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1. Capítulo 1


Fic: Perto Demais - NC18 - POSTADINHO xD


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo Um

Mero Acaso?




Seu costumeiro mal humor matinal não era algo com que ele se importava. Na verdade, nunca se importara. O adquirira com o passar dos anos, inevitavelmente, e se acostumara com ele. Era como um compromisso sério – um que não se permitira, nem permitiria, ter com uma mulher – qualquer que ela fosse.


No entanto, pensar em mulher, logo de manhã, seria mais um motivo para seu humor azedar, por isso, afastando esse pensamento, Harry levou os óculos escuros ao rosto, num gesto lento e despreocupado.


A avenida onde morava nunca ficava movimentada, principalmente pela manhã, e essa fora uma das razões pelas quais ele optara comprar uma casa ali. Por ironia do destino, só há poucos meses viera, realmente, utilizá-la, quando se aposentara do trabalho. Não houvera outra solução senão essa mesma: aposentar-se. A sua última missão havia corrido mal, muito mal. Sabotagem, sem dúvida. O seu carro havia sido sabotado; um BMW novinho em folha, mas com o pedal do travão subitamente duro como pedra, enquanto ele mergulhava ravina abaixo, por entre árvores e mais árvores.


Rangeu os dentes, pensando que, neste momento, poderia estar sem uma perna, ou, até mesmo, morto, numa cova escura…


Irritado, abanou a cabeça, afastando as lembranças dos dias infernais que passara no hospital, e se concentrou no caminho, pensando no que faria no decorrer do dia. Tinha as vinte e quatro horas seguintes livres, totalmente; sem precisar dar satisfação a ninguém de onde ia ou o que ia fazer, ou ainda de que horas ia voltar, caso precisassem dele. Porque não precisavam. Não mais – por agora.


Já podia prever o tamanho do tédio que o aguardava.


A cafeteria onde passara a tomar seu café-da-manhã não era longe, por isso não demoraria a chegar em frente ao estabelecimento, de alguns metros quadrados, grande o suficiente para não ser considerado pequeno, e pequeno o bastante para não ser considerado grande. Fora decorado com cores claras, os móveis eram modestos, mas de bom gosto. A comida era boa. O atendimento também. E, principalmente, ninguém perguntava nada além do necessário – em especial, a ele.


Tirando os óculos, empurrou a porta vidrada, e o cheiro gostoso de café de imediato lhe invadiu as narinas, quase fazendo-o fechar os olhos. Depois de uns bons goles de café, quente e forte, ele ficaria com um humor muito mais agradável, sem dúvida. Se lhe perguntassem se ele dependia de alguma coisa, ele responderia, sem pestanejar, “café”. Ele fora seu bom amigo nas madrugadas passadas em claro, e continuava sendo. Quando se trabalhava para o governo, em especial do jeito que ele fazia, muitas vezes era melhor permanecer acordado. Sonhos eram agradáveis, mas não para todos. E definitivamente não para ele. 


Suspirou.


Odiava estar para ali a lamentar a sua vida. Odiava. Mas simplesmente não conseguia evitar. Estava zangado, irritado, entediado; há vários meses. Ainda não sabia como ou por que não enlouquecera. Talvez já estivesse louco, e nem desse por tal. Oh, merda… Tinha que estar mesmo louco para pensar assim. O tédio enlouquece.


Adentrou a cafeteria, contendo uma careta de desagrado por causa do barulho anormal do lugar. Normalmente, a cafeteria não ficava tão cheia pela manhã, se fosse cedo,    realmente     cedo. Mas aquele dia fugira à regra, e agora que entrara ali, sua maior vontade era de sair o mais rápido possível.


Alguma mãe tentava de tudo para fazer seu bebê parar de chorar, sem conseguir, como ficava óbvio pelo modo como a criança dizia “ao mundo” que tinha uma garganta de ferro; um grupo de amigos conversava em voz alta, sem mencionar os outros clientes, os quais embora limitassem o volume de suas vozes, ainda assim ajudavam a aumentar o barulho. Então, em meio a tudo isso, havia a música suave que sempre enchia o ambiente.


Crispou os lábios em irritação.


Já tivera barulho demais em sua vida. Agora, a regra de ouro era tranqüilidade. Ele só precisava pensar num jeito de se livrar do tédio...


Apressado, se dirigiu ao balcão, e como nos últimos dias, ignorou o olhar de admiração da garota de dezoito anos de idade, que mentira ao proprietário dizendo ter vinte e um, para poder conseguir o emprego.


Conteve um sorriso.


Na primeira semana que chegara ali, investigara a vida dos vizinhos. Sabia apenas o essencial, o suficiente para não ter que se preocupar com um possível psicopata disfarçado. Velhos hábitos demoram a morrer. E esse, “de conhecer o inimigo antes que ele te conheça”, era um deles.


Não demorou a pagar pelo seu café – puro, e sem açúcar – junto com sua meia dúzia de bolinhos de queijo, muito menos para sair da cafeteria, se permitindo um rápido sorriso quando a porta vidrada impôs uma barreira entre ele e o barulho da cafeteria.


Semicerrando os olhos, ingeriu um longo gole de café, saboreando, enquanto girava o corpo para o lado esquerdo e... Merda!


Tossiu, subitamente engasgado, reprimindo uma exclamação de dor quando sentiu um ardor irritante na ponta da língua e no lábio inferior. Esperava, sinceramente, não ter feito grandes estragos na pessoa com quem esbarrara, mas, então, arregalou os olhos, ao avistar uma blusa branca, sobre um corpo esguio e curvilíneo, manchada de café. Seu café.


Ela era linda. E ele manchara-a de café. Porra!


Desculpe… ― Com um rápido olhar, perscrutou a expressão do rosto emoldurado por cabelo preto liso, curto e brilhante, deslizando os olhos até detê-los em seu faiscante olhar cinzento, por detrás de um par de óculos de armação prateada.  ― Eu realmente não a vi…


― Não, tudo bem... Está tudo bem ― sua voz era suave, e apesar da dose de simpatia contida nela, seus olhos diziam o contrário. Estavam irritados, e quando baixaram para a blusa, vendo o estrago feito, ficaram mais ainda. ― Arruinada ― ela murmurou, tão baixo que ele tivera que ler seus lábios para entender. Algo que, se fosse sincero – e ele era – o deixara mais acordado do jeito que qualquer café nunca tinha feito.


No entanto, ele percebeu que havia algo de errado com aquela mulher, além de – ele notava agora – ela estar ofegando e olhando constantemente para trás, como se temesse que algum louco aparecesse no virar da esquina. Talvez estivesse sendo seguida, pensou, erguendo uma sobrancelha, enquanto ela olhava novamente por cima do ombro.


Sem resistir, focou o olhar no fundo da avenida. Não lhe parecia que havia algum louco à solta.


― Moça, você está bem? ― se sentira na obrigação de perguntar. Ela estava tão... estranha.


― Não, eu... Quero dizer... Acho que...       


Franziu a testa, confuso, e começando a achá-la... pirada.


― Bem, se você... ― Interrompeu-se, irritadíssimo, quando ela o ignorou, voltando a olhar por sobre o ombro. ― Qual o problema? ― perguntou, já sem paciência. Tinha começado o dia com o pé esquerdo, pelo visto. Não havia algo pior que isso: começar o dia com o pé esquerdo quando se está aposentado.


Oh, não! Não! ― Seu tom de voz alarmou-o ao máximo, assim como a aflição dos olhos cinzentos quando encontraram os seus. Parecia querer dizer-lhe alguma coisa. De fato, ela abriu a boca, extremamente nervosa, mas no último segundo pulou no seu pescoço, agarrando-o com tanta força que os dois corpos balançaram.


Surpreso, enrijeceu os músculos ao sentir os lábios dela, suaves, quentes, quase desesperados, pousarem sobre os seus, arfando contra a sua boca.


Mas a mulher tinha que estar muito louca!


Com o braço livre, tentou afastá-la sem ser rude. Se a mulher tinha mesmo problemas, ele não queria ser o culpado por aumentá-los com uma brusca rejeição.


Ao contrário do que achara, ela não se foi facilmente, mas sim colou o corpo delgado ao dele, aumentando a pressão sobre seus lábios.


Um pequeno franzir apareceu em sua tez.


Ela não aparentava ser forte, mas era. Um fato curioso, e que foi completamente esquecido quando a morena louca inclinou a cabeça ligeiramente para o lado, roçando a ponta da língua pelos seus lábios fechados, pedindo, exigindo... como uma mulher que não desistiria até ter o que queria.


Que diabos!
Que mais lhe reservaria este dia?


Agarrou a cintura da desconhecida, pressionando a carne com força. Seu corpo não acompanhava seu cérebro, o traindo e humilhando.


Me beije de volta”, ela sussurrou, de repente, ofegante. “Por favor, me beije... me beije, assim...”


Merda!


Antes que pudesse impedir, sua boca se abriu sobre a dela, num som gutural baixo. Rijo e tenso, seu corpo impulsionou contra o dela, com força que lhe roubou o fôlego e a fez soltar uma exclamação de surpresa.


Ela o abraçava como se sua vida dependesse disso, e talvez assim fosse – mas agora era com ele. Não a soltaria, mesmo que ela o quisesse. Sua razão se esvaía a cada movimento que sua boca fazia sobre a dela, a cada suspiro, a cada vez que, mesmo tão juntos, ela se pressionava mais contra ele.


Deus, era loucura.


E ele estava gostando muito de ser louco.


O seu gosto doce era simplesmente viciante, aqueles lábios de textura macia e tenra, quentes; e a língua... Merda! Que beijo!


Foi de surpresa, igual ou maior da que quando a mulher pulara em seus braços, que ela se afastou, como se ele tivesse uma doença contagiosa ou algo do tipo. Uma parte de seu cérebro registrara o modo ágil com que ela se livrara de seu aperto, mas a outra, a maior, estava preocupada em recuperar o fôlego, e em se perder nos olhos cinzentos da desconhecida.


Ela os tinha arregalados, o fitando como se o estivesse vendo pela primeira vez – e a impressão não parecia estar sendo boa. A ponta dos dedos tocava de leve a boca entreaberta, sua expressão revezava entre ultraje e choque. A notou dar um passo para trás, e já iria dar um em sua direção quando sua atenção foi desviada.


Um carro esporte acabara de entrar na avenida, cantando pneus. Dois jovens o dirigiam, rindo, o som do carro alto. Crispou os lábios em desgosto. Arruaceiros, pensou, antes de voltar a olhar a mulher à sua frente...


Só que… ela já não estava lá.


* * * * *


Nota das Autoras:


Oi, pessoinhas!


Antes de mais, queremos desculpar-nos por qualquer erro de formatação e blablabla que nos tenha passado despercebido, mesmo depois de relermos o capítulo milhares de vezes - e em toda elas ter que se controlar para não pular na tela e agarrar o Harry! *suspiros* Vocês devem concordar conosco, porque, bem... é o Harry, e isso já é alto explicativo. kk.


Falando do capítulo... Alguém aí, sabe - sabe mesmo - quem é e o que está fazendo essa tal... desconhecida? Hum...?
Querem respostas? 
Comentem
, e as têm nos próximos capítulos. ;D


Ah, e claro, adoramos todos, todos os comentários, de coração - sonserinas têm coração, sim! rs.


Bem, sabemos que devem estar muito ansiosas pelo beso do Harry, por isso não vamos massacrar mais vocês...


Então, um beijo das autoras a todas.
E um bem melhor do Harry.

Até o próximo capítulo!

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