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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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12. Lucky


Fic: Restless - Rose&Scorpius - FINALIZADA ULTIMO CAP ON


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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  N/A: Sufixo diferente, não encontrei nenhuma palavra que combinasse com o capítulo e terminasse em 'ful', apenas essa.

CAPÍTULO 12



Lucky
(sortudo)


O jantar já estava pronto quando cheguei. Violet me atendeu com um entusiasmo que me deixou contente e feliz por estar ali. Sua avó, a sra. Brigdet, autora de Muggles e talvez minha esperança, cumprimentou-me com educação e simpatia. Na minha mente, algo mostrava que tudo ia dar certo, eu só precisava confiar nisso e persistir.


A casa dos Bridget era simplesmente incrível. Não como a de Scorpius, numa ilha e coisa e tal. Mas era confortável demais, e espaçosa o suficiente para ter estantes de livros em todos os cômodos. Como Violet dissera, era o paraíso da literatura. A sala, praticamente uma biblioteca. E ao dar uma olhada nos livros que elas tinham, eu vi alguns que sempre desejei ter, mas que nunca achei para vender, apenas na biblioteca de Hogwarts.


– Isso explica a sua esperteza, Violet – falei, sorrindo, a ela. – Você é cercada de livros e livros.


– Alguns acham isso perca de tempo, sabia? – ela comentou, inconformada. – Mas eu acho isso uma ótima vida.


– E é – eu concordei. – A esperteza é a elegância, pois pode garantir que será a única coisa que vai restar quando você envelhecer.


– Rose está completamente certa – falou a sra. Bridget. – Fico feliz de saber que ainda há pessoas com esse pensamento. Venha, o jantar está na mesa.


A sra. Bridget era uma ótima cozinheira – além de escritora. O jantar foi espetacular, e nossa conversa sobre livros rendeu até a última colherada. Ela contou-me como foi muito difícil a publicação de seu livro, ainda mais na época em que os tempos da segunda guerra estavam acabando, mas as lembranças ainda eram visíveis e dolorosas.


– E como foi que a senhora conseguiu publicar se ninguém se interessava no seu livro?


– Sabe, o meu desejo de ser reconhecida naquela época era tanto que eu não agüentei esperar respostas e aceitações, eu sabia que se não agisse da minha maneira nada ia dar certo.


– O que fez?


– Eu fiz várias cópias do meu livro, e comecei a vender por aí. Claro que tinha amigos que me ajudaram nisso.


– Você teve sorte – comentei.


– Não, eu lutei muito para que tudo isso acontecesse apenas na sorte. Foi o meu trabalho, o meu talento, o problema que na época ninguém queria dar chance a livros como o meu. Eu mesma dei uma chance ao meu livro, e se ninguém queria saber disso, eu prometi a mim mesma que ia fazê-los querer saber disso.


Eu assenti, impressionada com a determinação.


– Mas tiveram sacrifícios – falou. – Eram tempos difíceis, tudo dependia do seu sacrifício na época. Hoje estão publicando livros que não fazem a mínima diferença... Só para preencher a estante.


Pisquei algumas vezes.


– Eu não quero que o meu sirva para ocupar espaço – falei.


– Escute, Rose – ela falou, de uma maneira séria. – Se cada página do seu livro foi escrita por um propósito, mesmo que egoísta, este livro não vai ocupar espaço na prateleira de quem for comprá-lo.


– Sabe, esse é o meu sonho – disse de uma vez só. – Desde criança eu imagino o meu nome na capa de um livro. Eu sonhava em ver uma pessoa segurando o meu livro pela rua, da maneira como eu segurava Muggles, acredite. Escrever me anima e eu relaxo mais do que nunca. Ganhar a vida com isso seria o melhor para mim. Mas sabe mesmo o que me inspirou a começar a escrever esse livro? – eu peguei o livro que eu mesma encapei, era o original, e o tirei da bolsa. – Quando eu notei o quanto minha vida tinha mudado, eu tinha mudado. Aqui estão todos os meus pensamentos, que nunca nunca se calaram. Todos aqui temos pensamentos, ideais, e eles nunca acabam, mas com certeza mudam. E os meus mudaram. É isso o que está escrito nesse livro, na forma de uma estória romântica, mesmo eu nem mais acreditando que exista amor, e que palavras nem sempre são o suficiente, o que torna tudo muito irônico, já que só há palavras nesse livro.


Violet ia dizer alguma coisa depois de muito tempo quieta e ouvindo nossa conversa. Mas sua avó foi a primeira a comentar:


– Deve ser um livro intrigante.


– Que façam as pessoas parar para pensar, que seja intrigante. Porque todo mundo passa pelas mesmas coisas e às vezes ficam confusas com seus próprios pensamentos.


– Já falou isso a alguém de uma editora?


– Nunca me perguntaram – respondi.


– Eu também não perguntei, mas não que eu não tenha gostado do que disse. Bem, Rose, eu estou de férias e sabe como não há muito o que fazer. Já li todos esses livros, e estou lendo um pela terceira vez. – Ela ficou um instante em silêncio, e depois perguntou: – Empreste o seu livro?


Eu dei uma risada.


– Quê? – minha voz saiu esganiçada.


– Eu gostaria de ler. Não ia lhe dizer isso, mas eu tenho uma editora. Foi oficialmente construída depois que Muggles vendeu milhões de cópias. Posso prometer a você que seu livro será publicado.


– Quê?


– Vovó vai publicar seu livro! – exclamou Violet, contente. – É sério? Ouviu isso, Rose!?


– A senhora faria isso?


Ela assentiu.


– Eu era jovem como você quando tive esse sonho – falou. – Sei como é difícil encontrar alguém que esteja interessada em seu oculto talento. Eu passei por isso, e ficaria honrada se alguém tivesse feito a proposta que estou lhe fazendo, Rose.


– Mas, sra. Bridget, a senhora não leu meu livro, e por...?


– E não prometo que vou gostar dele. Não posso prometer que alguém vá gostar dele. Isso tudo vai depender do seu talento, da sua criatividade, de como você irá cativar as pessoas, ou enviar-lhes sentimentos com a sua escrita. Estou só lhe dando uma chance para que isso caia nas mãos das pessoas, como é o seu desejo. Aceita?


– É claro que eu aceito! – exclamei, com um sorriso enorme no rosto. – Muito obrigada, sra. Bridget. Muito mesmo! Eu nem sei como... nem sei como posso agradecer a senhora... Como pode acreditar, colocar tanta confiança em mim?


– Você é uma boa moça, Rose – ela falou. – Violet adora você, é como um exemplo mais velho para ela, e o mundo está precisando de exemplos para essa nova geração.


Seria ridículo dizer que eu fiquei emocionada?


– Obrigada – falei, quase murmurando, entregando-lhe o meu livro. – Eu realmente espero que aprecie o trabalho que eu fiz nessas linhas. Depois que eu me demiti do trabalho, eu tive mais tempo para me dedicar...


– Está desempregada?


– Eu sei que isso é ruim, e que eu não devia depositar as minhas esperanças só num livro amador. É que está difícil arrumar um emprego agora.


– Não, eu achei isso bom. Na realidade, fico feliz – a senhora Bridget parecia animada. Virou-se para Violet, que estava quieta na mesa. – Querida, pegue aquele livro que eu estava lendo ontem à noite.


Violet saiu da mesa, pronta para obedecer. Enquanto isso Bridget virou-se para mim outra vez:


– Se você não se der bem com o livro, vai ter que se garantir em outra coisa. E eu tenho uma idéia. Conhece essa revista? – com a varinha, ela trouxe o jornal que estava do outro lado da cozinha até a mesa. Era o exemplar do O Pasquim.


– Sim, conheço. Por quê?


Violet voltou da mesa e entregou o livro à sua avó, que depois me entregou o livro.


– Estão procurando críticos em uma das colunas da revista. Leia este livro, escreva uma resenha crítica, e me entregue daqui um mês. Se o seu trabalho for bom, o emprego está garantido a você. Sabe, tenho bastante influencia com a revista.


Droga, por que eu não conseguia acreditar?!


– Sra. Bridget, a senhora está sendo muito boa comigo. E eu nem sei como posso agradecer a sua bondade e tolerância, isso é muito... muito legal. Mas, sério, o que eu fiz para merecer isso?


Ela se virou novamente para a neta.


– Violet, por que não tira as coisas da mesa?


– Ok, vó, eu sei que vocês duas querem conversar sem a minha presença. Portanto, não vou reclamar. – Ela se levantou. – Se precisarem de alguma coisa, estarei no meu quarto lendo O Encantado Mundo Secreto dos Lobos Piratas. Com licença!


Eu estava rindo quando a sra. Bridget voltou a falar para mim:


– Desde a morte dos pais dela, eu não a vejo se divertir. Sempre lendo e lendo livros, não sai desse quarto, fica presa por lá. Pergunto-me se Violet tem amigas em Hogwarts.


– Eu a entendo – falei. – Violet prefere o mundo fictício que o real. E a diversão dela, sra. Bridget, é a leitura. O que tem de errado nisso?


– Violet só tem doze anos. A leitura é ótima, mas a diversão que envolve outras crianças também, mas Violet não faz isso, eu gostaria que ela se relacionasse com outras pessoas. Então, hum... eu gostaria de lhe pedir um favor. Para mim, ela confia plenamente em você.


– O que for preciso para lhe agradecer – falei depressa.


– Violet conversa com você e te acha muito legal. Tente persuadi-la a sair de casa para se divertir. Com outras crianças, entende o que eu digo?


Definitivamente aquele era meu dia de sorte!


– Sim, entendo – disse. – E na realidade tenho um lugar perfeito para levar Violet.


– Obrigada, Rose. Ela é a minha única neta. Nós vivemos juntas desde sempre, e só temos uma a outra. Estou ficando cada vez mais velha, e gostaria de vê-la feliz aproveitando a vida que ela vive e não a que ela lê. Já cometi esse erro antes, e perdi tantas coisas. Quero que você a inspire, Rose.


– Eu admiro que deseje isso a ela.


Hanna Bridget sorriu e se levantou.


– Bem, vou arrumar essas coisas então, enquanto convida a Violet para passear.


Assenti, de uma forma contente pelo favor que eu tinha de fazer a ela. Não ia ser um sacrifício. Quando entrei no quarto de Violet, a encontrei sentada na cama de bruços lendo um livro grande. Não percebeu minha presença então eu me aproximei e sentei na ponta da cama.


– Eu já li esse, sabia? – comentei.


– Não é um livro muito legal, né? – ela quis saber, virando a página. – Li cinqüenta páginas e ainda está chato.


– Então por que continua lendo?


– Curiosidade para saber se o lobo vai ser esquartejado mesmo. Vovó conversou com você sobre o quê?


– Ela vai publicar meu livro, realizar meu sonho. E me fez sentir muito feliz hoje. Sua avó é uma pessoa maravilhosa.


– É, que bom. – Violet fechou o livro e saiu da cama para guardá-lo. Bufou, como se estivesse entediada. – Queria livros novos.


– Nossa! Mas você está cercada deles!


– Já li todos.


– E parece emburrada.


– É assim que eu fico quando quero livros novos e não tenho – respondeu, se jogando na cama.


– Levanta – mandei.


Violet ficou como uma estátua e me encarou. Seus olhos, simultaneamente, se encheram de lágrimas. Ela as enxugou rapidamente. Não compreendi aquele momento. Mas sabia de uma coisa: não ia deixá-la chorar.


– Nossa! – exclamei. – Agora mesmo que você vai levantar. Por que está chorando? Vamos sair daqui e nos divertir, Violet. E não chorar! Meu pai tem uma loja incrível e você vai adorar. Não quer passar a tarde brincando?


Ela assentiu, ainda me olhando, meio intrigada. Levantou-se da cama e colocou os sapatos.


Foi mais fácil do que eu imaginei. Violet saiu do quarto na frente e eu a segui. Despedimos da sra. Bridget, que ficou muito satisfeita quando descobriu onde eu ia levá-la.


Na rua do Beco Diagonal, Violet andava ao meu lado, calada.


– Sabe, você está muito quieta hoje. Não vai ficar me fazendo perguntas? Ah, já sei. Virou adolescente e fica emburrada só porque acha que vai brincar. Não vamos brincar de boneca, se é esse o seu medo. Vou te levar a uma loja magnífica, de jogos e brincadeiras. Mas não é coisa de criança. Tem até uns brinquedos perigosos porque meu tio inventa cada coisa... Ei, qual é o problema?


Eu segurei o ombro dela para que me encarasse.


– Não recebi nenhuma carta.


– Do que está falando?


– De Hogwarts. Ninguém me mandou carta. Eu não tenho nenhum amigo lá. Mas quer saber? E daí? Eu não preciso de amigos.


– Ei, ei, ei! Calma aí, menininha. Nunca diga que você não precisa de amigos. Todo mundo precisa de um amigo, a quem confiar. Escuta, você tem amigo.


– Quem? – ela parecia extremamente curiosa.


– Eu. Achei que fôssemos amigas.


– Mas você é adulta. Tem mais coisas para se preocupar do que com uma criança de doze anos.


– Eu me preocupo com você – falei, gentilmente. – Estou te levando para se divertir, e sinceramente, você precisa de diversão e é agora!


Ela assentiu, concordando e me acompanhou até a logros. Quando entramos lá, Hugo foi o primeiro a nos atender. Ao notar que era eu, ele pareceu meio frustrado.


– Oi, Huguinho!


– O que já falamos sobre diminutivos, Rosinha? – ele questionou, com a cara fechada. – O que veio fazer hoje?


– Trouxe uma amiga, ela quer se divertir.


– Esse é o lugar certo – sorriu para Violet, que tentou sorrir de volta, timidamente. – Podem ficar a vontade. Se precisar de alguma coisa, Rose também conhece a loja. Falou aí.


E Hugo saiu para atender outras pessoas que entraram na loja.


– Eu já vi esse rapaz – falou Violet para mim.


– Quem? Meu irmão?


– Ele é seu irmão? – Violet estava vermelha.


– É. Mais novo, por que ficou embaraçada?


– Nada! É que eu já o vi, ano passado em Hogwarts. Algumas meninas comentavam dele.


– Meu irmão? Comentado pelas meninas do primeiro ano? Tudo bem, tudo bem. Escolha aí o que você quiser, eu pago.


– Sério?


– Sim!


Violet, aos poucos, foi ficando animada e escolhendo um monte de coisa para comprar. Eu achei engraçado que toda vez que Hugo aparecia por perto ela ficava olhando para ele.


– Impressão minha, ou está paquerando meu irmão? – eu dei uma risada, baixinho. Violet ficou muito escarlate e parou de procurar o que estava procurando na prateleira. Explicou com paciência:


– Não, só o acho parecido com o Ricky que eu imagino do livro Ricky, o rapaz da casa azul.


– Sei! – exclamei. – Deve ser o tipo de personagem que você sonha durante a noite.


– Pára, Rose! Eu só tenho doze anos.


– E daí? Eu achava um rapaz do sétimo ano bonito quando tinha sua idade. E meu irmão não é nada feio.


– Vou querer esses daqui! – ela exclamou interrompendo aquele assunto, entregando-me uma sacola cheia de gemialidade weasley.


– Ok. Vai querer mais alguma coisa? Aproveita, que hoje eu to de bom humor.


Um grupo de garotos e garotas da idade de Violet apareceu ali perto. Então Violet exclamou depressa:


– Sair daqui seria ótimo.


– Por quê?


– Vamos sair, eles são uns colegas da Sonserina e estão no mesmo ano que eu. Vaidosos e idiotas. Vamos!


– Está querendo fugir deles?


– Quanto mais longe, melhor. Vamos, Rose.


– Espera, Violet! Espera, vou pagar e depois vamos, ok?


– Tá.


Fui até Hugo e disse que ia levar tudo aquilo. Ele ficou espantado.


– Ei, Rosinha, tudo isso dá um galeão. Você tem que pagar.


– Mas eu sou sua irmã!


– Ah, então são dois galeões.


Fechei a cara para ele. Essa piada era constante na família. Entreguei o galeão e quando voltei onde Violet estava, não a encontrei. Já tinha saído de lá.


– Eles são desprezíveis – contava Violet sobre os sonserinos, enquanto passeávamos pela rua com sorvete na mão. – Pensam que podem tudo. Pensam que podem fazer o que bem entenderem. Pensam que vão me humilhar. Pensam... Ah, sonserinos...


– Sabe, acho que um deles vai se apaixonar por você.


– Nunca! Só de pensar... Como pode pensar isso? Não tenho nada a ver com eles. Nossa, Rose.


– Nada é impossível, concorda? Eu me apaixonei por um.


– Ai, sério? – ela ficou preocupada.


– Não é a pior coisa do mundo. – Só quando ele resolve querer que você o odeie, usando o método mais ridículo da face da terra: traição e fuga. Mas ocultei isso a Violet.


– Mas se você está falando do Scorpius Malfoy, você disse pra mim uma vez que ele não significava nada.


– Eu não queria que ele significasse alguma coisa. Mas, querendo ou não, ele significa. Não tem jeito.


– Vocês estão juntos? – Violet fez aquela pergunta cautelosamente.


– Estamos. É a segunda vez.


– Por quê?


Essa era a Violet que eu conhecia! Com perguntas interessadas e tudo o mais.


– Nos separamos por um tempo. Para conhecer novas pessoas.


– Duvido que tenha sido por isso.


– Ele me traiu uma vez, e então sumiu – expliquei.


– Que idiota.


– Homem é homem – dei de ombros, acostumada com isso.


– Acha que tem algum por quem valha a pena lutar ou sofrer? – ela perguntou.


– Não – respondi. – Acho que não. Mas têm alguns que valem a pena a gente perdoar.


– Você perdoou o Malfoy mesmo ele tendo te traído uma vez?


Eis a questão.


– Diga um motivo para eu perdoá-lo, Violet. Não por ter me traído, mas por ter fugido.


– Você parece gostar bastante dele – ela respondeu. – Ele é um jogador profissional de Quadribol, é rico. As meninas o acham maravilhoso e tudo o mais. E se o cara escolheu você, entre todas essas que caem aos seus pés, ele deve ser perdoado pela cagada que fez.


– Ai, Violet, você não existe! – eu apertei um braço ao redor dela enquanto caminhávamos. – E quer saber de um segredo?


Ela deu uma risadinha:


– Adoro segredos!


– Scorpius vale a pena.


– Então isso significa que você o perdoou?


– Garota esperta – eu sorri.


Continuamos a andar, calmas e silenciosa por um momento. Depois que terminamos o sorvete, Violet resolveu dizer:


– É legal conversar com você. Queria que tivessem pessoas assim lá em Hogwarts.


– Violet, você vai ter amigos. É só ser sociável e não ter medo de conversar com seus colegas. Garanto que há pessoas muito boas por lá. Basta procurar. E sabe como a gente procura? Perguntando. Você faz isso direto comigo.


– É – ela riu. – Eu devo encher o saco mesmo.


– Não, até que não.


– Então posso te fazer uma última pergunta? – Quando lhe dei permissão, Violet perguntou: – Em casa, você disse que não acreditava mais em amor. É verdade?


– Eu não sei. Quando vai embora, é difícil confiar em amor depois disso.


– Você deve ter se decepcionado muito, não?


– Quer saber? Isso não importa mais. Se você ler meu livro, vai compreender melhor. Agora eu só quero deixar você contente. Foi muito estranho vê-la chorar, o que aconteceu?


– É que quando você mandou eu me levantar, foi tão parecido com a minha mãe.


– Ah, Violet...


– Mas não vamos falar disso, ok? É muito drama. Eu não gosto de dramas.


– Acho que você não vai gostar muito do meu livro, então – comentei.


– Talvez eu vá, por conhecer a pessoa que escreveu. E eu entender que ela é uma pessoa forte.


– Pelo menos uma. Já é um bom começo! Bem – parei de andar quando chegamos na casa de sua avó. – Foi um dia interessante e muito legal. Podemos repetir mais vezes, o que acha?


– Vou voltar para Hogwarts amanhã – ela não parecia muito animada.


– Pelo amor de Deus, Violet, Hogwarts é o melhor lugar que há. Aproveite os anos que você tem por lá, porque eles passam rápidos demais. E da próxima vez que eu ouvir você falando que vai a Hogwarts dessa maneira, eu vou ficar muito chateada.


Ela deu uma risadinha.


– Tudo bem. Obrigada pelos presentes, Rose. A gente se vê. Tchau!


– Agradeça muito a sua avó por mim.


Violet fez um último aceno antes de entrar na casa.


Então era isso. E eu chamei essa parte da minha vida de sorte. Mas eu estava ciente, por outro lado, que a sorte era só do momento. Quando meu livro for publicado o destino dele será baseado nas coisas que fiz para merecer e no talento que talvez eu tenha, ou não. Durante o tempo em que esperei até Hanna Bridget aparecer anunciando a publicação do meu livro, eu me senti pressionada por imaginar que tudo ia depender de mim. Mas era isso o que eu desejava. E a pressão pode ser resolvida. O que eu tinha que agradecer era por ter tido uma chance. Vivi tempo o suficiente para saber que o arrependimento dói quando você nega a chance que alguém está disposta a dar a você para realizar um sonho.


Depois da minha visita à casa de Hanna Bridget, resolvi passar na casa de Albus para lhe contar a novidade. Mas quem atendeu à porta foi Jenny e disse que ele estava trabalhando. Contei tudo a ela, que ficou extremamente feliz e animada.


– Rose! Eu sabia que você ia conseguir! Quando que vão publicar?


– Eu não sei. E também não quero muito saber – eu disse. – Sabe, a sra. Bridget garantiu meu livro publicado, e disse que me avisaria. Não quero esperar tanto, mas a surpresa vai ser bem legal.


– E acredita que vai vender, as pessoas vão gostar do que escreveu?


– Confio muito nisso, entende? Mas estou preparada para receber qualquer crítica. Além disso, estou fazendo um teste para escrever na coluna de críticas de O Pasquim. Se eu me sair bem na crítica do livro A Morte de Um Comensal, posso garantir um lugar por lá, e dá pra viver com o que vou ganhar.


– Incrível, Rose – Jenny se ajeitou no sofá em que estávamos sentadas. Sua barriga estava crescendo a cada vez que eu a via. – Estou feliz por você. Sei que merece. Estive ao seu lado quando a vi no sofrimento e na angustia. Torço para que isso nunca mais aconteça. Sem Dansfords na sua vida.


– Eu também – confessei, lembrando dos tempos que eu trabalhava no ministério.


– Porque você é muito mais legal de bom humor. Muito mesmo – ela deu uma risada. – E atrai coisas boas quando sabe que tudo vai ficar bem. Scorpius realmente muda sua vida.


Eu estava brincando com uma mecha do meu cabelo quando disse:


– Acho que não é por causa dele. Pela parte emocional, sim. Mas todos esses anos eu tinha esquecido como é bom realizar sonhos. O quanto à gente se sente viva, entende? Quando eu sofri por amor, eu esqueci de abrir os olhos para outras coisas. Eu não vou mais sofrer por isso, não vale a pena.


– Entendo. Albus vai ficar muito animado por você, pode apostar.


– Como ele está? Quero dizer, sobre a gravidez. Por falar nele.


Jenny estava sorrindo. Bom sinal.


– Ele ficou interessado em escolher um nome para o nosso filho ontem. Isso parece significar muita coisa, não parece?


– Mas vocês já sabem se vai ser menina ou menino?! – exclamei, com o coração palpitando e não entendi por quê estava assim.


– Vai ser menino – ela parecia feliz. Muito diferente de quando anunciou que estava grávida. – Sei lá, Rose, eu to começando a me acostumar com essa idéia... ou fato, porque a gente não combinou nada disso, simplesmente aconteceu. E Albus também. Pensar em ter um filhinho doido que nem eu correndo pela casa.


– Ou preocupado que nem o Albus!


– É! E inteligente quanto à madrinha dele – falou Jenny, me encarando com um olhar que me fez compreender uma coisa.


– É sério? – minha voz saiu um tanto rouca, porque, sem brincadeira, deu vontade de chorar.


– Albus e eu estávamos conversando – falou Jenny. – A gente decidiu que queremos você como madrinha do nosso filho. Sabe, pra quando precisarmos de um tempo juntos, entende o que eu falo? Aí você toma conta do meu filho quando precisarmos. Porque a gente confia demais em você. Albus principalmente.


– Ahh! – eu fiz um gritinho histérico e a abracei com força. – Muito obrigada, sra. Potter!


E naquele momento Albus chegou abrindo a porta da sala onde estávamos. Eu corri abraçá-lo também, com muita força. Ele ficou sem entender, mas apertou o abraço. Eu estava a fim de abraçar todo mundo e dizer o quanto eu os amava!


Eu não me sentia assim desde... o dia em que recebi a carta que dizia o horário e o dia em que eu e Albus devíamos estar na estação King Cross rumo ao primeiro ano na escola de Hogwarts. E a felicidade não foi pouca naquele dia.


Não estava sendo nesse.


Cheguei no meu prédio cantarolando! Frederico, o porteiro simpático, até perguntou quando eu apareci por lá:


– Srta. Weasley, esse ânimo todo é por causa da festa de gala que haverá hoje a noite? Sua banda favorita vai tocar ao vivo. Sabe, Os Voadores.


Parei de cantarolar no mesmo segundo.


– Eles vão... fazer um show aqui?!


– Não estava sabendo?


– Não! Nossa. Que horas vai ser?


– Oito e meia. Roupa formal e tudo o mais. Aqui no salão. Se não sabia, por que essa felicidade toda?


– As coisas estão melhorando – respondi, sorrindo. – Bem, tenho que subir. Até mais, Frederico. Até a festa!


Foi um pouco decepcionante, devo dizer, entrar no meu apartamento e vê-lo vazio. Além disso, eu esperava contar logo a Scorpius a novidade, tudo o que estava acontecendo. Mas havia apenas uma coruja que carregava em sua pata um cartão.


Sei que prometi que estaria com você esta noite, mas terei que dormir aqui na cidade. Apareço amanhã de manhã. Só não tente deixar alguém apaixonado na minha ausência.


Scorpius.


Ele estava em Oxford, treinando para o seu primeiro jogo com a Inglaterra. Confesso que fiquei um pouco chateada, mas não me abalei por muito tempo. Eu ia à festa nem que fosse sozinha. Claro que considerei a idéia de convidar Jenny, ou Albus, mas eu andava com eles quase todos os dias. Pensei em chamar Lily e até o fiz, mas ela tinha que ir a um jantar com a família do seu namorado. James, então, foi uma opção perfeita. Estava folgado em sua casa, mas só reclamou um pouco por descobrir que teria que usar um terno e uma gravata. Quando eu o lembrei que fazia tempo que não saíamos juntos – e que Os Voadores iam tocar ao vivo – James disse que faria esse esforço.


– Uau! – exclamei quando o vi estacionando o carro na entrada do prédio, onde combinamos de nos encontrar. James saiu do carro e ajeitou o paletó, com um sorrisinho.


– Sem elogios, sem elogios. Eu sei que fico mais gostoso nessa roupa, mas...


– Não, não é só de você – falei, rindo. – O carro. Bonitão. Até parece que estou acompanhada pelo James Bond e não Potter.


Ele fez uma careta.


– Péssima piada essa Rose! – exclamou James. – Mas claro, o carro. Meu pai anda me emprestando ele ultimamente – contou todo feliz. – E aí, todo mundo tá entrando no salão?


– Vamos! – apressei-me a entrar no salão com ele, onde todos estavam se adiantando, com roupas chiques e caras. Eu só coloquei um vestido simples e prendi o cabelo. James disse que o terno era do casamento do Albus, e entrou no salão penteando o cabelo com a mão. – Só não fique muito muito muito perto de mim, tipo, pra não parecer que eu estou com você. Com certeza vai haver câmeras e eles sabem que estou namorando o Malfoy e então...


– Fica tranquila, prima. Vou deixar bem claro o que somos. E aí? – ele deu um sorriso para uma garota que passava por nós.


– Já entendi. Vamos encontrar uma mesa perto do palco.


Mas não foi uma tarefa muito fácil. Todo mundo parecia ansioso. De repente, um grupo de meninas pegou a mesa que procurávamos.


– Droga, vamos ter que ficar de pé? – falei, cansada.


– Vai desistir tão fácil? Rose, fica olhando.


James se aproximou das garotas. Falou alguma coisa para uma delas, que me encarou. Depois fez um sinal de compreensão. Sorriu para James, que sorriu de volta. E antes de pedir para as suas amigas saírem também, a garota deu um papel para ele e pelo movimento da boca, parecia pedir: “Me liga.”


James me chamou para sentar a mesa que ele ganhou para nós.


– Muito bom, J. Potter – elogiei, impressionada.


– Essas garotas são fáceis demais – ele já não parecia se gabar. – E então, por que o seu namorado resolveu te abandonar essa noite?


– Não abandonou, só precisou ficar em Oxford para treinar.


– Dizem que o treino de Quadribol da Inglaterra é o mais exaustivo que existe. Eles ficam geralmente seis horas sem parar jogando.


– Eu espero que ele se saia bem nos treinos. Ficou um tempão com a França...


– Ele tem que conquistar os torcedores e jogadores ingleses agora. Vai depender do Malfoy mesmo.


Logo que James me disse aquilo, lembrei de contar a ele a novidade. Contei que eu estava prestes a publicar um livro, e que Jenny e Albus queriam que eu fosse a madrinha do filho deles. James ficou satisfeito e me parabenizou. Depois pedimos a comida, que era deliciosa. Passou um tempo quando finalmente Os Voadores entraram no palco ali perto e começaram a tocar uma música acústica e calma.


– Eles são muito bons – exclamei, enquanto dava uma colherada na salada. James concordou e quando a maioria do pessoal começou a se levantar para dançar, ele anunciou a mim:


– Se não se importa, vou me mexer um pouco.


Aquilo significava dar em cima das mulheres daquele salão, então eu nem objetei. Fiquei assistindo a banda tocando ao vivo. Duas músicas depois, o salão inteiro estava agitado. Observei James dançando com a garota que nos cedeu aquela mesa. Comecei a franzir a testa quando ela se aproximou mais dele para beijá-lo. Mas não conseguiu fazer aquilo, porque James foi para trás e esbarrou em uma moça – na realidade, a garçonete –, fazendo-a derrubar os copos e as bebidas da bandeja que carregava.


– Desculpe – James se aproximou para ajudar a pegar os cacos de vidro.


– Tanto faz – ela disse secamente, mas em alto bom som que deu para que eu escutasse. – Pode continuar sua dancinha, Potter.


– Como sabe que...


A moça, que parecia ter a mesma idade que ele, o encarou quando conseguiu recuperar os vidros dos copos.


– Haley? – James estranhou.


– Olha! Você lembra meu nome. Arrumem um quarto – murmurou com desprezo olhando para James e a outra garota antes de desaparecer.


Mas como se nada tivesse os interrompido, a garota puxou James para um beijo. Até desviei o olhar de volta para o palco, sem muita curiosidade para ver meu primo e uma garota completamente desconhecida se beijando. Quando fiz isso, um rapaz apareceu na minha frente, sentou-se na mesa e comentou:


– Bonita. Sozinha. Sem bebida na mesa. Expressão contente – analisou. – Aposto que veio aqui só para curtir o som.


– Acertou – respondi.


– Eu estou com sorte hoje e você é solteira, ou vou ter que voltar triste pra casa?


– Se você me disser seu nome, talvez eu responda.


– Tristan Lenz – sorriu, estendendo a mão. – Você?


– Rose Weasley – sorri da mesma forma, apertando sua mão.


– Droga! Vou ter que voltar triste pra casa. Scorpius Malfoy, certo? Aquele jogador tem muita sorte. Mas é brincadeira, não vou flertar você. É que não me parece justo apreciar uma banda ao vivo sozinha, sabe como é. Fã deles desde quando?


– Eu tinha doze anos quando ouvi You Are e, cara, eu me apaixonei. Você sabe tocar uma música deles?


– Sou vocalista de uma banda, que faz cover dos Voadores. Você sabe?


– Aprendi aquela Can We Just Make This Night the Best Night Ever com dezesseis anos no piano.


– Uau! Essa é difícil pra aprender. Uma melodia complicada, mas maravilhosa.


– Eu sou foda mesma – sorri.


– Uma pergunta que eu sempre faço para os fãs deles – Tristan disse. – Qual a sua música preferida?


– Caramba! É impossível decidir. Mas quer saber de uma coisa? Essa que eles estão tocando agora – olhei para o palco e vi o Jordan cantando, segurando o microfone com as duas mãos e os olhos fechados, sua concentração só na música. Parecia até surreal. – Hey, dear, shut up and let me go, I am tired of you… but say hello… Essa daí eu escolheria para fazer parte da trilha sonora do fim do mundo. Ou seja, quando o mundo estiver acabando, essa será a música que eu estarei ouvindo. Até o fim.


– Saquei. Mas eu não acho ela muito boa não. Não comparada a She’s a horn, a melhor. E vai ser a próxima que eles vão tocar.


– Você conhece o repertório deles, não é? Já deve ter visto todos os shows.


– Se vi todos os shows? Ok, deixe-me apresentar melhor, Rose Weasley. – Tristan pigarreou. – Meu nome é Tristan Lenz, tenho vinte e nove anos, empresário da banda Os Voadores. Depois desse show eles vão estar dispostos a conhecer mais uma fã. E eu posso te levar até eles.


Meu coração começou a disparar. Sério. Eu pisquei algumas vezes. Claro que estava pensando nessa possibilidade assim que vi o Jordan entrando no palco em carne e osso. Mas eu fiquei mais me perguntando se alguém colocou algum tipo de Felix felicis na minha bebida hoje de manhã.


– Não apareci aqui pra flertar você – Tristan riu. – Quer conhecê-los?


– Eu adoraria – tentei me controlar para não parecer muito histérica.


– Fica atenta na música Blaze of War, vai ser a última deles. Aí depois você me procura naquela parte do bar.


Tristan sorriu e se levantou da mesa, logo se misturando na multidão. James apareceu um minuto depois.


– Considerando a sua boca toda manchada de batom, creio que tenha apreciado o beijo. Quem era ela?


James parecia meio ofegante quando passou as costas da mão na boca para limpá-la. Me encarou, confuso.


– Sei lá. Não perguntei o nome, nem deu tempo. – Ele parecia muito agitado.


– Você bebeu muita coisa, James?


– Não, não bebi nada ainda. É que... eu reencontrei uma pessoa...


– Deixe-me adivinhar. Haley Geller, sua melhor amiga de Hogwarts. Ex -melhor amiga agora, pelo que parece.


– É, é ela mesmo! Você a viu? Ela está trabalhando aqui, como garçonete. E totalmente me desprezou. – James ficava olhando para todos os cantos.


– James, por que está procurando-a afinal?


Ele me olhou outra vez, e eu fiquei com pena de sua expressão.


– É, não vai mudar nada.


– O que aconteceu entre vocês? – perguntei cautelosamente. – Lembro de vocês dois sempre juntos em Hogwarts, e agora parece que ela está congelando você com o olhar.


James pediu uma bebida forte antes de contar.


– Haley e eu nunca namoramos, nunca beijamos, nunca transamos, nunca nem mesmo houve um abraço além de amizade. Na época em Hogwarts. E você me conhece, Rose, eu odeio ficar preso a alguém. Perdi a conta de quantas garotas dormiram comigo nessa vida, e não faço a mínima idéia de quantas eu já beijei. Haley me conhecia, e nunca a vi ficar com ciúmes disso. Depois que saímos de Hogwarts, tipo ano passado mesmo, houve um dia em que, acidentalmente, a gente se beijou. Acredite, Haley era a única garota que eu não sentia vontade de beijar, mas simplesmente aconteceu. Depois que ela me soltou ela falou que me amava. Eu não soube o que fazer, mas eu tinha gostado do beijo. Não foi tão estranho, foi até familiar. E... uma coisa leva a outra, ela disse que me amava, aí...


– Deixe-me adivinhar o final – o interrompi quando notei que James estava ficando meio desesperado como se quisesse ter mudado o rumo da estória. – Vocês transaram uma noite, aí você acordou ao lado dela e descobriu que isso foi totalmente errado, porque vocês eram amigos desde sempre, e então foi embora.


– Foi pior. Eu disse a ela que não queria ficar com ela, que foi só uma bobagem e depois garanti que começaríamos a rir cada vez que a lembrança invadisse a nossa mente. E no dia seguinte, para garantir de verdade, eu voltei aquele negócio de pegar todas que via pela frente, porque não acreditava que Haley realmente me quisesse. Cada vez que lembro daquela noite com ela, eu me sinto a pior pessoa do mundo. Desde aquele dia, Haley nunca mais falou comigo.


– Você tem que concertar isso.


– Ela me odeia agora.


– Depois que o Scorpius foi embora daquele jeito, eu passei a odiá-lo nos pensamentos, mas nunca o esqueci. Ele voltou, e garantiu que me reconquistaria. Se não para ficarem juntos, pelo menos reatem a amizade que eu sempre achei bonita entre vocês.


James deu uma risada e enfiou os dedos nos cabelos, do jeitinho que Albus também fazia quando ficava transtornado.


– Foi diferente – ele disse.


– O quê?


– Eu fiquei assustado, é por isso.


– Claro que é aterrorizante. Sei lá, tão pior quanto se eu dormisse com o Albus. Você e a Haley eram tipo... os maiorais em Hogwarts! Me mata saber que o sexo atrapalhou tudo isso.


– Não foi o sexo dessa vez – ele respondeu. – Acho que foi porque eu senti que poderia corresponder...


– Ah, não...


– É, eu não queria me apaixonar por ela – James falou rápido e zangado. – Haley sempre foi minha melhor amiga, e eu não a via como uma... garota realmente. Ela fazia coisa de garotos, tipo, jogou no time da Grifinória, fazia piadas com a gente. Nem se importava em falar de coisas pornográficas comigo. Cara...


– Eu sinto muito, James.


– Deixa pra lá.


– Pede conselho pro Scorpius – eu tentei reanimá-lo com aquela piada. Mas não foi muito possível. Minhas piadas estavam péssimas! – Ele também fez uma cagada, e conseguiu concertar.


– Ah, ela nunca vai mais olhar na minha cara. Deixa pra lá. Vou continuar fazendo o que sempre faço...


– Ei – eu segurei o braço dele, advertindo-o. – Você está arrependido e vai continua beijando qualquer uma pela frente? Haley pode ter sido apaixonada por você desde sempre e deve ter sido muito pior para ela quando você fez aquilo. Não se reprima sob os lençóis de outras mulheres que você não ama! E pode não acreditar que exista amor, mas acreditar que vai continuar se sentindo bem transando com qualquer uma pelo resto da vida, sabendo que cometeu um erro com sua melhor amiga, é simplesmente decepcionante. Não seja apenas um homem, James, seja um Potter. Haley significou muito mais do que todas aquelas garotas um dia chegaram a significar para você. Enquanto elas foram um borrão na sua memória, Haley foi todas as páginas da sua vida. E se sabe disso, você já tem noção do que deve fazer.


James demorou um pouquinho para me dizer:


– Você tem razão.


– É claro que tenho. E sabe por quê? – eu estava revoltada. – Porque já tive meu coração partido várias vezes e talvez eu saiba como Haley pode estar se sentindo. E porque você é meu primo, e não posso deixá-lo ser o que está sendo agora. Não posso deixá-lo demorar três malditos anos até se redimir!


Fiquei analisando o sorriso de James. Era um sorriso de culpa.


– Deve ser por isso que Albus tem a cabeça no lugar – ele comentou. – Você sempre tem razão no que diz, querendo a gente ou não. As pessoas ficam melhores quando estão com você, Rose, já reparou isso? Acho que você transmite bondade e razão pra elas. Incrível, incrível.


– Obrigada, James, mas estamos falando de você.


– Eu sei! To pensando em pedir ajuda pro Malfoy agora.


Nós dois demos risadas.


– Eu vou concertar isso – ele prometeu a si mesmo. E foi um bom começo quando a garota que tinha ficado com ele veio convidar-lhe para dançar mais um pouco e ele, educadamente, a dispensou.


– Alguns sacrifícios têm que ser tomados – eu comentei ao notar sua expressão de como tudo iria ser diferente.


Voltei a prestar atenção na banda ao vivo quando tudo ficou silencioso entre a gente. Depois que a música Blaze of War foi tocada, chamei James e nós fomos até Tristan Lenz, que como garantido estava no bar. Naquela noite nós conhecemos nossa banda favorita, conversamos e fizemos perguntas para Jordan, Eliot, Brandon e Chad, Os Voadores. Foi uma ótima noite, e eu estava me sentindo cada vez melhor. James, no entanto, não conseguiu falar com Haley. Ela tinha sumido da vista dele.


No final da festa, saímos do salão e fui com James até o estacionamento. Mas quando ele entrou no carro, eu tive um pressentimento estranho.


– Olha, você bebeu demais hoje – eu o avisei. – É melhor não dirigir, certo?


– Ah, mas como vou fazer pra chegar em casa?


– Pode dormir no meu apartamento essa noite.


– E o seu namorado?


– Ele só volta amanhã de manhã. Vamos, James, proíbo você de dirigir por aí. E Scorpius entende bem que você é meu primo.


Sem muita controvérsia, James aceitou. Ele tirou o paletó quando entramos no meu apartamento e se jogou no sofá. Fiz uma pergunta a ele, mas não respondeu. Já havia adormecido. Logo depois me preparei para dormir também, esquentada na coberta, sentindo falta da falta de espaço. E foi ali que eu notei a maneira como não precisei estar com Scorpius exatamente para me sentir feliz, bem e satisfeita naquele dia. Tudo bem que eu queria que ele tivesse tirado meu vestido naquela noite, mas era isso.


Eu não precisava de Scorpius, exatamente. Eu podia ser feliz sem ele, acho. Era só me esforçar e acreditar que todo dia vai ser daquele jeito, cheio de sorte e satisfações. Bem, o problema era que eu não queria ser feliz sem ele. Uma questão de escolha. Todos os caras com quem fiquei não me trouxeram tanto sofrimento depois que os relacionamentos acabaram. Isso porque o que mais significou para mim foi Scorpius.


Dormi pensando naquilo. Sonhei que Isabela Lespour tinha sido atropelada, e acordei com um sorriso simples no rosto. Quando fui à cozinha preparar o cereal da manhã, James ainda dormia no sofá. Eu estava na quinta colherada do cereal quando Scorpius chegou abrindo a porta. Ele praticamente já morava comigo.


Sorri ao vê-lo entrar na sala que era perto do balcão da cozinha onde eu estava tomando meu cereal. Scorpius me encarou, e vi sua expressão exausta. Ele mal conseguia andar direito.


– Treino puxado? – perguntei.


– Acredite – parecia até com preguiça de falar. Ficou um pouco sério quando viu James ali. Era compreensível. – O que... ele está fazendo aqui?


– Teve uma festa ontem no prédio e ele foi comigo – contei. – Bebeu demais e então não podia deixar dirigir. Não me olhe assim, Scorpius, eu não costumo me vingar, nem trair. E você não o encontraria aqui se tivesse aparecido ontem.


– Eu estava treinando – ele respondeu. – Não podia ir embora! Mandei uma coruja para você...


– Eu a vi, não se preocupe.


– Então – ele sentou na minha frente no balcão. – Conta como foi seu dia ontem.


– Seria bastante injusto com você, pelo visto teve um dia péssimo.


– Qual é! Só estou cansado, não de mau-humor.


Só que antes de dizer alguma coisa, James acordou e se levantou. Ao nos ver, ele resolveu dizer:


– Acho que vou embora agora, eu tô me sentindo melhor.


– Não quer tomar café? – perguntei.


– Não, nem precisa, valeu pela hospedagem. Só estou com um pouco de dor de cabeça, mas é a ressaca. Tchau.


– Ei! – Scorpius o chamou assim que James abriu a porta para sair. Tirou um negócio do bolso e jogou até ele. Desconfiado, James perguntou o que era. – Não é veneno, é só um chocolate. Ele melhora a dor de cabeça.


– Ah, valeu, Malfoy.


– Sério, espero sinceramente que não esteja tentando matar o meu primo – eu falei, depois que James foi embora.


– Confie em mim, que eu confio em você – Scorpius sorriu.


– Então! Deixa eu te contar! – disse, toda empolgada. – Ontem eu fui jantar lá com a autora do livro Muggles, e adivinha? Ela prometeu que vai publicar o meu livro!


– É sério?


– Completamente. Calma, que tem mais! – eu apressei-me a dizer antes que Scorpius me parabenizasse. – Eu vou ser madrinha do filho do Albus! Calma! Aí eu fui numa festa onde Os Voadores cantaram ao vivo e...


– Ah, sei! Aquele bando de veados cantando músicas melosas como se viver fosse a pior coisa da vida.


– Eles não são isso, ok?


– Não vai me dizer que conhece eles – Scorpius girou os olhos.


– Pois eu os conheci! Um cara levou a gente pra conhecê-los...


Scorpius mordiscou uma maçã e murmurou, emburrado:


– Dane-se o orgulho, eu estou começando a ficar com ciúmes.


Dei uma risada alta.


– Se isso lhe servir de consolo, eu não parei de pensar em você. Mas ontem foi um dia muito bom pra mim, Scorpius, e é um avanço porque eu nem precisei da sua companhia. Quero dizer, eu não quero precisar depender de você para ser feliz, entendeu? E foi muito estranho com toda a sorte de ontem.


– Sorte?


– Sim! Meu livro vai ser publicado, vou ser madrinha do filho dos meus melhores amigos, conheci minha banda favorita!


Scorpius disse de uma forma calma e intensa:


– Não é sorte isso, Rose. Na realidade, você merece todos os dias assim.


– Obrigada – eu sorri. – Agora, me conta você. Como foi lá em Oxford?


Ele deu um suspiro.


– Terrível. Eles sabem mesmo fazer os jogadores sofrerem. Eu não costumo ficar muito cansado, mas sinceramente, ficamos vinte horas jogando sem parar. Se eu disser que enjoei de Quadribol, você acharia estranho?


– Mas você não enjoou de verdade, né?


– Ah, por enquanto eu não quero sentar em nenhuma vassoura. Eu não consigo sentar nem nessa cadeira direito. E meu ouvido fica zunindo mais que o normal. Olha, eu já treinei mais horas do que essas, mas o treino que eles dão são muito exaustivos.


Scorpius deitou a cabeça na mesa.


– Qual é! – eu acariciei seu cabelo. – Você é o melhor jogador de quadribol que eu conheço. Já era para estar acostumado com isso. Vem cá – eu saí da cozinha e contornei o balcão para encarar Scorpius e puxá-lo para perto de mim. Joguei meus braços ao redor do pescoço dele e lhe dei um beijo. – Quando vai ser o jogo?


– Depois de amanhã.


– Beleza. Então vamos aproveitar o dia para você descansar. Quer ir ao cinema?


– Pra assistir àquele filme idiota de novo? – ele ergueu a sobrancelha. – Esquece.


– Vamos a uma locadora e alugamos um filme então. Aí você escolhe e se o filme for idiota, a culpa não será minha. – Scorpius concordou com a idéia. – Problema resolvido. Só vou tomar banho e depois a gente vai.


Devo dizer que é extremamente difícil escolher a um filme que agrade Scorpius pela história e gênero. Ficamos na locadora durante uma hora até que alugamos um que ele disse que tentaria prestar atenção.


E conseguiu, até um certo ponto. Estávamos sentados no tapete da sala, e depois de uma hora de filme Scorpius começou a me provocar.


– Tá prestando atenção?


– Talvez – eu sussurrei quando ele começou a beijar meu pescoço. Droga, estava me fazendo lembrar como era bom receber aquilo, e me arrepiar. E o filme não era tão interessante a ponto de me fazer recusar. – Ou não.


Beijei a boca dele com gosto; ele segurava meu rosto com as duas mãos enquanto fazia nossas línguas brigarem entre si de uma forma ardente. Aos poucos que a minha consciência sumia, eu agarrava o colarinho da camisa de Scorpius e o puxava mais para mim. Era uma situação conhecida; era muito boa e deliciosa. Ele ficava em cima de mim e beijava meu pescoço com tanta volúpia que sempre me deixava aturdida, mas preparada para qualquer outro passo. Até mesmo suas mãos embaixo da minha blusa, tocando-me.


Elas acariciavam minha coxa até deixar meu corpo num estado de calor o suficiente para eu sentir vontade de tirar a roupa.


Arranquei sua camisa sem paciência para abrir todos os botões. Scorpius ficou de joelhos e me encarava enquanto dizia, num sorriso inclinado:


– Estou devendo uma coisa por não ter aparecido ontem à noite.


Abriu o zíper da minha calça e a tirou sem muita cerimônia, e sim desejo. À medida que ele fazia isso, eu tirei minha blusa para ser mais rápida. Antes que ele fizesse outra coisa, invertemos a posição. Eu fiquei sobre Scorpius e falei antes de beijá-lo e tirar sua calça:


– Você não me deve nada. Diga que está fazendo isso porque você me ama e não porque me deve alguma coisa.


– Diga você – ele parecia ferozmente intenso quando me jogou para o lado e se encaixou em mim depois de ter tirado toda a minha roupa. Eu tentei reprimir um gemido, mas é sempre impossível numa hora dessas.


Ele se movia de uma forma suave e muito profunda dentro de mim, lambia meu pescoço, sussurrando:


– Sem unhas... – depois jogou meus braços acima da minha cabeça e os prendeu ali no chão com suas mãos, para que eu não o arranhasse. Coisa que eu faria até arrancar-lhe sangue se ele continuasse movimentando seu corpo daquela forma insuportavelmente devastadora e lenta, que chegava a me fazer desejar que ele fosse mais rápido.


E é meio estressante quando não realizam seu desejo.


O efeito que Scorpius transmitia fazia-me grunhir involuntariamente. Ele conseguia ser intenso e terno ao mesmo tempo. Conseguia ser rude e carinhoso. Conseguia usar força e sutileza. Conseguia satisfazer os dois lados, o dele e o meu. Mas não teve outro jeito, uma hora nos sentamos e eu movimentava meu corpo com o dele, sentada em seu colo, e puxando seu cabelo, sentindo o toque e as investidas de nossos corpos suados. Eu já estava sem fôlego quando nos encaramos. Scorpius tinha os lábios entreabertos e eu mordia os meus próprios, sentindo a fragrância da sua respiração acelerada e falha tão perto do rosto, na medida que chegávamos ao orgasmo juntos. Eu o abracei com muita força depois, até cairmos no chão outra vez, ofegando.


Ficamos calados, como sempre, deitados. Scorpius acariciava minhas costas, já que eu me virei de lado, e às vezes passava os dedos pelo meu rosto, querendo tirar algumas mechas do meu cabelo ali. A outra mão contornava meu corpo como se estivesse apreciando exclusivamente uma escultura de vidro. Eram naqueles momentos que eu me sentia amada, eu sentia que meu corpo era amado, respeitado e admirado.


– Ele morreu – de repente Scorpius falou, espantado. Eu estava com os olhos fechados, então quando abri vi que na televisão a nossa frente o filme ainda estava rodando. – Por essa eu não esperava.


Eu me sentei para vestir à camisa de Scorpius que estava mais perto.


– Esqueça o filme, vamos falar da nossa vida real agora – eu pedi, seriamente.


– Sua cara não tá muito feliz, por acaso eu te machuquei agora?


Não pude evitar soltar uma risada muito alta.


– O tapete não é muito confortável, mas não é sobre isso.


Scorpius sorriu com satisfação, colocando a calça. – Imaginei que não. O que foi então?


Eu o beijei outra vez, mas sem línguas. Foi um beijo verdadeiro – não que todos nunca tenha sido – mas aquele foi sincero quase como um primeiro beijo, para que eu pudesse dizer assim que separei nossos lábios:


– Eu amo você – e tentei dar um sorriso depois.


– Achava que nunca iria ouvi-la dizer isso – ele confessou, meio sério demais.


– Bem, estou dizendo agora. Às vezes sinto que não é justo, você me faz sentir amada, Scorpius. Eu quero que se sinta desse jeito também.


– Quem disse que não me sinto? – ele riu.


Mas alguém bateu na porta naquele momento e quebrou nosso contato. Eu coloquei minha calça depressa, mas ainda vestia a camisa de Scorpius, que estava larga em mim. Devia tê-la tirado e deixado a minha mesmo, para evitar o comentário do meu pai, que apareceu na minha casa naquela tarde, ao ver Scorpius sem camisa no meu apartamento:


– Parece que você perdeu sua camisa no corpo da minha filha, Malfoy.


– Pai...?


– Eu estava passando aqui, e resolvi te visitar – ele também não parecia muito confortável. – Mas você parece ocupada, pelo jeito. Hum... que bom encontrá-lo por aqui, Malfoy, assim finalmente podemos conversar. Eu venho tentando fazer isso há três anos atrás.


Por que eu comecei a sentir, de repente, que a sorte e o bom dia que eu estava tendo, começaram a dissipar?


Eu e Scorpius nos entreolhamos. E foi um silêncio um tanto tenso que se formou por ali entre eu, Scorpius e ninguém menos que o meu próprio pai. Bem, dava pra notar que teríamos uma bela conversa naquele dia.




N/A: Oi gente! O que acharam deste capítulo?

Obrigada á Leeh Malfoy (Eii, espero que tenha gostado do capítulo! Seus comentários sempre animam, vc sabe disso! E SIIIMM, estou com mais de 200 leitores UHULLL! hasusahuashas ), a Mimi Potter (Pode apostar que ele pode estar no próximo Natal - ou não ><' AHAHUHA), a ana christie (obrigada pelos elogios! E sobre a sua sugestão de uma NC mais hot, pois é, há leitores que não gostam mto, mas prometo que tentarei deixar os dois lados felizes! Brigadão!), a Cordy W. Malfoy (Espero que tenha gostado desse capítulo, e realmente, Albus estava mesmo meio transtornado \o), a Kellysd (Eii! Muito obrigada pelo seu comentário, pelo elogio e por estar gostando e acompanhando minha fic! Sobre a sua impressão de que o final não será feliz, não posso dizer mta coisa sobre isso, afinal desde o dia que comecei a escrevê-la aparentemente mta coisa da minha cabeça mudou e posso mudar o rumo da estória, por enquanto parece que está tudo bem, não é? Enfim, mais uma vez brigada e espero que continue acompanhando!) e a patricia.melo (ALVIN E OS ESQUILOS 2, eu quero asssistir! hahahaua mto obrigada pelo comentário!)

Bem, espero que mais leitores apareçam aqui, pelo menos para dizer o que achou. Fico feliz com os leitores que já tenho, e ficaria ainda mais se tivessem mais. Sabe como é! Então. Hoje, dia 10 de janeiro, é meu aniversário. Adoraria receber COMENTÁRIOS de presentes ASHIUASHIUSA

beijos e até o próximo cap
Belac


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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 29/12/2011

Nossa tá forte *-* ameiiiii realmente o capitulo foi bom *-----------------*

Nota: 5

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