinham medo de correr riscos para vencer a droga da guerra!! Típico de um moleque de 11 anos de idade! Logo depois disso fui transferido para o treinamento das crianças!! De novo!! Acho que pela 7ª ou 8ª vez! Merlin! Eu deixava Hades maluco!! ” – pensa Gabriel rindo mentalmente.
- Como é? – pergunta Harry curioso. – Você foi preso por ele?
- Se a única maneira de entrar na prisão era estar preso, por que não? – pergunta Gabriel sorrindo. – Utilizei a Império no inimigo e ele me levou até a prisão. Colocou-me na cela em frente a minha Mestra. Quando ela me viu preso, me reconheceu apesar do disfarce e começou a rir.
- E? – pergunta Harry mais curioso ainda.
- Eu fui preso nos meus termos! - fala Gabriel sorrindo. - Todos lá utilizavam algemas semelhantes as dos aurores, que cancelam a magia. Eu também usava uma. Só que eu tinha uma chave oculta na bota direita. Sempre tive uma chave dessas. Sempre a carrego comigo. Quando me colocaram na cela e se afastaram, eu abri as algemas e voltei a poder usar minha magia. – fala Gabriel rindo. – Daí foi só libertar minha mestra e mais uns 800 prisioneiros.
- E eles conseguiram fugir? – pergunta Harry curioso.
- Claro. Minha mestra criou várias chaves de portais em diferentes locais. Por fim, ela também partiu. Fiquei sozinho na prisão. Quer dizer, eu e os guardas. – fala Gabriel sorrindo de forma angelical. – E meia hora depois, só fiquei eu! Nem sequer as paredes da prisão sobraram.
- Havia muitos guardas? – pergunta Harry curioso.
- Não! Eram poucos. E nem eram assim tão bons lutadores! Uns fracotes e destreinados.– mente Gabriel sorrindo.
“Sim. Desde quando a maior prisão do inimigo é guardada por poucos guardas? Eles eram a Elite do Inimigo! O que acha que o Potter faria se você contasse a ele que eram 462 guardas, fora 53 lobisomens e oito gigantes?” – pergunta a espada zombeteira.
”Fugiria! Da mesma maneira que Hermione!” – comenta Gabriel para a espada.
- Mas sua mestra ficou livre? – pergunta Harry.
- Ah, ficou sim!! Eu não poderia de forma alguma perder uma professora tão capacitada assim. – fala Gabriel lembrando-se de Hera e olhando para um carro que passava rapidamente - Você foi criado de uma maneira, Harry. Você gostando ou não teve uma educação voltada a auxiliar as outras pessoas. A minha educação foi “beeem” diferente. – fala Gabriel.
Olhou para fora e ficou de olho no movimento da rua. O silêncio da rua o deixava apreensivo. Pensava em criar uma defesa para a casa, mas algum motivo Dumbledore tinha para não fazer isso.
- Você pode matar o Tom? No meu lugar? – pergunta Harry sério.
- Não. Isso é seu serviço. – responde Gabriel seco.
- Não deve ser uma questão de poder. Você tem muito mais que eu. – fala Harry sério.
- Não. É uma questão de destino. Não vou fazer seu serviço. Não vou cumprir sua missão! – fala Gabriel sério e vira-se para Harry com um sorriso perverso nos lábios. – Mas uma coisa eu posso te garantir.
- O que? – pergunta Harry assustado com o olhar e o sorriso de Gabriel..
- Se você não matar o Tom, eu pessoalmente, mato você. E antes de te matar, faço com você coisas ainda piores do que fiz com Belatriz. – fala Gabriel seco o olhando nos olhos. – Agora vá dormir. Eu fico de guarda.
“Não acha que pegou pesado com ele?” – pergunta a espada em sua mente
“Pense nisso como psicologia animal. Prêmio ou Castigo!” – responde Gabriel sorrindo.
“E funciona?” – pergunta a espada sorrindo.
“Com ratos, sim!” – responde Gabriel sorrindo.
“E com pessoas?” – pergunta a espada curiosa.
“Sei lá! Espero que sim!” – responde Gabriel rindo.
Depois disso, não conversaram mais nada. Gabriel ficou de guarda a noite toda. Aproveitou e escreveu quatro cartas, para pessoas diferentes. Cada uma continha uma pergunta e um cheque no valor de 100.000 libras. Ele pedia uma resposta. O cheque era o pagamento pela resposta. Afinal, os maiores físicos do mundo também precisavam de dinheiro. Guardou as cartas e os cheques em envelopes e os endereçou corretamente.
Escreveu duas cartas para Snit. A primeira, que contratasse alguns atores que se apresentavam como se fossem a Família Real para que visitassem os tios de Harry no dia seguinte. A outra carta para que fizesse uma oferta pela casa dos tios de Harry. Uma oferta irrecusável. Mas que eles teriam que se mudar no mesmo dia. Era melhor afastá-los dali. Eram um alvo primário para Tom.
Escreveu uma carta convite para o médico que sempre o atendia, enviando junto uma chave de portal. Explicou na carta o que gostaria que fosse feito e que dia e hora a chave de portal funcionaria. Depois criou um pequeno portal e os fez irem parar sobre a mesa de Snit. Ele saberia o que fazer. Tomou um gole de chá e voltou a vigiar a rua.
**********************************************************************************************
Harry acordou cedo e fez um pedido a Gabriel.
- Quero que me leve até a vila trouxa que Tom atacou com Falazuri. – fala Harry sério. – Pensei muito nisso e quero ir até lá.
- Quer ver o túmulo de seus pais? – pergunta Gabriel sério.
- Quero. Sinto que é necessário. – fala Harry decidido.
- Será perigoso! Tom sabe que cedo ou tarde você irá até lá, e pode ter deixado armadilhas ou outras coisas lhe esperando. – fala Gabriel calmo.
“Arriscado demais!” – avisa a espada.
“Eu sei. Mas não vou negar isso a ele!” – responde Gabriel.
- Eu quero ir. Se você for junto, podemos enfrentar qualquer um que apareça. – fala Harry sério.
- Posso ir lá com você, mas tem uma condição, e não é negociável. – fala Gabriel sério.
- Qual? – pergunta Harry.
- Se eu te mandar fugir, você foge, entendeu? Aparata na ilha, direto! Nada de bancar o herói, concorda? – pergunta Gabriel.
- Tudo bem. – fala Harry.
- Então, depois do almoço, iremos até lá. – fala Gabriel calmo.
**********************************************************************************************
Almoçaram e depois de mais alguns cumprimentos, aparataram diretamente na vila trouxa. A devastação ainda estava presente. Ninguém mais morava lá. Uma placa do governo trouxa indicava que aquela era uma área onde um vazamento químico seguido por um incêndio tinha causado inúmeras mortes. Gabriel olhou para a placa e balançou a cabeça triste.
Caminharam por ali, até encontrarem o cemitério, numa pequena colina. Gabriel se concentrou e não detectou armadilhas ou mesmo inimigos. Bloqueou chaves de portais e impediu aparatações num raio de 1 km.
Havia um pequeno espelho, emitindo magia sobre o túmulo dos pais de Harry. Gabriel chamou Harry e o avisou
- Não toque naquilo. É uma jóia de comunicação. Podemos estar sob vigilância. – fala Gabriel.
- E agora? – pergunta Harry curioso.
- Vou improvisar. –fala Gabriel. Em seguida, usa sua aura e move o espelho para um local mais distante e o isolou rapidamente dentro de um feitiço escudo.
- Pode conversar com eles, Harry. Vou ficar aqui por perto. Fique o tempo que desejar. – fala Gabriel e se afasta um pouco, ficando de guarda.
- Obrigado. – fala Harry e se senta em frente ao tumulo de seus pais e começa a conversar com eles.
Conta-lhes sobre sua vida, sobre o que tinha acontecido na escola, que tinha herdado o talento para o quadribol e para as encrencas de seu pai. Além dos olhos da mãe. Contou dos amigos e dos marotos. Contou sobre como Snape o estava ajudando. Contou sobre tudo o que se lembrava.
Quase quatro horas depois, se levantou e percebeu que Gabriel estava a uns 100 metros, atento a todos os perigos. Na frente dele, o espelho de comunicação.
- O que faremos com isso? – pergunta Harry apontando para o espelho.
- Ele deve querer falar com você. Quer falar com ele? – pergunta Gabriel calmo.
- Por que não? – pergunta Harry sorrindo.
- Lembre-se de uma coisa. Não se pode fazer magias por uma jóia de comunicação, mas podemos ver, ouvir e falar normalmente. Ele deve tentar te desconcentrar ou te irritar, simplesmente pelo prazer de te ver perder o controle. Mantenha a cabeça fria e não revele nada sobre o treinamento. Ele já deve ter notado que não consegue mais usar legimência contra você durante os sonhos. Mas vai tentar te irritar para poder descobrir algumas coisas. – fala Gabriel calmo.
- Tudo bem. Ele não vai conseguir. – fala Harry. – Pode ativar a jóia de comunicação.
Gabriel altera um pouco o feitiço contra aparatações e chaves de portais que tinha feito e a seguir, libera o espelho do escudo que havia criado e o ativa.
Segundos depois, aparecia sobre o espelho, a imagem de Tom.
- Potter!! Ora, ora, ora. Vejo que veio visitar seus pais. – fala Tom de forma zombeteira. – O que foi? Saudades deles? – pergunta de forma irônica.
- Pois é! – comenta Harry com a voz tremula de raiva. – E você, Tom? Como está? Ainda sente dores? – pergunta Harry de forma mais calma e zombeteira.
- Para quem deseja o poder, a dor é algo que deve ser levado em consideração. – fala Tom com raiva na voz. – Mas não foi por isso que eu deixei este espelho aí.
- Por que então? – pergunta Harry sério.
- Quero fazer uma proposta, para os dois. – fala Tom.
- Diga. – responde Harry.
- Já pensou, Potter em sentir o abraço carinhoso de sua mãe? Poder brincar com seu pai? – pergunta Tom sorrindo.
- Eles estão mortos! Você os matou! - responde Harry nervoso.
- Sim. Mas eu posso trazê-los de volta. – fala Tom persuasivo.
- Por que você acha que eu acreditaria nisso? – pergunta Harry se acalmando e bloqueando sua mente o mais forte que conseguia.
- Meus poderes são muito maiores do que pensam! Posso fazer coisas que não acreditariam. Posso trazê-los de volta!! – garante Tom.
- Em troca de...? – pergunta Gabriel que vinha acompanhando aquela conversa sem pé nem cabeça.
- Vocês me entregam seus poderes. Transferem-nos para mim. – responde Tom sorrindo.
- Esqueça! – fala Harry decidido. – Meus pais estão mortos. Eu irei vingá-los! Eu vou matar você!
- Pobre coitado. Como se ilude! Você não tem poder ou coragem para isso! Mas não importa. – fala Tom sério. – E você, Gabriel? Não quer sentir o adorável abraço de sua mãe? Jogar quadribol com seu pai?
“Uma coisa temos que admitir! Ele é insistente!” – fala a espada na mente de Gabriel.
“Sim. Um verdadeiro chato de galochas! Tá me parecendo o Sírius!” – responde Gabriel sorrindo para a espada.
“Hein, já pensou, jogar quadribol com seu pai?” – pergunta a espada gargalhando em sua mente.
“Só se eu arrancasse a cabeça dele para usar no lugar do pomo de ouro!” – responde Gabriel rindo para a espada.
E Tom fica esperando uma resposta de Gabriel que o olha e começa a rir. Na verdade, logo Gabriel estava gargalhando.
- O que achou tão engraçado? – pergunta Tom irritado.
- Sua proposta é ridícula por três motivos. – fala Gabriel se recuperando das risadas.
- Por quais motivos? – pergunta Tom ofendido.
- Primeiro, você não tem poder para trazer ninguém além da morte. – fala Gabriel sorrindo. – Segundo, minha mãe morreu quando eu era pequeno, bem pequeno. Não sinto falta dela. – fala Gabriel rindo.
- E seu pai? – pergunta Tom falando com voz persuasiva. – Não o quer de volta? Poder abraçá-lo e contar como foi seu dia? Tomar sorvete com ele?
- Tom, por favor, não seja ridículo! O terceiro motivo é que... – fala Gabriel adotando o Estilo Snape e rindo de forma zombeteira. – MEU PAI AINDA ESTÁ VIVO! MAS VOU MATÁ-LO EM BREVE!! E SERÁ A MELHOR COISA QUE EU FAREI EM MINHA VIDA! QUERO TER O PRAZER DE ARRANCAR O CRÂNIO DELE E COLOCAR AO LADO DA CABEÇA DE FALAZURI!!!!
- Vejo que eu estava certo. Somos muito parecidos. – fala Tom sorrindo. – Acho que você está seguindo meus passos. Será que quer meu posto de Maior Mago das Trevas, também? – pergunta sorrindo.
- Não se preocupe. Não quero seu cargo, eu me contento com algo bem menos importante. – fala Gabriel e vê que Harry se assusta.
- É mesmo? Quer ser um comensal sob meu comando? – pergunta Tom entusiasmado.
- Não. Quando eu digo que quero algo menos importante, eu me refiro a sua cabeça. – fala Gabriel rindo. – Posso esperar, Tom. Tenho o lugar certo para colocá-la.
- Veremos se eu não consigo a de vocês primeiro. – fala Tom irritado e move a cabeça para o lado, como se estivesse dando um sinal para alguém.
Imediatamente o som de Aparatações acontece ao lado de Gabriel e Harry. Quatro comensais tinham acabado de aparatar ali, ao lado deles. Só que... sem as cabeças!
- Ora, Tom. Você não achou que eu iria ativar o espelho para falar com você sem me precaver, não é mesmo? – pergunta Gabriel rindo de forma zombeteira. – O papo está bom, mas temos coisas mais importantes para fazer, tipo pentear o cabelo, de forma que, adeus velho caquético. – fala Gabriel rindo e destrói o espelho de comunicação após ouvir os urros de ódio de Tom.
A seguir olha para Harry que olhava para os Comensais mortos.
- Tudo bem? – pergunta Gabriel.
- Como sabia que seríamos atacados? – pergunta Harry.
- Lógica! Tom nunca foi muito bom em aceitar uma resposta negativa. Era previsível que ele enviaria alguém para nos atacar. Eu poderia ter impedido que aparatassem por aqui, mas achei mais eficiente deixar que viessem... em partes. – fala Gabriel rindo baixinho.
- E as cabeças deles? – pergunta Harry curioso.
- Nunca saíram de lá. – ri Gabriel.
- Vai matar mesmo seu pai? – pergunta Harry o olhando.
- Vou sim. – responde Gabriel dando de ombros.
- Ele não... não é um cara... legal? – pergunta Harry.
- Não. Não é não. É um velhote muito sem vergonha! Vou caçá-lo e matá-lo. Apenas espero o momento certo. – fala Gabriel sério pensando pela bilionésima vez nas ordens de Hades que o impediam de atacar e matar diretamente.
“Droga!” - pensa Gabriel. – “Malditos PROTOCOLOS DA MISSÃO!”
- Você é assustador. – fala Harry sorrindo.
- Isso que você não me viu de mau humor, ainda. Certas coisas sobre mim, não devem ser...comentadas, se é que me entende. – fala Gabriel pegando no braço de Harry e após cancelar os feitiços de bloqueio, aparatam direto na ilha. Seus colegas acabavam de sair de uma aula com Narcisa.
- Como foi? – pergunta Hermione sorrindo para Gabriel.
- Tudo normal. Mas têm alguém me devendo 200 galeões. – fala Gabriel rindo.
- Puxa. Acho que tenho que ir ao banco para sacar! – fala Harry rindo da cara de Gabriel.
- Faça assim, Harry. – fala Gabriel pensativo. – Considere um presente de aniversário.
- Obrigado, Gabriel. Na verdade, acho que foi o melhor presente de aniversário que já ganhei na minha vida. – fala Harry rindo baixinho.
- E esse cabelo, Harry? – pergunta Sophia chegando perto deles. – Você não vai para sua festa de maioridade com um cabelo desses.
- O que tem? – pergunta Harry passando a mão na cabeça.
- Tem que estão muito mal cuidados. Hoje é a sua festa de maioridade. – exclama Sophia. – Você precisa dar um jeito nisso. Caso contrário não ganha meu presente. – fala ela com a voz doce e persuasiva se afastando e aparatando dali.
- Gabriel, meu velho. Me ajuda. Conhece algum feitiço que dê jeito nos meus cabelos? – pergunta Harry preocupado.
- Conheço. Mas não vão funcionar, sinto muito. – fala Gabriel sorrindo ao se lembrar de Apolo.
- Esses olhos verdes e o cabelo rebelde. Parece que acaba de descer da vassoura. Você é a cara do seu pai! Ainda bem que os olhos são os da mãe. – fala Sírius rindo baixinho.
- Agora não! Preciso dar um jeito neles. Ou não ganho o presente de Sophia! – reclama Harry nervoso e imaginando o “presente” que iria ganhar.
- Venha, Potter. – fala Draco rindo dele. – Tenho alguns cremes para o cabelo que devem resolver seu problema. Pelo menos por hoje à noite. Mas não se anime! Não vou lhe emprestar meus cremes e poções para o cabelo o tempo todo. Mas posso te ensinar as poções que uso.
À noite fizeram uma pequena festa para comemorar o aniversário de Harry que seria no dia seguinte. Como o treinamento não parava, fizeram a noite mesmo para não perderem tempo. Lupin e Tonks apareceram de mãos dadas e sorrindo como dois bobocas. Nas mãos de ambos, uma aliança. Luna também veio, como convidada de Neville e logo os dois sumiram em direção a praia. Gabriel os observou partindo escondidos e sorriu. Dali a uma hora estavam de volta.
O Sr. E a Sra. Weasley vieram também, juntos com Percy Weasley e trouxeram alguns presentes dos Gêmeos que mandavam milhares de desculpas por não comparecer, mas que tinham compromissos inadiáveis. Sophia sorria baixinho, junto com Gabriel. Ambos sabiam quais eram os “compromissos inadiáveis” dos gêmeos. Sophia havia contado a Gabriel que todas as noites os gêmeos eram “requisitados” para festas no mundo “alternativo”. Estavam fazendo muito sucesso, aliás. Isso e o medo de se encontrarem com Harry e Hermione.
Apareceu mais um casal que Gabriel não conhecia, mas foi informado por Harry que eram os pais de Tonks.
Percy conversou bastante com Carlinhos e Rony. Gabriel notou que Rony e Carlinhos discordavam veementemente de seu irmão. Discutiam baixinho e Gabriel só viu um Rony furioso mandar o irmão para o inferno e se afastar irritado. Logo Carlinhos fez a mesma coisa.
Gabriel chamou Snape e Ewolin e pediu para que ficassem de olho em Percy.
- Por que? – pergunta Snape sem entender as desconfianças de Gabriel.
- Sinto que algo está errado. – fala Gabriel tendo um de seus maus pressentimentos.
- Algo em especial? – pergunta Ewolin sério.
- Não. Mas não gosto dele. Fico arrepiado quando ele começa a falar. Além disso, não gosto dos olhares dele para o Draco e a Gina. – fala Gabriel sério.
Depois de um jantar alegre, Harry mostrou a todos a memória da conversa entre Gabriel e seus tios. Todos riram muito da animação dos tios de Harry.
Até Dumbledore e Minerva que estavam ali riram imaginando os trouxas esperando a Rainha para o chá. Hagrid viera também e dera a Harry um par de luvas de couro de dragão.
Harry contou que tinham ido a cemitério e conta a proposta de Tom, e a resposta que tinha dado a ele. Mas não conta que Gabriel tinha respondido, apenas que Gabriel rira na cara dele e destruíra o espelho de comunicação.
Gabriel chamou Dumbledore em particular e avisou que contaria a todos no treinamento sobre as Horcruxes. Dumbledore não gostou muito da idéia, mas acabou concordando. Disse que ele mesmo queria fazer isso e marcou para dali alguns dias uma nova visita. Gabriel concordou, meio a contra gosto.
Gabriel chamou o Sr. Granger e lhe fez uma proposta, explicando o motivo. Ele pensou por algum tempo e concordou. Mas Gabriel pediu segredo e disse que um amigo dele iria cuidar de tudo.
Logo, Lupin veio falar com Gabriel. Começaram a caminhar pela ilha em direção a praia.
- Eu tenho um Tio-avô? – pergunta Lupin sorrindo.
- Todos têm. – fala Gabriel rindo. – Quando a pediu em casamento? – pergunta Gabriel.
- Eu a pedi em casamento no mesmo dia que saímos daqui. No dia seguinte, descubro que iria receber uma “Herança” ! Só falta a cerimônia. Quero Sírius como Padrinho. Gostaria de fazer hoje, aqui, se permitir. Dumbledore pode oficializar a cerimônia. – responde Lupin sorrindo.
- Claro que pode se casar aqui! – fala Gabriel sorrindo. – Na verdade, já tenho até o lugar ideal para a lua de mel! – fala Gabriel sorrindo.
- Onde? – pergunta Lupin curioso.
- Onde fizemos o Luau! – fala Gabriel e pega uma pequena pedra e a transforma numa chave de portal e entrega a Lupin. – Quando quiser ir, é só ativar. Fiquem pelo tempo que desejarem.
- Obrigado. – fala Lupin.
- De nada. Vocês são meus amigos. – fala Gabriel dando de ombros.
- Não quero seu dinheiro, Gabriel. –fala Lupin mais sério.
- Meu dinheiro? Ora, meu caro professor Lupin. Eu, “oficialmente” não sei nada sobre isso. – fala Gabriel sorrindo debochado. – Sejam felizes, meu caro. Aproveite a vida. Não temos muito tempo.
- Por que se envolveu nisso? – pergunta Lupin sério.
- Por que vocês são meus amigos. Por que você precisava de um empurrão! – fala Gabriel sorrindo.
- Obrigado. – fala Lupin estendo a mão e cumprimentando Gabriel.
- Por quê? – pergunta Gabriel. – Você só precisava de um incentivo. E nossa conversa fez isso. O resto foi você!
- O que faço com minha “Herança” ? – pergunta Lupin curioso.
- Comece uma família. – responde Gabriel sério. – Viva a vida, Lupin. Faça a Tonks feliz. Toda noite, a abrace e mostre o quanto você a ama. Faça-a feliz. Ela merece isso e muito mais. E você também!
- Farei isso. – fala Lupin. – Eu prometo.
- Dumbledore já sabe da sua “herança” ? – pergunta Gabriel curioso.
- Ainda não. – fala Lupin. – Não contei a ninguém.
- Então, não conte. Isso fica só entre eu e você. Mas Lupin, faça a Tonks feliz. – fala Gabriel sério e voltam lentamente até a casa.
Dumbledore os reuniu e numa cerimônia simples, mas muito emotiva, os casou segundo o ritual bruxo. Com direito até a buquê de flores que quando jogado, caiu no colo de Gina que sorriu feliz e marota para Draco que ficou pálido.
- Nem pensar! – fala Rony seco.
- Mas... – tenta argumentar Draco.
- Nem comece a sonhar! – rosna Carlinhos.
- Mas... – tenta argumentar Draco.
- Deixem-no em paz! – fala Gina séria para os irmãos. – Quem decide isso somos nós! Não vocês!
- Mas acho que eu tenho algo para dizer sobre esse relacionamento. – fala Percy nervoso.
- E seria? – pergunta o Sr. Weasley curioso com o comportamento do seu filho.
- Não gosto desse relacionamento. – fala Percy de forma arrogante e Draco se arrepia todo e se controla para não quebrar os dentes dele. – Não gosto deste “Filhote de Comensal”!
- Ainda bem! – fala Draco ironicamente e dá as costas para Percy, saindo dali tentando conter Gina que queria azarar o irmão. – A única pessoa que precisa gostar é a sua irmã! Sua opinião não me interessa!
- Seu desgraçado! – fala Percy e tenta apontar a varinha para as costas de Draco.
Mas é impedido pela espada de Ewolin que toca em seu pescoço. Pela Kruki de Rony que o toca na garganta. Pela varinha de Snape que lhe é encostada na testa do lado direito e pela varinha de Harry que é encostada do lado esquerdo da testa dele. Carlinhos prendia seu pulso e o girava com força, fazendo com que soltasse a varinha enquanto gritava de dor. Gabriel já estava em frente à Draco e Gina, servindo de escudo humano, dando-lhes proteção.
- Filho? – chama Molly alarmada. – O que estava pensando em fazer? – pergunta apavorada.
- Não vai fazer mais nada! – fala Hermione séria e dá um soco no nariz de Percy fazendo com que caísse deitado no chão.
Antes que pudesse fazer algo, Gabriel estava com o pé direito sobre a garganta dele e o olhava nos olhos enquanto apertava com força sua garganta. Suas asas apareceram em suas costas sem que ele percebesse e suas mãos se transformaram em garras. Quando percebeu, se concentrou e voltou ao normal.
“Tem algo muito errado!” – fala Gabriel sério para a espada.
“Também acho!” – comenta a espada. - ”Ser contra o namoro é uma coisa! O que ele fez vai muito além de ciúmes da irmã!”
”Não é só isso! É a quarta vez que perco o controle da minha forma Animaga! O que diabos está acontecendo comigo?” - pergunta Gabriel para a espada.
Usando seus poderes, Gabriel começa a sondar a mente de Percy que tentava se debater mas não conseguia se soltar.
“Merlin! eu não acredito nisso!! É ele! O maldito traidor! O maior dos Traidores!! Espere até Hades saber disso! Ele vai pirar!!” – pensa Gabriel alegre.
“Cruzes!! Quem iria imaginar tal coisa?” – pergunta a espada.
“Ele sempre foi acima de qualquer suspeita! Nem sequer estava no livro de Rodolpho Lestrange!” – pensa Gabriel apertando a garganta de Percy ainda mais, agora com ódio.
- Gabriel. – chama Hermione preocupada segurando em seu braço. – Ele precisa respirar!
- Não. Não precisa não! – fala Gabriel seco. – Dumbledore? – chama Gabriel.
- Sim? – pergunta Dumbledore estranhando o comportamento de todos dali, principalmente o de Gabriel.
- Olhe na parte debaixo da língua dele. Veja o que descobre. – fala Gabriel e aumenta o aperto que fazia na garganta de Percy o obrigando a abrir ainda mais a boca para tentar respirar.
- Não acredito! – fala Dumbledore chateado enxergando o que Gabriel descobrira. – A Marca Negra!
- O que? – pergunta Molly. – Meu filho? Um Comensal da Morte? – pergunta desesperada.
- Lamento, Molly. – fala Dumbledore cansado. – Severus? Tem Veritasserum?
- É claro. – fala Snape entrando rapidamente na casa. Dali a pouco retorna com um frasco que continha um líquido incolor.
- Abra a boca. – fala Carlinhos nervoso para Percy que foi erguido brutalmente por Gabriel e encostado numa árvore, com força. Mas ele se recusava a abrir a boca. Até que Gina perdeu a paciência e acertou seu estômago com um forte soco. Gabriel ergueu sua cabeça e Snape derrubou duas gotas na boca dele enquanto ele tentava respirar.
- Qual a sua missão? – pergunta Gabriel sério.
- Matar Draco Malfoy, Severus Snape e Narcisa Malfoy. – fala Percy.
- Quando recebeu suas ordens? – pergunta Sirius sério.
- Recebi uma coruja hoje à tarde. – fala Percy sério.
- Eu não acredito. – chorava Molly abraçada a seu marido que a consolava. – Meu filho!! Um comensal!
- Desde quando é comensal? – pergunta Rony nervoso.
- Há um ano. – responde Percy.
- Qual eram suas ordens antes? – pergunta Gabriel curioso.
- Infiltrar-me na Ordem da Fênix! Mas as ordens mudaram agora à tarde. – fala Percy sério. – Assim que contei a Voldemort sobre a festa, ele ordenou que eu devia “cuidar dos traidores”!
Pelos próximos minutos, muitas perguntas foram feitas, mas nenhuma das respostas foram o que Gabriel queria saber. Percy não sabia nada dos Elfos Negros e nem sequer do “Mestre”. Muito menos dos planos do Tom. Mas sabia que as mortes das crianças eram necessárias para encontrar um objeto de grande poder. Mas o que era esse objeto, ou qual poder ele continha, Percy não sabia.
“Não passa de um capacho! Um verme suicida! Tom sabia que ele não conseguiria matar os três. Talvez um deles, somente!” – resmunga Gabriel para a espada.
“Então por que o mandou? Se sabia que ele não conseguiria, por que o mandou?” – pergunta a espada curiosa.
“Por que um de nós iria morrer. Os outros o matariam. Tom iria conseguir mais com a morte do Percy do que conseguiria com o fato dele matar alguém! As brigas e ressentimentos internos iriam acabar nos separando!” – comenta Gabriel cansado se afastando dali e deixando o assunto nas mãos de Dumbledore.
Dali a pouco, Dumbledore levou ele até o Ministério, junto com o casal Weasley. Estranhamente, Rony, Carlinhos e Gina não choraram nem se alarmaram com o fato do irmão ser um traidor. Minutos depois, todos os convidados tinham partido.
- Agora começo a pensar como você, Gabriel. – fala Gina triste. – Não se pode confiar em ninguém, fora do grupo. Pelo visto, nem mesmo na família.
- É isso aí. E pensar que segundo papai ele voltou a conversar com o resto da família a menos de uma semana. Um maldito traidor. – fala Carlinhos chateado com o irmão. – Quando veio falar conosco, tentou nos convencer que era um erro o namoro de Gina e Draco.
- Predadores para sempre! – fala Rony decidido. – Só confiamos em nós mesmos e em mais ninguém!
- Concordo. – fala Draco sério e Gabriel viu que os outros concordavam com movimentos de cabeça.
- Muito bem. – fala Gabriel sério. – Vamos descansar. Amanhã, o dia vai ser muito puxado. Temos menos de um mês para terminar o treinamento de vocês.
- Gabriel? – chama Draco sério. – Tem um minuto? – pergunta Draco sério.
- Claro. – fala Gabriel e pega no braço de Draco, aparatando até o penhasco. – Fale, meu amigo.
- Por que se colocou na frente de mim e de Gina? – pergunta Draco sério. – Se ele usasse o Avada Kedavra você teria morrido!
- Você é meu amigo. – fala Gabriel sorrindo como se não houvesse mais nada para explicar.
- Você me considera seu Herdeiro? Seu segundo em comando? – pergunta Draco curioso.
- Sim. – responde Gabriel calmo olhando para o oceano á sua frente, iluminado pelas estrelas. – Você é meu segundo em comando. Mas não vou declamar isso aos 4 ventos por que iria causar alguns ressentimentos. Ainda não é a hora dos outros saberem e eles vão descobrir por conta própria, quando o momento certo chegar.
- Você tem algumas atitudes bem “Sonserinas” . – fala Draco rindo baixinho.
- Não se iluda, Draco. Eu ainda não entendi direito por que fui para a Grifinória. – fala Gabriel rindo. – Eu sou um Sonserino de carteirinha, como diriam os trouxas.
- O Chapéu Seletor até hoje não se enganou. – fala Draco rindo baixinho imaginando os dois juntos na Sonserina.
- No meu caso, acho que se enganou, sim. – fala Gabriel baixinho.
- Por que acha isso? – pergunta Draco curioso.
- Por que eu fui treinado pelo maior dos Sonserinos. – fala Gabriel sorrindo debochado. – Vamos, quero dormir um pouco.
Logo a seguir, aparatam até a mansão. Gabriel toma um banho e vai dormir. Draco ainda fica algum tempo pensativo, lembrando-se da conversa com Gabriel. Ao ver Snape passar, o chama.
- Sim, Draco? – pergunta Snape.
- Eu tenho uma pergunta, professor. – fala Draco pensativo.
- Qual? – pergunta Snape curioso.
- Quem foi o maior dos Sonserinos? – pergunta Draco.
- Isto depende muito. – fala Snape. – Muitos acham, atualmente, que é o Tom. Outros, já pensam diferente. É simplesmente uma questão de opinião pessoal.
- Muito bem. Na sua opinião, quem foi o maior dos Sonserinos? – pergunta Draco.
- Para mim, o maior dos Sonserinos foi e sempre será, sem dúvida alguma, Salazar Sonserina. O Fundador da casa de Sonserina. – fala Snape sério. – Por que esta pergunta?
- Curiosidade, apenas. Boa noite, professor.– fala Draco desconversando e indo para seu quarto.
Ao se deitar, fica pensando na conversa com Gabriel.
“Maior dos Sonserinos? Salazar? Droga, Gabriel! O que diabos você esconde tanto assim?” - pergunta-se Draco antes de pegar no sono.
E logo, todos foram descansar. Menos Harry e Sophia que discretamente aparataram para um local escolhido por Sophia. Era hora dele receber “o presente!”.
Gabriel entrou no quarto e se deitou ao lado de Hermione que já dormia tranqüila.
“Bem, pelo menos Proteus ficará satisfeito. A promessa ‘não feita’ a ele foi cumprida!” – comenta a espada em sua mente.
“Sim. Foi sim! Agora, só falta mais algumas coisas para serem feitas! A missão está quase concluída!” – responde Gabriel para a espada. – “ Merlin! Descobri o maior dos mistérios e foi por acaso!”
“Pelo menos isso foi resolvido!” – comenta a espada em sua mente, assim que ele abraçou Hermione.
“Sim. Quero esfregar na cara do Hades esta resposta, assim que eu o encontrar!!” – responde Gabriel sorrindo. – “Ele vai pirar! Se bobear, ele até me deixa matar o Dumbledore!!”
************************************************************************************
No dia seguinte, após o café, Gabriel e Ewolin os encontram na frente da casa. Todos estavam em expectativa.
- Hoje, nosso amigo Ewolin vai nos demonstrar suas habilidades com sua espada. Prestem muita atenção. Os Elfos Negros lutam de forma parecida, por isso vocês podem ter uma idéia do que os aguarda – fala Gabriel sério apontando para Ewolin que tira com seu arco das costas, e pega uma espada em suas mãos. - À noite, vou ensinar feitiços para vocês. – fala Gabriel sério. – À noite, vou torná-los Predadores.
************************************************************************************
Fim do Capítulo!
************************************************************************************
1. O objeto o Tom está procurando, ninguém sabe ainda. Mas para sacrificar dois bebês recém nascidos, não deve ser pouca coisa, não é mesmo?
2. O que aconteceu nos campos nazistas foi uma afronta a humanidade. Aconselho que leiam algo a mais sobre o assunto. Se tiverem estômago para isso.
3. Gabriel conversou com Apolo. Agora ele vai se acalmar...acho.
4. Apolo e Miguel seria uma luta... interessante. Poderoso ou não, aposto no Apolo.
5. Sim. Apolo é um Aborto. Não possui e nunca precisou de magia. Ele era “especial” por outros poderes que possuía. Ele era um Curandeiro.
6. Eu me tornei a arma definitiva! Não pense que você me viu lutando para valer! Ainda nem tive uma luta decente até agora! Fico imaginando o que o Gabriel considera uma luta decente! Outra Legião de Asmodeus?
7. “Pode me ajudar? Pode me ensinar a viver?”. Bem, depois disso, o que mais preciso dizer? Se isso não a fizer entender o quanto ela é importante para ele...
8. “Herói Nacional!”, “Irmão Real!”, “Eu sempre soube que um dia ele iria longe!”, “Chá com a Rainha!”. Quando a Gabriel começa a aprontar das dele....
9. Não vou cumprir sua missão! - Bem, depois dessa, por falta de incentivo não vai ser, não é mesmo?
10. MEU PAI AINDA ESTÁ VIVO! MAS VOU MATÁ-LO EM BREVE!! E SERÁ A MELHOR COISA QUE EU FAREI EM MINHA VIDA! QUERO TER O PRAZER DE ARRANCAR O CRÂNIO DELE E COLOCAR AO LADO DA CABEÇA DE FALAZURI!!!! Cada dia mais o Gabriel me surpreende! Afinal, uma relação dessas com o pai dele deve ser baseada em muito... amor!
11. “Só falta a cerimônia. Quero Sírius como Padrinho.” – Será que o Lupin é louco? Com um padrinho desses, o casamento acaba em uma semana... ou menos.
12. “Merlin! eu não acredito nisso!! É ele! O maldito traidor! O maior dos Traidores. Espere até Hades saber disso! Ele vai pirar!!” - Mas de que droga de traição é essa que o Gabriel está falando???
13. Predadores para sempre! - É, isso agora será verdade!
14. Depois dos comentários, uma pequena surpresa para vocês.
************************************************************************************
Comentários. Uebbba!!
************************************************************************************
Kika – Seja bem vinda. Realmente eu não sei escrever pouco!!
J. M. Flamel – Ora, não sabia que você conhecia o lema(juramento) do CIGS. Realmente os caras são durões. Gabriel pensa em ter que usar seus amigos, caso Apollyon se liberte novamente. Afinal, algo está errado e ele já notou isso, uma vez que está perdendo o controle de sua forma Animaga. Estou ansioso para conhecer o último Portal de Cronos. Será que Harry vai viajar no tempo? Matar Voldemort ainda criança? Mudar todo o seu futuro? Se você pudesse voltar no tempo e encontrar Adolf Hitler ainda jovem, teria coragem de cravar uma bala na cabeça dele?
Michi. – Foi bastante informação, mas cada pedaço dela será usada, com certeza. Não se esqueça que o mal nunca descansa. Ele é como uma hidra. Várias cabeças e mudam de táticas quando não alcançam seus objetivos de uma forma qualquer. Draco é o Herdeiro de Gabriel. Sim, senhora. Como diria a chiquinha do seriado Chaves: Pois é, Pois é, Pois é!
Avelã – Espero ansioso pela tua fic. Quando postar, me avisa. Muramasa, hein? Um dos maiores, senão o maior dos guerreiros que este planeta já conheceu. Suas espadas são famosíssimas.
Ana Lívia – Desculpe se o último capítulo não te agradou. Sério mesmo. Mas ás vezes precisamos dar maior ênfase em algumas coisas. Espero que este esteja melhor. O Capitão Morrimento te manda beijos.
natylindinha – Como me pediu para colocar Gabriel e Hermione, fiz tua vontade. Hehehehehe! Valeu pelos coments. Obrigado, do fundo do meu coração.
k999 ( login de leitor ) – Vou imprimir tua fic neste final de semana e na segunda te mando um e-mail. Obrigado por teu comentário.
Gabby Lupin – Realmente o Bope não é para Moleque não. Lá o bicho pega! Espero que tenha gostado do meu presente.
Vivika Filth Malfoy – Seja bem vinda, minha cara. Continuo aguardando seu próximo capítulo.
Jacq Nasci – Realmente. Pode se preparar. Dentro de dois capítulos, Gabriel vai jogar os Predadores direto no combate. E eles vão ter que provar que aprenderam algo. Se quiserem sobreviver, é claro. Imagine o diálogo: “Considerem isso como uma prova final! – fala Gabriel sério. xxx O que? Invadir uma fortaleza do inimigo cheia de Comensais e Aliados e resgatar um espião? Não pode ser uma prova escrita? – pergunta Sírius preocupado. Xxx – Nunca acreditei em provas escritas. Meu negócio é na prática, cachorro sarnento! – fala Gabriel sorrindo debochado!” – Vai ser algo assim. Sobre Apolo, bem, ele também gostou de você. Deixa de roer o teclado, moça!
Biank Potter – É, o Sírius sofreu um pouco, mas acho que não aprendeu ainda. Em breve, ele apronta outra. Mas dessa vez, o castigo será aplicado por Snape!!!
Melissa Laurençe – Oi, minha linda. Nem o Capitão Morrimento é louco o suficiente para usar a vassoura no Gabriel. Afinal, ele tem amor a própria vida. Sobre Gabriel, o termo Cria dos Fundadores tem vários significados possíveis. Gabriel apenas escolheu um deles para manter seu disfarce e enrolou o Dumbledore. Sobre o Gabriel ser um Arcanjo, bem, ele mesmo admite que não acredita em nada disso e para ele isso é uma bobagem sem tamanho. Quanto ao Vídeo, você irá perceber que aparecem 3 magos + uma jovem morena, que é parecida com Hermione e uma espada. Não vou falar mais nada ou estraga a surpresa. Não se preocupe, Apollyon não será abandonada. Só que preciso de mais tempo para escrever os Capítulos. Sabe como é quando você tem filho pequeno e mais um a caminho. Mulher reclama que recebe pouca atenção e por aí vai. Mas vou postar regularmente.
Pedrinho – Valeu meu caro. Tá na mão.
Sabri* - Bem vinda ao grupo. Os mistérios de Hermione serão revelados dentro de uns 5 ou 6 capítulos. + ou -.
aline Ferreira Ril – Oi minha linda. Eu, sinceramente, não quero nem saber o que Drakul falou para o Harry, mas seja o que for, deve ter sido algo...memorável.
Carol Lee – É, eu sei como é ficar com um computador aos pedaços. Eu tenho uma empresa de informática e arrumo o computador de todo mundo. Menos o meu que vive desmontado e sem peças que uso para manter os dos clientes funcionando. Sabe como é, Casa de Ferreiro, Espeto de Pau. Vou tentar reduzir os Caps.
Adriana Christol Luz – Eu ainda não assisti a Tropa de Elite. Devo ter um tempo para isso daqui há alguns dias.
Anderson potter – Tá na mão, meu caro.
Milton Geraldo da Silva Ferreira – Valeu Milton.
natylindinha – Muito obrigado por seus comentários. Fiquei muito feliz. Muito mesmo.
thayna nazareno de almeida – Oba, leitora nova! Nunca a vi comentando! Seja bem vinda.
augusto sergio – Atualizado, meu caro. Lembre-se de não usar um Cântico de Extermínio a toa. Castigo Máximo, Custo Máximo! A menos que você seja como o Gabriel!
Beta Dumbledore Malfoy – Muito me honra seu comentário. Fico feliz que esteja gostando dela. O Sírius ainda vai aprontar mais uma.
Willian Itiho Amano – Desculpe a demora, meu caro. Está na mão.
************************************************************************************
Só vou postar as prévias do próximo capítulo na semana que vem. Um abraço, pessoal.
************************************************************************************
E comente!
E comente!
E comente!
Ou eu mando a Cortadora de Almas atrás de vocês!
Hehehehehehe!
32 páginas!!! Novo capítulo só quando tiver uns comentários. Longos comentários!!
Como diria a Cortadora de Almas: “Chantagem é uma arte!”
Bye, pessoal.
Claudiomir