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2. Capítulo 2


Fic: Amor sem fim


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry acordou suando e alterado por causa de um sonho erótico e vociferou palavrões. Gina, a ruiva graciosa e pequenina, havia estimulado sua libido ao extremo. Por que ela? Seria atração pelo fruto proibi­do? A idéia de fazer sexo no escritório? Jamais tenta­ra, mas já havia imaginado algumas vezes. No entan­to, poderia ter realizado tal fantasia há muito tempo, caso tivesse querido. Oportunidades não faltaram.


Entretanto, apesar do fato de um número conside­rável do quadro feminino da empresa já ter se insi­nuado sexualmente para ele, Harry jamais corres­pondera. Na verdade, as investidas o exasperavam. Acima de tudo, era um homem de negócios sério. Acreditava que reforçar as regras que regiam o ambiente de trabalho era fundamental para manter a dis­ciplina, a motivação e o bom desempenho de todos. Apesar da excitação que sentia, sabia que fazer sexo com a garçonete não lhe traria nada além de dor de cabeça.


Ao mesmo tempo, pensou, enquanto tomava seu café-da-manhã, não haveria razão para não seduzi-la se ela não estivesse mais trabalhando nas indústrias Potter.


Em sua limusine, a caminho do trabalho, preso no trânsito londrino, ficou conjeturando e imaginando possibilidades. De repente, surpreendeu-se ao per­ceber que estava pensando em Gina Weasley mais do que deveria. Nem mesmo entendia por que I se lembrava do nome dela. Era estranho. Ele estava estranho.


Desde quando sexo era algo muito importante em sua vida? Todas as suas necessidades eram saciadas por beldades altamente sofisticadas, uma em Londres e outra na Grécia. Ambas sabiam de seus papéis e os representavam com muito estilo e discrição.


Marcou um encontro para depois do almoço com a amante inglesa. Obviamente, estava sexualmente frustrado, concluiu.


Ao meio-dia, Gina bocejava como se fosse ma­drugada. Fora encarregada de tirar cópia de muitos documentos e estava tão entediada que era capaz de tirar um cochilo ali mesmo, de pé, em frente à copia­dora.


— A gente sempre fica com as funções que nin­guém quer fazer — queixou-se Lila, aborrecida.


— Não tenho competência para fazer nada muito melhor que isso — contestou Gina.


— Aposto que aquela tirana da Katie passou a noite toda fazendo uma lista de coisas chatas para a gente fazer.


— Ela não é má pessoa. — Gina virou-se para a porta de entrada ao ouvir passos no corredor. Ia ter­minar de responder a Lila, mas perdeu a voz ao ver o homem que vinha na direção da sala onde ela esta­va. Abaixando um pouco o celular que levava ao ou­vido, Harry Potter olhou de relance para a entra­da da sala e parou momentaneamente.


— Por acaso existe alguém de quem você não goste? — perguntou Lila, de costas para a porta, em um tom irritado. — Não é normal ficar falando bem de todo mundo o tempo todo.


Gina teve vontade de rir do comentário da cole­ga, mas não conseguiu emitir qualquer som, pois um par de olhos negros e flamejantes a estudava da porta. Não conseguia se mover, interromper aquela cone­xão visual. Uma sensação estranha de prazer a inva­diu. O coração batia tão acelerado que ela podia ouvi-lo. Estava arrepiada.


E, de repente, ele voltou a andar e desapareceu pelo corredor, deixando-a trêmula, exaurida e total­mente abismada. Mas o que havia com ela? Ele ape­nas olhara em sua direção por alguns segundos e ela o encarara paralisada! Teria gostado de dizer a Harry que nunca iria esquecer a felicidade que ele havia proporcionado à irmã. No entanto, na época, a grati­dão da avó havia deixado o magnata desconfortável e Gina não queria repetir o mesmo erro. De qualquer forma, pensou desanimada, era improvável que ele se lembrasse da irmã, depois de tantos anos.


— Olá? — Lila estalou os dedos na frente do ros­to de Gina, tentando chamar a atenção da colega. — Alguém em casa?


No escritório, Harry se esforçava para desempe­nhar a rara tarefa de questionar suas próprias ações. A face de traços belos e fortes estava tensa e demons­trava incompreensão. Visitara quase todas as depen­dências de seu edifício, indo a salas que nem sabia que existiam. E por quê?


Estava aborrecido com a suspeita de que aquela atitude fora motivada por um desejo inconsciente de ver Gina. Estava ainda mais irritado por concluir que, após um segundo exame minucioso, ela estava ainda mais bela e atraente do que da primeira vez que a vira. Vestida com uma blusa branca e uma saia pre­ta justa que enfatizavam as curvas exuberantes, ela parecia arrebatadora.


Para curar aquele mal, decidiu ir imediatamente ao apartamento da amante. Foi quando Cho ligou.


— Decidi que quero o tema Grécia Antiga para a festa de casamento — disse a noiva de modo entu­siasmado. — Você disse que queria um casamento tradicional. O que pode ser mais tradicional que os deuses antigos?


— Eles eram pagãos — respondeu Harry, seca­mente.


— E quem se importa? Nosso casamento será o evento do ano. Você pode encarnar Zeus, o rei dos deuses, e eu serei Afrodite, a deusa da beleza.


— De acordo com Homero, Zeus e Afrodite eram pai e filha.


Quinze minutos depois, Harry estava na casa da amante. Sexo, estava convencido, iria ajudá-lo a re­cuperar o domínio sobre si mesmo e a racionalidade habitual. Durante as últimas 24 horas, tornava-se cada vez mais ciente que não estava sendo ele mes­mo. Infelizmente, no instante em que pôs os olhos na bela e loura modelo, descobriu que já não a achava mais tão atraente.


De repente, e por um motivo que não conseguia compreender, ela o fizera deixar de desejar as outras mulheres. Pior ainda, pegou-se fazendo comparações entre ela e Gina Weasley. Para um homem que funcionava à base de lógica pura, tais raciocínios, tão perversos, eram intensamente perturbadores.


Confuso, informou que o envolvimento dos dois havia chegado ao fim. A loura recebeu a notícia com resignação, pois sabia que seria muito bem recom­pensada, com um acordo financeiro generoso.


Harry voltou para a limusine sem ter conseguido liberar a tensão sexual.


Sentia-se impaciente. Tanto sua vida pessoal quanto a rotina de trabalho eram previsíveis e plane­jadas para atender a todas às suas expectativas. Ao escolher Cho como noiva, sabia que ela seria per­feita, pois nunca iria exigir nada que ele não estivesse disposto a proporcionar. Sendo filho único, de pais egoístas e irresponsáveis, não assumia riscos na vida pessoal.


Satisfazia seu forte apetite sexual com um mínimo de comprometimento e emoção. Apesar das relações superficiais que mantinha com todas as mulheres, não era de seu feitio dormir com muitas.


Para resumir, desejar ardentemente uma funcioná­ria temporária ruiva e sexy, definitivamente, não era seu estilo. Ela não fazia parte de seu meio social ou de sua realidade. Não era nem mesmo o seu tipo — geralmente preferia louras de pernas esguias. Porém, a pele incrivelmente alva, os olhos verdes e a boca carnuda e rosada de Gina estavam gravados em seu cérebro, concluiu Harry com uma frustração colérica.


Estava determinado a reprimir desejos tão insen­satos. Seria um ato de imperdoável estupidez en­volver-se com uma funcionária, mesmo que temporária. Porém, tinha de admitir que o fato de ela tê-lo olhado com tamanha reverência fora incrivelmente atraente...


Ao cair da tarde, Gina se deu conta que em me­nos de uma hora acabava seu turno e estaria fora do edifício Potter. No dia seguinte, já estaria traba­lhando em outro lugar.


Próximo da hora de ir embora, mandaram-na bus­car uns documentos em outro andar. Quando termi­nou de entregar os papéis foi para a copa e fez o café da forma como lhe haviam explicado que Harry Potter gostara. Já não tinha certeza se ele estaria no escritório. Levando a xícara de café em uma das mãos trêmulas, bateu à porta da sala dele. Não houve resposta. Com medo que alguém a visse e a impedis­se de vê-lo, girou a maçaneta. As palmas das mãos transpiravam.


— Posso ajudar? — Um homem mais alto que a porta apareceu do nada e se materializou atrás dela. Tinha um sotaque estrangeiro e o rosto moreno era frio. Ela o olhou, nervosa, perguntando-se quem seria.


— Trago um café para o sr. Potter. Quem é o se­nhor?


— Nemos. Sou responsável pela segurança do sr. Potter.


O homem olhou com atenção para o crachá de identificação na blusa e então, a sur­preendeu ao abrir a porta para que ela entrasse.


— Vá em frente, srta. Weasley.


O escritório da presidência das indústrias Potter era vasto e decorado em um estilo contemporâneo de muito bom gosto. Porém, estava desanimadoramente vazio.


Perdida, Gina perambulou pelo ambiente até ouvir um barulho vindo de uma das portas abertas do outro lado da enorme sala.


A pulsação dela acelerou ao entrar pela porta que dava em um hall. Franziu a testa e olhou para a direita e para a esquerda.


— Quem está aí? — Uma voz familiar inquiriu com impaciência.


Tomada pela preocupação de que mais uma vez acabaria irritando Harry, Gina virou-se para a esquerda e respondeu:


— Fiz café para o senhor, sr. Potter...


Deu mais um passo, entrando em outro ambiente, e se deu conta que havia cometido um erro. Acabava de entrar em um closet repleto de espelhos e roupas.


Notou que havia um banheiro do lado direito do aposento, alguns segundos antes de Harry Potter surgir de lá de dentro com os cabelos molhados e a camisa branca desabotoada. O peito moreno e mus­culoso estava à mostra. Os pés descalços, por debai­xo das calças imaculadas feitas sob medida que lhe cobriam as pernas.


— Ai, meu Deus! Sinto muito! — gaguejou Gina, extremamente envergonhada.


Surpreso em vê-la, visto que seus seguranças eram altamente eficientes ao garantir sua privacidade, Harry a observou atentamente. Estava impressio­nado por ela ter conseguido passar pela segurança. No entanto, ao deixar que a beleza dela enchesse seus olhos e provocasse uma resposta sexual imediata, seus instintos primitivos assomaram. Concluiu que apenas o destino poderia ter criado aquela oportuni­dade tão fortuita. Afinal, ela havia entrado na sua sui­te particular sem pedir licença ou ser convidada, e os dois estavam sozinhos, em um lugar onde ninguém se atreveria a importuná-lo.


— Achei que fosse mais uma sala de reuniões... não fazia idéia.


Constrangida demais para encará-lo, Gina esta­va prestes a se virar e sair do quarto rapidamente:


— Por favor, perdoe minha intromissão.


— Trouxe café? Para mim? — Harry a recebeu com um sorriso delicioso. — Que gentileza a sua.


O impacto descomunal daquele sorriso lindo e sensual deixou Gina totalmente aturdida. Sentiu uma sensação incômoda e o ar faltou de repente. Não ia permitir que sua atenção se fixasse além da altura do queixo angular dele. Sabia que tinha algo a dizer, porém, subitamente, a memória havia se transforma­do em uma gigante e horrível lacuna.


— Sr. Potter... com licença — conseguiu balbu­ciar, sem ar.


— Não.


Enquanto a estudava, Harry descobria que os olhos dela, verde-esmeralda, tinham um fulgor de ti­rar o fôlego. Achou exótico e singular o contraste en­tre a pele muito branca e seu cabelo cor de cobre. Toda vez que a analisava, encontrava algo de novo para apreciar.


— Como?


Ela não conseguia deixar de fitá-lo, estudando cada detalhe com um interesse que não conseguia disfarçar. O rosto moreno de pele macia acentuava o brilho dos olhos de cor aperolada e escura, o nariz al­tivo e a boca carnuda criavam um conjunto másculo e irresistivelmente belo.


— Disse não, não lhe dou licença — respondeu Harry calmamente, enquanto retirava a xícara da bandeja que ela segurava, com as mãos petrificadas. Deixou a xícara em uma das prateleiras do local e voltou a encará-la.


— Quero que fique e converse um pouco comigo.


— Conversar? — repetiu Gina, confusa, esforçando-se valentemente para recobrar a concentração. — Ah, claro, obviamente, o senhor quer saber o que estou fazendo aqui.


— Isso, já pude concluir por conta própria — mur­murou Harry, com um tom divertido e sensual de homem acostumado às investidas femininas.


Desconcertada com a resposta, Gina ruborizou-se e arregalou os olhos.


— Tenho certeza que o senhor não tem dúvidas que sou a única culpada pela apresentação não poder ter ido adiante.


Harry envolveu uma das mãos na de Gina, brincando com seus dedos trêmulos e frios, em um gesto relaxante.


— Está muito nervosa.


Parecia que ela ia desfalecer. O calor da mão dele, o roçar macio dos dedos sobre a parte inferior de seu pulso, provocavam pequenas contrações em seu corpo. Apesar de surpresa pelo toque inesperado, também estava encantada. Não tinha dúvidas que ele não mantinha segundas intenções com aquele contato físico, ainda assim encontrava dificuldade em respirar.


— Foi por isso que tropecei ontem.


Harry levantou a manga da camisa, deixando à mostra o relógio caro e chamativo.


— Em dez minutos você não será mais minha fun­cionária — ele anunciou. — Terei que esperar tanto assim para beijá-la?


Os olhos verdes de Gina arregalaram-se ao li­mite máximo. Ficou perplexa com a pergunta.


Terei que esperar tanto assim para beijá-la ? Ele estava dizendo que a achava atraente e tal revelação a deixou aturdida. Ele sentia o mesmo que ela? A ale­gria a invadiu e espantou uma de suas maiores virtu­des: a prudência. Porém, estava tão tensa que os mús­culos doíam, literalmente.


Harry se aproximou com a habilidade de um profissional, mas no íntimo estava ciente do desejo que corria com muito mais força e ardor do que esta­va acostumado. Notou que seus dedos longos e more­nos vacilaram ao tocar os ombros dela. Foi um sacri­fício conseguir dominar o intenso desejo que o asso­mou de deixá-la para junto de seu corpo. Gostou da evidente dilatação das pupilas dela e do gemido sur­do que ela soltou quando ele ergueu uma das mãos para soltar o rabo-de-cavalo que caía sobre a nuca de Gina.


— Meu cabelo... — disse ela, surpreendida. Não tinha muita noção das palavras que exprimia naquele instante, pois estava nervosa e ansiosa demais para formular um único pensamento, muito menos uma frase que fizesse sentido.


Harry puxou com delicadeza os longos cabelos para a frente, fazendo com que emoldurassem seu rosto triangular. O sensual contraste entre os fios acobreados e a textura perfeita da pele de Gina o deleitavam.


— É magnífico... deveria deixá-lo sempre solto.


— Ia ficar caindo em cima de mim — murmurou ela com uma risada nervosa.


— Pois eu quero que caia em cima de mim.


Harry entrelaçou os dedos sobre as madeixas lu­minosas e inclinou o rosto orgulhoso. Gina mal podia esperar que ele a beijasse, e a ansiedade a cons­trangeu. Não era algo decente e sensato estar tão de­sesperada por um beijo, mas o sentimento era mais forte que a razão. Bem na altura dos quadris, sentia uma pressão tão forte e quente que mal conseguia manter os pés parados. O coração batendo forte den­tro do peito e a respiração a traíam. Quase que imperceptivelmente, inclinou-se para a frente.


Lentamente, Harry passeou com a ponta da lín­gua por todo o contorno carnudo e delicioso dos lá­bios de Gina, e ela gemeu. Depois, roçou a abertu­ra da boca, incendiando-a. Gina estava nas nu­vens, mas tentou conter a vontade louca de corres­ponder à altura. Fechou as mãos em uma atitude desesperada para não perder o controle sobre si mesma. O corpo estava rígido, bem como os bicos dos seios. Tudo estava dormente. Queria abraçá-lo, mas não po­dia permitir isso.


— Poderia devorá-la agora mesmo — sussurrou Harry. Os olhos estavam mareados de desejo. Levou uma das mãos até a cabeleira ruiva dela, puxando sua cabeça para trás.


A adrenalina pulsava nas veias de Gina. Ao fitá-lo, sentiu a euforia invadindo-a.


Com a boca sedenta, ele beijou a pele delicada do pescoço de Gina, provando cada centímetro com uma habilidade decidida e sensual que a fez gemer. Com a outra mão, pegou-a pela cintura, pressionan-do-a contra o corpo forte e esbelto. Quando finalmen­te buscou os lábios rosados e maduros de Gina, ela já perdera o controle, desesperada por aquele beijo.


— Você é incrível — disse ele com a voz grave.


— Você também...


Gina o olhava com seus olhos verdes brilhantes, assombrada com a forte atração que sentia existir en­tre os dois. Não fazia sentido, mas havia um senti­mento de conectividade. Perdeu o equilíbrio, pois estava tonta e as pernas, bambas. Por um instante lembrou dos outros homens que havia beijado. Não sentira nada parecido à satisfação que sentia agora, e na maioria das vezes, as experiências tinham sido embaraçosas.


— Sabia que seria — declarou Harry com con­vicção, curvando-se e a envolvendo pela cintura, e erguendo-a sem nenhuma dificuldade.


Gina deixou escapar um gritinho seco com a atitude inesperada dele.


Quando a beijou novamente, ela acariciou os cabe­los macios dele e abriu os lábios para que a língua de Harry a explorasse. O mundo começou a girar es­palhando uma bruma de excitação multicolorida. Gina estremeceu violentamente e ele a apertou os braços antes de deitá-la em uma superfície. Gina olhou desconcertada ao redor e se viu em um quarto, deitada em uma cama. A insegurança e o pânico a paralisaram.


Harry pousou os dedos sobre o queixo delicado de Gina para que ela percebesse a cativante força de seu olhar.


— Quero você, glikia mou.


A declaração a atingiu em cheio, como a coisa mais extraordinária. Acreditava nele, o que a fazia se sentir incrivelmente feliz e afortunada. O desejo car­nal estava exposto em cada ângulo e expressão do rosto estranhamente lindo de Harry, emocionando-a. Algo, de repente, se libertou dentro dela, obstruin­do sua capacidade de raciocinar. Agiu por puro instinto quando se inclinou na direção dele, à procura de sua boca desenhada com perfeição.


Ele a levantou, desabotoou-lhe a blusa e a despiu. Antes que ela tivesse tempo de sentir-se insegura, voltou a beijá-la com furor, ao mesmo tempo em que abria a parte de trás do sutiã. Um gemido quase inau­dível produziu-se no interior da garganta de Gina, quando seus seios rijos tocaram os pêlos espessos do peito musculoso e bem definido dele. Harry emitiu um ruído de satisfação enquanto, com as mãos, en­volvia as curvas voluptuosas e alvas dos seios de Gina.


— Amo seu corpo, glikia mou — sussurrou ele contra os lábios vermelhos dela.


Enquanto Gina segurava a respiração, tomada pelo assombro por aquele momento de intimidade es­tar realmente acontecendo, Harry acariciava e massageava a pele excitada e macia dos mamilos rosa­dos, rígidos, que imploravam por atenção. Sem qual­quer autodomínio, ela gemeu e estremeceu, em res­posta. Ofegante, sentia o doce pulsar do prazer sedu­tor que guiava as batidas do coração. Tamanha sen­sualidade nunca, a havia consumido daquela forma, e não havia chance alguma de qualquer resistência.


Harry olhou para baixo na direção do rosto ado­rável de Gina com extremo deleite.


Apreciava sua inocência e naturalidade. Estava maravilhado com a capacidade dela de tornar o ato sexual algo tão simples. O ar admirado e surpreso de Gina com respeito aos próprios sentimentos dei­xou Harry desconfiado de que talvez ela não fosse tão experiente quanto as parceiras que tivera. Curio­samente, tal suspeita foi uma das coisas mais excitan­tes que sentira em muitos anos. Ignorou a voz da consciência que lhe dizia para ser mais circunspecto.


Desde a adolescência não se sentia tão intensa­mente excitado. Além disso, ela estava ali por livre e espontânea vontade. Que perigo havia em desfrutar daquele momento plenamente?


— Você é linda demais — disse ele cheio de lascí­via, descendo a saia até a coxa de Gina, despindo-a em seguida.


Ela estremeceu, perdida em sua admiração por ele. Apesar do prazer que sentia, era tímida. Quando fez uma tentativa atrapalhada de cobrir os seios, ele a im­pediu, e antes que Gina pensasse em repetir o ato, levou a boca até um dos mamilos excitados e intu­mescidos, capturando-o entre os lábios. Com a ponta da língua, provocou-a ao extremo, até que ela sentis­se dor por tanta excitação.


Gina não entendia o que lhe ocorria naquele instante. O corpo arqueou-se completamente para fora da cama. Os quadris queimavam em resposta ao ponto úmido que pulsava entre suas pernas. Harry sentou-se para tirar a camisa e, em seguida, voltou a beijá-la, com voracidade.


Gina ficou eletrizada com o contato erótico de seu desejo sobre uma de suas coxas. A calça não era suficiente para esconder a excitação de Harry.


— Viu só o que você fez comigo? — perguntou ele com a voz áspera, tomando uma das mãos dela e a le­vando até sua calça.


— Estou louco por você.


— Harry...


Ao ouvir seu nome soar nos lábios dela, teve a reação impulsiva de envolvê-la com uma sofreguidão que a excitou ainda mais.


— Você é irresistível — murmurou ele antes de beijá-la ardentemente e ajeitá-la de maneira que pu­desse retirar sua calcinha com rapidez.


Gina ficou tensa, subitamente, sentindo-se ex­trema e perigosamente nua e vulnerável. O que esta­va fazendo? Que diabos estava fazendo? Uma voz em seu inconsciente gritou.


Tudo bem que adorava Harry Potter e que o idolatrava desde os 14 anos. Porém, isso por acaso queria dizer que a primeira chance que aparecesse ti­nha de ir às últimas consequências? Esquecer seus princípios e fazer amor com ele?


Os dedos esguios de Harry começaram a brincar com a intimidade de Gina. Era volúpia demais, e ela sentia que estava prestes a sair do próprio corpo. A razão e a dúvida ficaram suspensas no ar. Só de pensar no que estava por vir, suava e tremia.


Finalmente, ele chegou à intimidade entre as co­xas de Gina. O corpo inteiro dela sofreu uma leve convulsão, por causa da sensibilidade da região. O desejo e a ansiedade causavam dor física. Sua reação intensa a fez gemer e ter espasmos involuntários, en­quanto ele explorava sua intimidade.


Uma sensação de múltiplos sentimentos fez com que ela esquecesse quem era ou onde estava. Tam­pouco queria saber. Estava no limite de perder o con­trole. Uma experiência que jamais pensou que exis­tisse.


— Não posso mais... — balbuciou ela ofegante, movendo a cabeça para a frente e para trás no traves­seiro, incapaz de registrar o que dizia.


Sentindo um calor abrasador como jamais experi­mentara, Harry não precisava de um segundo con­vite. Retirou a roupa e saiu rápido da cama. Enquanto com uma das mãos continuava excitando Harry, com a outra abriu a gaveta da mesa-de-cabeceira e pegou um preservativo. E poucos segundos depois Harry penetrava Gina. Com um gemido de satis­fação, ele forçou passagem, de forma sensual e ávida. No mesmo instante, tocou uma frágil barreira que se encontrava no caminho que a fez soltar um gemido de dor e espanto. Surpreso com o obstáculo, ele se de­teve, incerto e incrédulo, e olhou interrogativamente no fundo dos olhos verdes e escuros de prazer.


— Theos mou... Ginevra, não pode ser.


Por um instante o mundo real tombou sobre eles. Ela retornou aos seus medos e inseguranças. A pulsa­ção voluptuosa e ansiosa ainda dominava o corpo in­suportavelmente tenso. O calor, ocasionado pela in­vasão passional de Harry dentro dela, voltava a consumi-la, agora que o desconforto inicial já havia diminuído.


Ele estava completamente perplexo.


Ela fechou os olhos e disse a si mesma que era tarde demais para se preocupar e o envolveu com os braços, encorajando-o silenciosamente. Um estremecimento do corpo poderoso e esbelto de Harry e, então, ele se entregou novamente aos instintos, saindo de dentro dela apenas para voltar a penetrá-la com mais avidez e intensidade. O autocontrole


voltou a se dissipar, abala­do pela pressão que o sexo fazia em suas entranhas, provocando desejo incontrolável em Gina.


Ele voltou a possuí-la com força e paixão. Ela ge­meu de prazer. Era algo delirante que, uma vez ini­ciado, só fazia aumentar. Até que, finalmente, ela chegou ao clímax, em um crescendo de explosão físi­ca. Ondas gloriosas de êxtase atingiram o corpo trê­mulo até que cada um de seus órgãos se rendesse sobre a cama em puro êxtase.


Harry acariciou os fios cor de cobre que caíam sobre o rosto suado de Gina. Pressionou os lábios sobre a testa delicada e febril e a beijou suavemente. De repente, sentiu um estranhamento perturbador, porque nunca havia feito carícias após o ato sexual.


Incomodado com aquela constatação, ergueu o belo e arrogante semblante. No momento em que ela se afastou para o outro lado da cama, porém, Harry a prendeu com uma das pernas fortes e pesadas, puxando-a de volta. Sentia-se insaciável ao lado de Gina.


Jamais experimentara uma relação tão incrível. Sua experiência se tornara uma rotina enfadonha, e de repente transformou-se em momentos de erotismo e excitação.


Ela representava magnífica descoberta. Com mo­vimentos sutis, Harry a moveu para mais perto e re­tirou o lençol para que pudesse observar o colchão. Havia uma mancha de sangue no lençol. Ela havia perdido a virgindade com ele!


Por um lado, estava sinceramente chocado por ter tirado proveito de uma mulher totalmente inexpe­riente. Por outro, sentia-se especial e orgulhoso por ela ter se entregado a ele. Pouco dado a arrependi­mentos tolos, Harry ignorou um raro sentimento de culpa que tentava dominar sua consciência e se rego­zijou com a torrente erótica que experimentava. Ele a havia descoberto. Ele a tinha despertado... ela era toda sua.


O telefone na cabeceira da cama acendeu e vibrou. Harry o atendeu. Era Remus, lembrando-o que o ja­tinho estava à espera para levá-lo a Berlim.


Ao ouvir a conversa em grego, Gina saiu do transe no qual se encontrava e recobrou a consciên­cia. O desalento a invadiu. Estava realmente conster­nada e confusa por ter permitido que aquilo tivesse acontecido entre eles. Criada por uma avó que havia lhe ensinado que era a mulher quem impunha os limites ao homem, imediatamente sentiu-se culpada pelo ocorrido.


Depois de desligar o telefone, Harry notou algo que o tirou do estado de satisfação. As sobrancelhas escuras curvaram-se de desgosto.


— O preservativo furou.


Sentando-se bruscamente, desesperada para sair correndo dali e medindo a distância entre a cama e a porta, Gina ficou petrificada com a notícia.


— Está usando algum tipo de anticoncepcional?


Harry perguntou sem se alterar, porém, conside­rando o impacto de tamanha calamidade e mal conse­guindo conter os calafrios de tal imprevisto.


Sem condições de lidar com as consequências de uma gravidez acidental, Gina ficou pálida. Parecia que já estava sendo punida pela má conduta e desva­rio de seu ato.


O que era a vergonha e a humilhação comparadas à radical mudança de vida de conceber uma criança?


— Não — murmurou ela, completamente tensa. Harry notou que ela estava tão longe, na cama, quanto podia.


— Não deve ser nada. Vai ficar tudo bem. Aciden­tes acontecem, e não vai ser esse que acabará em de­sastre.


— Claro — concordou ela secamente, mas o senti­mento de culpa aguçou-se. Lógico que, assim como ele, ela não queria uma gravidez. No entanto, a res­posta dele evidenciou a suspeita dolorosa de que ha­via feito papel de tola e agido como uma mulher fácil.


Inclinou-se para apanhar a blusa que estava no chão. Queria ir embora o mais rápido possível.


— Ginevra...


Com movimentos impetuosos, ela continuava apa­nhando seus pertences pelo chão. O rosto estava ru­borizado pela vergonha.


— Não há nada o que conversar — interrompeu-o com um murmúrio. Queria evitar qualquer discussão a respeito do acontecido e fugir dali. — Vou ficar bem.


Desacostumado a ser interrompido, Harry saiu da cama assim que Gina desapareceu dentro do ba­nheiro e fechou a porta. As sobrancelhas ergueram-se demonstrando surpresa.


Atrás da porta, Gina estava concentrada em re­compor a sanidade mental e corporal. Havia acabado de dormir com um homem que mal conhecia. Come­tido um erro atrás do outro. Obviamente, ele ficara com péssima impressão dela. Quem acreditaria que havia entrado sem permissão na suite presidencial do chefe apenas para servir um cafezinho? Claro que ele havia deduzido que aquela atitude tinha sido um con­vite dos mais vulgares, pensou, revoltada consigo mesma. Como pôde ser tão incrivelmente estúpida? Um homem rico e lindo como ele devia estar acos­tumado a receber tipos de assédios como aquele sem­pre.


Tão silenciosamente quanto podia, abriu a porta e saiu.


Harry observou os grandes olhos verdes arrega­lados e mortificados, e reparou que sua presença a in­comodava. Como jamais uma mulher havia olhado para ele daquele jeito, supôs que havia tido uma im­pressão equivocada.


— Tenho de pegar um avião.


— Claro — murmurou Gina.


— Nos falamos quando eu voltar para Londres.


— Eu... — Antes mesmo de saber o que dizer, de­dos longos envolveram suas bochechas. Ele inclinou a cabeça e deu-lhe um breve porém intenso beijo que a silenciou por alguns instantes.


— Vou ligar para você — disse ele casualmente, como de costume.


— Não... não ligue — respondeu Gina brusca­mente. O rosto ardia e os lábios estavam dormen­tes. Estava furiosa por ter ficado ali parada e aceitado o beijo de despedida sem nem mesmo ter tentado evitar.


Harry estava quase chegando ao banheiro quan­do parou. Franziu a testa e a encarou, imaginando que talvez não tivesse entendido bem.


— Sei que vai querer esquecer tudo que aconteceu aqui — acrescentou ela, sentindo-se extremamente desconfortável com a situação.


— Não, neste caso. Entrarei em contato, glikia mou.


E dessa forma insolente Harry lançou-lhe seu sorriso de homem astuto e se dirigiu ao chuveiro.


Sua autoconfiança era inabalável: as mulheres rea­giam ao seu charme com intenso desejo. Ela mal con­seguira encará-lo, mas a boca macia havia se rendido sem resistência. Será que ela estava achando que ele tinha inventado uma desculpa para não voltar a vê-la? Quase deu uma risada ao pensar nessa possibili­dade, enquanto se maravilhava com a ingenuidade dela. Era bem capaz que estivesse um pouco impressionada com ele e com a rapidez com que as coisas ti­nham ocorrido. Em breve iria superar aquela fase sensível, refletiu com o cinismo que lhe era inerente. Com sua ajuda, a vida sem graça de Gina, no futu­ro, se tornaria algo bem mais estimulante e interes­sante. Ela seria a atração principal em sua cama por um bom tempo...



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