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56. PLANO SANGRENTO


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


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CAPITULO 56 – PLANO SANGRENTO


 


 


 


 


 


O segundo prato foi colocado sobre a mesa, antes que tivesse oportunidade de pedir. Era uma torta vermelha e suculenta, e apesar de seus esforços em estar irritado, sua desconfiança e ciúme havia cedido desde o momento em que chegara em casa, emburrado e irritado.


No mesmo instante em que seu pé fora colocado dentro de casa, Hermione começará a paparicá-lo. Inicialmente, ficara desconfiado, mas passado o choque inicial a delicia de ser bem tratado por Hermione superara qualquer outro sentimento ruim que tivesse alimentado durante todo o dia.


-Rony, minha vida, esperei por nosso passeio, durante todo o dia! Onde esteve que me esqueceu? – Lilá disse e havia um sorriso tão cativante em sua bela face, que Hermione conteve um grito histérico.


-Estive trabalhando – ele respondeu, ocupado com a sobremesa.


Lilá lançou um olhar a Hermione, provavelmente de revolta. É claro que a loura sabia que aquele homem tinha um fraco por doces. Que sua cabeça, seu pênis e seu estomago, andavam de mãos dadas!


-Seu trabalho é em Londres, meu amor. No escritório do Sr.Loren. tão logo crie juízo, lembrara disso! Tenho certeza!


Seus gestos afetados, fizeram Hermione sorrir. Ela provou um gole do vinho que  estava em seu copo e notou que Gina também sorria para ela.


-Não entendo porque sua irmã e sua...essa mulher, riem de mim, minha vida! – Lilá disse avermelhando as faces, enquanto batia uma das mãos sobre o ventre, irritada.


-Gostaria de mais um pedaço, Rony? – Hermione perguntou amavelmente, notando seu prato vazio.


-Sim, obrigada. – ele agradeceu, ignorando o desabafo de Lilá.


Seus olhos acompanharam os movimentos de Hermione, enquanto se levantava, cortava o doce e regressava, pondo a sua frente, com um sorriso tão doce quanto falso.


Ele segurou sua mão, levando aos lábios, desconfiado.


-Está muito gentil essa noite, Hermione – ele observou.


-Posso ser gentil quando desejo – respondeu, tão doce que ele teve que rir.


-Me esconde algo? – havia o ciúme ali, em seu olhar, mas não estava com raiva, nem cego para a realidade. Hermione não o trairia.


-Talvez  - soltou a mão, olhando para Lilá com vitoria.


Ocupado com sua doçura, Rony sequer notou que era apenas um peão num jogo de egos entre duas mulheres dominadoras. Mas Harry, notou.


E não gostou.


-É quase dez horas da noite – ele disse com voz  firme – O adiantado da hora nos diz que deveria estar deitada, Lavander. Está a dias do parto, não deve se esforçar.


-Ora, Harry, sabe melhor que ninguém, que participar de jantares e beber um bom vinho, nunca me foi um esforço! – ela sorriu.


-Minha mãe sempre disse que uma mulher grávida não deve beber vinho – Gina disse inocente, se encolhendo na cadeira diante do risinho de Lilá.


-E  o que mais sua mamãe lhe disse?


Era para ser um comentário de brincadeira, mas soou dolorosamente ofensivo.


Hermione levantou-se imediatamente, feliz em ter sua oportunidade.


-Ajudarei a se acomodar, Srta.Brown.


Era isso, pensou Rony. Ela estava sendo doce e gentil apenas para esconder sua real intenção de matar Lilá às escondidas! Esse pensamento quase o fez rir, deixando-a ir até onde precisava para acalmar sua mente e seu coração.


Lilá estava tensa, ao entrar no mesmo quarto com a reservada Hermione. Sabia o quanto inflamara o ego daquela mulher, suas palavras, seus gestos, seus toques em seu marido...não era boba!


Um arrepio de medo a percorreu quando, sem uma única palavra, Hermione juntou sua camisola de sobre um móvel e colocou sobre a cama, aproximou-se dela, e deu três fortes puxões para soltar os colchetes das costas de seu vestido, que naquele estado de avantajada gravidez jamais poderia soltar sozinha.


Soltou também o botão que prendia a saia do vestido, praticamente arrancando o véu que Lilá mantinha sobre a cabeça, num exagero de recato. Mas que era a ultima moda em Londres. Terminado seu trabalho, ascendeu o lampião para garantir que ela tivesse muita luz para iluminar a longa noite que esperava que sua rival tivesse!


-Sabe, Srta.Brown... – Hermione disse, antes de sair, detendo-se na porta, olhos muito brilhantes - ...pensei sobre o que me disse mais cedo, a respeito dos desejos de Ronald. Acredito que palavras, são vãs quando alguém está se iludindo propositalmente...então...acho que posso mostrar-lhe o que se passa de verdade dentro dessa casa.


-Como assim? – Lilá sentou uma ponta de medo.


-Fique acordada, e mantenha os ouvidos bem abertos.


Sem uma única palavra, Hermione deixou-a no quarto, fechando a porta.


-Fico feliz, Harry que tenha se decidido por uma visita ao meu pai – Rony disse na cozinha sem perceber nada anormal.


Bendita burrice, pensou Hermione. Estava na cara de Harry a razão!  Mesmo o diabo, sendo obrigado a assistir uma missa, pareceria mais feliz que o pobre infeliz Harry e sua expressão culpada!


-Talvez papai não esteja na fazenda – Gina disse, sua voz magoada, sem olhar para ninguém.


Era tola o bastante para acreditar que a expressão de culpa, era na verdade relutância.


-Nosso pai virá de onde for, pois espera ansioso essa visita! – Rony riu, erguendo a taça em um brinde.


Que Deus conservasse aquele homem com tanto entusiasmo, pensou Hermione, incrédula. Rony podia ser cego quando queria!


Maneando a cabeça, chegou à conclusão que era o excesso de açúcar, deixando-o agitado como faria com uma criança de cinco anos!


-Confesse, Harry, pretende pedir a mão de minha irmã em casamento? – Rony instigou deliciado com essa certeza.


-E não foi esse meu desejo, desde o dia que pus meus pés nessa terra? – ele respondeu erguendo  a taça num comprimento e olhando para Gina, que baixou os olhos, a beira das lágrimas.


-Porque  chora, minha irmã? – Rony pergunto surpreso por suas lagrimas silenciosas.


-É felicidade! – Hermione apressou-se a responder por Gina – Não é? Está tão feliz que não consegue expressar-se?


Gina apenas mameou a cabeça concordando.


-Não se arrependerá, meu amigo. O casamento é uma dádiva – Rony riu, sem notar que Hermione lhe servia mais vinho e o incentivava a beber.


Mais alguns goles e ele estaria com a língua enrolando. Por dentro, ela ria.  Nesta noite não pretendia repudiá-lo, bem pelo contrario, poria em pratica tudo que Juanita lhe contara sobre caricias, mas primeiro, queria ter certeza, que não lembraria disso na manha seguinte!


Caso contrario jamais a deixaria em paz!


-É melhor pararmos com o vinho, Harry- ele disse de repente, lembrando-se de algo – Ou ficaremos tontos e cairemos apagados sobe o chão da cozinha! – era uma brincadeira, mas que escondia um recado a Hermione.


-Não me importo com um pouco de comemoração! – Harry sorriu, o sorriso ficando mais solto agora que a bebida fazia seu efeito – Sabe, meu amigo, eu o invejo – ele ergueu a taça, mas Rony um pouco mais lúcido, não o acompanhou – Invejo sua decisão em mudar sua vida, achar seu lugar no mundo. Encontrou um lugar onde está sua raiz, onde pode saber quem é. Metade dos homens morre sem conseguir esse feito! – ele baixou o vinho e por um segundo, mostrou a todos o tamanho da dor que carregada em seu coração.


-Harry... – Gina estendeu a mão sobre a mesa e tocou na dele suavemente, olhou para o irmão, que não se manifestou.


Para Rony um suave toque de uma menina que estava apaixonada, para Harry o suave consolo de uma amante doce e meiga, que estava para mudar sua vida.


-Será você a luz que  mudará minha vida, Ginevra?  -ele perguntou sério, olhando profundamente em seus olhos.


-É tudo que mais desejo – ela respondeu, seus olhos a entregando no tamanho da devoção que a consumia.


-Tudo que desejo é você...ao meu lado – ele respondeu de volta, beijando sua mão.


-Chega, Harry, hora de dormir – Rony levantou-se achando que havia mais intimidade entre os dois que poderia supor.  – Amanhã cedo iremos à casa dos meus pais comunicar sua decisão. Tenho certeza que haverá uma linda festa de noivado no fim de semana.


-Noivado? Sequer me perguntou se desejo me casar, meu irmão! – Gina disse atrevida.


-Gina! – Hermione protestou em pânico.


-Espere, Hermione. Minha irmã tem razão – ele disse zombeteiro – Diga agora, Gina, se não aceita  o pedido eu Harry fará manha cedo. Não deseja ser a Sra.Potter?


Ele havia cruzado os braços, olhando a bela face de anjo de sua irmã corar. Harry focalizou os olhos naqueles lábios rosados que beijara tão poucas vezes.


Confessava que a culpa o martirizava, pois não dera o melhor de si na primeira vez que a tivera. Havia sido afoito, o desejo o cegando, fato que ela não notara, pois sentira prazer e ainda não entendia que havia mais. Para Harry era novidade esse descontrole.


Como agora, prestes a dar a volta na mesa e beijar aqueles lábios úmidos, rosados e suaves.


-Isso é loucura... –ele deixou escapar, olhando em volta.


-Suba, Harry – Rony deu alguns tapinhas em seu ombro, entendendo muito bem o que o efeito do vinho e a beleza de sua irmã estavam fazendo com ele.


Infelizmente, Gina ainda não entendia. Parecia confusa com essa frase. Era loucura pedir sua mão depois de tudo que viveram juntos?


-Essa noite, dormirei no quarto de Gina, e vocês duas dividiram o nosso quarto – ele disse desapontado, porém incapaz de conceder a idéia de Harry dormir bêbado no quarto ao lado de sua tentadora e virginal irmã.


-Não! – Hermione ficou alarmada, pois havia desafiado Lilá e não passaria por covarde ou mentirosa – Ronald! Assim, faz seu amigo crer que não confia em sua amizade! – ela apelou.


Um lento e sensual sorriso se formou na face de Rony ao constatar que sua relutante esposa, queria aquela noite tanto quanto ele. Claro, em sua mente, suas razoes eram mais intimas, mais românticas, mas o resultado foi o mesmo.


Tratou de livrar-se de Harry levando-o para o quarto do segundo andar.


Sozinhas, Hermione apressou-se a distender o rosário sobre Gina, antes que ele voltasse.


-Ouça, bem, Ginevra, não sou sua mãe! Mas passarei essa noite acordada, vigiando, e espero não ouvir seus passos!


-Porque ouviria? Vamos nos casar –ela disse com amargura – Oh, Hermione, como não percebi que Harry não sente nada por mim?


-Harry está apaixonado, Gina. Não comece a complicar o que é simples! – ela sentiu o zelo tornar-se carinho e não notou quando abraçou a ex-amiga, até sentir-se sendo abraçada de volta – Vai se casar! Não acredito que vai se casar!


-Nem eu acredito! Oh, Hermione, ele é tão perfeito! Quero tanto que ele me ame!!!


-Gina, ainda não notou que o mal que aflige Harry é o sentimento de culpa? – ela perguntou se afastando para olhar em seus olhos – Acha que traiu a confiança de Rony!


-Será por isso que deseja casar-se? – ela ficou em pânico, medo e dor estampados em sua face.


-Se assim, fosse, porque estaria prestes a contar a Rony? Simplesmente se casaria e levaria essa verdade para o tumulo! Não alimente tristezas inexistentes!


-E não é exatamente isso que faz? – Gina contra-atacou.


-Suba, e durma – ela mandou,ao ver Rony se aproximar – Sonhe com seu casamento. Pois a realidade não é tão bonita quanto os sonhos! – desdenhou, sem controlar a vontade que ele ouvisse isso.


Sozinhos na cozinha, após uma boa noite tímido de Gina, Hermione começou a juntar a louça do jantar.


-Deixe isso para Juanita, amanhã ela arruma – ele mandou, cruzando os braços e observando-a com um sorriso.


-Porque está rindo? – ela perguntou na defensiva.


-Não estou rindo, estou sorrindo.


-E porque está sorrindo? – não desistiu da resposta.


-Porque sou um homem feliz. Vou casar meu melhor amigo com minha irmã, a despeito de saber que estão me escondendo alguma coisa, e tenho uma esposa doce, meiga e generosa, que irá me contar agora mesmo o grande segredo que tem impedindo Harry de me olhar nos olhos desde ontem.


Hermione precisou se recompor da surpresa. Não podia simplesmente contar. Ele faria um escândalo!


-Quando contar, ficará furioso por ter guardado segredo  -ela explicou, deixando a louça e se aproximando, apanhando sua mão – Porque não conversamos no quarto, onde não podem nos ouvir?


-Não ficarei furioso se me contar a razão do seu silencio – ele avisou.


Guardando coragem, ela o acompanhou até o quarto, esperando que fechasse a porta.


-É um segrede de Gina, e saiba que tenho tentado resguardá-la! Não a deixei só! Inclusive falei com Harry, e o fiz ver a verdade sobre isso!


-Falavam de Gina, no celeiro?  -era um alivio.


-Claro que sim! Rony, me jure que não vai gritar, ou atacar qualquer um dos dois! Muito menos que irá contar ao seu pai ou seus irmãos!


-É tão serio assim? – ele ficou desconfiado.


-Seu amigo está se roendo em culpa, e não vai ajudar em nada, se ele for embora! Ou pior, Gina diz que não se casará se achar que ele está sendo obrigado!


-E porque Harry seria obrigado? – o entendimento fez seus olhos soltarem faíscas de ódio, e ela deu um passo para trás.


-Gina...ela o tentou, Rony. Sei que não há desculpas, e em parte a culpa é minha, pois sabia o quanto ela estava curiosa e ansiosa pela descoberta do amor e deveria ter lhe alertado! Ela...


-Harry fez amor a minha irmã? – sua voz era calma, mas havia uma veia pulsando em seu pescoço.


A decisão de contar-lhe a verdade e ser totalmente sincera, escorreu pelos seus dedos. Rony não queria a verdade. Seria demais para ele naquele momento.


-Eles se beijaram – mentiu – Foram apenas beijos, mas Harry sente que traiu sua confiança.


Rony demorou um segundo para se conformar com a idéia de não saber se era verdade ou não.  Muitas vezes, Hermione era um livro aberto, mas em outras, era difícil saber se blefava ou não.


Nessa noite, preferiu acreditar que não lhe mentiria.


-Sabia que Harry a beijaria  -ele confessou – Não posso culpá-lo, apenas esperava que demorasse mais algum tempo.


Aliviada, Hermione sorriu. Notou seu olhar e corou.


-O que foi agora? – ela perguntou desconfiada.


-É que estou começando a me acostumar com seus sorrisos. Notou que sorri mais facilmente para mim, do que quando nos conhecemos? – ele se aproximou, predador.


-Não nos conhecíamos...tão pouco era um momento feliz em minha vida – ela desculpou-se.


-Acha que não sei disso? – ele se aproximou, erguendo seu queixo para olhar em seus olhos – Apesar do modo como nos casamos, tenho que confessar me sinto como se a conhecesse a vida toda. Como se houvesse sido apaixonado por você, desde o dia em que nasci.


-Palavras  -ela disse se afastando, com o coração acelerado.


-É o único modo que posso usar para me expressar, Hermione, com palavras. Gostaria de poder agir, mas não me deixa tocá-la. Não espontaneamente.


-E o que toques podem dizer sobre amor? Até onde sei tocava sua ex-amante, mas jura que não a ama – desafiou-o, sentindo o calor do ciúme subjugar o sentimento de candura pela declaração de amor.


-Então, vamos brigar novamente? – fugiu do assunto, pois seria terrível explicar obre os vários tipos de amor que existem, justamente explicar para Hermione que se negava a escutar quando o orador era ele!


-Não. Não vamos mais brigar – respondeu, contendo a vontade de bater em Rony.


Olhou para  a parede, a frágil parede que separava seu quarto do quarto de Lilá e achou que esta merecia saber exatamente com quem estava lidando!


Não era bonita, sofisticada ou entendia da vida em Londres, muito menos tinha gestos finos e falava sobre as últimas modas ou escândalos da corte, mas tinha seu poder.


Rony vivia atrás dela, e mesmo que não soubesse dar um nome a razão que o fazia persegui-la, ainda assim, havia uma razão. E nessa noite, Hermione faria com que Lilá Brown soubesse disso!


-Ainda não me disse, esposo, o que devo fazer essa noite....


 


 


 


 


 


 


 


AUTORA: Hermione, heim, está saindo melhor que a encomenda!!! Hehe!


 


 


Não saiam daí, estou betando o próximo de presente de ano novo e vou postar daqui a minutos!!!!!

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