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2. Dúvidas respondidas pelo fundo


Fic: Entre Flocos E Flores


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/a: Eu prometo encher vocês só no final da fic...daí vocês podem se revoltar e nem lerem as minhas lamúrias ;D Tem o(s) agradecimentos no final da fic também...a quantidade vai da colaboração de vocês meus amores...cometem! Ok! Eu disse que iria encher o saco só no final. Controle-se Giana!

Frase:

Se a vida fosse o meu desejo
Dar um beijo em seu sorriso, sem cansaço
E o portão do paraíso e teu abraço

O amor que fica entre a fala e a tua boca
Nem a palavra mais louca, consegue significar:
Felicidade
(Pão e Poesia – não sei quem compôs =P)


Capítulo II:

Dúvidas respondidas pelo fundo do coração.

Andaram alguns minutos sob aquele incomodo silêncio. Ambos perdidos em devaneios, o destino havia lhes pregado uma grande peça. Por que estavam ali? Como? Como podiam ser tão cínicos a ponto de fingirem que nada havia acontecido? Verdade que havia passado muitos anos depois de tudo; tempo suficiente para se esquecer toda aquela mágoa. Mas eles, às vezes, ainda se pegavam em pensamentos perdidos daquela época. Doces pensamentos, mas que sempre acabavam com o mesmo triste fim, que cada vez sentidos acumulavam mais mágoa e rancor. E agora agiam como se não sentissem esse abalo emocional.

Cínicos. Essa era a palavra para descrevê-los. Não. Apaixonados, talvez essa se encaixasse melhor aos seus perfis. O de um homem e uma mulher, que mesmo depois de adultos não haviam esquecido seu primeiro amor, inocente, e ainda guardavam inocentemente aquela mágoa da separação. A perda do puro e verdadeiro amor, que deveria ser passageiro, mas tomou o lugar do piloto e seguiu sua viagem, longe demais, perdeu o ponto que tinha que parar. E agora estava perdido. Mas quem sabe a sua inocência não o ajudasse a encontrar o caminho de volta, ou o fizesse seguir mais além.

Inocentes. Essa deve ser a palavra. Sim. Foram inocentes durante todo o tempo que não viram o quanto se amavam. Foram inocentes quando brigavam por ciúmes bobos que não existiam, brigas tolas e desnecessárias que só estragavam o seu amor. Sim, inocentes quando brigavam feito gato e rato, ou por causa do gato e do rato, inocentes quando faziam aquelas provocaçõezinhas infantis, implicâncias fúteis, discussões ingênuas. Eram inocentes por não perceberem que o amor que sentiam não era inocente e sim verdadeiro. Mas o que seria de Ron e Hermione se fossem atrevidos? Não seriam eles. Por quê? Porque são inocentes.

De repente, eles sentiram o toque um do outro. Suas mãos haviam se roçado. E como se estivessem andando em chamas; um calor súbito subiu por suas veias, esquentando seus sangues. Eles se entreolharam embaraçados e sem graça, e voltaram e encarar os prédios que decoravam docemente a formosa cidade de Londres. Deram mais alguns passos quando o calor voltou a dominá-los, desta vez o toque fora mais profundo, deixando-os mais envergonhados e sem graça. Então, Hermione sentiu uma atitude mais que profunda, desta vez não fora um roçar, Ron realmente pegou sua mão. Quando ela o olhou as orelhas dele estavam púrpuras, aquele vermelho “orelhar” sempre o denunciava. E Hermione não pode deixar de reparar o engraçado contraste que as orelhas de Ron faziam com os flocos de neve presos no capuz dele. “Ele já é um homem, mas para mim será sempre o tímido e envergonhado Won-Won.” Lembrando o ridículo apelido que Lavender (Blah) havia dado a Ron, não pode deixar de sorrir. Todavia, logo veio a sua cabeça a imagem de um Ron nervoso e envergonhado pondo em Hermione um apelido, para a garota parar de gozar dele “Mimoca”. “De onde ele pensou nisso?” Ao lembrar-se do patético (e vergonhoso) apelido, Hermione adquiriu a mesma cor das orelhas de Ron. Um casal muito esquisito, vermelho e encabulado para quem os encontrasse na rua.

Ron sentiu o toque macio de Hermione, se lembrando da primeira vez que teve essa sensação, a de que o mundo podia acabar contando que ele ficasse de mãos dadas com a sua Mimoca.


***Hogsmeade, 3º ano***

-Você acha que o Harry vai ficar bem?

-Claro! Quando chegarmos com uma montanha de doces da Dedosdemel, ele vai esquecer tudo que passou. Eu esqueceria!

-Ah, Ron! Será que você só pensa em comida? - Disse Hermione começando a se estressar.

-Não! Eu penso em outras coisas também... – Os olhos dele focaram certo lugar, ele estava paralisado.

-Aham... Como o quê? - Retrucou ela sem perceber a estranha reação do garoto.

-Quadribol! – Os olhos dele brilharam, ela percebeu que ele havia visto uma loja de artigos esportivos. Ron já estava com o pé na porta quando escuta uma Hermione histérica:

-Hey! Você vai me deixar aqui, sozinha? Volta já aqui Ron!

Girando nos calcanhares Ron encarou e fuzilou-a com o olhar:

-E aonde você quer ir? - Perguntou ele contendo a raiva.

-Na Letrasmeade.

-Como? Na livraria de Hogsmeade? Mas você acabou de sair da biblioteca de Hogwarts!

-E daí? - Hermione saiu determinada por entre os becos e lojas de Hogsmeade. Ron com medo da fúria de Hermione, que viria posteriormente, decidiu segui-la, outra hora ele iria ver a “Flying like a dream”. Mas não deixou de acompanhá-la muito emburrado.

Deram alguns passos e então Ron sentiu. Sentiu Aquela sensação. O mundo podia desabar naquele momento. Sem perceberem suas mãos haviam se tocado de leve, e ao toque eles pararam abruptamente. A mesma cor rubra que tomou a orelha de Ron dominou a bochecha de Hermione. Eles se entreolharam pelo canto do olho, e Hermione envolvida por uma súbita coragem pegou a mão de Ron, e arrastou um Ron bobo-alegre, voando por entre as nuvens, para dentro da livraria.




O sol de inverno aquecia e derretia a neve. Ron cansado do silêncio resolveu começar uma conversa, sua mente ocupada não deixaria ele pensar em besteiras. Tinham tanto que o conversar, não se viam a pelo menos cinco anos. Mas naquele momento, eles haviam esquecido tudo. Estavam absortos em pensamentos sobre aquele estranho reencontro. Não que eles não tivessem gostado, mas estavam confusos. Depois de tanto tempo tentando esquecer aquele amor reprimido, com o reencontro tudo havia desmoronado. Toda a luta que tiveram para ignorar aquela desilusão amorosa fora inútil, a partir do momento em que cada um sentiu o aroma doce que o outro exalava. Tudo despencou.

Todo o esforço fora em vão, principalmente porque agora Ron estava de mãos dadas com Hermione, transmitindo calor um ao outro. O único problema é que não sabiam quem doava para quem. Pois dois corpos que trocam calor tendem a entrar em equilíbrio térmico. Mas a temperatura dos dois era tão elevada que não sabiam quem possuía mais para transmitir. Para eles, o mundo era uma bola em chama devido à quentura de seus sangues e corpos, devido à temperatura e intenções de seus pensamentos. Tudo girava em torno de um simples toque. O toque do reencontro, do impacto da paixão guardada. Porém, Ron interrompeu a linha de pensamentos de ambos:

-O que achou do casamento?

-Hum... Como? – Nós acabamos de nos reencontrar e ele já quer se casar, pensou Hermione tolamente.

-O casamento do Harry com a Ginny...

-Ah, sim... – Ela ficou aliviada. - Foi muito bonito.

-Mas por que você ficou tão pouco, ou melhor, nem ficou?

Minutos apreensivos se passavam enquanto Hermione pensava em uma maneira de responder sem demonstrar seus verdadeiros motivos.

-Eu tinha um compromisso de trabalho inadiável. – Ele não iria ter coragem de perguntar qual era. Seria muita invasão de privacidade, ela pensou.

-E qual e... Claro, você teve seus motivos.

-Mas eu fui – Disse Hermione constrangida – E estava muito bonito. A Toca estava com um toque especial. Muito lindo o tapete branco estendido, coberto por buquês e pétalas de margaridas brancas e amarelas. Eu nunca tinha visto aquela espécie de margarida, qual era?

-Não sei – disse Ron simplesmente.

Hermione bufou:

-Como não sabe? Você não ajudou a arrumar?

- Sim, mas não fui quem comprou as margaridas.

Hermione sorriu, era presunção demais achar que Ron ia comprar e arrumar as margaridas. E mesmo que tivesse não se importaria com o nome. O tempo poderia passar, mas Ron continuaria o mesmo desligado de sempre.

- Você está sorrindo. – Devaneou o ruivo. - Tenho saudades de seu sorriso!

Ron enrubesceu; era verdade que aquele sorriso o aconchegava desde o primeiro momento que o vira (talvez no primeiro momento foi inconsciente, mas ainda reconfortante). Era verdade que ele não estava mais agüentando viver sem ele, e que cada vez que via um sorriso qualquer (principalmente de mulher) ele sentia uma fúria intensa, saudade incompreendida, e que naquele momento ele teve vontade de roubar a máquina fotográfica de uns turistas que estavam na esquina e fazer uma sessão completa de fotos, de todas as poses possíveis de se sorrir para ele, para nunca mais se esquecer desse sorriso.

Percebendo a situação que se instalou no ar, Hermione resolveu continuar como se nada tivesse acontecido, esquecendo o momento impulsivo de Ron, mas não totalmente, “Ele gosta do meu sorriso”, ela pensava sem parar:

-Bem... – Encabulada tentava continuar a conversa – Aquele ar de verão na Toca estava muito agradável, estava simples e delicado. Com aquelas mesas em volta da pista de dança, iluminada por fadinhas brancas, douradas e pratas que combinavam com o vestido da Ginny. E que vestido! Ela estava deslumbrante.

-É verdade, o Harry é um cara de sorte... – Ron já foi se emburrando, ainda não aceitava que tinha perdido sua irmãzinha para um cara que dizia ser seu melhor amigo.

Hermione deixou escapar uma tímida risadinha. Mas logo se controlou, mas não antes de Ron perceber:

-O que foi? Por que você está rindo?

-Ah, Ron! Você realmente não muda! Você não acha que tanto a Ginny, quanto o Harry já não estão grandes o suficiente para decidir os caminhos de suas vidas?

Ron amarrou a cara como fazia quando ainda estava em Hogwarts. Agora Hermione não se conteve; ela explodiu em gargalhadas pelo caminho. Ron amarrou ainda mais a cara, como também era de seu feitio fazer quando estava na escola, e Hermione além de fazer uma gracinha ainda ria da sua cara:

-Eu não posso acreditar! Você ainda faz essa cara... Meu Merlim! Acho que todas as pessoas crescem menos você. – Ela dizia com um enorme sorriso estampado na cara. – Essa sua cara é a mesma que você fazia quando implicava com o Bichento, ou quando alguém falava do Krum.

Ron sentiu como se toda a neve que estava acumulada no telhado das casas formassem uma bola gigante e assassina e saísse rolando em sua direção, até que o alcançasse e o embolasse, esmagando-o e sufocando-o. Ela ainda falava do Krum, será que ela ainda tinha contato com ele? Será que eles eram amigos? Será que eram namorados? Noivos? Casados? Nesse momento todas as tentativas de esquecer ou apenas controlar sua “queda”, mas para “despenhadeiro” por Hermione foram em vão. Era incrível como um simples nome conseguia enfurecer Ronald Weasley. Os sentimentos de raiva exterminadora, ódio mortal, vontade de socar, assassinar, esmurrar, espancar, trucidar aquela pessoa e ele próprio por tamanha estupidez. “Parabéns Ronald, talvez você tenha perdido a sua garota para um cara carrancudo, narigudo, mal-humorado e ‘famoso’, simplesmente porque ele deve ter muitos mais galeões na conta de Gringotes do que você, ou simplesmente seja porque ele percebeu antes que você que a Hermione era uma garota, e que conseqüentemente mais tarde uma mulher, e que mulher!” Tudo não caía em cima de Ron, simplesmente despencava, causando uma súbita parada em todos os seus neurônios e parando seu corpo no meio do caminho, fazendo-o empalidecer.

Ao perceber Hermione também parou, o logo que deduziu o que passava na cabeça de Ron, não pode deixar de sorrir mais uma vez. A sementinha plantada há muito tempo no coração de Hermione enfim brotou, regada com muita esperança. “Ele ainda sente algo por mim, depois de tanto tempo ele ainda não me esqueceu, assim como eu não o esqueci”. O corpo ferveu, o sangue borbulhou, o coração acelerou. Hermione decidiu que não perderia essa chance. Parou também, olhou para trás e com a cara mais ingênua e desinteressada que alguém poderia fazer, perguntou:

-Algo de errado Ron?

Krum, Krum, Krum, Krum. A voz de Hermione martelava sua cabeça. Krum, Krum, Krum. A imagem de sua irmã dizendo que a sua Mione havia beijado o Krum, Krum, Krum. A imagem de Hermione radiante descendo as escadas do baile de inverno e indo na direção de Krum, Krum, Krum...

-RON! Você está bem? – Ron estava branco em estado de choque – RON! VOCÊ ESTÁ ME OUVNDO?!?!

A voz dela ecoou por sua cabeça. Krum, Krum, Kr... Hermione. Sim, era melhor pensar nela.

-Sim, Hermione. O que você quer?

-Que você acorde para a realidade. Nós estamos parados no meio da rua, impedindo a passagem de muitas pessoas.

-Ah! – Ron continuou andar ao caminho do parque, mas búlgaros ladrões ainda apareciam em sua mente.

Hermione decidida a não deixar sua mente trabalhar para o mau caminho, continuou:

-Sobre o que nós estávamos falando mesmo? Ah sim! Sobre o casamento, sobre o vestido da Gin! Ah ela estava exuberante – Hermione suspirou levemente – Aquele corpete tecido com fios brancos e pratas entrelaçados, que marcavam seu corpo até a cintura, e depois, abria em uma calda volumosa também entrelaçados em branco e prata, mas que aos poucos começava a surgir uns fios dourados que iam escurecendo e aumentando formando um degrade perfeito. Ele com finas alcinhas douradas que mostravam suas costas e suas sardas charmozinhas. Ah! Ela estava tão linda! E o cabelo, preso em um rabo com aqueles cachos avermelhados perfeitos parecendo uma cascata de fogo, como eu queria ter aquele cabelo...

-Mas Hermione, o seu também é uma cascata só que não de fogo, é de chocolate... Hum... O que é muito mais gostoso! – Ron disse sem pensar nas conseqüências. Ao ouvir aquilo Hermione respirou profundamente e viajou pelas nuvens. “Ele acha o meu cabelo gostoso”. Ela pensava sonhadoramente. “Que bonitinho”. Ela continuava fitar o nada, quando percebeu uma mão aberta passar na frente do seu rosto como que pedindo sua atenção. “Eram mãos bonitas, grandes, sardentas e branquinhas como o leite, gostosinhas como o leite”

-Ei! Terra chamando HerMIone!

-Oi? – Ela falou calmamente ainda pensando nas mãos gostosas como o leite. Foi quando percebeu que as mãos eram de Ron.

Ei! Aonde está sua cabeça Hermione?

Nas mãos do Ron.

Isso continue pensando nas mãos do Ron, você mal o reviu e já está delirando por ele, até as mãos dele estão atrativas, pode continuar assim, só espero que não tenha esquecido por tudo que você passou. E cuidado, tem uma pedra no seu caminho.

Hermione balançou a cabeça como que para espantar aqueles pensamentos de sua mente, e então continuou:

- Você falou com... Aaaaiii!!! – antes que pudesse terminar a sua frase sentiu que algo havia colidido com seu dedo do pé. Uma dor se apoderou de todo o seu corpo, como se a pedra em que ela tropeçou tivesse colocado espinhos em seus dedos e ,para completar, com o impacto ela havia caído no chão.

Eu avisei que tinha uma pedra.

- Você está bem? – Ron preocupado, ajudava uma Hermione furiosa a se levantar.

- Ótima, estou ótima. Esquecendo-se do pequeno problema de que as minhas roupas estão encharcadas. – Ela bufou e com um sopro afastou os cabelos que, insistentemente, caiam sobre seus olhos, e depois mordeu o lábio inferior em sinal de nervosismo e preocupação.

Ron que ainda a segurava pela mão abriu um largo e sincero sorriso, ela tinha crescido, talvez mais amadurecida do que já era, corpo e cheiro de mulher. Mas para Ron ela seria eternamente aquela menininha rabugenta que ele conheceu no trem, o pesadelo e a paixão de sua vida. Ele não sabia se a amava porque ela era seu pesadelo, ou se ela era seu pesadelo porque a amava, a única coisa que sabia era que nunca conteria seu amor por ela. E foi vendo aquela mulher, com as mesmas manias que tinha quando era criança, de bufar quando as coisas não davam certo, e afastar os cabelos com um sopro, pois eles sempre caiam sobre o seu rosto e finalizando com a sua mordidela no lábio inferior que demonstrava sua frustração, nervosismo e preocupação porque as coisas não haviam acontecido como ela previa. Vendo isso ele teve certeza, jamais esqueceria seu primeiro e único amor. Jamais esqueceria seu grande e verdadeiro amor. Ele jamais esqueceria Hermione Jane Granger. Mergulhou em lembranças.


***Hogwarts, Jardins, 2º ano***

Das janelas do pomposo castelo de Hogwarts podia se enxergar os seus famosos jardins, que na atual época estavam sob uma espessa camada branca. Também se podia ver um arbusto completamente pálido, que se mexia e se você estivesse por perto ouviria cochichos:

- Ela está vindo Harry, pronto? Pegue o máximo de neve que puder!

- Estou tentando, mas o objetivo é molhar ela e não eu.

- Fique quieto! Ela está quase no ponto certo... AGORA!

Um menino com cabelos um tanto quanto ruivos saiu de trás de um arbusto com as mãos lotadas de neve. Junto dele um menino moreno e de óculos, meio contrariado, também saiu correndo. Com capas esvoaçantes eles foram na direção de uma menina, que por baixo da capa podíamos ver, dona de cabelos volumosos e espessos. Ao alcançá-la, ela foi bombardeada por dezenas de bolas de neve e com o impacto, caiu no chão derrubando os muitos livros que trazia no colo.

Após a chuva de flocos, Ron e Harry, à gargalhadas, foram ajudar uma Hermione furiosa a se levantar. Ela, sensatamente, recusou a ajuda, levantando-se sozinha endireitou-se:

-O QUE VOCÊS DOIS PENSAM QUE ESTÃO FAZENDO? EU ESTOU ENCHARCADA GRAÇAS AOS DOIS! VOCÊS SÃO MALUCOS? PRA QUE ISSO? Vocês deviam estar na sala comunal fazendo o dever de poções!

-Nesse caso, o que você está fazendo aqui? – Ron perguntou.

- Procurando os dois. – Ela disse receosa.

-Harry, você havia pedido isso?

Ele fez um movimento discreto coma cabeça indicando que não, Ron continuou:

-Nem eu. A pergunta então é: por que veio se nos não pedimos?

Hermione bufou, e assoprando as mechas que caiam sobre a sua face, juntou os livros que estavam esparramados no chão, mordeu o lábio inferior e virou-se bruscamente batendo o pé em direção do castelo. Os olhos marejados, Ron fora cruel. Mais cruel do que devia.




-Ron me ajude, eu preciso que você me esconda para eu fazer o feitiço secante.

Ainda com aquele sorriso bobo na cara, e o coração recheado de amor, ele respondeu:

-Ah! Nós podemos ir atrás daquelas árvores ali. – ele apontou um pequeno bosque do outro lado da rua. – Vamos! Eu fico vigiando.

Gentilmente ele a pegou pela mão e os conduziu pela movimentada rua de Londres. Hermione observou Ron olhar os dois lados da rua antes de atravessar, muito atento aos carros. “É, ele realmente amadureceu, se fosse o antigo Ron nós, com certeza, estaríamos esmagados em baixo de um dos famosos ônibus vermelhos londrinos de dois andares”.

-Pode ser ali? – ele a guiou por entre as árvores e parou no meio de dois enormes salgueiros. – Vamos! Não há ninguém olhando.

Hermione retirou cuidadosamente sua varinha de dentro do casaco trouxa, apontou-a para as suas costas e murmurou o feitiço. “Muito melhor, estava começando a ficar com frio” . Ela pensou aliviada.

-Pronto Ron, obrigada.

-Ah! Não foi nada. Se sente melhor?

-Muito.

-Então isso já me deixa muito feliz. – Dizendo isso, ele abriu um sorriso contagiante.

Hermione sentiu como se a primavera estivesse antecipada, sentiu como se todas as flores estivessem brotando em seu ser, florindo e perfumando seu corpo. Ela estava entre flocos e flores. Por fora o vento uivava e esfriava seu corpo, mas após o encontro, por dentro as flores aqueciam e adocicavam a alma. Ela se sentiu viva de volta ao admirar o sorriso de Ron, o sorriso que ela tanto amava. Que ela tanto desejava e ansiava. Aquele que acelerava seu coração, borbulhava seu sangue, aquecia sua alma. Aquele que deixava suas pernas bambas e o corpo mole. O sorriso inconfundível que enrubescia a sua pele alva, que dominava seus sonhos e fantasias. O que dava a sua esperança para seguir em frente. Sua utopia de viver. Ela conhecia cada parte daquele sorriso, desde a covinha que se fazia apenas no lado esquerdo até aquela sardinha que se situava acima do lado direito do lábio que em cada sorriso subia charmosamente alguns milímetros. Ela reconheceria facilmente aqueles dentes brancos, o sorriso fascinante.

Chega Hermione, agora parou.

-Ah! Então pode ficar bem feliz porque eu estou bem melhor agora. – Depois dos devaneios ela prosseguiu. – Vamos continuar o caminho?

-Claro, Srta Granger! – Ele deu um passo à frente e fez uma reverência. – Seu pedido é uma ordem. Até porque estes Salgueiros não me trazem muitas boas lembranças, minha perna ainda sofre traumas.

Realmente ele está muito mais maduro e cavalheiro.

Por entre risadas, eles voltaram a atravessar a rua e continuaram os seus caminhos. Depois de alguns minutos, Ron não podendo mais suportar não ouvir a voz de Hermione retomou a conversa:

-Mas até que horas você ficou na festa do casamento?

-Bem... Até a hora que você viu. Mas tive tempo suficiente para ver uma das cenas mais lindas que já presenciei. Foi quando a Sra. Weasley, que falando nela estava muito linda, abraçou o Harry e disse toda emocionada “Não preciso te desejar as boas vindas, eu sempre te considerei da família” Ela é sempre tão amorosa.

-Pois eu gostei mais do comentário do George “Só que antes, ele era da família como filho e não como cunhado” E o do Fred, “Eu realmente preferiria pensar nele como meu irmão, e não com ele se aproveitando da minha pobre e inocente irmã. Só porque ele nasceu como uma rachadura na testa e derrotou o maior bruxo das trevas de todos os tempos, salvando a todos nós e inclusive a própria vida da Ginny, ele não tem esse direito” Ou talvez o dos dois juntos, “Nós tentamos ajudar, mas mamãe disse, que o charme e o aproveitamento de pobres ruivas vem da família dos conquistadores baratos dos Potters”

-Eu não acredito que você ainda tem ciúmes da Gin, ou melhor, vocês têm. Até o Fred e o George! Pois eu achei o da senhora Weasley mais legal, e deixou o Harry muito mais feliz. Ele ficou ali, parado, com a taça de champanhe na mão e um sorriso bobão na cara. Eu só não sabia se era por causa do comentário, ou porque seus olhos estavam focados em Ginny que dançava com o pai dela... Acho que eram os dois.

-Ah! Ele devia estar medindo o tamanho da sorte que teve, e tem. Ele teve a chance e agarrou como unhas e dentes, vai viver feliz com seu amor a vida toda. Já eu, deixei a chance escapar.

Silêncio.

O que ele quis dizer como isso?

Tomara que ela não tenha lido as entrelinhas.

Será que é o que eu estou pensando?

Claro que entendeu! Você está falando de Hermione Granger, seu burro.

Não! Ele não teria feito isso, ele amadureceu, mas não tanto.

Isso não foi muito legal de você ter falado, ficou muito na cara, ou será que não?


Eles travavam uma batalha feroz com seus pensamentos, não sabiam com que o objetivo o outro havia falado, ou o que ele havia entendido. Hermione olhou para Ron de esguelha, suas orelhas estavam omitidas pelo cabelo e o gorro, se ao menos ela pudesse ver as orelhas, ela descobriria. Mal sabia ela, que as orelhas estavam vermelhas como aquelas luzinhas brilhantes do outdoor da loja mais próxima.

Não pense tão alto Hermione, por que ele iria falar isso pra você, depois de tudo?

Eu queria tanto que ela percebesse e voltasse pra mim.

Ele devia estar falando de outra garota. Quem será que é? Quem ela pensa que é? Será que era a Lavander?

Será que ela está pensando que eu falei isso pensando em outra? Não, ficou na cara. Ela sabe que ela foi a única que eu verdadeiramente amei...e amo.

Bem que podia ser eu, mas por que seria eu? Ele não gosta e nunca gostou de mim. Ele me abandonou sem motivo algum.

Ao pensar nisso Hermione sentiu algumas flores murcharem, sentiu uma pontada em seu coração. A separação. Por que ele havia feito aquilo com ela? Ela teria de perguntar era agora ou nunca.

Olha, finalmente chegamos, vou poder falar com ela de volta, depois do meu pequeno impulso.


Hermione respirou profundamente, ela iria perguntar era agora ou nunca, já havia esperado demais...

-Chegamos, Mi. – anunciou Ron.

-Que bom! –Disse Hermione disfarçando a frustração e derretimento que vinham ao mesmo tempo. Frustrada, pois havia perdido a sua chance de perguntar, mas consolada de que haveria outros momentos, e derretida por causa da escuta do velho apelido.

Eles atravessaram o portal e avistaram um banquinho rodeado por árvores, decidiram que iam sentar-se ali. Foram se dirigindo ao local, estavam nervosos, a presença um do outro os deixavam nervosos. Olhos vidrados, corpos acelerados, corações descompassados, lembranças e sentimentos reprimidos. Amor, paixão, desejos cobiçados. Quanto mais se ama, mais saudade se tem. Quanto mais se ama, mais desejado, almejado e fervoroso é o reencontro.


N/a: Aqui estou eu de volta, lálálá... Na verdade eu acredito que não tenha muito que falar desce cap, só que eu espero de coração ter agradado a todos, todos. Mas na verdade, quem tem q falar são vocês... hihi =D comentem...
Assim, quanto a capa da fic, eu acho q ta dando uns probleminhas. A imagem não aparece se você não clicar no “clique aqui”, não sei eu acho q fiz tudo certinho hospedei, até compactei a imagem, mas ela não quer colaborar comigo...=P Talvez não esteja tãããão certo assim!!! Se alguém tiver sugestões sobre o que devo fazer. Não se acanhe, COMENTE!!!E mesmo quem não tem sugestões, críticas ou qualquer outra coisa, comente só pra dizer “oi”. Há! Vocês sabem é simples fazer um criança feliz... É só pegar os seus dedinhos (minguinho, seu vizinho, pai de todos, fura bolo e o mata piolho) seu teclado e bater nas teclinhas delicadamente, pra não quebrar e escrever coisas, de preferência com nexo...rsrsrsrs

Agradecimentos:

Jaqueline Santos Do Nascimento: Você não sabe a alegria que me deu, quando eu vi que tinha comentado na minha fic! “Talvez ela não esteja tão ruim assim...”, pensei. Eu dei um grito que a minha mãe veio correndo ver o q era!háhá!Nossa brigada mesmo por ter comentado e ainda por ter dito q eu sou uma pessoa legal!!!!!=D Faço de tudo para agradar! Você fez o meu dia! Continue comentando... Agradeço imensamente

Paula Barbosa: Há! A minha fic vai ser um sucesso...*faz uma dancinha estilo Micheal Jackson*Obrigadaaaa!!!*abaixa-se em reverência*!!! Eu desejo isso realmente, e você comentando ajudou o meu sonho e alimentou a minha esperança!!!Ta aí o segundo cap que você pediu!! Obrigado realmente por ter comentado e pode continuar que eu não vou reclamar!!=D

luana karen de almeida: Muuuito obrigada pelo seu comentário!!!De verdade verdadeira!! Viu não demorei muito pra atualizar só porque você pediu!!hahau... Espero que o cap tenha te agrada o tanto que você esperava...fiz te tudo!!Mais um agradecimento ao comentário e se continuar agradeço em doblo!!!;D

ª Nani Tonks: naaaaaaaaani!!Você me achou! É eu me esqueci de te avisar...=P(coisa feia)deesculpa!! Mas muuuuuuito obrigada mesmo pro ter comentado até duas vezes pra ficar bonitinho!! Quanto ao “O Profeta” eu assistia de vez em quando, mas não liguei a música a isso. Eu achei ela revirando os discos do meu pai!!huahuhauhahua...Sabe aqueles de vinil, então eu peguei da Simone que ele amava e que tem uns poemas bem bonitos!! E se você quiser fazer o video, olha eu não vou deixar porque é perigoso eu desabar em lágrimas de emoção quando ver, ai que orgulho, minha fic vai ter até vídeo!!!!hauhahauhha...to brincando pode fazer siiim que eu vou mais que amar, vou te venerar!!! Obrigada por tudo... Espero que tenha gostado do 2º cap!!!=** Continue comentando aqui “preu” ta? Não fuja que eu não mordo!!Quem faz essas coisas é o Remus, você já dve estar até acostumada!!!uhahuauahuhau


Aqui o apelo final, agradeço a todos que leram!! E peço humildemente, *fica de joelhos* COMENTEEEEEEEEEEEM!!!!!!!*-*

Nox

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