FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

8. Capítulo VIII


Fic: Senhor das Terras Altas CONCLUIDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Gina olhou distraidamente para os homens pulando no círculo de pedras sob a lua cheia. A janela no solário, um cômodo obviamente usado pela lady de Scarglas, dava para a estranha configuração de pedras. Era um lugar mar­cado pela idade e cercado de mistério.


Se os espíritos dos antigos ainda vagassem por ali, ela gostaria de saber o que eles pensavam dos doze homens nus pulando e rodopiando sob a lua cheia, e parando a estranha dança para beber.


Gina subira até lá para ver se assistir àquele ritual a li­vraria um pouco da tristeza que a dominara. Mas o que real­mente queria era se lamentar e chorar alto sem se importar de ser vista.


Fazia apenas algumas horas que Harry a tinha expulsado do quarto? Ela tinha se refugiado no quarto para curtir sua mágoa e tentar resgatar sua compostura. Havia chorado, mas não aliviara a dor e a humilhação que sentia.


Na verdade, o choro provocara dor de cabeça e seus olhos estavam inchados e vermelhos. E ela recusava-se a continuar chorando.


Quando Lily entrou no quarto com vários vestidos no braço, ela tratou de sorrir. O rápido e agudo olhar que ai mulher lhe lançou disse a Gina que isso fora obviamente um esforço inútil. Lily parecia perdida no seu pequeno e  feliz mundo, distraída pelos grandes planos de descobrir  algum remédio miraculoso, mas Gina sabia que, sob essa  aparência, existia uma mente e uma alma atenta.  Apenas esperava que Lily não fosse usar sua perspicácia naquele momento.


— A quais esposas do velho líder esses vestidos pertenciam? — Gina perguntou enquanto Lily punha as roupas sobre uma grande cómoda de carvalho e couro.


— A sua segunda esposa — Lily declarou aproximando-se da janela perto da qual Gina se sentara. — Ela deu à luz a Gregor, Adam, Brian, Ross e Nathan. Anne foi a que ficou casada por mais tempo. Nove anos. Morreu pouco depois de Nathan ter nascido. Acho que o velho Jamesl gostava dela, a seu modo. Não era paixão, mas afeição. Alguns cul­pam sua infidelidade pela morte dela. Dizem que ela olhava pela janela do seu quarto, viu James cortejando uma em­pregada de seios grandes e caiu da janela ao tentar atirar pela janela um objeto pesado. Morreu aos pés dele.


— Que vergonha — Gina murmurou. — O homem pa­rece uma criança mimada. Alguém deveria tê-lo ensinado a ter um pouco mais de controle e responsabilidade. Harry teve outra mãe?


— Sim, a mãe dele foi a primeira mulher de James. Ela morreu quando Harry nasceu. James gostava de dizer que o menino era tão grande que nenhuma mulher podia ter mais de um igual a ele.


— Deus! O homem nunca pensa antes de falar? — Apesar da tristeza que sentia, Gina teve pena do Harry menino, uma criança que crescera pensando ser o causador da morte da mãe. — Acho que isso não me surpreende. Ele tampouco pensa antes de agir.


Olhando através da janela para os homens dançando sob a lua cheia, Lily disse:


— É verdade. Basta olhar para esse bando de homens dançando sob a lua completamente nus e bebendo até caírem e pintados de azul como pagãos. Não sei como pensam ta­manha bobagem. Aumentar a virilidade! Ora, veja... — Ela riu quando Gina riu, para logo em seguida ficar sombria novamente. — Por que somente eu devo cuidar do ferimento de Harry?


Surpresa pela pergunta repentina, Gina respondeu com sinceridade:


— Porque ele ordenou. Obviamente não me quer perto dele. — Gina praguejou baixinho ao sentir que ia chorar novamente.


— Você não pode estar acreditando nisso. — Lily entre­gou-lhe um pequeno pedaço de pano.


— Sim, posso. Ele deixou isso bem claro quando me dis­pensou. Sou uma tola — ela sussurrou.


— Por que pensa assim? — Lily perguntou, sentando-se perto dela.


Gina olhou para o pano amassado e úmido que tinha nas mãos. Por um momento, pensou em mudar de assunto ou dizer alguma mentira. Então, deu de ombros. Lily não acre­ditaria em uma mentira e falar sobre Harry, sobre o que sentia e como ele estava agindo poderia ajudar. Não conse­guiria superar isso sozinha.


— O homem me puxa para ele e depois me empurra — respondeu. — Me beija e depois me ignora. Esta tarde ele me beijou e depois me mandou embora. E está claro que ele quer que eu fique. – Gina suspirou e passou o pano no rosto para enxugar as lágrimas. – Acho que ele me quer, mas seu senso de honra faz com que ele me rejeite. Mas hoje ele estava desgostoso comigo, desgostoso até de pensar que me deseja. Tenho certeza disso.


— Ah, é?! Bem, você é mesmo uma tola se pensa dessa maneira. Gina, Harry nunca toma o que ele precisa. Ele não se apossa de uma mulher apenas por desejo, Acho que ele teme ficar igual ao pai. Ele nem é igual aos irmãos, que adoram uma mulher, mas têm mais controle do que o pai, um controle ensinado por Harry. Ouvi dizer que os rapazes o chamam de Irmão Harry e o provocam devido às suas maneiras de monge.


— Harry, monge? — Gina achou difícil acreditar que um homem que beijava daquela maneira pudesse ser cha­mado de monge.


— Sim. Ele vai para a cama com uma mulher, uma vez por ano. No dia do aniversário, ele vai à vila e passa a noite com uma prostituta. Pelo que tenho ouvido, ele parece um pouco... bem, um pouco frio. Ele não segue os outros. Ape­nas escolhe a que lhe parece mais limpa e a leva para a cama. Sai ao amanhecer e não volta mais. É como se visi­tasse um médico para limpar seu corpo de algum mal.


Gina sorriu diante do humor de Lily, mas logo ficou séria novamente.


— Uma vez por ano? Tem certeza, Lily?


Gina sentia novamente a esperança encher seu coração e isso a assustou.


— Sim, tenho certeza. Houve uma vez, há uns oito anos, que ele mudou de hábito. Uma mulher chamada Bellatriz veio para Scarglas e Harry ficou doido por ela. Falou-se até em casamento.


A ideia de Harry louco por outra mulher, mesmo há oito anos, fez Gina sofrer. Então, ela disse a si mesma para deixar de tolice. O homem tinha quase trinta e nove anos. Seria estranho se não tivesse se entusiasmado por nenhuma mulher.


— E o que aconteceu? Ele não se casou com ela, casou?


— Não. Ela foi enviada aqui por inimigos de Scarglas. Ela criou uma armadilha para Harry que quase lhe custou a vida. Por isso ele tem aquela cicatriz no rosto – Lily sus­pirou. – Harry sempre foi um homem sério, deve ter ficado revoltado. Mas depois voltou ao seu hábito de indulgência e de procurar por mulher uma vez por ano.


— Talvez seu ano de celibato esteja perto de acabar.


—  Não brinque com isso. Eu lhe contei isso para que saiba e veja que Harry é um homem decidido e controlado. Você acha que nenhuma das mulheres que aqui vivem já não tentou levá-lo para a cama? Ele pode não ser o mais bonito dos irmãos e nem o mais galanteador, mas é o líder. E, antes disso, já era o herdeiro escolhido. Um homem desses nunca age por impulso. Não, a não ser que seu desejo seja realmente muito forte.


Gina perguntou a Lily se ela queria um pouco de sidra, então levantou-se e pegou bebida para as duas. Enquanto, enchia duas canecas, fícou pensando em tudo o que Lily lhe havia contado. Se acreditasse em tudo que ela lhe dissera, então podia novamente crer que Harry a rejeitara devido ao senso de honra ou talvez até de um medo particular.


Antes de Malfoy a ter marcado, Gina nunca conhecera rejeição. Os homens a apreciavam e a elogiavam pela sua beleza. Ela não era volúvel, mas gostava dessa admiração. E, quando percebeu que as cicatrizes haviam mudado isso, ela fícou muito magoada. Finalmente, aceitara o que Mione e seus irmãos lhe diziam, que esses homens eram vazios e que não valiam uma lágrima e que logo ela encontraria um ho­mem que tivesse sabedoria para olhá-la de maneira mais profunda. Gina tinha pensado que Harry era esse homem. Uma parte dela ainda pensava, mas já não confiava nisso.


— Ah, Lily, eu sou uma covarde, – ela disse quando entregou a bebida para a amiga e sentou-se novamente perto dela. – Eu acreditei que nunca encontraria um homem que olhasse para além das minhas cicatrizes, mas ele me rejeitou.


— Você é uma criança tola. — Lily fomou um gole de sidra e murmurou: – Ele não a rejeitou.


— Eu me senti rejeitada.


— Ele agiu desse modo, mas não é isso o que ele está sentindo. Não... Ele está tentando proteger você dos desejos dele. Talvez até esteja tentando proteger a ele mesmo.


— De mim? Eu não sou ameaça para ele.


—  Oh, claro que é! Muitos homens vêem as mulheres como ameaças, principalmente as que os fazem sentir coisas que eles não querem sentir. Eu acho que esse é o seu caso.


— Luxúria.


— Também isso, mas acho que é algo mais. Afinal de contas, ele controla seus desejos há muito tempo. Na ver­dade, Harry sempre mostrou um controle admirável sobre suas emoções. —- Lily franziu o cenho e tomou um gole da bebida. — De algum modo ele também resistia à Bellatriz, mesmo quando se sentia atraído por ela.


— Então como sabe que ele sentia atração por ela?


— Ele a levou para a cama e não era aniversário dele. Foi diferente. Ele poderia ter se concentrado no serviço. Agora chego à conclusão de que não foi ele que a levou para a cama. Foi ela. Todos achavam que ele tinha sido atraído e seduzido pela beleza dela. E seus irmãos ficaram muito preocupados, pois não era do feitio dele.


— Entendo — Gina sorriu. — Meu irmão foi muito con­trolado durante muitos anos. Eu me lembro da primeira vez que Mione o fez rir. Ficamos todos muito chocados. Algumas mulheres até choraram. Rony carregou o peso de todos nós durante muitos anos, nossa sobrevivência era muito im­portante para ele e ele não se poupava. Era muita responsa­bilidade sobre os ombros de um rapaz de quinze anos. Ele enfrentou, mas perdeu a infância e enterrou sua suavidade. Nossa Mione o ajudou a perceber que ele podia manter sua sensibilidade e continuar sendo o líder forte que necessitava ser e ainda ter o respeito e a obediência de sua tribo.


— E quem você pensa que carrega o peso de Scarglas e seu povo? — Lily perguntou, suavemente.


A revelação dada pela pergunta de Lily atingiu Gina de imediato. Realmente, havia muitas semelhanças entre Harry e Rony. É claro, Rony não continha suas paixões, mas ela suspeitava que ele poderia fazer o mesmo se tivesse tido um pai como sir James. Apesar disso, eram os pecados e as loucuras dos pais que formavam cada homem. Gina não sabia de que maneira essas informações podiam ajudá-la.


—  Harry era um homem formado quando se tornou o líder — ela afirmou, fixando sua atenção na primeira clara diferença entre seu irmão e Harry.


— Na realidade, ele já era um líder muito antes disso. Você vai ficar aqui tempo suficiente para conhecer que tipo de homem sir James é. O velho só fazia duas coisas: ou adquiria inimigos ou fazia filhos bastardos. Assuntos como comida para seu povo, ou ter certeza de que seu povo tinha abrigo, ou ganhar dinheiro, que ele gasta livremente, isso nunca foi do seu interesse. Ele gosta de intitular-se líder, mas ele nunca gostou do trabalho honrado.


— Então Harry fazia esse trabalho. Como já lhe disse, sir James é muito parecido com uma criança mimada.


—  É exatamente o que ele é. Por isso está aqui e nos chama de Potter. Ele quis se casar com uma moça, mas seu pai e o dela não permitiram. Ela se casou com seu irmão mais velho, o herdeiro. Sir James os amaldiçoou e abando­nou a família, formando sua própria tribo. De vez em quan­do, seus parentes vêm vê-lo para reatar, mas ele é teimoso e tolo. E, não. Eu não direi o nome.


Gina riu.


— Oh, vamos Lily, eu não direi a ninguém. Mesmo que descubram que você me contou, o que pode acontecer?


— O velho ficaria furioso e nunca se sabe o que pode acontecer.


— Ah, está bem. Deixe pra lá. Talvez eu ainda descubra.


— Acho que você ficará aqui por muito tempo.


— Não. Harry não me quer aqui. Começo a pensar em dizer quem eu sou para ele me mandar para casa.


— Mesmo que ele realmente queira que você vá, ainda assim pedirá resgate por você.


— Tenho que confiar na perspicácia e na malícia do meu irmão para tratar com ele.


— Não pensei que você fosse desistir tão depressa, – Lily declarou.


— É muito difícil lutar se ele não deixa que eu me apro­xime dele.


— Bem, acho que precisarei de você quando for remover as ataduras.


O olhar astuto de Lily fez com que Gina sorrisse. Ela sabia que Lily estava sugerindo que ela fizesse mais do que ficar perto de Harry. Gina não sabia bem como fazer essas coisas, e a não ser pelo assédio de Malfoy, sua experiência com os homens era limitada a alguns beijos roubados. Tam­bém não queria forçar Harry a fazer o que ele não queria. As consequências podiam ser numerosas e nenhuma delas agradável. O pior é que ele poderia sucumbir à tentação e depois tornar a rejeitá-la. E Gina não tinha certeza de so­breviver a isso...


— Se entendi direito e você está sugerindo que eu o seduza, não tenho certeza de que seria o certo — Gina disse, finalmente.


— Por quê? Vocês se querem. É só fazê-lo perceber que o mundo não acabará se ele ceder e fizer o que quer.


— Ótimo. Aí ele me leva para a cama. E aí? Ele ficará arrasado por ter sido fraco e fugirá novamente, para mais longe. Ou poderá achar que terá de casar-se comigo por roubar minha inocência. Ou os outros poderão forçá-lo, pelo mesmo motivo.


— E você não quer ser levada ao altar?


— Sim, mas gostaria que fosse da vontade dele. – Lily sorriu, compreensiva.


— Não conheço nenhum homem que queira, e quando o fazem é pensando em sangue bom, herança e terras. Exatamente por que você o quer? Porque ele faz seu sangue ferver?


Gina corou.


— Ele faz isso, mas eu acho que ele é minha alma gémea. Soube na primeira vez que ele me beijou. E tolamente pensei que fosse conseguir que ele percebesse isso.


—- Se você tiver tempo, poderá conseguir. Considerando que ele é muito teimoso, isso poderá levar muito tempo e não sei se você terá. Se casar-se com ele, terá todo o tempo necessário.


— Mas ele será forçado a casar-se comigo, pelo seu pró­prio senso de honradez ou por exigência dos outros e desse modo não será gentil comigo. Todos os velhos problemas permanecerão e outros novos serão acrescentados.


— Verdade, mas você estará perto para tentar todo o tipo de ação. — Lily ergueu a mão quando Gina preparou-se para responder. — Eu sei o que a preocupa, mas deve pensar bastante nisso. O que dissemos aqui não é uma boa maneira de arranjar marido, mas que opção você tem? Você tem poucos dias para decidir com a razão e com o coração. Mas lembre-se de uma coisa: o aniversário dele é daqui a dez dias e nessa ocasião ele já estará curado para ir à vila. Se ele ficar com alguma prostituta, terá mais força para resistir a você.


Apenas o pensamento de Harry nos braços de outra mu­lher, mesmo uma prostituta, era doloroso demais para Gina. Ficou até com raiva por Harry partilhar com outra o que podia ser dos dois, e até pagar para isso. Isso fez com que ela considerasse o plano de Lily. O que poderia ser pior? Magoaria pensar que ele ía ser um noivo insatisfeito, mas pelo menos ele não iria para outra mulher.


Gina olhou pela janela, pensativa.


—Céus, Lily, deve haver duas dúzias de homens lá agora.


Lily se aproximou.


— Alguns dos jovens se juntam para dançar. Isso acon­tece freqüentemente. Eles tomam algumas canecas de cer­veja e acham tudo divertido. Mas melhora a cena — Lily riu, maliciosa. •— Oh, as mulheres vêm vindo.


—  Elas também vão... — Gina calou-se quando uma mão calejada cobriu seus olhos.


— As mulheres deviam ter vergonha delas mesmas — declarou Gregor chegando perto delas. — Saiam daí.


— Acho que vocês estão chamando as pessoas erradas.


— Não há nada que eu possa fazer. Só posso ficar admi­rado por nenhum deles pegar uma doença nos pulmões. Simon mandou que eu viesse procurá-la, Gina. Ele quer jogar uma partida de xadrez com você.


Por um breve momento, Gina hesitou. Não estava dis­posta a jogar xadrez. Simon não jogava bem, ela mais en­sinava do que se divertia. Mas suspirou e decidiu jogar com ele.


— Ela parece melhor — Gregor disse assim que ela saiu. — Ela disse alguma coisa sobre Harry?


— Por que ela falaria comigo sobre ele? — Lily deu as costas a Gregor para ele não perceber que ela mentia. Exa­minou os vestidos que pegara para Gina para decidir qual costuraria primeiro.


— Não me engane, Lily.


— O que está querendo dizer, rapaz?


Gregor riu da expressão inocente de Lily para logo depois ficar sério.


— O idiota do meu irmão foi indelicado com ela, Lily. Quando ela o deixou, estava nervosa. Mulheres gostam de conversar com outras mulheres quando estão com raiva. E, como você é a única mulher em Scarglas que passa muito tempo com ela, acho que ela pode ter falado alguma coisa para você.


— Sim, ela falou comigo, mas nada que seja da sua conta. Ela disse coisas pessoais e confidências, porque confia em mim. Pergunte a ele o que quer saber.


Vendo que Lily ficara nervosa, Gregor passou o braço ao redor do ombro dela e beijou sua testa.


— Tenho apenas uma pergunta: Gina-dos-dez-punhais quer Harry?


— Ah, bem, acho que não vou trair a confiança dela res­pondendo isso. Sim, ela quer, mas não tem certeza se ele a quer. Tentei explicar-lhe como as coisas são aqui em Scar­glas e porque ele é o homem que é. Creio que ela entendeu, porque me falou do seu irmão, Rony.


Vendo o interesse crescer no rosto de Gregor, Lily disse a ele tudo que Gina lhe havia contado sobre o irmão dela.


— Em minha opinião, acho que ela conseguirá entender Harry muito bem, pois ele é muito parecido com o irmão dela.


— E a minha opinião é que ela será uma boa lady para Scarglas, e meus irmãos concordam comigo. O problema é: como convencer Harry? — Ele riu quando viu Lily corar.


— Aha! Já existe um plano, então? Pode partilhá-lo comigo?


Talvez eu possa ajudar.


— Sim, há um plano, mas Gina não concordou ainda — Lily confessou, sabendo que encontrara um forte aliado em Gregor. — Tudo que posso dizer é que, no dia em que Harry tiver que tirar as ataduras, eu precisarei de alguma ajuda e ficarei perdida.


Gregor deu boas risadas e concordou.


— Posso jurar que você desaparecerá como fumaça.


 — Você acha que o líder ficará bravo com isso?


— Um pouco, mas confie em mim, daremos a ele o que ele realmente quer. Ele apenas levará um pouco de tempo para reconhecer sua sorte.


Deitada na cama, Gina olhava para o teto. Estava can­sada, mas não conseguia dormir. Sua mente estava ocupada demais. Tudo que Lily lhe dissera martelava sua cabeça, exigindo que ela estudasse cada detalhe, para procurar en­tender. Até desejava não ter conversado com Lily, ter ficado com a sua dor. Era menos confuso.


Uma decisão precisava ser tomada e era óbvio que ela não descansaria enquanto não se decidisse. A parte dela que dizia que Harry era sua alma gémea insistia que ela concor­dasse com os planos de Lily. A parte do orgulho dela, en­tretanto, não aceitava preparar uma armadilha para um ho­mem, usando sua inocência para fazê-lo se casar com ela. Ela queria que ele se casasse com ela, que a pedisse em casamento. Queria que ele a amasse e que soubesse que deviam pertencer um ao outro.


Percebendo que já tomara uma decisão, Gina sentiu que o sono se aproximava. O que ela planejara prometia prazer mas também dor. Nenhum homem gostava de ser forçado e nem enganado. E, qualquer homem que apenas alimen­tava sua luxúria uma vez por ano, indubitavelmente prova­va ser teimoso, um homem que não mudava de ideia com facilidade.


E, seu último pensamento antes de adormecer foi: Oh, bem... Pelo menos posso ter certeza de que ele será fiel enquanto tentamos resolver nossos problemas.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.