CAPITULO 55 – CUTUCANDO A ONÇA
A todo instante, os olhos de Gina se erguiam do prato e fitavam Harry com devoção. Hermione poderia entender o que sentia. Esse sentimento vinha tomando conta de sua vida, com tal força, que precisava lutar braviamente contra o impulso de ficar olhando para seu marido. Odioso marido.
-Rony, minha vida, essa manhã me fará companhia? – a voz melodiosa de Lilá quebrou a paz e o sossego da mesa do café da manhã. – Passei um dia terrível, meu amor, trancada naquele quarto, esperando que me resgatasse!
-Sinto muito, Lilá – ele disse – Tenho trabalho a fazer, quem sabe, mais tarde possa levá-la para um passeio. – disse para fugir da situação, mas ficou surpreso quando foi alfinetado indiretamente:
-Quem sabe, o Sr.Potter. Não pode acompanhá-la, visto que são íntimos?
Harry quase se engasgou com o café, achando uma desculpa qualquer para se negar e sair da mesa. Hermione tinha prazer em ser desagradável quando sentia-se enfurecida, e Rony sentou as suspeitas aumentarem.
Harry enfurecera sua mulher por alguma razão!
O café não durou muito tempo, a despeito da qualidade do café e do pão. Rony saiu para o trabalho, e Lilá refugiou-se no quarto, para fugir do convívio com Hermione.
Sozinhas na mesa, visto que Juanita estava lavando roupas, Hermione sussurrou:
-Como pode ir ao quarto dele?
-Como sabe? – Gina ficou surpresa – Achei que estivessem dormindo! – ela sorriu maliciosa – Acaso meu irmão a deixa acordada durante toda a noite?
-Não seja desinibida, Gina! Se o seu irmão suspeitar que sabe dessas coisas, vai estar em apuros!
-Não exagere, Hermione! – Gina suspirou – Pensei muito sobre isso. Se Harry...eu disse ‘se’ ele não quiser se casar comigo, irei poupar a todos da vergonha. Vou para um convento.
-Fácil decisão, não é? – Hermione ironizou.
-Sei apenas que não poderei me casar com outro homem! Jamais deixarei outro me amar! Amo tanto Harry!
-Acaso sabe a fortuna que é manter uma mulher em um convento? – Hermione replicou irritadiça.
-Papai pagou os estudos de Rony! Porque não pagaria minha estadia em um convento? – havia petulância em sua voz.
-E a falta que fará a sua família? A sua mãe? Acaso pensa que será tão fácil assim abandonar a todos que a amam? Pense, Ginerva!
-Hermione... –ela lacrimejou e Hermione amenizou o tom de voz.
-Acho o mais prudente, esperar pelo pedido de casamento. Depois, é melhor manter tudo em sigilo. Esta me entendendo? Se ele não falar nada, você também não fala! A menos que aceite um casamento obrigado, então, me avise para darmos o flagrante, de outro jeito um homem com tanto poder jamais será levado ao altar!
-Faz tudo parecer tão sórdido! – Gina ficou chocada.
-Sórdido não, prático. Sórdido é desonrar uma menina e não assumir a responsabilidade! – tentando se acalmar, ela disse pensativa – talvez devesse aproveitar que seu irmão não está e falar com Harry sobre o casamento.
-Oh, não faça isso! Não quero que ele me ame por obrigação! – Gina desesperou-se – O aceito apenas por amor!
-Certo, fale baixo! Não quer que alguém nos ouça, quer? De qualquer forma, não posso mais ficar a sós com Harry... – deixou escapar.
-Porque não? – Gina ficou na defensiva.
-Porque seu irmão é completamente louco e sente ciúmes até do melhor amigo!
-Como...como assim?
Hermione não notou que para Gina era um assunto sério, pois para ela era uma completa bobagem!
-Rony acha que tem algo especial no modo como Harry me olha. Mas sabemos que seu irmão é um parvo! Então, porque levá-lo a sério?
Levantando-se, ela juntou a louça suja e disse:
-Me ajude a lavar a louça.
-Porque acha que pode mandar em mim? – Gina perguntou ficando escarlate de raiva.
-Não posso, e não estou mandando. Mas não ficará nessa casa como uma inútil, apenas arrumando problemas! – alfinetou – Gina, faça algo de útil, e pare de pensar em besteiras! Se o seu irmão não estivesse tão exausto...poderia ter sido ele a ouvir seus passos e não eu!- disse com uma ponta de horror na voz.
Gina ficou em silêncio e ajudou a secar os pratos, até que em determinado momento, incapaz de manter a boca fechada, ela cutucou Hermione com o braço e disse risonha:
-Exausto, é?
Hermione não pode evitar de sorrir e logo elas riam. Era como voltar aos velhos tempos, onde ainda eram amigas.
Obviamente, que o humor não durou muito, pois Lavander surgiu na cozinha, atrapalhando a vida de Hermione, que em uma carranca, começou a maltratar os pratos e os talheres.
Uma hora depois, Hermione arrumou uma desculpa qualquer para tirar Gina de perto de Lilá. Mesmo tendo perdido a virgindade e transformando-se em uma mulher, Gina ainda era muito imatura e ingênua e essa mulher seria terrível companhia para ela.
Afinal, Gina não precisava de mais conselhos para fazer besteiras!!!!
Ao proteger Gina, ela se viu frente a frente com Lilá e sozinha. Harry havia se trancado em seu quarto, com uma desculpa qualquer, e Juanita estava cuidando das roupas.
Tentando não se importar com ela, cuidou da cozinha,sentindo seus olhos fixos em cada movimento seu. Olhava minuciosamente, cada detalhe, a procura de defeitos.
Em outros tempos, Hermione não ligaria. Mas aquela mulher havia dividido a cama de Rony e o conhecera do mesmo modo que o conhecia. Em outras noites do passado, fora aquela loura quem adormecera exausta em seus braços!
Esse pensamento a fez bater uma gaveta.
-Pode me servir um copo de água? – Lilá perguntou acariciando a barriga, no entanto sem dedicar um único olhar. Tinha os olhos gelados, fixos em Hermione – é católica, Hermione?
-Sra.Wesley -ela ironizou, detestando ter aquela mulher falando seu nome.
-É católica, sra.Wesley? – ela insistiu, bebendo sua água com lento cuidado.
-Sim, porque a pergunta? – por mais que detestasse lhe dar atenção, não podia evitar a vontade de brigar.
-Sabe que Deus não apreciaria que um bebê nascesse sem o seu pai?
-Sinto muito, Srta.Brown, mas comigo pode poupar seu discurso de cortesã! Não sou manipulável como as outras senhoras que deve ter conhecido. Não vou me deixar manipular por fé. Sou católica, conheço a bíblia, e conheço também tipos como você.
-era de esperar que uma mulher tão feita, tivesse grande amargura pelo mundo a sua volta – Lilá respondeu, sofredora por ver seu discurso ir ralo a baixo!
-Sua opinião a meu respeito não me importa – Hermione disse, segura por fora, mas tremendo por dentro.
-Tento não sentir pena de uma criatura tão desagradável, mas não consigo. Pobre Ronald, tendo que conviver com tanto recalque! Sente prazer em fazer a vida dele um inferno? – disse calmamente.
-E porque deduz que sua vida seja um inferno? – não conseguiu evitar a pergunta.
-Rony, meu amor, sempre foi um homem voraz. Sempre apreciou a beleza e o prazer. E agora, deve lamentar a má sorte que o faz ter em sua cama, uma mulher como você.
-Não discutirei minha vida conjugal com uma cortesã.- definiu.
-Pois deveria, ao menos, poderia dar-lhe alguns conselhos sobre como dar prazer a Rony. Pois obviamente, ele deve estar frustrado com...o que possui.
Hermione sentiu o impulso incontrolável de contar a ela da forma como era perseguida dia e noite por Rony. Mas não o fez.
Hermione não percebeu, por não ter tanta experiência, mas seu olhar dizia claramente a Lilá. Dizia o quanto era satisfeita, e o fazia um homem satisfeito, e havia tanta certeza em seu olhar que Lilá quase desistiu.
Uma pena que a própria Hermione não sabia desse poder.
Frente a olhos sagazes, Hermione era um livro aberto. Uma jovem com muitas tragédias, sempre na defensiva, tentando se proteger. Era uma faísca de fogo sempre pronta a se incendiar. Lilá notava claramente seu coração apaixonado, mas também notava sua relutância em apreciar e viver esse amor. E com sentimentos desse tipo ela sabia jogar.
-Acaso não se importa em ver seu marido infeliz? – Lilá insistiu.
-Acha que o libertando do nosso casamento, estarei contribuindo para sua felicidade? – Hermione fez ares de inocente – Acha mesmo que um homem jovem, honesto, com um futuro brilhante, será feliz ao ter o estigma de carregar uma cortesã desqualificada e um filho bastardo nas costas?
-Hermione – uma voz atrás dela a fez se calar.
Juanita segurava uma bacia de roupas contra o quadril volumoso,e um de seus meninos, que já tinha idade suficiente para entender o que ouvia, do seu lado.
-Juanita, eu não penso isso sobre você! – apressou-se a dizer, em pânico ao ver seu olhar magoado.
-Aqui não é o melhor lugar para discutirem – ela lembrou a Hermione – Para ser franca, não há razão para uma senhora discutir seu casamento com uma rameira. – virando-se para Lilá, disse – Volte para seu quarto, não deve desfilar por aí. Quer que seu filho nasça numa cozinha?
-Essa casa é minha, não eleve a voz para mim – Lilá disse furiosa – Enquanto meu homem estiver aqui dentro, não pode me maltratar!
Juanita soltou uma gostosa gargalhada, fitando a outra com reconhecimento.
-Porque finge não ver a verdade?
Era uma conversa que Hermione não entendeu. Ambas trocaram um longo olhar e faltou experiência de vida para que Hermione entendesse que as duas sabiam que o casamento deles era insolúvel. Eram um casal apaixonado. Nada poderia intervir, nem mesmo o poder de uma cortesã.
-Prepare um lanche, serviçal. Não me faça exigir que Rony te puna pela ousadia! – Lilá levantou-se com dificuldade, indo para a sala de estar, como se fosse à dona daquela casa.
Juanita ignorou o comentário, mas Hermione sentiu o sangue ferver.
Como uma locomotiva, foi atrás.
-Enquanto estiver dento da minha casa, não dará ordens a quem quer que seja! – esbravejou, recebendo de volta um olhar satisfeito e languido.
-E porque não? Rony, é meu. Tão meu quanto jamais saberá, sua coisa sem graça! Tenho poder sobre ele, um poder que jamais conhecerá. Ele está impressionado com a gravidez, mas assim que meu corpo voltar a forma antiga, estará rendido e voltaremos a ser o casal de sempre! Ou não percebeu suas intenções ao me deixar ficar?
-E quais seriam suas intenções? – Hermione ironizou, as mãos na cintura, pronta para o combate.
-Manter-me nessa casa, é claro. Talvez encontre um sanatório para você. Isso e muito comum em Londres. Esposas loucas são internadas para que seus maridos possam ser felizes ao lado de uma boa mulher lúcida!
-Acredito que quem mereça um sanatório é você! Como ousa entrar em minha casa e...
-Ouso! – Lilá elevou a voz – Ouso porque sei que a ambição falou mais alto que o amor! Que Rony se deixou levar por seu gênio esquentado e entusiasmado! Esse casamento é um meio para um fim! – ela apontou um dedo para Hermione – Não permitirei que o único homem que amei fique preso a uma mulher horrível, detestável e feia!
-Sua opinião a meu respeito não me interessa! – Hermione disse seca e ofendida, tentando conter a vontade de esganar àquela mulher insuportável.
-A minha opinião é a mesma de Rony! Fico com pena do meu amor, ao pensar na tragédia que são suas noites, tendo que tocar uma mulher tão...tão asquerosa! Tem a postura de um homem, e um corpo digno de pena!
-Não sabe o que está dizendo! – Hermione sentiu o controle se esvaindo a ponto de ter que apertar as mãos com força para não avançar sobre ela.
-Sei o bastante sobre os homens para saber que Rony está se sacrificando para agüentar o fardo de estar ao seu lado! Porque não tenta ser humana e o liberta desse compromisso ridículo? Deixe-o ser feliz ao meu lado! Pois sempre fui eu quem desejou, sempre foi em meu corpo que encontrou o prazer e a paz!
Hermione não queria mais ouvir isso. Algo muito ruim subiu a sua garganta e ela praticamente saiu correndo da sala. Lilá recostou-se nas almofadas, um sorriso de puro contentamento na face.
Na escada, Harry olhou para ela, e maneou a cabeça. Era muita humilhação para uma jovem que já sofrera tanto. Lila comprou seu olhar e ele desistiu, subindo novamente para seu quarto. Não deveria se meter, afinal, Hermione não era sua esposa.
Mas se fosse, não permitiria que fosse tratada daquele modo! Indignado, jogou o livro sobre a cama com força este caiu ao chão com um barulho forte.
Era um homem confuso e mais que nunca, assustado pelas escolhas que teria de fazer.
Juanita ouviu os passos apressados, mas não deu importância, pois ainda estava magoada com as palavras de Hermione sobre cortesãs. Era uma magoa irracional, mesmo assim, estava magoada.
No quarto, Hermione mal conseguiu fechar a porta e trancá-la, antes de correr até a bacia que ficava sobre a mesinha para a higiene matinal.
Sentiu o gosto do vômito e uma forte contração no estomâgo. Então, o enjoou passou e ela pode se sentar na beira da cama, com as pernas tremulas. Usando uma tolha, limpou os lábios, sentindo o coração acelerado.
Aquelas palavras horríveis ecoava em sua mente, porém em vez de estar menosprezada e infeliz, como outras moças estariam, Hermione estava em fúria!
Provaria àquela meretriz de quem Rony realmente precisava! Mostraria a ela quem era a dona do seu desejo! Se alguma vez em sua vida, houvera sentido algo por aquela cortesã, fora no passado, ele mesmo o dissera.
Uma vozinha a alertou para não acreditar cegamente, mas ela a desacreditou.
Mostraria a Lavander Brown do que era capaz!
Apesar do impulso incontrolável de se vingar, precisou se deitar por uns minutos para o mundo voltar ao seu eixo e a tontura passar.
A presença daquela mulher estava deixando-a doente.
Quando saiu do quarto e pediu ajuda a Juanita para limpar a bagunça que fizera, teve que se afastar, pois o cheiro do vômito embrulhava seu estomago.
-Sinto muito, mas minha raiva quase me sufocou – ela se desculpou vendo-a limpar os vestígios indignos.
-Diga, Hermione, isso tem acontecido muito?
-Não – ela sentou-se na beira da cama, quando Juanita terminou de limpar – Sinto tanta raiva dessa mulher que me sinto zonza e enjoada. Sei que quando ela for embora, melhorarei!
-É claro que sim – Juanita sorriu, desviando os olhos rapidamente.
-Juanita, sobre o que disse agora a pouco...não pensava em você. Para mim, é a mais digna das mulheres. Sabe disso, não sabe? – Hermione perguntou baixo, incerta, pois novamente não se expunha tanto.
-Sim, eu sei – ela concordou suspirando, desconsolada – Todos temos dificuldade em lidar com o próprio passado. Não é a única a ter seus fantasmas a perseguindo. – bateu em sua mão com gentileza. – Agora, levante, para que possa arrumar o quarto. É melhor que se deite um pouco, ajudará na náusea.
-Acha que estou doente? – Hermione se preocupou.
-Não, mas precisa descansar. O medico disse que levaria muito tempo até estar recuperada totalmente! – olhou para ela de canto de olho.
-Tem razão – ela sorriu, olhando Juanita trabalhar.
Depois de um curto silencio, tomou coragem:
-Juanita...posso fazer uma pergunta?
-É claro que sim, Hermione – disse distraída.
-É uma pergunta muito pessoal – havia incerteza em sua voz. Timidez também.
-Então pergunte! – ela sorriu, sem dar muita atenção.
-O que uma mulher pode fazer para que seu marido grite a noite toda? – perguntou de um fôlego só.
Juanita quase deixou cair à trouxa de roupas sujas que carregava. Surpresa e então satisfação passaram por sua face, antes de abrir um amplo sorriso e começar a falar...
Harry se refugiou no celeiro observando alguns cavalos que estavam esperando para serem exercitados. Talvez trouxesse de Londres alguns garanhões para que Rony começasse uma criação. Era um lugar propicio, e seria seu presente de casamento atrasado.
Um aperto em seu coração o fez sentir culpa.
Como pudera enganar seu melhor amigo? Trair sua confiança e espezinhar sobre sou hombridade? A família Wesley não merecia tamanha traição.
Harry estava gelado, apesar do calor do dia, só de pensar se descobrissem, antes do pedido formal do casamento. Pelos olhares de Hermione, apostava como ela já sabia.
Não era de se admirar, àquela mulher tinha olhos que liam a alma. Sorriu a esse pensamento, mas o medo e a insegurança eram maiores.
Não amava Gina. Ainda não, pensou. Fora fisgado por um espírito livre de amarras e um gênio explosivo. Sua pele o encarava, sendo delicada como seda. E seu corpo o levara a loucura com sua inocência e frescor. Possuí-la fizera de Harry o homem mais feliz desse mundo e essa sensação de plenitude ainda o acompanhava.
Queria aquela jovem curiosa, obstinada e briguenta. Queria estar ao seu lado para sempre. Durante anos fugira da idéia de casamento, pois tinha medo de ter seu futuro interrompido como de seus pais, muito cedo, muito jovens, deixando um filho sem amor de mãe e pai. Mas o medo não poderia governá-lo para sempre.
Tinha tanto a agradecer a Rony e o fizera com uma apunhalada nas costas. Nos anos no internato, onde era apenas um garoto órfão e tímido, encontrara no igualmente tímido e triste menino ruivo, amizade e respeito. Eles cresceram, fizeram outros amigos, e desabrocharam para a vida, sempre companheiros e muitas vezes, gostava de pensar em Rony como sendo seu irmão.
Sentira muito orgulho, ao saber que Rony queria que desposasse sua irmã. Pois era a prova mais fiel do amor que tinham um pelo outro. Entregar sua irmã a sua confiança era a prova. Harry tinha nas mãos a culpa e o agradecimento.
Não poderia viver com ambas dentro de si.
Num rompante, decidiu contar tudo. Pediria Gina em casamento, como eram seus planos, muito antes de terem feito amor, mas antes contaria tudo a Rony. Encararia como homem as conseqüências de seus atos.
-Não faça isso.
Harry parou ao ouvir uma voz atrás de si.
-Se está pensando em fugir, não faça. E se está pensando em contar a Ronald, também não faça.
-Por que acha que fugiria? – ele encarou Hermione, ofendido.
-Não estou pensando nada. Estou apenas aconselhado. Vi quando se refugiou aqui. É obvio que está perturbado. Gina tem a cabeça de vento! Sonhadora e romântica! Mas você é um homem prático e sabe que tem uma decisão a tomar. Essa decisão mudará a vida de Gina.
-Decidi me casar com Gina muito antes de termos...muito antes. – ele garantiu.
-Ainda bem, isso simplifica tudo – ela respirou aliviada –pois saiba que não permitiria que saísse daqui sem cumprir com suas obrigações!
-Hoje mesmo contarei tudo a Rony e anunciarei o casamento – ele garantiu a certeza crescendo dentro dele.
-Não! – ela olhou-o cheia de razão – Não conte nada! Fale do casamento, e o apresse. Mas não conte como traiu sua amizade.
-Acha que Rony não me perdoara?
-Acho que não perdoara a si mesmo, sr.Potter. – suspirou – Não que me importe com ele, mas vai assumir a culpa por não ter cuidado da irmãzinha.
Harry sorriu, achando que para quem não se importava com Rony, ela estava bem empenhada em protegê-lo!
-Preciso ir... – Hermione disse olhando em volta e ele estranhou – Não deixe Gina achar que está sendo obrigado, ou ela jamais o aceitará!
-Obrigado? Porque ela pensaria isso?
Não houve respostas, pois Hermione se apressou a sair do celeiro, não que estivesse com medo de Rony os ver juntos, muito menos, estivesse com medo de despertar ciúmes, muito menos se preocupando com ele, mas queria evitar uma situação difícil.
Mentindo a si mesma, ela se apressou para a casa.
Infelizmente não foi rápida o bastante, pois Rony viu quando saiu do celeiro, olhando para os lados, numa clara postura culpada. Logo depois, Harry saiu de cabeça baixa.
Depois de ver isso, Rony não voltou para a casa. Almoçou no celeiro junto com os peões.
AUTORA: Nossa, Rony esta deixando Hermione pisando em ovos em relação ao Harry! E coitadinho do Harry tão inexperiente na área de sentimentos! Típico playboy, só que do século passado...hehe...Gina é uma peste, deixa as bombas na mão de Hermione e nem liga!!!!
Quanto a primeira vez da Gina e do Harry, optei por não detalhar, pois os personagens são marcantes e fortes, no livro da JK e tendem a tomar força e espaço nas fics, e não desejo ofuscar o casal principal.
Quanto aos enjôos de Hermione...já sabemos a causa certo? O que não sabem, é o modo que ela vai descobrir! Hehe! Vai ser muito inusitado!
Próximo capitulo tem NC!!! Alguém quer? Heim? Hehe!
Dia 31/12 atualização!
A ultima do ano, dá para acreditar? Estamos indo para 2010!
Beijos
P.S: Mi, betinha do meu coração, dê um sinal de vida antes do fim do ano, ou vou mandar o Bope atrás de você! Hehe...beijinhos.