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1. Capítulo 1


Fic: Amor sem fim


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Muito bem-humorada e pronta para seu segundo dia como funcionária temporária nas indústrias Potter, Gina estava entusiasmada. No banheiro, em casa, subiu na balança e olhou esperançosa para o ponteiro. Fechou os olhos e fez uma careta. Não tinha sido uma boa idéia. Desceu da balança. Tirou a camisola e o re­lógio e voltou a subir, bem de leve. Para sua decep­ção, o peso continuava o mesmo.


— Não pode se manter apenas com uma saladinha. — A sra. Tonks, que morava no primeiro andar, tinha dito a Gina, durante um delicioso almoço comple­tíssimo de domingo, poucos dias antes, com direito a entrada, prato principal e sobremesa.


Pelo visto, a saladinha teria sido muito mais segu­ra. Ou, possivelmente, a barra de chocolate que havia comido na noite anterior, ao passar pelo supermerca­do, tinha sido um pecadilho com pesadas consequên­cias. A verdade era que as longas horas de trabalho para pagar o aluguel aumentavam terrivelmente seu apetite, de modo avassalador. Ainda assim, não ga­nhava o suficiente para se alimentar bem. No reflexo do espelho, os olhos verdes passearam, desanimados, por toda a extensão do corpo, pelo reflexo dos seios fartos e das cadeiras volumosas.


Apertando os lábios carnudos, agarrou a cabeleira vermelha com dedos impacientes, prendeu-a com uma presilha e se vestiu rapidamente. O jeans escuro e a blusa branca estavam marcando as opulentas curvas mais do que deveriam, e ela franziu a testa. Um incêndio no endereço antigo onde morava havia quei­mado quase todos os pertences de Gina. E ela esta­va tentando renovar o guarda-roupa, fazendo com­pras em brechós e lojas de roupas usadas, mas não era fácil com o baixo salário que recebia. Ao se virar de costas para o espelho, a atenção se voltou para a foto, na cabeceira da cama, da irmã falecida. Repreendeu-se por se preocupar tanto com a aparência quando ti­nha a sorte de ter saúde.


— Veja o lado bom. — Este fora o refrão mais re­petido pela avó na infância de Gina.


— Depois da tempestade sempre vem a calmaria — o avô costumava comentar com determinação.


Ainda assim, Gina e os avós conheciam muito sobre a dor e o sofrimento. Luna, a irmã gêmea que Gina tanto amava, havia sido diagnosticada com leucemia logo após o aniversário de 8 anos. O estres­se de ter que enfrentar a doença de Luna acabou des­truindo o casamento dos pais. Os avós paternos ha­viam tomado a responsabilidade para si, cuidando de Luna durante o extenuante tratamento da menina, o período de melhora e, finalmente, os últimos dias de vida. A forte determinação de Luna em aproveitar cada minuto que lhe restava ensinara a Gina sobre a importância de vestir roupas alegres e de se cuidar.


Enquanto esperava pelo ônibus, no ponto, Gina lutava para aplacar uma excitação uvenil e se per­guntava se aquele seria o dia que conseguiria avistar o lendário Harry Potter novamente. Tinha que admitir que quando pensava nele sentia-se como uma adolescente e não como uma adulta de 23 anos! Era constrangedor recordar que certa vez recortara uma foto no jornal do estonteante e lindo armador grego e a guardado com devoção. No entanto, na época, era apenas uma menina e havia alimentado uma paixão platônica por ele.


As indústrias Potter ficavam em uma torre de escritórios que ocupava um quarteirão inteiro, na ci­dade de Londres. Gina nunca havia trabalhado em um lugar tão imponente, cujas normas internas para os funcionários eram bem rígidas. Mesmo sendo ape­nas uma contratada temporária, e geralmente encar­regada de tarefas triviais, a falta de experiência cau­sou olhares de reprovação no primeiro dia de tra­balho.


Como sempre, tentava compensar a inexperiência com muito entusiasmo e dedicação. Faria de tudo para conseguir um trabalho permanente naquela companhia, porque um salário maior faria enorme di­ferença em sua vida.


— Mais quinhentos cargos, aproximadamente, es­tão sendo transferidos para a Europa Oriental, para conter custos. — Uma voz feminina lamentou do lado de fora da sala onde Gina estava encarregada de instalar os dados do sistema da empresa em um dos computadores.


— A imprensa vai fazer alarde quando souber.


— As indústrias Potter estão entre as três com­panhias mais bem-sucedidas do mundo — uma voz masculina retrucou. — Harry Potter pode ser um escroque impiedoso, mas é invencível nos negócios. Não se esqueça que graças ao tino que tem para os negócios, a gratificação que vamos ganhar este ano deve ser ainda maior.


— Você pensa em outra coisa sem ser dinheiro? Potter é um milionário com tantos sentimentos quanto um bloco de granito.


Gina ficou tentada a se meter na conversa e protestar contra aquela acusação. Mas não estava em condições de fazer nada, visto que ouvira conversa alheia. Além disso, apesar da admiração que sentia por Harry, não tinha o direito de falar sobre assuntos privados do próprio chefe. Deu um suspiro e voltou a atenção para o computador.


Depois do almoço, ela e uma colega de trabalho, Lila Browns, foram mandadas para o primeiro andar. A ge­rente, uma loura chamada Katie, disse a Lila que ela teria que servir bebidas em uma reunião na parte da tarde.


— Estou cobrindo férias, não sou garçonete! — Lila declarou, contrariada.


— Como funcionária temporária você tem que fa­zer o que pedem — Katie retrucou rispidamente. — As indústrias Potter exigem um alto nível de flexibilidade de seus funcionários.


— Não sou funcionária. Não estou aqui para servir chá.


— Não tem problema. — Gina se intrometeu para acabar com a discussão, antes que ela e Lila acabassem sendo despedidas. — Eu posso servir.


Ao ouvir a oferta, Katie suavizou apenas sutilmente a expressão fria e indiferente, voltando os olhos para a calça jeans de Gina.


— O código da empresa não permite jeans, mas suponho que terei de abrir uma exceção, pois se trata de uma emergência.


 Se fosse você, tinha dado um fora nessa mulher por ter chamado a atenção para sua roupa — disse Lila, logo que as duas ficaram sozinhas. — Está fa­zendo um favor a ela.


Gina fez uma careta.


— Ela só está cumprindo ordens. Mas minha saia está lavando e só tinha esta calça para vestir.


— Aposto que ela está é com inveja — debochou Lila. — Os homens que estavam saindo do elevador não conseguiram tirar os olhos de você e ela não gos­tou nada disso.


Gina ficou ruborizada.


— Acho que ela está apenas nervosa por causa da reunião.


— Você tinha que tirar proveito do que tem — dis­se Lila. — Com seu rostinho e esse corpo, tentaria a carreira de modelo ou algo parecido. Ia ganhar muito dinheiro.


Gina não disse nada, mas não gostava da idéia. Às vezes, achava que tinha nascido com o corpo erra­do, pois se sentia muito incomodada com os olhares masculinos e a atenção que causava seu corpo cheio de curvas.


Tão logo apanhou uma bandeja com chá e xícaras, Katie abriu a porta e informou sobre as novas ins­truções:


— O sr. Potter estará na reunião. Quando entrar na sala de conferência, sirva as bebidas em silêncio e o mais rápido que puder.


Harry passou rapidamente à frente do resto da equipe e avistou a ruiva segundos antes que a porta da cozinha se fechasse. O breve instante foi suficiente para que a imagem relâmpago daquela mulher ficasse impressa em sua memória: cabelos brilhantes que re­luziam como cobre e ouro em contraste com a pele alva caíam até a cintura delicada e estreita; os seios eram voluptuosos e sensuais.


Uma onda forte de testosterona inundou o corpo de Harry. Sempre conseguia controlar seus impul­sos sexuais e por essa razão ficou impressionado com sua repentina excitação. Concluiu que só podia ser a constatação de uma verdade primitiva: gostava de mulheres mais cheinhas do que das modelos que ge­ralmente cruzavam seu caminho. Mesmo assim, aquela sensação impulsiva o irritou e ele se forçou a esquecê-la.


Com os nervos à flor da pele, por causa da possibi­lidade de rever Harry Potter, Gina acabou derramando o dobro de pó de café no bule que prepa­rava. Muito forte e muito doce: era assim que ele gos­tava. Por um momento as lembranças a invadiram e ela sorriu. Espantou as lágrimas escondidas no canto dos olhos.


A conversa parecia animada na sala de conferên­cia, quando Gina entrou com o carrinho de chá e fechou a porta delicadamente. Só depois direcionou o olhar para o homem ao lado da janela. Havia se pro­metido que olharia rapidamente, mas não conseguiu. Estava hipnotizada. Ele estava completamente impecável que, sem dúvida, revelava ter sido feito sob medida.


Estava ainda mais deslumbrante do que da primeira que o viu, concluiu Gina, um pouco tonta. Nove anos haviam apagado todos os traços de menino do rosto magro e o corpo forte ganhara ainda músculos. Mas ele mantinha o queixo estendido de orgulho, a cabeça erguida imperiosamente, a cabe­leira preta e o olhar inesquecível e penetrante, por teixo de espessas sobrancelhas. Tinha olhos incrí­veis; dependendo da luz ou quando ria, ficavam acobreados e brilhantes.


— Por que não está servindo? — alguém sussurrou ao seu ouvido.


Gina levou um susto e acordou do transe como se tivesse levado um tapa. Quando apanhou a primei­ra xícara com o pires, Harry Potter a avistou e ela voltou a ficar imobilizada. O estômago contraiu-se e o coração disparou, dificultando a respiração. Por um segundo, o mundo ao redor desapareceu. Gina só conseguia perceber a sensação estranha que pesava em seu peito, a boca seca, e algo quase doloroso que formigava pouco abaixo da pélvis. Abaixou os olhos, tentando conter a confusão que a assomava. Ficou impressionada pelo fato de que era necessário um esforço físico para conseguir se concentrar em sua tarefa.


Café: forte, preto, doce, lembrou a si mesma, en­quanto se perguntava onde estava com a cabeça. Ao imaginar qual seria a resposta, sentiu as bochechas corarem na mesma hora, de vergonha. Em poucos segundos todo o rosto estava vermelho. Minha nossa!


Nunca mais ousaria olhar para ele novamente! Bus­cou acalmar-se e respirou fundo enquanto enchia a xícara de café para ele. Involuntariamente, acabou acrescentando quatro colheres cheias de açúcar, me­xeu e forçou o passo na direção dele.


Harry havia estado meio entediado até então. Se não a tivesse visto novamente, tinha certeza de que não pensaria mais nela. Porém, a presença daquela ruiva a poucos metros de distância descartava tal pos­sibilidade. Em um movimento elegante, sentou-se à mesa. Seria uma garçonete terceirizada? Ou fazia parte da equipe da copa?


Ao olhar para ela, rapidamente, perdeu o interesse por pequenos detalhes de sua identidade. Preferiu se deter nos detalhes de sua figura. Era mignon, tinha um rosto lindo, com lábios carnudos e naturalmente rosados, que combinavam simetricamente com as abundantes curvas do corpo. Os olhos verdes lhe lembravam um pedaço de vidro da mesma cor que havia encontrado na praia quando era criança.


A boca bem desenhada de Harry se contorceu ao lembrar da reação de desprezo da mãe ao receber um presente tão bobo. No entanto, ao ler a expressão cal­ma da pequena e sensual ruiva, a lembrança desagra­dável de sua infância perturbadora desapareceu.


Quando Gina serviu o café para Harry, a mão tremia tanto que ele teve que apanhar a xícara e en­volver o pulso dela para evitar um acidente.


— Cuidado — Harry a advertiu.


Foram necessários apenas alguns segundos para que o perfume floral estonteante da pele alva dela lhe invadissidentidade.
Rapidamente ele ficou excitado.


Durante um breve olhar que ela lhe deu, pôde per­ceber quão vulnerável ela estava. Ela se encontrava tão próxima que ele mal conseguia respirar, e aquela constatação era incrivelmente excitante. Imaginou agarrando-a, sentando-a em seu colo, abrindo sua blusa até que os seios estivessem à mostra e usando a boca e as mãos para brincar com as curvas abundantes que marcavam o tecido da roupa.


Ficou surpreendido com o poder erótico daquela visualização e afastou a fantasia com desdém. Desde quando se interessava por garçonetes? Tomou um gole do café fortíssimo, mas a tensão que lhe invadia o corpo exaltado recusava-se a desaparecer.


Com calor por todo o corpo e tremendo, Gina deu a volta. Sentia-se uma tola! O que ele devia estar pensando dela, por ter ficado encarando-o daquele jeito? Obviamente, havia notado que ela o olhava bo­quiaberta. Como não poderia ter notado? Olhou ao redor e percebeu que ninguém havia observado o deslize e a intervenção dele, ou o olhar de reprovação. Aliviada, mas ao mesmo tempo chateada pela cena deplorável que fizera, recompôs-se e começou a ser­vir as demais pessoas sentadas à mesa.


— Este café está intragável — reclamou um dos presentes, fazendo uma careta.


Gina ficou consternada com o comentário.


— Ao contrário, é o primeiro café decente que tomo nesta empresa — respondeu Harry com um tom impaciente. — Vamos continuar com a apresen­tação.


Vexada e frustrada pelas críticas, Gina não per deu tempo em responder ao sinal de Katie para que se apressasse e servisse logo a todos. No afã de cumprir tal missão e escapar rapidamente da sala de conferência, Gina tropeçou em um dos fios espalhados no chão. Perdeu o equilíbrio e caiu, de frente, sobre o carpete. O computador cujo fio enroscou-se no pé de Gina tombou logo em seguida. Por al­guns segundos, o silêncio reinou no recinto. Harry observou a ruiva de bruços com uma incredulidade sardônica. Ela parecia uma obra de arte sem igual, mas, sendo humana, tinha um defeito fatal: ao se mo­ver era um acidente em potencial.


— Por que não olha por onde anda? — um dos executivos a repreendeu em tom de desespero.


— Sinto muito — disse Gina, sem graça, olhan­do consternada para o computador.


— O memory stick partiu ao meio — o homem res­mungou. — Terei que tirar outra cópia da apresenta­ção e mandar por e-mail para o senhor.


Pura impaciência estampou-se na face de Harry, pois estava com prazos muito apertados. Não satis­feita em quase ter derramado café em cima dele, Gina havia conseguido, sozinha, arruinar a reu­nião.


— Como pode ser tão incrivelmente desastrada? — ele murmurou friamente.


Horrorizada com o estrago que havia causado e desolada pela reprimenda, Gina se levantou rapi­damente e disse, em voz baixa:


— Sinto muito, senhor. Não vi o fio.


Naquele momento Harry se perguntou o que havia naqueles traços delicados e na palidez daquela pele de tão familiar. Os olhos agora estavam levemente lacrimejantes, deixando o verde da íris ainda mais brilhante.


Havia um crachá de identificação na blusa, mas Harry não conseguia ler o que estava es­crito. Ele a estudou sob a proteção dos densos cílios. Os olhos brilhavam com intensidade. Os lábios car­nudos e vermelhos eram tentadores.


— E você é...? — ele perguntou secamente.


— Gina... Ginevra Weasley.


Gina avistou Katie e viu a superior balançar a cabeça, indicando claramente que deveria sair dali o mais rápido possível. Voltou para o carrinho e foi em direção à saída.


Sentia tanto calor, frustração e raiva que teve de lavar o rosto com água fria para se acalmar. Quando finalmente tinha a oportunidade de se encontrar pes­soalmente com Harry Potter, havia conseguido causar a pior impressão possível de si mesma. Estre­meceu com a suspeita de que ele tivesse visto as lá­grimas involuntárias de desgosto em seus olhos ao perceber a extensão do estrago que causara. Como pôde ser tão pouco profissional?


O que a incomodou ainda mais foi o tipo de com­portamento que teve na frente dele. Eram irritantes a ingenuidade e a inexperiência que demonstrava quando o assunto era homem. Na verdade, tivera poucas oportunidades de adquirir vivência na área amorosa, pois havia passado toda a adolescência e o início da juventude presa às responsabilidades da casa. Era impossível ter vida social, nunca podia sair. Em alguns aspectos, era mais madura que as meninas da sua idade, pois convivera muito com os avós. Quando se mudou para Londres, para procurar emprego, depois que a avó faleceu, descobriu que não estava em sintonia com a maioria das pessoas da sua geração. Sexo casual e bebedeira iam contra os prin­cípios que havia aprendido a respeitar. 


Porém, Gina era honesta o suficiente para admi­tir que, no momento em que entrou naquela sala de conferência e viu Harry Potter, descobriu que nunca havia se sentido tão genuinamente atraída por um homem. Naquele instante, seu cérebro parecia derreter, e o corpo, um ente independente e estranho que respondia a impulsos que desconhecia que pos­suía. A força daquele instinto físico a tinha pego de surpresa, e mesmo depois, ao relembrar os aconteci­mentos, ficava chocada. A consciência perturbadora de algumas partes íntimas do corpo não a deixava em paz, percebendo que tinha estímulos sexuais que ha­via ignorado, até então, por precaução ou medo. Será que ele desconfiara dos motivos por que ela havia fi­cado tão alterada ao lado dele? A suspeita a fez encolher-se de apreensão. Mesmo que ele estivesse acos­tumado a chamar a atenção feminina, era compreen­sível que esperasse um comportamento mais pruden­te e reservado por parte de uma de suas empregadas.


— Senhorita Weasley? — Katie Bell mur­murou da porta. — Posso conversar com você?


Gina empalideceu, afastou-se obedientemente do carrinho que estava limpando e encarou a gerente.


— Tem certeza de que está bem? Foi uma queda e tanto — disse Bell de um jeito um tanto ríspido.


— Estou ótima, apenas a dignidade está um pouco arranhada — respondeu Gina sem graça. — Vocês conseguiram terminar a apresentação?


— Infelizmente, não. O sr. Potter tinha outra reunião. Ele nunca fica aqui muito tempo, e quando permanece, a agenda está sempre lotada. Falhas são um inconveniente que ele não esquece — comentou Katie desolada. — A culpa foi minha por ter lhe pedido para servir as bebidas.


— Não! Fui eu que fiz tudo errado! — protestou Gina.


— Infelizmente, o sr. Potter tem baixa tolerân­cia para falhas. Tenho certeza de que serei sempre lembrada por essa tarde desastrosa.


A culpa tomou conta de Gina com mais intensi­dade ainda.


— Não creio, tenho certeza que ele é um homem sensato.


Uma risadinha maldosa se estampou nos lábios de Katie.


— Você ainda está sob o efeito Potter, não está? O coração bate mais forte nas primeiras vezes. Mas já passei dessa fase. Agora o meu coração apenas entra em pânico sempre que ele está por perto — confiden­ciou, um tanto desanimada. — Ele é um homem lin­do, mas por trás daquela beleza há um homem frio e exigente, e se você não se moldar às demandas dele, é dispensada imediatamente.


A primeira reação foi querer argumentar contra aquela conclusão tão severa a respeito de Harry Potter, mas Gina se conteve. Voltou a se descul­par, pois notou que Katie estava realmente preo­cupada com o futuro de seu emprego.


Katie deu de ombros e disse que ela não se preocupasse.


— Essa é a vantagem de ser uma funcionária tem­porária — acrescentou a chefe. — Amanhã você sai daqui e começa do zero em outro lugar, no dia se­guinte.


Com o coração acelerado, Gina limpou a mesa da sala de conferência já vazia. Certamente, Katie Bell estava equivocada em relação a Harry Potter, e exagerando por causa da gafe infeliz. Mas alguns magnatas muito famosos tinham a reputação de ser verdadeiros tiranos e exploradores no ambien­te de trabalho, pensou Gina, aborrecida. E o que ela sabia sobre Harry Potter como patrão? Será que o emprego de Katie estava ameaçado por cau­sa da falta de jeito dela? Se fosse o caso, não seria sua obrigação defender Katie e assumir toda a culpa pelo incidente ocorrido?


No dia seguinte, faria de tudo para falar com ele. Talvez, quando ele chegasse de manhã — ou mais tarde —, conseguiria encontrá-lo sozinho por um momento. Poderia muito bem fazer um café como desculpa para interrompê-lo. Alguns minutos seriam suficientes. Era um alívio saber que algumas pala­vras, se escolhidas estrategicamente, eram capazes de reverter um episódio constrangedor.

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