O Chamado
O oitavo e ultimo filme de Harry Potter havia sido gravado finalmente. A premier foi a festa do ano e varias celebridades estavam prestigiando o acontecimento. Chegou finalmente a hora de dizer adeus. Todos despediram-se trocando números, e-mails entre outros. Houve choro, abraços, promessas... houve sentimentos forte demais para continuarem escondidos.
Assim que todos saíram da festa, Tom sentou-se na escadaria. Ele ainda segurava uma taça de champanha e fitava o infinito. De vês em quando ele sorria. Parecia lembrar algo que o divertia. Não era difícil imaginar que ele lembrava-se das filmagens, pois foi um momento onde ele ria a valer na companhia de Daniel, Rupert e Emma. Mais de que de qualquer um outro, ele sentiria falta da companhia dela.
Emma, por sua vez, estava conversando com Daniel e Rupert e, assim como em Hogwarts, eles eram muito amigos. A castanha parecia dispersa, mas conversava mecanicamente com os meninos, que logo notaram a falta de atenção dela.
- Aconteceu algo, Emma? – pergunta Daniel, agitando uma de suas mãos em frente ao rosto dela.
- Não, nada... – responde Emma, sorrindo em seguida – Está ficando tarde, preciso ir.
- Tudo bem, te ligo, ok? – diz Rupert, despedindo-se dela com beijos no rosto.
- Até breve, Emma! – despede-se Daniel, dando um abraço bem apertado na amiga.
Começou como um sentimento,
Que então cresceu em uma esperança,
Que se tornou então um pensamento quieto,
Que se tornou então uma palavra quieta,
E então essa palavra cresceu mais e mais
Até se tornar um grito de guerra:
Eu voltarei quando você me chamar,
Não há porquê se despedir.
Quando ela saiu na porta ele quase caiu. Nunca imaginou que se sentiria assim ao lado dela. Vendo o estado de seu companheiro de trabalho, Emma ofereceu-se amigavelmente para dar uma carona para ele. Sem pensar duas vezes, Tom aceitou. Ele entrou no carro com dificuldade, mas estava lúcido. Eles conversaram sobre planos futuros durante o percurso, mas o que o rapaz realmente queria dizer era o quanto ele sentiria falta dela.
- Vou sentir saudades! – diz Tom, serio.
- Eu também. – responde Emma, também séria.
- Emma, eu preciso te contar o que eu sinto... poderia parar o carro em algum lugar?
- Você está fora de si, Tom...
- Não estou, por favor, atenda meu pedido...
- Tudo bem.
Emma virou a esquina e parou próximo à um parque. Ela virou-se levemente para a direção do loiro, que, com dificuldades, dizia o que sentia por ela. A reação da menina não poderia ter sido outra. Ela estava extremamente confusa, não sabia se quem falava era o seu amigo Tom ou um homem bêbado.
- Eu sigo a pé daqui. Está perto da minha casa. – diz Tom, saindo do carro.
- Espere! – chama Emma, indo atrás dele.
- Amanhã te ligarei, e te falarei tudo de novo. Talvez assim você não me olhe com essa expressão de pena.
Só porque tudo muda
Não significa que nunca foi assim antes.
Tudo que você pode fazer é tentar saber quem seus amigos são,
Enquanto marcha para a guerra.
Escolha uma estrela no horizonte escuro
E siga a luz.
Mas passaram mais de duas semanas e nada de Tom ligar.
Emma estava triste. Descobriu que realmente gostava de Tom mais do que como amigo. Ela perdia horas em frente ao telefone, na esperança que ele tocasse, mas nada acontecia.
Um belo dia ela resolveu passear no parque. Estava quase anoitecendo e o pôr-do-sol estava esplendido. Enquanto admirava o céu, não percebeu que alguém se aproximava.
Quando ela virou-se, viu o loiro atrás dela. Ela não pensou duas vezes, o abraçou e o beijou no mesmo instante. Ele respondeu ao beijo, a erguendo a uma altura considerável.
Eles ficaram juntos por muito tempo...
Houve um casamento magnífico, onde muitos dos seus amigos estavam...
Eles não viveram felizes para sempre, pois isso só existe nos contos de fadas, mas eles aproveitaram bem a vida juntos...
Você voltará quando acabar,
Não há porquê se despedir.
Agora estamos de volta ao começo
É apenas um sentimento e ninguém conhece ainda,
mas, apenas porque não podem sentir esse sentimento também,
isso não significa quer você têm que esquecê-lo
Deixe suas memórias crescerem mais fortes e mais fortes
até estarem diante de seus olhos.